1219 – Ivan Vilela lança disco com Orquestra do Mato Grosso reunindo clássicos da música caipira  

Com regência do maestro Leandro Carvalho, álbum A Força do Boi, da Kuarup, traz clássicos da música regional, do The Beatles e a serenata para cordas do inglês Edward Elgar

A produtora e gravadora Kuarup está lançando um novo disco, agora reunindo em 9 faixas instrumentais a Orquestra de Mato Grosso (OEMT), sob regência do maestro Leandro Carvalho, e Ivan Vilela, em um trabalho que evidencia a versatilidade da viola caipira acompanhada por instrumentos de uma orquestra de câmara. Todo instrumental, A Força do Boi traz temas como Tristeza do Jeca e Eleonor Rigby (faixa disponível somente no álbum digital) com nova roupagem por meio de arranjos ousados e criativos. O encontro de Ivan Vilela com a OEMT ocorreu em novembro de 2014, em Mato Grosso, quando eles apresentaram conceitos e entraram em estúdio para registrar o resultado. 

Ivan Vilela é um dos principais instrumentistas brasileiros da atualidade e referência no estudo, pesquisa e composição para viola caipira. Professor doutor da Universidade de São Paulo (USP), foi um dos idealizadores do primeiro curso de bacharelado de viola caipira no país. Este é seu primeiro álbum em parceria com uma orquestra e um exemplar do disco está rolando agora na vitrolinha aqui no boteco do Barulho d’água Música enquanto escrevemos esta atualização. O disco nos foi enviado, gentilmente, por Rodolfo Zanke, diretor cultural da Kuarup, ao qual e à toda equipe somos mais uma vez gratos!  .

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1218 -Luiz Vieira (PE) ganha tributo aos 90 anos em espetáculo gravado e disco pela Kuarup 

Álbum celebra a obra do consagrado compositor através de intérpretes de diferentes gerações em novas gravações 

Um dos maiores e mais autênticos compositores da música brasileira, o músico cantador pernambucano Luiz Vieira, carinhosamente tratado no meio artístico por Menino Passarinho, completou 90 anos em 12 outubro do ano passado e para celebrar esta data especial, um notável elenco subiu ao palco do Teatro Itália, na cidade de São Paulo, dez dias antes, em 2 de outubro. O objetivo era celebrar a música e a poesia de Vieira na gravação do espetáculo que se transformou em um álbum de 20 faixas e rendeu um programa especial para o Canal Brasil, levado ao ar em 26 de janeiro, Um exemplar do disco, lançado recentemente pela produtora e gravadora Kuarup, está sendo tocado no momento em que redigimos esta atualização, gentilmente enviado à redação do Barulho d’água Música pelo diretor da Kuarup Musica, Rodolfo Zanke, ao qual e à cuja equipe agradecemos.

A gravação das 20 faixas levou ao Itália nomes de diferentes estilos e gerações da música brasileira como Daniel, Renato Teixeira, Zeca Baleiro, Maria Alcina, As Galvão, Claudette Soares, Alaíde Costa, Agnaldo Rayol, Agnaldo Timóteo, Moacyr Franco, Ayrton Montarroyos, Socorro Lira, Graça Braga, Anastácia, Verônica Ferriani e Zeca Baleiro, Altemar Dutra Júnior, Célia & Celma, Sérgio Reis, Claudette Soares e Eliana Pittman. A direção musical e os arranjos couberam ao pianista Alexandre Vianna e  a direção artística e a produção a Thiago Marques Luiz.

À época se recuperando de uma pneumonia, Luiz Vieira, por recomendações médicas, não pode comparecer. A ele caberia interpretar ao lado dos filhos mais novos (os gêmeos de 11 anos, Jorge e Luiz) Ponteio (Edu Lobo). Outra ausência sentida foi a de Ângela Maria, inicialmente escalada para coordenar a festa e receber os demais convidados, mas a Rainha do Rádio partiu dias antes, em 29 de setembro. Ela também se tornaria nonagenária em 13 de maio deste ano e também acabou homenageada no show.

