Barulho d'Água Música

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934 – Autor de Catamarã e lithos, multi-instrumentista André Siqueira é um dos finalistas do PPM 2017

O compositor, arranjador e multi-instrumentista André Siqueira, natural de Palmital (SP), atualmente radicado em Londrina (PR), é um dos finalistas do Prêmio Profissionais da Música (PPM). Caso consiga superar os concorrentes e fature no final deste mês o troféu de Melhor Artista da categoria Instrumental, o músico espera conseguir maior projeção para sua obra em cuja carreira solo se destacam dois álbuns. O mais recente, Catamarã, de 2016, deriva de bem-sucedida campanha virtual (crowdfunding) para financiá-lo. O disco é composto por nove faixas, conta com apresentação de Egberto Gismonti e uma regravação de Chovendo na Roseira (Tom Jobim). Nesta semana, Catamarã passou a fazer parte do acervo do Barulho d’água Música ao lado de lithos, o primeiro do músico doutorado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) com a tese A sonata de Deus e o diabolus: nacionalismo, música e o pensamento social no cinema de Glauber Rocha.

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911 – Vote até 19 de fevereiro e indique os finalistas para o III Prêmio Profissionais da Música!

Terminará amanhã, 19 de fevereiro, a votação popular dos semifinalistas do III Prêmio Profissionais da Música, evento que desde 2015 pretende proporcionar maior visibilidade para artistas e agentes de produção, de promoção e de divulgação envolvidos nas diversas áreas deste segmento cultural.

A produtora musical GRV (Gustavo Ribeiro de Vasconcellos) colhe votos desde 9 de fevereiro pelo portal do PPM 2017; quem participará pela primeira vez precisará apenas preencher o cadastramento prévio que liberará, mediante login e senha, o acesso à área de votação.

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904 – Carol Saboya lança Carolina, álbum que considera o trabalho que mais mostra suas influências  

O nome Carolina tem origem alemã e significa “mulher forte, cuidadosa e amorosa”. A cantora Carol Saboya nem sabia disso quando resolveu escolher esse título, o próprio nome de batismo, para o 12º álbum da carreira. Mas gostou da coincidência, pois além do nome afirmar o quanto há de pessoal nesse disco, também ela se sente uma mulher assim depois dessas duas décadas de estrada: “De todos os meus discos, Carolina é o que mais demonstra minhas influências. Só fui perceber isso depois de escolher as músicas. Aí, vi que não existia nome mais apropriado para denominá-lo”.

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857 – Galeria do Sr. Brasil entroniza Dércio Marques (MG) ao lado de músicos notáveis como Noel Rosa e Tom Jobim

Estandarte com a imagem de Dércio Marques foi entronizado ao lado de outros de expoentes da música brasileira de qualidade que decoram as paredes laterais à plateia e ao palco do teatro do Sesc Pompeia, situado em São Paulo, no qual transcorrem as gravações do programa Sr. Brasil, capitaneado por Rolando Boldrin. O querido apresentador sempre gosta de contar ao público antes de começar a receber os convidados a razão pela qual — em trabalho conjunto com sua produção, que tem à frente a esposa, Patrícia Maia, e ainda o sobrinho, Lenir Boldrin — decora o ambiente com as bandeirolas remissivas às congêneres de festas santificadas e relembra fatos e dados sobre a biografia dos homenageado. Boldrin comenta que alguns daqueles artistas que formam o altar póstumo “partiram antes do combinado”, salienta que todos deixaram lacunas e que todos, independentemente do estilo ou vertente musical que representavam, contribuíram de forma irrefutável à cultura popular e à preservação de tradições brasileiras. E antes de dar o “ok” para que entre a primeira atração da noite, pede humildemente aos ídolos que abençoe os trabalhos e todos os envolvidos.

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852 – Conheça toques do violeiro Rodrigo Delage (MG) ligados à alma do sertão e às tradições populares em BH, neste dia 14

