Sepultura e Iron Maiden com sotaques caipira

Vignini e Zé Helder durante a apresentação no SESC Osasco
Vignini e Zé Helder durante a apresentação no SESC Osasco

O SESC Osasco trouxe a dupla Ricardo Vignini e Zé Helder na quinta-feira, 5 de junho, para a abertura do projeto “Caldo com Sons Brasileiros”. Ambos os violeiros integram o “Matuto Moderno”, banda reconhecida pela fusão da sonoridade da música caipira com clássicos do rock e se juntaram para tocar no Deck da Cafeteria faixas do premiado álbum “Moda de Rock – Viola Extrema”, gravado em 2011. O show começou com “Aces High“, do Iron Maiden. Depois o público curtiu momentos de raro virtuosismo com ambos dedilhando nas 10 cordas entre outros conjuntos cultuados pelos roqueiros de todas as idades Sepultura, Led Zeppelin e Pink Floyd, da qual emendaram magistralmente “In the flash“, do “The Wall”, com “Saudades de Matão“, composta em 1904 por Jorge Galati, maestro da banda brasileira Italo-Araraquara.

Ricardo Vignini
Ricardo Vignini

Vignini e Zé Helder, professores de viola, ainda tocaram Tião Carreiro, Índio Cachoeira e Gedeão da Viola. The Rolling Stones e “Matuto Moderno” também foram lembrados. Da segunda banda, que já tem 15 anos de estrada a música escolhida, “Topada”, é parceria de Vignini com  André Abujamra, ex-“Os Mulheres Negras”. O encerramento homenageou amantes da música clássica com a execução da Nona Sinfonia de Bethoven. Desta, brotou “Aqualung”, do Jethro Tull. O bis rolou com “Norwegian Wood”, de “Rubber Soul” (1965), um dos mais famosos trabalhos do The Beatles. Esta foi a primeira música que George Harrison utilizou sua cítara.

Quem perdeu a apresentação não precisa se lamentar. Os violeiros Ricardo Vignini e Zé Helder estarão de volta ao mesmo palco em 26 de julho, a partir das 19 horas, em mais uma ediçãodo projeto “Viola com Sons Brasileiros”.

Zé Helder
Zé Helder

 

 

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Violeiro de Profissão” abre a porteira para Daniel Franciscão

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O violeiro Daniel Franciscão nos brindou com um exemplar de Violeiro de Profissão, lançado no segundo semestre de 2013. Primeiro álbum da carreira de Franciscão, que também é fundador, regente e diretor musical da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, de Jundiaí, o disco tem 13 faixas, duas com as participações de Cláudio Lacerda e de Wilson Teixeira. Ricardo Vignini, das bandas Matutos Modernos, Dotô Tonho e Mano Sinistra, toca em 12. Abrindo a porteira. Esta é, por sinal, uma das músicas instrumentais escolhidas para o repertório, juntamente com 8. Rio do Peixe”. Zé Paulo Medeiros também está presente, em 3. Casinha na Colina”, e Renato Teixeira torna o disco ainda mais marcante em9. Noite Serena”.

A cortesia foi feita na quarta-feira, 4 de junho, após a participação de Franciscão e Sérgio Turcão acompanhando o convidado especial Lucas Ventania (MG) na gravação de mais um programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin, a ser apresentado em breve pela TV Cultura.

“Violeiro de Profissão” é uma mistura de muito bom gosto de sons brasileiros e andinos, passeando por ritmos como baião, chamamé e toadas entre outras muitas influências que tornam a obra diversa e sem fronteiras. O universo das 10 cordas da viola caipira está muito bem representado, traduzindo as plurais linguagens do instrumento em canções de identidade singular. Elas evocam e trazem para o ouvinte mensagens de simplicidade, admiração à natureza e amor à profissão de cantador e de violeiro.

Contatos com Daniel Franciscão podem ser feitos pelo endereço virtual daniel.franciscão@hotmail.com.

