Colabore com o projeto “Violeta – Terna e Eterna”!

Sarah Abreu integra o "Nhambuzim" e canta em projeto de tributo a Cascatinha e Inhana, ao lado de Wilson Teixeira
Sarah Abreu integra o “Nhambuzim” e canta em projeto de tributo a Cascatinha e Inhana, ao lado de Wilson Teixeira

Até 27 de junho ainda será possível colaborar com o projeto de gravação do álbum “Violeta – Terna e Eterna, por meio do qual a cantora e professora de canto Sarah Abreu pretende homenagear Violeta Parra, artista chilena e uma das maiores referências da cultura latino-americana em todos os tempos. A captação dos recursos necessários está sendo feita pela plataforma de financiamentos coletivos Catarse, e, até o momento, já recebeu 51 adesões.

Compositora, pesquisadora, instrumentista, tecelã, ceramista, figura comprometida com as causas sociais de seu tempo, incansável batalhadora, Violeta Parra ficou conhecida no Brasil pelo Tarancón, pelas vozes de Milton Nascimento, Mercedes Sosa e Elis Regina, profundos representantes da música de nosso continente. Músicas como ”Volver a los 17”, “Gracias a la Vida” e “Casamiento de Negros” fazem parte do universo de toda uma geração dos anos da década de 1970 e merecem ser conhecidas pelas novas gerações pela sua beleza estética e importância histórica.

Sarah Abreu é integrante do Nhambuzim e tem participações em vários outros álbuns. Em maio, ao lado de Wilson Teixeira, gravou participação no programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin, ainda não levado ao ar. Naquela ocasião, os convidados cantaram três sucessos consagrados pela dupla Cascatinha e Inhana.

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Chega a vez de Ribeirão ouvir “Fruto da Lida”

Zanc em apresentação de “Fruto da Lida” (Marcelino Lima, SESC de Piracicaba, abril de 2014)

As músicas de “Fruto da Lida”, novo álbum de Rodrigo Zanc,  serão apresentadas ao público do SESC de Ribeirão Preto neste sábado, 14, a partir das 16h30. O disco de 2013 é o segundo da carreira do violeiro de Araraquara radicado em São Carlos e traz composições dele com Isaías Andrade, Wolf Maia, Ricieri Nascimento e Cláudio Lacerda, além da regravação de “Quem saberia perder”, de Ivan Lins, que fez parte da trilha sonora da novela Pantanal” (1990) interpretada por Sá e Guarabyra. Em seus vários shows, Rodrigo Zanc também brinda o público com sucessos consagrados por outros artistas, como “Bandeira do Divino”, além de faixas de “Pendenga”, primeiro disco da carreira.

O SESC de Ribeirão Preto fica na rua Tibiriçá, 50, Centro. A entrada é franca.

 

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Paulo Mourão lança novo álbum em BH

O violeiro Paulo Mourão faz temporada de 13 a 16 de junho na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para lançar “Flores e Feridas”, com shows sempre a partir das 21 horas. Mourão já tem gravados os álbuns “Brilhantes Pedras Finas”, “Grande Viagem de Luz”, “Minas é Gerais” e “Os “Caboclos da Mata”. A música “Carroças do Tempo”, que faz parte de “Brilhantes Pedras Finas”, integra o álbum com a seleção as melhores do 2º Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola.  Paulo Mourão lança novo álbum em BH

Tião Mineiro comemora 50 anos de estrada

Tião Mineiro será homenageado pelo show "Acordar com os passarinhos"
Tião Mineiro será homenageado pelo show “Acordar com os passarinhos”

Neste domingo, 15 de junho, uma cantoria para lá de especial, marcada para começar por volta das 17 horas, à beira do rio Atibaia, no distrito de Sousas, em Campinas, está programada para festejar os 50 anos de carreira do mestre Tião Mineiro, o querido Sebastião Vitor Rosa. Vai ter viola , sanfona, batuque, folia de reis e presenças ilustres como dos violeiros João Arruda e Levi Ramiro, entre outros convidados para abrilhantar o show “Acordar com os passarinhos”. Parabéns ao mestre!

Noite para contar aos netos!

