Barulho d'Água Música

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1047 – Suêldo Fernandes (SP) disponibiliza álbum Tradições Regionais nas plataformas de streaming

O cantor e compositor Suêldo Fernandes disponibilizou desde 28 de março em várias plataformas digitais, os populares canais de streaming, as dez faixas do seu novo trabalho autoral, que batizou de Tradição Regional e que terá distribuição pela Tratore. Natural da cidade litorânea paulista de Santos e radicado em Guarulhos (Grande São paulo), Suêldo Fernandes toca instrumentos de cordas e de percussão, é luthier, produtor fonográfico, diretor artístico, pesquisador de cultura e de temas do folclore nacional. Ainda menino descobriu dotes artísticos que permitem a ele, hoje, além de atuar como músico, escrever e compor as próprias poesias e melodias. Em sua carreira já integrou bandas como vocalista e instrumentista entre 2000 e 2007, optando após esta experiência por empregar em voos solo a voz marcante de vários timbres que passeia por ritmos populares brasileiros, country e folk. Suêldo busca compor canções autorais que também destacam elementos de culturas étnicas tradicionais marcadas pela visão criativa, inovadora e original.  Continuar lendo

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1046 – São Leopoldo (RS) promove campanha que denuncia: agressões à mulher em letras de música resistem há gerações

Ideia dos organizadores é mostrar: a cultura da violência contra a condição feminina é antiga e reproduzida  inclusive em sucessos de ídolos populares como se posturas misóginas pudessem ser consideradas normais

Marcelino Lima

Um ditado árabe popular recomenda ao homem casado: “todo dia, ao chegar em casa, de uma surra em sua mulher: se você não souber porque está batendo, ela saberá porque está apanhando”. Pessoas de bem, naturalmente, devem refutar este conselho, e, talvez, até o condenem, aliviadas por se tratar de um hábito estranho à tradição brasileira, que ocorre longe do nosso paraíso tropical. Resiste em nosso inconsciente coletivo, entretanto, cultura semelhante e tão censurável quanto, mas que se apoia em códigos misóginos que não apenas a toleram, como a permitem e até a legitimariam. Em outras palavras: a violência contra a mulher entre os tupiniquins é fato antigo e corriqueiro e, embora até já existam leis rígidas e órgãos especializados que a denunciam e a combatam, a discriminação, a intimidação e o ataque à condição feminina está presente dentro dos lares, em ambientes de trabalho (por meio do assédio sexual e da desigualdade salarial, por exemplo), no meio acadêmico, nas ruas, metastaseado em todos os segmentos da vida em comum e termina por refletir em um campo no qual deveria prevalecer apenas a apologia ao belo: a arte, que, entre suas várias funções, estimula a percepção, a sensibilidade, a cognição, a expressão e a criatividade. Além disso, a arte tem função social, é capaz de reinserir pessoas na sociedade e de ampliar os horizontes de cidadãos marginalizados.

Algumas letras de música do cancioneiro nacional, entretanto, não apenas desrespeitam e deturpam estes conceitos: utilizam as canções como suporte para referendar a cultura de dominação do macho sobre a fêmea. É o que revela o Seminário Música: Uma construção gênero,  que a Prefeitura de São Leopoldo, cidade gaúcha do Vale dos Sinos e da Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), por meio da Secretaria de Políticas Para Mulheres, promoveu no mês de março e que ,dentre outras atividades, manteve em exposição 18 fotos nas quais modelos maquiadas como se tivessem sido agredidas seguram cartazes com  trechos de letras de músicas machistas e que incitam atos de violências masculinas como estupro e feminicídio.

