757 – Casa do Núcleo (SP) recebe concerto Prisma, do Duo Bico de Pena

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O Duo Bico de Pena tem 22 anos de estrada (Foto: Andreia de Souza, acima e  no destaque)

A Casa do Núcleo receberá na sexta-feira, 11, o Duo Bico de Pena, para executar o concerto Prisma, a partir das 21 horas. Formado por Renato Camargo (flauta) e  Angelique Camargo (violoncelo), no primeiro bloco o Duo Bico de Pena apresentará algumas das composições e arranjos mais significativos que produziu em 22 anos de carreira, seguidos de peças inéditas nas quais explora experiências novas como as vozes de ambos, em improvisos coletivos que visam a atingir o desafio de expressar a riqueza da música brasileira pelas entrelinhas de suas composições e arranjos.

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691 – Edvaldo Santana canta gentilmente para auxiliar na recuperação de pacientes do Hospital Municipal de Barueri (SP)

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Edvaldo Santana cantou canções dele como Reserva da Alegria; Quem é que não quer ser feliz; Samba do Japonês; e Cara, Carol nos quartos do HMB. A assessoria de imprensa do hospital recebeu autorização por escrito dos pacientes para divulgação das imagens (Foto: Marcelino Lima/Acervo Barulho d’água Música)

O músico Edvaldo Santana (SP) demonstrou na sexta-feira, 16, que não é apenas um cantor e compositor dos mais admirados e talentosos entre os artistas independentes, mas que é também um homem fraterno, gentil e solidário. Na tarde daquele dia, intermediado pelo Barulho d’água Música, Edvaldo Santana esteve no Hospital Municipal de Barueri (HMB) onde percorreu leitos, corredores e o setor de hemodiálise, além da maternidade, local no qual entoou ao violão Cara Carol para os pais e a recém nascida Milene. Suas musicas e de autores como Elpídio dos Santos (Você vai gostar/Casinha Branca) e Adoniran Barbosa (Trem das Onze) despertaram sorrisos, derrubaram lágrimas e arrancaram muitos aplausos. Cara Carol, oferecida à Milene, ele compôs em homenagem ao nascimento da filha na época da Guerra do Golfo, travada no início da década dos anos 1990 entre Estados Unidos e Iraque. 

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Atitudes como a de Edvaldo Santana cantando para a paciente e irmã que a acompanha na convalescênça são dignas de aplausos e exemplo a ser seguido (Fotos acima, no destaque e abaixo: Vladimir Soares/Assessoria de Comunicação do HMB)

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Barueri está situada a 26 quilômetros de São Paulo, lindeira à Rodovia Castello Branco (SP 280). Para cantar no HMB acompanhado pela esposa, Sueli, Edvaldo Santana partira pela manhã de São José do Rio Preto — dependendo do trajeto percorrido, a viagem exige deslocamento superior a 450 quilômetros até a Capital — e chegou pontualmente em relação ao horário assumido. O artista abriu mão de cachê, da cobertura da mídia e o que enobrece ainda mais seu gesto: superou a dor pelo luto da mãe, que sepultara no domingo anterior para honrar o compromisso voluntário com entusiasmo e carinho.

“Se a arte existir apenas para dar dinheiro e fama, não tem sentido, precisamos também colocá-la a serviço de quem precisa, sobretudo em momentos e em ambientes nos quais as pessoas se convalescem”, disse. 

A trajetória de Edvaldo Santana é repleta de aventuras e de belas canções. Criado na Zona Leste de São Paulo e muito popular no efervescente bairro de São Miguel Paulista, o músico se destaca pela voz rouca e por um repertório que mescla variados ritmos do forró ao blues, do choro ao jazz. “Ações como essa, que levam alegria aos que estão acamados e em situação delicada, sempre devem ser apoiadas”, ressalvou.

Com mais de 40 anos de carreira nos quais gravou sete álbuns, celebrou parcerias com nomes como Ademir Assunção, Itamar Assumpção, Paulo Leminski, Tom Zé e Arnaldo Antunes. Nestas quatro décadas, constrói uma obra irretocável, sem fazer concessões sobretudo à mídia e preservando postura independente expressa em letras contundentes, mas também repleta de personagens populares, poesias e astral iluminado.

