Arnaldo Freitas e Rogério Gulin juntos no Teatro Paiol

AF2
Arnaldo Freitas, de Marília, tocará com Rogério Gulin, em Curitiba

O Teatro Paiol, situado em Curitiba (PR), reservou o palco para uma apresentação nesta quinta-feira, 19/07, de Arnaldo Freitas, a partir das 20h30. O músico nascido em Marília (SP) vem sendo considerado pela mídia especializada um dos principais representantes da nova safra que busca promover a reinserção e valorização da viola caipira instrumental no cenário cultural do país, dedicação que tem sido recompensada com o título de “melhor instrumentista de viola” do Brasil. A virtuosidade e o talento de Freitas já são conhecidos pelo público do  programa “Viola, minha viola”,  da TV Cultura, onde toca desde 2006 acompanhando outros colegas, ao lado da rainha Inezita Barroso. Nesta apresentação marcada para a capital paranaense, ele fará parceria com o renomado Rogério Gulin, nascido no estado sulista e integrante do grupo Viola Quebrada. O ingresso custará entre R$ 10,00 e R$ 20,00.

12000010606_f326d94a48_z
Rogério Gulin (PR) é autor de três álbuns instrumentais: “Alinhamento”, “Orvalho” e “Tempestade”

“Dia dia Rural” terá Wilson Teixeira ao vivo

Especial para a Rádio UOL

O programa “Dia a dia Rural”, apresentado por Tavinho Ceschi no canal de televisão “Terra Viva”, receberá nesta sexta-feira, 20 de junho, o cantor e compositor Wilson Teixeira. O convidado cantará ao vivo, com entrada prevista para 11h30, músicas do disco “Almanaque Rural”, trabalho independente de 2007. Os admiradores poderão curtir Teixeira e Bini sintonizando os canais a cabo 113 (Claro TV) ou 158 (Sky), ou ainda por meio do portal tvterraviva.band.uol.com.br.

DSC01354
Tavinho Ceschi comanda o “Dia a Dia Rural”, do canal Terra Viva (Fotos: Marcelino Lima)
????????
Wilson Teixeira vai cantar músicas do “Almanaque Rural”

Renato Teixeira, filho e banda relembram seus clássicos em Barueri

560027_612969875434053_1797211302_n
Em sua passagem por Barueri, Renato Teixeira apresentou composições consagradas, entre as quais “Romaria” (Fotos de Marcelino Lima)

Texto recuperado do Facebook, de outubro de 2013

O cantor e compositor Renato Teixeira, acompanhado de uma banda que entre outros reunia o filho Chico Teixeira e Natan Marques, esteve em Barueri, cidade da região Oeste da Grande São Paulo na tarde de 27 de outubro, domingo frio e de garoa. Um público dos mais ecléticos prestigiou no Parque Municipal Dom José a apresentação do autor da consagrada “Romaria”, sucesso do começo dos anos 1.980 que projetou Renato Teixeira de vez no cenário nacional, sempre transitando entre a MPB e a música de raiz. Talvez por saber que seria emocionante demais, Teixeira deixou-a para o final do show. Mal começou a tocar os primeiros acordes, assim que a plateia identificou que a canção em homenagem à Padroeira soaria das cordas e na voz do astro, os aplausos irromperam. Ninguém mais ficou sentado.

1392748_612966508767723_1331764389_n
Renato Teixeira também contou causos ao público, revezando-os com a cantoria
580575_612963428768031_1565586945_n
A alça do violão de Renato Teixeira tem um trecho da letra de “Tocando em Frente”

