765 – Casa Aberta, segundo álbum de Wilson Teixeira: entre, puxe sua cadeira, aprecie sem moderação e fique o quanto quiser….

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Junto ao portão, o violeiro Wilson Teixeira espera amigos e admiradores para os quais tem a Casa Aberta e uma vez lá dentro conduzirá a um pomar repleto de goiabeiras, laranjeiras e outras árvores carregadas de frutos, incluindo uma buriti, os que aceitarem o agradável convite para ouvir as 10 faixas do seu novo álbum, o segundo da carreira e que acabou de sair do forno – conforme ele mesmo, à lenha, já que não foi assado com pressa para assim ser melhor degustado, de forma que guardasse todos os sabores de uma autêntica iguaria de roça à qual se incluiu pitadas de baunilha urbana em doses certas para não macular o equilíbrio da receita elaborada para transitar entre o campo e a cidade.

Casa Aberta é uma mescla de música caipira, MPB e folk dedicada ao parceiro de estrada Salatiel Silva (São Paulo), mas todos os que já integram a lista que forma o público sempre crescente de Wilson Teixeira e os eventuais que se juntarem no caminho com certeza nela vão querer passar temporadas: o cantor e compositor de Avaré (SP), além da tradicional viola de dez cordas, sentou-se ao piano e, entre outros instrumentos, também toca na roda violão aço, ganzá e ukulelê.

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738 – I Virada Cultural de Osasco teve poema, canção e bandeira branca por Rio Doce e pela paz

Entre os dias 21 e 22 de novembro Osasco, cidade da Grande São Paulo, promoveu a I Virada Cultural de Osasco por meio da qual ofereceu ao público 145 atrações que incluíram música, artes cênicas, dança e gastronomia em parceria da Prefeitura com o Ministério da Cultura e o Sesc.  Entre os shows, o público pode curtir apresentações dos grupos Ira!, O Teatro Mágico e Demônios da Garoa, e dos cantores Pereira da Viola, Zé Geraldo e Oswaldo Montenegro como destaques de um cardápio que teve, ainda, cantores, interpretes e grupos locais como a banda Euphúria, Bilo Mariano e Cecília Camaroto. De acordo com a Prefeitura de Osasco, 82% dos artistas incluídos na programação são do município.

Residente em um bairro identificado como um dos mais ativos redutos culturais de Osasco, o jardim Santo Antônio, Cecília Camaroto tem um rico histórico de participações em bares noturnos e casas de espetáculo e em saraus e festivais tradicionais como o Canto de Julho, que sempre revela bons artistas, cantores e compositores. Desde pequena, Cecília já demonstrava interesse por música, apurava os ouvidos e não resistia à atração que sofria pelas canções de autores consagrados ao ouvir em casa o pai (que tinha uma orquestra e tocava pistom) promover com os amigos rodadas animadas com choros, sambas e composições de baluartes  tais quais Ataulfo Alves  e Noel Rosa a clássicos da música raiz, entre outros ritmos nacionais.

“As meninas como eu, àquela época, iam todas brincar nos quintais, mas eu ficava lá, encantada, ao lado do meu pai e dos músicos e não arredava pé enquanto eles estivessem reunidos”, contou Cecília Camaroto ao blogue. “Trago de lá tudo o que ouvia e hoje gosto tanto de cantar que digo: viver sem música é como ficar sem respirar”.

Apesar desta paixão e do talento que sempre renderam pedidos e convites dos amigos mais chegados para continuar sempre em atividade, por compromissos familiares Cecília Camaroto precisou ficar dois anos longe do microfone. A volta, entretanto, ocorreu em grande estilo: (muito bem) acompanhada pelo maestro e tecladista Hanilton Messias, brindou no domingo, 22, a plateia do palco Nivaldo Santana da Escola de Artes Cesar Salvi com um repertório de primeira.

Logo de saída, Cecília Camaroto propôs uma oração pelo bom entendimento no mundo oferecendo A Paz (João Donato, mas mais conhecida na voz de Gilberto Gil). Depois, até encerrar com Tristeza (de Vinícius de Moraes, consagrada por Jair Rodrigues e interpretada, ainda, por Beth Carvalho) passou por Olha (Roberto Carlos; Chico Buarque e Maria Bethânia também gravaram esta canção), Tocando em Frente (Almir Sater e Renato Teixeira) e Desde que o samba é samba (Caetano Veloso/Gilberto Gil).

