1514 – Brasil e a cultura latino-americana perdem Míriam Miràh, eternizada em 1985 com a música Mira Ira, em sua homenagem

#MPB #MúsicaLatinoAmericana #MíriamMirah#RaícesdeAmérica #Tarancón #FestivaldosFestivais1985 #MiraIra

O Brasil perdeu uma das suas maiores cantoras e eu uma grande amiga: Míriam Miràh. O coração que recebia a todos e todas com imenso carinho não toca mais a melodia da alegria, que sempre foi a sua marca. Falar que deixará saudade é redundância e não dará a grandeza de sua importância. Para mim, além de uma das vozes mais lindas que conheci, ficarão as lembranças dos vários trabalhos que realizamos juntos, ela como cantora e eu como apresentador ou produtor. Foram momentos de extrema alegria, daqueles que são guardados para a eternidade (…)

Míriam, onde você estiver, continue fazendo os seus lindos shows…”

Franklin Valverde,escritor, jornalista, poeta e professor universitário

Hoje você fez sua travessia. Tão prematura, inesperada… E toda a sua música se foi. Levou com você todo seu amor, contagiante, por Victor Jara, Violeta Parra. Mas voce deixou filhotes… E nós, que aqui ficamos, aqui te saudamos: gratidão pela sua vida! Seguimos com a sua obra, te amando, como encantada nossa, Míriam Miràh! Boa noite, até amanhã!”

Nani Braun, atriz e arte-educadora

Fico assim, estarrecida, desentendida, partida ao meio. Descanse em paz, Míriam Miràh, e que essa luz imensa e generosa que você é continue a nos iluminar dos altos céus, onde você faz morada com as estrelas Meus mais forte abraço a todos os familiares.”

Grazi Nervegna, cantora, compositora e escritora

[Míriam Miràh] foi se encontrar com a querida Mariana Avena II para formar um belo dueto, quem sabe junto com Mercedes e tantas outras que partiram. Sem palavras. Bom retorno a pátria espiritual e obrigado por tudo.”

Zé Roberto Vaicenkovas

Míriam Miràh de Tarancón. Miriam Mirah de Raíces de América.Miriam Mirah de Gracias a La Vida, de Violeta Parra, de Mercedes, de Pablo Milanés. Miriam Mirah minha, nossa, de Mira Ira, de Lula Barbosa, de Jica Benedito e de todos que se iluminaram num palco de uma América Latina. Miriam Mirah, nossa dama latina, OBRIGADA! Siga pelos traços cintilantes da nossa América.

Seu sopro de luz ecoará sempre pelas matas e suas divindades.”

Márcia Cherubin, cantora e compositora

Morreu Míriam Miràh, uma das vozes responsáveis pela popularização do canto latino-americano no Brasil (…). Míriam trazia luz e leveza em sua voz.”

Cardo Peixoto, cantor e compositor

A apenas dez dias da data em que ela completaria 69 anos, o Brasil perdeu na terça-feira, 22 de março, Míriam Miràh. Cantora e compositora paulistana, vocalista a partir de 2002 do grupo Raíces de América e também uma das fundadoras do emblemático Tarancón, em 1972, Míriam, segundo informações da família, sofreu um infarto. Assim, calou-se uma das vozes mais marcantes do Cone Sul e de toda América Latina, à altura da argentina Mercedes Sosa e da chilena Violeta Parra, por exemplo – ambas, como a brasileira, identificadas com o compromisso de cantar como causa e sem amarras, apenas por valores imprescindíveis na cultura continental como liberdade, democracia, autonomia dos povos latino-americanos, respeito aos direitos humanos e das minorias (em cada canto do planeta), às causas populares, pela igualdade socioeconômica, valorização do trabalho e da fraternidade, com coragem e sem concessões aos modismos e aos apelos comerciais. Quem escolhe ouvir as canções que a tríade canta ou compôs (como verdadeiros legados) encontra, ainda, profundas e inadiáveis lições de amor ao próximo, independentemente de sua origem, em versos e letras marcados por engajamento, resistência, denúncia e protesto.