O álbum da Kuarup é mais uma obra prima da gravadora que ressurgiu das cinzas, agora nas mãos da competente equipe de Zanke. Resgata e ajuda a tornar ainda mais admirados sucessos de Vieira que já atravessam décadas e estão na memória afetiva de várias gerações como Menino de Braçanã, Prelúdio Pra Ninar Gente Grande (em cuja letra há os versos que renderam ao homenageado o apelido “Menino Passarinho”), Paz do Meu Amor, Inteirinha, Na Asa do VentoGuarânia da Lua Nova. Algumas das vozes que as interpretam agora são contemporâneas de Luiz Vieira e gravaram canções dele nos anos 1950 e 1960, como os Agnaldos e Moacyr Franco,  E o texto de apresentação do álbum é de outro ícone da cultura nacional, o Sr. Brasil Rolando Boldrin, que se inspirou na carreira de Luiz Vieira nos anos 1960 para se tornar o famoso apresentador de causos e canções da televisão brasileira, hoje na TV Cultura. 

Luiz Vieira, natural de Caruaru (PE), tem profícuos 70 anos de carreira. Nesta rica trajetória gravou dezenas de discos, foi apresentador de rádio, de televisão de importantes emissoras e teve músicas gravadas por mais de 100 expoentes da MPB incluindo Maria Bethânia, Rita Lee, Caetano Veloso, Ivan Lins, Zizi Possi, Paulinho da Viola, Fagner, Alceu Valença, Nara Leão, Luiz Gonzaga, Evinha, Cauby Peixoto, Ângela Maria, Marlene, Inezita Barroso, Amelinha, Taiguara e Elba Ramalho, entre outros.

Luiz Rattes Vieira Filho de batismo, recebeu o nome de um dos avôs. Ainda aos dois anos, ficou órfão da mãe, e, antes dos dez se mudou para o estado do Rio de Janeiro para ser criado pelo avô, em Alcântara, município de São Gonçalo. Na ex-capital federal, a cidade do Rio de Janeiro àquela época, exerceu diversas atividades antes de ingressar na vida artística: chofer de caminhão, motorista de táxi, guia de cego, engraxate e lapidário. Ainda criança, cantou em circos e em parques de diversão e somava oito anos ao produzir sua primeira composição.

No início da carreira, Luiz Vieira preferia músicas românticas, valsas e samba-canções. Em uma rodada do programa de Renato Murce, na cidade do Rio de Janeiro, imitou Vicente Celestino, apresentou-se como crooner de orquestra num cabaré do bairro carioca da Lapa e assim conseguiu ser contratado pela Rádio Tupi, por intermédio de Paulo de Grammont. Em 1950, já integrava o cast das rádios Tupi e Record, de São Paulo, que pertenciam às Emissoras Associadas.

A canção Menino de Braçanã, composta em 1953 (em parceria com Arnaldo Passos), tornou-se seu primeiro sucesso, na voz de Roberto Paiva e, em seguida, o cantor Ivon Curi a gravou. No disco dos 90 anos, a interpretação coube a Renato Teixeira, acompanhado, entre outros, músicos pelo acordeonista do momento, Thadeu Romano. (Também participam do álbum  Ronaldo Rayol, ao violão, João Benjamin, ao baixo acústico e  o baterista Rafael Lourenço,)  

Entre 1954 e 1961, além de cantor da rádio e televisão Record paulista, Viera passou, ainda, pela Rádio Nacional (CBN). O programa Encontro com Luiz Vieira, levado ao pela extinta TV Excelsior, no canal 9, de São Paulo, estreou em 1962 e neste mesmo ano Vieira ganharia as paradas de sucesso com a canção Prelúdio Pra Ninar Gente Grande — que no álbum da Kuarup ganhou as vozes da trinca Timóteo, Rayol e Franco. Em 1963, emplacou outro grande sucesso, Paz do Meu Amor (Prelúdio nº 2), que Daniel reinterpretou, abrindo os trabalhos no Teatro Itália.

Luiz Vieira chegou a fazer diversas viagens aéreas por semana para cumprir agendas em cinco programas de televisão, cruzando o país, do Ceará ao Rio Grande do Sul. Também se tornou locutor da Rádio Manchete e é estudioso das músicas de cordel.

