Barulho d'Água Música

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1052 – Confira a programação oficial de atividades e eventos do 4º Prêmio Profissionais da Música em Brasília (DF)

Entre hoje, 16, e o sábado, 21, a Capital Federal terá extensa e variada agenda cultural antes da cerimônia de divulgação dos vencedores de 53 categorias entre 328 finalistas

Marcelino Lima, com assessoria da GRV

Brasília, que em 21 de abril comemorará 58 anos, já está respirando os bons ares que o 4° Prêmio Profissionais da Música levou ao Distrito Federal e que, até o final da noite do aniversário da Capital Federal, estará agitada por painéis, palestras, apresentações musicais e shows em tributo a Elis Regina e Roberto Menescal, coquetel, solenidades de premiação e eventos como um Pitching e uma festa, todas atividades relacionadas ao evento promovido pela GRV (Gustavo Ribeiro de Vasconcellos) Produções. Primeira atração oficial da quarta edição do Prêmio, o grupo candango O Tarot subirá ao palco do Shopping Pier 21 nesta segunda-feira, 16 de abril, a partir das 20 horas. O show terá duração de 75 minutos e, como os demais da agenda, entrada franca (confira agenda ao final da matéria)

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1037 – Single lançado por Katya Teixeira homenageia Violeta Parra e Margarida Maria Alves

A cantora e compositora paulistana Katya Teixeira está com single novo já disponibilizado pela Tratore Digital para audição. Violetas e Margaridas retrata a mulher dentro do contexto social e histórico, do campo às grandes metrópoles, e apresenta duas versões da mesma canção, em português e espanhol. A música integra a coletânea Herencia Rebelde – Trovadoras Sin Fronteras en la Ruta de Violeta, lançado no Chile por Cecília Concha Laborde em homenagem ao centenário de nascimento de Violeta Parra, em 2017, com 51 cantautoras latino-americanas.

O centenário de nascimento de Violeta Parra foi comemorado em 2107 no Chile e em vários lugares do mundo que admiram músicas como Volver a los 17 e Gracias a La Vida, que ela compôs

A exemplo de Violeta Parra, que foi uma mulher a frente de seu tempo e deu voz a seu povo por intermédio de sua arte, dentre tantas temos Margarida Maria Alves, no Brasil, a primeira mulher a lutar pelos direitos trabalhistas no estado da Paraíba durante a ditadura militar e que acabou pagando com a vida por suas posturas e convicções, abatida na cidade onde nascera (Alagoa Grande), em 12 de agosto de 1983, uma semana depois de ter completado 50 anos, na presença do marido e do filho. 

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1031 – Visite o blogue Eu Ovo, baixe grátis cem discos e conheça os dois ótimos trabalhos do Sertanília (BA)

Grupo de Salvador fundado há oito anos é um dos destaques do Barulho d’água entre os álbuns disponibilizados para downloads no site que traz expoentes da música nacional e muita gente boa “fora da caixinha” 

Marcelino Lima

O blogue Eu Ovo publicou em fevereiro uma retrospectiva de 100 álbuns disponibilizados para serem baixados “no vasco” por cantores, duplas e bandas, a maioria situada fora do quadradinho e se criando pelas próprias pernas, longe dos palcos que formam o circuito considerado top — o que poderíamos aqui tratar por jet set, aquele meiozinho calhorda e sacana no qual distribuir e receber jabá é mais antigo que a Ave Maria. A sexta lista anual do veículo que resiste na blogosfera desde 2006, traz, também, entre tantas e ótimas opções, nomes que já começam a merecer mais atenção e estão saindo do ostracismo como Juçara Marçal, que contribui com Sambas do Absurdo, coproduzido com o compositor Rodrigo Campos e o produtor Gui Amabis. Com canções de Campos a partir de letras de Nuno Ramos, o coordenador do Eu Ovo destaca que Sambas do Absurdo “já pode ser considerado como novo clássico da música brasileira”. Alberto Salgado, vencedor no ano passado do 28º Prêmio da Música Brasileira com Cabaça d’água (melhor disco da categoria Regional) também está presente, ao lado de outros candangos da hora como Túlio Borges (Cutuca Meu Peito Incutucável) e Nathália Lima (Flor do Tempo). Continuar lendo


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1023 – Cantorias e viola caipira vão animar domingos em Beagá (MG), entre fevereiro e julho.

