1204 – “Duofel com Passoca” une consagrada dupla de violonistas e cronista do cotidiano de Sampa

Álbum com dez faixas traz composição inédita do cantor em parceria com Renato Teixeira e regravação de clássico de Noel Rosa mescladas a temas instrumentais em comemoração aos 40 anos de carreira dos músicos

Cantor e compositor que se destacou como um dos expoentes da Vanguarda Paulista e que sucede à altura Adoniran Barbosa e Paulo Vanzolini na arte de ser cronista do cotidiano da maior cidade brasileira por meio das letras de suas canções, Passoca se uniu à (não menos consagrada) dupla de violonistas e lançou Duofel com Passoca. O álbum, de 10 faixas, distribuído pela Atração Fonográfica e disponível nas plataformas digitais, já foi atração no Sr. Brasil em programa levado ao ar em 22 de abril pela TV Cultura, com apresentação de Rolando Boldrin. A paulistana Revista Fórum também abriu espaço para a novidade e em sua edição eletrônica de 18 de março destacou: Tanto o Duofel quanto Passoca, veteranos com carreiras longevas, que beiram os 40 anos de trajetória, têm em comum o compromisso de não envelhecer. A música que fazem é sempre inquieta, inovadora, sem nunca perder o direito do ouvinte ao prazer e à fruição.”

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1201- Roberto Corrêa (MG/DF) lança livro em que retrata os percursos e a retomada do uso da viola no Brasil

Viola caipira: das práticas populares à escritura da arte é resultado da tese de doutorado do músico, compositor,  professor, pesquisador e dos mais importantes nomes da viola do Brasil, autor de 19 álbuns e cinco livros

O músico e pesquisador Roberto Corrêa (MG/DF) está lançando Viola caipira: das práticas populares à escritura da arte, livro da editora Viola Corrêa. Na obra, Roberto Corrêa apresenta a trajetória recente da viola, dando ênfase ao que o autor chama de ‘avivamento’ nos últimos anos, mostrando a força do instrumento no Brasil. O livro pode ser encontrado em lojas virtuais, com entrega para todo o território nacional.

Um dos mais importantes nomes da viola no Brasil, com uma trajetória de 40 anos dedicados à viola, Roberto Corrêa mostra nesta publicação sua pesquisa de doutoramento na área de Musicologia da Universidade de São Paulo (USP). Defendida em 2014, no Programa de Música da USP, o livro trata do que o autor chama de “avivamento” do instrumento, com uma série de acontecimentos que movimentaram artistas, produtores, plateias, pesquisadores, mídia, luthiers, desenhando uma nova cena para a viola, sobretudo a partir da década de 1960.

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1196 – Clássico do Mês vai a Londres e apresenta novo álbum de Mark Knopfler

Disco produzido por Guy Fletcher traz elementos de jazz e funk e maiores pitadas de rock, sem deixar de lado canções temperadas por blues e folk que caracterizam a carreira solo do líder do Dire Strais, somados à  doses de nostalgia na sonoridade que fãs mais saudosistas celebram.

O Barulho d’água Música retoma neste dia 31 de maio a série Clássico do Mês, mas esta nova atualização, inicialmente planejada para o álbum de Roberto Carlos, de 1971, excepcionalmente, será dedicada a outro luminoso astro da música universal, que faz sucesso dentro e fora do Brasil: o escocês de Glasgow Mark Knopfler. Neste sentido, o disco comentado hoje também não será um que fez sucesso e marcou época quando foi lançado há algumas décadas, mas, sim o mais recente do carismático e até hoje afamado ex-líder do Dire Straits. Lançado em novembro, o nono álbum solo de Knopfler chama-se Down the Road Wherever, encontra-se disponível nas mais concorridas plataformas digitais e, para quem tiver a sorte de residir ou nestes dias estiver dando um rolê nos estranjas poderá ser curtido ao vivo em um dos shows que ele, Knopfler, promoverá em sua turnê de lançamento ao longo deste mês em países como a Noruega, a Suécia, a Dinamarca, a França, a Alemanha e ainda a República Checa, entre outras nações europeias. Como adendo fica a informação: os shows se estenderão e chegarão aos Estados Unidos e Canadá, mas não contemplarão até 29 de setembro nenhum país das demais Américas. É melhor não acreditar em Papai Noel, mas quem sabe depois, né?

