1223 -Ivan Vilela faz concertos em Guarulhos e em São Paulo após lançar álbum com Benjamim Taubkin

Violeiro, um dos mais conceituados do país, tocará no Sesc de Guarulhos e no Instituto Tomie Othake

Professor, pesquisador, compositor e um dos mais destacados violeiros do país, Ivan Vilela, será atração o neste sábado, 24, da unidade Guarulhos do Sesc paulista, onde se apresentará a partir das 18h30, acompanhado por Filipe Massumi, ao violoncelo, e por Ari Colares, à percussão. A distribuição do começará a partir das 17h30, no Centro de Música, para o concerto que deverá ocupar o Auditório (sala 4) e durante o qual o público ouvirá composições e arranjos que se utilizam de elementos das culturas populares brasileiras, mesclando-as com sonoridades das músicas clássica e e popular. Vilela transitará por diferentes paisagens sonoras, explorando texturas e contrapontos, mesclando sutilezas melódicas, nas quais o tonal e o polimodal se fundem num misto de cruzamentos rítmicos.

Além de músicas consagradas dos vários álbuns – como Paisagens, A Força do Boi e Solidão -, destacam-se no programa obras como Sertão e Castelo dos Mouros,  do álbum Encontro, gravado por Vilela em parceria com o pianista Benjamim Taubkin e lançado no começo de agosto, na unidade 24 de maio do Sesc paulistano.

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1213 – Dante Ramon Ledesma, argentino naturalizado brasileiro, canta a liberdade, o amor e a igualdade em 19 poéticos álbuns ignorados no Sudeste

Nascido em Río Cuarto, na Córdoba, onde foi perseguido pela ditadura argentina pela militância católica, naturalizado brasileiro desde 1978, cantor admirado pelo carisma e pela coragem vive na região metropolitana de Porto Alegre (RS) e nem um derrame que paralisou parte do seu corpo o fez parar de cantar

Nos últimos dias, boas prosas com o amigo gaúcho de Caxias do Sul Valdir Verona — cantor, compositor, professor e pesquisador, um dos melhores violeiros do país na atualidade–, levaram minhas atenções a se concentrar em alguns expoentes da música do Sul do país, notadamente a produzida por alguns conterrâneos dele, de vários rincões do Rio Grande do Sul – ritmos e gênero, que, grosso modo, correndo o grande risco de cometermos gafes, tendemos a rotular por aqui de “nativistas”.

Claramente há preferências mercadológicas dos setores de entretenimento e radiodifusão aqui no Sudeste “maravilha”. Elas reduzem quase tudo — como se os tais fossem suprassumos — a Maiaras e Simarias, Sangalos e Anittas, Luccos e Safadões, Zezés e Santanas, Lucianos e outros quejandos e assim burlam de quem não se sintoniza em canais alternativos o acesso a outro estilo de música — apenas para ficarmos nesta forma de manifestação artística –, que não seja meramente comercial, rasa, descomprometida com nossos mais ancestrais e identitários valores. Numa avaliação (ainda que simplista) tal recorte nos achata a todos como se fossemos meros consumidores desprovidos de criticidade, apuro, tradições e de bandeiras. Nesta toada, às vezes até bate uma tristeza profunda: é como se a gente vivesse em um país pouco plural, encerrado nas suas mais, digamos assim, badaladas capitais e agitos delas, empurram-nos ouvidos abaixo melôs de cornos e mulheres irresistíveis, pancadões e pôperos como se o extenso continente Brasil e sua diversidade morasse e se reduzisse em uma redoma sem sotaques e, no máximo, pindorama que, dependendo da conveniência do momento, aceitasse fora do mainstream um baiano aqui, um pernambucano acolá, quem sabe? um goiano…

Agendas assim não só nos empobrecem como nação, deixa-nos ignorantes às nossas origens, riquezas e diversificado patrimônio multicultural. Se o futebol de quando em vez nos faz lembrar que existem no mundo da bola tupiniquim os simpáticos CSAe o Clube do Remo e que no Amapá e no Piauí também temos Santos e Flamengo, apenas a curiosidade e o pensar fora da caixinha nos pode revelar que entre nós também se ergue, literalmente falando, a voz de um cantor e intérprete com a força e o carisma de um Nelson Gonçalves, mas circunscrito à sua região, ainda que por lá seja tão adorado pelos seus fãs e amigos como sempre foi (talvez por que no Sul as visões sejam mais amplas e generosas) o inesquecível e saudoso boêmio Nelson Gonçalves: Dante Ramon Ledesma.

