661 – Paulo Netho recebe com Salatiel Silva amigos e artistas para rodas de poesias e música em Osasco (SP)

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Poesia e boa música em Osasco e para quem mora na cidade e na região situada a menos de 20 quilômetros de São Paulo, lindeiras às Rodovias Castello Branco, Raposo Tavares e Rodoanel Mário Covas agora têm dia e endereço. Todas às quartas-feiras, a partir das 20h15, o poeta, cantor, compositor e recitador Paulo Netho receberá amigos e artistas no restaurante Sr. Glutton, onde em 23 de setembro estreou acompanhado por Salatiel Silva (violão) e participação especial de Marcelo Manfra (sax e flauta) Poesia Futebol Clube — projeto no qual declama poemas e canta músicas de sua autoria e de Salatiel que fazem parte do repertório de Balaio de Doi2, de outros espetáculos da animada dupla, bem como de autores e escritores diversos, entre os quais Arnaldo Baptista, Arnaldo Antunes, Evandro Camperon, Rafael Altério, Bilo Mariano, Carlos Drummond de Andrade, Manoel de Barros, Manuel Bandeira e Paulo Leminski. 

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611 – Poeta da periferia fazendo o que gosta sem precisar de negócios há 40 anos, Edvaldo Santana (SP) hoje comemora aniversário

edvaldo santana

O Barulho d’água Música congratula-se hoje, 17 de agosto, com Edvaldo Santana, cantor e compositor paulistano nascido em São Miguel Paulista e que os amigos e admiradores do blogue já conhecem e admiram por ser um dos mais destacados bardos da periferia. Em 40 anos de carreira, Edvaldo Santana construiu uma trajetória ímpar sem jamais fazer concessões, apoiadas em composições individuais e parcerias com amigos rotulados como “malditos” tais quais Paulo Leminski, Itamar AssumpçãoSérgio Sampaio, Arnaldo Antunes, Ademir Assumpção entre outros, sempre preservando a pegada independente, peculiar e engajada.

Poesia e contestação são marcas presentes nos blues, reggaes, salsas, rock e jazz que Edvaldo Santana mescla com sambas, xotes, choros, e baiões, criando uma identidade estética única dentro do caldeirão sonoro do país. Seus balaços costumam ter as bênçãos de Tupã e de Tupi e o mais recente, certeiro mais uma vez, atingiu a mesmice na testa, deve ter doído como picada de mil abelhas na cafonalha: Jataí é das boas com mel, retrato sem retoques de moradores, personagens e costumes das quebradas de Sampa e do país afora, onde sobram tragédias, a imprensa só baixa quando rola matança, autoridades para pedir voto, mas que tem, em sua maioria, conterrâneos sangue,  manos que combatem as angústias e as barras ralando e se divertindo como e quando podem, com o maior respeito e solidariedade pelo e ao  próximo, equilibrando a vida com um churrasco ou uma boa pelada dominical, por exemplo.

 

 

O “Lobo Solitário”, em frases inspiradas em letras dele é baião com piqui, chamamé com sanfona, pandeiro do Salim e tambor de crioula. Não é pop star, mas tanto Raimundo. como Jackson e Johnson, adoram. Embora não semeie desencantos, sabe que não é santo e alguns podem até considerá-lo vira-lata, mas indiscutivelmente é mandarim que tem a cara do Brasil, cultiva amizades sem precisar de negócios e costuma estar sempre em boa companhia quando sobe aos palcos ao lado dos inseparáveis Luiz Waack (violão), Reinaldo Chulapa (baixo acústico), Ricardo Garcia (percussão), entre outros. Ouvir Edvaldo Santana, enfim, é gole de cachaça com caju, liga mais que muito fio!

Feliz aniversário, Edvaldo Santana!

