1169 – Marcos Zam, compositor paulista radicado em MG, tem disco em homenagem ao Paraopeba

Rio que banha cidades de vários estados a partir da nascente em Minas Gerais, afetado gravemente pela lama da barragem de Brumadinho, dá nome ao primeiro álbum do violeiro que tem mais de 500 composições próprias

As tradicionais audições aos sábados pela manhã aqui na redação do Barulho d’água Música neste dia 23/3 começaram com uma coletânea de músicas de Marcos Zam,  paulista de Santo André radicado na cidade de Betim, localizada na Grande Belo Horizonte, a 26 quilômetros da Capital de Minas Gerais.

A seleção de 20 trilhas foi disponibilizada pelo blogue Em Cantos Sagrado da Terra em junho de 2018 e destaca faixas de Paraopeba, disco gravado em 2008 beneficiado pela lei municipal de incentivo à cultura de Betim, o primeiro de Zam. Paraopeba  traz 13 faixas ao som de belas violas e instrumentos típicos do cancioneiro caipira, todas composições próprias em parcerias com amigos das mais poéticas que pedem parar um tempo a correria da vida para ouvi-lo, curtindo o balanço de uma rede ou um pedaço de broa de milho com café, ao pé do fogão de lenha. As trilhas são tocadas em ritmos dos mais diversos, da moda ao pagode de viola; entre as outras faixas pinçadas para a coletânea estão as clássicas Cuitelinho e Marcolino (Pena Branca) e  instrumental Mato Grosso; mas o destaque deste repertório é a faixa título, a número 7, que dá nome ao álbum, Paraopeba uma bela homenagem ao rio que hoje agoniza sofrendo os efeitos colaterais da lama que escorreu após o rompimento em 25 de janeiro da barragem de Brumadinho.

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1164 – Com novo show, Oswaldo Montenegro cantará em evento de aniversário de Barueri (SP)

Agenda do cantor de Bandolins inclui apresentações em várias cidades ao lado de Renato Teixeira em outro projeto do Menestrel

Em comemoração ao aniversário de 70 anos de emancipação político-administrativa de Barueri, em 26/3, a Secretária de Cultura e Turismo da cidade situada a 26 quilômetros da cidade de São Paulo, lindeira a Oeste pela rodovia Castello Branco,  organizou uma agenda de eventos para durar todo o mês, com atrações e atividades para toda a família.  Para este domingo, 10/3, está previsto que o cantor e compositor Oswaldo Montenegro deverá apresentar gratuitamente o show O Azul e o Tempo, no Parque Municipal Dom José,  gratuitamente, a partir das 11 horas.

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1140 – Nelson da Rabeca e esposa, com Thomas Rohrer, lançam álbum “áspero”, mas que encanta pelo tom festivo*

Vozes e instrumentos lembram o carro de boi, os gritos roucos do dia de trabalho, o atrito entre madeiras, metais e rochas e revelam  o modo como esses sons são articulados e dão a eles um tom de celebração
* Com Tiago Mesquita, do Selo Sesc

A audição matinal do sábado, 29/12, aqui no cafofo/redação do Barulho d’água Música, na Estância Turística de São Roque, Interior paulista, começou com Tradição Improvisada, álbum do Selo Sesc lançado em junho que destaca o inédito e feliz encontro entre Thomas Rohrer, Seu Nelson da Rabeca e  Benedita dos Santos. O disco reúne 23 faixas que revelam a união dos músicos em torno das rabecas produzidas por Nelson dos Santos. O instrumento, de timbre tão peculiar, permitiu que as sensibilidades musicais dos músicos de Alagoas e da Suíça se entendessem como Pelé e Coutinho.

A música chegou tarde para Nelson da Rabeca, nascido Nelson dos Santos  em março de 1929 na cidade alagoana de Joaquim Gomes. Embora possua memória extensa do repertório da música popular executada naquele estado, o instrumentista, compositor e luthier voltou-se para as artes só depois de décadas de trabalho penoso no corte de cana. Impressionado com o som de um violino que ouvia pela televisão, decidiu reproduzir um instrumento de cordas, a ser tocado com arco. E assim descobriu como fabricar, afinar e tocar a rabeca por conta própria.

Embora análogo, o instrumento de Nelson não soa uniforme como os das cordas da orquestra, pois tem um zumbido metálico. O rabequeiro deixa ranger as cordas e, acorde após acorde, faz com que o som, rouco, emule harmonias que nos remetem às cantigas medievais, às cirandas e aos xotes dos cantores de rádio. O timbre é arranhado, mas o toque é festivo. Com mais de 50 anos de idade, o artista descobriu uma maneira de viver mais intensamente pela música. Faz tempo que ele é jovem desse jeito.

