1300 – Fique em casa com boas músicas ouvindo playlists e lançamentos da gravadora Kuarup

Selo disponibiliza seleções de sucessos de cantores e compositores de seu catálogo e anuncia novos discos de Tuia Lencioni e das irmãs Célia e Celma

#Fiqueemcasa #ForaBolsonaro

Em tempos de pandemia por conta da propagação do novo coronavírus (Covid-19), ouvir boas músicas pode nos ajudar a cumprir a quarentena com mais tranquilidade e aliviar, ao menos, parte dos pesares que possam abalar o espírito. A Kuarup, que recentemente disponibilizou nas plataformas de streaming duas listas com sucessos de artistas que gravaram álbuns pelo selo (As Mais Tocadas e Renato Teixeira e Convidados), mesmo impedida de promover novos lançamentos com a presença de público, realizando, por exemplo, os seus já tradicionais pocket-shows em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, segue anunciando a chegada de novos álbuns às lojas e às plataformas, aumentando a oferta que em seu catálogo já é uma das mais ricas e ecléticas do mercado fonográfico. Dentre estes mais recentes discos, a Kuarup destaca Tuia, Versões de Vitrola 1, com Tuia Lencioni, e 50 anos Duas Vidas Pela Arte Ao Vivo, das irmãs Célia e Celma.

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1278 – Luiz Vieira (PE) não resiste a infarto na cidade do Rio de Janeiro e bate asas

Cantor e compositor pernambucano vivia em Copacabana e deixou como legado mais de 500 composições, como Prelúdio para ninar gente grande e Paz do meu amor, que marcam gerações

Os amantes da boa música lamentam desde a quinta-feira, 16, o desencarne na cidade do Rio de Janeiro do cantor, compositor e radialista Luiz Vieira (Luiz Rattes Vieira Filho). Uma parada cardíaca levou ao Mundo Maior o autor consagrado por músicas que há anos embalam gerações como A paz do meu amor (Menino Passarinho) e Prelúdio para ninar gente grande, dois dos seus maiores sucessos entre mais de 500 canções que deixou como legado. Vieira, que tinha 91 anos, sentiu-se mal em sua casa em Copacabana na noite anterior e não resistiu às sequelas do infarto. O corpo foi sepultado na tarde de sexta-feira, 17, no Cemitério São João Batista, no bairro carioca de Botafogo.

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1218 -Luiz Vieira (PE) ganha tributo aos 90 anos em espetáculo gravado e disco pela Kuarup 

Álbum celebra a obra do consagrado compositor através de intérpretes de diferentes gerações em novas gravações 

Um dos maiores e mais autênticos compositores da música brasileira, o músico cantador pernambucano Luiz Vieira, carinhosamente tratado no meio artístico por Menino Passarinho, completou 90 anos em 12 outubro do ano passado e para celebrar esta data especial, um notável elenco subiu ao palco do Teatro Itália, na cidade de São Paulo, dez dias antes, em 2 de outubro. O objetivo era celebrar a música e a poesia de Vieira na gravação do espetáculo que se transformou em um álbum de 20 faixas e rendeu um programa especial para o Canal Brasil, levado ao ar em 26 de janeiro, Um exemplar do disco, lançado recentemente pela produtora e gravadora Kuarup, está sendo tocado no momento em que redigimos esta atualização, gentilmente enviado à redação do Barulho d’água Música pelo diretor da Kuarup Musica, Rodolfo Zanke, ao qual e à cuja equipe agradecemos.

A gravação das 20 faixas levou ao Itália nomes de diferentes estilos e gerações da música brasileira como Daniel, Renato Teixeira, Zeca Baleiro, Maria Alcina, As Galvão, Claudette Soares, Alaíde Costa, Agnaldo Rayol, Agnaldo Timóteo, Moacyr Franco, Ayrton Montarroyos, Socorro Lira, Graça Braga, Anastácia, Verônica Ferriani e Zeca Baleiro, Altemar Dutra Júnior, Célia & Celma, Sérgio Reis, Claudette Soares e Eliana Pittman. A direção musical e os arranjos couberam ao pianista Alexandre Vianna e  a direção artística e a produção a Thiago Marques Luiz.