A Picuá Produções Artísticas, estabelecida em Belo Horizonte (MG), promoverá a partir deste mês seu novo projeto, Viola de Feira, por meio do qual pretende fomentar e difundir a música de viola caipira oferecendo concertos mensais que transcorrerão no Centro Cultural Padre Eustáquio. Durante as apresentações, ponteado por dois ases do estado a cada nova rodada, o instrumento de dez cordas será a maior atração. O local escolhido é estratégico, pois atende a toda a região Noroeste da Capital mineira; anexa ao Centro Cultural é promovida a Feira Coberta — tradicional evento e ponto de encontro de belo-horizontinos que, portanto, constituem ótima oportunidade para feirenses e público em compras entrar em contato com a verdadeira cultura de raiz.

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1021 – Cinco álbuns da rica discografia de Roberto Corrêa (MG/DF) já podem ser ouvidos em plataformas digitais

O som sertanejo antes do dilúvio

“Para fechar o arco interiorano, o mineiro de Campina Verde, Roberto Corrêa (…), ponteia com erudição sua assumida viola caipira no CD independente Uróboro, na pele de um Guimarães Rosa encordoado.”
Tárik de Souza, Jornal do Brasil, 10/10/1995

Cinco dos álbuns autorais de Roberto Corrêa, um dos mais conceituados violeiros da atualidade, agora estão disponíveis e podem ser ouvidos, integralmente, em plataformas digitais. Uróboro (1994); Crisálida (1996); Extremosa-Rosa (2002); Temperança (2009); e Viola de Arame (2012), que o mineiro de Campina Verde radicado em Brasília (DF) chama de “filhos muito queridos” é apenas uma amostra da valiosa discografia de Corrêa, respeitado no meio da cultura popular e erudita como instrumentista, arranjador, compositor, pesquisador e professor. Apenas a produção autoral dele conta, ainda, com mais sete títulos e, além destes doze que incluem os cinco disponíveis na internet, ele assina mais uma dúzia, todos dedicados à pesquisas (Chapada dos Veadeiros, 2008; Cantos de Festa e Fé, 2002, por exemplo) e toca e canta como parceiro em outros onze (Violas de Bronze, com Siba, que saiu em 2009; e Esbrangente, com Paulo Freire e Badia Medeiros, de 2003, estão nesta lista). As participações em coletâneas e obras de outros artistas somam 22 (Mestres do Rasqueado, com a Orquestra do Estado do Mato Grosso, sob direção artística de Leandro Carvalho, no qual atua como solista de viola caipira e viola de cocho, 2010; e Meu Céu, de Zé Mulato & Cassiano, 1997)

 

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1016 – Ajude com o seu voto o Barulho d’água a avançar à segunda etapa de votação do Prêmio Profissionais da Música, em Brasília (DF)

A organização do  Prêmio Profissionais da Música (PPM) abriu no sábado, 20 de janeiro, o processo de votação para indicar quem avançará às etapas seguintes entre os 921 inscritos aptos a concorrer na primeira fase de votação da quarta edição em 54 categorias das modalidades Criação, Produção e Convergência. Pela primeira vez, em quase quatro anos de atividades, o Barulho d’água Música está no páreo como candidato em Convergência/Canais de Divulgação. Caso chegue à final, visitará Brasília (DF) em abril de 2018, cidade na qual os vencedores deste ano serão anunciados. De formato inédito e concebido pelo músico e produtor brasiliense Gustavo Ribeiro de Vasconcellos, o PPM foi idealizado para expor e reconhecer a contribuição de diversos profissionais envolvidos em criação, produção e circulação de obras e produções musicais e audiovisuais. A proposta é colaborar para o desenvolvimento de oportunidades e novos negócios do setor da música, a partir da convergência com outros segmentos. “Assim podemos expandir fronteiras ao promover intercâmbios e disseminar legados ao compartilhar experiências e emoções”, observou Gustavo.