O cantor  e compositor Rodrigo Delage (MG) será atração nesta quinta-feira, 14 de abril, de mais uma rodada do projeto Canto & Viola, que mensalmente é promovido em Belo Horizonte por Luiz Tropia e Tadeu Martins com sessões no Cine Theatro Brasil. Rodrigo Delage estará acompanhado por  Ricardo Cheib (percussão) a partir das 20h30 para apresentar músicas dos quatro álbuns da discografia que inclui o mais recente, Périplo-Viola Caipira, com 10 faixas entre as quais há uma homenagem ao poeta mato-grossense Manoel de Barros (Tratado Geral das grandezas do ínfimo), uma releitura de Correnteza (clássico de Tom Jobim e de Luiz Bonfá) e Al otro lado del río, do uruguiao Jorge Drexler, que está na trilha sonora de Diário de motocicleta (2004), de Walter Salles, e que deu Drexler o Oscar de canção original, em 2005.  Há ainda, parcerias com João Evangelista Rodrigues, Mourão Martinez,  Rafa Duarte, além de algumas adaptações de domínio público, como Pianê, pianá, e Voltado, com participações especiais de Fernando Sodré e João AraújoA única instrumental, Carinhanha, é parte da trilha sonora do documentário Carinhanha: Um Rio do Grande Sertão, de Dêniston Diamantino.

Os rios, por sinal, têm grande importância e influenciam diretamente a obra de Delage, que é de Belo Horizonte e além de músico, exerce o ofício de advogado defensor público. Rodrigo Delage viveu durante a infância em cidades do Norte do Estado, entre as quais destaca Pirapora, experiência que permitiu conhecer e até hoje seguir viajando pelo São Francisco, Rio das Velhas e Urucuia e recentemente o levou a estrelar um dos programas especiais do Globo Rural, levado ao ar, em 20 de março, sobre o Velho Chico. Neste ambiente cercado de mística e de personagens, reais e fantásticos, Delage encontra fontes das quais recolhe toques de viola ligados à alma do sertão, ao mato, às vidas que correm e habitam nas águas, às tradições populares.

A exemplo do escritor João Guimarães Rosa, Delage também se maravilha naquelas paragens e conta-nos que nestas navegações “ouve causos, grava paisagens, escuta e observa bichos”. Depois traz tudo isso para o universo da viola caipira, instrumento que passou a acompanhá-lo e com o qual se afinou depois de um breve ensaio com o violão. Em um dos seus álbuns, Imaginário roseano, este em parceria com João Araújo e Geraldo Vianna produzido como  tributo ao centenário de nascimento de Guimarães Rosa, com participações de Rolando Boldrin, Téo Azevedo e Paulo Freire, três outros mestres do gênero. O disco de estreia, Viola Caipira Instrumental (2003), conta com Pena Branca e Chico Lobo. Para os especialistas e amantes da viola, começou ali a ascensão de Rodrigo Delage ao seleto grupo dos ases, condição que reiterou na sequência, com requinte e apuro, ao gravar Águas de uma saudade.

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Rodrigo Delage, acompanhando João Araújo (de branco) e Daniel Franciscão (ao centro), durante a gravação do DVD da Orquestra de Violeiros Terra da Uva (Foto: Arquivo Barulho d’água Música/Marcelino Lima)

“Desde o lançamento de Imaginário roseano, dediquei-me à composição de canções para este novo disco [Périplo-Viola Caipira]; foi um tempo necessário para minha inspiração”, observou. “O trabalho primou pelo capricho, seja na criação das músicas, na discussão das letras com os parceiros ou na montagem e execução dos arranjos, busquei dar todo o tempo à minha capacidade criativa”, disse em entrevista ao blogue Uai!. Delage pensava desde o início em um álbum “elegante”, com arranjos contemporâneos para suas canções e para a música de viola que assina. “Aproveite-me da sofisticação melódica e harmônica de algumas composições”, contou Delage ao blogueiro mineiro Carlos Herculano Lopes. Ele ainda fez observação digna de nota e que traz à cena, além do parceiro Fernando Sodré, outro conterrâneo e violeiro, Fabrício Conde. De acordo com ele, “a viola, em Minas, já não é mais ‘novidade’ como era há 15 ou 20 anos. Entendo, no entanto, que a atual criação em torno dela é de uma riqueza impressionante. Passamos por um momento em que reafirmamos a possibilidade de que a viola toque e esteja inserida em qualquer estilo ou vertente musical.’’

Em agosto de 2015 Rodrigo Delage gravou em Jundiaí (SP), ao lado de João Araújo, participação no novo DVD da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, atendendo ao convite do regente, violeiro e professor Daniel Franciscão. O álbum deverá ser lançado ainda neste ano.