Faixas do álbum: 1. Paz do Meu Amor (Daniel)/ 2. O Menino de Braçanã (Renato Teixeira)/ 3. Guarânia da Lua Nova (As Galvão) / 4. Guarânia da Saudade (Ayrton Montarroyos) / 5. Os Olhinhos do Menino (Altemar Dutra Júnior) / 6. Estrada da Saudade (Célia&Celma) / 7. Inteirinha (Claudette Soares) / 8. Na Asa do Vento (Verônica Ferriani e Zeca Baleiro) / 9. Estrada do Colubandê (Maria Alcina e Edy Star) / 10. Pagando o Pato (Raimundo José) / 11. Maria Filó/O Danado do Trem (Anastácia) / 12. Corridinhos da Saudade (Socorro Lira) / 13. Balada do Amor Sublime (Moacyr Franco) / 14. Cativo (Sérgio Reis) / 15. Resto de Quem Parte (Agnaldo Rayol) / 16. Estrela Miúda (Graça Braga) / 17. Nossos Destinos (Eliana Pittman) / 18. Estrela de Veludo (Márcio Gomes) / 19. Poema de Um Bruto (Agnaldo Timóteo) / 20. Prelúdio Pra Ninar Gente Grande/Menino Passarinho (Agnaldo Timóteo, Agnaldo Rayol e Moacyr Franco).

https://music.apple.com/br/album/luiz-vieira-90-anos-ao-vivo/1461566990

Querido amigo e amado poeta LUIZ VIEIRA 

Ao ver você “dobrar” a “Esquina da Vida” (90), cercado de discípulos maravilhosos. numa comemoração tão “arretada”, tive Inevitavelmente que “voar” com o pensamento pra mentalizar os anos quando você apresentava o seu programa de TV. na Excelsior.

Ali. ao VIVO e em preto e branco, você “desfilava” suas obras, contava e declamava belíssimas histórias nordestinas

Foi ali, vendo e assistido emocionado as suas declamações. (Zé da Luz – “Brasil Caboclo”) e vendo a sua impecável Interpretação no seu eterno “MENINO PASSARINHO” que senti passar o meu ANJO bom (que me acompanha até hoje). pra sentenciar-me – Está aí. ROLANDO BOLDRIN Este deve ser e será o seu “caminho”. É Isso que você deve APRENDER a fazer: emocionar as pessoas. contando e cantando um BRASIL de verdade 

Foi ali, assistindo emocionado você, que escolhi o meu “DESTINO” de artista brasileiro. Por Isso, amado Poeta, LUIZ VIEIRA, você foi, ainda é e continuará sendo, eternamente, o meu maior MESTRE. 

Um grande beijo deste seu ETERNO admirador. que por motivos de “Viagem” não estava presente em CARNE-E-OSSO na sua FESTA.

PARABÉNS MESTRE LUIZ VIEIRA

Rolando Boldrin, outubro de 2018 

Braços curtos

A música Menino de Braçanã foi o primeiro sucesso de Luiz Vieira, que a gravou, em 1954, pela gravadora Todamérica, apontou o articulista Paulo Peres, autor em 28 de maio de 2017 do texto Um menino de Braçanã, que trazia Jesus Cristo no seu coração, publicado no portal Tribuna da Internet.

Peres observou:“Braçanã é um lugar situado no Município de Rio Bonito, no Rio de Janeiro, onde Luiz Vieira morou algum tempo. Antigamente, as terras para serem vendidas eram medidas através de braçadas, isto é, a pessoa abria os braços e, consequentemente, contava uma, duas, cem, mil braçadas etc.  Entretanto, se alguém desconfiasse que a medida não estava correta, dizia que a terra parecia ter sido medida pelos braços de uma anã, surgindo, daí, o nome Braçanã”.

Sobre a Kuarup 

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros. 

Kuarup Música, Rádio e TV: http://www.kuarup.com.br 

Telefones: (11) 2389-8920 e (11) 99136-0577/ Rodolfo Zanke rodolfo@kuarup.com.br/

 

1216- Pianista e arranjador Marco Bernardo (SP) lança novo álbum pela Kuarup

Disco com direção musical de Wagner Amorosino tem releituras de clássicos de nomes como Waldir Azevedo, Pixinguinha e Jacob do Bandolim e será atração do projeto Cultura no Choro, em Sampa 

O pianista e arranjador paulistano Marco Bernardo será atração neste sábado, 3 de agosto, do projeto Cultura no Choro, quando, a partir das 20 horas, estará lançando o álbum O Pianeiro Chorão, pela produtora e gravadora Kuarup (ver a guia Serviço). O conceito de pianista popular origina-se na figura do pianeiro – designação do pianista demonstrador das antigas casas de música que comercializavam partituras e instrumentos musicais nas primeiras décadas do século passado. Alma desses estabelecimentos, o pianeiro divulgava ao público os últimos lançamentos musicais e, sobretudo quando se tratava de música popular, as partituras eram escritas em nível elementar de maneira a serem exequíveis pelo público médio, se lhes dava toques insuspeitados, desde o balanço até intervenções de caráter melódico e harmônico. Não podia ser diferente: graças às artes do pianeiro, as pessoas se agradavam das músicas e adquiriam três exemplares, com a ilusão de, chegando em casa, fazer algo parecido com o que tinham acabado de ouvir na loja. Só o talento de cada um diria.