À época se recuperando de uma pneumonia, Luiz Vieira, por recomendações médicas, não pode comparecer. A ele caberia interpretar ao lado dos filhos mais novos (os gêmeos de 11 anos, Jorge e Luiz) Ponteio (Edu Lobo). Outra ausência sentida foi a de Ângela Maria, inicialmente escalada para coordenar a festa e receber os demais convidados, mas a Rainha do Rádio partiu dias antes, em 29 de setembro. Ela também se tornaria nonagenária em 13 de maio deste ano e também acabou homenageada no show.

O álbum da Kuarup é mais uma obra prima da gravadora que ressurgiu das cinzas, agora nas mãos da competente equipe de Zanke. Resgata e ajuda a tornar ainda mais admirados sucessos de Vieira que já atravessam décadas e estão na memória afetiva de várias gerações como Menino de Braçanã, Prelúdio Pra Ninar Gente Grande (em cuja letra há os versos que renderam ao homenageado o apelido “Menino Passarinho”), Paz do Meu Amor, Inteirinha, Na Asa do VentoGuarânia da Lua Nova. Algumas das vozes que as interpretam agora são contemporâneas de Luiz Vieira e gravaram canções dele nos anos 1950 e 1960, como os Agnaldos e Moacyr Franco,  E o texto de apresentação do álbum é de outro ícone da cultura nacional, o Sr. Brasil Rolando Boldrin, que se inspirou na carreira de Luiz Vieira nos anos 1960 para se tornar o famoso apresentador de causos e canções da televisão brasileira, hoje na TV Cultura. 

Luiz Vieira, natural de Caruaru (PE), tem profícuos 70 anos de carreira. Nesta rica trajetória gravou dezenas de discos, foi apresentador de rádio, de televisão de importantes emissoras e teve músicas gravadas por mais de 100 expoentes da MPB incluindo Maria Bethânia, Rita Lee, Caetano Veloso, Ivan Lins, Zizi Possi, Paulinho da Viola, Fagner, Alceu Valença, Nara Leão, Luiz Gonzaga, Evinha, Cauby Peixoto, Ângela Maria, Marlene, Inezita Barroso, Amelinha, Taiguara e Elba Ramalho, entre outros.

Luiz Rattes Vieira Filho de batismo, recebeu o nome de um dos avôs. Ainda aos dois anos, ficou órfão da mãe, e, antes dos dez se mudou para o estado do Rio de Janeiro para ser criado pelo avô, em Alcântara, município de São Gonçalo. Na ex-capital federal, a cidade do Rio de Janeiro àquela época, exerceu diversas atividades antes de ingressar na vida artística: chofer de caminhão, motorista de táxi, guia de cego, engraxate e lapidário. Ainda criança, cantou em circos e em parques de diversão e somava oito anos ao produzir sua primeira composição.

No início da carreira, Luiz Vieira preferia músicas românticas, valsas e samba-canções. Em uma rodada do programa de Renato Murce, na cidade do Rio de Janeiro, imitou Vicente Celestino, apresentou-se como crooner de orquestra num cabaré do bairro carioca da Lapa e assim conseguiu ser contratado pela Rádio Tupi, por intermédio de Paulo de Grammont. Em 1950, já integrava o cast das rádios Tupi e Record, de São Paulo, que pertenciam às Emissoras Associadas.