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1172 – Espetáculo multicultural em Brasília marca lançamento de “Afrodísia”, de Renata Jambeiro (DF)

Projeto do quarto álbum da cantora brasiliense ressalta a força da mulher e segue a linha de pesquisa  já apresentada nos três anteriores, com sambas que flertam com a cultura popular, dialogam com células rítmicas africanas e passeiam pelo Brasil e pela África*

Afrodísia, novo trabalho da cantora, compositora  e atriz brasiliense Renata Jambeiro, foi lançado em formatos de álbum e de vídeo com um espetáculo multicultural promovido em 25 de março, no Clube do Choro, em Brasília (DF). O projeto Afrodísia segue a linha de pesquisa já apresentada por Renata, com sambas que flertam com a cultura popular, dialogam com células rítmicas africanas, passeiam pelo Brasil e pela África e, dessa vez, refletiram influências da diáspora africana, explorando as culturas portuguesa e latino-americana.

O ponto norteador é a mulher, conforme aponta o texto de apresentação de Afrodísia divulgado pela assessoria de imprensa de Renata, explicando que “Afrodísia é aquela que gera, aquela que se permite dar e receber prazer”. É a dona de si, do seu mundo, a grávida de seus próprios desejos e poderes, pronta para dar à luz toda a própria potência, sua voz, sua verdade, sua sensualidade, sua dor e suas angústias, sua gargalhada mais aberta, seu olhar discreto, suas ordens dilacerantes, sua saia rodada, seu vento, sua espada e seu escudo.

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1170 – Rock, baião e psicodelia fervem no caldeirão de “Paêbiru”, bolachão mais caro da MPB

Quase todo o lote da única prensagem do disco lançado em 1975 por Lula Cortês e Zé Ramalho, tema de março da série  Clássico do Mês, além da fita master, foi destruída por uma enchente em Recife. Os álbuns que sobraram estão em poder de colecionadores ou fora do pais a preço de ouro, por não menos de R$ 4 mil

O Barulho d’água Música retoma neste final de março a série Clássico do Mês, dedicada a um álbum que marcou época na música brasileira. Nesta atualização o disco escolhido é Paêbirú: Caminho da Montanha do Sol¹ também conhecido simplesmente por Paêbirú ou Peabiru, bolachão duplo de Lula Côrtes Zé Ramalho lançado em 1975 pela extinta gravadora Rozenblit. Paêbiru é o único trabalho lançado em parceria entre os dois, o segundo de Lula Côrtes e o primeiro de Zé Ramalho. Contém uma miscelânea de gêneros musicais como o rock psicodélicojazz, e ritmos regionais do Nordeste e é considerado um dos primeiros discos não declarados da psicodelia brasileira. Chegou a ser o vinil com maior valor comercial no Brasil: bem conservado, um disco da edição original na mão de colecionadores não custaria menos que R$ 4 mil ou até mais. Paêbiru vem acompanhado de um livro que traz estudos sobre a região e informações sobre a lenda do Caminho da Montanha do Sol.

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1157 – Baixe do blogue GPS Sonoro coleção de quatro álbuns com o melhor do flamenco

Discos gravados entre 2003 e 2007 reúnem  uma amostra do melhor deste gênero de todos os tempos, do clássico ao contemporâneo, nas vozes de expoentes como Paco de Lúcia, Camarón de la Isla, Tomatito e Niña Pastori

O Barulho d’água Música traz nesta atualização aos amigos e seguidores a dica para visitarem, conhecer e baixar do blogue GPS Sonoro a fantástica coleção de quatro álbuns Pa Saber de Flamenco, gravada entre 2003 e 2007 com  64 músicas (16 faixas por disco) que revelam uma amostra do melhor deste gênero de todos os tempos, do clássico ao contemporâneo. A obra também é uma boa seleção, acessível e de qualidade, dos diferentes modos de flamenco, de modo que o ouvinte compreenda como por meio desta manifestação cultural muito comum na Espanha, mas já universalizada, é possível se expressar dançando e cantando tristezas e alegrias, como se estivesse ora chorando, ora se regozijando. 

