1049 – Aniversário de Sérgio Sampaio (ES) será comemorado com show tributo no Espaço 91 (SP)

Nesta sexta-feira, 13 de abril, o Espaço 91 receberá os músicos Danilo Moura, Victor Mendes, André Rass e Pedro Macedo, integrantes do Sampaio 70, grupo que presta tributo à obra do cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio. A apresentação de cerca de 1h20 está programada para começar às 20h30 na casa de espetáculos situada no bairro da zona Oeste paulistana Pompeia. Moura (voz) e Mendes (voz, violões e guitarra), que integram também o Trio José, começaram em 2013 a protagonizar homenagens ao autor da consagrada música Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua, sempre nos meses de abril, quando Sampaio nasceu em Cachoeiro do Itapemirim (ES) justamente em 13 de abril, de 1947, um domingo. O projeto da dupla ganhou reforços no ano passado com a entrada de Macedo (contrabaixo) e Rass (percussão). O mesmo show será atração no sábado, 14, para o o público que frequenta o Parque da Cidade Roberto Burle Marx, em São José dos Campos (SP), cidade do Vale do Paraíba.

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860 – Músicos do Trio José prestam homenagem a Sérgio Sampaio (ES), “velho bandido” que cantava como quem bota o bloco na rua

Danilo Moura e Victor Mendes, músicos que formam o Trio José, vão homenagear o cantor e compositor Sérgio Sampaio nesta quinta-feira, 21 de abril. Para quem não vai enforcar o feriadão dedicado a Tiradentes indo à praia a dica é curtir este tributo a um dos gênios da música popular brasileira que há uma semana teria completado 69 anos, mas cuja vida foi tão intensa quanto curta. A cantoria está prevista para começar às 22 horas na casa situada à Rua Clélia, 285, Pompeia, zona Oeste de Sampa. A entrada custará 20 mangos.

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789 – Sesc Ipiranga promove em janeiro atividades e espetáculos com expoentes da Vanguarda e do Lira Paulistana

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O Lira Paulistana começou como um pequeno teatro em Pinheiros, depois acolheu várias outras formas de manifestação artística dos integrantes da Vanguarda Paulistana engajada com a renovação de linguagens e do conceito de entretenimento durante seis anos, agitando os parâmetros culturais não apenas em Sampa, mas país afora (Foto: Arquivo Pessoal de Calil Neto)

O Sesc Ipiranga está promovendo espetáculos musicais e atividades protagonizados por expoentes da turma de artistas que formou a Vanguarda Paulista entre 1979 e 1986, inicialmente concentrada no teatro Lira Paulistana, que ficava situado no bairro de Pinheiros, na cidade de São Paulo. Batizado Lira Paulistana: 30 anos. E depois?, o projeto pretende gerar reflexões e por em debate a produção contemporânea, convidando-os para discorrer sobre os caminhos da criação e como se desenha hoje, em Sampa, os espaços catalisadores da nova produção e do experimentalismo. O cronograma começou a ser cumprido com apresentações de Luiz Tatit, Arrigo Barnabé e Lívia Nestrovski e Cida Moreira, nos dias 8, 9, e 10, e terá sequência até o último dia de janeiro, com ingressos cotados entre R$ 6 e R$ 20,00.

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609 – Dráusio Silva, da banda Subtotal, comemora aniversário… e festeja nova vitória alvinegra, em Osasco (SP)

O Barulho d’água Música registra que no sábado, dia 15 de agosto, comemorou aniversário o cantor e compositor Dráusio Silva, um dos integrantes da Banda Subtotal, de Osasco. Drausião, como é conhecido pelos amigos lá de Oz e quebradas circunvizinhas, entretanto, deixou para celebrar a data hoje, após o apito final do jogo que o Corinthians venceu contra o Avaí, por 2×1, em Santa Catarina, pelo Campeonato Brasileiro da Série A, de virada. Como um experiente louco do bando, ele presentia que a vitória viria para tristeza dos manos e parças de música Salatiel Silva e Paulo Netho, entre outros pés-frios que, enquanto a bola rolava lá na Ressacada, em vão secavam o Todo Poderoso e também o balde de geladas que Dráusio Silva colocou à disposição da galera! 

