Barulho d'Água Música

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1066 – Pereira da Viola convida Nádia Campos para mais uma rodada do projeto Viola de Feira, em BH

Evento da Picuá Promoções é promovido sempre no último domingo de cada mês durante a Feira Coberta, no Centro Cultural Padre Eustáquio

Marcelino Lima, com Nilce Gomes e Lilian Macedo

A Picuá Produções Artísticas, estabelecida em Belo Horizonte (MG), promoverá em 27 de maio a quarta rodada do projeto Viola de Feira, por meio do qual pretende fomentar e difundir a música de viola caipira oferecendo concertos mensais que transcorrerão no Centro Cultural Padre Eustáquio. Durante as apresentações, ponteado por dois ases do estado, o instrumento de dez cordas será a maior atração, sempre no último domingo de cada mês, a partir das 11 horas. Um violeiro anfitrião receberá outro, convidado, de forma que se possa estabelecer entre ambos e a plateia vínculos culturais, fomentando, ainda, diálogos com a música brasileira. A vez , agora, é de Pereira da Viola, que compartilhará a honra com Nádia Campos.

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1043 – Curso livre de Introdução à Filosofia da Música inclui concerto de viola caipira

Curso livre intitulado Introdução À Filosofia da Música- Da experiência estética à representação de uma cultura em diálogo com o século 21 será ministrado a partir da segunda-feira, 9 de abril, em seis encontros semanais de 75 minutos no Edifício São Marcos, localizado no Centro de São Paulo. O conteúdo preparado por Sidnei de Oliveira e Thiago Rodrigues visa a introduzir à reflexão filosófica sobre a música em torno de dois eixos: a filosofia nietzschiana e schopenhaueriana; e as reflexões sobre a experiência estética no registro fenomenológico. Em primeiro lugar, será apresentada a filosofia da música de Nietzsche e Schopenhauer: o âmbito da arte e da cultura, das representações e da essência. Em segundo, Sidnei e Rodrigues vão se apoiar em estudos de Theodor Adorno e Mário de Andrade que fornecerão subsídios para o diálogo com a indústria cultural e a cultura brasileira no Século 20. Por fim, ambos apresentarão elementos que configuram a experiência estética na perspectiva fenomenológica, com base no pensamento de Roman Ingarden, Mikel Dufrenne e Jean-Paul Sartre.

Embora o curso esteja sujeito à formação de turmas para ser efetivamente oferecido, não há pré-requisitos para quem se interessar e participar dos módulos, exceto o interesse pela música e pela Filosofia. O investimento está estipulado em R$ 190,00 à vista, mas poderá ser parcelado em até duas vezes de R$ 100,00 ou em três de R$ 70,00. Para efetivar a inscrição, é preciso informar nome completo e número de telefone para Marco Antonio por meio de ligação para os números e 11 3101 6785 /11 95134-6626 ou envio de mensagens para 11-96831-2930 (WhatsApp) ou lulio1232@gmail.com

Sidnei de Oliveira

Músico, compositor e instrumentista com Graduação em Música (USP/Claretiano); Graduação em Filosofia (Unifran); Mestre em Filosofia (Unifesp); Doutor em Filosofia (Unicamp) com estágio de pesquisa na Universität Leipzig, na Alemanha; Pós-doutorando em Música (USP),  autor do álbum Prólogo e vencedor do  Prêmio Syngenta com a instrumental Esplendor

Thiago Rodrigues

Doutorando em Filosofia e mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Thiago Rodrigues atualmente leciona para turmas de graduação e de pós-graduação de Filosofia no Centro Universitário Assunção (Unifai), onde também coordena o curso de Filosofia e Pensamento Político Contemporâneos. Sua pesquisa se concentra nos temas: Imaginação e imaginário; Filosofia e literatura; Criação ficcional e reflexão filosófica; Ética; Estética; Fenomenologia crítica.

