Barulho d'Água Música

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1000 – Neymar Dias transcreve para a viola obra que passeia pela mente de Deus e lança álbum novo no MCB (SP)

Neymar Dias, um dos mais conceituados violonistas brasileiros da atualidade, será atração do concerto gratuito que o Museu da Casa Brasileira (MCB) oferecerá no domingo, 8 de outubro, a partir das 11 horas. Na ocasião, a plateia que sempre lota o auditório e o acolhedor jardim do terraço do prédio situado em São Paulo conhecerá o recém lançado álbum no qual o multi-instrumentista paulistano promove releituras da obra de Johann Sebastian Bach  para a viola brasileira, produzido em parceria com André Mehmari. Neymar Dias Feels Bach reúne 20 composições divididas em três movimentos, mais três peças avulsas, impecavelmente executadas pelo autodidata que desde criança encanta seu público e domina com maestria viola caipira, guitarra, violão, baixo elétrico, contrabaixo, guitarra havaiana e bandolim, habilidades que esmerou ao se formar em Composição e Regência pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM) e integrando orquestras respeitadas tais quais a Sinfônica da Universidade de São Paulo (Osusp) e a Experimental de Repertório.

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797 – Shows com Gilberto Gil e Maria Gadú, concertos, trio elétrico e musical infantil são destaques dos 462 anos de Sampa

Gilberto Gil

O cantor e compositor Gilberto Gil estará no bairro Luz para show em homenagem a São Paulo, com entrada franca e abertura dos Demônios da Garoa (Foto: Vagner Campos/MSilva Online – 12/09/2014)

Maior cidade do Brasil, São Paulo completará 462 anos de fundação na segunda-feira, 25, e para marcar a data já estão sendo promovidos eventos e atrações para todos os públicos, das mais variadas formas de manifestação artística e cultural, além de atividades esportivas e de lazer em vários bairros. Boa parte das opções é gratuita e algumas permitirão ao público interagir com figuras de proa em seus segmentos de atuação. Quem curte boa música, por exemplo, poderá assistir com um pulinho ao Centro Esportivo e de Lazer Tietê (avenida Santos Dumont, 843, Luz) Gilberto Gil cantando os sucessos da carreira precedido pelos Demônios da Garoa, a partir das 16 horas. Por volta das 10h30, quem estiver nas imediações da Catedral da Sé terá a chance de prestigiar o maestro João Carlos Martins regendo a orquestra Bachiana Filarmônica do Sesi. Entre as composições clássicas que os paulistanos e os turistas ouvirão o repertório destacará obras de Beethoven, Bach e Mozart, além de uma versão de Trem das Onze, uma das mais emblemáticas canções sobre São Paulo, de Adoniran Barbosa.

Notória filha da Boa Terra assim como o conterrâneo Gilberto Gil, Daniela Mercury puxará trio elétrico por vias da zona Sul de São Paulo à véspera do feriado, a partir das 15h30. Quem ainda não morreu e gosta de botar para quebrar encontrará o início do cordão na avenida Faria Lima, 1635. Maria Gadú também reforçará o coro de parabéns a São Paulo durante apresentação do mais recente álbum, Guelã, a partir das 20 horas do sábado, 22. O palco estará na Casa de Cultura Palhaço Carequinha (rua Professor Oscar Barreto Filho, 252, Grajaú). Duas horas antes, Criolo animará a galera que pintar no Palco Parelheiros.

Bichos de Cá e Fabiana Cozza

As festividades pelos 462 anos de Sampa incluem, ainda, a abertura do Theatro Municipal (Centro) na segunda-feira, 25, para concertos com a Orquestra Experimental de Repertório (OER), com participações do Coro Lírico Municipal de São Paulo (sob regências de Carlos Moreno, OER, e Bruno Greco Facio, Coral) e Fabiana Cozza, na Escadaria Interna; o Salão Nobre, simultaneamente, estará reservado ao Quarteto da Cidade. A distribuição de ingresso começará às 8 horas. A programação estará sujeita a mudanças mesmo após a publicação deste texto.

