1575 – Disco de estreia do Quarteto Caipira Paulista, Origens, ganha cantoria no Centro Cultural Casarão, em Campinas (SP)

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Composições reúnem clássicos da música caipira que revisitam Angelino de Oliveira, Tonico e Tinoco, Cascatinha & Inhana, Arlindo Pinto e Mario Zan, Josino Medina, Doroty Marques, mais canções autorais dos dois mais recentes anos

Ritmos tradicionais como cururu, toada e chamamé vestem a poesia brejeira de Origens, álbum autoral que o Quarteto Caipira Paulista lançará com entrada franca neste domingo, 18 de setembro, a partir das 11 horas, no Centro Cultural Casarão de Barão Geraldo, situado em Campinas (SP). Formado por Daísa Munhoz (voz), Levi Ramiro (viola caipira), Manu Saggioro (violão e voz) e Rogério Plaza (sanfona), o Quarteto Caipira Paulista surgiu em 2020 e interpreta clássicos da música caipira com a proposta de resgatar e preservar a história raiz do Interior de São Paulo. Contemplado pelo ProAc Editais 2021, Origens já está disponível nas plataformas digitais.

O repertório inclui clássicos caipiras que marcaram as décadas entre 1940 e 1970 como Tristeza do Jeca (composta em 1918 por Angelino de Oliveira, da cidade de Botucatu); Chico Mineiro (famosa composição de Tonico e Tinoco, nascidos nas cidades de Pratânia e São Manuel); Chalana (obra conjunta de  Arlindo Pinto com Mário Zan, crescido em Catanduva); e o trio clássico das lendas  paraguaias: Índia, Meu Primeiro Amor e Anahí (recolhido por José Fortuna, cidadão de Itápolis, e eternizado por Cascatinha & Inhana, dupla das cidades de Araraquara e de Araras, respectivamente).

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1159 – Conheça Adiel Luna (PE), coquista autor de “Baionada” e “Onde as violas se encontram”

Repertório dos dois álbuns do músico residente  em Recife resgatam ritmos que animam cantigas de trabalho e festas dedicadas ao baião, ao improviso,  à pisada de coco e à  cantoria de viola no sertão, além de rimas de cordel e o repente

As tradicionais audições na redação do Barulho d’água Música nas manhãs de sábado começaram neste dia 23 de fevereiro, a uma semana do Carnaval, com o álbum Baionada (2015), do pernambucano Adiel Luna, autor, ainda, de Onde as violas se encontram, gravado com o pai, o premiado Coco Camará, também tocado aqui no cafofo. Em sua página eletrônica, na guia de apresentação, consta que a relação de Luna com a música vem de berço: a bisavó era cantadeira de casa de farinha e conheceu o marido animando uma farinhada. O avô, por sua vez, foi entusiasta da cantoria de viola, enquanto o pai – assim como alguns tios e primos – é poeta e repentista.

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728 – André Salomão (MG) e Pareia Baião de Dois: ótimas receitas para encarar tempestades e escuridão!

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Noite de sexta-feira, 13 (atentem para a data!). Centro Cultural Casarão de Barão Geraldo (Campinas/SP), um local que conforme o Barulho d’água Música tem testemunhado, parece imerso em magia, onde a cada show ou espetáculo situações inusitadas e marcantes se repetem, beirando o fantástico! Os céus despejando lá fora uma tempestade que parece ter vindo do nada, que começou quando a principal atração daquela edição do  Dandô – Circuito de Música Dércio Marques dedilhou as primeiras notas em seu violão, quase abafadas pela ruidosa e violenta ventania que fazia portas e janelas baterem, abrirem e se fecharem, árvores ao redor caírem como se fossem raquíticos galhos; o alarme de um carro dispara: tudo começa a conspirar para que não haja apresentação alguma. O palco, aos poucos, formando pequenas poças, um louva-deus busca abrigo em um holofote. Providência desnecessária: para que o inseto não morresse torrado, o “técnico” de iluminação e da mesa de som, gentilmente, com o aval simpático do músico, desliga a lâmpada, mas mal o cantor conclui aquela primeira música do repertório tudo cai em total escuridão!

