1197 – Maria Alcina traz sua atuação performática no álbum In Concert lançado pela Kuarup 

Neste novo disco, ao vivo, a mineira de Cataguases revê clássicos de meio século de carreira como Fio Maravilha, acompanhada pela recém formada orquestra SP Pops Symphonic Band 

Neste sábado, 1º de junho, a vitrolinha aqui do boteco do Barulho d’água Música tocou primeiro Maria Alcina In Concert com SP Pops Symphonic Band, mais um ótimo disco com a marca do selo Kuarup e do qual recebemos um exemplar, gentilmente enviado por Rodolfo Zanke, amigo ao qual — e a toda equipe — somos de novo gratos. Maria Alcina completou em abril 70 anos, dos quais quase 50 dedicados à música. Este feito por si só já seria suficiente para comemorações, porém, a convite de  Ederlei Lirussi, maestro da SP Pops Symphonic Band, apresentou-se pela primeira vez em sua carreira com grande orquestra, iniciando de maneira grandiosa as festividades desse marco em sua vida. 

A apresentação gerou o álbum ao vivo Maria Alcina in Concert, que promove encontro inusitado entre a estética clássica das orquestras e o vasto universo pop criativo e versátil que consagrou a artista. Tanto o show quanto, o disco,  propõem um passeio pela música vanguardista de Maria Alcina em todas as fases do sua carreira. Estão presentes no repertório sucessos como Fio Maravilha (Jorge Ben Jor, 1972), Kid Cavaquinho (João Bosco o Aldir Blanc, 1974), Tome Polca (José Maria de Abreu e Luís Peixoto, 1950), Prenda o Tadeu (Antonio Sima e Clemilda, 1985) e Eu sou Alcina (Zeca Baleiro, 2013) entre outras composições no show dirigido e produzido por Thiago Marques Luiz, produtor de seus mais recentes trabalhos fonográficos. 

Sobre Maria Alcina 

Maria Alcina dispensa apresentação. É personalidade de nossa música com reconhecido lugar numa galeria de intérpretes com forte identidade, Em qualquer registro da história da música brasileira recente, tem de constar sua performática atuação no Festival Internacional da Canção de 1972 como vencedora da etapa nacional, eternizando a música Fio Maravilha, de Jorge Ben Jor.

Mineira de Cataguases, Alcina mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro no começo da década dos anos 1970. Cantou em casas de shows e boates, apresentou-se em teatros de revista ao lado de Leila Diniz, por exemplo, até explodir, em 1972, no FIC. Na década seguinte fez enorme sucesso com músicas retiradas do folclore, como Prenda o Tadeu e É Mais Embaixo. Como gosta de desafios, na década dos anos 1990, a convite de Nelson Motta, participou de show em homenagem a Carmen Miranda, no Lincoln Center em Nova York, nos Estados Unidos, com Aurora Miranda e Marília Pêra.

Em 2003 Maria Alcina deu nova guinada ao lado de grupo eletrônico paulistano Bojo: gravou Agora, que ampliou sua faixa de público. Juntos, Maria Alcina e o Bojo se apresentaram em importantes eventos para jovens como Com:tradição, nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, e Abril Pro Rock, em Recife (PE).

Com o álbum Confete e Serpentina (2009), venceu o Prêmio da Música Brasileira nas categorias Melhor Cantora Popular e Melhor Disco Popular. Nesse disco há mistura de gerações diversas, de Alberto Ribeiro (1902/1971) a Paulinho da Viola a nomes mais recentes como Roseli Martins, Wado e Moisés Santana. Em 2014 saiu De Normal Bastam os Outros, com canções inéditas de Zeca Baleiro (Eu Sou Alcina), Arnaldo Antunes (De Normal), Karina Buhr (Cocadinha de Sal), Anastácia (Concurso de Bicho). Em 2015, veio o DVD homônimo, devido ao sucesso da turnê De Normal Bastam os Outros. Em 2018 foi a vez de homenagear a obra de Caetano Veloso, cantando um repertório verborrágico do compositor como as músicas Fora Da Ordem, Língua, Estrangeiro, A Voz do Morto e Tropicália entre outras. Maria Alcina integra também o álbum Canta Inezita, em tributo à obra de Inezita Barroso, produzido por Thiago Marques Luis e com a participação da icônica dupla As Galvão, Claudio Lacerda e Consuelo de Paula, do selo Kuarup.