Sobre Hanilton Messias, para quem não sabe, basta dizer: tem formação tanto em instrumentos de sopro (como flauta transversal), quanto de cordas (como piano) e foi arranjador entre outros de Cauby Peixoto. O maestro, também parceiro de Bilo Mariano, outra estrela da 1ª Virada Cultural de Osasco, já está costurando um novo show para Cecília Camaroto retomar de vez as apresentações.

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Pereira da Viola e Zé Geraldo, dois consagrados músicos mineiros, tocaram e cantaram também no domingo, 22, no palco Centro. O violeiro começou a cantoria rendendo homenagens ao Rio Doce por meio da canção-poema Lamento do Rio (interpreta pelo poeta Gonzaga Medeiros, que Pereira gravou em seu álbum Viola Cósmica). O Rio Doce, cujas águas e peixes abastecem populações de várias cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo, ficou seriamente contaminado pelo metal que a lama tóxica oriunda da barragem que se rompeu em Mariana/MG, da Samarco/Vale, despejou em seu leito; especialistas dizem que o Rio Doce está “morto” e não conseguirá se recuperar em menos de dez anos. Pereira da Viola, como sempre bem humorado, também contou causos. E fez  tributo a Osasco lembrando, por exemplo, que a cidade é berço da primeira orquestra de violeiros do Brasil e por isso é conhecida como “a Capital da Viola”.

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Zé Geraldo e banda relembraram muitos dos  famosos rocks rurais do Bob Dylan das Alterosas como O Preço da Rosa, Senhorita, Galho Seco, Na barra do seu vestido (dele e de Zeca Baleiro), e Cidadão. Os fãs pediram, mas ele optou por não cantar Rio Doce: “Não vou cantar, mas vou falar: estou muito chateado com o descaso contra nossos rios e florestas e só me resta torcer para que o belo Rio Doce tenha forças para se recuperar”. Em seguida, Zé Geraldo fechou com Milho aos pombos, em cuja letra há versos emblemáticos que podem ser considerados como hino contra outras agressões à humanidade e atitudes tais quais as que levaram aos atentados praticados em Paris, no dia 13.  Após cantá-la, Zé Geraldo, visivelmente comovido, empunhou, agitou e ergueu um prosaico pano que pareceu a este blogueiro ser de secar pratos, mas que por ser branco ganhou o nobre status de bandeira da paz.

https://soundcloud.com/guilardo-veloso-lotado/lamento-do-rio-pereira-da

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735 – Osasco (SP) oferece em 24 horas gratuitas de atrações shows com Demônios da Garoa, Ira! e Oswaldo Montenegro, entre outros

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Bilo Mariano, em foto do destaque, ao lado do título, vai dividir o palco com Zé Geraldo e Pereira da Viola, no Centro

Cidade situada a apenas 18 quilômetros de São Paulo no sentido Oeste, Osasco terá entre 21 e 22 de novembro um evento nos moldes da Virada Cultural que o Estado organiza, promovido pela Prefeitura do município em parceria com o Ministério da Cultura, com 145 atrações que incluem música, artes cênicas, dança e gastronomia e receberá apoio do Sesc, em cuja unidade Jardim das Flores também haverá atividades. Entre os shows estão previstos e o Barulho d’água Música destaca apresentações de Pereira da Viola, Zé Geraldo, Demônios da Garoa e Oswaldo Montenegro. Eles revezarão palco montado no Centro, a partir das 9 horas, com a Orquestra de Violeiros de Osasco e com o cantor e compositor local Bilo Mariano (82% dos artistas participantes são de Osasco, garante a Prefeitura). O Teatro Mágico e o Ira! também confirmaram presença e vão animar a plateia no palco Concha Acústica, situado ao lado da Fundação Instituto Tecnológico (Fito), no Jardim das Flores.

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693 – Varal de Chita estreia em Osasco (SP) com repertório que promove encantamento, evoca o chão de casa e propõe o cultivo aos valores que nos iguala

O Grupo Varal de Chita Arte Cultural, formado pelo casal Alberto Camargo e Regina Vasques, pela filha Luísa Vasques e pela amiga da família Isa Ferreira costurou um repertório bem caseiro (no melhor sentido da palavra, o relativo à terra onde se habita e à qual deliciosamente pertencemos e estamos ligados) para tecer o espetáculo Reisal, oferecido em noite de estreia para amigos e admiradores no sábado, 17, na sede do Núcleo Pau Brasil Educação e Cultura, situado no bairro Jardim das Flores, em Osasco. Município distante 18 quilômetros de São Paulo, com acesso rumo ao poente pelas rodovias Castello Branco e Raposo Tavares, Osasco é berço fértil de artistas de várias vertentes, que lá nasceram ou o adotaram para reforçar o perfil de lugar efervescente já desde antes de sua emancipação da Capital, em 1962.  Dos quatro integrantes do Varal de Chita, Regina e Isa (vozes) e Alberto (violão e viola caipira) são militantes entranhados e parte da história cultural osasquense, com passagem pela Vila dos Artistas, coletivo de produção de arte, de cultura e de entretenimento que deixou saudades e funcionou até meados da década de 1980 no Jardim Cipava.

