1544 – Aldy Carvalho (PE) lança Tempo-menino, quinto álbum da carreira, e estreita os laços entre o erudito e o popular mais uma vez

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As canções do petrolinense que também é escritor, cordelista e violonista, têm raízes fincadas no Nordeste e são revestidas por linguagem musical não estereotipada, cujas letras apresentam um interessante diálogo entre as peculiaridades de Euclides da Cunha, de Guimarães Rosa e Ariano Suassuna e a universalidade de Manuel Bandeira.

Depois da trilogia composta pelos álbuns Alforje, Cantos d’Algibeira e SerTão andante, o petrolinense Aldy Carvalho lançou Tempo-menino, álbum já disponível nas plataformas digitais e em formato físico com um belo encarte e ficha técnica das músicas, arte de capa e contracapa assinada pelo artista plástico e músico Ivan Jubran. A faixa título, Tempo-menino, é composição do próprio compositor e cantor pernambucano em parceria com Rubenio Marcelo, poeta e compositor cearense radicado em Campo Grande (MS) O álbum traz ainda apresentação do ensaísta e educador Ely Veríssimo.  Continuar lendo

1414 – Ouça SerTão Andante, quarto disco de Aldy Carvalho (PE), e viaje ao NE com xote, baião, coco, xaxado, galope e martelo

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Álbum de 2018 traz 12 faixas, entre as quais duas instrumentais, e é o quarto da trajetória do cantador, compositor e cordelista que aprendeu ainda na infância a valorizar as raízes artísticas da família pernambucana

A música de Aldy é diferente do chamado forró — quase sempre vulgar e barulhento demais. Seu canto é sereno, sua voz é limpa, bonita, melodiosa, agradável”.

Dirceu Soares, Jornal da Tarde

selo papo retoO álbum SerTão Andante, do cantador, compositor, escritor e poeta Aldy Carvalho, foi o escolhido para abrirmos neste dia 17 já do mês de julho as tradicionais audições dos sábados pela manhã aqui no Solar do Barulho, redação do Barulho d’água Música, em São Roque, cidade do Interior paulista. SerTão Andante é de 2018 e traz 12 faixas nas quais o pernambucano de Petrolina mapeia o universo afetivo e a natureza que traduzem as belezas de um sertão real e imensurável, universo onde nasceu e do qual, mesmo vivendo desde os anos 1980 na cidade de São Paulo, não se distanciou, pois jamais deixou o frenético ritmo e os hábitos cosmopolitas matarem suas raízes nordestinas. A sensibilidade e a resiliência de Aldy Carvalho vêm da infância, período no qual começou a se maravilhar com as cantorias e a poética cordelista, ensinadas pelo saudoso pai, João Joaquim de Carvalho.

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1159 – Conheça Adiel Luna (PE), coquista autor de “Baionada” e “Onde as violas se encontram”

Repertório dos dois álbuns do músico residente  em Recife resgatam ritmos que animam cantigas de trabalho e festas dedicadas ao baião, ao improviso,  à pisada de coco e à  cantoria de viola no sertão, além de rimas de cordel e o repente

As tradicionais audições na redação do Barulho d’água Música nas manhãs de sábado começaram neste dia 23 de fevereiro, a uma semana do Carnaval, com o álbum Baionada (2015), do pernambucano Adiel Luna, autor, ainda, de Onde as violas se encontram, gravado com o pai, o premiado Coco Camará, também tocado aqui no cafofo. Em sua página eletrônica, na guia de apresentação, consta que a relação de Luna com a música vem de berço: a bisavó era cantadeira de casa de farinha e conheceu o marido animando uma farinhada. O avô, por sua vez, foi entusiasta da cantoria de viola, enquanto o pai – assim como alguns tios e primos – é poeta e repentista.