Referências bibliográficas

ADORNO, Theodor W. Indústria da cultura. In: G. Cohn (Org.), Theodor W. Adorno: Sociologia. São Paulo: Ática, 1986.
ANDRADE, Mário de. Música, doce música. São Paulo: Martins, 1962.
DUFRENNE, Mikel. Estética e filosofia. São Paulo: Perspectiva, 1972.
NIETZSCHE, Friedrich W. O nascimento da tragédia ou helenismo e pessimismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

SARTRE, Jean-Paul. O imaginário. São Paulo: Ática, 1992.

Serviço

Curso livre Introdução À Filosofia da Música- Da experiência estética à representação de uma cultura em diálogo com o século 21
Professores Sidnei de Oliveira e Thiago Rodrigues
Seis encontros semanais, com vagas limitadas, das 19h30 às 20h45, todas às segundas-feiras a partir de 9 de abril
Local: Praça da Sé, 21, Edifício São Marcos, 10 andar, Conjunto 1004, São Paulo

Leia também no Barulho d’água Música:

A Viola Caipira como estandarte (Sidnei de Oliveira)*
969 – Curso do Centro de Formação do Sesc revela o que há de caipira em Nietzche e o saber filosófico do camponês
716 – Sidnei de Oliveira, violeiro e violonista: do RS ao palco do projeto Imagens do Brasil Profundo


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1021 – Cinco álbuns da rica discografia de Roberto Corrêa (MG/DF) já podem ser ouvidos em plataformas digitais

O som sertanejo antes do dilúvio

“Para fechar o arco interiorano, o mineiro de Campina Verde, Roberto Corrêa (…), ponteia com erudição sua assumida viola caipira no CD independente Uróboro, na pele de um Guimarães Rosa encordoado.”
Tárik de Souza, Jornal do Brasil, 10/10/1995

Cinco dos álbuns autorais de Roberto Corrêa, um dos mais conceituados violeiros da atualidade, agora estão disponíveis e podem ser ouvidos, integralmente, em plataformas digitais. Uróboro (1994); Crisálida (1996); Extremosa-Rosa (2002); Temperança (2009); e Viola de Arame (2012), que o mineiro de Campina Verde radicado em Brasília (DF) chama de “filhos muito queridos” é apenas uma amostra da valiosa discografia de Corrêa, respeitado no meio da cultura popular e erudita como instrumentista, arranjador, compositor, pesquisador e professor. Apenas a produção autoral dele conta, ainda, com mais sete títulos e, além destes doze que incluem os cinco disponíveis na internet, ele assina mais uma dúzia, todos dedicados à pesquisas (Chapada dos Veadeiros, 2008; Cantos de Festa e Fé, 2002, por exemplo) e toca e canta como parceiro em outros onze (Violas de Bronze, com Siba, que saiu em 2009; e Esbrangente, com Paulo Freire e Badia Medeiros, de 2003, estão nesta lista). As participações em coletâneas e obras de outros artistas somam 22 (Mestres do Rasqueado, com a Orquestra do Estado do Mato Grosso, sob direção artística de Leandro Carvalho, no qual atua como solista de viola caipira e viola de cocho, 2010; e Meu Céu, de Zé Mulato & Cassiano, 1997)

 

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1018 – Do Vale do Pajeú para o mundo: Maria Dapaz traduz em suas canções a alma festiva e musical dos brasileiros

O Barulho d’água Música apresenta aos amigos e seguidores que ainda não a conhecem Maria Dapaz, cantora e compositora pernambucana, residente em São Paulo e que já soma 17 álbuns na bagagem, lançados entre 1981 e 2015.  Desta prodigiosa obra, o blogue destaca Outro Baião (2013), indicado ao 25º Prêmio Brasileiro da Música, promovido em 2014. Gravado em Recife, capital do estado natal de Maria Dapaz,  Outro Baião, conforme destaca o texto de apresentação disponível no sítio eletrônico da artista, é “uma explosão de brasilidade”. O autor do artigo, Luis Avelima, comenta, ainda, que o álbum a consolida como uma das compositoras de grandes possibilidades, traduzindo em suas canções a alma de um Brasil festivo e musical.

