Roda de Viola do SESC Campo Limpo merecia mais tempo e tratamento melhor

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Ricardo Vignini, Índio Cachoeira, Levi Ramiro, Paulo Freire e Rodrigo Zanc (Foto de Marcelino Lima)

O ditado “tudo o que é bom acaba logo” nunca foi tão mais apropriado na tarde de 9 de julho para quem esteve no SESC do Campo Limpo, no começo da tarde. Para marcar as atividades de inauguração da nova unidade, cujas portas se abriram ao público há pouco mais de um mês apenas, a direção da entidade programou uma roda de viola com cinco bambas paulistas das músicas regional e caipira. Assim, para um encontro inusitado e inédito, juntaram-se no picadeiro do Circo Zanni Ricardo Vignini, Índio Cachoeira, Levi Ramiro, Paulo Freire e Rodrigo Zanc. Como todos têm expressivas carreiras em estradas próprias, a plateia presente nas arquibancadas esfregou as mãos esperando curtir sucessos de cada um, além de clássicos das duas vertentes.

 

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Paulo Freire (Marcelino Lima)

Em parte, a expectativa foi, sim senhor, magistralmente satisfeita. As violas entrosadas no calor do momento pontearam com perfeição e já pareciam íntimas desde que ainda eram cedros ou madeira de outra árvore nobre. Vignini, Cachoeira, Levi, Freire e Zanc também cantaram como quem prática uma atividade cotidiana modas consagradas há décadas pelo gosto popular, ora em duplas, ora em trios, ou ainda coletivamente. Não se quer dizer aqui que tocaram e cantaram de qualquer jeito, na base do improviso, ora esta, ora vá! É que cantaram e tocaram como quem nem precisa ensaiar, pois carregam tudinho guardado lá dentro de si, puxam do peito o que verbalizam e executam, exteriorizam eivado de delicadeza, de respeito e de lisura nossos patrimônios musicais . Com a propriedade de quem estuda, pesquisa, envolve-se, apresenta-se pelo prazer, pela oportunidade de reencontrar o parceiro, ou compartilhar um tesouro ou um causo pitoresco que tanto pode fazer chorar, como sorrir o anônimo que os escuta; com a devida simplicidade de saber que em reuniões assim não há mestres ou alunos, todos são iguais perante a plateia e às cordas dos instrumentos: a categoria é tamanha que basta um olhar entre eles para que cada nota saia devidamente encadeada, emparelhadinha com a do colega da direita, da esquerda, de acolá, nenhuma antes da hora ou precisando por sebo nas canelas trilhos atrás do troço que acabou de passar pela estação.

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Índio Cachoeira (Marcelino Lima)

Ah, então não há do que reclamar, os moços deram conta do recado! Deram, sim, uai, mas vai ouvindo, vão ouvindo e beeeeeeemmmm atento, pois de uma hora para outra, já acabou: a cantoria não equivaleu à metade do tempo que na véspera sofremos dançando quais baratas tontas naquele baile alemão regido por uma maldita sinfonia de uma bizarra nota só! O SESC Campo Limpo, nada generoso e sem avaliar direito os currículos de quem convidou, dedicou aos músicos míseros quarenta minutinhos para mostrarem um repertório que poderia ser bem mais rico e extenso, para revelar a quem não os conhecia não apenas o talento que estava evidente, bem como pelo menos uma canção de cada um, uma marca única que os identificasse e fosse capaz de despertar ali, no ato, mais um admirador, provocar uma interação ainda mais calorosa, receptiva, nunca efêmera.

 

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Ricardo Vignini (Nalu Fernandes)

Apesar da pressa da entidade, os cinco marcaram a tarde fria do feriado dedicado à memória dos revolucionários de 1932 relembrando os clássicos “Pagode em Brasília”, “La Paloma”, “Triste Berrante”, “Canto Brasileiro”, “Cuitelinho”, “O Homem e a espingarda”, “Empreitada Perigosa”, “Cálix Bento”, e como bis, “Saudades de Minha Terra”. Paulo Freire ainda contou em seu jeito característico como se deve dominar uma onça quando a pintada surpreende alguém que está no mato sem ter ao menos um canivete para encarar a encrenca. E ficamos assim, e sem muita conversa posterior com o público porque nova atração já estava ali às portas, era preciso desmontar e recolher os trens, ligeiro como quem ainda está com a prisunha nos calcanhares. Quem quisesse prosear, apertar a mão dos músicos, dar neles um abraço, guardar um retrato como lembrança… que fosse para o terreiro, oh deselegância pai d’égua!