Quantas linhas, embora pertinentes, para chegarmos a este nome, Dante Ramon Ledesma, perfil que, agora, entretanto, resumirei em uma única frase: um arauto das liberdades, do amor, da igualdade, da fraternidade e da resistência do pueblo latino-americano — sejamos nós gaúchos, argentinos, portenhos, índios, negros, mamelucos, cafuzos– e, por extensão paulistas, mineiros, cariocas, baianos, alagoanos, piauienses, amapaenses; “yo tengo tantos hermanos que no lós puedo contar” já cantava Atahualpa Yupanqui, “en el valle, la montaña, en la pampa y en el mar/cada cual con sus trabajos, con sus sueños, cada cual, con la esperanza adelante…”

Escolhi Dante Ramon Ledesma para abrir as audições matinais de todos os sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música, em São Roque(SP) neste sábado, 20, não apenas pela beleza, engajamento e construções poéticas das músicas do repertório que entoa em emblemática voz, começando a ouvi-lo pelas faixas de Alma e Vida, álbum de 1993, mas e, sobretudo, pelo que elas invocam e põem no ar: um brado, antes de nada mais, à resistência, à união, à luta por um país que não tenha donos e que neste momento sugere “não tem governo e nunca [mais] terá” e que não pode seguir tendo o tamanho tacanho que vem adquirindo à medida que há temos nos postos de comando quem afirme (e quem nele acredite), arrotando lautos cafés da manhã, que nem ao menos fome passaríamos.

Vista de Rio Cuarto, em Córdoba, terra natal de Dante Ramon Ledesma

Dante Ramon Ledesma nasceu em Río Cuarto, na província de Córdoba, a cerca de 580 quilômetros de Buenos Aires, Argentina, mas “naturalizou-se” brasileiro em 1978. Cantor desde os 5 anos de idade, formou-se em Sociologia pela Universidade de Córdoba. Ainda em seu país natal, quando jovem foi integrante da Organização Não governamental (ONG) Carismaticos, de perfil católico e já demonstrando imensa capacidade de cantar venceu o famoso Festival Nacional de Folklore  de Cosquín, na categoria juvenil, com a canção Memória del Che

No ano de sua naturalização, os argentinos sofriam sob as botas e a baioneta do general-presidente Jorge Rafael Videla e o governo perseguia quem militava na juventude carismática, por considera-la ajuntamento de “subversivos” — adjetivo e razão para perseguições, torturas, mortes e condenações ao desterro tão em moda no Cone Sul àquela época. Desde então, e naquele momento para escapar das perseguições (mesmo que fugindo da brasa, pudesse ter caído no espeto!), Dante Ramon Ledesma, que começava a despontar no canto popular argentino, escolheu viver no Rio Grande do Sul, estabelecendo-se em Canoas, cidade da Grande Porto Alegre, onde, alias, recentemente, a Câmara Municipal lhe outorgou um título de cidadania.

Em 1991, já “brazuca”, portanto, participando do Festival Acordes Cataratas, de Foz do Iguaçu (PR), Ledesma tornou-se finalista com A Vitória do Trigo (“basta um pedaço de terra/para a semente ser pão/enquanto a fome faz guerra/a paz espera no chão), hoje uma espécie de hino de sem-terras em países da Europa e latino-americanos. Outra das canções que compõem sua trajetória, de autoria de Fernando Alves e Alberto Zanatta, América Latina é invariavelmente pedida em todas as suas apresentações por ser um alerta à consciência crítica e à união entre os povos até hoje explorados, do México à Guiana, passando pelo Haiti, pela Nicarágua, por Honduras, pela Bolívia…

Ambas as músicas, diga-se de passagem, enchem 19 álbuns e três DVDs que renderam a Ledesma nove discos de ouro e a vendagem de mais de três milhões e meio de cópias! Em sua biografia consta, ainda, que decorridos já mais de 30 anos de carreira, protagonizou 7 mil espetáculos em todo o Brasil e América Latina, muitos de caráter beneficente.