“Eu acredito muito na franqueza e na liberdade que me orienta, não há motivo para virar a mesa: se tem confiança não há violência”, canta Edvaldo Santana em uma das faixas de Jataí.  Ainda curtindo o sucesso desta pérola do nosso cancioneiro, ele contou aos jornalistas Marcelino Lima e Vladimir Soares que no primeiro semestre de 2016 pretende lançar o oitavo álbum.

Vladimir Soares é jornalista dos mais tarimbados e corretos da região metropolitana Oeste da Grande São Paulo e atualmente responde pela Assessoria de Comunicação do HMB. A ação de humanização por meio da qual levou Edvaldo Santana é um projeto que o hospital pretende repetir de acordo com o interesse voluntário de artistas. Para colaborar e saber mais detalhes, o telefone de Vladimir Soares é (11) 9 7486-8268.

Quarenta anos na contramão e dizendo não ao ouro dos tolos*

* Texto publicado pela Rádio UOL, em 01/09/2014, dias depois de Edvaldo Santana se apresentar com sua banda na sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural Vergueiro, em São Paulo

Por Marcelino Lima

Edvaldo Santana está chegando a 40 anos de carreira e embora neste tempo já tenha gravado inúmeros sucessos deixa a impressão que ainda canta e toca com a mesma disposição, alegria, contundência, irreverência e, no caso particularíssimo dele, simpatia de quem estaria empunhando o microfone e um violão pela primeira vez, estreando nos palcos disposto a conquistar cada pessoa da plateia. Se a frase “quanto mais velho o vinho…” para ele se encaixa, a obra de sete discos deste bardo filhos de nordestinos que baixou lá em São Miguel Paulista e neste lendário, efervescente e mágico bairro-cidade da Zona Leste (ZL) paulistana cresceu andando na contramão estabelece, ainda, outra constatação: quanto mais o cara amadurece, mais parece que se renova e, assim, e remoçando-se, deixa para o público que o cultua a marca perene de um trabalho que prima pela qualidade e pela verdade, pelo engajamento e pela inteligência crítica. Só alguém que desde pivete tem posicionamento, ideias, suingue, poética e um anjo da guarda barroco poderia colocar se serviço da cultura que é (do) contra o ouro dos tolos, dos que adoram jabaculês e paparicos do jet-set.

Senhora contribuição ao país, sim senhor, digna de ser objeto de teses de mestrado e receber espaços mais generosos em cadernos B, os quais normalmente se gabam de serem antenados e reverenciarem os “malditos”! Os xotes, baiões, sambas, raps, hip-hops, baladas ou blues urbanos-agrestes deste guerrilheiro retratam com fidelidade — portanto sem retoques, sem maneirismos ou manérismos –, por exemplo, a periferia dos grandes centros e seu povo mais para crioulo e caboclo do que para loiro. Gente que rala em vagões lotados de trens sucateados, joga bola e resolve o jogo, trampa de pedreiro (até morrer, se preciso for, ou não tiver jeito), desvia de foguetes e de balas atiradas a esmo, corre dos gambés, suporta todo tipo de opressão andando de lado e fingindo-se de morto e, quando não tem a sorte de sair da linha de tiro, sequer uma testemunha ou caixão consegue; revelam manos de carne, dente, osso e unha — aliás, com mais osso do que carne, com dentes e unhas de menos –, mas que no dia a dia insistem em seguir avante, sorrindo, banguelas, fazendo churrasco na laje, descolando uma mina nova, tomando uns tragos aqui e acolá por que ninguém é de ferro — e nem sempre o santo ajuda!  E vamos arrematando um novo cordel, rimando caldo de cana com um pastel de japonês: afinal, quem é que não quer ser feliz ou não merece um copo de vermute?