O Cine Teatro Brasil fica no coração de Belo Horizonte, ao lado da Praça Sete de Setembro, na esquina das avenidas Amazonas e Afonso Pena. Para mais informações e reserva de ingressos há os números de telefones (31) 3201.5211 ou (31) 3243.1964

 


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833 – Dose dupla de música e prosa boas: Wilson Dias e o xará Teixeira cantam em Campinas e Capital para públicos do Sesc

Se uma apresentação regada a viola caipira costuma agradar, duas tendem a ser bem melhor, ainda mais se os repertórios dos protagonistas, ambos Wilson, puderem ser apreciados de graça. Sorte em dobro, portanto, reservada ao público do Sesc paulista, que poderá curtir no domingo, 20, o mineiro Wilson Dias, em Campinas, a partir das 10 horas, e o paulista Wilson Teixeira, na unidade Vila Mariana, em São Paulo, a partir das 16h30. Dois dos mais bem conceituados músicos das vertentes caipira e regional, o primeiro será atração do projeto que oferece, gratuitamente, um típico café de roça enquanto a plateia degusta canções temperadas com causos dos mais prosaicos. À tarde, com cardápio não menos saboroso, fãs e amigos do protagonista relembrarão clássicos de Tonico e Tinoco.

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817- Contribua para a gravação de “Catamarã”, segundo álbum do multi-instrumentista paulista André Siqueira

Compositor, arranjador e multi-instrumentista, André Siqueira está promovendo campanha virtual para lançar Catamarã, seu segundo álbum, que trabalha com novas linguagens no universo da música brasileira, a partir de improvisações e de arranjos para sopros, cordas e percussão. O repertório se desenvolve flertando com as técnicas composicionais da música do século XX e a cultura popular brasileira de matriz rural. Uma tentativa de releitura do modernismo da década de 1920, mas, também, uma busca de atualização da corrente nacionalista. O projeto busca, na utilização da cultura popular brasileira de matriz rural, deixar transparecer a vivacidade de nossa música.

A característica fundamental das suas composições é a fusão de timbres e linguagens, da música erudita contemporânea e da música popular. Seu primeiro álbum lithos, já trouxera um rico mosaico de timbres que foram tecidos a partir de pesquisas sobre materiais e técnicas da música do século XX, aplicadas aos gêneros da música brasileira. Esta fusão de timbres e estilos tem representado uma faceta importante da música instrumental feita no Brasil.

Estes conceitos (timbre, improvisação e abertura) são moldados como meio de concretizar por meio da música instrumental, ideias e conceitos resultantes da pesquisa de mestrado de André Siqueira, na qual desenvolveu os conceitos acima expostos na obra do compositor italiano Giacinto Scelsi. Com esta ação, pretende-se facilitar o acesso do público à música instrumental a partir de um conhecimento derivado de outras áreas que, tangenciando a performance, apontam para uma busca sonora na qual o cruzamento entre a arte contemporânea “erudita” e a cultura popular mostram-se próximas, interligadas e abertas a novos tipos de experimentações.

A campanha para a captação dos recursos mínimos necessários estará aberta até 18 de abril e as colaborações partem de R$ 50,00. Para cada valor depositado há uma respectiva recompensa que poderá ser desde agradecimento em redes sociais pelo apoio, mais um exemplar do Catamarã autografado, até um show em quarteto, com repertório de música brasileira instrumental, mais cincoenta discos autografados, com direito do nome do contribuinte ou da empresa nos agradecimentos do disco, logomarca na contracapa, citação do apoio nas redes sociais e show de lançamento. Para conhecer mais detalhes o linque da campanha é https://www.kickante.com.br/checkout/3260968

Catamarã é a designação dada a uma embarcação com dois cascos (vulgarmente chamados “bananas”), cuja propulsão ocorre à vela ou por motor e que se destaca por sua elevada estabilidade e velocidade em relação às embarcações monocasco. A sua origem é a Polinésia, e quando os navegadores europeus lá chegaram por mar, se surpreenderam com a grande velocidade dos catamarãs.

Compositor, arranjador e multi-instrumentista, André Siqueira nasceu em Palmital (SP). E doutor em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) com a tese A sonata de Deus e o diabolus: nacionalismo, música e o pensamento social no cinema de Glauber Rocha e mestre em música pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) onde desenvolveu pesquisa sobre os procedimentos composicionais do italiano Giacinto Scelsi. Formado em música pela Universidade Estadual de Londrina (UEL/PR), atualmente é docente da instituição e responsável pelas disciplinas de Harmonia e Contraponto, Arranjo e Percepção. Foi coordenador da pós-graduação em música (2008- 2010) e professor na habilitação de Arranjo Musical. É autor do livro Giacinto Scelsi: improvisação, orientalismo e escritura lançado pela EDUEL em 2011, no qual discute os procedimentos composicionais e a biografia do compositor italiano. Em 2011 ministrou a conferência A voz do morro: samba e resistência cultural no âmbito do Colóquio Internacional “Voci dal margine. La letteratura di ghetto, favela, frontiera realizado em maio na Universidade de Siena (Itália) e publicado no livro de mesmo nome em janeiro de 2012.