Fotos:

Da esquerda para a direita: Sérgio Turcão, Daniel Franciscão, Lucas Ventania e Rolando Boldrin (Marcelino Lima)

Daniel Franciscão autografa “Violeiro de Profissão” para este blogueiro (Andréia Beillo)

 

Festa junina no Morumbi apresenta Cláudio Lacerda

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Tiago Passos

O Barulho d’água acompanhou no sábado, 7 de junho, parte da programação do primeiro dia do “45º Arraiá do Paineiras”, promovido pelo tradicional Clube Paineiras do Morumby, situado na Zona Sul de São Paulo. Uma das atrações, o cantor e compositor Cláudio Lacerda, ocupou o palco acompanhado por Robson Russo (viola) e Tiago Passos (contrabaixo). Ao público, Lacerda apresentou entre outros clássicos da música de raiz “Vide e Vida Marvada”, de Rolando Boldrin, com a qual abriu a cantoria.

O autor de São Luiz do Paraitinga Elpídio dos Santos foi lembrado com “Você vai gostar”, também conhecida por “Casinha Branca”. De Renato Teixeira, Cláudio Lacerda escolheu “Meu Veneno” e “Romaria”. Pena Branca e Xavantinho, homenageados por meio de “Calix Bento” e “Cai sereno, cai”, e Tonico e Tinoco (“Canta moçada”), enriqueceram o repertório preparado com muito bom gosto para a festança caipira.

Músicas dos três álbuns de Cláudio Lacerda (“Alma Lavada, “Alma Caipira” e “Cantador”) complementaram a lista. Um dos maiores sucessos desta trilogia, “Canto Brasileiro”, ele assina em parceria com Eduardo Santana e no álbum “Cantador” tem a participação de Dominguinhos.

A plateia ainda ouviu “Canta que é bonito” (escrita a quatro mãos, com Júlio Bellodi) e “Bons Amigos”, moda das mais consagradas do violeiro paulistano, gravada recentemente pelo parceiro de estrada Rodrigo Zanc em “Fruto da Lida”. Zanc, por sinal, é companheiro de Lacerda em projeto de tributo a Pena Branca e Xavantinho. Com o amigo de São Carlos, mais Wilson Teixeira e Luiz Salgado, Lacerda integra o “4 Cantos”.

Vale a pena ressaltar que na sexta-feira, 13 de junho, Dia de Santo Antônio, Lacerda estará de volta ao Morumbi.  Ao lado de Zanc, ele concederá entrevista ao vivo para o “Terra Viva”, canal de agronegócios do grupo Bandeirantes, prevista para começar às 12h30.

 

Legenda:

De cima para baixo: Cláudio Lacerda, Robson Russo e Tiago Passos (Fotos de Marcelino Lima)

 

Borgetthi, Mario Zan e Gonzagão por sete sanfoneiros

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Maryhelena Gama
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Benícia de Jesus
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Claudete Alves
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Luzia de Almeida

Orquestra Sanfônica de São Paulo: gostou do nome? Então procure conhecer o trabalho deste ótimo grupo que tem à frente a maestrina Renata Sbrighi e cuja casa fica na Rua Pio XI, 570, no bairro da Lapa. Boa parte do público que compareceu no sábado, dia 7 de junho, ao Clube Paineiras do Morumby, à tarde, pode conferir (e curtiu, com certeza!) a animação dos músicos que a integram, entre os quais seis simpáticas senhoras, todas sanfoneiras virtuosíssimas, uma das quais, ainda de quebra, craque com o triângulo e exímia com o pandeiro, Benícia Maria de Jesus.

A Orquestra tocou na abertura do “45º Arraiá do Paineiras”. Muita gente, então, largou a criança (ou os pais!) para arrastar os pés defronte ao palco, entre as mesas, junto às e dentro das barracas de guloseimas, cutucada entre outras modas consagradas e típicas dos festejos juninos tais quais   “Saudades de Minha Terra” (Belmonte e Amaraí),Chalana” (Mário Zan), “Feira de Mangaio” (Luiz Gonzaga e Sivuca), “Milonga para as Missões” (Renato Borghetti). Tradicionais marchinhas de quadrilha como “Capelinha de Melão” também tiraram os sócios do Clube Paineiras do Morumby das cadeiras, ou os fizeram, no mínimo, bater palmas para acompanhar e marcar o ritmo de vários “forrós”.