Como se não bastasse a bandeira empunhada em defesa desta massa, a música de Edvaldo Santana é antipanfletária e anti(pros)elitista, não troca passes com chavões banais. “Jataí”, por exemplo, é um mapa das riquezas do Brasil e dos seus vários tipos humanos, do Oiapoque ao Piauí. Este blog por todas estas características já escreveu sobre ele mais de uma vez, em todas deixando claro que no nosso barco ES navegará sempre na proa — e na janelinha! O tiozinho que saiu de sua cadeira e pediu humildemente para a plateia reverenciar e aplaudir o “Lobo Solitário” antes mesmo dos acordes finais da música de despedida que Edvaldo Santana e sua banda* executavam no domingo, 24 de agosto, no Centro Cultural Vergueiro, em São Paulo -– e, não contente, subiu no palco para cumprimentá-lo com a música ainda em andamento –, é um dos admiradores que sabem: o cantor e compositor merece que por ele tiremos o chapéu!

Crédito: Marcelino Lima

Durante a maior parte da apresentação, Edvaldo Santana, aliás, usava óculos de lentes escuras. Tirou-os apenas na hora de pegar um papel para ler nomes das pessoas as quais deveria agradecer, do técnico de som ao responsável pela Sala Adoniran Barbosa. Alguém poderia até pensar que o adereço das lentes seria um disfarce de alguém supostamente marrento, quem sabe parte da fantasia de uma mera personagem. Mas como poderia ser esnobe ou entrar em cena mascarado um camarada que é o que é, e estando no centro das atenções no calor daquele momento, despiu-se do papel de astro e brincou o tempo todo com quem o curtia, contou sem delongas ou autocensura de onde veio e alguns hábitos, várias vezes bateu as palmas para seus músicos, ergueu-as para os céus agradecendo aos parceiros de estrada que com ele contribuíram nestas quatro décadas — entre os quais Paulo Leminski, Itamar Assumpção, Ademir Assunção e Luiz Waack?

“Estes caras e muitos outros que já passaram para outro plano ou ainda estão por aqui sempre me ajudaram muito, foram me moldando, me deram conselhos fundamentais no começo da minha carreira, me orientaram direitinho e muitas vezes com sua sabedoria até me recomendaram segurar um pouco minha onda”, disse Edvaldo Santana. Ele pediu aplausos para um destes mestres, o poeta-samurai polaco-curitibano que não discutia com o destino. E não se esqueceu de jogar uma rosa também para “seu Valdemar”, amigo da ZL cuja especialidade é podar flores e livrar-se adequadamente dos espinhos para não furar dedo de menininhos. Com estas palavras, Edvaldo Santana revelou que a gratidão é outra de suas marcas. Eis, portanto, mais que um artista, um homem elegante que nos descarrega do peso de algumas dores. Se você trombar com ele por ai, diga que mandamos um forte abraço e que estamos indo pela mesma trilha!

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689 – Edvaldo Santana cantará para pacientes do Hospital Municipal de Barueri (SP)

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O Hospital Municipal de Barueri (HMB), cidade da região Oeste da Grande São Paulo a 26 quilômetros da Capital, receberá nesta sexta-feira, 16 de outubro, a partir das 13 horas, o músico Edvaldo Santana (SP). Com 41 anos de carreira, Edvaldo Santana usará todo seu talento e experiência, de forma voluntária, para apoiar o trabalho de Humanização do HMB. A trajetória de Edvaldo Santana é repleta de aventuras e belas canções. Criado na Zona Leste de São Paulo, no bairro de São Miguel Paulista, o músico se destaca pela voz rouca e por um repertório que vai do forró ao blues.

“Ações como essa, que levam alegria aos que estão acamados e em situação delicada, sempre devem ser apoiadas. Não pensei para aceitar o convite. Será uma honra usar minha música para confortar os pacientes do Hospital Municipal de Barueri”, afirmou Santana.

A gerente de Humanização do HMB, Patrícia Netzer, explica que o músico percorrerá o hospital e cantará em alguns leitos, além de áreas comuns. “Ações como esta ajudam imensamente no tratamento e recuperação dos pacientes. Só podemos agradecer quando um músico renomado como o Edvaldo Santana de dispõe a ajudar desta forma”, comentou.

