Barulho d'Água Música

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1000 – Neymar Dias transcreve para a viola obra que passeia pela mente de Deus e lança álbum novo no MCB (SP)

Neymar Dias, um dos mais conceituados violonistas brasileiros da atualidade, será atração do concerto gratuito que o Museu da Casa Brasileira (MCB) oferecerá no domingo, 8 de outubro, a partir das 11 horas. Na ocasião, a plateia que sempre lota o auditório e o acolhedor jardim do terraço do prédio situado em São Paulo conhecerá o recém lançado álbum no qual o multi-instrumentista paulistano promove releituras da obra de Johann Sebastian Bach  para a viola brasileira, produzido em parceria com André Mehmari. Neymar Dias Feels Bach reúne 20 composições divididas em três movimentos, mais três peças avulsas, impecavelmente executadas pelo autodidata que desde criança encanta seu público e domina com maestria viola caipira, guitarra, violão, baixo elétrico, contrabaixo, guitarra havaiana e bandolim, habilidades que esmerou ao se formar em Composição e Regência pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM) e integrando orquestras respeitadas tais quais a Sinfônica da Universidade de São Paulo (Osusp) e a Experimental de Repertório.

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957 – Selo Sesc disponibiliza primeiros 16 álbuns do catálogo para audição por streaming

Quem curte os álbuns fonográficos do Selo Sesc já pode acessar parte do catálogo por meio de plataformas como Spotify, Deezer, Apple Music, Google Play Music, e Napster. O primeiro lote reúne 16 títulos entre os quais No Voo do Urubu, de Arthur Verocai; A Saga da Travessia, de Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz; Com Alma, da Banda Mantiqueira; Virgínia Rosa Canta Clara, de Virgínia Rosa; e Café no Bule, de Zeca Baleiro, Naná Vasconcelos e Paulo Lepetit. Doravante, os lançamentos também serão liberados para os servidores de streaming e a promessa do Sesc é que até dezembro todos os discos já lançados desde 2004 estejam disponíveis.

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778 – Cumprimente Neymar Dias (SP), multi-instrumentista e um dos mais respeitados violeiros do país, aniversariante de hoje!

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Antes de virar a página para celebrar a chegada de um novo ano, o universo da viola caipira (e por que não também o da música erudita) tem hoje, 30 de dezembro, um motivo dos mais especiais para festejar. O Barulho d’água Música entra nesta vibração e em nome de nossos e seguidores também parabeniza o compositor, arranjador e multi-instrumentista paulistano Neymar Dias, sem nenhuma possibilidade de errar um dos mais talentosos Músicos (sim, assim mesmo, com eme em caixa alta!) brasileiro. Neymar Dias faz aniversário e certamente estará cercado de amigos tão notáveis como ele, entre os quais podemos destacar Igor Pimenta, Toninho Ferraguti, André Mehmari, Tarita de Souza, Consuelo de Paula, Sá (da dupla com Guarabyra), Wilson Teixeira, Cláudio Lacerda, Rolando Boldrin…

A lista é extensa, escrever sobre Neymar Dias nunca é demais e sempre será muito fácil e agradável por que, entre outros motivos,  as opções que ele dá para nos ajudar no dia a dia a contornar a mesmice e a caretice que impregnam a música comercial que insistem em nos impingir ouvidos abaixo é muito valiosa e está sempre se renovando. Arranjos elaborados com seriedade e esmero, que jamais são produzidos “sobre os joelhos”, mas só depois de muito estudo, pesquisas, audições e experimentações; composições que conforme ele mesmo “fogem do caricato” e vão do universo caipira ao clássico, costurando harmoniosamente desde intrincados acordes de pagodes de Tião Carreiro às cantatas mais marcantes de Bach, que soam muitas vezes despretensiosas e quase imperceptíveis, noutras de forma marcante como recurso incidental quando notas de Jesus Alegria dos Homens dialoga ao final da peça com  The Long And Winding Road, de Lennon e McCartney, última faixa do álbum The Come Together Project, que Neymar Dias lançou neste ano com Igor Pimenta (contrabaixo acústico), no qual regravou, tocando viola caipira, 13 canções famosas dos quatro reis do iê, iê, iê que convulsionaram o mundo a partir de Liverpool.

Recentemente, o blog elaborou como dica para amigos e seguidores curtirem uma lista, de A a Z, de músicas instrumentais de viola caipira. Seria muita pretensão afirmar que se tratam, aquelas músicas, das melhores e mais bonitas já tocadas em todos os tempos; a seleção, por sinal, reuniu apenas uma parte pequena de tantas que poderiam dela fazer parte, entre muitas do acervo do blog. Uma afirmação relativa àquele rol, porém, vamos bancar como indiscutível: entre elas está Chamamé Azul, composta e tocada por Neymar Dias, à qual dificilmente alguém não daria o título, principalmente depois da palavra de Inezita Barroso, que não se cansava de pedí-la a Neymar Dias, tamanha era a admiração da rainha da música caipira por esta composição que abre o disco Caminho de Casa.