Sobre Dante Ledesma escreveu Renan Bernardi para o blogue Tenho Mais Discos que Amigos ao vê-lo cantar e tocar no 10º Festival Pira Rural, realizado entre 19 e 21 de abril recentes, na cidade gaúcha de Ibarama, situada na região de Santa Maria: “Foi o mais emocionante e significativo show do Pira Rural”. Dante Ramon Ledesma, prosseguiu Bernardi, encantou “um público que parecia muito próximo do reconhecido artista: o folclore e o orgulho da cultura latino-americana, gaúcha, indígena e rural faziam parte dos discursos de Dante nos intervalos das canções, que bradava contra o imperialismo e a música de massa, pré-fabricada”. Para arrematar, o jornalista observou: Dante cantou e tocou “homenageando movimentos sociais, amor e o respeito” e “encantou todo o público acumulado em frente ao palco”.

A parte estas força e carisma, registre-se: Dante Ramon Ledesma, para manter se “cantor de ofício” assim como preconizou sua contemporânea Mercedes Sosa, tornou-se, ainda, símbolo de superação e de determinação: em maio de 2014, sofreu um sério Acidente Vascular Cerebral (AVC) que afetou seu corpo, paralisando o lado esquerdo e prejudicando a fala. A situação depois se agravaria quando ele foi diagnosticado com diabetes. Mesmo com todos os problemas e as limitações, Dante Ramon Ledesma conseguiu voltar à ativa em 2016 e segue a fazer o que mais sabe: cantar, como em 19 de maio no Centro Cultural de Constantina (RS), onde protagonizou o concerto O Recomeço. Atualmente, Ledesma se faz acompanhar nas apresentações com o filho Maximiliano e o neto Juanito.

Dante Ledesma (ao centro), entre o neto, Juanito, e o filho, Maximiliano

O TÍTULO EM CANOAS

A primeira vez que ouvi falar sobre e as canções de Dante Ramon Ledesma estava em Canoas, fraternalmente acolhido por uma família do bairro Nossa Senhora das Graças, em 1989.

Eu era um garoto que amava The Beatles, The Rolling Stones e Pink Floyd (tanto na ida, quanto na volta, viajei os pouco mais de 1.100 quilômetros entre SP/POA, pelas BR-116 e BR-101, ouvindo a bordo dos ônibus da Viação Penha fitas cassetes do Pink Floyd), mas também já curtia Clube da Esquina, Katya Teixeira, Fagner, 14 Bis etc. Meus anfitriões demonstravam forte admiração por Ledesma e lembro-me de ter ficado impressionado com o tom e os temas das canções dele que rodava no meu walkman, gravados em uma fita Basf da qual não deu para fazer cópia, sentado sobre a cama que me ofereceram e em cujas paredes do quarto havia uma bandeira do Rio Grande do Sul, outra do Internacional, agasalhado por um poncho (estava muito frio!) e sorvendo uma cuia de chimarrão.

Pois lá, em Canoas, em 19 de maio de 2016, Ledesma foi agraciado com o título de Cidadão Canoense pela contribuição à música nativista do Estado e por sua relação com o município, situado a 14 quilômetros de Porto Alegre.