Além de canções de seus próprios discos, o músico também tocará sucessos de outros artistas, como Adoniran Barbosa e Raul Seixas. Parceiro de músicos como Arnaldo Antunes, Itamar Assumpção e Tom Zé e com sete álbuns lançados, Santana começou a trabalhar aos 12 anos e, aos 20, já tinha a música como profissão. Com sua primeira banda, a Caaxió (depois rebatizada de Matéria Prima), chegou a ter 10 músicas censuradas num show no Teatro de Arena, em 1974. Ligado a movimentos universitários, viajou Brasil afora, acompanhou as primeiras ocupações do que viria a ser o Movimento dos Sem Terra. “Sempre fui envolvido com esse lado social, porque venho do povo, das dificuldades”, finalizou Santana.

Para mais informações o contato deverá ser feito com Vladimir Soares, cujo número é (11) 9 7486-8268.

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Reggae une Adoniran a Bob Marley em Campinas (SP)

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O tempo em Barão Geraldo poderá estar carrancudo e a noite fria em 26/03, mas no interior da Casa São Jorge até São Pedro deverá estar se entregando a magia e a paz destas luzes
 

A previsão do tempo, que nem sempre se confirma, antecipa tempestade para a noite de quinta-feira, 26, em Barão Geraldo, distrito de Campinas (SP). A temperatura, por volta das 19 horas, deverá estar na casa dos 20 graus C. Mas estas intempéries, com certeza, não segurarão em casa a galera da cidade e municípios próximos que curte a sonoridade jamaicana e suas ramificações e está na febre por mais uma Positive Vibrations. Pois é chegada a hora, amigos e seguidores: a quarta edição da festa começará a rolar, exatamente no dia e no momento em que os céus ameaçam desabar — ou até já estejam desabando –, entretanto com tamanha energia e paz que provavelmente até São Pedro colará na Casa São Jorge trajando túnica colorida e com as longas cabeleiras trançadas em rastafári.    

A positividade é a pegada dessa verdadeira celebração à alegria. Como nas ocasiões anteriores será possível dançar ouvindo muito reggae, dub, ragga, nayambing, ska, e dancehall, entre outros ritmos da Jamaica apresentados pela Adube, que fará homenagem ao mestre Bob Marley, e do Malacabeza, mais a a discotecagem em vinil dos residentes Xegado e Rodrigo Dzion.

 A Adube sempre vai fundo na pesquisa do raggae jamaicano. Neste ano tocará com arranjos próprios inspirados nas versões originais um repertório que abrange músicas de todas as fases da carreira do Rei do Reggae Bob Marley. Reúne Fernando Tocha (vocal e flauta), Graciela Soares (backing vocal), Nina Neder (backing vocal), Giorgio Francisco (guitarra), Viviane Pinheiro (piano), Iago Tojal (baixo), Fernando Junqueira (bateria).

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O repertório da banda Adube, com arranjos próprios, visita todas as fases da carreira do Rei do Reggae Bob Marley

A banda Malacabeza forma um time de craques bem distribuído nas cordas, teclas, bateria, metais, e vocais e não deixa ninguém parado quando manda seu ska, estilo contagiante da década dos anos 1960. O repertório em sua maioria é de músicas próprias, mas os integrantes também costumam embalar as plateias com versões criativas de clássicos, com destaque para o samba de Adoniran Barbosa Ói Nóis Aqui Traveis, consagrado pelos Demônios da Garoa.

A discotecagem de Xegado é exclusivamente feita em disco de vinil. Ele tem pesquisa musical em grooves e apresentará as influências que a música jamaicana incorporou nas terras brasileiras. Rodrigo Dzion representa o coletivo de discotecagem jamaicana Campinas Posse, fazendo seleção em vinil de sons raros que perpassam diversas fases da música do país banhado pelo Caribe. É organizador do Reggae na Quebrada, que agrega DJs e MCs que fluem na linguagem dessa cultura.