A noite de 4 de junho ficará na memória! Estive no teatro do SESC Pompeia e em privilegiado assento na primeira fila acompanhei a gravação de mais uma participação do Rodrigo Zanc para o programa Sr. Brasil. Ao meu lado estavam Wilson Teixeira, Cláudio Lacerda, Andreia Regina Beillo, Elisa Espíndola, Enos Emerick, Isaías Andrade e tantos outros bons amigos.

Zanc cantou três faixas de "Fruto da Lida"
Zanc cantou três faixas de “Fruto da Lida”

Zanc cantou com apoio de Bruno Bernini, Thadeu Romano e Thiago Carreri as faixas “Eu sou da roça”, “Entalhes da Vida” e “Luz das Candeias”, contidas em “Fruto da Lida”, lançado em outubro de 2013. Este é o segundo trabalho do compositor de Araraquara, atualmente morando em São Carlos. Em 2006, Zanc colhera do seu variado e fértil pomar o álbum “Pendenga”.

O anfitrião, Rolando Boldrin, estava ainda melhor do que sempre é. Descontraído, iniciou o programa com o poema de sua autoria “Vamos tirar o Brasil da gaveta”. Assim que Zanc concluiu a primeira canção, Boldrin solicitou a viola do convidado e por um instante mostrou para a plateia o quanto é exímio no trato com as cordas. Era apenas uma “palhinha”, um “esquenta” para o ponto alto que ocorreria no terceiro bloco, quando brindou o público com duas composições dele. Que honra foi presenciar o próprio criador há apenas alguns metros cantando e tocando com brilhosos olhos de felicidade, como quem realmente se sente entre amigos, sua peça mais famosa: “Vide e Vida Marvada”! Moço vai ouvindo, vai ouvindo: não sei como contive as lágrimas por tamanha benção caída do céu, onde com certeza, Deus repetia o refrão fazendo um sinal de positivo para São Pedro “é que a viola fala alto no meu peito humano…”

Boldrin contou causos divertidíssimos e cantou "Vide e Vida Marvada".
Boldrin contou causos divertidíssimos e cantou “Vide e Vida Marvada”.

Não chorei, mas como ri e gargalhei de até perder fôlego. Aliás, mentira: chorei sim, mas de tanto rachar o bico com os causos que Boldrin contou já que meus dois de ver ficaram bem marejados. Uma das anedotas era sobre um caipira que resolveu criar uma galinha “americana”, gringa da crista aos pés, altiva, de olhos verdes, lavada a xampu e, perfumosa. Ao chegar ao galinheiro onde já “veviam” algumas aves brasileiras depenadas, feias, magras, piolhentas, a nova moradora bota banca, marrenta e com saracoteios de superioridade joga terra nos olhos das veteranas ao ciscar, entre outras hilárias tentativas de se impor.

Só estes momentos valeriam pelo valor do ingresso — que, se por acaso fosse cobrado, teria sido muito bem pago. Lucas Ventania, Daniel Franciscão e Sérgio Turcão ocuparam o palco durante o segundo bloco para a apresentação de mais três músicas. Ventania narrou que adotou como artista o nome antigo da aprazível cidade de Minas Gerais da qual saiu para a estrada. O município, atualmente, é Alpinópolis, cantinho emoldurado por montanhas na porção Norte das Alterosas.

 Lucas Ventania é de Alpinópolis (MG), antiga cidade cujo antigo nome ele adotou para tocar viola
Lucas Ventania é de Alpinópolis (MG), cidade cujo antigo nome ele adotou para tocar viola

Além dos mimos para Boldrin (uma “branquinha”, pimenta cumaru curtida em cachaça, queijo, uma colherzinha de madeira para os goles), o violeiro trouxe na bagagem os três álbuns da carreira e uma gaita. Com o instrumento de boca, Ventania iniciou a execução de “Peão”, sucesso de Almir Sater e Renato Teixeira, atendendo ao pedido do Sr. Brasil. Antes cantara “Orgulhosa” (Nhô Pai e Mário Zan) e “Felicidade de Caboclo” (Liu e Léo). Boldrin ainda fez uma reverência a Nhô Pai, abrindo esta parte do programa cantando, em coro com a plateia “Beijinho Doce”.