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1004 – Jair Marcatti recebe Sidnei de Oliveira para mais um bate-papo da série Retratos do Brasil – Prosa e Música, na BMA

Jair Marcatti (Foto: Daniel Kersys)

Dedos de prosa, boa conversa e muita música. Essa é a receita do Projeto Retratos do Brasil – Prosa e Música que será promovido na Biblioteca Mario de Andrade (BMA/São Paulo) uma vez por mês, às quintas-feiras, entre agosto e dezembro, sempre começando às 19 horas. O idealizador Jair Marcatti, historiador e professor do curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM),  pretende mostrar nos cinco encontros o Brasil que a música de cada convidado reflete; um país mais para dentro, mais regional, dos rincões, escondido, mas muito vivo. A cada nova rodada, Marcatti conversa com músicos que, em comum, apresentam olhar aprofundado sobre o Brasil, somado ao trabalho de pesquisa e de resgate das nossas mais entranhadas tradições, com a vantagem dos bate-papos serem pontuados no calor da prosa, ao vivo, pelo som dos instrumentos.

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975 – Viola Quebrada (PR) vai à final do 28º PMB com “Meus Retalhos”; concorrentes são de Jundiaí (SP) e de São Leopoldo (RS).

O disco Meus Retalhos poderá render ao grupo de Curitiba (PR) Viola Quebrada o troféu de melhor da categoria Regional do 28º Prêmio da Música Brasileira (PMB), que será entregue no Rio de Janeiro, em 19 de julho. O álbum lançado em 2015 concorre com Trilhando o Rio Grande (Grupo Rodeio) e Forró por aí (Serelepe), conta com 13 faixas e é o sexto da trajetória do Viola Quebrada — referência não apenas no Sul do país de boa música caipira e de raiz que entremeia às composições próprias clássicos como Flor do Cafezal e Queria, ambas de Luiz Carlos Paraná. O mais recente trabalho apresenta composições e arranjos inéditos para ritmos variados em temas contemporâneos como a defesa da natureza; êxodo rural; fé e festejos populares; e amor, além de outros comuns ao cotidiano do sertanejo conforme leituras de Oswaldo Rios (voz e violão) e Rogério Gulin (violão e viola caipira); ambos formam o grupo com Rubens Pires (acordeon), Sandro Guaraná (contrabaixo) e Marco Saldanha (percussão), além da voz de Mari Amatti. Traz, ainda, parcerias com Consuelo de Paula, Paulo Freire, Rubens Pires, Etel Frota, Chico Lobo, João Evangelista Rodrigues e Roberto Prado. Katya Teixeira, em Flor de Algodão, Álvaro e Daniel, e Daniel Vicentini (viola caipira) em Linda Flor do Paraná, também participam.

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966 – Rubinho do Vale, convidado por Pedro Antônio, recorda sucessos de 35 anos de carreira em Uberlândia (MG)

O cantor e compositor mineiro Rubinho do Vale será a atração do projeto Pedro Antônio Convida para a apresentação do sábado, 1º de julho, que terá como palco o Teatro Municipal de Uberlândia (MG). A partir de 21 horas, o violeiro nascido em Rubim considerado um dos mais respeitados divulgadores da riqueza cultural do Vale do Jequitinhonha, no Norte de Minas Gerais, e com trajetória histórica dentro da música regional mineira, brindará a plateia com canções gravadas em discos para o público adulto — coleção que inclui, entre outros, Violas e Tambores;Viva o Povo Brasileiro; Trem Bonito; Encantado; Verde Vale Vida; Ser Criança e Estrada. Exímio trovador, Rubinho do Vale também canta temas folclóricos recolhidos em andanças pela região natal e inclui entre os mais de 15 discos assinados em 35 anos de carreira álbuns dedicados aos universo infantil. A obra é das mais elogiadas entre colegas de estrada e recentemente mereceu o Prêmio da Ordem do Mérito Cultural, concedido pelo Ministério da Cultura. Antes, já recebera do Governo do Estado a Medalha do Mérito da Educação, por destacados trabalhos na área.

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