A canção Menino de Braçanã, composta em 1953 (em parceria com Arnaldo Passos), tornou-se seu primeiro sucesso, na voz de Roberto Paiva e, em seguida, o cantor Ivon Curi a gravou. No disco dos 90 anos, a interpretação coube a Renato Teixeira, acompanhado, entre outros, músicos pelo acordeonista do momento, Thadeu Romano. (Também participam do álbum  Ronaldo Rayol, ao violão, João Benjamin, ao baixo acústico e  o baterista Rafael Lourenço,)  

Entre 1954 e 1961, além de cantor da rádio e televisão Record paulista, Viera passou, ainda, pela Rádio Nacional (CBN). O programa Encontro com Luiz Vieira, levado ao pela extinta TV Excelsior, no canal 9, de São Paulo, estreou em 1962 e neste mesmo ano Vieira ganharia as paradas de sucesso com a canção Prelúdio Pra Ninar Gente Grande — que no álbum da Kuarup ganhou as vozes da trinca Timóteo, Rayol e Franco. Em 1963, emplacou outro grande sucesso, Paz do Meu Amor (Prelúdio nº 2), que Daniel reinterpretou, abrindo os trabalhos no Teatro Itália.

Luiz Vieira chegou a fazer diversas viagens aéreas por semana para cumprir agendas em cinco programas de televisão, cruzando o país, do Ceará ao Rio Grande do Sul. Também se tornou locutor da Rádio Manchete e é estudioso das músicas de cordel.

Faixas do álbum: 1. Paz do Meu Amor (Daniel)/ 2. O Menino de Braçanã (Renato Teixeira)/ 3. Guarânia da Lua Nova (As Galvão) / 4. Guarânia da Saudade (Ayrton Montarroyos) / 5. Os Olhinhos do Menino (Altemar Dutra Júnior) / 6. Estrada da Saudade (Célia&Celma) / 7. Inteirinha (Claudette Soares) / 8. Na Asa do Vento (Verônica Ferriani e Zeca Baleiro) / 9. Estrada do Colubandê (Maria Alcina e Edy Star) / 10. Pagando o Pato (Raimundo José) / 11. Maria Filó/O Danado do Trem (Anastácia) / 12. Corridinhos da Saudade (Socorro Lira) / 13. Balada do Amor Sublime (Moacyr Franco) / 14. Cativo (Sérgio Reis) / 15. Resto de Quem Parte (Agnaldo Rayol) / 16. Estrela Miúda (Graça Braga) / 17. Nossos Destinos (Eliana Pittman) / 18. Estrela de Veludo (Márcio Gomes) / 19. Poema de Um Bruto (Agnaldo Timóteo) / 20. Prelúdio Pra Ninar Gente Grande/Menino Passarinho (Agnaldo Timóteo, Agnaldo Rayol e Moacyr Franco).

https://music.apple.com/br/album/luiz-vieira-90-anos-ao-vivo/1461566990

Querido amigo e amado poeta LUIZ VIEIRA 

Ao ver você “dobrar” a “Esquina da Vida” (90), cercado de discípulos maravilhosos. numa comemoração tão “arretada”, tive Inevitavelmente que “voar” com o pensamento pra mentalizar os anos quando você apresentava o seu programa de TV. na Excelsior.

Ali. ao VIVO e em preto e branco, você “desfilava” suas obras, contava e declamava belíssimas histórias nordestinas

Foi ali, vendo e assistido emocionado as suas declamações. (Zé da Luz – “Brasil Caboclo”) e vendo a sua impecável Interpretação no seu eterno “MENINO PASSARINHO” que senti passar o meu ANJO bom (que me acompanha até hoje). pra sentenciar-me – Está aí. ROLANDO BOLDRIN Este deve ser e será o seu “caminho”. É Isso que você deve APRENDER a fazer: emocionar as pessoas. contando e cantando um BRASIL de verdade 

Foi ali, assistindo emocionado você, que escolhi o meu “DESTINO” de artista brasileiro. Por Isso, amado Poeta, LUIZ VIEIRA, você foi, ainda é e continuará sendo, eternamente, o meu maior MESTRE. 