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1045 – Wolf Borges e Jucilene Buosi lançam “Outra Saudade” em Poços de Caldas (MG)

O casal Wolf Borges e Jucilene Buosi será atração neste sábado, 7 de abril, quando lançará em Poços de Caldas (MG) o álbum Outra Saudade em apresentação marcada para começar às 20 horas. A entrada para o show que transcorrerá no Instituto Moreira Salles, situado na cidade sul-mineira, é franca, mas os lugares disponíveis estarão limitados e como bom mineiro não perde trem a dica para quem mora no local ou municípios vizinhos [válida também para turistas, uai] é seguir o conselho da cantora e chegar com tempo de antecedência para não ficar com cara de paisagem na “estação”. Outra Saudade pela primeira vez une marido e mulher em um álbum dedicado à performance vocal, com marcantes interpretações que possibilitam novas leituras de sucessos da música como La vie em rose (Edith Piaf e Louis Gugliemi); Rosa (Pixinguinha); Tango pra Tereza (Evaldo Gouveia e Jair Amorim); El dia que me queiras(Carlos Gardel e Alfredo Le Pera); Ave Maria no morro (Herivelto Martins); Chuá-chuá (Pedro de Sá e Ary Machado); além da canção autoral que dá nome ao espetáculo e ao disco, composta por Borges.   

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1044 – Morte de Índio Cachoeira silencia os ponteios de um mestre que fugia de casa para ficar perto das violas

Músico querido por ex-alunos e ex-parceiros não resistiu às sequelas de um acidente de trânsito que sofreu em Alfenas (MG), onde o corpo foi sepultado após homenagens de entidades locais e da Prefeitura 

Marcelino Lima, com o blogue Brasil Festeiro, Primeira Página (São Carlos), Cidade Escola Alfenas e Graciela Binaghi

 

O universo da viola caipira mineiro, paulista e nacional está de luto, dos mais sentidos, desde quarta-feira, 4 de abril, quando — conforme costuma dizer Rolando Boldrin em momentos tristes como estes – bem antes do combinado foi se embora para outro Plano José Pereira de Souza, com apenas 65 anos! Pelo nome de pia, talvez o conheciam apenas os mais chegados, familiares e amigos que juntou enquanto esteve entre nós. O nome artístico, entretanto, o levou à fama que apenas poucos Josés conseguem alcançar — ainda mais no boicotado meio em que resolveu nos brindar com seu talento e virtuosismo. Estamos falando de Índio Cachoeira, agora mais uma estrela na constelação na qual já brilham, ora, sim senhor, Tião Carreiro, Gedeão da Viola, Angelino de Oliveira, Raul Torres, Renato Andrade, José Fortuna, Helena Meirelles, se não todos violeiros, com certeza ícones de tradições e de uma cultura que formam o perfil brasileiro; se fossemos fazer uma comparação com ídolos do círculo dos mais cotados da MPB ou de outras vertentes brasileiras, Índio Cachoeira seria, por exemplo, um artista da primeira linha, não menos que João Gilberto, Toquinho ou Guinga.

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Morre em Alfenas (MG) o violeiro Índio Cachoeira

Amigos e seguidores:

Lamentamos informar a morte, hoje, 4 de abril, do amigo e violeiro Índio Cachoeira, que estava internado em Alfenas (MG), em coma induzido, após ser vítima de atropelamento ocorrido no início da semana passada. Esta nota, por enquanto breve, cumprirá a tarefa, apenas, de comunicar o óbito até que possamos reunir informações mais precisas para a matéria que devemos ao músico pela altura de sua obra e que redigiremos em breve. Descanse em paz, Índio Cachoeira!


Foto: Márcio Lino/Prefeitura Municipal de Guarulhos

 


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1043 – Curso livre de Introdução à Filosofia da Música inclui concerto de viola caipira

Curso livre intitulado Introdução À Filosofia da Música- Da experiência estética à representação de uma cultura em diálogo com o século 21 será ministrado a partir da segunda-feira, 9 de abril, em seis encontros semanais de 75 minutos no Edifício São Marcos, localizado no Centro de São Paulo. O conteúdo preparado por Sidnei de Oliveira e Thiago Rodrigues visa a introduzir à reflexão filosófica sobre a música em torno de dois eixos: a filosofia nietzschiana e schopenhaueriana; e as reflexões sobre a experiência estética no registro fenomenológico. Em primeiro lugar, será apresentada a filosofia da música de Nietzsche e Schopenhauer: o âmbito da arte e da cultura, das representações e da essência. Em segundo, Sidnei e Rodrigues vão se apoiar em estudos de Theodor Adorno e Mário de Andrade que fornecerão subsídios para o diálogo com a indústria cultural e a cultura brasileira no Século 20. Por fim, ambos apresentarão elementos que configuram a experiência estética na perspectiva fenomenológica, com base no pensamento de Roman Ingarden, Mikel Dufrenne e Jean-Paul Sartre.