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Levi Ramiro (Nalu Fernandes)
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Rodrigo Zanc (Nalu Fernandes)

 

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Cinco ases da viola marcam inauguração do SESC Carmo

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Da direita para a esquerda: Rodrigo Zanc, Ricardo Vignini, Índio Cachoeira, Paulo Freire e Levi Ramiro

O SESC de São Paulo vai inaugurar nesta quarta-feira 9 de julho a unidade do bairro paulistano Campo Limpo, situada na Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120. Quem estiver disposto a curtir o feriado que relembra a Revolução Constitucionalista de 1932 comparecendo ao local poderá curtir a partir das 15 horas e sem pagar ingresso a roda de viola ao ar livre com Paulo Freire, Rodrigo Zanc, Levi Ramiro, Ricardo Vignini e Índio Cachoeira, entre outras atrações e atividades. A proposta é reunir violeiros de diferentes gerações e estilos de modo descontraído e informal para apresentar ao público o instrumento que em seu bojo guarda várias peculiaridades da cultura e da música regional brasileira. O Barulho de Água Música conferirá para posteriormente contar aos leitores e amigos como se desenrolou a prosa entre as 50 cordas e os cinco ases.

 

“Arreuni” de julho: energia, luz e diversão ao som de violas, chocalos e tambores

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O ensaio do “Arreuni” já foi uma mostra da qualidade do espetáculo que o público veria nesta edição que teve congada, batuques de terreiro, reizado e modinhas populares (Fotos Marcelino Lima)
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Lilian Fulô

O Centro Cultural Casarão do Barão, em determinado momento, já se aproximando o final da edição do projeto “Arreuni” promovida no domingo, 6 de julho, ficou quase às escuras. Ouviu-se dois ou três estrondos, mas as cinco estrelas que estavam no palco seguiram pulsando cantoria e  batucada, agora em pé, colocando o salão quase em transe, a plateia marcando o ritmo de um sagrado terreiro nas palmas da mão. A energia elétrica não chegou a faltar, mas se o apagão momentâneo atingisse toda a gigante Campinas, daquele canto do bairro Barão Geraldo a luz que emanava seria mais do que suficiente para ninguém, em imóvel algum,  ter de ficar à mercê de velas, lanternas ou lamparinas para prosseguir com suas atividades.

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João Arruda e Carol Ladeira

Já  durante os ensaios, o versátil e irrequieto promotor João Arruda e os convidados Katya Teixeira, o casal Luiz Salgado e Lilian Fulô e a convidada Carol Ladeira deram mostras de que o encontro seria dos mais marcantes, memorável para quem acompanhasse, mais tarde, a apresentação. Alegria, descontração, bom humor e muita afinidade seguiram em alta na hora do show e serviram de apoio para o rico e poético repertório ser desfiado ao som de viola caipira, violões, rabeca,  instrumentos trazidos da França por Arruda (uma vielle a roue, batizada de mourinha, que soa à manivela, mais um kaiomb, chocalho das Ilhas Reunião), guizos que reproduzem inclusive o correr de uma cascata e os tambores manejados por Lilian Fulô.

Entre as músicas, Katya e Luiz Salgado escalaram do recente álbum lançado por ambos, o 2 Mares, “Tema Incidental Duas Ventarolas”,  “São Gonçalinho”, “São Gonçalo do Brasil”, e “Deusa da Lua”. Katya ainda prestou homenagem à Cesária Évora com “Sodade”, Violeta Parra, com “La Jardinera”, e fez lembrar a rainha Inezita Barroso com “Marcolino”, cuja letra também tem a chama de Pena Branca. Salgado reverenciou Dércio Marques com “Leilão de Jardim”, um poema de Cecilia Meirelles, e entre um causo e outro, além de troca de anedotas com Arruda, cantou com devoção “Décima de Reis”, folia de reis que faz referência ao poder atribuído à cor de cada uma das fitas que enfeitam o cabo de sua requintada viola.