Encerradas as apresentações, a poesia das cantorias virou prosa no camarim. Entre um gole de café, novos e pitorescos causos ou piadas cheia de picardia e bom humor todos os convidados se confraternizaram, com Cláudio Lacerda e Wilson Teixeira reforçando a talentosa roda. Elogios mútuos e troca de gentilezas não faltaram. Turcão (integrante da famosa dupla com Jyca) e Daniel Franciscão (um dos membros da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, de Jundiaí), por exemplo, presentearam este blogueiro com exemplares de álbuns de suas carreiras, pelos quais agradeço muitíssimo!

O Sr. Brasil gravado em 4 de junho ainda não tem data para ir ao ar. Mas fique atento às chamadas da TV Cultura e, enquanto ele não rola, vá curtindo outros que já estão programados e que costumam ser apresentados aos domingos, a partir das 10 horas, com reapresentação na quarta-feira posterior, a partir das 22 horas.

Agradecimentos especiais a Patrícia Maia Boldrin, produtora do Sr. Brasil, pela acolhida tão especial e simpatia.

Da dir. para a esq.: Bruno Bernini, Thadeu Romano, Thiago Carreri, Rodrigo Zanc e o Sr. Brasil, Rolando Boldrin
Da dir. para a esq.: Bruno Bernini, Thadeu Romano, Thiago Carreri, Rodrigo Zanc e o Sr. Brasil, Rolando Boldrin
Da dir. para a esq.: Sérgio Turcão, Daniel Franciscão, Lucas Ventania e Rolando Boldrin
Da dir. para a esq.: Sérgio Turcão, Daniel Franciscão, Lucas Ventania e Rolando Boldrin

 

 

 

Sepultura e Iron Maiden com sotaques caipira

Vignini e Zé Helder durante a apresentação no SESC Osasco
Vignini e Zé Helder durante a apresentação no SESC Osasco

O SESC Osasco trouxe a dupla Ricardo Vignini e Zé Helder na quinta-feira, 5 de junho, para a abertura do projeto “Caldo com Sons Brasileiros”. Ambos os violeiros integram o “Matuto Moderno”, banda reconhecida pela fusão da sonoridade da música caipira com clássicos do rock e se juntaram para tocar no Deck da Cafeteria faixas do premiado álbum “Moda de Rock – Viola Extrema”, gravado em 2011. O show começou com “Aces High“, do Iron Maiden. Depois o público curtiu momentos de raro virtuosismo com ambos dedilhando nas 10 cordas entre outros conjuntos cultuados pelos roqueiros de todas as idades Sepultura, Led Zeppelin e Pink Floyd, da qual emendaram magistralmente “In the flash“, do “The Wall”, com “Saudades de Matão“, composta em 1904 por Jorge Galati, maestro da banda brasileira Italo-Araraquara.

Ricardo Vignini
Ricardo Vignini

Vignini e Zé Helder, professores de viola, ainda tocaram Tião Carreiro, Índio Cachoeira e Gedeão da Viola. The Rolling Stones e “Matuto Moderno” também foram lembrados. Da segunda banda, que já tem 15 anos de estrada a música escolhida, “Topada”, é parceria de Vignini com  André Abujamra, ex-“Os Mulheres Negras”. O encerramento homenageou amantes da música clássica com a execução da Nona Sinfonia de Bethoven. Desta, brotou “Aqualung”, do Jethro Tull. O bis rolou com “Norwegian Wood”, de “Rubber Soul” (1965), um dos mais famosos trabalhos do The Beatles. Esta foi a primeira música que George Harrison utilizou sua cítara.

Quem perdeu a apresentação não precisa se lamentar. Os violeiros Ricardo Vignini e Zé Helder estarão de volta ao mesmo palco em 26 de julho, a partir das 19 horas, em mais uma ediçãodo projeto “Viola com Sons Brasileiros”.