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1156 – Quando além de entreter, a música é bandeira de resistência e de resgate

Barulho d’água Música reproduzirá na íntegra nesta atualização mais uma  matéria de conteúdo relacionados à música publicadas pela Revista E (em versões impressa e digital). A revista é mantida pelo SESC para divulgação da agenda cultural e de eventos de recreação e de lazer programados a cada mês nas unidades que a entidade mantém tanto na Capital, quanto em diversas cidades do estado de São Paulo. As matérias das variadas sessões trazem pautas relativas a temas do universo das artes e de suas personagens, agentes e autores — do cinema ao grafite, da literatura ao teatro –,  uma sessão de poesias, crônicas e muito mais para uma agradável e enriquecedora leitura.  

Nesta  atualização a escolhida pela nossa redação foi Refúgios Sonoros postada em 21/12/2018 para a edição de janeiro da Revista E.  Confira toda a edição de janeiro da Revista E, números anteriores e  a de fevereiro em sescsp.org.br/revistae

Refúgios Sonoros (1)

Uma canção pode contar histórias de guerra e de paz ou acalentar saudades de quem está a milhares de quilômetros de casa. Ela também é capaz de reunir pessoas de diferentes idiomas e credos. Foi a música que deu um novo sentido ao cotidiano de imigrantes que se refugiaram no Brasil para se salvar de conflitos armados em seus países de origem. A exemplo da cantora palestina Oula Al-Saghir, do cantor congolês Leonardo Matumona e dos angolanos Amarilis Américo, Isabella D’Leon, Jacob Cachinga, Mila Cussama, Manuela Reis, Prudêncio Santiago, Rui Kelson e Wilson Madeira, que formam o coral Vozes de Angola.

Nascida na Síria, Oula Al-Saghir teve sua casa destruída pela guerra e chegou ao Brasil em 2015, acompanhada pelo marido, dois filhos e uma mala de canções árabes e poesias de resistência palestina. “Fico muito feliz quando represento minha cultura. Não precisa entender as palavras, mas sentir a melodia.

“A música é minha língua no Brasil”, prosseguiu  a cantora, que faz parte da Orquestra Mundana Refugi. Idealizada pelo multi-instrumentista Carlinhos Antunes e pela assistente social Cléo Miranda, a orquestra nasceu do projeto Refugi no Sesc Consolação, que oferecia oficinas musicais gratuitas para imigrantes e pessoas em situação de refúgio, somada à vontade de Antunes de dar seguimento a uma ação com foco nos novos imigrantes de São Paulo. No álbum de estreia, gravado em 2017 e lançado ano passado pelo Selo Sesc, a voz de Oula se une a outras vozes e instrumentistas do Congo, Guiné, Irã, França, Tunísia, Cuba, Haiti e China.

Grupo Vozes de Angola

Participei da primeira reunião quando a orquestra ainda era um projeto e sou muito feliz por fazer parte”, recordou Oula, que cresceu num meio musical, encorajada pelo pai, que tocava alaúde. “Sempre que estou no palco, esqueço meus problemas. Canto para meu pai, meu país e para mim.”