Katya Teixeira

 

Sempre com o acompanhamento de Lilian Fulô na percussão, João Arruda também entrou na roda e soltou a voz. Em duo com Katya e Salgado apresentou “Pega pega”, de Paulo Gomes, mais faixas do recente álbum Venta Moinho. Carol Ladeira completou a festa trazendo logo de saída “Deus me proteja”, de Chico César. Outro Chico, o Saraiva, é autor com Makely Ká de “Do meio do mundo”, que interpretou acompanhada pelas cordas de Arruda. Todos juntos, antes da despedida, entoaram músicas de ponto reverenciando Ogum e congadas.

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Luiz Salgado

O “Arreuni” tem apoio do Governo do Estado, por meio do PROAC, vinculado à Secretaria Estadual de Cultura, entidades, empresas e órgãos municipais de Campinas. Em 10 de agosto, João Arruda receberá os violeiros de Minas Gerais Wilson Dias e Pereira da Viola.

 

 

   

   

 

 

   

América 4 lança álbum dos 25 anos de estrada em Vitória

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O grupo América 4 apresenta em mais um show no Espírito Santo as músicas do álbum comemorativo aos 25 Anos de trajetória, desta vez no Teatro Carlos Gomes, em Vitória, às 19 horas deste domingo, 6 de julho. O evento tem o patrocínio da Secretaria da Cultura do Estado (Secult) e marca o reencontro do grupo com o público que o acompanha desde o início da carreira. A entrada é franca.

Para músico e líder do grupo Tobi Gil, este é mais um importante momento do América 4. Mesmo afastado do público por algum tempo, ele desenvolveu muita pesquisa sobre a música regional, ritmos folclóricos e manteve no novo disco a proposta de ser fiel à resistência da cultura latino-americana e andina.

O CD América 4 “25 Anos”  inova ao apresentar tambores e é composto por dez faixas entre composições novas e regravações, mantendo a temática do folclore latino-americano. As novidades mesclam tambores de Congo, tambores de Maracatu (regionais), Bombo Leguero (Argentina) com os mais populares  instrumentos andinos e resultam no ótimo disco que estará à venda durante o show por apenas R$10,00.

A apresentação também contará com a participação dos músicos Paulo Batera (Brasil), Aguilar Alves (Brasil), Renato Pablo (Chile), Raul Paredes (Chile) e Carmem Amorim (Brasil). Da formação original do grupo, estarão Tobi Gil (Bolívia), César Rebechi (Argentina) e Grácia Silva (Brasil).
Eles vão homenagear o maestro Jaceguay Lins e cantora Beth Broeto, além de nomes que tiveram importância na carreira do Grupo América 4, como Enzo Merino e Saint Clair Alves.

O América 4 foi criado em 1988, nos estados do Espirito Santo e Minas Gerais por Tobi Gil, que reuniu outros músicos de vários países da América Latina, além da terra natal, Bolívia, também residentes no Brasil. O objetivo era unir “O canto dos quatro cantos da América Latina”.
Ao longo deste quarto de século, o Grupo América 4 se apresentou em aberturas de shows de grandes nomes da MPB, como Fagner, Zé Ramalho, Zé Geraldo, Sá e Guarabyra e Sérgio Reis. Participou de vários shows em teatros, festivais em Minas Gerais e, principalmente no Vale do Jequitinhonha, juntamente com Rubinho do Vale, Sérgio Moreira, Markus Ribas, Mauricio Tizumba e outros.  E ainda representou Espirito Santo no Fórum das Américas em Belo Horizonte (MG).

A principal característica do América 4 é a mistura de instrumentos musicais folclóricos como flauta andina, zanpoñas, toyos, quenacho, charango e, agora, os tambores. É justamente esta fusão que fez do América 4 uma referência no gênero no Espírito Santo e no Brasil, desde o período de sua criação e durante todos esses anos.