André Salomão, paulista que se fixou em Araguari (MG), mas atualmente estuda e mora em Barbacena, era o cantor convidado. Recém chegado de Guarulhos, onde na noite anterior iniciara seu giro por São Paulo fazendo rodar a caravana do circuito idealizado há dois anos por Katya Teixeira, ele, em Barão Geraldo, cumpria a escala que fecharia hoje, 15, em Caldas (MG). Com o súbito temporal que deixou o bairro imerso no breu, Salomão compreensível e confortavelmente poderia ter recolhido trens e tralhas, pedido desculpas e cancelado a cantoria, só que não: levou adiante o compromisso, alheio à fúria de São Pedro, com alegria e contagiante descontração. Fez valer o lema todo artista tem de ir onde o povo está (sem se importar para quantos gatos pingados irá cantar) e cumpriu seu ofício, sob bateria das mais assustadoras de raios e de trovões!

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Enquanto todo o interior do salão clareava a cada novo estalo, seguido por sinistros trovões, André Salomão desafiava o tempo lá fora à medida que desfiava (tranquilo como um louva-deus meditando) obras do repertório próprio e do álbum Planos e Muros entremeadas a sucessos do Clube da Esquina – primeiro iluminado por uma minilanterna que acoplou ao pedestal do microfone, depois por fachos de celulares, e por fim, apenas por chamas de velas. Assim, música a música, conquistou a plateia, fazendo-a interagir em animados esquetes e coros e ignorar o dilúvio. Só ele e o violão. Ou melhor: só ele, o violão e a viola caipira, já que vem gradativamente se tornando bamba também neste instrumento e com um que ganhou em Brasília (DF) ofereceu ao público canções dos álbuns Brasileirinho e Meus Quintais, de Maria Bethânia (Cigarro de Paia, de Armando Cavalcante/Klecius Caldas, e Imbelezô eu), além de Calma, do seu primeiro disco

(Calma /agora que tudo passou /não tem porque correr/ Calma/ agora que tudo passou/já nem tem mais porquê/Junte os cacos / junte os trapos / juntos / Ouça / pois quem não ouve / o outro pode não ouvir você / Ouça /pois quem não se ouve /pode não se ver/Junte os pontos/junte os laços/juntos/Juntos, somos muito/quando fracos são os sós/que são por si e só. Não parece letra feita para aquela noite, tirada do bolso do colete para amenizar a situação?)

No final das contas valeu mais que pelo dobro do “ingresso” a noite na apagada Campinas — que por horas ficou tempestuosa enquanto, simultaneamente, na Cidade Luz, começava a transcorrer tenebrosa — ao menos dentro da sala de Barão Geraldo; onde a apresentação de Salomão se consumou correu das mais agradáveis, em ambiente de intimidade e de bom humor. Agora, corta! Mudemos de plano para observar que gosto não se discute, segundo reza uma máxima popular, mas desinformação pode custar caro quando o assunto for diversão e a chance para desfrutar acesso a ótimas oportunidades de entretenimento.

Tem muita gente protestando contra os salgados preços dos ingressos para ver em um majestoso estádio David Gilmour (que, diga-se de passagem, é estrela incontestável do rock progressivo e este blogueiro adora!). Pessoas vociferam “assim não dá!” (pois estaria sendo promovido um atentado contra o bolso do público que cativa o Pink Floyd) enquanto artistas independentes como André Salomão (no caso de Barão Geraldo diante de escasso número de amigos e fãs que foram prestigia-lo) batalham por uma pataca de reconhecimento! E cantando e tocando de graça, em espetáculos sem cobrança de ingresso ao final do qual se passa um chapéu! Se existe o lado escuro da lua, é gente sideral como André Salomão que faz o sol brilhar mesmo em ocasiões das mais improváveis. É gente que além de talento, banhada por luz própria, consegue protagonizar shows memoráveis diante de poucas cadeiras ocupadas (o que poderia ser frustrante e brochar) e de dois bravos tocos de parafina e pavio. Se gente assim não acalma tempestades, ao menos abranda escuridões!

Quem sabendo ou não que os céus desabariam dirigiu-se na sexta-feira, 13 (será que a tempestade teve correlação com a data?) ao Casarão não voltou para casa satisfeito apenas pelo que André Salomão ofereceu. Antes dele, como anfitrião do convidado desta rodada do Dandô, o casal Mirna Rolim e Bruno Dutra estrearam a Pareia Baião de Dois, dupla que formaram para cantar, tocar, declamar e encenar trechos de obras literárias brasileiras. Ao violão, acompanhada por Dutra tocando flauta, Mirna Rolim interpretou Bêradero, de Chico César, A Lua Girou, de Milton Nascimento, declamou um poema de autoria própria e dramatizou com estilo a narrativa em terceira pessoa do conto Sequência, extraído de Primeiras Estórias, de Guimarães Rosa.  

