1596 – Casa paulistana de espetáculos apresenta até 11 de dezembro musical sobre a trajetória de Sidney Magal (RJ)

#MPB #Teatro #Musical #CulturaPopular

A montagem está em cartaz no Teatro Porto Seguro e se baseia em livro que detalha os 50 anos de carreira do cantor carioca autor de sucessos como Amante latino, Sandra Rosa Madalena e Meu sangue ferve por você.

*Com Cristiane Aguilera, Mídia Brazil Comunicação Integrada

Em cartaz desde 21 de outubro no Teatro Porto Seguro, situado na cidade de São Paulo, está chegando ao final a temporada do musical Sidney Magal: muito mais que um Amante Latino . A montagem poderá ser assistida até 11 de dezembro, com abertura das cortinas às sextas-feiras e aos sábados, às 20 horas, e aos domingos, mais cedo, a partir das 17 horas, e coloca sobre os holofotes a vida do icônico cantor em espetáculo baseado na biografia de Bruna Ramos da Fonte. A obra foi lançada em comemoração aos 50 anos de carreira de Magal. O ingresso poderá ser comprado com acesso à plataforma Sympla.

Sidney Magal é o nome artístico do carioca Sidney Magalhães, que além de cantor, é ator, dançarino e dublador, atualmente com 72 anos de idade. Débora Dubois, diretora do musical, contou que o espetáculo pretende com humor mostrar um homem “de grande coração, simples e doce e que arrastou uma legião de fãs por onde passou”. Ainda segundo Débora, “nessa saga, recheada de músicas e de grandes atuações, a plateia vai se emocionar e se encantar”. Juan Alba, ator com passagens por novelas levadas ao ar pelas principais emissoras do país, ao lado de Luís Vasconcelos, interpretam Magal em diferentes fases da sua trajetória. As cenas revelam bastidores do ser humano que há por detrás do consagrado Amante Latino, uma das suas mais populares músicas .

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1594 – Direto do Mineirão, a última apresentação de Milton Nascimento, por Makely Ka

#MPB #ClubedaEsquina #CulturaPopular #EstádioMineirão #BeloHorizonte #MinasGerais

Em 13 de novembro, um público estimado entre 55 e 60 mil pessoas acorreu ao estádio Mineirão, um dos palcos sagrados do futebol brasileiro [no qual, em 8 de julho de 2014…], situado em Belo Horizonte (MG), desta vez não para presenciar uma partida do Galo (Atlético Mineiro) ou da Raposa (Cruzeiro), mas para acompanhar, e o quanto mais de perto possível, a derradeira apresentação da turnê A Última Sessão de Música. Tanta gente assim para não ver a bola correr tinha uma razão das mais especiais, única e inesquecível por se tratar de um concerto: era Milton Nascimento quem estaria por 120 minutos no centro das atenções para protagonizar sua despedida da cena musical que iniciara, precocemente, ainda na adolescência, já em Minas Gerais, onde primeiro residiu na minha querida Juiz de Fora (muito em breve, provavelmente, perto de onde terei minha nova casa, na Zona da Mata) embora seja carioca. A trajetória de Milton Nascimento, o Bituca, perante os microfones, estava chegando ao fim naquele simbólico domingo, após 42 álbuns próprios lançados, aos 80 anos de idade. E num momento particularmente de dor e de euforia, pois o país absorvia, ainda, o amargor das partidas de Gal Costa e de Rolando Boldrin, embora mergulhado na esperança e na alegria por termos eleito para a presidência da República, pela terceira vez, Luís Inácio Lula da Silva.

Frases surradas como “a biografia de tal pessoa desobriga sua apresentação” a qual recorro agora não configura tática preguiçosa de um jornalista em fuga do trampo da pesquisa minuciosa e da redação generosa e irretocável em dados, mas vamos lá a outra: tentar escrever de próprio punho algumas linhas, ainda mais inéditas, a respeito deste ícone até sou capaz, uai! Contudo seria, indiscutivelmente, chover no molhado, né, bobo! Ademais, sobre a luminosa, consagrada e premiadíssima carreira dele há incontáveis matérias e referências, das mais breves às mais caudalosas e ricas, em vários veículos e suportes – sem contar que propriamente o gran finale em Beagá rendeu uma pororoca de comentários, imagens, fotos, trocas de mensagens em redes sociais e outras formas de repercussão ainda frescos (ou quentes, fica a gosto do freguês).

A última apresentação, por sinal, foi mostrada ao vivo e com sinal aberto pelo canal Globoplay e ficará disponível na plataforma até 13 de fevereiro de 2023. Mas este Barulho d’água Música não deixará sem um registro em suas atualizações este momento que emocionou o Brasil e vários lugares do planeta nos quais Milton Nascimento faz bater corações e é reverenciado como um dos maiores do ramo em todos os tempos.