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687 – Varal de Chita estreia em Osasco (SP) “Reisal”, show de músicas popular, regional e caipira

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Luísa Vasques, Isa Ferreira, Regina Vasques e Alberto Camargo formam o Varal de Chita (Foto:Divulgação do Grupo Varal de Chita)

O Grupo Musical Varal de Chita, iniciativa do Núcleo Pau Brasil Educação e Cultura, está ensaiando já há seis meses o repertório de Reisal, show que estreará neste sábado, 17,  às 20 horas, em espaço que a entidade mantém na rua Vitória Régia, 183, Jardim das Flores, bairro situado na zona Sul de Osasco, cidade da Grande São Paulo a 18 quilômetros da Capital. 

Formado por Regina Vasques (vocal), Isa Ferreira (vocal), Luísa Vasques (percussão) e Alberto Camargo (viola caipira e violão), o Varal de Chita desenvolve trabalhos de pesquisa e de valorização de vertentes independentes da autêntica música brasileira como a popular, a regional e a caipira, priorizando composições que evocam entre outras sensações  que emocionam e nos transportam para outras paisagens o cheiro de terra. Compõem a lista, entre outras, Vagalume (Charles Boavista e Zé Américo); Natureza (Bilo Mariano, Zeca de Souza e Reinaldo Luz); Voarás (Paulinho Pedra Azul), Marimbondo (Marlui Miranda e Xico Chaves) e Açude Encantado (Charles Boavista e Waldir da Fonseca).

Os componentes são destacados artistas, educadores e produtores culturais do município onde o Núcleo Pau Brasil promove diversas atividades com viés construtivista e mantêm, ainda, a Companhia de Folia de Reis Belo Sol de Santa Maria de Osasco (que sai desde 1994), o Bloco Carnavalesco Bela Época (2008), o Grupo Sol em Canto (coral  que uma vez por mês visita casas que cuidam de pessoas, para as quais cantam e dançam também desde 2008) e uma quadrilha junina.

Para curtir a estreia de Reisal, espetáculo que o Varal de Chita pretende levar a várias localidades, basta reservar a entrada enviando mensagem antecipada para contato@nucleopaubrasil.com.br

Conheça um pouco do trabalho do Varal de Chita visitando o linque https://soundcloud.com/varaldechita/sets/varal-de-chita-reisal e mais a respeito das outras atividades culturais dos quatro integrantes em https://emnossacompanhia.wordpress.com/

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661 – Paulo Netho recebe com Salatiel Silva amigos e artistas para rodas de poesias e música em Osasco (SP)

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Poesia e boa música em Osasco e para quem mora na cidade e na região situada a menos de 20 quilômetros de São Paulo, lindeiras às Rodovias Castello Branco, Raposo Tavares e Rodoanel Mário Covas agora têm dia e endereço. Todas às quartas-feiras, a partir das 20h15, o poeta, cantor, compositor e recitador Paulo Netho receberá amigos e artistas no restaurante Sr. Glutton, onde em 23 de setembro estreou acompanhado por Salatiel Silva (violão) e participação especial de Marcelo Manfra (sax e flauta) Poesia Futebol Clube — projeto no qual declama poemas e canta músicas de sua autoria e de Salatiel que fazem parte do repertório de Balaio de Doi2, de outros espetáculos da animada dupla, bem como de autores e escritores diversos, entre os quais Arnaldo Baptista, Arnaldo Antunes, Evandro Camperon, Rafael Altério, Bilo Mariano, Carlos Drummond de Andrade, Manoel de Barros, Manuel Bandeira e Paulo Leminski. 

