1484- Ser (tão) infinito, novo trabalho de Wilson Dias (MG), já está nas plataformas digitais*

#MPB #MúsicadeViola #ViolaCaipira #MinasGerais

 

A música de Wilson Dias traz a verdade de sua existência, segue qual água de riacho sem nunca parar, sempre acolhendo em si outras águas para assim preservar a sua própria

*Texto original de Ivan Vilela, professor da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador, compositor e violeiro

“A vida nos ensina que todo cantador é um músico, mas nem todo músico é um cantador. 

O cantador vive atento aos movimentos da natureza, ao movimento das águas, dos animais e das plantas, observa atentamente os costumes, as pessoas e como caminha a sociedade em que vive. Ao presenciar o andar de tudo, se antecipa em cantá-los criando assim um registro perene que atravessa as gerações como uma marca na memória de seu povo. Todo cantador é um arauto das notícias, de lembranças e de memórias.

Com Ser(tão) Infinito, Wilson Dias lança sua música ao espaço na certeza de que ela soará sempre e, ao soar, dará sentido e renovará as esperanças de quem a escutar. O disco possui treze faixas, sendo sete autorais, três em parceria com o poeta João Evangelista (Cantiga de tecer a vida, Berimbau saudade e Chuva forte), uma faixa com a cantora e compositora Déa Trancoso (Olho d’água) uma com o violeiro Rodrigo Delage (Canoa velha), uma com o violeiro Bilora (História de menino). E o álbum conta ainda com as participações especiais dos filhos de Wilson Dias, Pedro Henrique e Ana Tereza, sua caçula; da cantora Leopoldina e de Rodrigo Delage.

Nesse novo trabalho, Wilson Dias apresenta sua música vestida com arranjos primorosos confeccionados, em grande parte, por seus filhos Wallace e Pedro Gomes. A verdade da vida de um cantador também se manifesta quando seus passos musicais imprimem sons no caminhar de seus filhosSeu caminho como compositor não se resume à sintaxe de sua viola, cria além do que seu espaço oferece, vê adiante. Em gêneros e estilos diversos, Wilson Dias cria com os pés fincados no chão de tal maneira que algumas de suas músicas parecem brotar do povo, quais cantigas folclóricas.

Buscando dentro de si o que repara no mundo, Wilson canta:

quero ler o ser(tão) de dentro pra fora/quero ler o ser(tão) passado e agora/quero ler o ser(tão) a fauna e a flora/quero ler o ser(tão) na palma da mão

E assim a sua música traz a verdade de sua existência, e Wilson Dias segue qual água de riacho sem nunca parar, sempre acolhendo em si outras águas para assim preservar a sua própria.

Os seguintes músicos participaram da gravação: Edson Fernando e Gladson Braga, percussão; Luadson Constâncio, piano; Sérgio Rabello, violoncelo e baixo acústico; Pedro Gomes, baixo elétrico; Wallace Gomes, violão.

Ser (tão) Infinito foi gravado com o apoio do Ministério do Turismo e do Governo do Estado de Minas Gerais, por meio do Edital da Lei Aldir Blanc – Edital Nº 19/2020- processo nº 1339.” 


Angústias, crenças e belezas**

Muitos elementos contribuem para a formação e o desenvolvimento de um artista, para forjar as características do seu trabalho e definir seu relacionamento com sua cultura, bem como traçar o perfil de seu público. É o conjunto destes elementos articulados dialeticamente ao longo de toda uma carreira que garante o nome que carrega e sustenta suas conquistas em termos estéticos e de mercado. É este o caso de Wilson Dias, nativo do Vale do Jequitinhonha, lugar especial, porque é ponto de partida de uma trajetória de sucesso.

Wilson Dias herdou desse pequeno celeiro cultural e trouxe para a arte as benéficas influências da vida em comunidade, da cultura e da arte popular, em suas manifestações tanto religiosas, quanto profanas. Enriquecido pelo berço onde nasceu, Wilson Dias cresceu aberto para a vida e livre para experimentar e se enriquecer ainda mais culturalmente, com todas as influências e experiências oriundas do folclore e da seresta mineira.