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Os frequentadores do Theatro Municipal ouvirão Fabiana Cozza cantando para acompanhar concerto com participações da Orquestra Experimental de Repertório e do Coro Lírico Municipal de São Paulo (Foto: Daniel Kersys/Conversa com Verso)

Para a garotada, a dica do Barulho d’água Música é colar no Sesc Vila Mariana e a partir das 15h30 passear por várias regiões do Brasil levada pelo musical Bichos de Cá, do grupo paulistano Nhambuzim.  Durante a viagem, os guris e os marmanjos conhecerão diversas espécies que ocorrem na fauna brasileira e os locais nos quais é mais comum elas serem encontradas, todas muito bem caracterizadas por um figurino e adereços impecáveis  de Cibele Jardim.

Além do habitat de tatus, jabutis, tamanduás, jacarés, araras e sucuris, as letras trazem informações e mensagens de conscientização ecológica. Cada canção segue um ritmo diferente — do coco à guarânia, passando por congada, chamamé e jongo, além de carimbó — escolhido de acordo com a região no qual o animal vive. O Nhambuzim, desta forma, une mensagens que reforçam a luta contra a extinção e de quebra ainda revela ao público a riqueza da nossa cultura popular expressa tanto por meio da música, como por meio da dança e esquetes teatrais, entre outros elementos presentes em cada manifestação. Integram o Nhambuzim a cantora Sarah Abreu, André Oliveira (percussão), Edson Penha (voz), Itamar Pereira (baixo), Joel Teixeira (voz, viola e violão), Rafael Mota (percussão) e Xavier Bartaburu (piano e arranjos vocais).

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778 – Cumprimente Neymar Dias (SP), multi-instrumentista e um dos mais respeitados violeiros do país, aniversariante de hoje!

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Antes de virar a página para celebrar a chegada de um novo ano, o universo da viola caipira (e por que não também o da música erudita) tem hoje, 30 de dezembro, um motivo dos mais especiais para festejar. O Barulho d’água Música entra nesta vibração e em nome de nossos e seguidores também parabeniza o compositor, arranjador e multi-instrumentista paulistano Neymar Dias, sem nenhuma possibilidade de errar um dos mais talentosos Músicos (sim, assim mesmo, com eme em caixa alta!) brasileiro. Neymar Dias faz aniversário e certamente estará cercado de amigos tão notáveis como ele, entre os quais podemos destacar Igor Pimenta, Toninho Ferraguti, André Mehmari, Tarita de Souza, Consuelo de Paula, Sá (da dupla com Guarabyra), Wilson Teixeira, Cláudio Lacerda, Rolando Boldrin…

A lista é extensa, escrever sobre Neymar Dias nunca é demais e sempre será muito fácil e agradável por que, entre outros motivos,  as opções que ele dá para nos ajudar no dia a dia a contornar a mesmice e a caretice que impregnam a música comercial que insistem em nos impingir ouvidos abaixo é muito valiosa e está sempre se renovando. Arranjos elaborados com seriedade e esmero, que jamais são produzidos “sobre os joelhos”, mas só depois de muito estudo, pesquisas, audições e experimentações; composições que conforme ele mesmo “fogem do caricato” e vão do universo caipira ao clássico, costurando harmoniosamente desde intrincados acordes de pagodes de Tião Carreiro às cantatas mais marcantes de Bach, que soam muitas vezes despretensiosas e quase imperceptíveis, noutras de forma marcante como recurso incidental quando notas de Jesus Alegria dos Homens dialoga ao final da peça com  The Long And Winding Road, de Lennon e McCartney, última faixa do álbum The Come Together Project, que Neymar Dias lançou neste ano com Igor Pimenta (contrabaixo acústico), no qual regravou, tocando viola caipira, 13 canções famosas dos quatro reis do iê, iê, iê que convulsionaram o mundo a partir de Liverpool.