O trabalho fotográfico da quarta Positive Vibrations será uma contribuição do competente irmão Rafael Cruz. O ingresso comprado antecipadamente custará R$ 10,00; na portaria, será vendido por 15 contos. A Casa São Jorge fica na avenida Santa Isabel, 655, Barão Geraldo.

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Consuelo de Paula lança O Tempo e o Branco com homenagens a Adoniran, Dércio Marques e Rubens Nogueira em Sampa

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Consuelo de Paula durante o show no Ibirapuera: linda, feliz, carinhosa, grata, levando nossas dores, lavando nossos horizontes (Fotos: Marcelino Lima)

 Ontem, 1 de fevereiro de 2015,  fez exatamente um ano que conheci, pessoalmente, a cantora, compositora e poetisa Consuelo de Paula. Fomos apresentados por Katya Teixeira durante um café no Centro Cultural Vergueiro, em São Paulo, momentos antes de Katya Teixeira se apresentar como convidada, ao lado de Noel Andrade, em um show na Sala Adoniran Barbosa de Luís Perequê no qual o cantor e compositor de Paraty (RJ) ainda recebeu e Guarabyra.

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Passoca abre programação de fevereiro do Brasil Caboclo, projeto do Sesc de São Caetano (SP)

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O Sesc de São Caetano do Sul, cidade da Região Metropolitana de São Paulo, promoverá durante as sextas-feiras de fevereiro o projeto Brasil Caboclo, quatro encontros de cantores e compositores que ao som do ponteado da viola apresentarão  canções, causos, crenças e histórias, sem classificação etária, e preço de ingresso variando entre R$ 5,00 e R$ 17,00.

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Zeca Baleiro e Zélia Duncan cantam no Sr.Brasil e, no final de outubro, em Maceió (AL)

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Zeca Baleiro e Zelia Ducan fizeram de um limão uma limonada e apresentação para não perder viagem a Salvador (BA) em janeiro virou show descontraído e intimista, gravado no dia 15 de outubro por Rolando Boldrin (Foto: Elisa Espíndola)

Zeca Baleiro e Zélia Duncan, dois dos mais versáteis e irrequietos cantores e compositores brasileiros, juntaram os talentos e a inspiração e prepararam um projeto musical apresentado em primeira mão na noite de quarta-feira, 15, no palco do Sr. Brasil, programa de Rolando Boldrin que está no ar desde 1981 e há nove anos é sucesso na TV Cultura. Zeca e Zélia ocuparam o palco do SESC Pompeia por mais de uma hora. De forma descontraída, brincando entre si e com o público, interagindo com os causos narrados por Boldrin, contaram que a ideia da parceria surgiu em janeiro, quando ambos deveriam participar de um festival de encontros, em Salvador (BA), mas que acabou antes da hora.

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Compositor brasileiro: hoje é dia de quem com talento, compromisso, sensibilidade e delicadeza torna a vida mais alegre

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Heitor Villa-Lobos, ao lado da musa Arminda Villa-Lobos, um dos mais consagrados compositores brasileiros de todos os tempos, em nossa terra e mundo afora (Foto: Acervo Museu Villa Lobos-RJ)

Hoje, 7 de outubro, comemora-se o Dia do Compositor Brasileiro.

Alguns amigos e seguidores podem até pensar que o Barulho d’água Música estaria se confundindo, pois também se comemora data semelhante em 15 de janeiro. No começo de cada ano, porém, a efeméride é dedicada aos compositores de todo mundo, então, naquela ocasião, celebra-se o Dia Mundial do Compositor.

