1304 – Billynho Blanco (RJ) lança pela Kuarup disco de estreia

Com repertório eclético que vai da bossa nova ao rock, passando pelo folk, disco traz em onze faixas canções inéditas e duas regravações, uma do pai do cantor, compositor e ator: Billy Branco

#FiqueEmCasa #MáscaraSalva

#Fora Bolsonaro

O cantor e compositor carioca Billy Branco Júnior está lançando pela gravadora Kuarup o álbum Billynho Branco, gravado em 2019, na cidade do Rio de Janeiro, com um grupo de jovens talentosos músicos formado por Gustavo Tibi (piano e teclados), Marco Vasconcelos (guitarra), Carlos Jannarelli (baixo) e Pedro Mamede (bateria e percussão). Billynho tocou os violões e alguns pianos no disco que traz onze canções, um apanhado de nove composições dele com seus parceiros Paulinho Mendonça (autor de Sangue Latino, gravada pelos Secos & Molhados); Lucas Sigaud, jovem poeta, doutor em Física que é fã ardoroso de Bob Dylan, John Reed e Leonard Cohen e escreve apenas em inglês, mais Ailan Ross, amigo de longa data e parceiro dos tempos em que Billynho morava em Nova York. Em francês, Mes Arais foi escrita em dueto com a poetisa Paula Padilha e celebra a amizade. Já as duas faixas restantes têm assinaturas de Caetano Veloso (O nome da cidade) e do pai de Billynho, Billy Blanco (Onda/Estrada do Nada). Um exemplar do disco, gentilmente enviado pela Kuarup (a quem agradecemos em nome do diretor artístico do selo, Rodolfo Zanke), abriu as tradicionais audições matinais dos sábados neste dia 23 de maio aqui na redação do Barulho d’água Música, em São Roque, no Interior de São Paulo.

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1236 – Mônica Salmaso apresenta “Caipira”, álbum de 2017, em duas sessões no MASP (SP)

No palco a cantora estará acompanhada pelos músicos Neymar Dias (viola caipira), Lulinha Alencar (acordeon), Teco Cardoso (flautas), Luca Raele (clarinete) e Ari Colares (percussão)

Em mais duas apresentações da turnê Caipira, seu mais recente álbum, a  cantora Mônica Salmaso cantará na cidade de São Paulo, nos dias 28 e 29 de setembro, às 21 horas e às 19 horas, respectivamente. O palco de ambas as cantorias será o mesmo: o auditório do Museu de Artes de São Paulo (MASP), onde ela passará pelo belo repertório que contempla a mágica sonoridade da raiz caipira brasileira e que tem origem numa pesquisa realizada pelo violeiro Paulo Freire, por encomenda da própria Mônica, há mais de 10 anos.

A história de Caipira, produzido por Teco Cardoso com arranjos conjuntos da cantora com Neymar Dias (viola caipira e baixo acústico), Nailor Proveta (clarinete e sax tenor) e Toninho Ferragutti, vai além da pesquisa e registra um momento ímpar na carreira de Mônica Salmaso. Ela mergulhou nessa estética musical e canta não necessariamente músicas antigas e releituras, mas um trabalho guiado pela interpretação singular e precisa — um trabalho caipira com originalidade e assinatura. “Esse é o ‘meu disco caipira’, com todo o respeito que eu tenho pelo Brasil mais profundo e pelas nossas qualidades criativas que beiram o infinito”, disse Mônica. “Neste momento é mais urgente do que nunca respeitarmos o que somos e cuidarmos da gente”, emendou sobre  o álbum lançado em 2017, com show no Sesc Vila Mariana.

No palco do MASP estará acompanhada por Neymar Dias, Lulinha Alencar (acordeon), Teco Cardoso (flautas), Luca Raele (clarinete) e Ari Colares (percussão). Silvestre Júnior assinará a iluminação, Carlos Rocha será o responsável pela engenharia de som e Carla Assis pela produção executiva.

Caipira já passou por capitais como Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). Antes do retorno a São Paulo, a turnê girou por Recife (PE),Salvador (BA)e Belém (PA), viabilizada pela Lei de Incentivo a Cultura, com patrocínio de um grande banco privado.