O Vale do Jequitinhonha fica entre o Sul da Bahia e o Leste de Goiás e é local consagrado por sonoridades ímpares, terra de mestres, e entre outras manifestações populares, do congado, por exemplo. Naquela porção brasileira está abrigado o Sertão físico e mítico que Guimarães Rosa revelou ao mundo e que artistas dotados da sensibilidade de Wilson Dias captam por meio de serestas, toadas, cocos e tantas outras tradições que marcam a musicalidade que está na alma da obra do autor e revela-se por exemplo em Nativo, seu disco anterior a este Ser (tão) Infinito. Wilson Dias também é atento às histórias e aos causos que ocorrem no Norte de Minas, o que dá ainda mais sabor às músicas que ponteia em sua viola caipira — que, por sua vez, despertam tanto para a dança, quanto revelam boa parte do folclore e das lendas do Jequitinhonha.

Wilson Dias, violeiro e cantador que busca resgatar desde a infância que viveu naquela terra de homens e mulheres fortes memórias que povoam seu trabalho — composições que são uma bandeira de resistência das Minas Gerais. É natural de Olhos d’água, que também já foi a antiga Miradouro, berço cujos nomes já expressam a poesia que marca sua musicalidade em cuja alma há traços da cultura popular. Estas histórias recolhidas do Norte de Minas dão o tom da sua viola caipira, que, por sua vez, desperta tanto para a dança, como revela boa parte do folclore e das lendas do Jequitinhonha.

** Dos arquivos do Barulho d’água Música, com dados da Picuá Produções

Leia mais sobre Wilson Dias ou conteúdos a ele relacionados aqui no Barulho d’água Música ao visitar o linque abaixo!

https://barulhodeagua.com/tag/wilson-dias/

Picuá Produções-Nilce Gomes/Telefone: (31) 98515-122 picuaproducoes@gmail.com

1433 – Cantor, compositor, violeiro ativista de causas ambientais e humanistas: Josino Medina (MG) é sertanejo plural com alma de vaqueiro roseano

#MPB #MúsicaBrasileira #MinasGerais #LiteraturaBrasileira #ViolaCaipira #ViolaBrasileira #ViolaCaipira #Araçuari #CarlosChagas #GuimarãesRosa #Sertão #Aboio #Coco #ValedoMucuri

O disco Quadras do Sertão – A história do vaqueiro Sebastião Eugênio foi recentemente enviado à redação do Barulho d’água Música, aqui em São Roque, Interior paulista, pelo seu autor, o mineiro nascido em Carlos Chagas Josino Medina. O álbum constitui um trabalho essencial à memória cultural brasileira para dele se dizer o mínimo. Lançado em 2016 após uma bem-sucedida vaquinha virtual, com pesquisa, adaptação e gravação do próprio Medina — que toca viola caipira nas 16 “faixas”, apresentadas como “Cenas” –, Quadras do Sertão… reúnem quadrinhas recolhidas da obra de João Guimarães Rosa e parte de vaqueiros dos vales do Rio São Francisco como Manoel Ferreira, Seo Erotides (da Vila dos Gaúchos, Grande Sertão Veredas) e Manoelzão, na região do município de São Francisco (MG), e por Valdomiro Francisco Medina, pai do Josino. Aboios, contradanças, ABC e coco voltado compõem o repertório cantado entre narrativas, tudo masterizado no Estúdio Lira por Bilora e gravado por Gustavo Guimarães, dois dos mais proeminentes violeiros e produtores culturais conterrâneos de Medina. Guimarães também assina o encarte, ilustrado por desenhos de Clarissa Magalhães.

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1302 – Festival Nova Viola Instrumental, totalmente virtual, reúne expoentes que executam o instrumento com abordagens que vão além do universo caipira

Fernando Sodré e Letícia Leal, organizadores do evento, pretendem congregar esforços teórico-metodológicos e experiências dos profissionais que trabalham com a viola instrumental da atualidade., reunindo uma geração  que têm trabalhos inovadores e conceituais; conteúdo ficará disponível  um ano para assinantes que se inscreverem 

#FiqueemCasa #MáscaraSalva #ForaBolsonaro

Em tempos de pandemia do coronavírus nos quais a quarentena para tentar conter a expansão da Covid-19 impõe o isolamento domiciliar e o distanciamento social em todo o mundo, as apresentações virtuais de cantores e músicos para seus públicos se tornaram frequente e, nesta onda, também resolveram surfar os violeiros mineiros Fernando Sodré e Letícia Leal. Entre os dias 15 e 17 de maio, eles estarão à frente do Festival A Nova Viola Brasileira Instrumental, que oferecerá em transmissões pela internet onze workshops, palestras, nove concertos e uma mesa redonda de debate com nomes renomados, entre os quais a francesa Fabienne Magnant, além da participação de um consagrado luthier e um técnico de áudio, ambos especialistas na atuação deste instrumento. Para ter acesso aos conteúdos pelo telefone celular, pelo computador ou pela televisão será necessário fazer inscrição prévia que liberará os sinais para a tela, cuja taxa está cotada em R$ 200, valor que poderá ser dividido em até doze vezes. Quem assinar poderá rever as atrações por até um ano visitando a plataforma que hospedará o evento. O endereço eletrônico para mais informações e providenciar a inscrição é https://www.novaviolabrasileira.com.br/