Muito justa a homenagem a esta incrível e indispensável categoria de artistas tupiniquins já que em nosso meio cultural há uma lista das mais extensas de gente boa que nos legou para sempre canções e obras extremamente belas, carregadas de significados sobre a brasilidade e, claro, poesia, muita poesia da melhor qualidade. Há, é claro, quem meta os pés pelas mãos e, neste delicado terreno, “escreva” bizarrices inclassificáveis, faça sonetos piores que as emendas, principalmente nos dias de hoje; seriam os “pernas de pau”, para traçar uma analogia com o futebol, sem nos esquecer, entretanto, que boa parcela deles é estimulada, bem paga e venerada pelo mercado e pela indústria do espetáculo só para rimar amor com dor e cantar frustrações amorosas, dores de cotovelo e cortejar musas inalcançáveis e de coração mais duro que pedra.

A riqueza neste quesito que o Brasil guarda, entretanto, é tanta que nem vale a pena queimar vela para mal defunto, e, sim aclamar aqueles que elevam nossa alma, cura-nos de tristezas, espalham valores positivos que ajudam a manter tradições ou até renova-las, mas sempre com muita delicadeza, talento, compromisso, engajamento, pensando, escrevendo, pesquisando…

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Quarteto de gaitas e Doroty Marques gravam com Rolando Boldrin programas para o Sr. Brasil

“Harmônicos”, grupo paulista formado por quatro tocadores de gaitas, lembrou Luiz Gonzaga e Adoniran Barbosa (Fotos: Marcelino Lima)

A noite de 30 de setembro ficará registrada para a equipe do Barulho d’Água Música e para o público que acompanhou no teatro do SESC Pompeia mais uma gravação do programa Sr. Brasil”, há 34 anos no ar sob comando de Rolando Boldrin. Os convidados desta vez foram o original quarteto Harmônicos”, grupo de São Paulo que tocou em quatro harmônicos diferentes, ou gaitas, os sucessos “Vida de Viajante” e “Xote das Meninas”, eternizados por Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, e “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa.  Fundador dos “Harmônicos”, em 2006, Geison Cezare presenteou Boldrin com uma gaita de apenas 3 cm e a testou diante da plateia para demonstrar que do pequeno instrumento é possível extrair música de qualidade. Além dele, entregam o grupo Márcio Adbo, Márcio Scialis e Little Will.

Geison Cezare tocou gaita baixo, a dupla de Márcios gaitas cromáticas e Little Will harmônica de acordes.

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Doroty Marques e Rolando Boldrin

Para o segundo bloco Boldrin recebeu a cantora, compositora, e pesquisadora Doroty Marques, irmã do saudoso Dércio Marques.

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Katya Teixeira visita RS após cantorias na Casa dos Cordéis e no Centro Cultural Vergueiro

 

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Katya Teixeira e Cássia Maria demonstraram virtuosidade, cantando e tocando com afinidade cantigas do Brasil e dos povos latinos, como “La Jardineira”, de Violeta Parra (Foto Elisa Espíndola)

A cantora e compositora Katya Teixeira está fazendo as malas para viajar até o Rio Grande do Sul, estado no qual fará várias apresentações e oficinas, com participações de artistas locais. A turnê começará pela capital gaúcha, Porto Alegre, na quinta-feira, 14. A partir das 19h30, a autora do álbum “Katxerê” e idealizadora do projeto “Dandô – Circuito de Músicas Dércio Marques” ocupará o palco do Centro Cultural Érico Veríssimo, recepcionada por Demétrio Xavier. O giro de Katya Teixeira chegará até Rio Grande, município no qual estará entre os dias 19 e 20, no Teatro CIDEC-Sul, a convite da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS).

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Katya Teixeira é grata ao carinho que vem do público e canta sempre sorridente, com entusiasmo e bom humor (Marcelino Lima)

Antes de embarcar de malas e cuia (de chimarrão), levando os instrumentos que trata por nomes como “Rê”, “Ciça”, e “Patativa Bochudinha”, Katya Teixeira será uma das atrações do Mutirão do Acolher”, evento que será realizado a partir das 19 horas deste sábado, 9 de agosto, com renda  revertida para a construção de um telhado no teatro da “Casa dos Cordéis”, em Guarulhos (SP). Depois da passagem pelo sul, os fãs de Ubatuba (SP) e cidades vizinhas poderão vê-la em 23 de agosto durante a festa de encerramento do IV Mês da Cultura Popular do Projeto Tamar. O show se chamará “Assim na Serra como no Mar” está previsto para começar às 20 horas e Katya animará os presentes em companhia de Luís Perequê, Renata Marques e Negão dos Santos.