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1206 – Banda de Pau e Corda (PE) lança disco comemorativo, pela Kuarup, em Belo Horizonte (MG)

Álbum traz 16 sucessos do grupo que está na estrada há 45 anos, com participações dos violeiros mineiros Chico Lobo e Tavinho Moura

A Banda de Pau e Corda, uma das mais longevas e tradicionais do Brasil, fará nesta quinta-feira, 4 de julho, apresentação em Belo Horizonte (MG) durante a qual será lançado o álbum comemorativo aos seus 45 anos de trajetória. O disco do grupo de Recife (PE), lançado pelo selo Kuarup, já está tocando aqui na redação do Barulho d’água Música, gentilmente enviado pela gravadora, a qual agradecemos à toda equipe e em especial a Rodolfo Zanke. A cantoria deverá começar às 21 horas, no Teatro do Centro Cultural Minas Tênis (ver a guia Serviços).

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1194 – Paulo César Pinheiro (RJ) completa 70 anos e presenteia público com o livro Figuraças

Livro foi lançado em roda de samba pela Editora Carioca 7Letras na cidade do Rio de Janeiro

Paulo César Pinheiro, consagrado poeta, compositor teatrólogo e autor carioca de diversos clássicos da música popular brasileira, completou 70 anos em 28 de abril. No auge da prolífica carreira que já passou de meio século de estrada, para comemorar a importante data para Pinheiro e para a cultura do país, amigos e fãs é quem ganharam o presente: a coletânea Figuraças, que a Editora 7Letras (RJ) lançou recentemente, em 18 de maio, em tarde de autógrafos na livraria Folha Seca, situada no coração da cidade do Rio de Janeiro. Entre uma declaratória e outra, Paulo César participou de uma roda liderada pelo grupo Jequitibá do Samba, formado por Julião Rabello Pinheiro (violão 7 cordas), Iuri Bittar (violão 6 cordas), Ronaldo (cavaco), Bidu, Anderson Balbueno e Jefferson Schott (percussões).

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1193 – Chico Lobo (MG) lança “Sagração”, álbum pelo selo Kuarup inspirado nos sertões de Guimarães Rosa

LTexturas instrumentais compõem canções explorando temas como o amor, a religiosidade, a força da trilha dos sertões e veredas de Minas Gerais no projeto em parceria com o poeta Wander Lourenço que tem participações de João Di Souza, Sérgio Santos, Simone Guimarães, Bruna Morais e Mariana Nunes.

As audições matinais dos sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música neste dia 25 de maio começou com o álbum Sagração, mais recente e encantador trabalho do cantor, compositor e violeiro Chico Lobo em parceria com o poeta Wander Lourenço e com os músicos Sérgio Rabello e Leíse Renhe, complementado por um belo projeto gráfico e encarte, assinados por Adriano Alves. Sagração será lançado em São Paulo na quinta-feira, 30, abrindo uma miniturnê que terá escalas na cidade de Belo Horizonte (MG), do Rio de Janeiro (RJ) e na mineira São João Del Rey (ver guia Serviços). O álbum é mais um lançamento da gravadora Kuarup, com produção executiva de Ângela Lopes (Viola Brasil Produções), à qual e a Rodolfo Zanke agradecemos pela gentileza do envio do exemplar que rolamos na vitrolinha.

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1177 – Kuarup lança em plataformas digitais dois álbuns inéditos do cantor e compositor Johnny Alf

Gravações ao vivo compiladas nos discos O Autor e O Intérprete
trazem a genialidade de um dos fundadores da Bossa Nova

A produtora e gravadora Kuarup está lançando em todas as plataformas  digitais duas compilações inéditas de registros ao vivo do cantor e compositor Johnny Alf, realizadas no início da década dos anos 2000, abordando suas vertentes de autor e de intérprete consagrado da Bossa Nova. As gravações fazem parte do acervo de Nelson Valência, produtor e empresário de  Alf.  O raro material foi organizado e compilado pelo jornalista e produtor musical Thiago Marques Luiz para celebrar a obra  e comemorar os 90 anos do músico que completaria 90 anos em 19 de maio.