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1240 – Galba e Victor Batista lançam “28 Cordas ao Vivo” para celebrar uma década de parceria

Dupla mineira vai tocar em dois espaços paulistanos dedicados à música independente, o Bar do Frango e o Instituto Juca de Cultura, nas noites de sábado e de domingo

Os cantores e compositores Galba e Victor Batista acabaram de lançar o álbum instrumental 28 cordas ao Vivo e vão apresentá-lo como atração em dois tradicionais espaços paulistanos dedicados à música independente, o Bar do Frango, na noite de sábado, 5 de outubro, e do domingo, 6, no Instituto Juca de Cultura, o IJC (ver a guia Serviços no final desta atualização). O disco registra em nove faixas os mais de dez anos da parceria formada pela dupla e traz releituras de clássicos da música popular brasileira como Brejeiro (Ernesto Nazaré), Rosa (Pixinguinha), Rasta Pé (Waldir Azevedo) e Saudades de Minha Terra (Goiá e Belmonte); Galba, que toca violino, bandolim e violão traz de sua autoria Xote, enquanto o violeiro Batista entra com o arranjo para Instrumental Brasileiro.

O violeiro autodidata e arte educador Victor Batista é mineiro de Belo Horizonte radicado em Pirenópolis (GO) e autor dos álbuns Coração Caminhador (2018), Manchete do Tico-Tico (2013) álbum que resultou em indicação ao troféu de Melhor Cantor Regional do 25º Prêmio Brasileiro da Música, em 2014 — En’cantando com a Biodiversidade (2011) —  em parceria com a World Wildlife Fund (WWF) como complementação de cartilha de educação ambiental para crianças e jovens do estado de Goiás — e Além da Serra do Curral (2004). Além de Galba, já formatou bem sucedidas parcerias com Rubinho do Vale, Chico Lobo, Carlinhos Ferreira, Tatá Sympa, Marcelo Pereira, Pedro Munhoz, Manoelito Xavier, Bilora Violeiro, Levi Ramiro, Negrinho Martins, Carlinhos Ferreira, Lucas Telles, Isabella Rovo, Ronaldo Melo e dona Elcely Batista, mãe de Victor, e os integrantes do Minadouro, grupo que ele ajudou a formar, já extinto. 

Quando residia na Capital de São Paulo, aproximou-se de movimentos estudantis e populares. Após se destacar no Encontro Nacional de Violeiros, promovido em Ribeirão Preto, recebeu de Paulo Munhoz convite para dirigir a gravação de Cantares da Educação do Campo e Terra e Arte, álbuns produzidos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MTST).  Já com o grupo Camerata Caipira, ao lado de Isabella Rovo, Nelson Latiff e Bosco Oliveira, gravou o álbum homônimo e excursionou em turnê por países como Nova Zelândia e Austrália.

É Membro da Associação dos Violeiros do Brasil, ex-integrante dos grupos parafolclóricos Congá e Saradeiros (ambos da Universidade Federal de Minas Gerais/UFMG), da Orquestra Mineira de Violas e do Minadouro. Victor Batista é finalista do 5º Prêmio Profissionais da Música e concorre ao troféu Parada da Música, que será entregue ao vencedor na noite de 3 de novembro, em Brasília (DF), na categoria Artistas e Intérpretes Violas e Violeiros, da modalidade Criação.

Antonio João Galba promove um lírico trabalho composto de diferentes estilos musicais com influências africanas, asiáticas, mouriscas e nordestinas que executa com maestria ao som de violinos, rabecas, bandolins, violas e violões e tem outro parceiro de estrada, Braú Mendonça, com quem forma também, ao lado de Sandrinho Silva e Gilson Bizerra, o Cabedal Quarteto.

Natural de Guarda-Mor, atualmente Galba vive em São Paulo. É irmão do violeiro Pedro Antônio, com o qual mais os amigos Márcio PereiraWellington de Faria Walter Mateus fundou a banda Mina das Minas. O grupo gravou dois discos e na década dos anos 1990 excursionou pela Europa.