O aniversariante de hoje,  na definição do maestro Gil Jardim, autor do texto de apresentação na página virtual do músico que é uma das revelações também do Prêmio Syngenta de Música de Viola, “dá substância musical às suas composições com cores decididamente autorais. Naturalmente sua música revela também um forte traço antropofágico unindo gestos do universo da música sertaneja com gestos do universo metropolitano e cosmopolita; fundindo as poéticas de um Tião Carreiro e de um Ralph Towner na sonoridade das cordas duplas de sua viola”

Neymar Dias é filho de um compositor caipira, informa-nos Gil Jardim. Inicialmente autodidata, aperfeiçoou-se depois  em vários  instrumentos de cordas como viola caipira, guitarra, violão, baixo elétrico, guitarra havaiana e bandolim e estudou música, formando-se em composição e regência pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM). Em Orquestras respeitadas como a Sinfônica da Universidade de São Paulo (Osusp) e a Experimental de Repertório sempre atuou tocando contrabaixo com excelência, tanto no estilo popular, quanto no erudito. Juntando as raízes com a formação acadêmica,  é dono de uma bagagem que consegue colocar em benefício do jazz à música erudita, com especial propriedade à música regional brasileira. Desta forma, sempre é destacado por sua profundidade e musicalidade ímpares.

“Neymar Dias a cada dia que passa faz sua viola soar mais intensa, mais atrevida, mais brilhante”, escreveu no encarte de Caminho de Casa o cantor Ivan Lins.”Faz parte de uma nova geração de músicos brasileiros que teimam em preservar o maravilhoso nome de nossa música mundo afora e, com a ajuda de uma mídia mais generosa e patriótica em seu próprio país, poderá contribuir ainda mais para que o nosso povo possa se encantar e culturalmente crescer com ela”, complementou o autor de Bandeira do Divino, com Vitor Martins.

O xará de Lins, Ivan Vilela, é uma sumidade quando a conversa é viola e música caipira e também admira Neymar Dias (cumprimentou-o fazendo o gesto de inclinar o tronco, abaixando a cabeça e estendendo às mãos em um encontro entre ambos presenciado pelo blogue, recentemente, na unidade Pinheiros do Sesc). “A viola tem sido recriada nas mãos de muitos e alguns jovens têm singrado águas mais profundas nessa crescente relação com o instrumento”, observa Ivan Vilela, destacando que Neymar Dias, no disco de estreia já apontava “caminhos novos na maneira como lida com o instrumento, quer seja na expansão impressa ao usar ritmos tradicionais ou na abordagem de novos temas, claro, criados por ele”.

Por conta de todos estes predicados, Neymar Dias  já trabalhou com importantes nomes do cenário musical brasileiro, em  diversos segmentos, incluindo Inezita Barroso, Roberta Miranda, Tinoco, Leonardo, Ivan Lins, Théo de Barros, Naná Vasconcellos e André Mehmari, entre outros. A discografia própria inclui Capim, Caminho de Casa e Intervalo, este com o Neymar Quarteto — grupo de 2004 cuja proposta de revelar o encontro de diferentes estilos musicais em um quarteto de cordas não convencional e entre outras consagrações já abriu diversos shows de grandes personalidades como Toquinho, Chico Buarque e Chico Cezar, bem como protagonizou espetáculos em importantes salas de concerto como a Sala São Paulo. Os arranjos e composições escritos para o quarteto são de Neymar Dias.

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Toninho Ferragutti e Neymar Dias em foto de divulgação do Festa na roça

Outros destacados trabalhos de Neymar Dias, além do mencionado com Igor Pimenta, são Festa na Roça, que ele gravou em parceria com Toninho Ferragutti, e suas participações em O Tempo e o Branco, de Consuelo de Paula, a Árvore e o vento, de Tarita de Souza, o recente Casa Aberta, de Wilson Teixeira, mais Trilha Boiadeira, de Cláudio Lacerda, e As Estações na Cantareira, com André Mehmari e Sérgio Rezze, todos de 2015; Festa na roça concorreu ao Grammy Latino de 2014 na categoria de melhor álbum de Música Brasileira de Raiz. No final deste ano Neymar Dias protagonizou concertos nos quais já apresenta composições do próximo disco, arrancando elogios e aplausos como os do maestro Nelson Ayres ao repertório erudito que contempla peças de Bach, Mozart e Villa-Lobos, além de suas próprias criações para viola solo, em algumas levando o instrumento caipira a explorar sonoridades que aproximam-se muito da do cravo (cujas cordas são beliscadas, e não percutidas como o piano), bastante utilizado atualmente na execução de peças dos séculos XVII e XVIII.