 

Mônica Salmaso iniciou a carreira na peça O Concílio do Amor, em 1989. Em 1995, gravou o disco Afro-Sambas, um duo de voz e violão com o instrumentista Paulo Bellinati, incluindo todos os afro-sambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes. Em 1997, foi indicada ao Prêmio Sharp como revelação na categoria MPB. Lançou Trampolim, em 1998, e Voadeira, um ano depois, com o qual ganhou o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).

O quarto álbum de Mônica, Iaiá, nasceu em 2004, seguido por Noites de Gala, Samba na Rua, de 2007, com músicas de Chico Buarque. Nesse ínterim, foi convidada como solista de várias orquestras, como a Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), OSB, Jazz Sinfônica de São Paulo e Orquestra Jovem Tom Jobim, entre outras, tendo inclusive participado de um disco da Osesp, com regência de John Neschling, em 2006.

Alma Lírica Brasileira, com Teco Cardoso e Nelson Ayres, lançado  em 2011, recebeu o 23º Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor Cantora. Corpo de Baile  (2014), com músicas de Guinga e Paulo César Pinheiro, recebeu quatro indicações ao Prêmio da Música Brasileira, das quais venceu duas – Melhor Cantora de MPB e Melhor Canção. Em 2017, lançou Caipira, que tem recebido elogios da crítica especializada, sendo premiado como Melhor Álbum e Melhor Cantora na Categoria Regional pelo 29º Prêmio da Música Brasileira. Em dezembro de 2018, saiu o DVD Corpo de Baile, pelo Selo SESC, com direção de Walter Carvalho e produção musical de Teco Cardoso.

Os projetos recentes da cantora Mônica Salmaso inclui uma turnê pelo Japão com Guinga e a turnê nacional de Caipira.

As canções gravadas em Caipira: A Velha (D.P., adaptada por Nivaldo Maciel), Alvoradinha (D.P.), Feriado na Roça (Cartola), Açude Verde (Sérgio Santos e Paulo C. Pinheiro), Minha Vida (Carreirinho e Vieira), Água da Minha Sede (Roque Ferreira e Dudu Nobre), Baile Perfumado (Roque Ferreira), Bom Dia (Nana Caymmi e Gilberto Gil), Caipira (Breno Ruiz e Paulo C. Pinheiro), Leilão (Heckel Tavares e Joracy Camargo), Primeira Estrela de Prata (Rafael e Rita Altério), Saracura Três Potes (Cândido Canela e Téo Azevedo) e Sonora Garoa (Passoca).

O violeiro Paulo Freire (Foto: Marcelino Lima/Acervo Barulho d’água Música)

Cada enxadada uma minhoca

Paulo Freire, violeiro 

Caipira, quem é caipira? Muitos se perguntam se o caipira mudou, ou mesmo sumiu, dando lugar a uma nova gente que vive nos interiores. Na verdade, o caipira está cada vez mais presente, sem que muitos se deem conta. 

Vai ouvindo…

Com o movimento de migração para os grandes centros, desde o século passado, o povo da roça veio ocupar as cidades. Buscar oportunidade de trabalho e estudo, deixando a terra de lado. Mas até onde isso é bom? Para que morar tudo socado, um em cima do outro? Que vantagem pode trazer o trabalho na cidade grande, que dá um dinheiro insuficiente para tentar consumir o que muitas vezes nem se precisa? E tem mais… muito mais! 

siora e o siô podem reparar o tanto de gente que hoje em dia sonha em ter sua casinha no campo para passar os finais de semana, ou morar quando a idade apertar. É que existe um “movimento da volta”: a necessidade de largar o pé no riacho, de perceber a real dimensão do tempo, além da importância do sol e da chuva, de conhecer a terra, o nosso chão. Sabe quando a gente acha que está sem chão, que não dá pé? É isso que estamos sentindo falta. E ainda tem mais, tem mais! 