Durante a infância em Guarda-Mor, situada a 551 quilômetros de Belo Horizonte no noroeste mineiro, Galba já manifestava dons musicais. Sempre que ia campear o gado, o garoto saía cantando pelas invernadas entre os morros da fazenda, atento ao canto dos pássaros e aos sons da natureza. Disposto a se afirmar no braço do violão, Galba se mudou para Belo Horizonte.Na capital das Alterosas, iniciou a trajetória profissional participando de programas de calouros e compôs a primeira música da carreira. Ao ver o anúncio de um festival em Nova Lima compôs em seu quarto a canção e fez a inscrição, recebendo boa acolhida por parte do público.

A recepção o encorajou a seguir de vez na estrada da música e a se deslocar para São Paulo. Galba estuda partituras e teorias musicais, mas é autodidata que compõe, canta e toca por intuição. Esta capacidade de tocar vários instrumentos “de ouvido” o credenciou a acompanhar artistas que seguem os mais diferentes estilos musicais, permitindo apresentações ao lado de  Zé GeraldoSilvio BritoJorge MautnerPaulo SimõesJair Rodrigues e João Bá, João ArrudaEsther AlvesDanilo BáNanah Correia e Levi Ramiro,Daniela Lasalvia, Katya Teixeira e Cláudio Lacerda. É autor de Caçador de Luas e Tribuzana.

Serviço
Lançamento do álbum 28 Cordas ao Vivo
Galba e Victor Batista


Bar do Frango
Sábado, 5 de outubro, 21h30
Avenida São Lucas, 479, Parque São Lucas, São Paulo
Reservas (11) 2345-8688

Instituto Juca de Cultura

Domingo, 6 de outubro, 18 horas
Rua Cristiano Vianna, 1142, Sumaré,  próximo à estação Sumaré da Linha 2/Verde do Metrô, São Paulo

1066 – Pereira da Viola convida Nádia Campos para mais uma rodada do projeto Viola de Feira, em BH

Evento da Picuá Promoções é promovido sempre no último domingo de cada mês durante a Feira Coberta, no Centro Cultural Padre Eustáquio

Marcelino Lima, com Nilce Gomes e Lilian Macedo

A Picuá Produções Artísticas, estabelecida em Belo Horizonte (MG), promoverá em 27 de maio a quarta rodada do projeto Viola de Feira, por meio do qual pretende fomentar e difundir a música de viola caipira oferecendo concertos mensais que transcorrerão no Centro Cultural Padre Eustáquio. Durante as apresentações, ponteado por dois ases do estado, o instrumento de dez cordas será a maior atração, sempre no último domingo de cada mês, a partir das 11 horas. Um violeiro anfitrião receberá outro, convidado, de forma que se possa estabelecer entre ambos e a plateia vínculos culturais, fomentando, ainda, diálogos com a música brasileira. A vez , agora, é de Pereira da Viola, que compartilhará a honra com Nádia Campos.

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1033 – Em Beagá (MG), segunda rodada do projeto Viola de Feira terá Bilora e Letícia Leal

Picuá Produções Artísticas, estabelecida em Belo Horizonte (MG), promoverá em 25 de março a segunda rodada do projeto Viola de Feira, por meio do qual pretende fomentar e difundir a música de viola caipira oferecendo concertos mensais que transcorrerão no Centro Cultural Padre Eustáquio, abertos por Chico Lobo e Jéssica Soares em 25 de fevereiro. Durante as apresentações, ponteado por dois ases do estado, o instrumento de dez cordas será a maior atração. Em 25 de março, a partir das 11 horas, a honra de tocá-lo caberá a Bilora Violeiro e Letícia Leal. O local escolhido é estratégico, pois atende a toda a região Noroeste da Capital mineira; anexa ao Centro Cultural é promovida a Feira Coberta — tradicional evento e ponto de encontro de belo-horizontinos que, portanto, constituem ótima oportunidade para feirenses e público em compras entrar em contato com a verdadeira cultura de raiz.

O Viola de Feira contará com recursos da Lei de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (projeto 288/2015), com patrocínio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e Impacto Conservação e Limpeza Limitada, conforme os termos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Sempre no último domingo de cada mês, um violeiro receberá um convidado, de forma que se possa estabelecer entre ambos e a plateia vínculos culturais, estabelecendo, ainda, diálogos com a música brasileira. 