Show com Cássia Maria e André Venegas

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Cássia Maria fez soar forte pelo CCV seus tambores e pandeiro e também cantou as músicas do repertório (Marcelino Lima)

Katya Teixeira fez na quinta-feira, 7, uma de suas mais fulgurantes apresentações do ano, desta vez ao lado da percursionista Cássia Maria, integrantes do grupo “Vozes Bugras”. Por mais de uma hora, com a sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural Vergueiro, em São Paulo, tomada por amigos e familiares, Katya cantou músicas de sua discografia que, além de Katxerê, inclui ainda Feito de Cordas e Cantigas”, Lira do Povo” e “2 Mares”, este gravado em parceria com Luiz Salgado (Patos de Minas/MG). Mestres e artistas que influenciaram a carreira dela receberam homenagens e foram citados com gratidão.

O público ouviu um repertório dos mais variados e ricos, que incluiu canções dos argentinos Atahualpa Yupanqui e Mercedes Sosa, da chilena Violeta Parra e do grupo brasileiro Tarancón. “Passarinheiro”, de Jean Garfunkel e Pratinha, “Maria, Estrela e Gerais”, que Amauri Fallabela e Chico Branco compuseram, e “Canto Lunar”, de Denise Emmer também constaram na lista da cantoria.

Em determinado momento do show, Katya Teixeira declarou que estava chegando de um giro por Goiás, para onde viajara com João Arruda, e que, às vésperas de entrar em contato com outros elementos da cultura nacional, deslocando-se agora para o Rio Grande do Sul, descobriu que “nem vivendo dez encarnações é possível conhecer tudo o que o Brasil tem de bonito”. Para nossa sorte, nós do Barulho d’Água Música e muitos dos nossos seguidores e amigos que a tratam com reverência e paixão precisamos apenas da atual vida para conhecê-la e ter a honra de desfrutar dos sorrisos, da doçura, da simpatia, da generosidade, do bom humor e da alegria com os quais ela ocupa e se coloca nos palcos e trata aos muitos amigos após as apresentações.

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Katya Teixeira fez agradecimentos aos mestres e aos parceiros da carreira  e homenageou Athaualpa Yupanqui e Mercedes Sosa (Elisa Espíndola)

Na apresentação do Centro Cultural São Paulo, abrilhantado não com menor grandeza também por Cássia Maria, a plateia ainda pode curtir como “bis” a “canja” de André Venegas, integrante dos “Barbatuques” e marido de Katya Teixeira. Vale a pena registrar, ainda, com muita gratidão, que Katya Teixeira abençoou a imagem de São Gonçalo do Amarante, mascote e padroeiro também deste blog dedicando ao santo festeiro versos de “Meu São Gonçalo”, faixa presente em “2 Mares”.

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Legenda para as imagens:

Na hora do “bis” Katya convidou ao palco André Venegas, do Barbatuques. Depois do show, cantou para abençoar a imagem de São Gonçalo do Amarante que o blog adotou como patrono

Fotos: Elisa Espíndola (palco) e Marcelino Lima

Agenda de Katya Teixeira em agosto

14, 19h30, Centro Cultural Érico Verissimo, anfitrião Demétrio Xavier, Porto Alegre (RS) 

15, 19h30, Katya Teixeira, Paulo Guerra e João Laner, com participação de Ginacarlo Borba, Auditório Ivo José Stein, Soledade/ RS

19 e 20, Katya Teixeira, Show e oficina, Universidade Federal do Rio Grande, Teatro CIDEC- Sul – Campus Carreiros – Rio Grande/ RS

23, 20 horas, Encerramento do IV Mês da Cultura Popular (Projeto Tamar), show Assim na Serra como no Mar com Luís Perequê, Kátya Teixeira, Negão dos Santos e Renata Marques, Ubatuba/SP