Antes de se dedicar a fabricar e a tocar rabecas, Nelson dos Santos trabalhou penosamente no corte de cana, no Interior alagoano: Foto: Flavio Vogtmannsberger

Esse som original, incontrolável, temperado de maneiras não convencionais, fez com que Thomas Rohrer se iniciasse na rabeca. Quando chegou ao Brasil, o músico suíço originário da Basileia não tocava mais o violino que aprendera na infância: tornara-se saxofonista de recursos infinitos. Dedicado à produção de música nova, Rohrer fez da improvisação livre seu método principal. Para ele, o improviso é um modo de evitar os cacoetes harmônicos tradicionais e de buscar maior diálogo com outros procedimentos criativos. A sua música parece mais espontânea, aberta a novos sons, novas formas de tocar.

Rohrer conheceu a rabeca no fim da década dos anos de 1990, por meio de Zé Gomes, um dos músicos mais importantes do Brasil. O instrumento pôs Rohrer em contato com timbres inusitados e um repertório rítmico saído do sertão nordestino. O som que mais chamou a atenção foi o da rabeca de Seu Nelson. Quando pôde, adquiriu um instrumento e se aproximou do rabequeiro de Marechal Deodoro (AL). Ali nasceu a colaboração musical que resultou em Tradição Improvisada. Infelizmente Zé Gomes, outro interlocutor dos dois músicos, não sobreviveu para participar do projeto.

Nesse disco do selo Sesc, Nelson da Rabeca, Benedita dos Santos, Thomas Rohrer e Panda Gianfratti trabalham com sons ásperos. A voz e os instrumentos lembram o carro de boi, os gritos roucos do dia de trabalho, o atrito entre madeiras, metais e rochas. No entanto, o modo como esses sons são articulados dão a eles um tom de celebração, de alegria incontida, como se com aquele pouco a vida pudesse se tornar uma festa interminável. Em uma das faixas do disco, a partir de rangidos desencontrados, os músicos encontram uma progressão de acordes que nos lembra um trechinho de Cintura fina, de Luiz Gonzaga. Sons rudes vão estabelecendo contatos gentis, festivos, como se um convidasse outro a abrir a carranca e aproveitar a vida.

Aliás, são as letras de Benedita dos Santos que melhor expressam esse esforço para encontrar uma canção que faça sentido para a vida de todos. Suas palavras musicadas são fundamentais no disco. Elas falam de amores que não pedem nada em troca, do encontro com maravilhas naturais e sobrenaturais e da felicidade que a música trouxe a ela e a NelsonAs músicas também são sobre encontros, amor e amizade. Um desses encontros é o da cultura popular com a improvisação livre: duas formas de resistir à homogeneização da música pela indústria cultural. Aqui, essas formas de arte dançam juntas no baile infinito de Nelson da Rabeca e Thomas Rohrer.

A Revista Bravo! deste mês elegeu o disco Tradição Improvisada entre os melhores do ano.


*Tiago Mesquita é o autor do texto desta atualização

Leia também no Barulho d’água Música:

1012- Título de melhor rabequeiro do Brasil é pouco para reconhecer a contribuição de Zé Gomes (RS) à música do país
853 – Katya Teixeira (SP) recebe amigos e fãs em teatro lotado e lança Cantariar comemorando 21 anos de trajetória
Músico que quando menino tocou para Lampião, Sebastião Biano (AL) lança em Sampa álbum com banda de pífanos Terno Esquenta Muié

1042 – MCB (SP) terá Hermeto Paschoal e Bixiga 70 durante festival de arte e gastronomia

Shows, palestras, exposição audiovisual, espaço para crianças e cenografia especial integram dia de programação cultural gratuita para toda a família 

Marcelino Lima, com assessoria de imprensa do Museu da Casa Brasileira

Museu da Casa Brasileira  (MCB) promoverá neste sábado, 7 de abril,  em parceria com o Ministério da Cultura do Governo Federal e a Marolo Produções, com patrocínio da Comgás, o 1º Festival Comgás Transforma, que oferecerá entre 10 horas e 20 horas atividades  que incluem feira de gastronomia, palestras, oficinas, apresentações musicais e documentários, todas com entrada gratuita para públicos diversos. As primeiras atrações serão voltadas às crianças, que poderão participar de oficinas infantis de escultura de balão, pintura artística facial e de desenho. A programação prosseguirá com feira de gastronomia, ao longo de todo o dia, coordenadas por chefes renomados. Os shows possibilitarão aos frequentadores e presentes ouvir a Pequena Orquestra Interativa, o Lov.Trio, o DJ Dre Guazzelli, o grupo Bixiga 70 e, cereja do bolo,  Hermeto Pascoal.

