1237- Dez Cordas, disco raro de Ivan Vilela, chega às plataformas digitais

Já está esgotado no formato físico, álbum lançado em 2007 pelo mineiro de Itajubá que é uma das referências da viola no Brasil inova na maneira de tocar o instrumento e reúne no repertório Mário de Andrade, The Beatles, Chico Buarque e Pereira da Viola, entre outros

Dez Cordas, um dos álbuns da discografia do compositor, pesquisador e professor mineiro Ivan Vilela, de 2007, passou a estar disponível nas plataformas digitais a partir da sexta-feira, 27 de setembro. Com 14 faixas instrumentais, ao longo de sua trajetória Dez Cordas atravessou o Brasil pelas mãos de seus ouvintes, de outros violeiros e músicos, mas 12 anos se passaram e já teve sua tiragem do formato físico esgotada. Por isso, para quem não tinha um exemplar em mãos, recorrer ao streaming, agora, é a solução perfeita para, finalmente, ouvi-lo. O linque que dá acesso e permite salvar a playlist está em http://ffm.to/dezcordas.

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813 – Violeiros Levi Ramiro e Paulo Freire, de volta a São Paulo, tocam e ca(o)ntam no Sesc Belenzinho

Depois de percorrem mais de 130 cidades brasileiras durante a segunda metade de 2015 como uma das atrações do projeto Sonora Brasil, os violeiros e compositores paulistas Levi Ramiro e Paulo Freire voltarão a se encontrar neste domingo, 21, no palco da unidade Belenzinho do Sesc paulistano, agora como protagonistas do projeto Música de Raiz. A partir das 18 horas, os amigos que tiram São Gonçalo do sério e provocam inveja no chavelhudo, ambos nascidos em 1º de abril , apresentarão um panorama dos diversos desdobramentos da música regional brindando o público com modas e temas caipiras derivadas das pesquisas de ambos, com ênfase em composições próprias, mas também releituras de sucessos de duplas do Sudeste. Como normalmente o bom humor destes autênticos compadres tempera os espetáculos que promovem, o público poderá esperar, ainda, pela contação de causos dos mais pitorescos.

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755 – 2º Prêmio Grão de Música é entregue, com quatro atrações no palco, a 15 contemplados na Galeria Olido (SP)

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Socorro Lira (Foto: Daniel Kersys)

Quinze expoentes com trabalhos de qualidade indubitável ligados à produção e à divulgação da música independente receberam na noite de sábado, 5 de dezembro, o 2º Prêmio Grão de Música, iniciativa da cantora, compositora e poetisa Socorro Lira (PB) com apoio de parceiros e de entidades culturais, em cerimônia que transcorreu na Galeria Olido, em São Paulo. Os contemplados representam diversas vertentes musicais e vieram de vários estados do Brasil e até de Portugal para receber o troféu: uma estatueta, em bronze, idealizada por Elifas Andreato, artista plástico consagrado e que prestigiou a festa complementada por apresentações de Thamires Tannous (MS); Luiz Felipe Gama e Ana Luiza (SP); Cláudio Lacerda (SP); e Luanda Cozetti e Norton Daiello (duo do Distrito Federal que reside em Lisboa e forma o Couple Coffee), todos premiados.

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747 – Grupo Moxuara, do Espírito Santo, vem a São Paulo receber estatueta do 2º Prêmio Grão de Música

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O Moxuara protagoniza uma musicalidade que extrapola exigências de mercado e encanta públicos de quaisquer idade ou origem, mostrando uma visão artística que se funde com mensagens alusivas à preservação da vida (Foto: Divulgação)

O grupo capixaba Moxuara estará entre os 15 contemplados que neste sábado, 5, receberão na Galeria Olido, em São Paulo, a estatueta do 2º Prêmio Grão de Música, idealizado pela cantora, compositora e poetisa Socorro Lira (PB). A cerimônia que ainda prevê um show, ambos sem cobrança de ingressos, começará às 19 horas. Ao subirem ao palco os integrantes do Moxuara receberão reconhecimento por um sólido trabalho nascido em 1991 com o propósito de produzir música capaz de transpassar o tempo, as gerações e as fronteiras. Para sustentar este compromisso sem concessões e torná-lo fértil, vem empreendendo esforços permanentes que têm sido mantido ao cantar a história de sua gente com suas tradições, sentimentos, hábitos e valores. O lema permanente desde os primeiros dias de atividades do Grupo Moxuara é a tentativa de prover elos entre a tradição e a modernidade para valorizar, divulgar e popularizar uma música que retrate a alma do povo brasileiro e reproduza todo o encantamento das cidades do interior.