Um grande beijo deste seu ETERNO admirador. que por motivos de “Viagem” não estava presente em CARNE-E-OSSO na sua FESTA.

PARABÉNS MESTRE LUIZ VIEIRA

Rolando Boldrin, outubro de 2018 

Braços curtos

A música Menino de Braçanã foi o primeiro sucesso de Luiz Vieira, que a gravou, em 1954, pela gravadora Todamérica, apontou o articulista Paulo Peres, autor em 28 de maio de 2017 do texto Um menino de Braçanã, que trazia Jesus Cristo no seu coração, publicado no portal Tribuna da Internet.

Peres observou:“Braçanã é um lugar situado no Município de Rio Bonito, no Rio de Janeiro, onde Luiz Vieira morou algum tempo. Antigamente, as terras para serem vendidas eram medidas através de braçadas, isto é, a pessoa abria os braços e, consequentemente, contava uma, duas, cem, mil braçadas etc.  Entretanto, se alguém desconfiasse que a medida não estava correta, dizia que a terra parecia ter sido medida pelos braços de uma anã, surgindo, daí, o nome Braçanã”.

Sobre a Kuarup 

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros. 

Kuarup Música, Rádio e TV: http://www.kuarup.com.br 

Telefones: (11) 2389-8920 e (11) 99136-0577/ Rodolfo Zanke rodolfo@kuarup.com.br/

 

1197 – Maria Alcina traz sua atuação performática no álbum In Concert lançado pela Kuarup 

Neste novo disco, ao vivo, a mineira de Cataguases revê clássicos de meio século de carreira como Fio Maravilha, acompanhada pela recém formada orquestra SP Pops Symphonic Band 

Neste sábado, 1º de junho, a vitrolinha aqui do boteco do Barulho d’água Música tocou primeiro Maria Alcina In Concert com SP Pops Symphonic Band, mais um ótimo disco com a marca do selo Kuarup e do qual recebemos um exemplar, gentilmente enviado por Rodolfo Zanke, amigo ao qual — e a toda equipe — somos de novo gratos. Maria Alcina completou em abril 70 anos, dos quais quase 50 dedicados à música. Este feito por si só já seria suficiente para comemorações, porém, a convite de  Ederlei Lirussi, maestro da SP Pops Symphonic Band, apresentou-se pela primeira vez em sua carreira com grande orquestra, iniciando de maneira grandiosa as festividades desse marco em sua vida. 

A apresentação gerou o álbum ao vivo Maria Alcina in Concert, que promove encontro inusitado entre a estética clássica das orquestras e o vasto universo pop criativo e versátil que consagrou a artista. Tanto o show quanto, o disco,  propõem um passeio pela música vanguardista de Maria Alcina em todas as fases do sua carreira. Estão presentes no repertório sucessos como Fio Maravilha (Jorge Ben Jor, 1972), Kid Cavaquinho (João Bosco o Aldir Blanc, 1974), Tome Polca (José Maria de Abreu e Luís Peixoto, 1950), Prenda o Tadeu (Antonio Sima e Clemilda, 1985) e Eu sou Alcina (Zeca Baleiro, 2013) entre outras composições no show dirigido e produzido por Thiago Marques Luiz, produtor de seus mais recentes trabalhos fonográficos. 

Sobre Maria Alcina 

Maria Alcina dispensa apresentação. É personalidade de nossa música com reconhecido lugar numa galeria de intérpretes com forte identidade, Em qualquer registro da história da música brasileira recente, tem de constar sua performática atuação no Festival Internacional da Canção de 1972 como vencedora da etapa nacional, eternizando a música Fio Maravilha, de Jorge Ben Jor.