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Canto de Julho, em Osasco (SP), acaba dia 2 de agosto, mas ainda tem Bilo Mariano, All Sapão, Roger Guitarra e Capim Novo entre as próximas atrações

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A banda de ritmos nordestinos Capim Novo vai encerrar o 18º Canto de Julho e promete transformar o Largo de Osasco em um pedaço do sertão tocando xote, baião, xaxado e rastapé

Osasco, situada na região Metropolitana Oeste de São Paulo e colada à Capital, entre outras características e peculiaridades marcantes, sempre teve veia fértil que faz brotar artistas dos mais notáveis e talentosos, em todas as formas de expressão cultural. Para ficarmos apenas na música e para contextualizar o quanto ela pulsa em Oz, vale a pena recordar que a cidade — que merece glorioso capítulo na história do país por ter mostrado os dentes e as armas  à recente ditadura militar, por meios de movimentos como a célebre greve da Cobrasma, ou por meio da luta e do sacrifício de próceres como Carlos Lamarca e José Campos Barreto (Zequinha) –, abrigou a I Festa Popular da Música em maio de 1968, no acanhado palco do anfiteatro o colégio Nossa Senhora da Misericórdia, ruidoso evento promovido nos moldes dos festivais de música da época, patrocinado pela Prefeitura cujo governo cabia a Guaçu Piteri, do MDB à ocasião, e de quem emprestaremos para este artigo as memórias presentes em um dos textos do seu blogue (ver https://guacu.wordpress.com/2009/07/13/a-historia-de-osasco-em-imagens-10/).

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Wilson Teixeira (SP) recebe hoje abraço do fã clube e dos amigos por mais um aniversário

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O cantor e compositor Wilson Teixeira (Avaré/SP), que em breve vai presentear a legião de fãs e de amigos com seu novo álbum, Casa Aberta, está completando hoje mais um aniversário e nós do Barulho d’água Música não poderíamos deixar de registrar e compartilhar a data com ele, que é a notícia do nosso primeiro e 500º texto. Wilson Teixeira já é muito mais que um apenas promissor violeiro e, com certeza, este segundo disco da carreira, já consagrada pelo sucesso de Almanaque Rural, virá para sua definitiva afirmação.  Ele já vem divulgando em suas apresentações algumas das 10 faixas do trabalho que traz a influência do folk contemporâneo mesclado ao estilo único da sua viola, entre as quais Buriti, parceria com Chico Lobo (MG) e Bilo Mariano (SP), com letra inspirada em leituras do Grande Sertão: Veredas,  importante romance de Guimarães Rosa (Cordisburgo/MG).

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Bilo Mariano assopra velinhas junto com o Barulho d’água e canta sucessos da MPB em apresentação em Osasco

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O Barulho d’água Música ficou “empolgado” um pouco demais da conta quando comemorou ter completado o primeiro ano de atividades e acabou “comendo bola”, deixando de registrar que também fez aniversário ontem, 3 de junho, Bilo Mariano, compositor e cantor de Osasco (SP). Bilo Mariano toca e canta em sua cidade natal e em casas paulistanas desde a década de 1980 e está concluindo a gravação de um disco autoral. O repertório reunirá além de sucessos de autores consagrados músicas das quais é autor ou coparceiro — entre as quais Tudo de bom; Viver sem compromisso; e o Silêncio do Mar (que amigos e fãs já podem ouvir sintonizando a rádio USP FM, em 93,7 Khz), além de Marca do Destino, e Pare, pense, para. Adilson Casado e Evandro Camperon, parceiros de Bilo Mariano, também assinaram Silêncio do Mar e Marca do Destino. Buriti, dele e de Chico Lobo, estará entre as faixas do novo álbum de Wilson Teixeira (Avaré/SP), Casa Aberta, que será lançado no segundo semestre.

Bilo Mariano vai ouvir o coro de Parabéns à você nesta sexta-feira, 5 de junho, a partir das 20 horas, no restaurante Cabaña, situado na Praça Duque de Caxias, 74, Centro de Osasco, próximo à Catedral da cidade. Bilo cantará ao violão composições autorais e sucessos da MPB. Para mais informações há o telefone (11) 4889-9889.

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Casa Aberta, novo álbum de Wilson Teixeira (SP), previsto para julho, tem participação de Neymar Dias, Toninho Ferraguti e Tuco Marcondes

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Wilson Teixeira e os músicos com os quais se apresentou em Americana, há um ano, show que motivou a primeira matéria deste blog e que agora destaca a chegada do novo álbum do violeiro de Avaré (SP), intitulado Casa Aberta, com previsão para lançamento em julho (Foto: Marcelino Lima)

 

O cantor e compositor Wilson Teixeira (Avaré/SP) está em contagem regressiva para lançar seu novo álbum, Casa Aberta, que será o segundo da carreira, já consagrada pelo sucesso de Almanaque Rural. Wilson Teixeira já vem divulgando em suas apresentações algumas das 10 faixas do trabalho que traz a influência do folk contemporâneo mesclado ao estilo único da sua viola, entre as quais Buriti, parceria com Chico Lobo (MG) e Bilo Mariano (SP), com letra inspirada em leituras do Grande Sertão: Veredas,  importante romance de Guimarães Rosa (Cordisburgo/MG).

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