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Discografia do América 4

CD: 12 Anos de América 4(1999)
CD: Tambores de Congo (1998)
CD: Fusão Latina (1996)
LP: Cinco Anos de Estrada (1992);
LP: Amo Espirito Santo (1991)
LP: Minas Latina (1990).10509514_253135281553905_6892782774171472936_n

Faixas do CD:
1- Carnaval na Barra do Jucu – Relembra os blocos mascarados e os mestres do congo da Barra do Jucu.
2 – Pégasus – Homenagem ao cantor e compositor Saint Clair Alves
3 – Carnaval de Congo – Sobre o carnaval de congo em Roda d’Água, em Cariacica
4 – Coração da Floresta – Sobre a preservação do meio ambiente
5 – Canto dos Tambores – Cantoria dos congueros em homenagem a nossa Senhora da Penha
6 – Minas Latina – Homenagem ao músico chileno Enzo Merino
7 – Balanço do Congo- Homenagem ao Maestro Jaceguay Lins e a Beth Broetto, que gravaram na primeira versão da música em tambores de congo
8 – Festa de Parintins – a melhor Festa folclorica do estado de Amazonas, utiliçando os inst. como charango e flautas andinas.
9 – Senhora Chichera – Do folclore boliviano- mulher que fabrica a chicha, uma bebida à base de milho
10 – Dança dos Guaranis – Música dos índios guaranis, com mistura de flautas andinas.

Serviço:
Show em comemoração e lançamento do CD América 4 “25 anos”
Dia: 06 de Julho de 2014 (Domingo)
Local: Teatro Carlos Gomes – Vitória
Horário: 19 horas
Entrada Franca

Contato Produção
Tobi Gil
3229-1548-99604-6297
Giltobi2@gmail.com

 

João Arruda recebe Luiz Salgado, Katya Teixeira e Carol Ladeira em mais um “Arreuni”

O Barulho d’Água já está selando o cavalo e preparando a mucuta que levará no embornal para à tardezinha pegar as sendas rumo a Campinas. Vamos apear no Centro Cultural Casarão do Barão (Rua Maria Ribeiro Sampaio Reginato, sem número) para prestigiar mais uma edição do “Arreuni”, agradável encontro que  João Arruda promove todos os meses. A partir das 19 horas, de hoje,  as atrações serão Carol Ladeira, Luiz Salgado, Katya Teixeira . É um pulinho só, logo a gente pega a estrada de volta e conta tudinho, como foi a prosa e a cantoria! 

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Noel Andrade toca e canta faixas de “Charrua” no “Dia Dia Rural”

 

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Noel Andrade, de Patrocínio Paulista, fixou moradia na Capital. No dia 27 de julho, ao lado de Renato Teixeira, ele se apresentará no SESC do Belenzinho

Noel Andrade, violeiro de Patrocínio Paulista (SP) residente na cidade de São Paulo foi o convidado da sexta-feira, 4 de julho, do quadro “Diversão e Arte”, do programa “Dia a Dia Rural”, apresentado por Tavinho Ceschi no canal Terra Viva, do Grupo Bandeirantes. Andrade estava acompanhado por Leandro Brito e, para abrir sua participação ao vivo, tocou com o amigo a instrumental “Magdala”, parceria dele com o matuto moderno Ricardo Vignini. Na sequência, de Rosinha Valença, cantou “Usina de Prata”, faixa que abre o álbum “Charrua”.

05766Ainda da mesma obra, Noel e Brito mostraram no estúdio situado no bairro paulistano do Morumbi o cururu “Ferreirinha na Viola”, terminando a cantoria com “Mãe Lua”, todas do “Charrua”. Um  segundo disco já está sendo produzido para lançamento em breve. Antes de o trabalho ser concluído, no entanto, o público terá a chance de prestigiar as virtudes de Noel Andrade durante o show que fará no dia 27 de julho, a partir das 18h30, ocasião em que receberá Renato Teixeira e o grupo Os Favoritos da Cátira, no SESC Belenzinho (rua Padre Adelino, 1000, a 500 metros do Metrô).