Para saber mais visite a página www.sanfonica.com.br ou agende uma visita à sede pelo telefone (11)-3834-1512.

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Maestrina Renata Sbrighi
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Maria de Lourdes Martins
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João Baumann
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Sônia Gut e José Gut “Lemão”

Quadrilha tricampeã estadual

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A “Quadrilha Tia Bola” é tricampeã paulista do gênero e provou que não detém o título à toa ao passar pelo Clube Paineiras do Morumby antes de Cláudio Lacerda cantar para o público que prestigiava o “45º Arraiá do Paineiras”. Formada por 20 casais que se revezam em duas coreografias, a quadrilha de São Vicente, primeira cidade brasileira, é dirigida por Marcos Velho, a quem também cabe narrar as apresentações. Velho é, ainda, o estilista responsável pelo impecável e colorido figurino da “Tia Bola”, cujo tecido para as roupas “importa” de Fortaleza (CE). O e-mail para contatos é quadrilhatiabola@hotmail.com

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Lanceiros da Liberdade também passam pelo Paineiras

????????O Rio Grande do Sul também esteve representado durante o “45º Arraiá do Paineiras”. A missão de trazer ao público uma amostra da rica cultura dos pampas, valendo-se de apresentações de danças típicas gaúchas, coube aos “Lanceiros da Liberdade”, estabelecidos em Taboão da Serra, cidade da região Metropolitana de São Paulo.

Devidamente paramentados pelo figurino de Alice Bianchini, os integrantes primeiro cantaram e bailaram graciosamente, aos pares formados por belíssimas prendas e versáteis peões ou coletivamente, animados por gravações (com destaque para a poética “Pintor das estrelas”, de Jorge Marino) cujas letras remetem aos costumes dos povos que ajudaram a formar o estado do extremo Sul do país — entre os quais alemães, italianos, portugueses e poloneses. A plateia teve a oportunidade de assistir ainda três rapazes, mais o garoto Luís Henrique, em desafios de chula, modalidade em que precisam demonstrar habilidade e destreza enquanto batem o solado ou os saltos das botas em exibições durante as quais dançam e saltam de um lado para outro de uma lança deitada no chão, sem poder tocá-la ou olhar onde está. O mote da chula é a conquista de uma dama pretendida por mais de um cavalheiro.

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Osasco terá dois shows do “Moda de Rock -Viola Extrema”

O SESC de Osasco terá como atrações nos dias 5 e 26 de junho, quintas-feiras, em ambas as ocasiões às 19 horas, os músicos Ricardo Vignini e Zé Helder. Eles vão apresentar com entrada franca as músicas do álbum “Moda de Rock – Viola Extrema”, lançado em 2011 e que se tornou sucesso de vendas e de shows tanto no Brasil, quanto no exterior, sobretudo nos Estados Unidos, e em 2013 arrebatou um dos troféus do 3º Prêmio Rozini de Excelência de Moda de Viola, entregue em noite de gala no Memorial da América Latina. A razão para tamanha repercussão é a adaptação de clássicos do rock para as cordas de duas violas, entre as quais “In the Flesh”, faixa de “The Wall”, do Pink Floyd, que nos dedos da dupla transformou-se em uma singela valsinha.

Para quem não consegue conceber a ideia de Pink Floyd tocado assim, procure imaginar “Aces High”, do Iron Maiden, e “Master of Puppets”, do Metallica, levadas em ritmo de pagode de viola. Além de músicas destas bandas, o “Moda de Rock” traz Led Zeppelin (“Kashmir”), Beatles (“Norwegian Wood”), Jimi Hendrix (“May This Be Love”), Megadeth (“Hangar 18”), Sepultura (“Kaiowas”), Nirvana (Smells Like Teen Spirit), Jethro Tull (“Aqualung”) e Ozzy Osbourne (“Mr. Crowley”). Participam do trabalho o também violeiro Renato Caetano e Edson Fontes, este integrante dos grupos “Os Favoritos da Catira” e “Matuto Moderno”.