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1509 – Ibys Maceioh (AL) completa 45 anos de carreira, 70 de vida e lança novo disco na Sala Guiomar Novaes, em Sampa*

#MPB #MúsicaNordestina #CulturaPopular #Alagoas #Maceió #PortoCalvo

*Com Guta Guerrero e Antonio Carlos da Fonseca Barbosa

Íbis é uma ave adorada pelos deuses do Egito que traz sorte a quem a avista, segundo o músico. E Maceió é uma homenagem a  Alagoas, terra que ele classifica como “maravilhosa”.

Cantor e compositor que conviveu com Ze Keti na cidade do Rio de Janeiro trafega com desenvoltura por ritmos nordestinos, pelo samba e pelo choro e, ao violão que aprendeu na escola de Dilermando Reis e Turíbio Santos, toca, ainda, blues e jazz

O compositor, cantor e violonista Ibys Maceioh completará 70 anos de idade em julho e, simultaneamente, está emplacando 45 anos de carreira artística, marcos que começará a festejar com o lançamento do álbum Ibys Maceioh – 70 anos, em 26 de março, a a partir das 17h30. A apresentação está programada para a Sala Guiomar Novaes da Funarte, localizada na cidade de São Paulo, no bairro dos Campos Elíseos. Durante cerca de 70 minutos, o público poderá ouvir as cinco composições do novo disco mescladas a sucessos da trajetória do alagoano de Porto Calvo, atualmente “cativo” no bairro paulistano da Lapa. Ao violão, Ibys Maceioh será acompanhado por Sérgio Turcão (direção musical, voz e contrabaixo), Maiethe Barros (voz e percussão), Edu Salmaso (bateria) e Jaime Pratinha (flauta e bandolim). A produção contará com o caprichoso trabalho da produtora cultural Guta Guerrero, da Bodoque Produções.

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1500 – Contribua para a gravação do novo álbum do “artivista” paraense Bené Fonteles

#MPB #ArtesPlásticas #Literatura #Poesia #BragançaPA

Artista plástico, jornalista, editor, escritor, poeta, cantor, compositor e xamã, entre outras formas de expressão que formam as várias facetas do incansável “artivista” que, conforme a própria definição, ele encarna, Bené Fonteles disparou campanha na internet para coletar contribuições entre amigos e tirar do papel o disco D’Alegria. Em formato físico e digital, D’Alegria será gravado no Sítio Arvoredo, em Pocinhos do Rio Verde, distrito de Caldas (MG) e onde fica o estúdio Venta Moinho “debaixo de um pé de jequitibá” do amigo, violeiro cantor e vizinho de porta João Arruda. O trabalho reforçará uma discografia que, fora a participação em outras gravações¹, inclui os autorais Benditos, coletânea de 2003 que mescla Benedito (1983), Silencioso (1987) e (1991); Silencioso tem apenas capa, já que sua proposta conceitual é a de que seja ouvido o silêncio.

Em 2019, em parceria com Lucina, Fonteles gravou Canções para Pescar Almas (Foto: Patrícia Ferraz)

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1488 – Makely Ka (PI) lança novo disco, instrumental de viola, com homenagem aos rios e ao meio ambiente

MPB #ViolaCaipira #ViolaDe10Cordas #ViolaInstrumental #Craviola #AlaúdeÁrabe #ViolaDeQueluz #LiteraturaBrasileira #GuimarãesRosa #EuclidesdaCunha #ElomarFigueiradeMelo #GrandeSertãoVeredas #OsSertões #ValençadoPiauí #Piauí #Bahia #Canudos #Goiás #MinasGerais #ValeDoUrucuia #RioDoce #RioParacatu #VazaBarris

Rio Aberto integra a Trilogia dos Sertões iniciada com o projeto Cavalo Motor e que deverá ser finalizada com Triste Entrópico