O que não faltou na passagem de Renato Teixeira por Barueri, aliás, foram sucessos da carreira deste paulista que as biografias grafam que teria nascido em Santos, mas que no palco revelou ser de Ubatuba. De saída, “Amanheceu, peguei a viola”, abrindo a estrada para “Frete”, duas composições sucessivas com Almir Sater, (“Um violeiro toca” e “Tocando em frente”), “Plantinhas do Mato” e “Você vai gostar/Casinha Branca”. Antes de “Plantinhas do Mato”, Teixeira, batucando em um agogô fez um “ritual” para tirar a “ziquizira” do ambiente e ainda o “limpou” com um galhinho de arruda com o qual mandou tudo o que era ruim embora. Em  “Você vai gostar”, ele mencionou com reverência o autor, Elpídio dos Santos, de São Luís do Paraitinga (SP). “Estas crianças que hoje são netos, quando forem avós, ainda ouvirão falar em Elpídio dos Santos, um homem simples, mas genial, que nos deixou muitas músicas e coisas boas”. Deus te ouça, Renato Teixeira, Deus de ouça!

(Por falar em Elpídio dos Santos, a família do maestro de Paraitinga entregou a Chico Teixeira uma letra inédita, “Saudade danada”. Chico a gravou e a incluiu entre as faixas de seu álbum de estreia, “Mais que o viajante”. E a apresentou em Barueri, na primeira oportunidade em que cantou em parceria com o pai. O momento mais marcante da vinda dos Teixeira a Barueri, entretanto, ocorreu quando ambos cantaram, olhando um ao outro nos olhos, com respeito, admiração e carinho mútuos, a versão que escreveram para Father and Son”, uma das mais belas canções de Cat Stevens. O show foi gratuito, mas apenas por este momento teria já valido o ingresso.)

1000202_612968645434176_1945682037_n
Chico Teixeira e o pai Renato cantaram, juntos, um clássico de Cat Stevens, Father Son, cuja versão está gravada no álbum do jovem cantor

Renato Teixeira também fez homenagens a Pena Branca & Xavantinho, com “Cálix Bento” em ritmo de rock rural, e a Paulo Vanzolini, que morreu em São Paulo no dia 28 de abril de 2013, três dias depois de completar 89 anos. Vanzolini é o autor de “Ronda” e de “Volta por cima”, entre outras canções consagradas. Renato e Chico Teixeira ainda relembraram “Cuitelinho”, o outro nome do beija-flor, música do folclore do Pantanal de Mato Grosso que Vanzolini recolheu e que a dupla José Ramiro Sobrinho e Ranulfo Ramiro da Silva, como eram chamados Pena Branca e Xavantinho, também eternizaram, acrescentando à letra o verso “eu vou pegar teu retratinho e colocar numa medalha, com um vestidinho branco e um lenço de cambraia, colocar junto do peito, onde o coração trabalha”. Para a despedida, com o público concentrado junto ao palco, Renato Teixeira e banda reservaram “Amizade sincera”, “Cabecinha no ombro” (Paulo Borges) e “Beijinho Doce” (Nhô Pai).

N.A.: Renato Teixeira e banda, realmente, encantaram com o repertório que trouxeram a Barueri. Havia algumas imperfeições no sistema de som, tanto que Renato, gentilmente, por duas vezes, pediu à mesa que as corrigissem; quando Chico Teixeira cantou “Saudade danada” quase não se ouvia a voz dele, pois a música estava alta. O show seguiu e apesar disso atingiu seus objetivos. Mas duro, mesmo, foi ter de aguentar a apresentação começar, depois da passagem das músicas, ouvindo melodramas ditos “sertaneja” e pagodinhos de gostos e letras duvidosos. Pois é, é como diz o ditado: em casa de ferreiro, o espeto é de pau…

 

4 Cantos leva à estrada projeto de valorização da moda de raiz

Zanc, Teixeira, Lacerda e Salgado tocam juntos desde novembro de 2011. Em outubro de 2013, o grupo foi destaque do Sr. Brasil (Foto: Marcelino Lima)