Os valores do caipira. Ali, onde a palavra empenhada tem mais valor que um contrato assinado com firma reconhecida no cartório da cidade. Onde se faz um mutirão para socorrer um vizinho necessitado. Onde todos se cumprimentam, enquanto na cidade nem o vizinho de apartamento a gente conhece é na roça que as pessoas se juntam para um catita, para o giro da folia de reis, sem esperar recompensa de dinheiro para isso, mas o agradecimento da graça alcançada. De Deus, dos santos, ou da própria natureza, Falar nisso, tem tanta gente que se diz defensor da natureza sem nunca ter apanhado um torra de terra roxa sequer…

Na verdade, estamos sentindo uma falta tremenda de tudo o que significa o caipira. Vou dar um exemplo simples aqui: Inezita Barroso nos deixou no dia 8 de março de 015. Desde o final de 2014, ela não gravava mais o Viola, minha viola. Este programa está no ar desde 1980! É o mais longevo da TV brasileira. Como se isso já não fosse suficiente, repare, o falecimento de nossa rainha já completou quatro anos e o Viola continua no ar com suas reprises! Justamente o programa que trata desse mundo caipira. Inezita é nossa bandeira. Comoo explicar que a viola continue no ar?¹ Tem aí um segredo que vive dentro de urna frase do incrível violeiro Renato Andrade, Ele viveu a época de maior preconceito com a viola e o caipira. E dizia assim: “Viola é que nem mortadela: todo mundo gosta, mas tem vergonha de comer na frente dos outros”. 

Pois bem, essa vergonha virou necessidade, urgência do ser humano abraçar tudo o que significa ser caipira. Matar essa saudade, conhecer nossa terra, viver mais de acordo com a natureza, os valores e inté o sabor que verve numa lata de banha de porco para cozinhar o feijão, no tempo esticado de um fogão de lenha.

E é justamente nessa roça que a querida Mônica Salmaso buscou o seu Caipira. Tanto nas composições de quem é nascido e criado ali, onde canta o sabiá, inté do povo da cidade que tem a sensibilidade de buscar no campo a qualidade de sua poesia. Não se trata de imitar o caipira, de querer ser corno ele, mas de aproveitar o que temos de mais sincero e trabalhar os cantos e desejos de nossa terra. No Caipira não tem desperdício, cada enxadada é uma minhoca Das graúdas! E a Mônica se atira nesse mundo, com toda sua categoria e seriedade. Trabalho. Escutar o disco é sentir o cheiro do jatobá. Vai ouvindo… A siora sabia que “jatobá’ em tupi significa ‘fruto da casca dura”? Pois é ansim que nóis semo: continuamos ali, firmes, espalhados pelo nosso chão, O jatobá é sagrado. Uma das madeiras mais valiosas do mundo — como o Caipira que a Mônica nos apresenta. É aproveitado e admirado, de cheiro adocicado e de casca dura. Hummm, é caipira e jatobá Sim, somos caipiras! E como diz o grande Zé Mulato: “Semo porque semo. E também porque podemo”.

FICHA TÉCNICA 

Mônica Salmaso: voz/Neymar Dias viola caipira/Lulinha Alencar: acordeon e piano/Teco Cardoso: sax e flautas/Luca Raele: clarinete/Ari Colares: percussão/Carlos Rocha-Som Vivo: Som/Silvestre Garcia Júnior: iluminação/Ruth Freihof-Passaredo Design: design/Paulo Rapoport: fotos/Carla Assis: Coordenação de produção 

¹Pouco tempo depois deste texto ser produzido por Paulo Freire e publicado no flyer da turnê nacional de Caipira, a TV Cultura decidiu no começo de agosto acabar com o Viola, Minha Viola, que estava há 39 anos no ar e nos dois mais recentes anos vinha tendo como apresentadora a cantora e violeira Adriana Farias, O Viola Minha Viola não terá novos episódios e como os derradeiros inéditos já foram gravados em 2018, a emissora optou por apenas reprisar os arquivos por tempo indeterminado, mantendo o programa no ar desde 11 de agosto às 7 horas, antes da Missa de Aparecida, com Adriana Farias ainda no comando, mas já fora do elenco da TV, que não renovou o contrato dela.