O novo trabalho de Makely Ka, o disco instrumental Rio Aberto, surgiu da curiosidade e do interesse do músico piauiense pela sonoridade e pelas possibilidades da viola de 10 cordas a partir de uma viagem que ele fez pelo Vale do Urucuia, região do Noroeste do estado de Minas Gerais, onde aprendeu afinações alternativas como a que chamam “rio abaixo”, utilizada pelos violeiros locais. Essa afinação, também chamada de “sol aberto”, deu origem ao nome do disco de doze faixas autorais de um total de treze que formam o repertório e levam nomes de rios, cursos d’água que costuram elementos da geografia, da história e da literatura brasileira. As trilhas ainda ligam o sertão de Guimarães Rosa aos sertões de Euclides da Cunha, passam pelo universo mítico do cantor Elomar Figueira de Melo e relembram profundas feridas que não se fecham, abertas pelas tragédias dos rompimentos de barragens que atingiram milhares de vidas, causaram centenas de mortes e devastaram o meio ambiente e rios, provocados por atividades de mineração, sob responsabilidade da Vale do Rio Doce, a partir de Mariana (MG) e Brumadinho (MG), em 2015 e em 2018, mas que se estendeu até o Espírito Santo, além de comprometer mares e praias. As músicas são experimentais, dialogam com a tradição popular, mas incorporam referências contemporâneas como a microtonalidade, a polirritmia e a pesquisa de timbres.

Encontro das Águas, clássico de Tavinho Moura, fecha o álbum de Makely Ka que está sendo lançado pela gravadora e produtora Kuarup, da cidade de São Paulo, já disponível nas plataformas digitais e que neste dia 11 abriu as audições matinais que promovemos aos sábados no Solar do Barulho, onde fica a redação do Barulho d’água Música, em São Roque (SP). Entre as doze faixas autorais, dez remetem a afluentes do São Francisco, outras duas são referências a rios que deságuam direto no mar — Doce, também chamado Watu pelos Krenak — e o Vaza-Barris, que banha Canudos, no sertão baiano, e frequenta o imaginário popular desde a publicação do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, no início do século passado. “Tento simular o movimento desses rios, os sons de suas corredeiras, quedas d’água, seus poços profundos, remansos, a barra ou a foz, onde eles encontram o grande rio, os animais que frequentam suas margens e dependem dele para viver”, declarou Makely.

Há também algumas relações entre as faixas. O Rio do Sono, por exemplo, que banha o vilarejo do Paredão de Minas, local onde transcorre a batalha épica entre o bando dos Hermógenes e os Ramiro comandados por Riobaldo Tatarana descrita no romance Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, deságua no Paracatu. A harmonia de um entra nas águas do outro, alguns movimentos se repetem, o ritmo fluente das corredeiras rápidas do rio de Morfeu se torna mais arrastado quando se encontra com o Paracatu. Um incorpora o outro, mas assume algumas das suas características. A síncope simula o encontro, a força das correntes contrárias medindo forças para, afinal, confluírem no mesmo fluxo. Nas músicas Makely toca viola de 10 cordas, também chamada caipira; viola dinâmica, conhecida também como nordestina; craviola, instrumento criado pelo músico brasileiro Paulinho Nogueira, produzido em escala industrial pela empresa Giannini a partir da década dos anos 1970 e que a cantora, compositora e multi-instrumentista sul-mato-grossense Tetê Espíndola também toca.

A viola vem do alaúde árabe, que se popularizou na Península Ibérica a partir da invasão dos mouros. Em algumas localidades de Portugal, ainda é possível encontrar a viola de arame, ancestral da viola atual. Vinda nas caravelas, o instrumento de madeira com pares de cordas ganhou nos trópicos outras formas de construção, com madeiras, afinações e maneiras de tocar diferentes. Uma das primeiras violas construídas em série no Brasil foi a de Queluz de Minas, apreciada na corte, inclusive por Dom Pedro I. Ela, provavelmente, impôs o padrão de corpo delgado e acinturado replicado em todo o país. A longa tradição da viola no Brasil está intimamente relacionada às folias de reis, aos folguedos e brincadeiras da cultura popular. “Toco nesse álbum com uma violinha de bigode construída em cedro brasileiro pelo luthier Wagner França, de Jaboticatubas [MG], em 2012 e uma viola modelo clássico construída em jacarandá e cedro pelo luthier Lúcio Jacob de Viçosa [MG] em 2020”, informou Makely.

