670 – Imagens do Brasil Profundo recebe Renata Mattar e Magda Pucci na Biblioteca Mário de Andrade, em Sampa

A Biblioteca Mário de Andrade, situada em São Paulo, acolheu o projeto Imagens do Brasil Profundo, que tem curadoria do professor de Sociologia Jair Marcatti e cujo objetivo é trazer à tona um país mais interior. Quinzenalmente às quartas-feiras, a partir das 20 horas e com entrada franca, Jair Marcatti recebe convidados que tratam a cada nova rodada de aspectos das diversas culturas regionais do Brasil, desvendados em shows, bate-papos musicais, debates e palestras. Nesta quarta-feira, 7 de outubro, o palco do auditório estará reservado a um debate com Renata Mattar e Magda Pucci.

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649 – Cláudio Lacerda no Imagens do Brasil Profundo: a arte de melhorar o que já é ótimo!

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Cláudio Lacerda, cantor e compositor paulistano, acompanhado por Daniel Franciscão (viola caipira) e Leonardo Padovani (violino), protagonizou na noite de quarta-feira, 16, mais um dos seus memoráveis shows, durante o qual cantou na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, sucessos da carreira que já soma três álbuns gravados, um prestes a ser colocado à disposição dos amigos e fãs (inúmeros, mas ainda poucos para um artista da sua magnitude e capacidade interpretativa e veia composicional!) e vários projetos dedicados à pesquisa, preservação e divulgação das tradições populares que abastecem o inesgotável e rico manancial da  música regional e de raiz nacionais, concebidos e costurados independentemente não sem mergulhar em dedicados estudos.  Cláudio Lacerda atendia ao convite do curador do projeto Imagens do Brasil Profundo, o professor de Sociologia Jair Marcatti, e mais uma vez provou: quando ele sobe ao palco o que já é normalmente ótimo pode ficar ainda melhor!

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633 – João Arruda fala sobre a carreira, cultura popular e canta em nova rodada do Imagens do Brasil Profundo (SP)

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O compositor, pesquisador e multi-instrumentista João Arruda, de Campinas (SP), animou mais uma rodada do projeto Imagens do Brasil Profundo, realizado a cada quinze dias, sempre às quartas-feiras, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Abrindo a programação de setembro, João Arruda conversou com o curador Jair Marcatti sobre temas e ritmos relacionados à cultura brasileira e que influenciam sua carreira que, neste ano, completa 10 anos. O bate-papo transcorreu entremeado por músicas dos álbuns Celebra Sonhos e Venta Moinho, além de um terceiro, ao vivo, com músicas do show Entre Violas e Cordas (que está gravando), e as canções Minha História (João do Vale/MA) e Tapera (Vitor Ramil/RS). Para acompanhá-lo, Arruda chamou ao palco o violinista Antônio Galba e a cantora Katya Teixeira.

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628 – João Arruda (SP) fala sobre cultura popular e canta sucessos da carreira em nova rodada do projeto Imagens do Brasil Profundo

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O cantor e compositor João Arruda (Campinas/SP), que também é pesquisador e se define como sonhador inquieto, será a atração desta quarta-feira, 2 de setembro, do Imagens do Brasil Profundo, a partir das 20 horas, na Biblioteca Mário de Andrade, situada em São Paulo. A entrada é franca.

João Arruda é um artista múltiplo que se caracteriza pela irreverência e pela alegria. Ainda bem jovem, está completando em 2015 dez anos de carreira conhecida e apreciada inclusive fora do país, marca que vem comemorando apresentando o repertório do novo álbum que lançará em breve, Entre Violas e Couros. O disco será o terceiro da discografia autoral que inclui, ainda, Celebra Sonhos e Venta Moinho.

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Rubinho do Vale é atração de mais uma rodada do Canto & Viola, em Beagá (MG)

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O projeto Canto & Viola terá mais uma rodada nesta quarta-feira, 24, quando a atração será o menestrel Rubinho do Vale, nascido em Rubim, cidade situada no Vale do Jequitinhonha (MG).  O menestrel que é mais conhecido por cantar seus sucessos ao violão, nesta apresentação marcada para começar às 19h30 tocará acompanhado por Maria das Dores, nome que escolheu para batizar sua viola caipira. O repertório terá músicas autorais e canções que marcaram a vida de Rubinho do Vale desde a infância, presentes na discografia de quase 30 álbuns que inclui discos para o público infantil, produzidos ao longo de 35 anos de carreira. O mais recente, Estrada,  tem a participação do filho, Davi Botelho, do violeiro Ivan Vilela, do cantor, compositor e bailarino pernambucano Antônio Nóbrega e da cantora Fernanda Takai.