O Viola, Minha Viola estreou em 25 de maio de 1980, com Moraes Sarmento (1922-1998) e Nonô Basílio (1922-1997). No mesmo ano recebeu Inezita Barroso no palco. Ela cantou A Moda da Mula Preta, contou sua história e agradou ao público. De convidada, passou para o posto de apresentadora até a morte em 2015, apresentando mais de 1.500 edições.

Serviço

Show: Mônica Salmaso em Caipira

Datas:27 e 28 de setembro. Sexta e sábado, às 20h
Ingressos: R$ 60 (inteira), R$ 50,00 (Vale Cultura) e R$ 30,00 (meia)
Bilheteria: Terça a domingo – 10h às 17h30 ou até o início do espetáculo
Ingressos online:  https://masp.org.br/
Meia-entrada: estudantes, idosos, professores e pessoas com deficiência + acompanhantes (apresentar o comprovante de meia-entrada na compra e na porta do espetáculo).
Classificação: Livre. Duração: 1h30.
MASP Auditório
Avenida Paulista, 1578,- Bela Vista, São Paulo
Tel: (11) 3149-5959

 

1153- Rainha do Mar, Iemanjá é festejada em várias cidades do país; ouça músicas que a homenageiam*

*Com Camila Moraes  (da surcusal brasileira do portal El País) e blogues SignificadoConexão Planeta e iQuilibrio

Odoyá!

Hoje, 2 de fevereiro, cidades como Salvador (BA), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Rio Grande (RS), entre outras, celebram cultos e promovem festas, entre outras iniciativas de louvor, a Iemanjá, orixá feminino de origem africana e presente nas religiões Candomblé e Umbanda. Por sincretismo, entre os católicos é tratada por Nossa Senhora da Conceição — em São Paulo — das Candeias (celebrada, também em 8/12) — na Bahia –, e dos Navegantes — no Rio Grande do Sul. Em Belém, capital do Pará, e São Paulo, devotos organizam procissões e cultos em 8 dezembro, o que demonstra a popularidade desta divindade cujo nome também ocorre iniciado pela letra Y: YemanjáNa África,o nome tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé Omo Ejáque significa “Mãe dos filhos-peixe”. 

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1116 – Cátia França, Consuelo de Paula e Déa Trancoso cantam em “Mamelucas”, no Sesc Pompeia

Show é uma das atrações da I Mostra Elas em Cena, que terá encontros inéditos entre compositoras com o objetivo de proporcionar contato e  troca entre sonoridades e processos criativos de diferentes universos musicais

As cantoras e compositoras Cátia de França (PB), Consuelo de Paula (MG) e Déa Trancoso (MG) protagonizarão uma apresentação inédita no Espaço Cênico do Sesc Pompeia no próximo sábado, 13, como atração da I Mostra Elas em Cena. Em Mamelucas, nome dado ao show, as três revelarão sinergias, organicidades e cumplicidades, envoltas em muitas texturas cheias de profundos diálogos e espiritualidades, convidando o público a abraçar as composições poéticas, os sentires e os saberes da gênese cultural brasileira. O Sesc, que costuma ser britanicamente pessoal, marcou o início da cantoria para 21h30 e está limitando a venda de ingresso, já iniciada tanto pela internet, quanto na bilheteria da casa, a dois por pessoa (veja guia Serviços)

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1107 – Conheça Arlindo e Ramon, dupla caipira de Sorocaba (SP), autora do disco Tropeada

Dupla resgata valores do Tropeirismo e canta em homenagem à quarta maior cidade do estado de São Paulo em seu álbum de estreia, de 2016

Da cidade paulista de Sorocaba, surge no Brasil uma nova dupla dedicada à música caipira e suas variantes regionais, já na estrada com Tropeada, álbum gravado em agosto de 2016: Arlindo e Ramon. O duo é composto pelo violeiro, compositor e produtor Arlindo Lima, e pelo cantor, folclorista e também compositor Ramon Vieira, que trabalham juntos desde 2012. Ao longo desta parceria, ambos aprofundaram-se na pesquisa do universo caipira visitando antigos violeiros, fazendeiros, dançarinos, foliões e mestres, consolidando-a com a realização de projetos que envolviam cantorias em bares, teatros, escolas, casas de espetáculo e praças públicas.