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903 – X Sarau Cordel da Cortez, A Arte do Improviso, terá entre as atrações os emboladores Peneira & Sonhador

A Livraria Cortez, uma das mais importantes de São Paulo, promoverá no sábado, 13 de agosto, a abertura do X CORDEL DA CORTEZ, sarau lítero-musical que realiza bienalmente e que neste ano terá como tema central A arte do improviso. Entre 16 e 18 horas, estudantes, professores, pesquisadores e interessados no assunto, clientes que frequentam a loja e artistas que prestigiam o evento poderão ver gratuitamente entre as atrações os emboladores de côco Peneira & Sonhador; o poeta e pesquisador Gabriel Péricles; o cantor e compositor Aldy Carvalho; o cordelista, escritor e violonista Cacá Lopes, além de intervenções poéticas de Marco Haurélio, Moreira de Acopiara, Sebastião Marinho, Valdeck de Garanhuns, Pedro Monteiro, João Gomes de Sá, Nireuda Longobardi, Jerônimo Soares, Varneci Nascimento, Audálio Dantas, Costa Senna, Eufra Modesto, Luiz Wilson e Luiz Carlos Bahia. Visitas de escolas deverão ser previamente agendadas e ao final das atividades será fornecido certificado de participação aos interessados.

Iniciado em 2002 pelo professor, pesquisador e escritor Gilmar de Carvalho, da Universidade Federal do Ceará (UFC), o CORDEL DA CORTEZ, com direção geral de Ednilson Cortez, coloca a Livraria Cortez como uma das impulsionadoras do processo de revitalização da literatura de cordel no Brasil, oferecendo desta forma um espaço democrático e alternativo para essa manifestação popular. Durante uma semana diversos poetas e artistas populares das mais diversas regiões do Brasil se revezam na livraria, que se transforma num cenário para saraus, apresentações artísticas, contações de histórias, lançamentos de livros, vendas de folhetos de cordéis e xilogravuras, entre outras atrações correlatas.

I – OBJETIVOS

O projeto CORDEL DA CORTEZ visa levar a professores, alunos e interessados no tema a importância da literatura de cordel como ferramenta pedagógica e o valor deste gênero literário para a preservação da nossa brasilidade. Propõe também, utilizar o cordel como ferramenta auxiliar à educação de crianças, jovens e adultos e desenvolver a atenção e o gosto do público por esta genuína manifestação da cultura popular brasileira, bem como apresentar a rica variedade temática do cordel por meio de folhetos, álbuns musicais e livros escritos pelos mais diversos especialistas no tema.

 

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O cordelista Moreira de Acopiara será uma das atrações do X CORDEL DA CORTEZ (Foto: Acervo Barulho d’água Música/Marcelino Lima)

Possuidor de uma rica variedade de temas inspirados em contos populares, contos de fadas, entre outros gêneros literários, a literatura de cordel é escrita em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, com declamações empolgadas e animadas.

II – PÚBLICO ALVO

Estudantes, professores, comunidade escolar, pesquisadores e interessados no assunto. Embora o projeto seja realizado na própria livraria, pode ser estendido às escolas e universidades públicas e particulares, ONGs, entre outras instituições.

III – PROGRAMAÇÃO DAS ATIVIDADES

Horário: 16 às 18 horas, com entrada franca

Atividade: Abertura oficial do CORDEL DA CORTEZ, com sarau lítero-musical constituído por breve apresentação dos artistas e poetas:

Peneira & SonhadorUma das melhores duplas de emboladores e repentistas do Brasil. Peneira é  Manuel Elias, natural de Timbaúba (PE), e Sonhador tem por nome de batismo Cícero Honório, filho de Cajueiro (AL). A dupla possui diversos álbuns gravados, entre os quais um especialíssimo, gravado em parceria com a Orquestra de Rua dos Músicos de São Paulo.

Os emboladores de côco  fazem parte de um segmento de arte popular que consiste em performances em duplas. Ao som enérgico e “batucante” do pandeiro, os dois declamam em forma de desafio versos sobre os mais diversos temas da vida cotidiana, bastante métricos, rápidos e improvisados. Para saber mais sobre Peneira & Sonhador visite http://www.agenciademusicos.com.br/peneira-e-sonhador.