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743 – Anchieta Dali (PE), músico com “sotaque refinado de poética social apurada”, receberá 2º Prêmio Grão de Música

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Anchieta Dali, cantor e compositor pernambucano, é um dos contemplados deste ano entre os artistas que receberão na Galeria Olido, em São Paulo, em 5 de dezembro, a estatueta do 2º Prêmio Grão de Música, iniciativa da cantora e compositora Socorro Lira (PB) com o intuito de promover a valorização da música brasileira de todas as regiões do país e, especialmente, dos artistas que a representam, referendando trajetórias e obras artísticas. Anchieta Dali, de acordo com texto que ele mesmo assina e que poderá ser lido no blogue Quadrada dos Canturis, do qual poderá ser baixada parte de sua discografia, é um cantador nordestino que aborda o ser humano e a natureza num vasto cordel de emoções musicais. “Lírico, rústico, com sotaque refinado de poética social apurada, navega entre suor e chuva aguando leirões de rimas e audácia numa fina sertania forrozeira”, observa.

A obra de Anchieta Dali soma mais de uma centena de músicas, muitas gravadas por vozes como as de Elba Ramalho, Flávio José, Jorge de Altinho, Maciel Melo, Santanna, Alcymar Monteiro, Amelinha, Xangai, Cristina Amaral, Geraldinho Lins, Irah Caldeira, Flávio Leandro, Nádia Maia, Paulinho Leite, Josildo Sá, Bia Marinho, Paulo Matricó, Chico Balla, Carlos Villela, Edigar Mão Branca, entre muitos e importantes nomes do nosso nobre cancioneiro. As composições se enveredam por variedades rítmicas que incluem xote, xaxado e baião, além de tantos outros “fuleios”; o poeta Dali alinha-se ao senso crítico do romance tropical nordestino, mas criou seu próprio estilo: alternando-se pelos gêneros Forró e Cantoria, realiza shows por todo Brasil, dando ênfase à região Nordeste.

Como herança do pai, Mestre Conrado, seresteiro aboiador e de tantos outros vates, Anchieta Dali conta que carrega em sua verve musical “um semblante de doces melodias e originalidade no verso, decantando suas raízes culturais num formato filosófico e charmoso”.  A influência arguida em seu trabalho é a derivação inspiradora de gênios como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Elomar, Xangai, Vital Farias, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, entre outros “iluminados que habitam nosso planeta”.

Além da estatueta do 2º PGM, um belo troféu desenhado pelo artista plástico Elifas Andreato, todos os contemplados participarão da terceira coletânea Grão de Música, cujo álbum também ficará disponibilizado no site do PGM para audição e download gratuitos. As duas primeiras edições em disco saíram em 2009 e 2014, respectivamente. A escolha dos artistas, feita por convite da comissão organizadora, passou por critérios delineados por esta comissão que, embora de caráter subjetivo, buscaram garantir que se cumprissem os objetivos principais desta iniciativa, obedecendo ao regulamento básico disponível no  sítio www.premiograodemusica.com.br .  A lista inclui junto com Anchieta Dali: Gonzaga Leal; Thamires Tannous; Luís Felipe Gama e Ana Luiza; Antônio Madureira; Giovanna Farias; Mariana Baltar; Anchieta Dali; Vates e Violas; Susie Mathias; Couple Coffee; Makely Ka; Escurinho, Moxuara; Cláudio Lacerda e Ninah Jo. Quatro deles protagonizarão o show que complementará a cerimônia, para a qual não será cobrado ingresso. As atrações serão Thamires Tannous; Luís Felipe Gama e Ana Luiza; Cláudio Lacerda; e Couple Coffee.

