Borgetthi, Mario Zan e Gonzagão por sete sanfoneiros

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Maryhelena Gama
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Benícia de Jesus
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Claudete Alves
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Luzia de Almeida

Orquestra Sanfônica de São Paulo: gostou do nome? Então procure conhecer o trabalho deste ótimo grupo que tem à frente a maestrina Renata Sbrighi e cuja casa fica na Rua Pio XI, 570, no bairro da Lapa. Boa parte do público que compareceu no sábado, dia 7 de junho, ao Clube Paineiras do Morumby, à tarde, pode conferir (e curtiu, com certeza!) a animação dos músicos que a integram, entre os quais seis simpáticas senhoras, todas sanfoneiras virtuosíssimas, uma das quais, ainda de quebra, craque com o triângulo e exímia com o pandeiro, Benícia Maria de Jesus.

A Orquestra tocou na abertura do “45º Arraiá do Paineiras”. Muita gente, então, largou a criança (ou os pais!) para arrastar os pés defronte ao palco, entre as mesas, junto às e dentro das barracas de guloseimas, cutucada entre outras modas consagradas e típicas dos festejos juninos tais quais   “Saudades de Minha Terra” (Belmonte e Amaraí),Chalana” (Mário Zan), “Feira de Mangaio” (Luiz Gonzaga e Sivuca), “Milonga para as Missões” (Renato Borghetti). Tradicionais marchinhas de quadrilha como “Capelinha de Melão” também tiraram os sócios do Clube Paineiras do Morumby das cadeiras, ou os fizeram, no mínimo, bater palmas para acompanhar e marcar o ritmo de vários “forrós”.

Para saber mais visite a página www.sanfonica.com.br ou agende uma visita à sede pelo telefone (11)-3834-1512.

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Maestrina Renata Sbrighi
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Maria de Lourdes Martins
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João Baumann
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Sônia Gut e José Gut “Lemão”
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Quadrilha tricampeã estadual

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A “Quadrilha Tia Bola” é tricampeã paulista do gênero e provou que não detém o título à toa ao passar pelo Clube Paineiras do Morumby antes de Cláudio Lacerda cantar para o público que prestigiava o “45º Arraiá do Paineiras”. Formada por 20 casais que se revezam em duas coreografias, a quadrilha de São Vicente, primeira cidade brasileira, é dirigida por Marcos Velho, a quem também cabe narrar as apresentações. Velho é, ainda, o estilista responsável pelo impecável e colorido figurino da “Tia Bola”, cujo tecido para as roupas “importa” de Fortaleza (CE). O e-mail para contatos é quadrilhatiabola@hotmail.com

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Lanceiros da Liberdade também passam pelo Paineiras

????????O Rio Grande do Sul também esteve representado durante o “45º Arraiá do Paineiras”. A missão de trazer ao público uma amostra da rica cultura dos pampas, valendo-se de apresentações de danças típicas gaúchas, coube aos “Lanceiros da Liberdade”, estabelecidos em Taboão da Serra, cidade da região Metropolitana de São Paulo.

Devidamente paramentados pelo figurino de Alice Bianchini, os integrantes primeiro cantaram e bailaram graciosamente, aos pares formados por belíssimas prendas e versáteis peões ou coletivamente, animados por gravações (com destaque para a poética “Pintor das estrelas”, de Jorge Marino) cujas letras remetem aos costumes dos povos que ajudaram a formar o estado do extremo Sul do país — entre os quais alemães, italianos, portugueses e poloneses. A plateia teve a oportunidade de assistir ainda três rapazes, mais o garoto Luís Henrique, em desafios de chula, modalidade em que precisam demonstrar habilidade e destreza enquanto batem o solado ou os saltos das botas em exibições durante as quais dançam e saltam de um lado para outro de uma lança deitada no chão, sem poder tocá-la ou olhar onde está. O mote da chula é a conquista de uma dama pretendida por mais de um cavalheiro.