Os violeiros e amigos Cláudio Lacerda (São Paulo)Luiz Salgado (Patos de Minas-MG), Rodrigo Zanc (São Carlos-SP) e Wilson Teixeira (Avaré-SP) tornaram-se a partir de novembro de 2011 mosqueteiros de uma empreitada cujo intuito é o resgate cultural, e, consequentemente, a preservação de uma das mais ricas tradições brasileiras: a música sertaneja de raiz. A missão, que não é pequena, mas que se depender da disposição deles e do talento de cada um, será bem sucedida, já abriu suas primeiras frentes ao ser lançado  o projeto intitulado 4 Cantos, que formatou a prosa e colocou os integrantes do quarteto na mesma estrada. Ainda naquele ano, o raro encontro desta afinidades e afinações costurado pela viola caipira possibilitou um início emocionado e emocionante deste trabalho, atraindo lotação surpreendente aos teatros do SESC de São Carlos e Araraquara. Nascia assim uma grande expectativa pela continuidade do projeto que mostra as diversas sonoridades de novos e jovens expoentes representantes do  regionalismo, ao qual se soma a difícil lida viver de música independente no Brasil.

Esta proposta, que Lacerda, Salgado, Zanc e Teixeira pretendem consolidar por meio de uma turnê e de registro audiovisual, traz ainda o ganho adicional de formar admiradores entre as mais novas gerações, aproximando ainda mais a arte do público e os artistas da comunidade. Um dos ícones desta cultura que se busca reavivar e fazer transcenderRolando Boldrin, já percebeu o  potencial do grupo e sua importância no cenário nacional e não tardou a chamar os quatro para participarem do renomado programa Sr.Brasil. A gravação ocorreu no teatro do SESC Pompeia em agosto de 2013 e arrancou demorados aplausos da plateia. Dois meses depois, encerrando um tempo de ansiosa espera, a TV Cultura, enfim, levou o 4 Cantos ao ar. Os vídeos podem ser vistos clicando nos linques abaixo.

É importante destacar que os quatro têm, ainda, promissoras carreiras-solo. Lacerda, por exemplo, já tem na discografia três títulos Alma Lavada, Alma Caipira e Cantador, Salgado assina Trem Bão e Sina de Cantadô, além de 2 Mares, com Kátia Teixeira. Zanc estreou com Pendenga e, prosseguiu com Fruto da Lida. Teixeira é autor de Almanaque Rural e está anunciando para março de 2015 Casa Aberta. Cláudio e Rodrigo ainda se apresentam em tributos à Pena Branca e Xavantinho e Wilson presta homenagens a Tonico e Tinoco. Com Sarah Abreu, ele reaviva  Cascatinha e Inhana.

Anuncio Bam 4www

 

Primeiro disco de Marlui Miranda: joia lapidada por Egberto Gismonti

M00000416 Marlui Miranda - Olho d'Água - Encarte 01

Hoje tirei da gaveta para ouvir mais uma vez um  álbum  famoso e já raro de outra de nossas mais belas cantoras, Marlui Miranda, instigado pelo belo show de Tetê Espíndola que o blog acompanhou no sábado, 14. O disco escolhido, “Olho d’água“,  é de 1979, o primeiro desta cearense de Fortaleza, tem arranjos de Egberto Gismonti e várias canções conhecidas e popularizadas, como “Marimbondo”, de Sá e Guarabyra, “No  Pilar”, baseada em “O Bôto”, de Tom Jobim e Edu Lobo“Acorda Maria Bonita”, de Antônio dos Santos, e “Sodade, meu bem sodade”, de Nazaré Pereira. Segue um linque para baixar as músicas, no formato MP3, pois vale a pena, e muito, ouvir esta preciosidade!

http://www.4shared.com/rar/…/Marlui_Miranda_-_1979_-_Olho_d.html?…pt

Wilson Teixeira canta na festa do Padroeiro de Ariranha

Wilson Teixeira, natural de Avaré, canta músicas de “Almanaque Rural” e sucessos do cancioneiro de raiz (Marcelino Lima, Mairiporã, dez. 2013)

Ariranha, cidade situada a 388 quilômetros de São Paulo, pertencente à região de Catanduva, promoverá no sábado, dia 21, a Festa do Padroeiro, São João Batista, e convidou para ser um dos destaques da programação o violeiro Wilson Teixeira e a banda que o acompanha. A apresentação do autor de “Seresteiro” e “Zoada”, músicas integrantes do álbum “Almanaque Rural” (2007) está prevista para começar às 21 horas. O palco ficará na Praça da Matriz. O evento transcorrerá a partir das 20 horas, organizado pela Paróquia de São João Batista de Ariranha, com apoio da Prefeitura Municipal.