Mineira de Cataguases, Alcina mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro no começo da década dos anos 1970. Cantou em casas de shows e boates, apresentou-se em teatros de revista ao lado de Leila Diniz, por exemplo, até explodir, em 1972, no FIC. Na década seguinte fez enorme sucesso com músicas retiradas do folclore, como Prenda o Tadeu e É Mais Embaixo. Como gosta de desafios, na década dos anos 1990, a convite de Nelson Motta, participou de show em homenagem a Carmen Miranda, no Lincoln Center em Nova York, nos Estados Unidos, com Aurora Miranda e Marília Pêra.

Em 2003 Maria Alcina deu nova guinada ao lado de grupo eletrônico paulistano Bojo: gravou Agora, que ampliou sua faixa de público. Juntos, Maria Alcina e o Bojo se apresentaram em importantes eventos para jovens como Com:tradição, nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, e Abril Pro Rock, em Recife (PE).

Com o álbum Confete e Serpentina (2009), venceu o Prêmio da Música Brasileira nas categorias Melhor Cantora Popular e Melhor Disco Popular. Nesse disco há mistura de gerações diversas, de Alberto Ribeiro (1902/1971) a Paulinho da Viola a nomes mais recentes como Roseli Martins, Wado e Moisés Santana. Em 2014 saiu De Normal Bastam os Outros, com canções inéditas de Zeca Baleiro (Eu Sou Alcina), Arnaldo Antunes (De Normal), Karina Buhr (Cocadinha de Sal), Anastácia (Concurso de Bicho). Em 2015, veio o DVD homônimo, devido ao sucesso da turnê De Normal Bastam os Outros. Em 2018 foi a vez de homenagear a obra de Caetano Veloso, cantando um repertório verborrágico do compositor como as músicas Fora Da Ordem, Língua, Estrangeiro, A Voz do Morto e Tropicália entre outras. Maria Alcina integra também o álbum Canta Inezita, em tributo à obra de Inezita Barroso, produzido por Thiago Marques Luis e com a participação da icônica dupla As Galvão, Claudio Lacerda e Consuelo de Paula, do selo Kuarup.

A Orquestra SP Pops Symphonic Band, integrada por 45 músicos, todos atuantes na cena musical paulistana  

Com fôlego de iniciante, Maria Alcina segue paralelamente com os shows Canta Inezita e preparando a turnê com a Orquestra SP Pops Symphonic Band, integrada por 45 músicos, todos atuantes na cena musical paulistana. Os instrumentos se dividem entre cordas, madeira, metais, percussão sinfônica, além de ter o ‘lado pop’, com piano, baixo e bateria. É influenciada e toma emprestado o jeito de grafar o nome da norte-americana Boston Pops Orchestra, criada em 1881 pelo maestro Henry Lee Higginson, que influenciou outras orquestras semelhantes pelo mundo.

A versão brasileira, criada pelo maestro Edrelel Lirussi há dois anos, tem o objetivo de fazer essa ponte entre o erudito e o popular e, como ele disse, “tornar a música clássica mais acessível ao público”. Nesse período já apresentou concertos como a Sinfonia para Crianças e o Tributo a John Willians. Esse último em homenagem ao autor de trilhas sonoras de filmes clássicos como ET., Parque dos Dinossauros, Lista de Schindler e Tubarão, sempre acompanhado de projeção de imagens, buscando envolver ainda mais os sentidos.

Lirussi, responsável pelos arranjos e regência, é trompetista. Estudou na Fundação das Artes em São Caetano do Sul (SP) e Universidade Livre de Música. Seus estudos e pesquisas são baseados em análises de compositores como Haydn, Mozart, Beethoven e Tchaikovsky. Na música popular, acompanhou Hermeto Pascoal, Danilo Caymmi, Ângela Maria, Ed Motta e outros.