A viola dinâmica tem cinco pares de cordas, a estrutura do corpo é semelhante à de um violão, mas ela possui um ressonador metálico, que projeta o som por meio de pequenas bocas dispostas no tampo. Foi muito utilizada pelos repentistas e cantadores em feiras populares em todo o Nordeste brasileiro. “A que uso é um modelo de sete bocas, fabricada pela Del Vecchio, em 1975”, explicou o músico. “A craviola foi desenhada pelo violonista e compositor campineiro Paulinho Nogueira. Ele queria aliar a sonoridade do cravo e da viola de dez. Ela foi patenteada pela Giannini, que começou a produzi-las em 1970. O músico Jimmy Page toca uma dessas no disco III do Led Zeppelin. A que tenho é um modelo Giannini de 1974”, prosseguiu o autor de Rio Aberto.

Nesse trabalho Makely Ka presta tributo a expoentes como Manoel de Oliveira, Renato Andrade, Tavinho Moura, Almir Sater, Heraldo do Monte, Paulo Freire e Ivan Vilela, que considera suas principais referências no universo da viola. A regravação de Encontro das Águas, de Tavinho Moura, que Makely conheceu apresentado por Almir Sater, ganha aqui um sentido ampliado, tornando-se a confluência de todas essas águas num grande rio aberto a todas as influências. Num momento em que estamos na iminência de uma nova crise hídrica, com os aquíferos e mananciais ameaçados por mineradoras e empreendimentos imobiliários, o trabalho ganha também um caráter de alerta e de denúncia pela necessidade de preservação das nossas bacias.

Rio Aberto é o quinto álbum de carreira de Makely, o sétimo se considerar os álbuns em colaboração com outros artistas.

SONS QUE ESCORREM PELOS DEDOS

Ivan Vilela (Foto: Adriano Rosa)

Por Ivan Vilela, professor da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador, compositor e violeiro de Itajubá (MG)

O disco que você tem em mãos é, na realidade, um mapa sonoro-afetivo onde Makely verte impressões obtidas em viagens que empreendeu pelo sertão mineiro e baiano. Ele próprio nos diz: “As músicas levam nomes de rios que eu passei, cursos d’água que costuram elementos da geografia, da história e da literatura brasileira ligando, por exemplo, o sertão de Guimarães Rosa aos sertões de Euclides da Cunha (Vaza-Barris) além da tragédia dos rios devastados pela mineração (Doce e Paraopeba).”

Makely é mais um grande músico brasileiro que se encantou com a sonoridade da viola e viu nela um canal para exprimir a maneira como vê e sente o mundo. Seu toque é vigoroso e denso. As filigranas que afloram de seus dedos impõem às suas composições – todas vertidas em águas nos nomes dos rios – paisagens que nos fazem conhecer de perto cada um desses locais, mesmo sem lá termos ido. Makely compõe com a propriedade de quem já andou muito no caminho da música. A viola de Makely sugere caminhos que nos trazem a ideia de loopings dada a reafirmação das ideias musicais que, diga-se de passagem, nada têm de repetitivas. Evocam mais a ideia do espelho d’água do rio que na sua serenidade guarda um “sem fim” de movimentos dentro de seu leito. Qual fazemos com a visão quando queremos ver mais de perto, o ouvinte desavisado precisará focar sua audição para perceber que por detrás de uma prosódia quase constante descortina-se um universo de toques, ideias rítmico-melódicas amparadas por caminhos harmônicos novos. Estes diluídos no fraseado das melodias que evocam as sonoridades das violas do norte mineiro já desfiadas por Zé Coco do Riachão, Minervino da Viola, Manelim, Renato Andrade e Tavinho Moura. Nesse disco líquido, um Rio Aberto, Makely nos deixa claro que o músico criador, adiante de qualquer juízo que se possa ser feito sobre ele, está além como um observador do mundo que o cerca, da natureza da terra e de todas as contradições que possam aflorar na relação do homem com o espaço que o circunda. Mais uma grande aula sobre cultura brasileira em seus vários aspectos vertida em sons que além de nos embalarem, nos trazem a consciência de que nada conseguiremos ser sem a estrutura do mundo que nos ampara e envolve.