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Xote da periferia paulistana e blues do Piauí: Edvaldo Santana, lobo solitário que tem tupã e tem tupi, é atração com Badi Assad do Sr. Brasil

O piauilistano Edvaldo Santana,  parceiro de Leminski, Assumpção e Assunção canta rock, blues, baião, samba, xote, e está completando quatro décadas de carreira atualmente divulgando Jataí, do qual levou para o palco do Sr. Brasil a faixa A poda da rosa (Foto: Pierre Yves Refallo)

A partir das 10 horas deste domingo, 7, com toda a alegria e irreverência que o caracteriza, o cantor e compositor Edvaldo Santana (São Paulo/SP) estará sentado no famoso banco do programa Sr. Brasil, que irá ao ar pela TV Cultura a partir das 10 horas. Natural do bairro de São Miguel Paulista e piauiense de alma, Edvaldo Santana recebeu mais este convite de Rolando Boldrin no momento em que celebra quatro décadas de estrada, tempo em que constrói uma trajetória ímpar na qual além de composições individuais selou parcerias com Paulo Leminski, Itamar Assumpção, Sérgio Sampaio, Arnaldo Antunes, entre outros, sempre preservando a pegada independente, peculiar e engajada.

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Slam da Guilhermina (SP) terá show de Edvaldo Santana após recital e batalha poética

 

Atenção rapaziada que curte andar por ai sorrindo adoidado: o cantor e compositor Edvaldo Santana é o convidado do Slam da Guilhermina, evento que começará a partir das 20 horas desta sexta-feira, 27, na praça anexa à estação da linha 3 Vermelha do Metrô Guilhermina-Esperança, na zona Leste de São Paulo.

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Edvaldo Santana é convocado para a reabertura do Teatro Flávio Império (SP)

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Edvaldo Santana extrai das cordas de seu peculiar violão, acompanhado por afinada banda, samba misturado com blues, funk com passo de baião, rock com sotaque de choro. Em quarenta anos de carreira consolidou uma trajetória independente e de contestação, formando parcerias com “malditos” como Leminski, Sérgio Sampaio e Itamar Assumpção

O cantor e compositor Edvaldo Santana fará o show de reabertura do Teatro Flávio Império, da Prefeitura de São Paulo e situado no bairro da zona Leste Cangaíba, nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, a partir das 20 horas. Nascido e criado em São Miguel Paulista, Edvaldo Santana está  celebrando quatro décadas de estrada e nesta trajetória selou parcerias como Paulo Leminkski, Itamar Assumpção, Sergio Sampaio, Arnaldo Antunes, entre outros, sempre preservando a pegada independente, peculiar e engajada. Em suas músicas moradores, personagens e costumes das periferias de Sampa e do país afora são fielmente retratados e há elementos da música negra encontrados em blues, reggae, salsa, rock e jazz mesclados com ritmos como samba, xote, choro e baião, criando uma nova identidade estética dentro do caldeirão sonoro do planeta. Já publicamos aqui e vamos repetir: dá livro, dá filme no cinema, da tese de doutorado, Prêmio Sharp e por ai vai…

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Recitadores Urbanos estreiam show em que mesclam músicas e poesias próprias com textos dos Arnaldos Baptista e Antunes, Drummond e Quintana

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Walter Bini, Paulo Netho, Salatiel Silva e Vinícius Bini: poesia e música na veia, com efeitos colaterais imediatos, mesclando textos próprios do Drops com Arnaldos, Manoeis, Marios, Fernandos, Drummonds e Antônios: golaço em flamenco, baião, rock, blues, forró e outros ritmos (Fotos Marcelino Lima)

O Barulho d’água Música acompanhou na noite de sexta-feira, 23, a primeira apresentação, o show de estreia dos Recitadores Urbanos, quarteto que também está iniciando sua trajetória adotando o nome de Drops. Paulo Netho (voz e declamações), poeta e cronista, Salatiel Silva (violão), músico e compositor, Walter Bini (guitarra) e Vinícius Bini (baixo) integram o excelente grupo que esteve no Sesc do Campo Limpo, bairro da zona Sul paulistana, e vão repetir a dose neste mesmo palco no dia 30, a partir das 19 horas, com entrada franca.