1165- Kuarup lança “Canta Inezita”, álbum que homenageia Rainha da Música Caipira

Consuelo de Paula, Maria Alcina, As Galvão e Cláudio Lacerda interpretam 15 clássicos eternizados na voz da dama da viola,  a imortal Inezita Barroso

Ontem, 8 de março, data dedicada ao Dia Internacional da Mulher, completaram-se quatro anos da morte de Inezita Barroso — apenas quatro dias depois de ela ter completado 90 anos de vida.  Em homenagem à data global e para reverenciar a memória e a obra da Rainha da Música Caipira, o selo Kuarup lançou nas plataformas digitais e nas lojas Canta Inezita, aproveitando o espetáculo gravado ao vivo reunindo intérpretes de diferentes estilos e gerações no teatro do SESC Santo André, em São Paulo, nos dias 17 e 18 de agosto de 2018, com sucessos da apresentadora do programa Viola Minha Viola, cantora, atriz, violonista, professora e folclorista, uma das principais personagens da história da música popular brasileira. O álbum, gentilmente enviado à redação pela Kuarup, pelo qual mais uma vez agradecemos ao amigo Rodolfo Zanke e equipe, foi o escolhido para as tradicionais audições aos sábados pela manhã neste dia 9 de março aqui no Barulho d’água Música.

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1144 – Morre o cantor e compositor Pedro Bento (SP), parceiro de Zé da Estrada, autor de “Galopeira”

O artista estava internado há 50 dias, em São Caetano do Sul. Ao lado do seu companheiro de trajetória, gravou mais de 2 mil músicas e se consagrou pelo estilo “mariachi” adotando sombreros nos trajes e trompete nas canções

O luto começou cedo em 2019 para a música brasileira, em especial, para o gênero caipira e seus amantes com a passagem no dia 3 de janeiro do cantor Pedro Bento, que fez sucesso em dupla com Zé da Estrada. Para quem não se recorda ou sabe Pedro Bento era um dos compositores, junto com o paraguaio Mauricio Cardoso Ocampo, entre outros sucessos que emplacou com seu companheiro,  da música Galopeira, guarânia que ficou famosa na versão de Chitãozinho e Xororó. Pedro Bento estava com 84 anos e morreu por complicações de uma pneumonia após 50 dias de internação, em São Caetano do Sul, cidade da Grande São Paulo. O corpo foi cremado na sexta-feira, 4/1, em Porto Feliz, terra natal do cantor, no Interior do estado bandeirante.

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1107 – Conheça Arlindo e Ramon, dupla caipira de Sorocaba (SP), autora do disco Tropeada

Dupla resgata valores do Tropeirismo e canta em homenagem à quarta maior cidade do estado de São Paulo em seu álbum de estreia, de 2016

Da cidade paulista de Sorocaba, surge no Brasil uma nova dupla dedicada à música caipira e suas variantes regionais, já na estrada com Tropeada, álbum gravado em agosto de 2016: Arlindo e Ramon. O duo é composto pelo violeiro, compositor e produtor Arlindo Lima, e pelo cantor, folclorista e também compositor Ramon Vieira, que trabalham juntos desde 2012. Ao longo desta parceria, ambos aprofundaram-se na pesquisa do universo caipira visitando antigos violeiros, fazendeiros, dançarinos, foliões e mestres, consolidando-a com a realização de projetos que envolviam cantorias em bares, teatros, escolas, casas de espetáculo e praças públicas.

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1100 – Cláudio Lacerda lança “Canções para acordar o Sol” e, mais uma vez, lava nossa alma!

Disco com arranjos de  Neymar Dias, Toninho Ferragutti e Levi Ramiro, com participações especiais de Mônica Salmaso e Rolando Boldrin encontra o caipira que existe em compositores como Chico Buarque, Tom Jobim e Gonzaguinha