Zé Helder
Zé Helder

 

 

Violeiro de Profissão” abre a porteira para Daniel Franciscão

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O violeiro Daniel Franciscão nos brindou com um exemplar de Violeiro de Profissão, lançado no segundo semestre de 2013. Primeiro álbum da carreira de Franciscão, que também é fundador, regente e diretor musical da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, de Jundiaí, o disco tem 13 faixas, duas com as participações de Cláudio Lacerda e de Wilson Teixeira. Ricardo Vignini, das bandas Matutos Modernos, Dotô Tonho e Mano Sinistra, toca em 12. Abrindo a porteira. Esta é, por sinal, uma das músicas instrumentais escolhidas para o repertório, juntamente com 8. Rio do Peixe”. Zé Paulo Medeiros também está presente, em 3. Casinha na Colina”, e Renato Teixeira torna o disco ainda mais marcante em9. Noite Serena”.

A cortesia foi feita na quarta-feira, 4 de junho, após a participação de Franciscão e Sérgio Turcão acompanhando o convidado especial Lucas Ventania (MG) na gravação de mais um programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin, a ser apresentado em breve pela TV Cultura.

“Violeiro de Profissão” é uma mistura de muito bom gosto de sons brasileiros e andinos, passeando por ritmos como baião, chamamé e toadas entre outras muitas influências que tornam a obra diversa e sem fronteiras. O universo das 10 cordas da viola caipira está muito bem representado, traduzindo as plurais linguagens do instrumento em canções de identidade singular. Elas evocam e trazem para o ouvinte mensagens de simplicidade, admiração à natureza e amor à profissão de cantador e de violeiro.

Contatos com Daniel Franciscão podem ser feitos pelo endereço virtual daniel.franciscão@hotmail.com.

Fotos:

Da esquerda para a direita: Sérgio Turcão, Daniel Franciscão, Lucas Ventania e Rolando Boldrin (Marcelino Lima)

Daniel Franciscão autografa “Violeiro de Profissão” para este blogueiro (Andréia Beillo)

 

Festa junina no Morumbi apresenta Cláudio Lacerda

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Tiago Passos

O Barulho d’água acompanhou no sábado, 7 de junho, parte da programação do primeiro dia do “45º Arraiá do Paineiras”, promovido pelo tradicional Clube Paineiras do Morumby, situado na Zona Sul de São Paulo. Uma das atrações, o cantor e compositor Cláudio Lacerda, ocupou o palco acompanhado por Robson Russo (viola) e Tiago Passos (contrabaixo). Ao público, Lacerda apresentou entre outros clássicos da música de raiz “Vide e Vida Marvada”, de Rolando Boldrin, com a qual abriu a cantoria.

O autor de São Luiz do Paraitinga Elpídio dos Santos foi lembrado com “Você vai gostar”, também conhecida por “Casinha Branca”. De Renato Teixeira, Cláudio Lacerda escolheu “Meu Veneno” e “Romaria”. Pena Branca e Xavantinho, homenageados por meio de “Calix Bento” e “Cai sereno, cai”, e Tonico e Tinoco (“Canta moçada”), enriqueceram o repertório preparado com muito bom gosto para a festança caipira.

Músicas dos três álbuns de Cláudio Lacerda (“Alma Lavada, “Alma Caipira” e “Cantador”) complementaram a lista. Um dos maiores sucessos desta trilogia, “Canto Brasileiro”, ele assina em parceria com Eduardo Santana e no álbum “Cantador” tem a participação de Dominguinhos.

A plateia ainda ouviu “Canta que é bonito” (escrita a quatro mãos, com Júlio Bellodi) e “Bons Amigos”, moda das mais consagradas do violeiro paulistano, gravada recentemente pelo parceiro de estrada Rodrigo Zanc em “Fruto da Lida”. Zanc, por sinal, é companheiro de Lacerda em projeto de tributo a Pena Branca e Xavantinho. Com o amigo de São Carlos, mais Wilson Teixeira e Luiz Salgado, Lacerda integra o “4 Cantos”.

Vale a pena ressaltar que na sexta-feira, 13 de junho, Dia de Santo Antônio, Lacerda estará de volta ao Morumbi.  Ao lado de Zanc, ele concederá entrevista ao vivo para o “Terra Viva”, canal de agronegócios do grupo Bandeirantes, prevista para começar às 12h30.

 

Legenda:

De cima para baixo: Cláudio Lacerda, Robson Russo e Tiago Passos (Fotos de Marcelino Lima)