Em julho desse mesmo ano participou como violonista do projeto Concertos na Escola – 2012 da Funarte, do proponente Cândido José de Lima, dentro do qual foram realizados aula-espetáculos em três escolas estaduais da cidade de Uraí (PR), atingindo mais de mil crianças e adolescentes. Atualmente é coordenador do sub projeto de música do PIBID, no âmbito da Universidade Estadual de Londrina, subsidiado pela CAPES e que trabalha novas alternativas para o ensino de música nas escolas públicas.

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André Siqueira, tocando flauta, um dos vários instrumentos que domina, durante apresentação do amigo Wilson Dias (MG) em São Paulo (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

Utiliza vários instrumentos como meio para a construção de sua escritura musical; flautas, guitarra elétrica, violões, viola caipira, contrabaixo e guitarra portuguesa. Sua trajetória é composta por experiências diversas em cultura popular e por pesquisas em música contemporânea. Tendo gravado com vários músicos e participado de diversas mostras e festivais, foi selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural/ Música na categoria coletivo no biênio 2010-2012 dentro do qual, em março de 2012, participou de um show em comemoração aos 25 anos do Instituto Itaú Cultural tocando com Gilberto Gil. Em 2009, integrou o Circuito Syngenta de Viola no qual dividiu o palco com Paulo Freire e Levi Ramiro e que resultou em um álbum com violeiros de todo o país no qual Siqueira, junto com Zeca Collares, assina a faixa Brincando com as crianças na qual utiliza uma viola de 14 cordas. Em novembro de 2009 participou do projeto Vozes de Mestres – Festival Internacional de Cultura Popular – realizado em Natal (RN), junto com a cantora Déa Trancoso onde dividiu o palco com Egberto Gismonti. Participou em 2007 da gravação do DVD Violeiros do Brasil com produção de Myrian Taubkin, acompanhando Pereira da Viola; dentro deste projeto já dividiu palco com Almir Sater, Pena Branca, Paulo Freire e Ivan Vilela entre outros.

André Siqueira também lecionou violão e improvisação na Universidade Federal de Ouro Preto  (MG) e no Projeto Arena da Cultura da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte no período de 2004 a 2007. Em 2006 participou do 2º Festival de Cinema de países de línguas portuguesas, na cidade de Lagos, em Portugal. Foi diretor artístico e curador do projeto Viola Popular realizado em Belo Horizonte, ainda em 2006, por meio da Lei Estadual de Incentivo a Cultura e com patrocínio da Natura Musical, no qual “mestres” de cultura popular dividiram o palco com músicos que utilizam linguagens contemporâneas. Em 2005 tornou-se finalista do Prêmio Syngenta de Viola Caipira, realizado no Teatro Alfa (SP). Em 2001 participou do III Mercado Cultural, realizado na cidade de Salvador (BA). Atua como produtor/diretor musical e arranjador nos trabalhos de Déa Trancoso, Luca Bernar, Pereira da Viola, Rodrigo Delage, Rubinho do Vale, Titane, Wilson Dias e Zeca Collares, além de seu próprio trabalho como compositor e instrumentista no qual música brasileira e improvisação surgem como elementos principais.

O seu primeiro álbum, lithos, atinge um universo sonoro particular. Os diálogos entre os músicos surgem em improvisações nas quais os sons inusitados da guitarra portuguesa e da viola caipira se materializam em construções musicais que flertam com o Jazz e com as matrizes da cultura popular brasileira. A idéia de improvisação utilizada parte de uma liberdade que transcende os clichês e que busca uma real interação na construção musical. Esta se realiza no tempo, ou, em tempo real. Composição instantânea que abarca vários estilos e tendências musicais, da música modal ao século XX. André Siqueira se interessa tanto pelo processo de improviso que considera suas composições mais próximas de roteiros a serem seguidos do que uma obra fechada. “Não sei nem se são composições, são proposições musicais”. Durante o período em que morou em Belo Horizonte, André Siqueira remasterizou a gravação de lithos e conseguiu reeditar o disco por dois selos mineiros: Picuá e Tum Tum Tum.

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