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Sequência é o desenrolar de uma busca, a princípio, material, na qual um rapaz sai à procura de uma vaca desgarrada (Pitanga) do rebanho, mas que no decorrer da trama transforma-se numa busca espiritual — o animal se converte em ponte entre os dois mundos. Volta-se aqui a se deparar com a força que teria o destino — um elemento recorrente à concepção roseana de como a existência transcorreria: o vaqueiro, saindo à procura de um animal extraviado, termina por ir ao encontro, sem saber, da pessoa amada. “É como se, na vida, o próprio acaso, tecido de erros e de enganos, de repente, sem razão aparente, iluminasse o caminho certo entre os muitos descaminhos da vida”, aponta um texto sobre a obra em um portal preparatório para vestibulares. “A narrativa do conto retoma a crença na predestinação e na recompensa que advém da resistência ao sofrimento: o rapaz e a vaquinha superam obstáculos, enfrentam sérios perigos e são recompensados, pois o moço encontra o verdadeiro amor, a vaquinha, a liberdade”.  

“Baião de dois é um prato aparentemente simples, composto basicamente por dois ingredientes apenas, mas que pode ser oferecido com muitos outros, tornando-o ainda mais saboroso”, disse Mirna, que além de cantora e atriz trabalha como palhaço juntamente com Bruno Dutra.

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720 – André Salomão canta e toca pelo Dandô Circuito de Música Dércio Marques em cidades de SP e MG

O cantor e compositor André Salomão estará de volta a São Paulo, estado de origem dele, para duas apresentações pelo Dandô Circuito de Música Dércio Marques. Em Guarulhos, primeira escala da viagem, André Salomão tocará com entrada franca a partir das 20 horas na Biblioteca Monteiro Lobato, onde terá por anfitrião Kaique Falabella. No dia seguinte, no mesmo horário, será a vez de o público de Campinas prestigiá-lo, agora no Centro Cultural Casarão, em Barão Geraldo. A honra de recebê-lo no palco caberá ao Pareia Baião de Dois, formado por Mirna Rolim e Bruno Dutra.  A turnê pelo Dandô Dércio Marques ainda levará o musico e educador a Caldas (MG). Lá, o bacurau cantante João Bá vai fazer a abertura da cantoria programada para começar às 17 horas do domingo, 15, no Barracão de Artes e Criatividade.

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615 – Victor Batista promove mais duas rodadas do Dandô Dércio Marques cantando em Guarulhos e em Campinas (SP)

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O cantor e compositor Victor Batista, mineiro radicado em Goiás, estará em São Paulo nesta semana para duas apresentações pelo Dandô Circuito de Música Dércio Marques, em Guarulhos, e, depois, em Campinas. No município da região metropolitana, Victor Batista será recepcionado por Amauri Falabella a partir das 19 horas da quinta-feira, 20 de agosto, no anfiteatro da Biblioteca Monteiro Lobato. Já na cidade do Interior, com João Arruda atuando como anfitrião, Victor Batista cantará na sexta-feira, 21, a partir das 20 horas, no distrito de Barão Geraldo. 

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João Arruda grava “Entre Violas e Couros”, álbum para marcar 10 anos de carreira, em Barão Geraldo (SP)

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Ao celebrar dez anos de carreira João Arruda convida amigos e admiradores para mais uma festa no Centro Cultural Casarão, em Campinas (Foto: Adriano Rosa/ASN Campinas)

O violeiro, cantor, pesquisador e sonhador inquieto João Arruda já está costurando o espetáculo Entre Violas e Couros, por meio do qual o músico planeja tornar inesquecível e especial a noite da sexta-feira, 10 de julho, em Campinas. João Arruda está comemorando, em 2015, dez anos de carreira solo e nessa data promoverá no palco do Centro Cultural Casarão (situado em Barão Geraldo, distrito de Campinas/SP), um show imperdível em comemoração à caminhada ao longo deste frutífero período no qual despontou como um dos mais criativos e originais nomes da música regional, dentro e fora do país. A partir das 20 horas, ele cantará composições de sua autoria (algumas inéditas) mescladas a cantigas e brincadeiras do folclore brasileiro e de compositores que se expressam por meio da cantoria e da cultura popular, como João do Vale (MA) e Elomar Figueira de Melo (BA).