SOBRE MAKELY KA

Natural de Valença do Piauí, município que fica a 216 quilômetros de Teresina, a capital do Piauí, Makely Ka é hoje um dos mais requisitados compositores de sua geração e pode ser ouvido na voz de Lô Borges, Samuel Rosa, Titane, Ná Ozzetti e José Miguel Wisnik. entre dezenas de outros intérpretes. Lançou o disco coletivo A Outra Cidade, em 2003, e Danaide, em 2006 com a cantora Maísa Moura. O primeiro trabalho solo veio em 2008 com Autófago, considerado pela crítica um dos melhores discos de “roque brasileiro”. Em 2014 compôs, ao lado de Rafael Martini, a peça sinfônica em cinco movimentos Suíte Onírica, gravada com a Orquestra Sinfônica da Venezuela, o Coral do Teatro Teresa Carreño e sexteto sob regência do maestro português Osvaldo Ferreira. 

Em 2015, lançou o álbum Cavalo Motor, resultado de uma longa viagem realizada pela região Noroeste de Minas Gerais, na divisa entre Bahia e Goiás, o primeiro da trilogia que prossegue com este Rio Aberto e terá ainda Triste Entrópico; Cavalo Motor tem participação de Arto Lindsay, Susana Salles, Décio Ramos (grupo Uakti) e O Grivo, entre outros, e foi transformado também em DVD. O trabalho foi considerado um dos melhores lançamentos do ano e recebeu vários prêmios, entre eles o Grão da Música de melhor álbum de Música Brasileira. Em 2018, emplacou o prêmio Simparc de Artes Cênicas de melhor trilha sonora original para o espetáculo de dança Espelho da Lua, da Companha Mário Nascimento.

Letrista inspirado e versátil, Makely acumula parcerias com diversos compositores em todo o país, com destaque para o álbum Dínamo, inteiramente composto com Lô Borges e lançado em 2020. Como intérprete de suas próprias canções destaca-se pela sua voz grave e rascante e pelo violão vigoroso tocado de forma muito peculiar. O humor, a ironia e o sarcasmo estão sempre presentes nas apresentações ao vivo, que podem ser em formato solo ou com banda. Já tocou em alguns dos principais palcos do Brasil e excursionou por Portugal, Espanha, Dinamarca, Lituânia, Turquia, Grécia e México.

Grande interlocutor da cena musical em Minas Gerais, Makely organizou mostras e festivais, participou de curadorias, produziu discos de outros artistas, fez direção artística de shows, criou trilhas para cinema, dança e teatro, realizou documentários, compôs textos para peças sinfônicas e camerísticas, participou de conselhos estaduais e federais de cultura, fundou cooperativas e fóruns de música e escreveu diversos textos sobre política cultural, música, literatura e cinema que foram publicados em jornais, revistas e sites. Também publicou três livros de poemas e atuou como editor de revistas de poesia. No momento, prepara o lançamento do livro Música Orgânica e está compondo a trilha sonora do balé Rios Voadores, da coreógrafa Rosa Antuña.

COMPRE DIRETAMENTE DO PRODUTOR!

Makely Ka publicou a seguinte nota em uma de suas mídias sociais:

“Chegaram as caixas com o álbum Rio Aberto. Pessoal sempre me pergunta porque eu ainda faço discos físicos na era das plataformas e eu vou responder mais uma vez. Em primeiro lugar é preciso entender que a música disponibilizada nas plataformas de streaming em geral têm a qualidade muito pior do que aquela que ouvimos nos CDs. Ela é compactada para reduzir o tamanho do arquivo e suas frequências são cortadas. O que ouvimos nos plataformas geralmente é uma versão muito piorada da música original.