Ledesma (sem óculos), no dia em que recebeu o título de cidadão de Canoas (Foto: Williyan Bertotto)

A homenagem partiu do então vereador Pedro Bueno (PT). Antes da perseguição na Argentina. Já asilado no RS, Dante primeiro morou no bairro Niterói e, depois, transferiu-se para o Rio Branco, ambos em Canoas. Na chegada ao Brasil, precisou vendeu livros e ministrou palestras para pais e mestres até conseguir retomar a carreira de cantor. Cinco anos depois, em 1983, atingiu o sucesso com Orelhano, um dos seus mais aclamados sucessos. Em 1984, ele participou pela primeira vez da Tertúlia de Santa Maria, do qual saiu consagrado como revelação. No mesmo ano, venceu a 14ª Califórnia da Canção, de Uruguaiana, com O Grito dos Livres.

É casado com Norma Beatriz Ledesma, com quem teve o filho, Maximiliano, hoje seu parceiro e ritmista. “Como poucos, Ledesma fez realmente de seu canto uma maneira de viver e cantar a vida”, disse Pedro Bueno, proponente do título outorgado pela Câmara Municipal de Canoas. “Gaúchos, argentinos, brasileiros, latino-americanos cresceram ao som de Orelhano, Negro da Gaita, O Grito dos Livres, A Vitória do Trigo e tantas canções que ultrapassam os sotaques, os idiomas, os ritmos e as fronteiras.”

As palavras seguintes também foram proferidas por Bueno durante aquela sessão solene: “Dante é um homem que luta por liberdade, sonho e esperança. É uma honra para a nossa cidade. Seu espírito revolucionário ultrapassou barreiras, inclusive as da censura”.

Ao utilizar a tribuna, Ledesma recordou o período de terror vivido durante a ditadura argentina e mencionou pessoas que o ajudaram no começo da vida no Brasil. Destacando a importância da família, comentou sobre a recuperação do AVC que sofrera dois anos antes: “O maior milagre da vida é o amor e fraternidade que Deus nos dá”. Em seguida, exaltou a defesa da democracia brasileira: “Em primeiro lugar deve vir a Pátria e, somente depois, os interesses políticos”, ponderou, dedicando o reconhecimento recebido da Câmara de Canoas à memória do pai, Rudecindo Ledesma.

O Portal Cegos Brasil disponibiliza para serem baixados, armazenados em formato ZIP, os arquivos em Mp3 de nove álbuns de Ledesma, dos quais quatro são duplos. O endereço para o linque é http://cegosbrasil.net/discografias/dante-ramon-ledesma-9-cds.

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Milongador, de Giancarlo Borba, enfatiza a vida do gaucho a pé e a luta pela terra, com poesia e sem panfletarismo

 

1206 – Banda de Pau e Corda (PE) lança disco comemorativo, pela Kuarup, em Belo Horizonte (MG)

Álbum traz 16 sucessos do grupo que está na estrada há 45 anos, com participações dos violeiros mineiros Chico Lobo e Tavinho Moura

A Banda de Pau e Corda, uma das mais longevas e tradicionais do Brasil, fará nesta quinta-feira, 4 de julho, apresentação em Belo Horizonte (MG) durante a qual será lançado o álbum comemorativo aos seus 45 anos de trajetória. O disco do grupo de Recife (PE), lançado pelo selo Kuarup, já está tocando aqui na redação do Barulho d’água Música, gentilmente enviado pela gravadora, a qual agradecemos à toda equipe e em especial a Rodolfo Zanke. A cantoria deverá começar às 21 horas, no Teatro do Centro Cultural Minas Tênis (ver a guia Serviços).

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1205 – Viola de Feira está de volta em Beagá (MG) e começa com Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias

Nesta segunda temporada do projeto da Picuá Produções a capital mineira terá quatro rodadas até setembro, sempre com entrada franca e novamente promovidas no estratégico Centro Cultural Padre Eustáquio

Os cantores e compositores Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias, três dos mais respeitados expoentes da atual cena da viola de Minas Gerais, estão confirmados pela Picuá Produções como atrações e vão se apresentar conjuntamente na abertura do segundo ano do projeto Viola de Feira neste domingo, 7 de julho, A cantoria está marcada para começar ás 11 horas no Centro Cultural Padre Eustáquio, em Belo Horizonte, mesmo local das rodadas promovidas em 2018. Com entrada franca, Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias serão protagonistas do show Violas de Minas.