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Quinteto Armorial e Ariano Suassuna: somos todos filhos da mesma raiz, banhados no mesmo grande rio

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A obra de Ariano Suassuna é essencialmente centrada na busca da valorização da cultura brasileira, notadamente a popular, mas traz elementos de outros povos e períodos que a universaliza
Amigos e seguidores: o Barulho d’Água Música baixou no armário de CDs e tirou para ouvir os quatro do Quinteto Armorial, grupo que em meados da década de 1970 incorporou-se ao e o Movimento Armorial, idealizado pelo genial Ariano Suassuna, que hoje Deus resolveu recolher ao andar de cima, um ano após a passagem de Dominguinhos e na mesma semana das porretadas que levamos com as partidas do João Ubaldo e do Rubem Braga.

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Capa do disco “Do romance ao galope nordestino”, do Quinteto Armorial, gravado em 1974 pela Marcus Pereira

Em um destes brilhantes trabalhos, “Do Romance ao Galope Nordestino”, há uma apresentação do grupo que se desmanchou na década dos anos 1980 e no qual despontara o brincante Antônio Nóbrega, feita pelo próprio Suassuna. O escritor e idealizador paraibano aproveitou o recado na contracapa do “bolachão” mais tarde remasterizado para elencar os propósitos do Movimento Armorial, que à época da gravação do disco (1974)  já estava presente na cerâmica, na tapeçaria, no teatro, na escultura, no romance, na poesia (incluindo a literatura de cordel), e na música, aproximando-se do cinema e da arquitetura, com elementos que davam suportes e valorizavam a cultura dos povos do sertão e das regiões jamais alcançadas pelos divulgadores e formadores de opinião.

As músicas do Quinteto Armorial são obras primas de rica execução melódica que a gravadora Marcus Pereira registrou. Elas são executadas por meio de pífanos, marimbas, violas (incluindo a nordestina e a sertaneja), instrumentos de percussão, gaitas, foles, rabecas, clarinete, trompetes, violinos, ganzás, matracas, caixas e uma porção de outros instrumentos, alguns rudimentares de fabricação anônima, os quais nos levam a um passeio que revisita a Idade Média. De lá,  a viagem vai nos trazendo agradavelmente aos dias atuais em composições trovadorescas, romanescas, provençais, ibéricas, com forte presença, ainda, de ritmos e sons do Cancioneiro Nordestino. Quer dizer: tudo entrelaçado e devidamente harmonizado, comprovando que o berço da nossa cultura popular é o mesmo da de outros povos, que há um universo para o qual tudo converge e no qual todos somos filhos de um mesmo embrião.
Há nesta fusão, portanto, uma evidente e clara cosmogonia, mesmo que através dos tempos cada povo, tribo ou nação tenha incorporado aos seus valores novos critérios de ver e de se relacionar, marcar sua presença no mundo e por meio dela transmitir seus legados. A arte e a cultura, por este ponto de vista, se universalizam, nos atam à mesma fonte, quer sejamos barrocos, pretos, brancos, índios, mouros, caipiras; ainda que prevaleça um tipo brasileiro entre tantos, ele traz em seu DNA está gênese.
Ariano Suassuna esta imerso neste caldo e, portanto, pelo alcance de sua obra ao mesmo tempo realista e visionária, tende a ser atemporal; se o homem desencarnou, o legado dos que como ele abrigavam espíritos evoluídos se pereniza, e, assim seu ciclo jamais se esgota, o próprio ser renasce e fica. É preciso um parênteses para observar que os tempos são outros, a velocidade de transmissão de ideias e de cânones diante da tecnologia que dispomos para a comunicação de massas tende a esvaziar e a pulverizar o que não servir às ideologias do consumo, da produção e da própria sobrevivência dos estados e seus estamentos. Mas o que tem raízes profundas, ainda que se modifique ou se adapte, jamais perde o conteúdo ou se contamina, segue incólume e sem cair na secularização; desperta novos seguidores mundo afora, novos marques, nóbregas, teixeiras, arrudas, ramiros, trancosos, ferreiras e assim o grande rio jamais seca. 

N.R.: Os discos do Quinteto Armorial são além do já citado “Do Galope ao Romance Nordestino” “Aralume”, “Sete Flechas” e “Quinteto Armorial”. O grupo era formado por Antônio José Madureira, Egildo Vieira do Nascimento, Antônio Nóbrega, Fernando Torres Barbosa e Edison Eulálio Cabral.