Em segundo vem a questão da remuneração. As plataformas são ótimas para divulgar nossa música mas péssimas pra remunerar pela execução das mesmas. O valor pago pela execução das músicas no Spotify por exemplo é tão irrisório que mesmo músicas com milhões de visualizações recolhem míseros reais para seus autores. Além disso as plataformas não pagam os direitos conexos, que são os direitos dos músicos e intérpretes que tocam nas faixas.

Depois vem a falta de informações técnicas, importante para músicos, técnicos e produtores, pois é o trabalho deles. Nas plataformas em geral você não tem como saber quem tocou na faixa, na maioria das vezes nem o nome do autor é disponibilizado nos créditos.

Isso sem contar a questão da arte dos encartes, que se reduz a uma mera capinha de tamanho reduzido e em baixa resolução. A arte da Gisele Moura para esse disco está belíssima por sinal.

Outro problema é o catálogo reduzido, superficial e desorganizado oferecido pelas plataformas. Falta critério, falta vontade e falta interesse para preencher as imensas lacunas discográficas.

Ainda tem a questão das plataformas serem empresas privadas, estrangeiras e muitas não possuírem sequer um escritório de representação no país. Você coloca seu disco lá e não tem mais controle. Se um dia eles fecharem, acabarem com a plataforma, resolverem por um motivo qualquer tirar suas músicas do ar, onde vamos encontrar o disco do artista que queremos ouvir?

Por fim tem a questão dos equipamentos. Já pensou por que os computadores e os carros não vem mais com tocadores de CD? Porque não há demanda. E por que não já demanda? É claramente uma imposição da indústria. Se as pessoas começam a usar um determinado equipamento a indústria produz. Isso aconteceu com o vinil por exemplo, que reativou a produção de vitrolas.

Tudo isso para dizer que habemus CD e quem quiser pode encomendar por aqui, pelo meu site, pelo site da Kuarup ou procurar nas melhores lojas do ramo. Para comprar basta fazer um PIX no valor de R$ 30,00 para esse número de CPF (028526366-89) e enviar o comprovante para (31 988639531) informando o endereço que enviamos o álbum pelo correio para qualquer lugar do Brasil com um brinde surpresa.

SOBRE A KUARUP

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros.

Kuarup Música, Rádio e TV/www.kuarup.com.brTelefones: (11) 2389-8920 e (11) 99136-0577 Rodolfo Zanke rodolfo@kuarup.com.br

Leia entrevista de Makely Ka  concedida ao jornalista Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, da Revista Ritmo Melodia, ao clicar no linque abaixo:

https://www.ritmomelodia.mus.br/entrevistas/makely-ka/

1473- Cardo Peixoto (RS) lança álbum apenas com músicas, inéditas, feitas em parceria com mineiros

#MPB #CircuitoDandôDércioMarquesdeMúsica #Pelotas #CaxiasdoSul #RS #MG #CulturaPopular

Na esteira do epê Precisão, Minas+Eu já está nas plataformas digitais, após ser gravado em quatro meses no estúdio caseiro do cantor e compositor, em Caxias do Sul

As plataformas digitais disponibilizaram a partir da terça-feira, 16, Minas+ Eu, quinto álbum de Cardo Peixoto, cantor e compositor nascido em Pelotas e residente há mais de uma década em Caxias do Sul, ambas as cidades localizadas em Rio Grande do Sul. O disco faz alusão à influência da música das Alterosas na obra do gaúcho, que pinçou de seu repertório dez canções compostas sobre os versos de poetas/letristas de Minas Gerais, todas até então inéditas. Os homenageados são os parceiros de estrada Alexandre Heilbuth (Uberlândia), Beatriz Farias (Machacalis), Beto Lages (Belo Horizonte), Edeilton Santos (Belo Horizonte), Guerá Fernandes (Durandé), Marília Abduani (Piedade de Ponte Nova) e Paulo Nunes (Patos de Minas), este atualmente estabelecido na cidade de São Paulo (SP) onde coordena o Instituto Juca de Cultura (IJC).