Vozes do além-mar

O cantor congolês Leonardo Matumona também investiu na música como forma de se comunicar e dar início a uma nova vida no Brasil, onde chegou em 2013 e fundou Os Escolhidos, junto a três jovens da República Democrática do Congo, que vivem em situação de refúgio no Brasil. “Quando cheguei, tinha esta vontade de fazer um grupo que representasse o que eu fazia lá. Trabalhar com música é minha paixão, e os brasileiros são curiosos para ouvir e assistir. Dessa forma, isso me faz ter um contato direto com eles”, declarou

Da mesma forma, os oito integrantes do coral Vozes de Angola, que se apresentou na 2ª Mostra Refúgios Culturais, em dezembro passado no Sesc Vila Mariana, creditam à expressão musical uma outra forma de linguagem e resistência. Chegaram ao país há 17 anos, ainda crianças, depois de terem sofrido com a guerra civil na terra natal, de onde saíram deficientes visuais. As canções que sabiam os nutriram para enfrentar preconceitos e saudades dos familiares.

“Nossa música transmite paz, amor e alegria: acho que é disso que o mundo está precisando, destacou Amarilis Américo. E, para isso, Mila Cussama acredita que é desnecessário dominar outros idiomas. “A música para nós é a linguagem da alma, porque podemos nos comunicar com pessoas de diferentes línguas”, constata. Conhecido em diversas cidades do país, o grupo segue apostando na carreira que semeou por aqui.

Superadas as dificuldades dos primeiros anos, todos os oito conseguiram estudar e fazer uma faculdade. “É muito gratificante ver as pessoas dizerem que somos inspiração. Por isso, a gente não pode desistir das coisas. Senão, não estaríamos aqui divulgando nossa cultura afro”, conclui Isabella D’Leon.


Refugiados no mundo e no Brasil*

Em meio às notícias quase diárias da entrada no Brasil de venezuelanos que fogem das precárias condições de vida no país vizinho – e às vésperas da divulgação no programa Fantástico, da Globo, que foi descoberta uma nova rota de entrada pelo país de cubanos que buscam chegar ao Uruguai – e da maciça caravana de hondurenhos e guatemaltecos, entre outros povos centro-americanos  que tentam entrar no xenófobo Estados Unidos da era Donald Trump, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) divulgou em 19 de junho, véspera do Dia Mundial do Refugiado, que pedidos de estrangeiros à procura de proteção no Brasil aumentou de 35.464 em 2016 para 85.746 em 2017, representando um incremento de 118%. Os dados constam do relatório Tendências Globais – Deslocamentos forçados 2017, elaborado pelo Acnur. Segundo este órgão, os números brasileiros acompanham um movimento global: em todo o mundo, o número de refugiados e deslocados internos chegou a 68,5 milhões em 2017, nível recorde pelo quinto ano consecutivo.

De posse deste levantamento, o Acnur atualizou os números relativos ao Brasil até aquela data: 10.264 refugiados reconhecidos e quase 86 mil solicitantes, contingente que somado ao de estrangeiros que receberam outro tipo de proteção – como a permissão temporária de residência, por exemplo, somavam quase 150 mil pessoas. E  os venezuelanos, com 17.900 pedidos, ocupavam o primeiro lugar na lista de nacionalidades que pediram refúgio em terras brasileiras. Em seguida estão cubanos (2373), haitianos (2362) e angolanos (2036).

O número de refugiados pelo mundo tem aumentado ao longo dos anos. Segundo o Acnur, em 1950, 2 milhões de pessoas se deslocaram pelo mundo. Já em 2015 foram 53 milhões. Atualmente, de acordo com o mesmo organismo, 65,6 milhões de pessoas são consideradas refugiadas, o que possui um impacto em todo planeta.

Quem são os refugiados?

Refugiado é aquele que deixa seu país de origem e teme voltar ali por causa de suas opiniões políticas, religiosas ou por pertencer a um grupo social perseguido. Neste sentido, o refugiado é diferente do imigrante que, geralmente, abandona seu país natal por motivos econômicos ou desastres naturais. Por isso, dizemos que todo refugiado é um imigrante, mas nem todo imigrante é refugiado.

