1107 – Conheça Arlindo e Ramon, dupla caipira de Sorocaba (SP), autora do disco Tropeada

Dupla resgata valores do Tropeirismo e canta em homenagem à quarta maior cidade do estado de São Paulo em seu álbum de estreia, de 2016

Da cidade paulista de Sorocaba, surge no Brasil uma nova dupla dedicada à música caipira e suas variantes regionais, já na estrada com Tropeada, álbum gravado em agosto de 2016: Arlindo e Ramon. O duo é composto pelo violeiro, compositor e produtor Arlindo Lima, e pelo cantor, folclorista e também compositor Ramon Vieira, que trabalham juntos desde 2012. Ao longo desta parceria, ambos aprofundaram-se na pesquisa do universo caipira visitando antigos violeiros, fazendeiros, dançarinos, foliões e mestres, consolidando-a com a realização de projetos que envolviam cantorias em bares, teatros, escolas, casas de espetáculo e praças públicas.

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1100 – Cláudio Lacerda lança “Canções para acordar o Sol” e, mais uma vez, lava nossa alma!

Disco com arranjos de  Neymar Dias, Toninho Ferragutti e Levi Ramiro, com participações especiais de Mônica Salmaso e Rolando Boldrin encontra o caipira que existe em compositores como Chico Buarque, Tom Jobim e Gonzaguinha

O cantor, compositor e intérprete paulistano Cláudio Lacerda, hoje radicado num ranchinho beira-chão naquela serra mágica que abriga  Botucatu, no interior de São Paulo, possui não é de hoje o dom de nos deixar de alma lavada! Desde o primeiro dos seus agora cinco álbuns autorais, à frente de projetos solos ou em parcerias com expoentes e companheiros de estrada como Rodrigo Zanc, Luiz Salgado, Wilson Teixeira, Lula Barbosa, Zé Paulo Medeiros, Juca Novaes, Neymar Dias, Thadeu Romano, Alzira E., Daniel Franciscão, Pinho, Paulo Simões, Rodrigo Delage, Júlio Bellodi, Turcão, André Rass, Leonardo Padovani,  Amelinha, Renato Teixeira, sem contar dezenas de participações (sempre especiais) em trabalhos de outros artistas, Cláudio Lacerda nos embevece cantando com a voz que, nele, reside no coração, como um poeta ao narrar todas as cores e sensações de um amanhecer ou entardecer na roça; como um peão que acaba de apear com sua comitiva e narra magnetizando a plateia a longa jornada, tangendo bois e atravessando rios pelo sertão afora; ou como um miguilim com as manhas de contar um causo (verdadeiro!), de pescar sem demora um dourado ou jaú dos “bitelos”, que véve do milho ou feijão que planta e, ainda, conta com os acalantos de uma doce e apaixonada morena, sempre a sua espera em uma palhoça — na qual por mais humilde que seja, para os compadres e amigos, nunca faltam um pedaço de queijo, de bolo de fubá e um gole de café, ou, claro… daquela mais marvada.

Em toda a obra de Cláudio Lacerda é a pluralidade das histórias deste universo e são estes personagens, reais e imaginários, que saltam das notas musicais, ganham vida nas cordas de suas violas ou do violão Gibson e em arranjos que incluem até a participação de orquestras: tudo para (en) cantar e contar, com aguda devoção e quase em louvor, as belezas de um mundo e de uma vida que muitos de nós sonhamos ou um dia sonhávamos ter, mas desgraçadamente, por razões das mais variadas, deixamos ou deixaremos pelo caminho.

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1071 – “Café, Causo e Viola”, do Sesc São José dos Campos (SP), presta tributo a Inezita Barroso

Cantoria em homenagem à rainha da música caipira é uma das atrações de junho, mês que terá ainda naquela unidade apresentações de Victor Batista, Duo Purunga e Acordais, sem cobranças de entradas

Marcelino Lima

Oficinas, vivências, passeios, cinema e apresentações musicais compõem as atividades que o Sesc São José dos Campos promove a cada nova edição do projeto Café, Causo e Viola, que tem por meta integrar elementos marcantes da cultura regional e das tradições caipiras. Os concertos e cantorias são oferecidos ao som de violas e procuram tanto abrir espaços para músicos que estão começando suas trajetórias, como se verá no lançamento do álbum Viola Paulista (objeto de matéria na atualização anterior), quanto prestar tributos a expoentes nacionais que contribuem ou contribuíram para a divulgação, preservação e afirmação das modas de viola e seus gêneros correlatos. Dentro deste propósito, o mês de junho naquela unidade do Sesc do estado de São Paulo estará repleto de boas atrações, entre as quais um dos destaques é o tributo à rainha da música caipira Inezita Barroso, programado para o sábado, 9, e que porá a partir das 20 horas, no palco do Ginásio, Marcelo Jeneci, As Galvão, Maria Alcina, Consuelo de Paula e Claudio Lacerda. Em Canta, Inezita!, eles relembrarão sucessos consagrados pela ex-apresentadora do programa Viola, Minha Viola,  acompanhados por Ana Rodrigues (piano / acordeão), Zafe Costa (clarinete), Davi Martin (contrabaixo), Rafael Mota (bateria/percussão), Samuel Lopes (violoncelo) e Paulo Henrique Serau (violão/viola caipira/direção musical e arranjos).

O Ginásio do Sesc de São José dos Campos comporta público de até 650 pessoas. O ingresso para maiores de 16 anos está à venda nas bilheterias da unidade a preços que variam de R$9,00 e R$30,00.