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Centro Cultural Casarão terá Flautins Matuá e Sexteto Clariô (SC) em nova rodada do Dandô-Dércio Marques

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O grupo Flautins Matuá será anfitrião de uma nova rodada do Dandô Circuito de Música Dércio Marques programada para esta quinta-feira, 18, a partir das 20 horas, quando receberá o catarinense Sexteto Clariô, no Espaço Cultural Casarão, situado no distrito de Barão Geraldo (Campinas/SP). O Flautins Matuá atua desde 2002, formado da vontade de seus integrantes em aprender a tocar pífano e de pesquisar as brincadeiras tradicionais brasileiras. Ex-alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Fernando Tocha (pífano e flauta transversal); João Arruda (viola); Marina Reiter (percussão); Franco Galvão (zabumba) e Bruno Dutra (pífanos) desde então já percorreram cidades do país e excursionaram mundo a fora, passando por países como Itália e França.

Já o Sexteto Clariô destaca-se pelo tratamento atualizado em seus arranjos e instrumentação, empregando instrumentos associados à cultura popular brasileira (viola brasileira, rabeca e pífano)  e à música urbana e de concerto (violino, violoncelo, viola de arco, saxofone e flauta transversal). O repertório reúne temas ligados ao Brasil rural e aos ritmos ibéricos, com o intuito de divulgar as vertentes da música brasileira em que as fronteiras entre o popular e o erudito se divergem e se renovam na base das tradições. A escolha do repertório deste espetáculo buscou reunir influências de autores com práticas composicionais diversas, como, por exemplo, César Guerra Peixe, Tião Carreiro, Almir Sater, Elomar Figueira Mello e músicas autorais. Formam o sexteto de Florianópolis Caio de Souza (viola caipira), Marcelo Portela (violão 7 cordas, cavaquinho e rabeca), Jorge Linemburg (violino e rabeca), Tácio Vieira (violoncelo), Fábio Mello (flauta transversal, pífano e sax soprano) e Guilherme Tebet (percussão).

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João Bá: o menino está de volta e desafia o zumbi que veio por aqui zanzar querendo levá-lo para o lado de lá da lagoa

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João Bá em sua apresentação no distrito de Barão Geraldo (Campinas/SP): há pouco ele travou uma luta quase desigual com a coisa feia, mas a fibra de sertanejo aliada às preces, à prontidão e à fé de seus filhos, amigos e seguidores o ajudaram a livrar-se da mais forte das assombrações e colocaram-no mais uma vez no palco (Foto: Marcelino Lima)

 

O público que compareceu ou estava na Praça do Coco, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas (SP), no sábado, 23 de maio, presenciou uma animada e emocionada apresentação do cantor e compositor João Bá (Crisópolis/BA). Somente há dois meses João Bá passara por uma delicada situação que por pouco não o levou para a outra margem da lagoa, o que deixaria muitos fãs e amigos pelo Brasil espalhados não apenas órfão de mais um mestre, como de um irmão mais velho que por sua sempre irreverência e espírito de menino irrequieto, além claro, de sua magnifica obra discográfica e artística (ele também é poeta e ator) já desfruta de um merecido lugar no coração e na crítica dos que batalham, como ele, pelo respeito às tradições e valorização da cultura popular. É tal qual um Hermeto Pascoal, um Heitor Villa Lobos, um Velho Lua, o malungo Elomar. A cirurgia que o livrou de um incômodo problema do sistema urinário no alto dos seus mais de oitenta anos foi bem sucedida, mas melhor ainda que a zelosa e delicada intervenção médica em Belo Horizonte (MG) foi o carinho e a prontidão de seus muitos seguidores e filhos que se mobilizaram em uma ciranda de orações, bons fluídos e contribuições financeiras pelo país afora para devolver o mais possível para ele toda sua energia e bem estar contra esta que foi uma luta desigual, mas que por hora dobrou a mais implacável das assombrações.