A Orquestra SP Pops Symphonic Band, integrada por 45 músicos, todos atuantes na cena musical paulistana  

Com fôlego de iniciante, Maria Alcina segue paralelamente com os shows Canta Inezita e preparando a turnê com a Orquestra SP Pops Symphonic Band, integrada por 45 músicos, todos atuantes na cena musical paulistana. Os instrumentos se dividem entre cordas, madeira, metais, percussão sinfônica, além de ter o ‘lado pop’, com piano, baixo e bateria. É influenciada e toma emprestado o jeito de grafar o nome da norte-americana Boston Pops Orchestra, criada em 1881 pelo maestro Henry Lee Higginson, que influenciou outras orquestras semelhantes pelo mundo.

A versão brasileira, criada pelo maestro Edrelel Lirussi há dois anos, tem o objetivo de fazer essa ponte entre o erudito e o popular e, como ele disse, “tornar a música clássica mais acessível ao público”. Nesse período já apresentou concertos como a Sinfonia para Crianças e o Tributo a John Willians. Esse último em homenagem ao autor de trilhas sonoras de filmes clássicos como ET., Parque dos Dinossauros, Lista de Schindler e Tubarão, sempre acompanhado de projeção de imagens, buscando envolver ainda mais os sentidos.

Lirussi, responsável pelos arranjos e regência, é trompetista. Estudou na Fundação das Artes em São Caetano do Sul (SP) e Universidade Livre de Música. Seus estudos e pesquisas são baseados em análises de compositores como Haydn, Mozart, Beethoven e Tchaikovsky. Na música popular, acompanhou Hermeto Pascoal, Danilo Caymmi, Ângela Maria, Ed Motta e outros.

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1183 – Jazz B (SP) recebe Ubaldo Versolato Quarteto para lançamento de álbum de estreia, Portal

Saxofonista de Roberto Carlos e da banda Mantiqueira apresentará Portal, com participações dos filhos Léo e Renata, pela gravadora Kuarup

A audição matinal aos sábados neste dia 04 de maio aqui no boteco do Barulho d’água Música, em São Roque, Interior de São Paulo, começaram com Portal, disco de estreia que o saxofonista Ubaldo Versolato lançará em 10 de maio, em São Paulo (confira a guia Serviço). O álbum nos foi enviado pela gravadora Kuarup, à qual mais uma vez agradecemos em nome de Rodolfo Zanke. O aguardado projeto do músico reúne oito faixas, todas instrumentais, e é o trabalho de estreia do instrumentista paulista que tem mais de 40 anos de carreira.

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1139- Aos 81 anos, Miúcha (RJ) é mais uma estrela que se apaga em 2018

Cantora e intérprete carioca, irmã do compositor  Chico Buarque, estreou em disco em 1975 e ao longo de 40 anos gravou e se apresentou ao lado de expoentes como Vinícius de Moraes, Toquinho, Tom Jobim e João Gilberto

Em seu apagar de luzes, 2018 está levando consigo mais uma voz das mais queridas e aclamadas do país e com centenas de admiradores fora dele: a cantora e compositora Heloísa Maria Buarque de Hollanda, popularmente conhecida como Miúcha, uma das estrelas da Bossa Nova, sepultada na tarde de dia 28/12 no Cemitério São João Batista, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), onde morreu na véspera, aos 81 anos completados no final de novembro, devido a problemas respiratórios decorrentes de um câncer pulmonar. Miúcha era irmã de Chico Buarque e das cantoras Ana de Hollanda e Cristina Buarque e  foi a primeira esposa do cantor e compositor João Gilberto. Filha do historiador Sérgio Buarque de Holanda e da pintora e pianista Maria Amélia Cesário Alvim.

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1123- Zé Guilherme lança “Alumia”, álbum com sonoridade acústica e músicas autorais

O cantor e compositor cearense radicado em São Paulo chega ao quarto álbum e comemora o amadurecimento artístico aos 20 anos de carreira *

* Com Eliane Verbena

Após lançar, em 2015, um disco em homenagem ao “cantor das multidões”,  Orlando Silva, o cantor Zé Guilherme  deixou de lado o viés confortável de ser “apenas” intérprete para lançar Alumia,  seu quarto álbum, com repertório em sua maioria de músicas autorais. Cearense radicado em São Paulo, Zé Guilherme conta: “Nunca tive pretensões de ser um compositor, pois meu ofício maior é o de cantor. A poesia é um exercício que me acompanha desde a adolescência, mas só agora, depois de 20 anos de dedicação à música, eu me sinto mais à vontade para mostrar também o meu lado autoral.”

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1115 – Como não concordar com o marido de Ângela Maria? “O céu hoje está maravilhoso!”