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1011 – “Sidney Miller”, de 1982, lançado pela Funarte, é o novo destaque da série “Clássicos do Mês”

Em 1982, nos últimos dias de novembro, a Funarte concluiu a gravação para o Discos Projeto Almirante do álbum Sidney Miller, disponível para audição, com apresentação de Hermínio Bello de Carvalho, no portal Brasil Memória das Artes. De acordo com Bello de Carvalho, o compromisso da Fundação era resgatar algumas das ideias que Miller esboçara antes de cometer suicídio, em 16 de julho de 1980, na cidade onde nasceu, Rio de Janeiro. Miller, filho legítimo do boêmio bairro carioca de Santa Teresa, estudou e  publicou os primeiros versos ainda menino, estampando-os na revista da escola, o Colégio Santo Inácio. Prodigioso, com apenas 12 anos, escreveu um romance e o ilustrou com recortes de revista e, irrequieto, já compunha tocando violão “de ouvido”. Ao sair de cena antes do combinado, já contava com três álbuns gravados e planejava, após um breve hiato, lançar Longo Circuito.

Aquele que seria o quarto disco da curta discografia iria para as estantes dos amigos e fãs com selo independente, uma vez que, novamente conforme Bello de Carvalho, “o circuito comercial fizeram-lhe ouvidos moucos”. Para a produção do álbum póstumo, tema deste mês da série Clássicos do Mês do Barulho d’água Música, a Funarte convocou parceiros e amigos de Miller como Maurício Tapajós, a quem confiou o paciente trabalho de recuperação de áudios de apresentações do carioca na Sala Funarte de Brasília e no programa de Bello de Carvalho, Água Viva, na TVE; Paulo Afonso Grisolli, por sua vez, colaborou com fitas que guardavam temas inéditos.

Com este tesouro em mãos, Tapajós montou o que seria um disco-documento. O material, no entanto, foi considerado insuficiente pelos produtores, que, então, escalaram Antonio Adolfo (que produziria o Longo Circuito), encarregando-o de dar corpo à ideia de forma que ficasse bem traçado o retrato de Sidney Miller. “O disco como Sidney o idealizara só ele poderia fazê-lo”, ponderou Bello de Carvalho. “Mas o carinho e obstinação que despejamos neste trabalho é a melhor prova do respeito que guardamos ao seu imenso talento e enorme integridade artística, reservas indestrutíveis que seu desaparecimento não apagou.”

Zezé Gonzaga, Zé Luiz Mazzioti e Alaíde Costa também participaram do tributo da Funarte a Sidney Miller, cujo talento como compositor despontara durante os festivais da década dos anos 1960, caminho comum a outros artistas em busca de consagração à época. Neste período, assim que começou a se destacar em âmbito nacional, muitos o comparavam ao igualmente estreante Chico Buarque, notadamente por conta da timidez de ambos, da escolha por temas urbanos e esmero na construção das letras.