004a
Ariranha tem como Padroeiro São João Batista e também é abençoada por Cristo Redentor

https://www.youtube.com/watch?v=-TjJj446H7c

 

 

SESC Osasco pulsa iluminado por Tetê Espíndola e convidados

O repertório do show do SESC Osasco teve 17 músicas, além do bis especial

A cantora Tetê Espíndola esteve no SESC Osasco, cidade da Grande São Paulo, na noite de 14 de junho, para mais uma apresentação da turnê do álbum duplo formado por “Pássaros na garganta” (1982) e “Asas do etéreo“, lançamento do selo SESC.

????????
Tetê Espíndola trouxe para Osasco um mapa dos estados do Mato Grosso e encantou com vários timbres

Tetê abriu o repertório com “Fio de Cabelo”, sozinha, no palco. Ao conversar pela primeira vez com o público, desejou boas vindas a um show de “tons e timbres”. Então, literalmente cumpriu o anunciado: interpretou as demais 16 canções ao seu consagrado estilo, explorando toda a virtualidade da voz campeã do Festival dos Festivais da Rede Globo, em 1985. A plateia, então, curtiu uma variação de pios, silvos, uivos, gramilvos, cricris, assovios, coachares e outros sons sibilantes ora intensos, ora suaves, vocalises que libertariam do âmago dela não apenas aves bem como sapos, pererecas, jacarés, grilos, borboletas, vagalumes, cigarras e outros seres e elementos característicos e presentes tanto em seu meio pantaneiro-cuiabano-diamantino, como no folclore nacional, gosto de amora brava, zum de abelha em voo de araras…

SONY DSC
A plateia osasquense aplaudiu com entusiasmo à apresentação e mesmo depois do bis especial ficou pedindo “mais uma…”

Tetê tirou e soltou no SESC todos os bichos que tem em sua sala, têm sua cara, sua exuberante natureza. E abriu um mapa dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para reverenciar cidades de ambos, convite para uma viagem. Visceral sem deixar de ser doce, espontânea ou provocativa, com bailados e sua peculiar gestualidade, entoou desde cantigas habitadas por elfos, salamandras e orixás ao sertanejo lisérgico, tal qual ela mesma classificaria mais tarde “Diga não”, que compôs com Arrigo Barnabé. Nas letras dela e dos parceiros como Hermeto Pascoal, Marta Catunda, Carlos Rennó, o mano Geraldo Espíndola e Bené Fonteles, entre outros, cabem lugares como Ibiporã, a fauna e flora elementares e populares. Nesta alquimia se juntam tudo o que contiver uma galáxia ou se acolhe numa casca de noz; o amálgama faz-se de orquídeas, acácias, buritis, lisas brisas, palavras, palavretas, brisoletas, asalegres, pelepétalas, pacus, furrundus; em resumo, ela corporifica tudo isso: é triz que acende chamas e xamãs, seiva viva, rios de fartas águas e veios poéticos; volátil e cicatriz; motriz que emana em todas as cores; insólita lagarta que ao manejo da craviola transmuta-se mais do que em ponto de luz; crisálida da qual irrompe e ascende interestelar, atriz. Com as bênçãos de Tupã!

O trompetista Bocato ajudou com seu instrumento Tetê Espíndola a libertar pássaros e outros animais

A filha ilustre de Campo Grande (MS), portanto, por si só já seria atração. A escala dela em Osasco, entretanto, ainda contou com as presenças de luminares cujos atributos já são sinônimo de escolas: Félix Wagner (piano e vibrafone), Bocato (trombone), Paulo Lepetit (baixo), Adriano Magoo (acordeon), Jaques Morelenbaum (cello), e Dani Black (voz). A direção do show coube a Arnaldo Black e à filha, Milene, para a qual dedicou “Menina”.