Cantora que marcou a era de ouro do rádio brasileiro, meio no qual foi  Princesa, depois eleita Rainha, e deixou obra com mais de 170 álbuns vai ser tema de minissérie da Globo, possivelmente interpretada por Cláudia Abreu

Uma das vozes e rosto mais marcantes da música brasileira, presentes na memória afetiva de várias gerações e que encantou de tal maneira um dos ex-presidentes do país — a ponto de ganhar dele apelido que faz referência a uma fruta extremamente benéfica à saúde e ao bem estarAngela Maria morreu há dois dias, na noite de sábado, quando a primavera completava uma semana, 29 de setembro.

Angela Maria, ou Sapoti, como  a chamou certa vez Getúlio Vargas, ou a Rainha do Rádio, como durante décadas seus fãs a trataram, era Abelim Maria da Cunha, nascida em Macaé, no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1929. Estava com 89 anos quando expirou vítima de uma infecção generalizada, em um hospital da cidade de São Paulo, após internação de 34 dias. “É com meu coração partido que eu comunico a vocês que  a nossa Angela Maria, partiu, foi morar com Jesus”, disse emocionado o empresário Daniel D’Angelo, marido da cantora. “O céu hoje está maravilhoso!” 

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1089 – Mais uma vez de luto, música e culturas brasileiras lamentam morte de Maria Dapaz

A notícia da partida da Maria Dapaz me deixou muda… Querida colega de ofício, querida compositora e cantora do sorriso lindo que trazia os ares de sua terra, que sua passagem seja bela como o seu canto!   Consuelo de Paula

A cantora e compositora pernambucana Maria Dapaz morreu em decorrência de um câncer de pulmão, na tarde de 27 de julho, em São Paulo. Maria Dapaz apresentou sinais da doença há pouco menos de três meses, depois de participar do 24º Festival da Seresta de Pernambuco, realizado em 11 de maio, em Recife.  Desde então, estava internada para combate à enfermidade. O corpo, após ser velado, foi cremado na tarde do sábado, 28, em Embu das Artes, cidade da Grande São Paulo onde ela vivia.

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1018 – Do Vale do Pajeú para o mundo: Maria Dapaz traduz em suas canções a alma festiva e musical dos brasileiros

O Barulho d’água Música apresenta aos amigos e seguidores que ainda não a conhecem Maria Dapaz, cantora e compositora pernambucana, residente em São Paulo e que já soma 17 álbuns na bagagem, lançados entre 1981 e 2015.  Desta prodigiosa obra, o blogue destaca Outro Baião (2013), indicado ao 25º Prêmio Brasileiro da Música, promovido em 2014. Gravado em Recife, capital do estado natal de Maria Dapaz,  Outro Baião, conforme destaca o texto de apresentação disponível no sítio eletrônico da artista, é “uma explosão de brasilidade”. O autor do artigo, Luis Avelima, comenta, ainda, que o álbum a consolida como uma das compositoras de grandes possibilidades, traduzindo em suas canções a alma de um Brasil festivo e musical.

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1006 – “Extra”, homenagem de Thomas Roth (RJ) ao parceiro Luiz Guedes (MG), abre nova série do Barulho d’água Música

Barulho d’água Música começa a publicar a partir desta atualização a série Clássico do Mês, que, mensalmente, compartilhará com amigos e seguidores matéria especial sobre determinado álbum que marcou época na história da música brasileira. Para abrir os trabalhos o escolhido é Extra, joia do catálogo da Lua Music que reúne as 19 músicas gravadas pela dupla Luiz Guedes e Thomas Roth em Extra (um vinil pop de 1982, eficiente e bem elaborado, com melodias e harmonias refinadas e vocais bem apurados) e Jornal do Planeta (produzido com requinte, em 1983, destacando arranjos sofisticados e inventivos, a faixa-título e Ela Sabe Demais), mais duas faixas bônus, de 1981. Mais do que resgatar os dois únicos lançamentos que resumem a obra de ambos os amigos, a compilação Extra foi a maneira que o carioca e fundador da Lua Nova Discos, Roth, encontrou para reverenciar o parceiro Guedes (carinhosamente tratado por Lulu), mineiro de Montes Claros que desencarnou em 25 de novembro de 1997, três anos depois de descobrir que estava com câncer.

A dupla esteve ativa apenas entre 1979 e 1984. Apesar do curto período em que percorreu a estrada, protagonizou nestes concorridos cinco anos apresentações em várias cidades do país e atingiu sucesso de público e de crítica cantando composições próprias que embalaram jovens daquela geração e também enriqueceram o repertório de expoentes como Emílio Santiago, Ronnie Von, Beto Guedes (primo de Luiz Guedes, professor de violão do autor de Contos da Lua Vaga), Peninha, Angela Maria, Roupa Nova e Elis Regina; a “Pimentinha”, por exemplo, tornou nacionalmente conhecida Nova Estação, cujos versos proclamavam Nova esperança/nova estação / renascer cada dia / com a luz da manhã.