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1153- Rainha do Mar, Iemanjá é festejada em várias cidades do país; ouça músicas que a homenageiam*

*Com Camila Moraes  (da surcusal brasileira do portal El País) e blogues SignificadoConexão Planeta e iQuilibrio

Odoyá!

Hoje, 2 de fevereiro, cidades como Salvador (BA), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Rio Grande (RS), entre outras, celebram cultos e promovem festas, entre outras iniciativas de louvor, a Iemanjá, orixá feminino de origem africana e presente nas religiões Candomblé e Umbanda. Por sincretismo, entre os católicos é tratada por Nossa Senhora da Conceição — em São Paulo — das Candeias (celebrada, também em 8/12) — na Bahia –, e dos Navegantes — no Rio Grande do Sul. Em Belém, capital do Pará, e São Paulo, devotos organizam procissões e cultos em 8 dezembro, o que demonstra a popularidade desta divindade cujo nome também ocorre iniciado pela letra Y: YemanjáNa África,o nome tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé Omo Ejáque significa “Mãe dos filhos-peixe”. 

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1149 – Yamandu Costa e Thadeu Romano aliviam saudades do mestre Dominguinhos em show único no Sesc Pinheiros (SP)*

Repertório  vai passear por músicas dos discos que o violonista gaúcho gravou com o sanfoneiro de Pernambuco, mesclado a sucessos de Tom Jobim, Sivuca, Abel Ferreira, Chico Buarque, Luiz Gonzaga…
*Com Lu Lopes (Rubra Rosa Projetos Culturais)

Yamandu Costa e Thadeu Romano vão apresentar Salve Dominguinhos, trazendo de volta aos palcos composições de Yamandu + Dominguinhos e Lado B (discos que ambos gravaram juntos, em 2007 e em 2010) com uma única apresentação marcada para a noite de sexta-feira, 1º de fevereiro, na unidade Pinheiros do Sesc da cidade de São Paulo (ver guia Serviços). Em 2018 completamos cinco anos sem o sanfoneiro pernambucano que nos deixou em 23/7/2013. Mais do que as saudades, ele nos deixou um legado imenso de obras para música. Seu Domingos, apesar de ter partido aos 72 anos, encantou jovens músicos de várias gerações e, por essa razão, sempre viveu cercado pela novidade da juventude.

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1148 – Poemúsica, nono livro do compositor carioca, marca os 50 anos da trajetória de Paulo César Pinheiro

Obra lançada pela 7 Letras antecipa, ainda, os 70 anos de vida do autor de mais de 1,3 mil músicas gravadas por centenas de intérpretes. Outros títulos sairão até abril, mês do aniversário do ganhador de um Grammy Latino 

O Barulho d’água Música recebeu da Editora 7 Letras, estabelecida na cidade do Rio de Janeiro (RJ), um exemplar do novo livro lançado pelo poeta, compositor, romancista e teatrólogo Paulo César Pinheiro, pelo qual agradecemos ao amigo jornalista George Pãtino. poemúsica, conforme está grafado na capa, em letras minusculas, marca os 50 anos de carreira do autor de Canto das Três Raças (em parceria com Mauro Duarte), entre outras pérolas do nosso cancioneiro e apenas uma das mais de 1,3 mil composições gravadas por diversos intérpretes neste meio século ¹. O livro também antecipa as comemorações pelos 70 anos que Pinheiro comemorará em 28 de abril.

Conforme entrevista  concedida a Caroline Carvalho (do portal Eu, Rio) , o livro para o autor une o que ele sabe fazer de melhor: poesia e música. poemúsica tem uma centena de poemas, divididos em três seções, livres e sem limites em questão de matéria-prima. A seção poemétrica, a primeira, exprime a faceta mais técnica e lírica do autor, destacou Caroline, enquanto poemágica espelha seu lado mais leve, inventivo e lúdico, com neologismos e construções surpreendentes. Já poemística, completou a jornalista, explora os sentidos e reveses da alma, do simbólico, do que há de nebuloso em nós.