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Osasco terá dois shows do “Moda de Rock -Viola Extrema”

O SESC de Osasco terá como atrações nos dias 5 e 26 de junho, quintas-feiras, em ambas as ocasiões às 19 horas, os músicos Ricardo Vignini e Zé Helder. Eles vão apresentar com entrada franca as músicas do álbum “Moda de Rock – Viola Extrema”, lançado em 2011 e que se tornou sucesso de vendas e de shows tanto no Brasil, quanto no exterior, sobretudo nos Estados Unidos, e em 2013 arrebatou um dos troféus do 3º Prêmio Rozini de Excelência de Moda de Viola, entregue em noite de gala no Memorial da América Latina. A razão para tamanha repercussão é a adaptação de clássicos do rock para as cordas de duas violas, entre as quais “In the Flesh”, faixa de “The Wall”, do Pink Floyd, que nos dedos da dupla transformou-se em uma singela valsinha.

Para quem não consegue conceber a ideia de Pink Floyd tocado assim, procure imaginar “Aces High”, do Iron Maiden, e “Master of Puppets”, do Metallica, levadas em ritmo de pagode de viola. Além de músicas destas bandas, o “Moda de Rock” traz Led Zeppelin (“Kashmir”), Beatles (“Norwegian Wood”), Jimi Hendrix (“May This Be Love”), Megadeth (“Hangar 18”), Sepultura (“Kaiowas”), Nirvana (Smells Like Teen Spirit), Jethro Tull (“Aqualung”) e Ozzy Osbourne (“Mr. Crowley”). Participam do trabalho o também violeiro Renato Caetano e Edson Fontes, este integrante dos grupos “Os Favoritos da Catira” e “Matuto Moderno”.

Moda de Rock (Ulisses Matandos) (3)

 

Vignini e Zé Helder também integram o “Matuto Moderno” e seguem carreiras solos ou com outras formações. O primeiro, por exemplo, é autor do disco instrumental autoral “Na Zoada do Arame” (2010) e no domingo, 1º de junho, a partir das 18 horas, lançará no SESC do Belenzinho “Duas Gerações”, um belo disco instrumental de viola caipira que gravou em companhia com Índio Cachoeira. O músico terá acabado de chegar de um pulinho aos Estados Unidos, onde tocará na noite de quinta-feira, 29 de maio, em Indiana, como um dos integrantes do “Dotô Tonho” durante o Fourth Annual John Hartford Memorial Festival. A maratona teve início no domingo, 25, quando Ricardo Vignini juntou-se aos outros dois músicos do “Mano Sinistra” (canhoto, em italiano) Paulo Thomaz (ex-Centúrias e Firebox, atual Baranga e Kamboja) e Lucke (Frank Elvis e Los Sinatras, Houdinis, Malaco Soul) para uma apresentação do disco do trio lançado neste ano no espaço Serralheria, situado na Lapa.

Zé Helder já lançou “A Montanha” (Pedralva – 2004), “No Oco do Bambu” (São Paulo – 2009), com participações especiais de Ivan Vilela, Dani Lasalvia, Índio Cachoeira e Guca Domenico, e com o grupo Orelha de Pau (2002). A voz dele também pode ser reconhecida em trabalhos de diversos artistas, entre os quais Levi Ramiro (SP) e Walgra Maria (RS). O disco de Walgra, “Caminho da Fé”, foi produzido por Dércio Marques, que morreu em 2012 e assim como Ramiro é considerado um mestre por todos os violeiros e cantores dos gêneros caipira, de raiz e regional.  Zé Helder também já acompanhou Ceumar e tem composições gravadas por artistas do sul de Minas. Formado em Licenciatura Plena em Música, criou o curso de viola caipira no Conservatório de Pouso Alegre (CEMPA), e atualmente leciona o instrumento no Conservatório Municipal de Arte de Guarulhos.

Foto: Ulisses Matandos

Rodrigo Zanc volta ao Sr. Brasil

 

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O programa Sr. Brasil que será gravado a partir das 19 horas desta quarta-feira, 4 de junho, terá a participação do músico e compositor Rodrigo Zanc, violeiro de Araraquara atualmente residindo em São Carlos, cidades do Interior de São Paulo. A data em que a apresentação irá ao ar ainda não está definida.