Recentemente, o blog elaborou como dica para amigos e seguidores curtirem uma lista, de A a Z, de músicas instrumentais de viola caipira. Seria muita pretensão afirmar que se tratam, aquelas músicas, das melhores e mais bonitas já tocadas em todos os tempos; a seleção, por sinal, reuniu apenas uma parte pequena de tantas que poderiam dela fazer parte, entre muitas do acervo do blog. Uma afirmação relativa àquele rol, porém, vamos bancar como indiscutível: entre elas está Chamamé Azul, composta e tocada por Neymar Dias, à qual dificilmente alguém não daria o título, principalmente depois da palavra de Inezita Barroso, que não se cansava de pedí-la a Neymar Dias, tamanha era a admiração da rainha da música caipira por esta composição que abre o disco Caminho de Casa.

O aniversariante de hoje,  na definição do maestro Gil Jardim, autor do texto de apresentação na página virtual do músico que é uma das revelações também do Prêmio Syngenta de Música de Viola, “dá substância musical às suas composições com cores decididamente autorais. Naturalmente sua música revela também um forte traço antropofágico unindo gestos do universo da música sertaneja com gestos do universo metropolitano e cosmopolita; fundindo as poéticas de um Tião Carreiro e de um Ralph Towner na sonoridade das cordas duplas de sua viola”

Neymar Dias é filho de um compositor caipira, informa-nos Gil Jardim. Inicialmente autodidata, aperfeiçoou-se depois  em vários  instrumentos de cordas como viola caipira, guitarra, violão, baixo elétrico, guitarra havaiana e bandolim e estudou música, formando-se em composição e regência pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM). Em Orquestras respeitadas como a Sinfônica da Universidade de São Paulo (Osusp) e a Experimental de Repertório sempre atuou tocando contrabaixo com excelência, tanto no estilo popular, quanto no erudito. Juntando as raízes com a formação acadêmica,  é dono de uma bagagem que consegue colocar em benefício do jazz à música erudita, com especial propriedade à música regional brasileira. Desta forma, sempre é destacado por sua profundidade e musicalidade ímpares.

“Neymar Dias a cada dia que passa faz sua viola soar mais intensa, mais atrevida, mais brilhante”, escreveu no encarte de Caminho de Casa o cantor Ivan Lins.”Faz parte de uma nova geração de músicos brasileiros que teimam em preservar o maravilhoso nome de nossa música mundo afora e, com a ajuda de uma mídia mais generosa e patriótica em seu próprio país, poderá contribuir ainda mais para que o nosso povo possa se encantar e culturalmente crescer com ela”, complementou o autor de Bandeira do Divino, com Vitor Martins.

O xará de Lins, Ivan Vilela, é uma sumidade quando a conversa é viola e música caipira e também admira Neymar Dias (cumprimentou-o fazendo o gesto de inclinar o tronco, abaixando a cabeça e estendendo às mãos em um encontro entre ambos presenciado pelo blogue, recentemente, na unidade Pinheiros do Sesc). “A viola tem sido recriada nas mãos de muitos e alguns jovens têm singrado águas mais profundas nessa crescente relação com o instrumento”, observa Ivan Vilela, destacando que Neymar Dias, no disco de estreia já apontava “caminhos novos na maneira como lida com o instrumento, quer seja na expansão impressa ao usar ritmos tradicionais ou na abordagem de novos temas, claro, criados por ele”.

Por conta de todos estes predicados, Neymar Dias  já trabalhou com importantes nomes do cenário musical brasileiro, em  diversos segmentos, incluindo Inezita Barroso, Roberta Miranda, Tinoco, Leonardo, Ivan Lins, Théo de Barros, Naná Vasconcellos e André Mehmari, entre outros. A discografia própria inclui Capim, Caminho de Casa e Intervalo, este com o Neymar Quarteto — grupo de 2004 cuja proposta de revelar o encontro de diferentes estilos musicais em um quarteto de cordas não convencional e entre outras consagrações já abriu diversos shows de grandes personalidades como Toquinho, Chico Buarque e Chico Cezar, bem como protagonizou espetáculos em importantes salas de concerto como a Sala São Paulo. Os arranjos e composições escritos para o quarteto são de Neymar Dias.