Para que a arte de pintar também faça parte do Viola de Feira, o cenário dos espetáculos será pintado pela artista plástica Marina Jardim durante a primeira edição do projeto. No local haverá mostra de produtos orgânicos do Armazém do Campo, espaço de comercialização permanente de produtos da Reforma Agrária, vinculado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST),  fruto da arte de se trabalhar a terra. O projeto, portanto, possibilita um leque de opções, de encontros e trocas culturais, jogando um facho de luz sobre a cultura brasileira.

Campeão de festivais

Bilora nasceu em Santa Helena de Minas, cidade situada no Vale do Mucuri, pertinho da divisa com o Sul da Bahia e do Vale do Jequitinhonha. Naquela região teve estreito contato com manifestações da  cultura popular como folias, batuques, cantigas de roda, contradanças, festas juninas e cordéis, experiências que ajudaram a moldar seu perfil artístico. Atualmente, Bilora reside em Contagem, uma das mais importantes cidades das Minas Gerais                                                 

Formado em Letras, atuou por uma década como professor de Língua Portuguesa e de Literatura Brasileira. Por outros três anos, foi instrutor de Oficina de Música no interior  do Estado. É um dos compositores mais premiados em festivais da canção promovidos em municípios de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Goiás: em sua estante de troféus conta-se mais de 140 peças. Entre os mais destacados, aponta o Canta Minas/95, no qual faturou com três prêmios oferecidos pela Rede Globo Minas, organizadora do certame. Bilora também venceu as duas edições do festival Canto das Águas de Três Marias/MG — em 2008 e em 2010 — e a edição 2005 do concorrido Fampop, promovido anualmente em Avaré (SP). Com  a música Tempo das Águas ficou em terceiro lugar no Festival da Música Brasileira de 2000, organizado pela Rede Globo. Em 2014 faturou o Festival de MPB de Ilha Solteira (SP), três anos depois de ser um dos selecionados pelo Projeto Música Minas Intercâmbio Internacional para shows em Buenos Aires, capital da Argentina.

 

A discografia de Bilora é formada pelos álbuns De Viola e Coração; Tempo das Águas; Nas Entrelinhas; e Balanciô— este mais recente com composições dedicadas à região natal e com participações da comunidade de onde nasceu, do filho Djavan Carvalho (Djah) e de índios Maxakali. O disco recebeu o Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira como melhor de viola em 2013.                                                                          

Músicas de Bilora foram gravadas por variados músicos, grupos, corais e orquestras do país e algumas de suas composições enriquecem dezenas de álbuns coletivos. É um dos cinco ases do projeto VivaViola – Sessenta Cordas em Movimento, que é dos mais aclamados pela crítica e pelo público mineiros formado por ele, Wilson Dias, Gustavo Guimarães, Pereira da Viola e Joaci Ornelas. Quem segue o projeto Causos e Violas das Gerais do SESC/MG,  que percorre o Interior do estado de Minas Gerais, também conhece o valor do trabalho de Bilora, compositor que preza pelo valor poético de suas letras juntando-as ao universo da cultura popular e da viola caipira.

Versatilidade

A cantora, compositora e instrumentista Letícia Leal revela quando toca a viola como é possível inserir com majestade no cenário atual da música brasileira um instrumento que muitos podem considerar antigo. Do sertão à cidade, do clássico ao contemporâneo, com Letícia Leal a viola de 10 cordas transforma-se em meio no qual tantas vertentes do nosso Brasil se sobressaem: à música de raiz, ela acrescenta jazz, blues, folk, choro e música afro. 

 

Natural de Teófilo Otoni,  quem a vê pela primeira vez expressando tanto talento, versatilidade e destreza talvez desconheça que está diante de uma música que começou a tocar há menos de dez anos, conforme revelou a jornalista Thais Oliveira, na edição eletrônica de 22 de outubro de 2016 do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte. Letícia está preparando o primeiro álbum autoral, mas sem deixar de se dedicar à disseminação da cultura popular  — missão que abraçou em 2010. Entre os prêmios que já levou para casa constam o terceiro lugar do concurso de Melhor Violeiro realizado pela TV Globo Minas em 2012, dentre 815 inscritos. Brasil à fora, já se apresentou e subiu ao palco com expressivos nomes da música do Estado como Dona Jandira, Pereira da Viola, Fernando Sodré e Celso Adolfo. É integrante da Diretoria do Instituto Viva Viola, da Associação Nacional dos Violeiros do Brasil, coordenadora em Belo Horizonte e artista integrante do Dandô – Circuito de Música Dércio Marques, que em 2014 recebeu o Prêmio Brasil Criativo, do Ministério da Cultura.