Zanc estará de volta ao palco do teatro do SESC Pompeia, onde, desta vez, cantará na presença de Rolando Boldrin três músicas que integram o álbum “Fruto da Lida”“, lançado em outubro de 2013 com shows nos SESC de São Carlos e de Araraquara. Ele já  adiantou a este blogueiro quais serão as faixas, escolhidas por Boldrin, que a plateia curtira. Para não estragar a surpresa, entretanto, quem quiser ouvi-las terá de ir vê-lo apresenta-las, ao vivo. Sobre uma delas, no entanto, vou deixar uma dica: foi escrita com Isaías Andrade, de Americana. Juntos eles já têm mais de 40, das quais dez  em “Fruto da Lida” “Pendenga”, primeiro trabalho dele, de 2006.

Esta não é a primeira vez que Rodrigo Zanc é destaque no consagrado programa de Boldrin. Em agosto de 2013, ele interpretou “Véio Cemitério”, ocasião em que esteve acompanhado por Wilson Teixeira, Cláudio Lacerda e Luiz Salgado, com os quais formam o grupo “4 Cantos”. O araraquarense e Lacerda são também parceiros de um projeto de preservação e tributo à obra de Pena Branca e Xavantinho.

Legendas:

Rodrigo Zanc é autor de “Fruto da Lida” e “Pendenga”

Com Rolando Boldrin ao centro, da direita para a esquerda: este blogueiro, Rodrigo Zanc, Cláudio Lacerda, Wilson Teixeira e Luiz Salgado, em agosto de 2013

Fotos e texto: Marcelino Lima/SESC Osasco (1) e SESC Pompeia (2)

Link para “Véio Cemitério” no Sr. Brasil: http://tvcultura.cmais.com.br/srbrasil/v

 

 

Katya Teixeira e João Arruda cantam em Mogi das Cruzes

Katya Teixeira e João Arruda,  cantores e compositores de São Paulo e de Campinas, respectivamente, estiveram no palco do II Festival de Arte Popular do Alto Tietê, montado na Praça Oswaldo Cruz, na cidade de Mogi das Cruzes. A apresentação ocorreu em 17 de maio. Ambos cantaram canções da carreira solo e dos álbuns que já gravaram, como “2 Mares”, que Katya Teixeira lançou recentemente com Luiz Salgado, e “Ventamoinho”, em que João Arruda tem a participação dela e de expoentes como Levi Ramiro Silva. João Arruda também é autor, entre outros trabalhos, de “Celebra Sonhos”, e coordena o projeto “Arreuni”, que mensalmente ocorre no Centro Cultural Casarão, em Barão Geraldo, Campinas. Katya tem na biografia os discos “Katxerê”, “Lira do Povo” e “Feito de Corda e Cantiga”, participações em discos diversos de expoentes como João Bá e Luis Perequê, além de estar na estrada com o “Projeto Dandô – (Circuito de Música Dércio Marques), que percorre o país.

O anfitrião e promotor do show, o músico Déo Miranda, além do percussionista Fernando Tocha (Grupo de Pífanos Flautins Matuá) também dividiram o palco com Katya Teixeira e João Arruda. Encerrada a participação da dupla no Festival de Arte Popular do Alto Tietê, Katya e João seguiram para o SESC de Santo Amaro, na Capital, onde os aguardava o público de mais uma Virada Cultural Paulista.

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Legenda: João Arruda, Katya Teixeira, Déo Miranda e Fernando Tocha

Texto e foto: Marcelino Lima

Wilson Teixeira é atração na Virada Cultural de Americana

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O cantor e compositor Wilson Teixeira tocou e cantou no domingo, dia 25 de maio, como uma das atrações da “Virada Cultural Paulista”, em Americana, interior do Estado de São Paulo. A apresentação ocorreu no palco externo montado pelo Governo do Estado, com apoio da Secretaria de Cultura daquela cidade, na Casa de Cultura Hermann Müller. Wilson estava acompanhado pelos irmãos Vinícius Bini e Walter Bini, além do acordeonista Cleber Silveira.