Aquele que talvez seja considerado o maior sucesso da carreira de Tetê Espíndola, da lavra do marido Arnaldo Black e de Carlos Rennó, por sinal, estava reservado ao bis de encerramento. “Escrito nas estrelas”, vencedora em 26 de outubro de 1985 daquela edição do Festival dos Festivais, bateu asas em uníssono das gargantas de todos os fãs, há pouco minutos imersos em um brejo para imitar a saparia em um exercício vocal para fazer fundo a uma das músicas: se nada mais ficou em falta para tornar o ambiente ainda mais efluvioso e o show marcante, restavam os merecidos aplausos. Em pé!

????????
Tetê não apenas utiliza o recurso da versátil voz em apresentações: sabe unir a gestualidade às imagens que as letras evocam

O programa do show do SESC Osasco contem um texto de Tetê Espíndola sobre Pássaros na Garganta e “Asas do Etéreo”, que abaixo reproduzo:

“Todo mundo me conhece com a cantora de voz aguda. Realmente, em Pássaros na Garganta (1982), eu estava no auge de minha tessitura de soprano. As minhas composições tinham um ‘cheiro de mato’ quando comecei a explorar sons da natureza através das colagens.

E hoje, em Asas do Etéreo, sinto a maturidade do meu lado de instrumentista. Escolhi 12 músicas especiais e inéditas que compus durante estes anos* e convidei amigos que fazem parte da minha trajetória. Para cada composição um tom da escala musical, um timbre de instrumento diferente e uma emissão de voz única, onde a novidade é o contralto.”

Bocato, Félix Wagner, Tetê Espíndola, Jaques Morelenbaun, Adriano Magoo e Paulo Lepetit

* Os amigos mencionados por Tetê Espíndola, além dos já citados no texto acima, são: Egberto Gismonti, Duofel, Almir SaterTeco Cardoso e Trio Coroa.

Felix Wagner tocou piano e vibrafone
???????????????????????????????
Jaques Morelenbaun ficou com o cello
Dani Black
teteasasdoetereocapacd
Capa do álbum duplo de Tetê Espíndola já é uma obra de arte
Tetê encerrou o show com “Escrito nas Estrelas”

“Viola de Arame”, mais uma obra prima de Roberto Corrêa

1465289cd-roberto-corra-viola-de-arame-novo-9934-MLB20022661033_122013-O

A coleção do Barulho d’água tem uma nova aquisição, assinada pelo mestre brasiliense Roberto Corrêa, produzida por ele e Juliana Saenger. Com onze faixas instrumentais, o disco “Viola de Arame” apresenta os atributos de intérprete de Corrêa, resgatando o projeto do começo de sua carreira, quando preparava-se para ser um solista de viola, nos moldes dos violonistas clássicos. Neste trabalho de 2012, Corrêa executa apenas músicas de outros compositores: Ascendino Theodoro Nogueira, que na década de 1960 de forma pioneira, compôs sete prelúdios para a “viola brasileira” solo; o maestro Jorge Antunes e os violonistas Marco Pereira, Eustaquio Grilo e Mauricio Carrilho. O CD traz textos dos compositores sobre as suas obras, o que ajuda a contextualizar o momento histórico, as motivações e inspirações dos autores.

A obra de Corrêa é uma das mais valiosas do universo da viola caipira. Dela tenho o já raro “Urobóro“, “Crisálida“, “No sertão“, “Esbrangente“, “Temperança” e “Viola de Bronze“, gravado com Siba. “Esbrangente” reúne ainda Paulo Freire e Badia Medeiros, violeiros de diferentes tradições que demonstram, por meio da viola caipira e da viola de cocho, a complexidade caipira, a profundidade das canções do sertão, a beleza de sua poesia e os novos voos dos instrumentos em composições próprias. Deste disco destaco bela homenagem de Paulo Freire a Angelino de Oliveira, autor de “Tristeza do Jeca“.