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1196 – Clássico do Mês vai a Londres e apresenta novo álbum de Mark Knopfler

Disco produzido por Guy Fletcher traz elementos de jazz e funk e maiores pitadas de rock, sem deixar de lado canções temperadas por blues e folk que caracterizam a carreira solo do líder do Dire Strais, somados à  doses de nostalgia na sonoridade que fãs mais saudosistas celebram.

O Barulho d’água Música retoma neste dia 31 de maio a série Clássico do Mês, mas esta nova atualização, inicialmente planejada para o álbum de Roberto Carlos, de 1971, excepcionalmente, será dedicada a outro luminoso astro da música universal, que faz sucesso dentro e fora do Brasil: o escocês de Glasgow Mark Knopfler. Neste sentido, o disco comentado hoje também não será um que fez sucesso e marcou época quando foi lançado há algumas décadas, mas, sim o mais recente do carismático e até hoje afamado ex-líder do Dire Straits. Lançado em novembro, o nono álbum solo de Knopfler chama-se Down the Road Wherever, encontra-se disponível nas mais concorridas plataformas digitais e, para quem tiver a sorte de residir ou nestes dias estiver dando um rolê nos estranjas poderá ser curtido ao vivo em um dos shows que ele, Knopfler, promoverá em sua turnê de lançamento ao longo deste mês em países como a Noruega, a Suécia, a Dinamarca, a França, a Alemanha e ainda a República Checa, entre outras nações europeias. Como adendo fica a informação: os shows se estenderão e chegarão aos Estados Unidos e Canadá, mas não contemplarão até 29 de setembro nenhum país das demais Américas. É melhor não acreditar em Papai Noel, mas quem sabe depois, né?

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1195 – Luis Kiari (PB) lança De Dentro, pelo selo Kuarup, com participações de Nando Cordel e Chico Lobo

Canções promovem a integração das raízes tradicionais sertanejas à modernidade sonora do artista de Campina Grande que mora na cidade do Rio de Janeiro  um dos mais destacados talentos da nova MPB

O selo Kuarup está lançando De Dentro, segundo álbum de Luis Kiari, paraibano de Campina Grande há seis anos radicado na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e que acaba de promover miniturnê por cidades do Nordeste visitando os estados da Paraíba e de Pernambuco. O disco, gentilmente enviado ao boteco do Barulho d’água Música pelo produtor Rodolfo Zanke — ao qual mais uma vez somos gratos, estendendo os agradecimentos à toda a equipe da gravadora e editora — tem produção de Ricardo Gomes e mixagem e masterização feitas pelo consagrado engenheiro de som Ricardo Carvalheira. Reúne nove singelas, mas poéticas faixas nas quais se ouve a participação especial do cantor, compositor e instrumentista pernambucano Nando Cordel  — em A Paz de Esperar, que assina a parceria com Kiari na composição –, mais o brilhante e toque inconfundível das violas caipira e dinâmica do músico mineiro Chico Lobo, em todo o repertório¹. As canções promovem a integração das raízes tradicionais sertanejas à modernidade sonora do artista, um dos mais destacados talentos da nova geração da MPB. E o projeto gráfico De Dentro é outra atração do álbum. Assinado pelo conterrâneo do cantor, Vito Quintans, revela um conceito artístico baseado em xilogravura, conforme pode ser conferido nos clipes disponibilizados no sítio eletrônico de Kiari, acompanhado das letras (lyrics) das canções, ou nas principais plataformas digitais.

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1193 – Chico Lobo (MG) lança “Sagração”, álbum pelo selo Kuarup inspirado nos sertões de Guimarães Rosa

LTexturas instrumentais compõem canções explorando temas como o amor, a religiosidade, a força da trilha dos sertões e veredas de Minas Gerais no projeto em parceria com o poeta Wander Lourenço que tem participações de João Di Souza, Sérgio Santos, Simone Guimarães, Bruna Morais e Mariana Nunes.