O blogue deseja então, em nome de todos os seguidores e amigos, felicidades e sucesso sempre, Dráusio, votos extensivos aos componentes da banda!

A Subtotal é formado pelos irmãos Drausio Silva (guitarra, violão e acordeon), Douglas Silva (guitarra e vocal), Marco Soledade, o Pepito (bateria e percussão), Juracy Ângelo (percussão) e Zeca Souza (contrabaixo). Formada no início dos anos 1980, é referência no circuito underground paulistano e levou a alguns templos sagrados como o Lira Paulistana, casa da vanguarda da música de Sampa que funcionou entre 1979 e 1986, o trabalho de composições próprias que mescla punk, tropicalismo, baião, funk, reggae e até bossa nova e samba, além claro, de rock. 

“Sempre quando nos apresentamos ouvimos a pergunta que tipo de som fazemos, ou seja, qual seria o estilo que adotamos, já que a música brasileira está cheia de rótulos”, emendou. “Eu respondo: não temos nenhum. Produzimos o que gostamos, sem a preocupação de agradar este ou aquele segmento. E quem faz o que quer… sempre correrá o risco de fazer algo bizarro!”, concluiu o vocalista, já explicando por qual motivo o álbum da Subtotal tem o título M.úsica P.ropositadamente B.izarra, que conta com a participação do aniversariante de amanhã, Edvaldo Santana!

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Guilherme Ribeiro lança Tempo, quarto disco autoral, no Museu da Casa Brasileira (SP)

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Natural de Santos (SP), Guilherme Ribeiro também toca acordeon e teclado, leciona música e já se apresentou em festivais e casas da Holanda, da França, da Bélgica, do Canadá e dos Estados Unidos; em 2010 lançou Calmaria, seu primeiro disco (Foto: Marcelino Lima)

 

O pianista e acordeonista Guilherme Ribeiro (Santos/SP) apresentou no domingo, 10 de maio,  pela primeira vez em público, músicas do quarto disco de sua carreira, intitulado Tempo, durante show promovido no Museu da Casa Brasileira, situado em São Paulo (SP). Guilherme Ribeiro tocou emoldurado por uma prazerosa chuva de outono no dia dedicado às mães, acompanhado por músicos de um time de primeira formado por Daniel de Paula (bateria), Sidiel Vieira (baixo), Rodrigo Ursaia (saxofone) e Vinícius Gomes (guitarra). Ele também recebeu no palco a cantora e fotógrafa Dani Gurgel, produtora de Tempo, que cantou Vento de Outrora, dela, e Verso em nó, parceria dela e Ribeiro. 

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Roger da Guitarra encerra programação Ecos Musicais de abril do Sesc de Osasco (SP)

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Roger Guitarra há dez anos desenvolve a técnica pouco explorada no Brasil de tocar lines e slaps, de contrabaixo, na guitarra, característica que já é sua marca registrada

O músico Roger Guitarra encerrará a programação de abril do projeto do Sesc Osasco (SP) Ecos Musicais, que abre espaço sempre nas tardes dominicais para trabalhos autorais e de pesquisa musical dos novos artistas da cidade e região. Sobre a curadoria do trombonista Bocato, Roger Guitarra começará a apresentação às 16h45, na Tenda 2. Há 10 anos ele desenvolve a técnica pouco explorada no Brasil de tocar lines e Slaps, de contrabaixo, na guitarra, característica que já é sua marca registrada. O duo de guitarra e voz Tuck and Patty é sua maior influência.

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Dia da Música terá mais de 100 shows no Brasil em junho. Bandas já podem pedir votos e público indicar favoritas.

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As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro abrigarão mais de um centena de shows e dezenas de outros ocorrerão pelo Brasil durante 20 e 21 de junho, datas reservadas ao Dia da Música, evento organizado e patrocinado  por empresas ou grupos como o GVT e a Rede Globo, além da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e da Secretaria de Cultura do Governo do Rio de Janeiro, em parceria com os promotores mundiais da Fête de la Musique.