Moda de Rock (Ulisses Matandos) (3)

 

Vignini e Zé Helder também integram o “Matuto Moderno” e seguem carreiras solos ou com outras formações. O primeiro, por exemplo, é autor do disco instrumental autoral “Na Zoada do Arame” (2010) e no domingo, 1º de junho, a partir das 18 horas, lançará no SESC do Belenzinho “Duas Gerações”, um belo disco instrumental de viola caipira que gravou em companhia com Índio Cachoeira. O músico terá acabado de chegar de um pulinho aos Estados Unidos, onde tocará na noite de quinta-feira, 29 de maio, em Indiana, como um dos integrantes do “Dotô Tonho” durante o Fourth Annual John Hartford Memorial Festival. A maratona teve início no domingo, 25, quando Ricardo Vignini juntou-se aos outros dois músicos do “Mano Sinistra” (canhoto, em italiano) Paulo Thomaz (ex-Centúrias e Firebox, atual Baranga e Kamboja) e Lucke (Frank Elvis e Los Sinatras, Houdinis, Malaco Soul) para uma apresentação do disco do trio lançado neste ano no espaço Serralheria, situado na Lapa.

Zé Helder já lançou “A Montanha” (Pedralva – 2004), “No Oco do Bambu” (São Paulo – 2009), com participações especiais de Ivan Vilela, Dani Lasalvia, Índio Cachoeira e Guca Domenico, e com o grupo Orelha de Pau (2002). A voz dele também pode ser reconhecida em trabalhos de diversos artistas, entre os quais Levi Ramiro (SP) e Walgra Maria (RS). O disco de Walgra, “Caminho da Fé”, foi produzido por Dércio Marques, que morreu em 2012 e assim como Ramiro é considerado um mestre por todos os violeiros e cantores dos gêneros caipira, de raiz e regional.  Zé Helder também já acompanhou Ceumar e tem composições gravadas por artistas do sul de Minas. Formado em Licenciatura Plena em Música, criou o curso de viola caipira no Conservatório de Pouso Alegre (CEMPA), e atualmente leciona o instrumento no Conservatório Municipal de Arte de Guarulhos.

Foto: Ulisses Matandos

Rodrigo Zanc volta ao Sr. Brasil

 

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O programa Sr. Brasil que será gravado a partir das 19 horas desta quarta-feira, 4 de junho, terá a participação do músico e compositor Rodrigo Zanc, violeiro de Araraquara atualmente residindo em São Carlos, cidades do Interior de São Paulo. A data em que a apresentação irá ao ar ainda não está definida.

Zanc estará de volta ao palco do teatro do SESC Pompeia, onde, desta vez, cantará na presença de Rolando Boldrin três músicas que integram o álbum “Fruto da Lida”“, lançado em outubro de 2013 com shows nos SESC de São Carlos e de Araraquara. Ele já  adiantou a este blogueiro quais serão as faixas, escolhidas por Boldrin, que a plateia curtira. Para não estragar a surpresa, entretanto, quem quiser ouvi-las terá de ir vê-lo apresenta-las, ao vivo. Sobre uma delas, no entanto, vou deixar uma dica: foi escrita com Isaías Andrade, de Americana. Juntos eles já têm mais de 40, das quais dez  em “Fruto da Lida” “Pendenga”, primeiro trabalho dele, de 2006.

Esta não é a primeira vez que Rodrigo Zanc é destaque no consagrado programa de Boldrin. Em agosto de 2013, ele interpretou “Véio Cemitério”, ocasião em que esteve acompanhado por Wilson Teixeira, Cláudio Lacerda e Luiz Salgado, com os quais formam o grupo “4 Cantos”. O araraquarense e Lacerda são também parceiros de um projeto de preservação e tributo à obra de Pena Branca e Xavantinho.

Legendas:

Rodrigo Zanc é autor de “Fruto da Lida” e “Pendenga”

Com Rolando Boldrin ao centro, da direita para a esquerda: este blogueiro, Rodrigo Zanc, Cláudio Lacerda, Wilson Teixeira e Luiz Salgado, em agosto de 2013

Fotos e texto: Marcelino Lima/SESC Osasco (1) e SESC Pompeia (2)

Link para “Véio Cemitério” no Sr. Brasil: http://tvcultura.cmais.com.br/srbrasil/v