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1453 – Jean Garfunkel (SP) homenageia aniversário de Vinicius de Moraes com nova edição do Canto Livro

#MPB #LiteraturaBrasileira #CulturaPopular #ViniciusdeMoraes

O compositor e poeta paulistano Jean Garfunkel fará neste sábado, 16 de outubro, uma apresentação ao vivo a partir das 19 horas no canal de Youtube do projeto Canto Livro. Com cinco discos lançados e músicas gravadas por vozes importantes da MPB como Elis Regina e Zizi Possi, Jean Garfunkel aderiu às “lives” e tem feito apresentações virtuais, formato tão disseminado durante a pandemia da Covid-19. Em cada uma, sem que alguém precise sair de casa, ele nos acalenta com boa prosa, poesia e música. Nesta apresentação, Garfunkel aproveitará para homenagear o aniversariante do mês, Vinícius de Moraes. Farão parte do roteiro crônicas rimadas (gênero presente em seu último livro, Poemania Crônica), poemas e canções de sua autoria que dialogam com a obra de nosso Poetinha- que estará presente com poemas declamados pelo cantor.

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1414 – Ouça SerTão Andante, quarto disco de Aldy Carvalho (PE), e viaje ao NE com xote, baião, coco, xaxado, galope e martelo

#MúsicaBrasileira #MúsicadoNordeste #CulturaPopular #PetrolinaPE #Petrolina #Xote # #Baião #Coco #Xaxado #Galope #Martelo #Balada #Cordel #LiteraturadeCordel

Álbum de 2018 traz 12 faixas, entre as quais duas instrumentais, e é o quarto da trajetória do cantador, compositor e cordelista que aprendeu ainda na infância a valorizar as raízes artísticas da família pernambucana

A música de Aldy é diferente do chamado forró — quase sempre vulgar e barulhento demais. Seu canto é sereno, sua voz é limpa, bonita, melodiosa, agradável”.

Dirceu Soares, Jornal da Tarde

selo papo retoO álbum SerTão Andante, do cantador, compositor, escritor e poeta Aldy Carvalho, foi o escolhido para abrirmos neste dia 17 já do mês de julho as tradicionais audições dos sábados pela manhã aqui no Solar do Barulho, redação do Barulho d’água Música, em São Roque, cidade do Interior paulista. SerTão Andante é de 2018 e traz 12 faixas nas quais o pernambucano de Petrolina mapeia o universo afetivo e a natureza que traduzem as belezas de um sertão real e imensurável, universo onde nasceu e do qual, mesmo vivendo desde os anos 1980 na cidade de São Paulo, não se distanciou, pois jamais deixou o frenético ritmo e os hábitos cosmopolitas matarem suas raízes nordestinas. A sensibilidade e a resiliência de Aldy Carvalho vêm da infância, período no qual começou a se maravilhar com as cantorias e a poética cordelista, ensinadas pelo saudoso pai, João Joaquim de Carvalho.

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1406 – Rainer Miranda de Brito (SP/PI) lança quarto álbum da série Áspero, concebida para a viola em realejo

#ViolaInstrumental #ViolaNordestina #ViolaBrasileira #ViolaDeDezCordas #CulturaPopular #Univasf #Piauí

As seis faixas de A comitiva de notícias e outras histórias foram gravadas artesanalmente e em fita cassete, com encarte feito à mão, e em breve estarão nas plataformas digitais

Rainer Miranda de Brito, violeiro e antropólogo radicado em São Raimundo Nonato (PI)

Compositor do Interior paulista, nascido em Votorantim, cidade da região de Sorocaba situada a cerca de 110 quilômetros da capital São Paulo, Rainer Miranda de Brito, atualmente residente em São Raimundo Nonato (PI) é violeiro autodidata e antropólogo. Conforme declarou recentemente em entrevista ao jornalista Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, da Revista Ritmo Melodia, Rainer desenvolve no estado nordestino como docente da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), situado no campus Serra da Capivara, um projeto de extensão para ensino e fomento da viola de dez cordas no semiárido piauiense, o VÁRIA Artes e violas na Caatinga. Em um perfeito casamento entre os ofícios de professor universitário e de músico, como um dos métodos e estratégias para resgate e afirmação de uma das possíveis afinações para a viola de dez cordas, a realejo, há sete anos ele vem lançando álbuns da série batizada Áspero, que define como “melodias estranhas para estórias de povos de lugar algum” ou “uma empreitada de narrativas instrumentais de uma viola de dez cordas”.

