736 – Juca da Angélica, poeta de Lagoa Formosa (MG), por Trio José e Paulo Cesar Nunes, no Imagens do Brasil Profundo

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Danilo Gonzaga Moura (violão), Victor Mendes (viola) e Paulo Cesar Nunes, tocando e declamando, apresentaram na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, um pouco da valiosa obra do poeta Juca da Angélica (Lagoa Formosa/MG), ajudando a tornar mais conhecido do público este mestre da oralidade — “seo” Juca da Angélica completou 97 anos em julho. Os músicos e o poeta convidados movimentaram mais uma rodada do projeto Imagens do Brasil Profundo, que tem curadoria do professor de Sociologia Jair Marcatti. Danilo e Victor integram o Trio José, de São José dos Campos (SP).

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Documentário Caminhos da Mantiqueira será tema de novos debates do projeto Imagens do Brasil Profundo, em Sampa

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A fala simples e a sabedoria dos mantiqueirenses, entremeadas a importantes informações geográficas, históricas e ambientais,  mais depoimentos na voz de especialistas, costuram com belas imagens e uma delicada trilha sonora  do violeiro Ricardo Anastácio o filme de Galileu Garcia Júnior

Em mais uma rodada do projeto Imagens do Brasil Profundo, a Biblioteca Mario de Andrade (São Paulo, SP) receberá na quarta-feira, 29 de julho, um debate com as presenças de Galileu Garcia Júnior e de Paulo Dias, com entrada franca, a partir das 20 horas. Na ocasião, antes da exibição do vídeo Caminhos da Mantiqueira, de Garcia Júnior, está prevista, também, a apresentação pelo blogueiro Marcelino Lima dos objetivos deste Barulho d’água Música — trabalho que em pouco mais de um ano de atuação e já beirando 600 matérias tem colaborado com os objetivos do curador do Brasil Profundo, Jair Marcatti, que é trazer à tona um país mais interior. Iniciado em 2014, na primeira temporada do Brasil Profundo foram convidados vários violeiros para falar sobre as ligações de sua música com a cultura caipira. Em 2015, com a ampliação do programa, passaram a ser abordados outros aspectos das diversas culturas regionais do Brasil, agora desvendados em diferentes formatos: shows, bate-papos musicais, debates e palestras.

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Público paulistano assistirá três apresentações de Olhos d’água, do cantor e compositor Cláudio Lacerda (SP)

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Claúdio Lacerda, observado por Herodoto Barbeiro e por Thadeu Romano: projeto Olhos d’água aborda o tema que está na pauta de todos os debates ambientais do momento: a crise hidríca

 

O cantor e compositor Cláudio Lacerda (SP) participou recentemente do quadro Talentos, apresentado pelo jornalista Herodoto Barbeiro no encerramento do telejornal da Record News, emissora do grupo Record, cuja sede fica em São Paulo. Cláudio Lacerda esteve acompanhado pelo acordeonista Thadeu Romano e cantou para os telespectadores e internautas que sintonizaram os canais abertos  e online músicas do repertório do projeto Olhos d’água.  Por meio deste espetáculo, ele procura sensibilizar e estimular o público a retomar a relação fundamental de respeito aos nossos mananciais, assegurando o bem estar das próximas gerações, sobretudo neste momento de grave crise hídrica.

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Corta! Vamos ao parabéns para Reinaldo Volpato! Luzes, câmera, ação!

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Reinaldo Volpato (de óculos) recebeu vários prêmios na carreira como diretor de cinema e na televisão dirigiu Viola Minha Viola; é autor do documentário A Moda é Viola, baseado em livro de Romildo Sant’Anna

 

Reinaldo Volpato, cineasta formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) está comemorando aniversário hoje, o que motiva o Barulho d’água Música a enviar um abraço fraterno até Botucatu (SP), onde mora o premiado diretor que já produziu filmes de curta, média e longa metragens, programas e séries de televisão, vídeos institucionais, educativos, clipes e espetáculos musicais, publicidade e marketing político.