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Subtotal e Bocato dividem palco do Ecos Musicais no Sesc do Buraco Quente*

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A Banda Subtotal, com “canja” de Bocato, durante a apresentação no Sesc de Osasco, dentro do projeto Ecos Musicais (Fotos Marcelino Lima)

A Banda Subtotal encerrou no domingo, 25, a programação de janeiro do Ecos Musicais, do Sesc Osasco, oferecendo aos fãs e público que estavam naquela unidade um show de primeira, com direito a participação especial do trombonista Bocato, curador do projeto que  propõe a divulgação de trabalhos autorais e de pesquisa musical de novos artistas da cidade e da região, selecionados dentre os diversos gêneros musicais de intérpretes, instrumentistas e compositores.

 

O grupo pôs no palco os irmãos osasquenses Drausio Silva (guitarra, violão e acordeon), Douglas Silva (guitarra e vocal), Marco Soledade, o Pepito (bateria e percussão), Juracy Ângelo (percussão) e Zeca Souza (contrabaixo). Formada no início dos anos 1980, a Subtotal é referência no circuito underground paulistano e levou a alguns templos sagrados como o Lira Paulistana, a casa da vanguarda de Sampa situada em Pinheiros entre 1979 e 1986, o trabalho de composições próprias que mescla punk, tropicalismo, baião, funk, reggae e até bossa nova e samba, além claro, de rock.

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Noel Andrade, violeiro autor de Charrua, é o aniversariante de hoje, 1/11

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Natural de Patrocínio Paulista (SP), Noel Andrade é violeiro da atual geração paulista que se dedica ao instrumento de dez cordas e cultiva as tradições caipiras presentes na cultura tanto do Estado, quanto nas raízes do sertão brasileiro

Noel Andrade, violeiro natural de Patrocínio Paulista, interior de São Paulo,  já está na estrada há mais de dez anos. Aniversariante de hoje, 1º de novembro,  ele também é pesquisador da música e dos costumes  do campo e busca em suas composições as particularidades e a simplicidade da vida cabocla, o cotidiano do camponês e da terra onde vive.

Autor de Charrua, álbum que reúne 11 canções próprias e de outros artistas como Luís Perequê, Rosinha de Valença, Francisco Nepomuceno, Elpídio dos Santos, Godofredo Guedes e Chico Lobo, Noel Andrade já cantou e tocou acompanhado por músicos como Renato Teixeira, Dércio Marques, Bocato e Katya Teixeira. A mixagem de Charrua é de Ricardo Vignini e as faixas, nas quais predominam a viola caipira, têm a companhia de harpa, de tambores, de berimbau, de rabeca, de clarinete, de trombone, de flauta, de sanfona e de cello, entre outros instrumentos.

O Barulho d’água Música deseja ao amigo Noel Andrade, um dos contemplados em 2013 com a estatueta do 3º Prêmio de Excelência de Viola Caipira, muitas felicidades e que a estrada sempre o conduza ao sucesso! Parabéns!

 

SESC Osasco pulsa iluminado por Tetê Espíndola e convidados

O repertório do show do SESC Osasco teve 17 músicas, além do bis especial

A cantora Tetê Espíndola esteve no SESC Osasco, cidade da Grande São Paulo, na noite de 14 de junho, para mais uma apresentação da turnê do álbum duplo formado por “Pássaros na garganta” (1982) e “Asas do etéreo“, lançamento do selo SESC.

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Tetê Espíndola trouxe para Osasco um mapa dos estados do Mato Grosso e encantou com vários timbres

Tetê abriu o repertório com “Fio de Cabelo”, sozinha, no palco. Ao conversar pela primeira vez com o público, desejou boas vindas a um show de “tons e timbres”. Então, literalmente cumpriu o anunciado: interpretou as demais 16 canções ao seu consagrado estilo, explorando toda a virtualidade da voz campeã do Festival dos Festivais da Rede Globo, em 1985. A plateia, então, curtiu uma variação de pios, silvos, uivos, gramilvos, cricris, assovios, coachares e outros sons sibilantes ora intensos, ora suaves, vocalises que libertariam do âmago dela não apenas aves bem como sapos, pererecas, jacarés, grilos, borboletas, vagalumes, cigarras e outros seres e elementos característicos e presentes tanto em seu meio pantaneiro-cuiabano-diamantino, como no folclore nacional, gosto de amora brava, zum de abelha em voo de araras…