Além destes três fatores, tanto Miller, quanto Buarque, sensibilizaram Nara Leão, cantora famosa por revelar novos compositores e que teve grande importância na estreia dos dois – inclusive gravando, em 1967, Vento de Maio, disco no qual dividiam quase todo o repertório: Chico Buarque assinou quatro canções, enquanto Sidney Miller era o autor de outras cinco. Queixa, em parceria com Paulo Thiago e Zé Keti, interpretada por Cyro Monteiro (Formigão), tirou o quarto lugar no I Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Excelsior (SP). Queixa não consta em nenhum dos três discos que Miller lançou a partir de 1967, quando pelo selo Elenco, de Aloysio de Oliveira, assinou o primeiro disco, também batizado Sidney Miller e que apresentava temas populares e cantigas de roda como O Circo, Passa Passa Gavião, Marré-de-Cy e Menina da Agulha. Neste mesmo ano, Sidney Miller juntou-se a Théo de BarrosCaetano Veloso e Gilberto Gil  para escrever a trilha sonora da peça Arena contra Tiradentes, de  Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, além de, ao lado de Nara, interpretar A Estrada e o Violeiro no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record (SP), conquistando com esta música que abre o primeiro bolachão o prêmio de melhor letra.

Em 1968, também pela Elenco, saiu Do Guarani ao Guaraná, com pegada tropicalista e as participações especiais de Paulinho da ViolaGal Costa, Nara LeãoMPB-4Gracinha Leporace Jards Macalé, entre outros bambas. Pois é, Pra Quê, mais tarde escolhida para o repertório do MPB-4, a joia deste trabalho, levou Miller (que já abandonara a Sociologia e a Economia) a intensificar a carreira na área de produção. Assim, juntamente com  Paulo Afonso Grisolli, ele organizou no Teatro Casa Grande (RJ) o espetáculo Yes, Nós Temos Braguinha, com o compositor João de Barro. E, também com Grisolli, relançou a cantora  Marlene, estrela do concorrido show Carnavália. No ano seguinte, produziu e criou os arranjos de Coisas do Mundo, de Nara Leão, e ainda teve fôlego para, ao lado de Grisolli, Tite de LemosLuís Carlos MacielSueli CostaMarcos Flaksmann e Marlene organizar o espetáculo Alice no País do Divino Maravilhoso, além de compor a trilha sonora do filme Os Senhores da Terra, do cineasta Paulo Thiago.

Nara Leão ajudou a impulsionar a carreira de Sidney Miller e com ele faturou com a canção A Estrada e o Violeiro o prêmio de melhor letra do Festival de 1967

(Também para cinema, Sidney Miller foi o autor da trilha dos filmes Vida de Artista (1971) e Ovelha Negra (1974), ambos dirigidos por Haroldo Marinho Barbosa. Importantes peças teatrais  contaram com trilhas sonoras assinadas por ele, entre as quais Por mares nunca dantes navegados (1972), de Orlando Miranda, na qual musicou alguns sonetos de Camões, e do espetáculo a A torre em concurso (1974), de Joaquim Manuel de Macedo.)

O último disco de Sidney Miller, considerado pelos críticos o mais transgressor e com sonoridade que remete ao Clube da Esquina e ao Som Imaginário, coube à Som Livre e se chama Línguas de Fogo. É de 1974. Depois deste trabalho, rompido com as gravadoras, o cantor e compositor protagonizou raras apresentações pois, conforme confidenciava aos mais chegados, tinha aversão aos palcos. Tecia planos para sair do refúgio com o lançamento de Longo Circuito (chegou a entregar a Miltinho, do MPB 4, uma fita com cinco músicas inéditas), mas o encontraram morto em seu apartamento situado no bairro Laranjeiras naquele fatídico mês de julho de 1980. A sala em que trabalhava, na Funarte, no Departamento de Projetos Especiais, passou a se chamar Sala Funarte Sidney Miller e foi transformada num teatro.

* Parte desta matéria foi produzida a partir de textos sobre Sidney Miller disponíveis na internet escritos por Hermínio Bello de Carvalho e Mara L. Baraúna 

Para ouvir Sidney Miller, da Funarte (1982), visite:

http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/acervo/discos-projeto-almirante/sidney-miller-1982/

Para baixar Do Guaraná ao Guarani visite:

http://sonsquecurto.blogspot.com.br/2015/08/sidney-miller-brasil-do-guarani-ao.html

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