Em 1951, uma convenção das Nações Unidas sobre o tema determinou que os refugiados não poderiam ser devolvidos ao seu lugar de origem. Então, para garantir este direito, os Estados que recebessem refugiados deveriam assegurar a possibilidade do refugiado solicitar o direito de asilo. Por isso, deve providenciar condições de comida, assistência médica e escola para as crianças. No entanto, esta mesma convenção não determinou nenhuma sanção caso o país de acolhida não cumprisse estas normas. A realidade é bem diferente: os refugiados muitas vezes são confinados em centros de detenção que se assemelham às prisões. Alguns têm a sorte de serem atendidos por Organizações não-governamentais (ONG) ou ordens religiosas que tentam integrá-los ao novo país.

Origem dos refugiados

Os refugiados vêm, sobretudo, de regiões que estão em guerra ou em situação de pobreza extrema. Contudo podem pertencer a um grupo populacional que seja perseguido especificamente como é o caso dos curdos. Já a Guerra da Síria é a responsável pelo maior deslocamento de contingente populacional, atualmente, e nações da África subsaariana também inspiram cuidados, especialmente o Sudão do Sul. Considerada a mais nova nação do mundo, o país enfrenta uma guerra civil que deixa milhares de pessoas sem lar.

Destino dos refugiados

Ao contrário do que muitas vezes se pensa, a maior parte dos refugiados realiza deslocamentos dentro do seu próprio país ou para nações vizinhas. Apesar dos países desenvolvidos serem o grande chamariz para quem deseja mudar de vida, a maioria acaba permanecendo em países próximos ao seu continente.

Deste modo, segundo o Acnur, os países que mais acolhem refugiados são:

Turquia 3,5 milhões
Uganda 1,4 milhões
Líbia 1 milhão
Irã 979 000

 

Refugiados na Europa

A União Europeia vem se mostrando cada vez menos generosa na hora de acolher os refugiados. Em 2017 foram concedidos 538 000 solicitações de asilo, 25% menos se comparado ao ano de 2016. Os países que mais acolhem são Alemanha, França, Suécia e Itália. No entanto, devido a mudanças no governo italiano, o país tem rejeitado um número cada vez maior de solicitações de asilo.

O bloco europeu propôs que os países dividissem os refugiados entre si, de acordo com a população e a capacidade de cada um. Contudo, a sugestão foi duramente criticada pela Polônia e República Checa, que simplesmente não aceitam mais de 15 refugiados por milhão de habitantes.

Refugiados no Brasil

O Brasil é um país tradicionalmente aberto aos refugiados e projeta uma imagem de país tolerante no mundo. Por isso, tem se tornado um destino de acolhida para vários refugiados que se veem obrigados a deixar seu país. Apesar disso, esses novos habitantes só representam 0,05% da população.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicados em 2017, os maiores contingentes de solicitantes de asilo no Brasil são:

Sírios ( O Brasil já acolheu cerca de 2.500 sírios desde o começo da guerra naquele país em 2010) 22,7%
Angolanos 14%
Colombianos 10,9%
Congoleses 10,4%
Libaneses 5,1%

 

Venezuelanos no Brasil

crise econômica e social na Venezuela fez a população daquele país buscar a vida nos países vizinhos. Dados da Organização Internacional para Migrações (OIM) – Agência das Nações Unidas para Migrações – revelam que o Brasil recebeu cerca de 30 mil venezuelanos nos anos de 2015 a 2018. Grande parte dos venezuelanos, porém, não é considerada como de refugiados, mas de imigrante. Aproximadamente 8.231 venezuelanos pediram asilo no ano de 2017, conforme o Ministério da Justiça. Como o Brasil atravessa sua própria crise política e econômica, teme-se que a xenofobia cresça no país.