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1016 – Ajude com o seu voto o Barulho d’água a avançar à segunda etapa de votação do Prêmio Profissionais da Música, em Brasília (DF)

A organização do  Prêmio Profissionais da Música (PPM) abriu no sábado, 20 de janeiro, o processo de votação para indicar quem avançará às etapas seguintes entre os 921 inscritos aptos a concorrer na primeira fase de votação da quarta edição em 54 categorias das modalidades Criação, Produção e Convergência. Pela primeira vez, em quase quatro anos de atividades, o Barulho d’água Música está no páreo como candidato em Convergência/Canais de Divulgação. Caso chegue à final, visitará Brasília (DF) em abril de 2018, cidade na qual os vencedores deste ano serão anunciados. De formato inédito e concebido pelo músico e produtor brasiliense Gustavo Ribeiro de Vasconcellos, o PPM foi idealizado para expor e reconhecer a contribuição de diversos profissionais envolvidos em criação, produção e circulação de obras e produções musicais e audiovisuais. A proposta é colaborar para o desenvolvimento de oportunidades e novos negócios do setor da música, a partir da convergência com outros segmentos. “Assim podemos expandir fronteiras ao promover intercâmbios e disseminar legados ao compartilhar experiências e emoções”, observou Gustavo.

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1009 – Vamos dar uma força à campanha para gravação de Trancelim, novo álbum do premiado coletivo Ponto BR?

Tran·ce·lim
substantivo masculino
1. Trança estreita para guarnições ou bordados.
2. Cordão de ouro muito delgado.
 
“trancelim”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/trancelim [consultado em 13-12-2017].

 

Amigos e seguidores:

O coletivo de artistas Ponto BR está em campanha, aberta em uma das plataformas virtuais de crowdfunding, para tentar levantar os recursos mínimos e gravar o disco Trancelim, segundo álbum desta galera que reúne mestres da cultura popular  —Walter do Maracatu Estrela Brilhante do Recife, Mestra Zezé de Iemanjá da Casa Fanti Ashanti, e Ribinha do Bumba Boi de Maracanã, em diálogo com a paulistana Renata Amaral, o pernambucano Eder “O” Rocha, o suíço radicado em Sampa Thomas Rohrer e o maranhense Henrique Menezes — álbum com o qual os integrantes pretendem, sob o risco da graça, do improviso e da experimentação, possibilitar a descoberta de uma terceira margem do fazer artístico, diluindo supostos limites entre erudito e popular, tradição e contemporaneidade, sagrado e profano. As contribuições partem de módicos R$15,00 e dão direito a recompensas bem legais (diretamente das comunidades de origem dos mestres e músicos, carregando um pouco da história e da sabedoria que embasam este trabalho) e que incluem desde exemplares de discos e dvds a colares, sabonetes artesanais de ervas medicinais, matracas, oficinas de percussão, camisetas, baquetas e até café com os mestres. Saiba mais detalhes e colabore clicando em https://benfeitoria.com/pontobr

O alagoano Seu Nelson da Rabeca (de chapéu, ao lado de Thomas Rohrer) é um dos músicos que o Ponto BR convidará para participar de Trancelim caso o coletivo atinja a segunda meta da campanha (Foto: Joelia Braga)

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915- USP lança revista/dossiê com onze artigos sobre MPB, com coordenação do violeiro Ivan Vilela

A Superintendência de Comunicação Social da USP (Universidade de São Paulo) lançou neste mês de fevereiro a edição 111 da Revista USP, cujas 180 páginas oferecem aos leitores, aos estudantes, aos acadêmicos, aos artistas e ao público afins um dossiê sobre a MPB. Os textos da publicação, organizados pelo violeiro Ivan Vilela, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA), são assinados por ele e mais dez professores e pesquisadores da Universidade que também gravaram vídeos para o Jornal da USP nos quais expõem ideias e abordam desdobramentos sociais e técnicos da música popular brasileira, tão apreciada ao redor do mundo, mas pouco estudada nas universidades. “O conhecimento da música brasileira pode nos trazer um outro olhar sobre nós mesmos, sobre a nossa história, sobre nossa formação cultural”, afirma Ivan Vilela, autor de Canonizações e esquecimentos na música popular brasileira. “No entanto, nossas escolas de música são, na grande maioria, escolas de música clássica europeia”, lamenta-se o coordenador.