Neste ano as comemorações do 70º aniversário deverão ser embaladas pelo lançamento de outros dois livros, antecipou o Eu, Rio. Um de contos, cujo título será Figuraças, é inspirado nas crônicas que Paulo César Pinheiro fazia nos anos da década de 1970 para O Pasquim. O outro, também de poesia, vai se chamar Mil versos, Mil canções. O pacote do “Parabéns a você”! incluirá, ainda, um álbum com músicas inéditas, mais um documentário conduzido pelo próprio compositor.

A perspectiva de completar sete décadas de vida deixa o autor muito animado e com uma produção pra lá de afinada, observou Caroline ao reproduzir a declaração dele: “Tenho mais incontáveis livros na gaveta esperando edição. Todos escritos em cadernos de próprio punho. Pretendo publicar também minhas peças, Besouro Cordão de Ouro e Galanga Chico Rei, ambas dirigidas por meu queridíssimo amigo, recentemente falecido, João das Neves”. As letras em gaveta, pasmem, somam quase 1000 músicas ainda inéditas!

Sobre o documentário – uma produção da Terra Firme Produtora com direção de Andrea Prates e Cleisson Vidal e exibição exclusiva e inédita do Canal Curta –, Paulo Cesar afirmou: “Só aceitei fazer porque serei eu falando de mim, não há terceiros falando, o que me deixa mais confortável”.

Ainda segundo a entrevista, Paulo Cesar Pinheiro contou que nos jornais lia as colunas de Cecilia Meirelles, Clarice Lispector, Fernando Sabino, Drummond, Nelson Rodrigues, Antônio Maria, entre outras referências de peso. “Eu escreveria uma coluna sobre poesia. Poderia fazer até uma por dia, transcrever um poema e comentá-lo”, lembrou Paulinho, que também está atento às novas gerações por meio do seu perfil no Instagram @paulocesarpinheirooficial.

Grammy e Prêmio Shell

Nascido  no Rio de Janeiro em 1949, Paulo Cesar Francisco Pinheiro tem mais de 1.300 músicas gravadas por diversos intérpretes e 10 álbuns lançados, além de ser autor de trilhas para cinema, teatro e televisão. Publicou os livros de poesia Canto Brasileiro (Companhia Brasileira de Artes Gráficas), Viola morena (Tempo Brasileiro), Atabaques, violas e bambus (Record), Clave de Sal (Gryphus) e Sonetos sentimentais para violão e orquestra (7 Letras); os romances Pontal do Pilar e Matinta, o bruxo, além do livro de contos Histórias das minhas canções (os três pela Leya). É autor das peças Besouro Cordão de Ouro (vencedora do Prêmio Shell de Teatro 2006) e Galanga Chico Rei. Foi premiado com o Grammy em 2002 e recebeu o Prêmio Shell pelo conjunto da obra em 2003. Em 2016, gravou seu depoimento para a posteridade no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, e o segundo para a Casa do Choro, em 2017.

1 Estão entre os parceiros de Paulo César Pinheiro músicos como João NogueiraJoão de AquinoFrancis HimeDori CaymmiRaphael RabelloAntônio Carlos JobimIvan LinsEdu LoboMauro DuarteGuingaToquinhoEduardo GudinLuciana RabelloMauricio CarrilhoCristovão BastosSergio Santos, Moacyr LuzDanilo CaymmiBaden Powell, e Maria Bethânia.

Sua primeira composição foi aos 14 anos,  Viagem, em parceria com João de Aquino. Quatro anos depois, começou a destacar-se como letrista, estabelecendo parcerias com Baden Powell, principalmente na voz de Elis Regina – como sua primeira canção registrada, Lapinha“. Outras intérpretes marcantes foram Elizeth Cardoso, Simone e Clara Nunes, com quem foi casado de 1975 até a morte desta em 1983, e os conjuntos MPB-4 e Quarteto em CyEm 2002, foi premiado, juntamente com Dori Caymmi, com um Grammy Latino na categoria de “Melhor Canção Brasileira”. No ano seguinte ganhou o Prêmio Shell pelo CD O Lamento do Samba Em 2015, levou o troféu de Melhor Canção/ Compositores do 26º Prêmio da Música Brasileira  pelas composições em parceria com Guinga que Mônica Salmaso interpreta em Corpo de Baile, lançado pela Biscoito Fino, quase todas inéditas.

Em 1985 casou-se com a musicista Luciana Rabello, tornando-se seu parceiro em diversas composições. Este casamento lhe deu dois filhosAna Rabello Pinheiro e Julião Rabello Pinheiro, ambos músicos e parceiros do poeta.