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1016 – Ajude com o seu voto o Barulho d’água a avançar à segunda etapa de votação do Prêmio Profissionais da Música, em Brasília (DF)

A organização do  Prêmio Profissionais da Música (PPM) abriu no sábado, 20 de janeiro, o processo de votação para indicar quem avançará às etapas seguintes entre os 921 inscritos aptos a concorrer na primeira fase de votação da quarta edição em 54 categorias das modalidades Criação, Produção e Convergência. Pela primeira vez, em quase quatro anos de atividades, o Barulho d’água Música está no páreo como candidato em Convergência/Canais de Divulgação. Caso chegue à final, visitará Brasília (DF) em abril de 2018, cidade na qual os vencedores deste ano serão anunciados. De formato inédito e concebido pelo músico e produtor brasiliense Gustavo Ribeiro de Vasconcellos, o PPM foi idealizado para expor e reconhecer a contribuição de diversos profissionais envolvidos em criação, produção e circulação de obras e produções musicais e audiovisuais. A proposta é colaborar para o desenvolvimento de oportunidades e novos negócios do setor da música, a partir da convergência com outros segmentos. “Assim podemos expandir fronteiras ao promover intercâmbios e disseminar legados ao compartilhar experiências e emoções”, observou Gustavo.

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979- Jucilene Buosi recorda sucessos de Elis e de Mercedes Sosa como atração do Julho Fest, em Poços de Caldas (MG)

Cantora e atriz, Jucilene Buosiexpoente dos mais representativos da música sul mineira e do Estado, protagonizará neste domingo, 23, apresentação em Poços de Caldas durante a qual o público poderá matar saudades de Elis Regina e de Mercedes Sosa — duas consagradas expressões latinoamericanas. O show previsto para começar às 20 horas, na Casa de Cultura do Instituto Moreira Salles (IMS), intregra a programação do JulhoFest e brindará o público com canções imortalizadas tanto pela gaúcha Elis Regina, quanto pela argentina Mercedes Sosa, cujas vivências, atitudes e histórias construíram as biografias de duas mulheres que direcionaram fundamentais conquistas femininas em seus países, utilizando o canto como instrumento. Acompanhada por Albano Sales (piano) e Eduardo Sueitt (percussões), Jucilene Buosi interpretará com sua performance vocal sempre expressiva Volver a los 17, Gracias a la vida, Casa no campo, O bêbado e a equilibrista e Yo vengo a oferecer mi corazón, entre algumas das mais aclamadas músicas do repertório tanto da Pimentinha, quanto da La Negra, como carinhosamente os fãs e admiradores tratavam as homenageadas.

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859 – Parabenize Patrícia Bastos (AP), premiada com dois troféus do 25º Prêmio da Música Brasileira, aniversariante do dia!

A folhinha do Barulho d’água Música destaca que hoje, 18, é aniversário de Patrícia Bastos, premiada cantora nascida em Macapá.  Filha do educador Sena Bastos e da cantora Oneide Bastos, que muito a influenciaram e a motivaram a seguir a carreira, Patrícia Bastos também foi estimulada por vários músicos conterrâneos que frequentavam a casa da família situada na capital do Amapá. Formada em Administração, a trajetória artística começou ainda aos 18 anos, quando passou a integrar a Banda Brinds e na qual permaneceu por cinco anos. Em bares da cidade dividiu palco com artistas como Zé Miguel, Osmar Júnior e Vanildo Leal e abriu as portas para convites que a colocaram como participante especial em apresentações de Nico Rezende, Lô Borges, Biafra, Nilson Chaves e do grupo Boca Livre.