Clique no linque abaixo e assista a apresentação de Noel Andrade e Leandro Brito no “Dia a Dia Rural”

http://tvterraviva.band.uol.com.br/noticia.aspx?n=719981

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Com o amigo Leandro Brito, Noel Andrade apresentou do álbum Charrua “Magdala”, “Usina de Prata”, “Ferreirinha na Viola” e “Mãe Lua” (Fotos: Reproduções do “Dia Dia Rural)

 

 

Agenda de Almir Sater: shows em oito estados até setembro

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Almir Sater vai cantar em cidades como Londrina, Vilhena, Carapicuíba, Ponta Porã, Extrema, Rio Verde, Mimoso do Sul e Praia do Forte (Foto: Marcelino Lima, junho de 2013)

 A assessoria de imprensa do cantor e compositor Almir Sater divulgou a agenda de apresentações dele até o final do mês de setembro. O autor consagrado pela composição e interpretação de vários clássicos da música regional, dedilhando de modo peculiar a viola e o violão, começará a turnê por Batatais, como atração da Festa do Leite na noite de hoje, 4 de julho. Em São Paulo, neste período, ele passará por cidades como Indaiatuba, Campinas, Monte Alto, Olímpia, Carapicuíba e Cardoso. Mais informações poderão ser obtidas com Claudete Faria, por meio dos telefones (11) 4485.1539, (11) 4485.3049 e (11) 97546.3850. O endereço eletrônico é claudetefaria@uol.com.br. Outra fonte possíveis de contato é a página Loira Dobem. 

Julho

04 – Batatais/SP – Festa do Leite| Festival Vinil de Ouro|06 – Indaiatuba/SP – Indaiatuba Clube | 18 – Ponta Porã/MS – Festival de Inverno | 20 – Campinas/SP – Concha Acústica do Parque Taquaral| 26 – Mimoso do Sul/ES – Festival de Sanfona e Viola;    

 Agosto

 02 – Extrema/MG – Clube Recreativo e Literário |09 – Monte Alto/SP |10 – São José dos Pinhais/PR – Festa do Vinho|15 – Olímpia/SP – Praça Pública| 16 – Rio Verde/GO|22 – Praia do Forte/BA – Corporativo;    

Setembro

05 – Carapicuíba/SP – Rancho da Hípica |06 – Boa Esperança/MG – Radium Clube Dorense| 12 – Vilhena/RO – ACIV |13 – Ariquemes/RO – V8 Music Hall |19 – Cardoso/SP – Recinto Municipal José Ferreira das Neves |26 – Londrina/PR – Corporativo |27 – Maringá/PR.

 

 

Com novo integrante, “Duo Catrumano” abre mês de sopa e de viola do SESC

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Rodrigo Nali

O Barulho d’Água Música acompanhou na noite de quinta-feira, 3 de julho o Duo Catrumano, formado por Rodrigo Nali e Anderson Batista, este em sua primeira apresentação após substituir Elias Kopack. A dupla tocou e cantou para um ótimo público do SESC de Osasco, em uma noite agradável na qual se pode degustar uma saborosa sopa de cebola, abrindo a programação deste mês do projeto “Caldos com Sons Brasileiros”.

Nali e Batista começaram tocando Brincando com as crianças”, de Zeca Collares e André Siqueira. Depois passearam por clássicos de Bambico (“Astronauta”), Tião Carreiro e Zé Paulo (“Oi, Paixão!”), Almir Sater e Guilherme Rondon (“Corumbá”), Renato Andrade (“O Jeca na estrada”) e Duofel (“Tema de Viola”). O repertório ainda teve a composição “Farra Mineira”, de Nali. Os dois também cantaram “Casinha Verde”, de João Carreiro e Capataz, e “Francisco de Assis”, de Tião do Carro e Caetano Erba. Para o encerramento, após um pout pourri de pagodes, escolheram “Chalana”, de Mario Zan. O pedido de bis foi atendido em ambiente de descontração com “Rio de Lágrimas”, a famosa “Rio de Piracicaba” conforme é conhecida pelo povo a obra de Tião Carreiro, Piracie Lourenço dos Santos.