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Adriano Rosa, jornalista, fotógrafo e compositor de Campinas (SP) faz aniversário hoje

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Adriano Rosa acompanha de perto as carreiras de expoentes da música regional paulista e também destaca-se no ofício de compositor (Foto: Nalu Fernandes/Araraquara-SP)

 Hoje, 13 de março, o abraço de aniversário do Barulho d’água Música vai até Campinas (SP) , cidade na qual mora o jornalista e fotógrafo Adriano Rosa. Profissional dos mais competentes por detrás das lentes, Adriano Rosa também é compositor. Em ambos os ofícios, vem acompanhando expoentes da música regional e caipira como os amigos Cláudio Lacerda (SP), Luiz Salgado (Araguari/MG), Rodrigo Zanc (São Carlos/MG) e Wilson Teixeira (Avaré/SP), que juntos formam o projeto cultural 4 Cantos. Entre suas obras estão Dia de Apartação e Lenha e Carvão, faixas do álbum Cantador (2010) de Cláudio Lacerda, assinadas em parceria com Lacerda e Levi Ramiro (SP).

Como profissional de imprensa, Adriano Rosa  trabalhou nos jornais Correio Popular e Diário do Povo; arrebatou prêmios em concursos fotográficos como o Grande Prêmio FEAC de Jornalismo e A Cara do Brasil, da Folha de São Paulo. Também trabalha na produção de documentários em vídeo e produziu imagens para livros como Capoeira, um Patrimônio Cultural (Komedi, 2011) e organizações como Instituto Arcor Brasil e Fundo Juntos pela Educação. Adriano Rosa atuou em diversas exposições fotográficas, individuais e coletivas e atualmente é editor de fotografia do sítio online Agência Social de Notícias, canal que mantém com José Pedro Martins, Adriana Menezes e Martinho Caires.

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Adriano (ao fundo) com os cantores do  4 Cantos Rodrigo Zanc, Luiz Salgado e Wilson Teixeira; o grupo é formado ainda por Cláudio Lacerda, parceiro de composições com o fotógrafo

A ASN está estabelecida em Campinas e abraçou como missão a interpretação e reflexão sobre temas contemporâneos, com foco na defesa dos direitos de cidadania e valorização da qualidade de vida; como visão busca ser referência em cobertura jornalística, interpretação e reflexão sobre assuntos ligados ao desenvolvimento humano, valorização da vida, cultura e empreendedorismo.

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Barulho d’água Música chega a 41 países visto por cerca de 15 mil pessoas, seis vezes a lotação da Ópera de Sydney

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House, tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 15.000 vezes em 2014.  Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 6 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Revista Kalango é a nova parceira do Barulho d’água Música

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A revista digital de cultura Kalango , produzida há quatro anos por Osni  Tadeu Dias, jornalista,  professor de várias disciplinas da cadeira de Jornalismo da FAAT (Atibaia/SP) e militante ambientalista e de causas indígenas,  tornou-se parceira do Barulho d’água Música para o compartilhamento de conteúdos.

A Kalango, que entre seus colaboradores conta com o apoio de Marcelino Lima e Andreia Beillo, já publicou em suas páginas, por exemplo, matérias a respeito de Edvaldo Santana (SP), Luís Perequê (SP) e Tetê Espíndola (MS) primeiramente disponibilizadas pelo blog. Trata-se de revista completamente independente e sem fins lucrativos que vem oferecendo aos internautas matérias e ensaios, incluindo fotográficos, sobre teatro, cinema, artes plásticas, música, literatura e outras manifestações culturais, além de artigos e resenhas sobre diversos temas, alguns polêmicos, assinados por colaboradores como Leonardo Boff, Luís Sérgio Brandino, Luís Carlos Pires de Moraes e vários pensadores, professores, historiadores, entre outros profissionais liberais autônomos.    

O conteúdo da Kalango, que já chegou a vinte edições, pode ser acessado e lido em www.revistakalango.com.br. Uma das matérias do Barulho d’água Música recentemente compartilhada é a do show que Tetê fez em junho, no Sesc Osasco, cujo linque é http://www.revistakalango.com.br/tete-espindola-e-convidados/. Abaixo, na íntegra, o blog retribui  disponibilizando a matéria do próprio Osni, com fotos de Maira Acayba, sobre o músico, compositor e produtor Tatá Aeroplano. Boa leitura a todos!

