1275 – Edvaldo Santana, disco homônimo do cantor e compositor paulistano, completa 20 anos

Álbum tem 13 faixas, participações especiais de Titane, Bocato, Swami Júnior, Oswaldinho do Acordeon, entre outros, e parcerias com ou interpretações de poemas de Mauro Paes, Artenio Fonseca, Paulo Leminski, Arnaldo Antunes e Itamar Assumpção, mais projeto gráfico de Elifas Andreato

Um dos melhores discos da carreira do cantor e compositor são-miguel-paulistanês, o bardo mouro tupiauiense Edvaldo Santana (entre os oito que ela já lançou na carreira solo, desde 1993, quem se atreveria a dizer qual deles seria o mais-mais?), batizado simplesmente com o nome do artista (veja o tamanho da responsa, na verdade, a confiança no próprio taco, já que, caçapa, a estocada foi de mestre!) está completando vinte anos de lançamento. Por conta desta importante marca, Edvaldo Santana (o disco) foi o escolhido para abrirmos aqui no boteco do Barulho d’água Música neste dia 11 do apressadinho janeiro (para aonde será que ele quer nos levar assim, passando tão veloz?) mais uma rodada das audições matinais que promovemos aos sábados.

Continue Lendo “1275 – Edvaldo Santana, disco homônimo do cantor e compositor paulistano, completa 20 anos”

611 – Poeta da periferia fazendo o que gosta sem precisar de negócios há 40 anos, Edvaldo Santana (SP) hoje comemora aniversário

edvaldo santana

O Barulho d’água Música congratula-se hoje, 17 de agosto, com Edvaldo Santana, cantor e compositor paulistano nascido em São Miguel Paulista e que os amigos e admiradores do blogue já conhecem e admiram por ser um dos mais destacados bardos da periferia. Em 40 anos de carreira, Edvaldo Santana construiu uma trajetória ímpar sem jamais fazer concessões, apoiadas em composições individuais e parcerias com amigos rotulados como “malditos” tais quais Paulo Leminski, Itamar AssumpçãoSérgio Sampaio, Arnaldo Antunes, Ademir Assumpção entre outros, sempre preservando a pegada independente, peculiar e engajada.

Poesia e contestação são marcas presentes nos blues, reggaes, salsas, rock e jazz que Edvaldo Santana mescla com sambas, xotes, choros, e baiões, criando uma identidade estética única dentro do caldeirão sonoro do país. Seus balaços costumam ter as bênçãos de Tupã e de Tupi e o mais recente, certeiro mais uma vez, atingiu a mesmice na testa, deve ter doído como picada de mil abelhas na cafonalha: Jataí é das boas com mel, retrato sem retoques de moradores, personagens e costumes das quebradas de Sampa e do país afora, onde sobram tragédias, a imprensa só baixa quando rola matança, autoridades para pedir voto, mas que tem, em sua maioria, conterrâneos sangue,  manos que combatem as angústias e as barras ralando e se divertindo como e quando podem, com o maior respeito e solidariedade pelo e ao  próximo, equilibrando a vida com um churrasco ou uma boa pelada dominical, por exemplo.

 

 

O “Lobo Solitário”, em frases inspiradas em letras dele é baião com piqui, chamamé com sanfona, pandeiro do Salim e tambor de crioula. Não é pop star, mas tanto Raimundo. como Jackson e Johnson, adoram. Embora não semeie desencantos, sabe que não é santo e alguns podem até considerá-lo vira-lata, mas indiscutivelmente é mandarim que tem a cara do Brasil, cultiva amizades sem precisar de negócios e costuma estar sempre em boa companhia quando sobe aos palcos ao lado dos inseparáveis Luiz Waack (violão), Reinaldo Chulapa (baixo acústico), Ricardo Garcia (percussão), entre outros. Ouvir Edvaldo Santana, enfim, é gole de cachaça com caju, liga mais que muito fio!

Feliz aniversário, Edvaldo Santana!

carroça