Zulusa (2013) - Patrícia Bastos

A consagração veio com o álbum Zulusa (palavra que combina zulu com lusa), lançado em 2013, que rendeu a Patrícia Bastos o troféu do 25º Prêmio da Música Brasileira como melhores disco regional e cantora regional, em maio de 2014. Patrícia Bastos tem protagonizado vários espetáculos em São Paulo, onde já brilhou, por exemplo, no palco do Sr. Brasil, programa de Rolando Boldrin levado ao ar pela TV Cultura. Ela estará de volta à Sampa entre 27 e 28 de maio para dois encontros com amigos e admiradores, programados para a Casa de Francisca, situada na zona Sul da cidade. Em ambas as datas, estará acompanhada por Dante Ozzetti, compositor, violonista e arranjador para cantar  músicas de Zulusa e outras composições, com o auxilio ainda dos percussionistas do Trio Manari (Belém/PA) e Paulo Bastos (AP).

Parabéns em nome dos amigos e seguidores do blogue, Patrícia Bastos!

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807 – Jorge Andrade (PA) comemora aniversário em meio ao lançamento de “Trovar, trovar”, mais um disco em parceira com Floriano e belas vozes femininas

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Hoje, 6 de fevereiro, a agenda do Barulho d’água Música registra o aniversário do professor, contista, poeta, cantor e compositor Jorge Andrade, amigo de Belém (PA), que sempre envia ao Solar da Lageado discos e outros trabalhos de artistas paraenses e de estados vizinhos da região Norte do país, incluindo as próprias obras, revelando quão é rica e diversificada a cultura e a tradição da região amazônica e o quanto a indústria do entretenimento e a mídia nos priva, cá no Sudeste maravilha, com a “seletividade” que exclui quem pensa e produz “fora do quadrado”.

Mais do que um fraterno abraço, nós é que deveríamos enviar os presentes, no entanto, Jorge Andrade, mais uma vez , brindou-nos não com um, mais com dois exemplares de Trovar, trovar, seu mais recente trabalho. Lançado ao final de 2015, o novo disco reúne 12 composições dele e do parceiro Floriano interpretadas por um belíssimo time de vozes femininas, entre as quais Andréa Pinheiro, Karina Ninni, Luísa Nascimento Nogueira, Carla Maués, Patrícia Bastos e Lívia Rodrigues. Floriano, Zé Luiz Mazziotti, Pedrinho Cavalleró e o grupo Sapecando no Choro também enriquecem as faixas.

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760 – Grupo Ilumiara lança álbum Cantos de Trabalho no Cine Teatro Brasil, em Beagá (MG)

O Grupo Ilumiara promoverá neste domingo, 13, o show de lançamento do álbum Cantos de Trabalho, a partir das 19h30, no Cine Teatro Brasil Vallourec, em Belo Horizonte (MG). Formado por Alexandre Gloor, Carlinhos Ferreira, Leandro César, Letícia Bertelli e Marcela Bertelli, o Grupo Ilumiara tem repertório marcado por cantigas que vêm dos mestres da tradição em Minas Gerais e de fontes sonoras e textuais de diversos outros pesquisadores tais como Mário de Andrade e Ayres da Mata Machado. O disco, gravado e mixado por Bruno Correa e masterizado por Chico Neves, tem arranjos elaborados pelos músicos Kristoff Silva, Rafael Martini, Felipe José e Leandro César, que também realizou a produção musical. Sérgio Pererê cantará como convidado em faixa especial sobre os Vissungos, cantos tradicionais dos negros da região de Serro e Diamantina (MG).

Cantar e trabalhar são necessidades humanas universais. Em cada tempo e lugar, o  teor da vida indica o entoar de cantigas, de danças e de batuques que se ligam a gestos e modos de fazer. Das peculiaridades étnicas, geográficas, históricas e culturais deriva o universo diversificado dos chamados Cantos de Trabalho. É inspirado por esse universo que o Grupo Ilumiara produziu este primeiro disco, totalmente dedicado aos cantos de trabalho. O Ilumiara é um dos grupos que vem apresentando este tema como convidado do projeto do Sesc Sonora Brasil,  que prevê a realização de 130 concertos em todos os estados do Brasil, a partir de julho. Os giros prosseguirão até o segundo semestre de 2016, passando neste ano pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. Na segunda fase, em 2016, será contemplado o público das regiões Sul e Sudeste.

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