Durante cerca de 90 minutos, prestigiado por um público que juntou admiradores de diversas idades, ele recordou sucessos do nosso cancioneiro caipira e regional, homenageando nomes como Rolando Boldrin (“Vide vida marvada”); Tonico e Tinoco (“Moreninha Linda”); Liu e Léu (“Boiadeiro Errante”); Os Filhos de Goiás (“Amor Distante”); Renato Teixeira (“Romaria”), Cascatinha e Inhana (“Beijinho Doce”); Luizinho e Teddy Vieira (“Menino da Porteira”) e, ainda, o parceiro Cláudio Lacerda (“Canta que é bonito”). A música de Lacerda, por sinal, fará parte do segundo disco da carreira de Wilson Teixeira, atualmente sendo produzido de forma independente como o primeiro, “Almanaque Rural”, no qual também se apoiou para preparar o repertório apresentado na festa de Americana.

“Almanaque Rural”, de 2007, e o disco a caminho não são os únicos trabalhos de Wilson Teixeira, que vem sendo apontado pelos críticos do meio e admiradores como um dos mais promissores da atual safra de violeiros paulistas e brasileiros. Com o amigo Cláudio Lacerda, ele integra o “4 Cantos”, que ainda inclui Rodrigo Zanc (Araraquara/São Carlos) e Luiz Salgado (Patos de Minas). Esta formação encantou em agosto de 2013 a plateia do programa Sr. Brasil, apresentado na TV Cultura, por Rolando Boldrin. Teixeira cantou “Trem de Verão”, uma de suas composições, em parceria com Adilson Casado, presente no álbum de estreia. Recentemente, ele voltou ao Teatro do SESC Pompeia, onde é gravado o Sr. Brasil e, desta vez com Sarah Abreu, mais os irmãos Bini e Thadeu Romano, prestou tributo a Cascatinha e Inhana. Em seus shows também são constantemente reverenciados Tonico e Tinoco, outro projeto dele em tributo a artistas que influenciaram a opção pelas composições de raiz.

Os vários teatros do SESC/SP têm sido a casa de Wilson Teixeira para os encontros sempre animados com os fãs, cada vez mais numerosos e fidelizados. A unidade de Bertioga o acolheu de novo na recente quinta-feira, 22, quando esteve na companhia das “Irmãs Galvão”. Em 29 de abril a cantoria ocorrera na famosa Bourbon Street enturmando Renato Teixeira, Chico Teixeira (filho de Renato), Jonavo, Tuia Lencioni e Adriana Violeira, entre outros companheiros amigos do estilo folk (Festa Folk Brasil), outra vertente que marca o trabalho dele e tempera faixas de “Almanaque Rural”, como por exemplo, a bela “Terra do Verde” em que presta reverência à terra natal, Avaré.

Wilson Teixeira é também um nome consagrado em festivais. Em 2011, emplacou o primeiro lugar no disputadíssimo certame de Tatuí, onde arrebatou duas estatuetas de primeiro lugar para “No último pé do pomar”, melhor música e melhor interpretação daquela edição. Em junho de 2013, mais uma consagração: recebeu o Prêmio Rozini de Excelência de Música de Viola como reconhecimento de melhor disco solo conferido ao “Almanaque Rural”. O troféu foi entregue no Memorial da América Latina, na Capital, em noite de gala encerrada com show de Almir Sater.

A apresentação de Wilson Teixeira na Casa de Cultura Hermann Müller foi precedida por show da Orquestra de Violeiros de Americana, que tem à frente o regente Bruno Paparoti.

Legenda:

Vinícius Bini, Cleber Silveira, Wilson Teixeira e Walter Bini

Foto e texto: Marcelino Lima

www.vagalume.com.br/wilson-teixeira/
www.wilsonteixeira.mus.br/
www.vagalume.com.br/wilson-teixeira/
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