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Canções próprias e poemas de Maiakovski e Pessoa estão no repertório do Recitadores Urbanos para público do Sesc Campo Limpo (SP)

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Vinícius Bini (teclando o laptop), Paulo Netho (de verde), Walter Bini e Salatiel Silva ensaiam para as apresentações do Drops; afinando o contrabaixo do tio, o garoto João Pedro (Foto: Simone Bini)

O poeta Paulo Netho e o cantor e compositor Salatiel Silva quem lê e acompanha o Barulho d’água Música já conhece bem.  Paulo e Sala têm sido mencionados no blog como integrantes do projeto infantil Balaio de Doi2, no qual sempre contam com o auxílio luxuoso de Ricardo Kabelo.

Logo, falar ou escrever sobre estes dois, de saída, sugere boas gargalhadas como efeito colateral inevitável dos shows que promovem para a molecada, mas que também faz muito marmanjo rachar o bico até doer a barriga ou liberar o conteúdo da bexiga. De volta aos palcos após o recesso do final de ano, a dupla vai retomar a estrada em 2015 com mais duas apresentações no Sesc Campo Limpo, mas programadas para o público adulto.

Nos dias 23 e 30 de janeiro, ao lado dos irmãos Walter e Vinícius Bini (que, entre outros projetos, são parceiros de estrada do violeiro Wilson Teixeira , de Avaré/São Paulo), Paulo Netho e Salatiel vão estrear Drops, formando o Recitadores Urbanos. Em ambas as datas, a partir das 19 horas.

Drops é um espetáculo de poesia e música na veia e é destinado ao público adulto, informa o grupo em seu press-release. Nestes dois shows de sessenta minutos de duração cada, o público é convidado a embarcar na nau da poesia e da música que conversa com a vida cotidiana. Música e poesia, prossegue o tetxo, ajudam a desanuviar o dia, despertar corações adormecidos, provocar arrepios esquecidos engasgados num canto do olhar. “Poesia e música, como bem nos ensinou o poeta Manoel de Barros, pra voar pra fora da asa”.

Portanto, trata-se de um espetáculo no qual  a palavra falada e cantada são as grandes protagonistas. Claro que há humor, pitadas de erotismo, além de muita porrada e afeto, carinho e candura. No repertório, além de poemas e canções próprias, os Recitadores passeiam pela obra de outros poetas e compositores como  Arnaldo Antunes, Arnaldo Baptista, Fernando Pessoa e Maiakovski, entre outros talentos da música e da literatura.

“É uma retomada do trabalho que realizava antes da dedicação às crianças por meio do Balaio de Doi2, voltando às origens dos Poemashows, disse Paulo Netho ao blog. Os Poemashows consistiam em performances pessoais iniciadas em meados dos anos 1980, em alguns casos espontâneas e com muita improvisação. Estas apresentações ajudaram os amigos a se tornarem conhecidos e a conquistarem os primeiros admiradores, inicialmente, na região de Osasco, cidade situada na Região Metropolitana Oeste da Grande São Paulo.
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Paulo Netho e Salatiel Silva durante apresentação do Balaio de Doi2, no bairro paulistano do Jaguaré  (Foto: Marcelino Lima)
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Festa de aniversário de São Miguel Paulista terá Edvaldo Santana

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Edvaldo Santana, nascido em São Miguel Paulista, é a atração de mais uma festa de aniversário do bairro da ZL paulistana (Foto: Marcelino Lima)

O bairro de São Miguel Paulista, que alguns historiadores apontam teria começado a se formar a partir de 1560 na hoje Zona Leste de São Paulo, está em festa por mais um aniversário.

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O truta do Leminski e do índio que ri em câmera lenta

Edvaldo Santana é ZL na veia e traz em suas letras referências da cultura popular com toques que vão do blues ao reggae

Estou tocando sem parar desde março “Jataí“, sétimo CD de Edvaldo Santana, que recebi enviado diretamente por ele, com direito a um autógrafo!