Maria Alcina, Cláudio Lacerda, As Galvão, Marcelo Jeneci e Consuelo de Paula protagonizarão a homenagem a Inezita Barroso

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Música caipira perde sua rainha Inezita Barroso quatro dias após ela completar 90 anos

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O Barulho d’água Música, mais uma vez, coloca-se de luto,  desta vez com tristeza profunda e em solidariedade aos familiares, amigos e muitos admiradores de Inezita Barroso.

A rainha da música caipira completara 90 anos na quarta-feira, 4 de março. Ontem, Dia Internacional da Mulher, o lampião de gás, definitivamente, apagou-se. Inezita partiu após quadro de insuficiência respiratória aguda ocorrido no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde estava internada desde 19 de fevereiro.

Ignez Magdalena Aranha de Lima, nome de batismo de Inezita Barroso, era filha de família tradicional paulistana e passou a infância cercada por influências musicais diversas crescendo em fazendas, nas quais teve contato com o universo caipira em várias rodas de viola. Nascida no bairro da zona Oeste paulistana Barra Funda, também em um domingo, e de Carnaval, formou-se em Biblioteconomia pela Universidade de São Paulo, mas foi uma grande pesquisadora do gênero musical: por conta própria, percorreu o Brasil resgatando histórias e canções.

Além da cantora,  instrumentista, arranjadora, folclorista, atriz, foi professora. Teve de vencer preconceitos correntes em sua mocidade como o de que mulher não tocava viola para em cerca de sessenta anos de carreira legar ao país mais de 80 discos, gravando sucessos como Lampião de gás (Zica Bergami)Moda da Pinga (Ochelsis Laureano Raul Torres). Depois de passagens pelas TVs Record, onde foi a primeira cantora contratada, e extinta Tupi, entre outras,  chegou à Cultura e apresentou desde a década dos anos 1980 o Viola Minha Viola, inicialmente com Moraes Sarmento.

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Inezita gravou o programa até o final de 2014, só deixando de lado o trabalho após ser hospitalizada devido a uma queda na casa da filha, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, incidente no qual teria fraturado o fêmur . 

Violeiros como Paulo Freire e Pereira da Viola, ontem, 8 de março, hora antes de ela falecer, apareceram durante a exibição do Viola Minha Viola, parabenizando-a pelos 90 anos. Liderados pelas As Galvão e o Regional do Joãozinho, no encerramento do programa, um grupo de convidados e todo o auditório do teatro do Sesc Bom Retiro cantaram, em coro, Lampião de Gás.

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Imagem de divulgação da época em que Angela, filme da Vera Cruz protagonizado por Inezita Barroso, esteve em cartaz (Foto: Acervo da Cinemateca Brasileira)

Inezita Barroso abraçara a carreira musical em 1953, dois anos antes de gravar o primeiro álbum e quando já era admirada no cinema por protagonizar filmes como Angela, O Craque, Carnaval em Lá Maior e Isto É São PauloO primeiro disco abriu de pronto as portas para o sucesso como cantora e interprete de clássicos tais quais Ronda, de Paulo Vanzolini, e Moda da Pinga.

Doutora Honoris Causa em Folclore Brasileiro pela Unicapital (SP), Inezita ganhou entre outros prêmios o Governador do Estado e o Saci, ambos de melhor atriz pela atuação em Mulher de Verdade (1955). Em 2010, recebeu o Troféu APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) em MPB. Estava indicada para assumir a cadeira 22 da Associação Paulista de Letras (APL) em substituição à folclorista, poetisa, cronista e contista Ruth Guimarães (Cachoeira Paulista, 13 de junho de 1920 – Cachoeira Paulista, 21 de maio de 2014).

O Barulho d’água Música ficará atento à agenda de homenagens que se deverá prestar a Inezita Barroso e informara aos amigos e seguidores quando ela for divulgada qual será a decisão da TV Cultura sobre o Viola Minha Viola.

Wilson Teixeira canta em Itamonte (MG) e, em primeira mão, informa nome do novo disco ao blog

Imagem que fará parte do novo álbum de Wilson Teixeira, Casa Aberta, que ele pretende lançar em março de 2015 (Foto: Rita Araújo)
Imagem que fará parte de Casa Aberta, que Wilson Teixeira pretende lançar em março/15 (Foto: Rita Araújo)

O cantor e compositor Wilson Teixeira está entre as atrações que irão se apresentar neste sábado, 18, em Itamonte, cidade sul mineira, durante evento beneficente no Clube Social e Recreativo Itamontense que inclui lançamentos de discos e de livros e sarau de poesias. Os shows começarão às 19 horas, com entrada estipulada em R$10. A renda será revertida para os acolhidos pelo Centro de Atenção ao Idoso Itamontense.

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Wilson Teixeira leva “Almanaque Rural” e clássicos de raiz a Porto Alegre

 

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Wilson Teixeira saiu de Avaré (SP) e está trilhando uma estrada que tem possibilitado levar seu talento de violeiro, cantor e compositor para várias cidades do país e programas musicais como o Sr.Brasil (Fotos: Nalu Fernandes/Araraquara-SP)

O cantor e compositor Wilson Teixeira tem apresentação programada para esta sexta-feira, 10, em Porto Alegre (RS). O show está marcado para o auditório da livraria Cultura situada no Bourbon Shopping Country, com previsão de início às 19 horas.

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