O cantor, compositor e intérprete paulistano Cláudio Lacerda, hoje radicado num ranchinho beira-chão naquela serra mágica que abriga  Botucatu, no interior de São Paulo, possui não é de hoje o dom de nos deixar de alma lavada! Desde o primeiro dos seus agora cinco álbuns autorais, à frente de projetos solos ou em parcerias com expoentes e companheiros de estrada como Rodrigo Zanc, Luiz Salgado, Wilson Teixeira, Lula Barbosa, Zé Paulo Medeiros, Juca Novaes, Neymar Dias, Thadeu Romano, Alzira E., Daniel Franciscão, Pinho, Paulo Simões, Rodrigo Delage, Júlio Bellodi, Turcão, André Rass, Leonardo Padovani,  Amelinha, Renato Teixeira, sem contar dezenas de participações (sempre especiais) em trabalhos de outros artistas, Cláudio Lacerda nos embevece cantando com a voz que, nele, reside no coração, como um poeta ao narrar todas as cores e sensações de um amanhecer ou entardecer na roça; como um peão que acaba de apear com sua comitiva e narra magnetizando a plateia a longa jornada, tangendo bois e atravessando rios pelo sertão afora; ou como um miguilim com as manhas de contar um causo (verdadeiro!), de pescar sem demora um dourado ou jaú dos “bitelos”, que véve do milho ou feijão que planta e, ainda, conta com os acalantos de uma doce e apaixonada morena, sempre a sua espera em uma palhoça — na qual por mais humilde que seja, para os compadres e amigos, nunca faltam um pedaço de queijo, de bolo de fubá e um gole de café, ou, claro… daquela mais marvada.

Em toda a obra de Cláudio Lacerda é a pluralidade das histórias deste universo e são estes personagens, reais e imaginários, que saltam das notas musicais, ganham vida nas cordas de suas violas ou do violão Gibson e em arranjos que incluem até a participação de orquestras: tudo para (en) cantar e contar, com aguda devoção e quase em louvor, as belezas de um mundo e de uma vida que muitos de nós sonhamos ou um dia sonhávamos ter, mas desgraçadamente, por razões das mais variadas, deixamos ou deixaremos pelo caminho.

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1071 – “Café, Causo e Viola”, do Sesc São José dos Campos (SP), presta tributo a Inezita Barroso

Cantoria em homenagem à rainha da música caipira é uma das atrações de junho, mês que terá ainda naquela unidade apresentações de Victor Batista, Duo Purunga e Acordais, sem cobranças de entradas

Marcelino Lima

Oficinas, vivências, passeios, cinema e apresentações musicais compõem as atividades que o Sesc São José dos Campos promove a cada nova edição do projeto Café, Causo e Viola, que tem por meta integrar elementos marcantes da cultura regional e das tradições caipiras. Os concertos e cantorias são oferecidos ao som de violas e procuram tanto abrir espaços para músicos que estão começando suas trajetórias, como se verá no lançamento do álbum Viola Paulista (objeto de matéria na atualização anterior), quanto prestar tributos a expoentes nacionais que contribuem ou contribuíram para a divulgação, preservação e afirmação das modas de viola e seus gêneros correlatos. Dentro deste propósito, o mês de junho naquela unidade do Sesc do estado de São Paulo estará repleto de boas atrações, entre as quais um dos destaques é o tributo à rainha da música caipira Inezita Barroso, programado para o sábado, 9, e que porá a partir das 20 horas, no palco do Ginásio, Marcelo Jeneci, As Galvão, Maria Alcina, Consuelo de Paula e Claudio Lacerda. Em Canta, Inezita!, eles relembrarão sucessos consagrados pela ex-apresentadora do programa Viola, Minha Viola,  acompanhados por Ana Rodrigues (piano / acordeão), Zafe Costa (clarinete), Davi Martin (contrabaixo), Rafael Mota (bateria/percussão), Samuel Lopes (violoncelo) e Paulo Henrique Serau (violão/viola caipira/direção musical e arranjos).

O Ginásio do Sesc de São José dos Campos comporta público de até 650 pessoas. O ingresso para maiores de 16 anos está à venda nas bilheterias da unidade a preços que variam de R$9,00 e R$30,00.