Aldy Carvalho –  Cantador de Petrolina (PE), traz no seu bojo as imagens, sons e cores do sertão como afirmação de identidade. A obra do pernambucano mistura, de forma sutil e peculiar, o meio rural e urbano sem a vulgaridade do que se vê veiculado na mídia atual. “E um ajuntado de cantigas, xotes, baiões, emboladas,toadas, cantigas de roda, cirandas, martelos (a musica de cantoria, dos cantadores), sagas e fábulas. Aldy Carvalho é autor entre outros álbuns de Cantos d’Algibeira, selecionado na primeira etapa do 26º Prêmio da Música Brasileira, em 2015. Conheça mais em http://aldycarvalho.blogspot.com.br/2014/08/ix-cordel-da-cortez.html

Daniel Péricles

A trajetória artística e acadêmica de Vulgo Elemento vem se constituindo por meio de atividades e discussões que versam sobre infância, adolescência, juventude, violência, relações étnico-raciais, invisibilidade e a arte como mediação no trabalho socioeducativo (Foto: Divulgação)

Vulgo Elemento é o pseudônimo de Daniel Péricles Arruda, poeta, rapper, assistente social, mestre em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e formando em psicanálise pelo Instituto Langage. Possui várias publicações, entre as quais os destaques são o livro Constelação de Ideias e Poéticas de um Estudante e o álbum Fecha Comigo. A trajetória artística e acadêmica de Vulgo Elemento vem se constituindo por meio de atividades e discussões que versam sobre infância, adolescência, juventude, violência, relações étnico-raciais, invisibilidade e a arte como mediação no trabalho socioeducativo.

Cacá Lopes, cantor de Araripina (PE), traz a lume mais um álbum,  Cordel Cantado, cujo foco está voltado ao chão maravilhoso da leitura e do saber. O trabalho é o registro de várias canções do projeto Cordel nas Escolas: músicas já bastante conhecido por alunos e professores da rede pública que faz referência a personagens como João Grilo, Chicó, Raul Seixas e Gonzagão.  Além das músicas próprias, o disco reúne parceiros compositores tais quais Costa Senna, Marco Haurélio, João Gomes de Sá, Dé Pajeú, Hamilton Catette, Sylvio Passos, Almino Henrique, Vavá Dias e Zé Peixoto. O repertório oferece MPB com pitadas de xote, frevo, toada, martelo e poesia matuta. 

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Ednilson Cortez responde pela direção geral dos saraus que se repetem desde 2002, no bairro paulistano Perdizes (Foto: Acervo Barulho d’água Música/Marcelino Lima)

Além destas atrações que marcarão a abertura do X CORDEL DA CORTEZ, entre 13 e 20 de agosto a livraria permanecerá aberta com exposições e vendas de livros, folhetos (a partir de R$ 2,00), discos e DVD’s sobre o tema. Alguns estarão em promoção, entre os quais o livro Céu de Luiz. Com texto de Audálio Dantas e fotografia de Tiago Santana, a obra lançada pelas Edições SESC poderá ser adquirida com desconto de 50%, de R$ 80,00 por R$ 40,00.

 Serviço:

X CORDEL DA CORTEZ

Abertura: 13/08/2016
Horário: das 16 às 18 horas
Entrada Franca
Idealização: Gilmar de Carvalho
Direção geral: Ednilson Xavier
Realização: Equipe Livraria Corte
Apoio cultural: Barulho d’água Música
Local: Livraria Cortez
Rua Bartira, 317, Perdizes, ao lado do campus da PUC-SP

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Aldy Carvalho, cantador de Petrolina (PE), apresenta-se em sarau de livraria paulistana

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O canto de Aldy Carvalho “é sereno, sua voz é limpa, bonita, melodiosa, agradável”, afirmou um crítico musical paulistano, destacando que o pernambucano de Petrolina tem estilo “diferente do chamado forró, quase sempre vulgar e barulhento demais”. (Foto: Marcelino Lima)

 

O cantor e compositor Aldy Carvalho (Petrolina/PE) estará neste sábado, 30 de maio, entre os apresentadores convidados para nova rodada do Sarau dos Conversadores, evento marcado para a unidade Lorena da loja Livraria da Vila, com entrada franca. Os poetas e cantadores irão se revezar entre 19 e 21 horas. O endereço é Alameda Lorena, 1.731, no Jardim Paulista, bairro de São Paulo. 