Para quem ainda não o conhece, uma breve, mas suficiente informação: Edvaldo Santana é cantor e compositor da fervente e fervorosa cidade paulistana de São Miguel Paulista, é ZL na veia, na pele, no corpo, na alma. Poeta que ama a lua feito lobo solitário e usa o brilho dela para viajar, afinado com os passarinhos, sabe o tempo e o modo certos de podar rosas e de cultivar bromélias.

Capa da obra prima “Jataí”, o sétimo disco de Edvaldo Santana, com arte de Elifas Andreato

Edvaldo Santana bebe nas fontes de Baudelaire, Sérgio Sampaio e outros “malditos”, e com amigos fecha bares enquanto o papo rola no vapor. Nem santo, muito menos quem não presta, tem muito de blues, de folk, de rock … mas com a malemolência de quem chacoalha em trens do ramal Brás-Calmon Viana manda bem também nos sambas. Com bênçãos dos terreiros, umbanda e candomblé, dos manos, da vó que fazia comida pra toda a família.

Em suas músicas deste “Jataí” Edvaldo Santana alerta que é um “cara estragado pelo medo e pelo susto”, contudo não se enquadra no papel de pop star, não dá colher de chá, nem põe mel no cigarro de revistas mesquinhas; que sabe que cada mídia tem um lado e o que ele (convidado) vai falar, deixando o sujeito acabrunhado. Por isso (se) preserva e preza a independência, as posturas típicas de quem precisa driblar indiferenças e preconceitos, ginga típica de quem desde pivete precisa ralar na periferia mais distante dos centros (inclusive das atenções), mas bota fé no taco e, mesmo com quase todo mundo contra, leva muito em conta o que o próprio coração diz.

Quando tira a viola e o violão do saco, Edvaldo Santana canta pra um mundão que chega até além do Piauí de gente que joga fora o guardanapo e topa comer com a mão. “Quando Deus quer, até o diabo ajuda”, sabe. E assim vai seguindo dando certo um sujeito que acredita na franqueza, na liberdade que o orienta, que chegara ao mundo para dar errado mas conquistou a proteção do índio que ri em câmera lenta, venceu o temor pelos inimigos, mas sem perder a ternura e o tino.

A jornalista Teresa Albuquerque, do Correio Braziliense escreveu sua opinião sobre este guerrilheiro, samurai que aprendeu a costurar as próprias roupas quando as flores eram poucas, que seguiria o próprio destino sem dogmas e sem fé: “Edvaldo Santana é camarada de Tom Zé e Arnaldo Antunes. Assim como foi de Paulo Leminski, Haroldo de Campos e Itamar Assumpção (só para citar seus parceiros mais famosos)”.

O disco “Jataí”, ainda de acordo com Teresa, é o primeiro em que ES assina todas as faixas sozinho. Ai ela pondera e questiona: “achava que as letras chamavam a atenção porque eram escritas pelos parceiros? Que nada. As letras do novo CD (que vem com bela capa do artista Elifas Andreato) são muito boas. E as alquimias, como ele chama as misturas que faz — de blues, reggae, baião, xote, música cubana e o que mais vier à cabeça — continuam lá, assim como a voz rouca, ainda que em tom mais suave”.

Precisa mais? Então que tenha a palavra o próprio:

“Jataí tem uma sonoridade diferente dos outros discos que lancei. É semiacústico, mais baseado no meu violão. E a voz não está tão alta, dei uma suavizada”, comenta. “Continuo compondo com parceiros, claro. Mas, às vezes, as parcerias não batem com o momento que estou vivendo e acabam entrando em outro disco. Desta vez, quis gravar coisas bem minhas. Jataí tem muito do que estou pensando, do que estou sentindo.”

N.R.: Matéria publicada na revista eletrônica Kalang