Maria Alcina, Cláudio Lacerda, As Galvão, Marcelo Jeneci e Consuelo de Paula protagonizarão a homenagem a Inezita Barroso

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Música caipira perde sua rainha Inezita Barroso quatro dias após ela completar 90 anos

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O Barulho d’água Música, mais uma vez, coloca-se de luto,  desta vez com tristeza profunda e em solidariedade aos familiares, amigos e muitos admiradores de Inezita Barroso.

A rainha da música caipira completara 90 anos na quarta-feira, 4 de março. Ontem, Dia Internacional da Mulher, o lampião de gás, definitivamente, apagou-se. Inezita partiu após quadro de insuficiência respiratória aguda ocorrido no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde estava internada desde 19 de fevereiro.

Ignez Magdalena Aranha de Lima, nome de batismo de Inezita Barroso, era filha de família tradicional paulistana e passou a infância cercada por influências musicais diversas crescendo em fazendas, nas quais teve contato com o universo caipira em várias rodas de viola. Nascida no bairro da zona Oeste paulistana Barra Funda, também em um domingo, e de Carnaval, formou-se em Biblioteconomia pela Universidade de São Paulo, mas foi uma grande pesquisadora do gênero musical: por conta própria, percorreu o Brasil resgatando histórias e canções.

Além da cantora,  instrumentista, arranjadora, folclorista, atriz, foi professora. Teve de vencer preconceitos correntes em sua mocidade como o de que mulher não tocava viola para em cerca de sessenta anos de carreira legar ao país mais de 80 discos, gravando sucessos como Lampião de gás (Zica Bergami)Moda da Pinga (Ochelsis Laureano Raul Torres). Depois de passagens pelas TVs Record, onde foi a primeira cantora contratada, e extinta Tupi, entre outras,  chegou à Cultura e apresentou desde a década dos anos 1980 o Viola Minha Viola, inicialmente com Moraes Sarmento.

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Inezita gravou o programa até o final de 2014, só deixando de lado o trabalho após ser hospitalizada devido a uma queda na casa da filha, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, incidente no qual teria fraturado o fêmur . 

Violeiros como Paulo Freire e Pereira da Viola, ontem, 8 de março, hora antes de ela falecer, apareceram durante a exibição do Viola Minha Viola, parabenizando-a pelos 90 anos. Liderados pelas As Galvão e o Regional do Joãozinho, no encerramento do programa, um grupo de convidados e todo o auditório do teatro do Sesc Bom Retiro cantaram, em coro, Lampião de Gás.

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Imagem de divulgação da época em que Angela, filme da Vera Cruz protagonizado por Inezita Barroso, esteve em cartaz (Foto: Acervo da Cinemateca Brasileira)

Inezita Barroso abraçara a carreira musical em 1953, dois anos antes de gravar o primeiro álbum e quando já era admirada no cinema por protagonizar filmes como Angela, O Craque, Carnaval em Lá Maior e Isto É São PauloO primeiro disco abriu de pronto as portas para o sucesso como cantora e interprete de clássicos tais quais Ronda, de Paulo Vanzolini, e Moda da Pinga.

Doutora Honoris Causa em Folclore Brasileiro pela Unicapital (SP), Inezita ganhou entre outros prêmios o Governador do Estado e o Saci, ambos de melhor atriz pela atuação em Mulher de Verdade (1955). Em 2010, recebeu o Troféu APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) em MPB. Estava indicada para assumir a cadeira 22 da Associação Paulista de Letras (APL) em substituição à folclorista, poetisa, cronista e contista Ruth Guimarães (Cachoeira Paulista, 13 de junho de 1920 – Cachoeira Paulista, 21 de maio de 2014).

O Barulho d’água Música ficará atento à agenda de homenagens que se deverá prestar a Inezita Barroso e informara aos amigos e seguidores quando ela for divulgada qual será a decisão da TV Cultura sobre o Viola Minha Viola.