Neymar Dias e o Neymar Quarteto em apresentação no 11º Festival das Montanhas, realizado em 2010, em Poços de Caldas (MG)

Neymar Dias em Chamamé Azul, durante nova apresentação em Viola, Minha Viola

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715- Neymar Dias apresenta no Espaço 91 (SP) músicas que vão para o próximo disco

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O Espaço 91, casa de shows situada na região da Pompeia, em São Paulo, terá como atração a partir das 20h30 deste sábado, 7, Neymar Dias, músico paulistano que acompanhado por Igor Pimenta e Gabriel Altério apresentará músicas que integrarão o seu próximo álbum, além de releituras de outras obras do jazz, clássico, rock e pop. Multi-instrumentista, arranjador, compositor, Neymar Dias é um dos mais versáteis e renomados músicos da atualidade, autor de trabalhos próprios como os álbuns A Caminho de Casa e Capim, nos quais apresenta sua faceta caipira, tocando viola de dez cordas, e assina parcerias consagradas como Festa na Roça, que gravou com o acordeonista Toninho Ferraguti.

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626 – Liverpool e a roça se encontram em álbum instrumental de Neymar Harrison Dias e Igor Lennon Pimenta, da Borandá

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“Para mim este disco já nasce clássico e somos todos privilegiados em poder escutá-lo”.

Impossível discordar de André Mehmari, que nas palavras acima refere-se a Come Together Project, trabalho de Neymar Dias em parceria com Igor Pimenta — lançamento recente do selo Borandá, o mesmo pelo qual Neymar e Toninho Ferraguti assinaram Festa na Roça, um dos finalistas (vai vendo!) do Grammy Latino. Amigos há mais d quinze anos, um dos quais tem um pé fincado no meio caipira, e o outro é jazzista de primeira ordem, juntos ambos traçaram uma ponte imaginária entre São José do Rio Preto e Liverpool, com escala na Índia. Nesta viagem, em 13 elaboradíssimas faixas, revisitaram o universo melódico dos The Beatles, produzindo o trabalho que encantou o pianista. 

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600 – Conheça Simone Guimarães (SP), cantora e compositora paulista que Milton Nascimento adora!

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“Simone Guimarães canta como na letra de uma de suas canções: parece o som do instante quando o rio encontra o mar! Simone é a melodista de uma geração, uma divina compositora, uma grande artista.”

Consuelo de Paula, cantora, compositora e poetisa

Nove álbuns gravados, indicações ao Grammy, parcerias com vários expoentes da música popular brasileira, entre os quais o padrinho musical Milton Nascimento, Danilo Caimmy, Ivan Lins, Paulo César Pinheiro, Renato Braz, Cristina Saraiva, Leila Pinheiro, Maria Rita e Maria Bethânia são marcas e conquistas do currículo da cantora, compositora, instrumentista e intérprete Simone Guimarães,  a quem o Barulho d’água Música dedica esta matéria especial, com a qual chega a seiscentas publicações.

Simone Guimarães é natural de Santa Rosa do Viterbo, cidade do Interior paulista, neta do compositor Antônio Guimarães, e desde muito cedo tem a música como elemento condutor em sua vida. Aos sete anos já tocava um cavaquinho que ganhara de presente, abrindo caminho para apresentações em pequenos eventos escolares e no Teatro de Arena da cidade. Já residente  em Ribeirão Preto (SP), após cursar o segundo grau, matriculou-se no Conservatório Carlos Gomes. Mais tarde, ao conhecê-lo, recebeu convite de Milton Nascimento para cursar a Escola Livre de Música, do próprio Bituca, em Belo Horizonte (MG). Ficou um ano por lá, e de volta a Ribeirão Preto, entrou para a universidade, em cursos de Jornalismo, História e Letras.

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Sérgio Santos encerra projeto Composição Ferroviária, em Poços de Caldas (MG) apresentando sucessos de oito álbuns

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Foto: Divulgação

O compositor e cantor Sérgio Santos (Varginha/MG) é o convidado de Wolf Borges e Jucilene Buosi para a edição de encerramento do projeto Composição Ferroviária, que ambos promovem em Poços de Caldas (MG). Sérgio Santos cantará sucessos da carreira que já conta com oito álbuns e soma mais de 20 anos de parceria com Paulo Cesar Pinheiro a partir das 10 horas do domingo, 5 de julho, no pátio da estação ferroviária da cidade, com entrada franca. No palco que ele ocupará, Wolf e Jucilene já receberam neste ano Ceumar, Kleiton e Kledir, Filó Machado e Zé Renato, entre outros músicos e artistas. Antes da apresentação de Sérgio Santos, haverá uma abertura com Marcelo Machado (Itajubá/MG), violonista e arranjador, e Osmar Fontes Júnior (Santos Dumont/MG), pianista, arranjador, professor e compositor.

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