1023 – Cantorias e viola caipira vão animar domingos em Beagá (MG), entre fevereiro e julho.

A Picuá Produções Artísticas, estabelecida em Belo Horizonte (MG), promoverá a partir deste mês seu novo projeto, Viola de Feira, por meio do qual pretende fomentar e difundir a música de viola caipira oferecendo concertos mensais que transcorrerão no Centro Cultural Padre Eustáquio. Durante as apresentações, ponteado por dois ases do estado a cada nova rodada, o instrumento de dez cordas será a maior atração. O local escolhido é estratégico, pois atende a toda a região Noroeste da Capital mineira; anexa ao Centro Cultural é promovida a Feira Coberta — tradicional evento e ponto de encontro de belo-horizontinos que, portanto, constituem ótima oportunidade para feirenses e público em compras entrar em contato com a verdadeira cultura de raiz.

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1015 – Contribua para a volta do “Oscar da Viola Caipira”, prêmio nacional de incentivo à cadeia produtiva da viola

Ficará aberta somente até 27 de janeiro a campanha que por meio de uma das plataformas nacionais de crowdfunding visa a arrecadar contribuições para a realização de nova edição do Prêmio Nacional de Excelência da Viola, que os organizadores divulgam como sendo “O Oscar da Viola Brasileira”. A meta é atingir ao menos R$30 mil, montante que permitiria promover, ainda neste ano, a quarta edição do evento, nos moldes das anteriores, e acolher inscrições para mais de 20 categorias — das quais, cinco de cada, receberão certificados e troféus que serão entregues aos indicados n“A Noite de Gala da Viola”. Aos contribuintes estão previstas recompensas que variam de acordo com o valor cedido e que incluem, por exemplo, o direito de chancelar o evento com suas marcas, obtendo, assim, destaque em todas as divulgações diárias em mídias sociais como Facebook, Instagram, Twitter e mídia espontânea, além de outros benefícios a serem negociados.

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994 – Colabore para a gravação de Coração Caminhador, novo álbum autoral de Victor Batista (MG/GO)

Coração Caminhador é o nome que o cantor e compositor mineiro Victor Batista, radicado em Pirenópolis (GO), escolheu para batizar o álbum comemorativo aos 20 anos de trajetória artística o qual pretende trazer à luz com a generosa colaboração de amigos e admiradores, por meio de uma campanha de arrecadação, já disparada pela plataforma Benfeitoria, que estipula recompensas diversas, conforme a quantia doada. As 13 composições e quatro vídeos, inéditos, já estão prontos para serem gravados, trazem novas parcerias e participações especiais. A vaquinha virtual deverá cobrir o processo de finalização, que inclui as etapas de edição, mixagem, masterização e elaboração da arte gráfica do encarte antes do encaminhamento à fábrica para a reprodução de 1000 exemplares. Caso não consiga arrecadar o valor estipulado, um mínimo de R$10.200,00, Victor Batista devolverá o dinheiro aos contribuintes e o projeto será arquivado.

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824 – Pereira da Viola (MG) recebe amigos e admiradores para lançamento de álbum no qual compila sucessos de 20 anos de trajetória

Uma viagem musical em composições, parcerias e andanças pelo país, expressa por meio de repertório que inclui, aglomera e extrapola a diversidade da música de raiz, aumentando a visibilidade da criação artística de Minas Gerais e contribuindo para o enriquecimento e divulgação das artes, lendas e crenças dos povos mineiro e brasileiro. É com este chamamento que Pereira da Viola, um dos mais aclamados violeiros do país, está convidando amigos e admiradores para o “truvejo” que protagonizará ao lado da banda que o acompanha e vários companheiros de estrada neste sábado, 5 de março, no palco do Teatro Sesc Palladium, situado em Belo Horizonte (MG). Na ocasião, Pereira da Viola lançará o álbum em DVD Incelente Maravia – 20 anos, a partir das 21 horas. Quem tiver a oportunidade de prestigiar pode anotar que desfrutará de uma mescla de composições próprias e músicas da tradição oral e um show extremamente alegre e divertido, bem ao estilo do sempre sorridente e simpático Pereira da Viola e sua preciosa viola.

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