Em Extra é possível se deliciar recordando, por exemplo, as canções Milagre da Criação e Chuva de Vento, marca registrada das vozes e do estilo de compor de Luiz Guedes e Thomas Roth. Canção de Verão, Voo Livre, Clube do Coração, Ela Sabe Demais, Jornal do Planeta, Amoramar, Angra, Estradas (Dentro da Cabeça) e Milagre do Amor (ambas campeãs de execução em FMs) também estão na lista do álbum cuja renda obtida com a venda de exemplares foi toda revertida para Lenita, esposa de Guedes, e as filhas do casal, Bárbara e Débora.

Luiz Guedes e Thomas Roth se conheceram-se em São Paulo, mas antes de se unir ao carioca, o mineiro tentou carreira com outro primo, o letrista Paulo Flexa, com o qual assinou Estradas, Clube do Coração e Amoramar. Guedes também flertou, em Belo Horizonte, com o Clube da Esquina antes de fazer as malas e desembarcar em Sampa, em 1973. Entre os amigos da turma do bairro de Santa Tereza era visto sempre ao lado de Milton Nascimento, Lô Borges, Márcio Borges, Flávio Venturini, Fernando Brant e Novelli.

“Conheci Luiz Guedes [de batismo Luiz MacArthur Costa Guedes] num daqueles encontros que a vida nos proporciona e que a gente chama, apesar de eu não acreditar, de coincidência”, escreveu Roth no encarte de Extra. “Com Luiz Guedes aprendi a garimpar a melodia, cada palavra, até a exaustão. Assim era o nosso processo de trabalho. Diuturno. Obsessivo. Ficou, além das canções, a lembrança de um artista puro, intuitivo e sensível. E por quem sempre guardarei a mais profunda admiração. Eternamente.”

 

 

Próximo Clássico do Mês:

Sidney Miller (1982)

Leia também no Barulho d’água Música:

Flávio Venturini, Sá & Guarabyra, 14 Bis: Encontro Marcado em 15/05, em São Paulo, depois ES, RJ, GO e DF

762 – Cirinho Rio Doce, que em agosto lançara quinto disco da carreira, compõe canção e poema em homenagem ao Rio Doce

931 – Após “uma surra boa”, Vento Viola (MG) encerra dezesseis anos de silêncio e lança “Em Nome do Vento”

981 – Clareza, despretensão e singularidade são marcas de Bernardo do Espinhaço (MG), compositor das montanhas e dos sertões

933 – Forte Piano do Sesc Ipiranga recebe o renomado arranjador e compositor Laércio de Freitas

O consagrado pianista, compositor e arranjador Laércio de Freitas está escalado para abrilhantar a segunda rodada do projeto Forte Piano, que a unidade Ipiranga do Sesc da cidade de São Paulo inaugurou em 9 de abril, com a apresentação de Bailado, espetáculo que reuniu o pianista Daniel Grajew e o contrabaixista Marcos Paiva. A rara oportunidade de ver e ouvir Laércio de Freitas, pianista da lendária Orquestra Tabajara, do Sexteto de Radamés Gnatalli e autor de cinco discos solos lançados, sem contar dezenas de arranjos executados por grandes intérpretes e orquestras, está programada para começar às 18 horas do domingo de Páscoa, 16 de abril (veja a guia Serviços).

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846 – “Alucinação”, álbum que fez de Belchior mais do que apenas um rapaz latino-americano, completa 40 anos

Belchior, um dos mais consagrados, inspirados e lúcidos cantores e compositores da música popular brasileira motivou o portal de notícias 247 a produzir, em 23 de maio do ano passado, uma matéria especial que teve por mote os 39 anos do álbum Alucinação, que hoje, portanto, já se aproxima dos 40.  A empreitada para escrever sobre o disco e o cearense de Sobral que ao vencer o IV Festival Universitário da Música Brasileira em agosto de 1971, concorrendo com Na Hora do Almoço, iniciou a trajetória que o firmaria entre as mais fulgurantes estrelas da constelação da música nacional foi confiada a um jornalista com nome de poeta. Khalil Gibran, então, começou recordando em seu texto no qual nos apoiaremos que Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, ou simplesmente Belchior, teve infância simples, de menino do interior. Porém, a Sobral da sua meninice era uma cidade repleta de sons, cores e poesia que iluminariam seu imaginário. Para ajudar, o contato com a música começou dentro da própria família: o pai tocava sax e flauta, enquanto a mãe cantava no coro da igreja local.

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