A série começou em fevereiro de 2014, com Queda & Regresso, prosseguiu com Duas Derradeiras, de maio de 2017, e a Casa de Héstia, de março do ano passado. Neste mês, a obra que Rainer espera completar com seis volumes ganhou o quarto: A comitiva de notícias e outras estórias, cujo repertório narra “estórias sobre a chegada de notícias em um pequeno povoado, uma carta de lembranças entre irmãos e boatos sobre a menina que seguindo um assovio na caatinga deixou de ser gente para ser um pé de espinheira”. Todas as músicas dos quatro títulos já disponíveis de Áspero podem ser ouvidas e baixadas a partir do portal que o autor desenvolveu para dar suporte ao projeto — gratuitamente, inclusive –, mas para o álbum mais recente a novidade é que A comitiva… também foi gravado e produzido em fita cassete!

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1303 – Produtora cultural paulistana promove apresentações virtuais para comemorar 90 anos de Sivuca (PB)

Autor de composições e trabalhos que incluem, dentre outros ritmos, choros, frevos, forrós, jazz, baião, música clássica e até blues, ele ganhará homenagens das mais especiais pelo aniversário durante uma semana inteira, a partir da terça-feira, 19, ancoradas por Thadeu Romano e Marcelo Caldi

#luluculturalinfluencer #redecolaborativalulu #luciapro

#FiqueemCasa

#ForaBolsonaro

Um dos mais queridos multi-instrumentista, maestro, arranjador, compositor, orquestrador e cantor brasileiro, o paraibano Sivuca passou ao Mundo Maior em dezembro de 2006, mas ao lado de outros “bambas” como Luiz Gonzaga e Dominguinhos continua presente no nosso dia a dia, influenciando novos artistas e reverenciado em todos os setores da cultura popular. Natural de Itabaiana (PB), Sivuca era Severino Dias de Oliveira, nascido em 26 de maio de 1930, data que dentro de alguns dias completará 90 anos. Autor de composições e trabalhos que incluem, dentre outros ritmos, choros, frevos, forrós, jazz, baião, música clássica e até blues, ele ganhará homenagens das mais especiais pelo aniversário durante uma semana inteira, a partir da terça-feira, 19, promovidas pela paulistana Rede Colaborativa LuLu. Com rodas de conversas, debates, vídeos, indicações de música e apresentações ao vivo (lives), o projeto terá como âncoras os acordeonistas, pianistas, compositores e arranjadores Thadeu Romano e Marcelo Caldi, que são artistas que têm muita intimidade e interpretam com propriedade o repertório do mestre.

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1300 – Fique em casa com boas músicas ouvindo playlists e lançamentos da gravadora Kuarup

Selo disponibiliza seleções de sucessos de cantores e compositores de seu catálogo e anuncia novos discos de Tuia Lencioni e das irmãs Célia e Celma

#Fiqueemcasa #ForaBolsonaro

Em tempos de pandemia por conta da propagação do novo coronavírus (Covid-19), ouvir boas músicas pode nos ajudar a cumprir a quarentena com mais tranquilidade e aliviar, ao menos, parte dos pesares que possam abalar o espírito. A Kuarup, que recentemente disponibilizou nas plataformas de streaming duas listas com sucessos de artistas que gravaram álbuns pelo selo (As Mais Tocadas e Renato Teixeira e Convidados), mesmo impedida de promover novos lançamentos com a presença de público, realizando, por exemplo, os seus já tradicionais pocket-shows em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, segue anunciando a chegada de novos álbuns às lojas e às plataformas, aumentando a oferta que em seu catálogo já é uma das mais ricas e ecléticas do mercado fonográfico. Dentre estes mais recentes discos, a Kuarup destaca Tuia, Versões de Vitrola 1, com Tuia Lencioni, e 50 anos Duas Vidas Pela Arte Ao Vivo, das irmãs Célia e Celma.

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