Baixe do blogue Quadrada dos Canturis os álbuns abaixo de Anchieta Dali (Cativante, de 2000, e Segundos e Eras, de 2015, não está disponível). O músico pernambucano receberá o 2º PGM a partir das 19 horas na Galeria Olido, cujo endereço é Avenida São João, 473 – Centro, São Paulo – SP

[1996] Terras do Amor
[1998] Frugal – Ao Vivo
[2003] Estradar
[2005] Forró na Cor do Chão
[2008] Canturis da Cor do Chão
[2010] Na Dança da Vida

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Levi Ramiro e Paulo Freire e grupo de Arapiraca (SE) abrem série de 480 concertos do Sonora Brasil/15, em Vitória (ES)

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Os violeiros e compositores Levi Ramiro e Paulo Freire, ambos de São Paulo, abriram ontem, 28 de maio, a 18ª edição do projeto Sonora Brasil com um show no Centro Cultural Sesc Glória, em Vitória (ES). O Sonora Brasil, promovido pelo Sesc, é considerado o maior do país em circulação musical e na edição de 2015 terá, até dezembro, 480 concertos em mais de 130 cidades brasileiras. Além de Levi e Paulo Freire,  estreia contou ainda com apresentação do grupo Destaladeiras de Fumo de Arapiraca (AL), com mestre Nelson Rosa, representando o tema Cantos de trabalho.

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Quarteto Pererê e Letícia Torança apresentam “Tocata Armorial” com clássico de Villa Lobos em SP

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Tchelo Nunes, Edson Tadeu, Francisco Andrade, Alessandro Ferreira e Letícia Torança tocaram e cantaram peças do grupo, de Antônio Madureira e Villa-Lobos (Fotos: Marcelino Lima)

Alessandro Ferreira (violão 7 cordas), Edson Tadeu (gaita), Francisco Andrade (viola caipira e violão) e Tchelo Nunes (violino) integram o “Quarteto Pererê”, que se dedica à interpretação da música instrumental brasileira por meio de uma inusitada combinação de timbres e escolhas estéticas que colocam a tradição sertaneja em diálogo com a música de câmara de recorte erudito, resultando numa busca sonora imaginativa e alegórica cuja proposta permite a interação entre música e a poesia popular de múltiplos Brasis. Formado em comemoração aos 80 anos da Semana de Arte Moderna, o grupo paulistano abriu no sábado, 23, a programação do projeto “Um baile das quatro artes”, proposta da Fundação Theatro Municipal de São Paulo e da Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo. Com a participação da cantora Letícia Torança, o Quarteto Pererê apresentou “Tocata Armorial”, por meio do qual vem celebrando a primeira década da marcante trajetória.

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O show ocorreu na Praça das Artes, espaço situado na avenida São João, 281, no Centro paulistano. O repertório reuniu composições dos dois discos do Quarteto Pererê (“Ebulição”, lançado na Holanda, em 2004, e no Brasil, em 2005; e “Balaio”, de 2009), além de músicas do próximo ao qual os quatro integrantes já estão se dedicando. “Saci Armorial”, título do novo trabalho, dialogará com a obra do Quinteto Armorial, um dos expoentes no campo da música que mais representaram o Movimento Armorial, liderado pelo escritor Ariano Suassuna na década dos anos 1970. As faixas evocam múltiplas sonoridades e manifestações populares, num movimento musical antropofágico entre tradição e modernidade, entre o local e o universal.

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Uma das faixas que estará em “Saci Armorial” é “Canto da Yara”, de Alessandro Ferreira. O autor, Edson Tadeu, Francisco Andrade e Tchelo Nunes, ao tocá-la, contaram com o vocal de Letícia Torança. A cantora também dançou ao longo da sua apresentação e ainda se destacou em “Saga de Tropeiro, de Francisco Andrade, e “Baião para quando eu quiser” (Heitor Dantas), durante a qual utilizou um chocalho. Dos dois discos, o “Quarteto Pererê” trouxe entre outras “Istampita Palamento”, primeira música do gênero instrumental, de autoria anônima, surgida na Europa, no século XIII, presente no “Balaio”. Já “Suíte Sacizística”, dos quatro, figura em “Ebulição”. A plateia ouviu ainda “Estrada Mágica” (Tchelo Nunes), “Stravinsky no sertão” (Alessandro Ferreira) e “Maracatu de uma perna só” (Sérgio Leal). Para o encerramento, Revoada”, de Antônio Madureira, do disco “Do galope ao sertão nordestino”, do Quinteto Armorial. O “bis”, com arranjos especiais do grupo, cantada por Letícia, foi a famosa “Trenzinho Caipira”, de Heitor Villa-Lobos.

Legenda para as fotos:

Tchelo Nunes (violino), Alessandro Ferreira (violão), Edson Bastos (gaita), Francisco Andrade (viola caipira e violão), Letícia Toranza e um ouvinte com a filha

Para conhecer o trabalho do Quinteto Armorial e baixar a discografia do grupo acesse:

http://quadradadoscanturis.blogspot.com.br/2014/04/quinteto-armorial-discografia-completa.html

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