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Anderson Batista estreou no Duo Catrumano em Osasco, substituindo Elias Kopack (Fotos Marcelino Lima)

Nali e Anderson estarão de volta ao Deck da Cafeteria do SESC de Osasco para novas apresentações nas duas próximas quintas-feiras. Dia 10, ao lado de Igor Aquila, eles virão representando o “Trio Carreiro”. Uma semana depois, a dupla, e não o Duo Catrumano, trará à cidade uma caprichada seleção de modas consagradas no universo caipira. Anderson Batista e Aquila, juntamente com Vinicius Muniz e Tiago Rossi atuam ainda no grupo “Viola Arranjada”. Para contatos há o endereço virtual rodrigo@duocatrumano.com.br ou josecarlos@juacultural.com.br. Por telefone é possível falar com José Carlos. Os números são (19) 3387-4878 e (19) 99352-4758. O endereço é Rua Lino Guedes, 189, Proença, Campinas, CEP 13026-370.

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O Trio Carreiro, que tem ao lado de Anderson Batista e Rodrigo Nali o músico Igor Aquila, será a próxima atração do SESC Osasco pelo projeto “Caldos com Sons Brasileiros”

 

 

 

Lula Barbosa embala sarau na Casa das Rosas

Um momento muito especial para o Barulho d’Água foi prestigiar a apresentação de Lula Barbosacd-mar-de-espanha que abrilhantou o Sarau “Chama Poética”, promovido em fevereiro pela Casa das Rosas, em 8 de fevereiro. Entre a leitura e a dramatização de vários contos de autores brasileiros, como Guimarães Rosa, Lula Barbosa cantou músicas do seu amplo repertório, merecendo os aplausos calorosos do público. Em seguida, gentilmente, cedeu para o acervo do blog o exemplar de “Mar de Espanha”, álbum em parceria com Ricardo Castro cujo título é uma homenagem e referência à homônima cidade mineira, onde vive boa parte da família do consagrado autor de “Mira Ira”. Curta no linque abaixo uma apresentação dele, levada ao ar recentemente, no programa Sr.Brasil. Em parceria com Rolando Boldrin, o convidado canta “Sertaneja”, clássico de Renê Bittencourt.

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Lula Barbosa, consagrado por “Mira Ira”, cantou músicas da brilhante carreira na Casa das Rosas, onde foi atração do Sarau “Chama Poética” (Foto: Marcelino Lima)

Linque para assistir Lula Barbosa no Sr. Brasil: http://www.youtube.com/watch?v=oeDbG96iPAw

 

 

Extra, extra: “Violeta Terna e Eterna” chega em outubro!

Opa, opa, oba,oba: quando a gente encontra logo pela manhã notícia alvissareira  na caixa postal é bom repercutir de imediato, tal aquele garotinho vendedor de jornais que perambulava pelas ruas antigamente! Então, vamos convocar o guri para bradar “Extra, extra: o projeto Violeta Terna e Eterna, de Sarah Abreu e Carlinhos Antunes, conseguiu atingir  a meta de ser financiado coletivamente pela Catarse! Leia mais a respeito no blog Barulho de Água Música!

O propósito de Sarah e Carlinhos, aliados ao grupo de amigos com os quais formam o Sextetovpuc1974frontal Mundano, é homenagear e apresentar às novas gerações por meio de releituras algumas das principais músicas da chilena Violeta Parra, nome que está entre as maiores legendas da cultura do Continente e mundo afora. Ao todo, 122 colaboradores fizeram contribuições para a materialização do álbum. A previsão é que o disco seja distribuído já a partir de outubro!

Parabéns turma do Sexteto Mundano! Agora é contar os dias e conter a boa expectativa pelo show de lançamento, que merece uma casa de gala, à altura da querida Violeta!

10414402_665293813541240_8692680936479065515_nVioleta Parra, mais do que cantora, era voz engajada em defesa do povo chileno e da cultura íbero-americana, destacando-se em composições como “Volvier a los 17”, que Sarah Abreu (à direita) vai regravar com o Sexteto Mundano

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