1) Texto originalmente publicado na Revista E do Sesc São Paulo, edição de janeiro/2019

2) *Com Lu Sudré, do portal Brasil de Fato, São Paulo (SP)  e Juliana Bezerra, professora de História, do portal Toda Matéria

Leia também no Barulho d’água Música:

864 – Abraço Cultural abriga em São Paulo 2º Sarau pró refugiados com filmes, música e dança
1061 – Orquestra de refugiados é atração especial do MCB (SP) para Dia das Mães

 

 

1149 – Yamandu Costa e Thadeu Romano aliviam saudades do mestre Dominguinhos em show único no Sesc Pinheiros (SP)*

Repertório  vai passear por músicas dos discos que o violonista gaúcho gravou com o sanfoneiro de Pernambuco, mesclado a sucessos de Tom Jobim, Sivuca, Abel Ferreira, Chico Buarque, Luiz Gonzaga…
*Com Lu Lopes (Rubra Rosa Projetos Culturais)

Yamandu Costa e Thadeu Romano vão apresentar Salve Dominguinhos, trazendo de volta aos palcos composições de Yamandu + Dominguinhos e Lado B (discos que ambos gravaram juntos, em 2007 e em 2010) com uma única apresentação marcada para a noite de sexta-feira, 1º de fevereiro, na unidade Pinheiros do Sesc da cidade de São Paulo (ver guia Serviços). Em 2018 completamos cinco anos sem o sanfoneiro pernambucano que nos deixou em 23/7/2013. Mais do que as saudades, ele nos deixou um legado imenso de obras para música. Seu Domingos, apesar de ter partido aos 72 anos, encantou jovens músicos de várias gerações e, por essa razão, sempre viveu cercado pela novidade da juventude.

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1146 – “Tardhi”, álbum autoral mais pop do músico das montanhas, completa trilogia de Bernardo do Espinhaço (MG)

Disco traz nove faixas  com arranjos e composições apuradas que  transitam entre a MPB, o indie e o folk, todas autorais, e está disponível para ser baixado juntamente com os dois primeiros no portal do cantor e compositor.

A tradicional audição matinal dos sábados aqui na redação/cafofo do Barulho d’água Música começou neste dia 19 com Tardhi, nome do terceiro álbum do cantor e compositor mineiro Bernardo Puhler, que adotou o nome artístico Bernardo do Espinhaço. As nove faixas do disco, todas de autoria de Bernardo, completam a trilogia que o caracteriza como autoridade da Música Popular da Montanha (MPM), conforme bem foi definido por um jornalista crítico musical. Os outros dois álbuns da trindade chamam-se  Manhã Sã (2015) e O Alumbramento  de um Guará Negro em uma Noite Escura (2014), temas da nossa atualização 981, e estão disponíveis para serem baixados, gratuitamente, junto com Tardhi, no portal do músico cujo endereço é http://www.bernardodoespinhaco.com.br.  

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1143 – Vânia Bastos, Túlio Mourão e Rafa Castro estreiam “Tons de Minas” no SESC Santo André (SP)

Nova produção de Fran Carlo e Petterson Mello, ganhadores do Prêmio Profissionais da Música com Concerto Para Pixinguinha, reúne a voz que encanta desde a Vanguarda Paulista e dois dos nossos mais aclamados pianistas num passeio pelas composições da terra do Clube da Esquina 

Ainda degustando o merecido sucesso de Concerto para Pixinguinha, que rendeu ao disco que ambos produziram a partir do show com Vânia Bastos e o Marcos Paiva Quarteto um dos troféus do 3º Prêmio Profissionais da Música (2017), os produtores culturais Fran Carlo e Petterson Mello anunciam para 11 e 12 de janeiro a estreia de um novo espetáculo. As duas primeiras apresentações de Tons de Minas, ambas marcadas para o palco da unidade Santo André do Sesc paulista, terá como atração mais uma vez a consagrada cantora de Ourinhos (SP), desta vez acompanhada pelos pianistas Túlio Mourão e Rafa Castro (ver a guia Serviços). Tons de Minas passeia pelos clássicos de grandes compositores, consagrados e novos, da música mineira, promovendo um desfile de canções que não só se tornaram populares no estado de origem do Clube da Esquina, mas no Brasil e no mundo.

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