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Osni Dias é jornalista, professor universitário, agitador cultural e militante ferrenho das causas indígenas (Foto: Arquivo pessoal)

 

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Manu Maltez leva ao SESC Pompeia trilha de filme no qual recorda pactos para tocar blues, tema consagrado em Crossroads

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Cena do filme de Manu Maltez cuja trilha sonora ele apresentará no SESC Pompeia (Fotos: Mayara Azzi)

Músico, artista plástico e escritor, Manu Maltez lançará O Diabo Era Mais Embaixo, um álbum de ficção em formato de vídeo (DVD) cujo conteúdo reúne música, cinema e animação. Show para apresentação da trilha sonora do filme está marcado para começar às 21 horas, em 18 de dezembro. Manu Maltez dividirá o palco do SESC Pompeia com Juçara Marçal, Zé Pitoco, além da banda formada por Rafa Barreto, Antônio Loureiro, Thaís Nicodemo, Anderson Quevedo, Maria Beraldo e Jaziel Gomes. 

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Rolando Boldrin festeja hoje mais um aniversário admirado em todos os cantos do Brasil

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O apresentador Rolando Boldrin já está no ar com o programa Sr. Brasil na TV Cultura há quase dez anos, mas desde 1981 leva ao palco nomes já consagrados ou revelações da música brasileira e de outros segmentos artísticos (Foto: Marcelino Lima)

O Barulho d’água Música cumprimenta com respeito e admiração o aniversariante de hoje, senhor amado por todo o país e que está profundamente identificado com as nossas raízes, consagrado no rádio, na televisão, no cinema, no teatro, como escritor, cantor e compositor desde ainda garoto — aos 12 anos, já formava com o irmão na terra natal, São Joaquim da Barra,  interior de São Paulo, a dupla bem sucedida na rádio do município Boy e Formiga.

Ao longo desta dedicada e premiada carreira, cujo primeiro disco surgiu  em 1974, com o titulo Cantadô, o Brasil de todos os povos viu se consolidar um dos nomes mais importantes não somente da sua história musical, mas de todos os segmentos artísticos e culturais, o mesmo Brasil que ele em sua mais destacada trincheira, o programa de televisão que está no ar há 34 anos (dos quais há quase dez na TV Cultura) tenta tirar da gaveta do esquecimento, impedindo que deixem no ostracismo tantos ídolos de outrora e de seguidas gerações, quanto revelações de cada nova safra que não pára de apresentar bons frutos.

Ao Sr. Brasil, o querido Rolando Boldrin, portanto, vão nossos votos não apenas de sucesso sempre, mas ainda nossos agradecimentos por nos ajudar a ter uma vida menos marvada, em que a viola sempre ponteia alto, emparelhada com diversos outros instrumentos e nos mais diversos ritmos e vozes, convidando-nos entre um causo e outro para um cateretê!

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Entre os papéis que Rolando Boldrin fez no cinema, o do maquinista Pereira, em Doramundo, é um dos mais destacados. No filme de João Batista de Andrade, de 1978, ele contracena com Irene Ravache, Antônio Fagundes e Armando Bogus. Na foto ao lado, imagem da dupla Boy e Formiga, que Boldrin, o Boy, formava com o irmão, ainda garoto, no interior paulista

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Wilson Dias apresenta “Mucuta” no Teatro Anchieta, do SESC Consolação

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Wilson Dias toca com simplicidade, mas tem técnica apurada e com a viola em mãos parece se elevar e trazer lá de dentro toda sua força e espiritualidade

 Olá amigos e seguidores!

Estou adicionando  ao Barulho d’Água Música por meio dos linques abaixo dois vídeos em que Wilson Dias, de Olhos d’Água (MG), apresenta toda a sua técnica de violeiro que transita entre o tradicional e o moderno, tocando com sensibilidade e entrega músicas de sua autoria as quais, em vários momentos, soam como peças de composição clássica de rara beleza. Em ambos há informações e depoimentos sobre a carreira que já resultou em seis discos gravados, as dificuldades do começo da vida pessoal em uma cidade do Vale do Jequitinhonha onde faltava na infância água e luz elétrica e ele precisava caminhar 16 quilômetros para ir à escola, por exemplo, e o envolvimento desde pequeno com a preservação da natureza e a divulgação da cultura do norte mineiro, motivado pelo ambiente familiar no qual a música e elementos da religiosidade,  os costumes e o comportamento típicos de um sertanejo que luta com tenacidade pela sobrevivência e sua afirmação no mundo sempre regavam as descobertas e apontavam os caminhos que o menino, mais tarde, viria a  seguir.