Embora o curso esteja sujeito à formação de turmas para ser efetivamente oferecido, não há pré-requisitos para quem se interessar e participar dos módulos, exceto o interesse pela música e pela Filosofia. O investimento está estipulado em R$ 190,00 à vista, mas poderá ser parcelado em até duas vezes de R$ 100,00 ou em três de R$ 70,00. Para efetivar a inscrição, é preciso informar nome completo e número de telefone para Marco Antonio por meio de ligação para os números e 11 3101 6785 /11 95134-6626 ou envio de mensagens para 11-96831-2930 (WhatsApp) ou lulio1232@gmail.com

Sidnei de Oliveira

Músico, compositor e instrumentista com Graduação em Música (USP/Claretiano); Graduação em Filosofia (Unifran); Mestre em Filosofia (Unifesp); Doutor em Filosofia (Unicamp) com estágio de pesquisa na Universität Leipzig, na Alemanha; Pós-doutorando em Música (USP),  autor do álbum Prólogo e vencedor do  Prêmio Syngenta com a instrumental Esplendor

Thiago Rodrigues

Doutorando em Filosofia e mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Thiago Rodrigues atualmente leciona para turmas de graduação e de pós-graduação de Filosofia no Centro Universitário Assunção (Unifai), onde também coordena o curso de Filosofia e Pensamento Político Contemporâneos. Sua pesquisa se concentra nos temas: Imaginação e imaginário; Filosofia e literatura; Criação ficcional e reflexão filosófica; Ética; Estética; Fenomenologia crítica.

Referências bibliográficas

ADORNO, Theodor W. Indústria da cultura. In: G. Cohn (Org.), Theodor W. Adorno: Sociologia. São Paulo: Ática, 1986.
ANDRADE, Mário de. Música, doce música. São Paulo: Martins, 1962.
DUFRENNE, Mikel. Estética e filosofia. São Paulo: Perspectiva, 1972.
NIETZSCHE, Friedrich W. O nascimento da tragédia ou helenismo e pessimismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

SARTRE, Jean-Paul. O imaginário. São Paulo: Ática, 1992.

Serviço

Curso livre Introdução À Filosofia da Música- Da experiência estética à representação de uma cultura em diálogo com o século 21
Professores Sidnei de Oliveira e Thiago Rodrigues
Seis encontros semanais, com vagas limitadas, das 19h30 às 20h45, todas às segundas-feiras a partir de 9 de abril
Local: Praça da Sé, 21, Edifício São Marcos, 10 andar, Conjunto 1004, São Paulo

Leia também no Barulho d’água Música:

A Viola Caipira como estandarte (Sidnei de Oliveira)*
969 – Curso do Centro de Formação do Sesc revela o que há de caipira em Nietzche e o saber filosófico do camponês
716 – Sidnei de Oliveira, violeiro e violonista: do RS ao palco do projeto Imagens do Brasil Profundo


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1042 – MCB (SP) terá Hermeto Paschoal e Bixiga 70 durante festival de arte e gastronomia

Shows, palestras, exposição audiovisual, espaço para crianças e cenografia especial integram dia de programação cultural gratuita para toda a família 

Marcelino Lima, com assessoria de imprensa do Museu da Casa Brasileira

Museu da Casa Brasileira  (MCB) promoverá neste sábado, 7 de abril,  em parceria com o Ministério da Cultura do Governo Federal e a Marolo Produções, com patrocínio da Comgás, o 1º Festival Comgás Transforma, que oferecerá entre 10 horas e 20 horas atividades  que incluem feira de gastronomia, palestras, oficinas, apresentações musicais e documentários, todas com entrada gratuita para públicos diversos. As primeiras atrações serão voltadas às crianças, que poderão participar de oficinas infantis de escultura de balão, pintura artística facial e de desenho. A programação prosseguirá com feira de gastronomia, ao longo de todo o dia, coordenadas por chefes renomados. Os shows possibilitarão aos frequentadores e presentes ouvir a Pequena Orquestra Interativa, o Lov.Trio, o DJ Dre Guazzelli, o grupo Bixiga 70 e, cereja do bolo,  Hermeto Pascoal.

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