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903 – X Sarau Cordel da Cortez, A Arte do Improviso, terá entre as atrações os emboladores Peneira & Sonhador

A Livraria Cortez, uma das mais importantes de São Paulo, promoverá no sábado, 13 de agosto, a abertura do X CORDEL DA CORTEZ, sarau lítero-musical que realiza bienalmente e que neste ano terá como tema central A arte do improviso. Entre 16 e 18 horas, estudantes, professores, pesquisadores e interessados no assunto, clientes que frequentam a loja e artistas que prestigiam o evento poderão ver gratuitamente entre as atrações os emboladores de côco Peneira & Sonhador; o poeta e pesquisador Gabriel Péricles; o cantor e compositor Aldy Carvalho; o cordelista, escritor e violonista Cacá Lopes, além de intervenções poéticas de Marco Haurélio, Moreira de Acopiara, Sebastião Marinho, Valdeck de Garanhuns, Pedro Monteiro, João Gomes de Sá, Nireuda Longobardi, Jerônimo Soares, Varneci Nascimento, Audálio Dantas, Costa Senna, Eufra Modesto, Luiz Wilson e Luiz Carlos Bahia. Visitas de escolas deverão ser previamente agendadas e ao final das atividades será fornecido certificado de participação aos interessados.

Iniciado em 2002 pelo professor, pesquisador e escritor Gilmar de Carvalho, da Universidade Federal do Ceará (UFC), o CORDEL DA CORTEZ, com direção geral de Ednilson Cortez, coloca a Livraria Cortez como uma das impulsionadoras do processo de revitalização da literatura de cordel no Brasil, oferecendo desta forma um espaço democrático e alternativo para essa manifestação popular. Durante uma semana diversos poetas e artistas populares das mais diversas regiões do Brasil se revezam na livraria, que se transforma num cenário para saraus, apresentações artísticas, contações de histórias, lançamentos de livros, vendas de folhetos de cordéis e xilogravuras, entre outras atrações correlatas.

I – OBJETIVOS

O projeto CORDEL DA CORTEZ visa levar a professores, alunos e interessados no tema a importância da literatura de cordel como ferramenta pedagógica e o valor deste gênero literário para a preservação da nossa brasilidade. Propõe também, utilizar o cordel como ferramenta auxiliar à educação de crianças, jovens e adultos e desenvolver a atenção e o gosto do público por esta genuína manifestação da cultura popular brasileira, bem como apresentar a rica variedade temática do cordel por meio de folhetos, álbuns musicais e livros escritos pelos mais diversos especialistas no tema.

 

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O cordelista Moreira de Acopiara será uma das atrações do X CORDEL DA CORTEZ (Foto: Acervo Barulho d’água Música/Marcelino Lima)

Possuidor de uma rica variedade de temas inspirados em contos populares, contos de fadas, entre outros gêneros literários, a literatura de cordel é escrita em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, com declamações empolgadas e animadas.

II – PÚBLICO ALVO

Estudantes, professores, comunidade escolar, pesquisadores e interessados no assunto. Embora o projeto seja realizado na própria livraria, pode ser estendido às escolas e universidades públicas e particulares, ONGs, entre outras instituições.

III – PROGRAMAÇÃO DAS ATIVIDADES

Horário: 16 às 18 horas, com entrada franca

Atividade: Abertura oficial do CORDEL DA CORTEZ, com sarau lítero-musical constituído por breve apresentação dos artistas e poetas:

Peneira & SonhadorUma das melhores duplas de emboladores e repentistas do Brasil. Peneira é  Manuel Elias, natural de Timbaúba (PE), e Sonhador tem por nome de batismo Cícero Honório, filho de Cajueiro (AL). A dupla possui diversos álbuns gravados, entre os quais um especialíssimo, gravado em parceria com a Orquestra de Rua dos Músicos de São Paulo.

Os emboladores de côco  fazem parte de um segmento de arte popular que consiste em performances em duplas. Ao som enérgico e “batucante” do pandeiro, os dois declamam em forma de desafio versos sobre os mais diversos temas da vida cotidiana, bastante métricos, rápidos e improvisados. Para saber mais sobre Peneira & Sonhador visite http://www.agenciademusicos.com.br/peneira-e-sonhador.