O primeiro vídeo, de pouco mais de 25 minutos, produzido pelo SESC para o programa “Passagem de Som”, mostra Wilson Dias em três ocasiões, nas quais em duas está em companhia do amigo e também violeiro Levi Ramiro. Em Campinas, ambos haviam acabado de encerrar um show do Projeto Café com Viola, no SESC local, quando começaram uma agradável prosa com Luís Franco, conhecido no meio por “Candeeiro”. Na sequência, Wilson e Levi aparecem narrando histórias pessoais e pitorescas no apartamento localizado em São Paulo do cardiologista e igualmente violeiro Júlio Santin. Os três revelam curiosidades como a alegria de ver chegar à casa da avó o primeiro lampião a gás (“que iluminava mais do que a lamparina”), os primórdios da música caipira em São Paulo (cuja origem se localiza no triângulo formado por Botucatu, Piracicaba e Sorocaba, cidades nas quais se encontram os primeiros registros fonográficos deste gênero em todo o Estado) e a inspiração para seguir a mesma trilha do pai, esteio e ídolo para o qual um deles afinava a viola utilizada em cantorias durante as quais este filho também tinha a oportunidade de ver a mãe cantar, acompanhando o marido festeiro.

O terceiro momento, ainda do primeiro vídeo, traz imagens do  bate-papo e do ensaio de Wilson Dias e dos músicos que o acompanhavam, cujas imagens foram captadas horas antes  da apresentação deles no projeto “Instrumental SESC Brasil”, coordenado por Patrícia Palumbo,  no palco do Teatro Anchieta, do SESC Consolação (SP). A gravação na integra daquela edição do SESC Instrumental realizada em 12 de agosto de 2013 é o que se poderá curtir assistindo ao segundo vídeo, durante cuja exibição valerá a pena prestar bastante atenção à narração de Patrícia.

“Neste show relembro cada momento que eu vivi na roça, cada música é uma fotografia da minha vida”, informou Wilson Dias ao público presente. Eu estava na plateia naquela fria noite em que após sofrer as agruras de andar de trem e de metrô em pleno horário de rush noturno, e entrar no Teatro atrasado, com a apresentação já rolando, tive a grata oportunidade de conhecer pessoalmente  Wilson Dias, Augusto Cordeiro (violão), Gladson Braga (percussão), André Siqueira (flauta e violão), e Pedro Gomes (baixo).  Depois viramos amigos, o que é uma satisfação, pois além de talentoso com a viola caipira nas mãos, Wilson Dias é descontraído e, como todo mineiro, tem aquele jeito brejeiro, acolhedor, doce e simpático. Como escrevi acima, algumas das músicas do “Mucuta” tocadas no Teatro Anchieta são verdadeiros concertos, revelam todo o apuro e excelência de Wilson Dias e do seu time que tem a esposa Nilce Gomes sempre atenta e dedicada nos bastidores e no qual a participação do professor da Universidade de Londrina (PR), arranjador e multi-instrumentista  André Siqueira, também merece destaque.  Siqueira é produtor de vários discos do mineiro, entre os quais “Lume”, lançado em novembro do ano passado, com participações de Déa TrancosoNá Ozetti e do poeta e jornalista João Evangelista Rodrigues, senhor compositor que assina várias belezuras do Wilson Dias e de outros bambas como Pereira da Viola.

 

Linques para ver os vídeos:

http://passagemdesom.sesctv.org.br/artistas/wilson-dias/programa-passagem-de-som-em-15-julho-2013

http://www.instrumentalsescbrasil.org.br/artistas/wilson-dias

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Da dir. para a esq.: Siqueira, Pedro Gomes, Wilson Dias, Patrícia Palumbo, Augusto Cordeiro e ao fundo,Gladson Braga (Fotos de Marcelino Lima)