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Toninho Ferragutti e Neymar Dias em foto de divulgação do Festa na roça

Outros destacados trabalhos de Neymar Dias, além do mencionado com Igor Pimenta, são Festa na Roça, que ele gravou em parceria com Toninho Ferragutti, e suas participações em O Tempo e o Branco, de Consuelo de Paula, a Árvore e o vento, de Tarita de Souza, o recente Casa Aberta, de Wilson Teixeira, mais Trilha Boiadeira, de Cláudio Lacerda, e As Estações na Cantareira, com André Mehmari e Sérgio Rezze, todos de 2015; Festa na roça concorreu ao Grammy Latino de 2014 na categoria de melhor álbum de Música Brasileira de Raiz. No final deste ano Neymar Dias protagonizou concertos nos quais já apresenta composições do próximo disco, arrancando elogios e aplausos como os do maestro Nelson Ayres ao repertório erudito que contempla peças de Bach, Mozart e Villa-Lobos, além de suas próprias criações para viola solo, em algumas levando o instrumento caipira a explorar sonoridades que aproximam-se muito da do cravo (cujas cordas são beliscadas, e não percutidas como o piano), bastante utilizado atualmente na execução de peças dos séculos XVII e XVIII.

Neymar Dias e o Neymar Quarteto em apresentação no 11º Festival das Montanhas, realizado em 2010, em Poços de Caldas (MG)

Neymar Dias em Chamamé Azul, durante nova apresentação em Viola, Minha Viola

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Rodrigo Zanc: o cara que nos faz acreditar que e a vida é bela faz aniversário hoje

Amigo e seguidor:

Pense em uma pessoa do bem, carinhosa, companheira, correta, grata, sincera, simpática, que faz tudo com esmero, caprichado de verdade, sua a camisa com prazer, alma e gosto! O Rodrigo Zanc é quem pintou ai em sua cuca, né? Pois então, não perca tempo, mano! Passe a mão no telefone, no zap zap, por e-mail ou por uma das mídias sociais envie mensagens e votos de parabéns e de sucesso contínuo para nosso querido violeiro lá de São Carlos (SP) por que hoje é aniversário dele!  

 

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Brasil Caboclo, do Sesc São Caetano do Sul (SP), prossegue com Yassír Chediak (RJ)

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Yassír Chediak, de família que cultiva a  arte, é violeiro de ofício e soma  participações em novelas e em filmes, como ator e compositor (Foto: Marcelino Lima/Galeria Olido)

O Sesc de São Caetano do Sul, cidade da Região Metropolitana de São Paulo, promoverá durante as sextas-feiras de fevereiro o projeto Brasil Caboclo, quatro encontros de cantores e compositores que ao som do ponteado da viola apresentarão canções, causos, crenças e histórias. Neste dia 13, a partir das 20 horas, a  atração será Yassír Chediak, cantor, compositor e apresentador do programa de rádio Bom Dia Campo, além de ator com participação em novelas e em filmes.


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Oswaldo Montenegro apresenta 3×4 no Flamengo (RJ), com participação de Renato Teixeira

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Alexandre Meu Rei, Oswaldo Montenegro, Madalena Salles e Sergio Chivazzoli ensaiaram durante dois meses pelo menos dez horas por dia o repertório do musical 3×4, cuja turnê passará, agora, pelo Flamengo (Crédito: Divulgação Oswaldo Montenegro)

Em turnê nacional desde maio de 2014 para a divulgação do álbum 3×4, seu mais recente trabalho, o cantor e compositor Oswaldo Montenegro estará neste sábado, 24, de volta à terra natal, o Rio de Janeiro. Os fãs do poeta e menestrel poderão vê-lo no palco da casa de espetáculos situada na rua Infante Dom Henrique, 85, no bairro do Flamengo, a partir das 21 horas. O timaço que vem lotando teatros e auditórios país afora durante os shows, além de Oswaldo Montenegro com seu inseparável violão, reúne Sergio Chiavazzoli (bandolim), Madalena Salles (flauta) e  Alexandre Meu Rei (violão-blues). Já estaria de bom tamanho e valeria o ingresso, mas contrariando o ditado popular que apregoa “se melhorar, estraga”, no Rio de Janeiro o público de quebra curtirá a participação de Renato Teixeira.

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