Aldy Carvalho –  Cantador de Petrolina (PE), traz no seu bojo as imagens, sons e cores do sertão como afirmação de identidade. A obra do pernambucano mistura, de forma sutil e peculiar, o meio rural e urbano sem a vulgaridade do que se vê veiculado na mídia atual. “E um ajuntado de cantigas, xotes, baiões, emboladas,toadas, cantigas de roda, cirandas, martelos (a musica de cantoria, dos cantadores), sagas e fábulas. Aldy Carvalho é autor entre outros álbuns de Cantos d’Algibeira, selecionado na primeira etapa do 26º Prêmio da Música Brasileira, em 2015. Conheça mais em http://aldycarvalho.blogspot.com.br/2014/08/ix-cordel-da-cortez.html

Daniel Péricles
A trajetória artística e acadêmica de Vulgo Elemento vem se constituindo por meio de atividades e discussões que versam sobre infância, adolescência, juventude, violência, relações étnico-raciais, invisibilidade e a arte como mediação no trabalho socioeducativo (Foto: Divulgação)

Vulgo Elemento é o pseudônimo de Daniel Péricles Arruda, poeta, rapper, assistente social, mestre em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e formando em psicanálise pelo Instituto Langage. Possui várias publicações, entre as quais os destaques são o livro Constelação de Ideias e Poéticas de um Estudante e o álbum Fecha Comigo. A trajetória artística e acadêmica de Vulgo Elemento vem se constituindo por meio de atividades e discussões que versam sobre infância, adolescência, juventude, violência, relações étnico-raciais, invisibilidade e a arte como mediação no trabalho socioeducativo.

Cacá Lopes, cantor de Araripina (PE), traz a lume mais um álbum,  Cordel Cantado, cujo foco está voltado ao chão maravilhoso da leitura e do saber. O trabalho é o registro de várias canções do projeto Cordel nas Escolas: músicas já bastante conhecido por alunos e professores da rede pública que faz referência a personagens como João Grilo, Chicó, Raul Seixas e Gonzagão.  Além das músicas próprias, o disco reúne parceiros compositores tais quais Costa Senna, Marco Haurélio, João Gomes de Sá, Dé Pajeú, Hamilton Catette, Sylvio Passos, Almino Henrique, Vavá Dias e Zé Peixoto. O repertório oferece MPB com pitadas de xote, frevo, toada, martelo e poesia matuta. 

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Ednilson Cortez responde pela direção geral dos saraus que se repetem desde 2002, no bairro paulistano Perdizes (Foto: Acervo Barulho d’água Música/Marcelino Lima)

Além destas atrações que marcarão a abertura do X CORDEL DA CORTEZ, entre 13 e 20 de agosto a livraria permanecerá aberta com exposições e vendas de livros, folhetos (a partir de R$ 2,00), discos e DVD’s sobre o tema. Alguns estarão em promoção, entre os quais o livro Céu de Luiz. Com texto de Audálio Dantas e fotografia de Tiago Santana, a obra lançada pelas Edições SESC poderá ser adquirida com desconto de 50%, de R$ 80,00 por R$ 40,00.

 Serviço:

X CORDEL DA CORTEZ

Abertura: 13/08/2016
Horário: das 16 às 18 horas
Entrada Franca
Idealização: Gilmar de Carvalho
Direção geral: Ednilson Xavier
Realização: Equipe Livraria Corte
Apoio cultural: Barulho d’água Música
Local: Livraria Cortez
Rua Bartira, 317, Perdizes, ao lado do campus da PUC-SP

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670 – Imagens do Brasil Profundo recebe Renata Mattar e Magda Pucci na Biblioteca Mário de Andrade, em Sampa

A Biblioteca Mário de Andrade, situada em São Paulo, acolheu o projeto Imagens do Brasil Profundo, que tem curadoria do professor de Sociologia Jair Marcatti e cujo objetivo é trazer à tona um país mais interior. Quinzenalmente às quartas-feiras, a partir das 20 horas e com entrada franca, Jair Marcatti recebe convidados que tratam a cada nova rodada de aspectos das diversas culturas regionais do Brasil, desvendados em shows, bate-papos musicais, debates e palestras. Nesta quarta-feira, 7 de outubro, o palco do auditório estará reservado a um debate com Renata Mattar e Magda Pucci.

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Músico que quando menino tocou para Lampião, Sebastião Biano (AL) lança em Sampa álbum com banda de pífanos Terno Esquenta Muié

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O Sesc Santana, bairro da zona norte paulistana, recebeu na noite de 30 de junho um convidado dos mais especiais, Sebastião Biano, que juntamente com Junior Kaboclo (pífanos) Eder, “O” Rocha  (zabumbateria), Renata Amaral (baixo) e Filpo Ribeiro (viola e rabeca), lançaram o álbum  do projeto Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié, pelo selo Sesc. O evento merece destaque não apenas por que Sebastião Biano é o último integrante remanescente da formação original da Banda de Pífanos de Caruaru, mas pelo fato de que ele, com 96 anos de idade, ainda está no auge de uma  carreira para cuja vocação despertou aos cinco anos de idade, quando aprendeu a tocar o pífano.

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