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A plateia osasquense aplaudiu com entusiasmo à apresentação e mesmo depois do bis especial ficou pedindo “mais uma…”

Tetê tirou e soltou no SESC todos os bichos que tem em sua sala, têm sua cara, sua exuberante natureza. E abriu um mapa dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para reverenciar cidades de ambos, convite para uma viagem. Visceral sem deixar de ser doce, espontânea ou provocativa, com bailados e sua peculiar gestualidade, entoou desde cantigas habitadas por elfos, salamandras e orixás ao sertanejo lisérgico, tal qual ela mesma classificaria mais tarde “Diga não”, que compôs com Arrigo Barnabé. Nas letras dela e dos parceiros como Hermeto Pascoal, Marta Catunda, Carlos Rennó, o mano Geraldo Espíndola e Bené Fonteles, entre outros, cabem lugares como Ibiporã, a fauna e flora elementares e populares. Nesta alquimia se juntam tudo o que contiver uma galáxia ou se acolhe numa casca de noz; o amálgama faz-se de orquídeas, acácias, buritis, lisas brisas, palavras, palavretas, brisoletas, asalegres, pelepétalas, pacus, furrundus; em resumo, ela corporifica tudo isso: é triz que acende chamas e xamãs, seiva viva, rios de fartas águas e veios poéticos; volátil e cicatriz; motriz que emana em todas as cores; insólita lagarta que ao manejo da craviola transmuta-se mais do que em ponto de luz; crisálida da qual irrompe e ascende interestelar, atriz. Com as bênçãos de Tupã!

O trompetista Bocato ajudou com seu instrumento Tetê Espíndola a libertar pássaros e outros animais

A filha ilustre de Campo Grande (MS), portanto, por si só já seria atração. A escala dela em Osasco, entretanto, ainda contou com as presenças de luminares cujos atributos já são sinônimo de escolas: Félix Wagner (piano e vibrafone), Bocato (trombone), Paulo Lepetit (baixo), Adriano Magoo (acordeon), Jaques Morelenbaum (cello), e Dani Black (voz). A direção do show coube a Arnaldo Black e à filha, Milene, para a qual dedicou “Menina”.

Aquele que talvez seja considerado o maior sucesso da carreira de Tetê Espíndola, da lavra do marido Arnaldo Black e de Carlos Rennó, por sinal, estava reservado ao bis de encerramento. “Escrito nas estrelas”, vencedora em 26 de outubro de 1985 daquela edição do Festival dos Festivais, bateu asas em uníssono das gargantas de todos os fãs, há pouco minutos imersos em um brejo para imitar a saparia em um exercício vocal para fazer fundo a uma das músicas: se nada mais ficou em falta para tornar o ambiente ainda mais efluvioso e o show marcante, restavam os merecidos aplausos. Em pé!

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Tetê não apenas utiliza o recurso da versátil voz em apresentações: sabe unir a gestualidade às imagens que as letras evocam

O programa do show do SESC Osasco contem um texto de Tetê Espíndola sobre Pássaros na Garganta e “Asas do Etéreo”, que abaixo reproduzo:

“Todo mundo me conhece com a cantora de voz aguda. Realmente, em Pássaros na Garganta (1982), eu estava no auge de minha tessitura de soprano. As minhas composições tinham um ‘cheiro de mato’ quando comecei a explorar sons da natureza através das colagens.

E hoje, em Asas do Etéreo, sinto a maturidade do meu lado de instrumentista. Escolhi 12 músicas especiais e inéditas que compus durante estes anos* e convidei amigos que fazem parte da minha trajetória. Para cada composição um tom da escala musical, um timbre de instrumento diferente e uma emissão de voz única, onde a novidade é o contralto.”

Bocato, Félix Wagner, Tetê Espíndola, Jaques Morelenbaun, Adriano Magoo e Paulo Lepetit

* Os amigos mencionados por Tetê Espíndola, além dos já citados no texto acima, são: Egberto Gismonti, Duofel, Almir SaterTeco Cardoso e Trio Coroa.

Felix Wagner tocou piano e vibrafone
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Jaques Morelenbaun ficou com o cello
Dani Black
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Capa do álbum duplo de Tetê Espíndola já é uma obra de arte
Tetê encerrou o show com “Escrito nas Estrelas”