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Troféu Pinóquio será prêmio de Sérgio Turcão e de Giba da Viola para quem contar a maior mentira em festival de Barão Geraldo (SP)

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Giba da Viola, o vencedor do Festival de Causos de 2014, e Sérgio Turcão: só não vale dizer em Barão Geraldo que nunca mentiu e tentar entrar se passando por guri para não pagar o ingresso: os organizadores são mentirosos natos, mas enquanto você vem com o milho…

A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer (Mário Quintana)

Neste Sábado de Aleluia, dia 4 de abril, quem quiser um pouco de diversão para além de malhar algum político como se fosse Judas encontrará bons motivos para se descontrair, e rir, acompanhando, a partir das 12h30, o VIII Festival de Causos e Mentiras, que o músico Sérgio Turcão, da dupla Jica y Turcão, promoverá em restaurante localizado no bairro Barão Geraldo, de Campinas (SP). Ao melhor contador de causo, história ou mentira será ofertado o Troféu Pinóquio. Tradição que se repete em datas sempre  próximas a 1º de abril, por razões óbvias, a participação será aberta a toda pessoa que conseguir fazer inscrição até cinco minutos antes do início das apresentações. Além das lorotas, de quebra o público assistirá show caipira com Sérgio Turcão e Giba da Viola, eméritos e natos contadores de causos.

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Reggae une Adoniran a Bob Marley em Campinas (SP)

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O tempo em Barão Geraldo poderá estar carrancudo e a noite fria em 26/03, mas no interior da Casa São Jorge até São Pedro deverá estar se entregando a magia e a paz destas luzes

 

A previsão do tempo, que nem sempre se confirma, antecipa tempestade para a noite de quinta-feira, 26, em Barão Geraldo, distrito de Campinas (SP). A temperatura, por volta das 19 horas, deverá estar na casa dos 20 graus C. Mas estas intempéries, com certeza, não segurarão em casa a galera da cidade e municípios próximos que curte a sonoridade jamaicana e suas ramificações e está na febre por mais uma Positive Vibrations. Pois é chegada a hora, amigos e seguidores: a quarta edição da festa começará a rolar, exatamente no dia e no momento em que os céus ameaçam desabar — ou até já estejam desabando –, entretanto com tamanha energia e paz que provavelmente até São Pedro colará na Casa São Jorge trajando túnica colorida e com as longas cabeleiras trançadas em rastafári.    

A positividade é a pegada dessa verdadeira celebração à alegria. Como nas ocasiões anteriores será possível dançar ouvindo muito reggae, dub, ragga, nayambing, ska, e dancehall, entre outros ritmos da Jamaica apresentados pela Adube, que fará homenagem ao mestre Bob Marley, e do Malacabeza, mais a a discotecagem em vinil dos residentes Xegado e Rodrigo Dzion.

 A Adube sempre vai fundo na pesquisa do raggae jamaicano. Neste ano tocará com arranjos próprios inspirados nas versões originais um repertório que abrange músicas de todas as fases da carreira do Rei do Reggae Bob Marley. Reúne Fernando Tocha (vocal e flauta), Graciela Soares (backing vocal), Nina Neder (backing vocal), Giorgio Francisco (guitarra), Viviane Pinheiro (piano), Iago Tojal (baixo), Fernando Junqueira (bateria).

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O repertório da banda Adube, com arranjos próprios, visita todas as fases da carreira do Rei do Reggae Bob Marley

A banda Malacabeza forma um time de craques bem distribuído nas cordas, teclas, bateria, metais, e vocais e não deixa ninguém parado quando manda seu ska, estilo contagiante da década dos anos 1960. O repertório em sua maioria é de músicas próprias, mas os integrantes também costumam embalar as plateias com versões criativas de clássicos, com destaque para o samba de Adoniran Barbosa Ói Nóis Aqui Traveis, consagrado pelos Demônios da Garoa.

A discotecagem de Xegado é exclusivamente feita em disco de vinil. Ele tem pesquisa musical em grooves e apresentará as influências que a música jamaicana incorporou nas terras brasileiras. Rodrigo Dzion representa o coletivo de discotecagem jamaicana Campinas Posse, fazendo seleção em vinil de sons raros que perpassam diversas fases da música do país banhado pelo Caribe. É organizador do Reggae na Quebrada, que agrega DJs e MCs que fluem na linguagem dessa cultura.

O trabalho fotográfico da quarta Positive Vibrations será uma contribuição do competente irmão Rafael Cruz. O ingresso comprado antecipadamente custará R$ 10,00; na portaria, será vendido por 15 contos. A Casa São Jorge fica na avenida Santa Isabel, 655, Barão Geraldo.

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