As audições matinais dos sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música neste dia 25 de maio começou com o álbum Sagração, mais recente e encantador trabalho do cantor, compositor e violeiro Chico Lobo em parceria com o poeta Wander Lourenço e com os músicos Sérgio Rabello e Leíse Renhe, complementado por um belo projeto gráfico e encarte, assinados por Adriano Alves. Sagração será lançado em São Paulo na quinta-feira, 30, abrindo uma miniturnê que terá escalas na cidade de Belo Horizonte (MG), do Rio de Janeiro (RJ) e na mineira São João Del Rey (ver guia Serviços). O álbum é mais um lançamento da gravadora Kuarup, com produção executiva de Ângela Lopes (Viola Brasil Produções), à qual e a Rodolfo Zanke agradecemos pela gentileza do envio do exemplar que rolamos na vitrolinha.

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1185 – Renato Teixeira faz apresentação única em teatro de Osasco (SP) de “Um poeta e um violão”

Consagrado cantor e compositor santista, inclusive de premiado jingle, rememora maiores sucessos da carreira em espetáculo minimalista que valoriza a poesia das letras do repertório, permeado por causos que ele conta entre as músicas, registradas em mais de 20 álbuns

O cantor e compositor Renato Teixeira será atração na sexta-feira, 24 de maio, do Teatro Municipal Glória Giglio, situado em Osasco, cidade da região Oeste Metropolitana de São Paulo a 18 quilômetros da Capital, com acessos pelas rodovias Castello Branco e Raposo Tavares e pelo Rodoanel Mário Covas. O consagrado autor de Romaria cantará a partir das 21h30 este e outros sucessos da carreira que já chega aos 50 anos de estrada e está registrada em mais de 20 álbuns solo ou em parceria (ver guia Serviços e o quadro Discografia ao final desta atualização).

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1179 – Fabrício Conde (MG), autor de Fronteiras, representa Brasil em encontro de tiples na Colômbia

As audições que promovemos aos sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música, neste 20/4 que é de Aleluia e véspera da Páscoa, começaram com Fronteira, álbum do compositor, escritor e violeiro Fabrício Conde, de Juiz de Fora (MG) lançado em 2015. Conde será um dos destaques entre as atrações e eventos que serão promovidos durante o X Encontro Nacional de Tiple (Encuentro Nacional del Tiple), entre 25 e 28 de abril, em Bogotá, capital da Colômbia, país vizinho ao Brasil, na América do Sul. Conde está confirmado para abrilhantar painéis, oficinas e apresentações, incluindo o concerto da noite de encerramento (veja a programação, conforme divulgada pelos organizadores, ao final desta atualização).

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1174 Socorro Lira lança “Cantos à Beira-mar”, 12º álbum da carreira, inspirado em primeira romancista brasileira

 Apresentação no Auditório do Ibirapuera terá participação da escritora Maria Valéria Rezende, da acordeonista Cimara Fróis e da cantora Fabiana Cozza. Maria Firmina dos Reis (MA) é contemporânea de Castro Alves, mas destacou-se antes dele por escrever obra abolicionista*

A cantora, compositora  e poetisa de Brejo do Cruz (PB) Socorro Lira lançará Cantos à Beira-mar, 12º álbum da carreira, que reúne dez composições autorais a partir de poemas da escritora e poeta, professora e abolicionista negra maranhense Maria Firmina dos Reis. O nome do álbum da paraibana radicada na cidade de São Paulo é uma referência ao título do livro de poesia Cantos à Beira-mar, de Maria Firmina, lançado em 1871 pela autora que é considerada a primeira romancista brasileira, antecedendo em dez anos Castro Alves, baiano que escreveu Navio Negreiro (1869) com o romance antiescravagista Úrsula (1859), cuja temática é abolicionista.

A apresentação de estreia de Cantos à Beira-mar está prevista para começar às 19 horas do domingo, 14 de abril, no Auditório Oscar Niemeyer do Complexo do Ibirapuera, em São Paulo (ver guia Serviços).

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