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Aldy Carvalho recebe Eufra Modesto e Marisa Serrano, entre outros amigos, e lança Cantos d’Algibeira em SP

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O petrolinense Aldy Carvalho lançou o terceiro álbum da carreira na Livraria Cortez (SP) cercado por amigos; Cantos d’Algibeira está selecionado para o 26º Prêmio da Música Brasileira (Fotos: Marcelino Lima)

O cantor e compositor Aldy Carvalho atraiu vários amigos e admiradores à Livraria Cortez, situada no bairro de Perdizes, em São Paulo, para o show de lançamento de Cantos d’Algibeira, terceiro da carreira, na tarde de sábado, 1º de novembro. Composto por doze canções, o álbum sucede Alforje (2011) e Redemoinho (1999), obras que receberam vários elogios da crítica especializada, e foram arranjados pelo maestro Tony Marshall. Cantos d’Algibeira está selecionado para concorrer ao 26º Prêmio da Música Brasileira, que será entregue em 2015.

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Aldy Carvalho lança Cantos d’Algibeira, terceiro álbum da carreira, na Livraria Cortez

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Aldy Carvalho está chegando ao terceiro álbum da carreira, que será lançado na Livraria Cortez com as presenças de Waldeck de Garanhuns e de Marisa Serrano (Foto: Marcelino Lima)

Cantos d’Algibeira, terceiro álbum de Aldy Carvalho, selecionado para o 26º Prêmio da Música Brasileira, será lançado neste sábado, 1º de novembro, na Livraria Cortez, espaço que sempre abre suas portas para acolher atividades que envolvem artistas populares e, entre outros eventos, desde 2002 promove o Sarau Cortez, dedicado à Literatura de Cordel. Aldy, natural de Petrolina (PE), contará na ocasião com as presenças de Waldeck de Garanhuns e da cantora Marisa Serrano. A entrada é franca e a cantoria está prevista para ocorrer entre 17 e 19 horas. A Cortez fica na rua Bartira, 317, no bairro da zona Oeste paulistana Perdizes, ao lado do campus da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).

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Compositor brasileiro: hoje é dia de quem com talento, compromisso, sensibilidade e delicadeza torna a vida mais alegre

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Heitor Villa-Lobos, ao lado da musa Arminda Villa-Lobos, um dos mais consagrados compositores brasileiros de todos os tempos, em nossa terra e mundo afora (Foto: Acervo Museu Villa Lobos-RJ)

Hoje, 7 de outubro, comemora-se o Dia do Compositor Brasileiro.

Alguns amigos e seguidores podem até pensar que o Barulho d’água Música estaria se confundindo, pois também se comemora data semelhante em 15 de janeiro. No começo de cada ano, porém, a efeméride é dedicada aos compositores de todo mundo, então, naquela ocasião, celebra-se o Dia Mundial do Compositor.

Muito justa a homenagem a esta incrível e indispensável categoria de artistas tupiniquins já que em nosso meio cultural há uma lista das mais extensas de gente boa que nos legou para sempre canções e obras extremamente belas, carregadas de significados sobre a brasilidade e, claro, poesia, muita poesia da melhor qualidade. Há, é claro, quem meta os pés pelas mãos e, neste delicado terreno, “escreva” bizarrices inclassificáveis, faça sonetos piores que as emendas, principalmente nos dias de hoje; seriam os “pernas de pau”, para traçar uma analogia com o futebol, sem nos esquecer, entretanto, que boa parcela deles é estimulada, bem paga e venerada pelo mercado e pela indústria do espetáculo só para rimar amor com dor e cantar frustrações amorosas, dores de cotovelo e cortejar musas inalcançáveis e de coração mais duro que pedra.

A riqueza neste quesito que o Brasil guarda, entretanto, é tanta que nem vale a pena queimar vela para mal defunto, e, sim aclamar aqueles que elevam nossa alma, cura-nos de tristezas, espalham valores positivos que ajudam a manter tradições ou até renova-las, mas sempre com muita delicadeza, talento, compromisso, engajamento, pensando, escrevendo, pesquisando…

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