Milton Nascimento tocou e cantou por duas horas a relembrar parte dos seus sucessos, consagrados em seis décadas de premiada carreira. E dedicou o concerto à amiga Gal Costa.

Com a devida licença nos dada pelo poeta, compositor, cantor, produtor cultural, violonista e violeiro Makely Ka (PI) publicaremos a partir do próximo parágrafo o depoimento dele sobre o que presenciou e sentiu como um dos fãs de Bituca presente àquele concerto histórico. Makely Ka compartilhou o texto em uma de suas páginas de mídia social após tê-lo escrito, ainda sob o calor do arrebatamento que experimentara e sentia, horas depois de já ter deixado o Mineirão. Mais do que um relato emocionado, é uma descrição exata do show e, como é peculiar a Makely Ka, costurada com críticas, devidas e bem apontadas, já que o evento [e aqui sou eu quem opina] não deixou de ser explorado e transmitido como uma ação nada barata [aos bolsos dos que sobrevivem sabe-se lá como nos bailes da vida] do mainstream, em detrimento da coletividade que sempre foi onde Milton Nascimento esteve!

Obrigado, Makely Ka!

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1592 – Moisés Navarro (MG) grava músicas pouco conhecidas de Gilberto Gil em álbum com direção de Jaime Alem*

#MPB #Samba #Cinema #CulturaPopular

Parte das mais luminosas estrelas da constelação Maior da Música Popular Brasileira já adentrou a casa dos 80 anos de idade (ou está bem perto dela), como os baianos Gilberto Gil e Caetano Veloso, o carioca Paulinho da Viola, além do mais mineiro dos cariocas, Milton Nascimento, que, há poucos dias, despediu-se do cenário musical com uma memorável apresentação no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG), sobre a qual, em breve, publicaremos aqui neste Barulho d’água Música texto escrito pelo poeta, cantor, violonista, violeiro, produtor cultural e compositor Makely Ka, um dos milhares de fãs que prestigiaram o emocionado adeus de Bituca aos palcos. No caso de Gil, a extensa e memorável contribuição às causas culturais do Imortal ora reconhecida pela Academia Brasileira de Letras (ABL) e com passagem pelo Ministério da Cultura (quando a pasta não servia como abrigo de gente com capacidade sofrível e desprovida de moral encarregada de desmontar nossas tradições) acaba de ganhar uma nova e imperdível releitura, disponível nas plataformas digitais, desde 17 de novembro. Aquele Abraço, Gilberto Gil, álbum do mineiro Moisés Navarro, funde o repertório de três epês que o autor lançara ano passado em tributo à obra de um dos nossos mais encantadores sábio e ocupante da cadeira 20 da ABL, mais duas gravações inéditas: Logos versus logo, em dueto de Navarro com o rapper Renegado, e Serafim, faixas de abertura e de fechamento, respectivamente

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1591 – Doce. Bárbara. Legal. Fatal. Gal: mais do que um nome, adjetivos. Substantiva, com intensidade.

#MPB #Salvador #Bahia #SãoPaulo #LGBTQIA+ #CulturaPopular

Artista atuante com sorriso de gata, de interior doce sob a pele de bárbara, que jamais se rendeu ao bem bom do mainstream e por quem, agora, o céu está em festa. Fora dos palcos ou longe dos holofotes, Gal encarnou de mais legal as manhas de jamais falar pelas costas. Ao contrário: foi de peito aberto que mostrou a cara e, intrépida como uma Alice, ousou não apenas cantar as maravilhas do país, mas, quando precisou, vestiu nossa camisa, soube escancarar dentes, caras e bocas e denunciar as mazelas de uma sociedade que, de maneira estratosférica, escandalosa e estruturada, despreza o plural, desrespeita e explora minorias. Gente que jamais chegará a brilhar, pois já vem marcada antes de nascer. E esta sina, pelo jeito, perdurará e ainda será seletiva, fatal, em pleno século XXX.

Mais do que uma baby, honey, por que não ser a profana que não se curva às forças estranhas? Sim, Gerald Thomas, ela tinha a voz de Deus! Mas, se não fosse para cantar como o diabo gosta e provocar demônios: para os que sentem na pele o medo do futuro, de que serviria o manancial de esperança e credos que formavam as águas do seu canto, fosse bossa nova ou tropical, frevo ou axé, brega ou romântico, xote ou xaxado, ateu ou candomblé? Vamos combinar? Mais vale ser a ponta de uma agulha do que o enganoso calor de uma fagulha na hora de por os pingos nos is e doar-se, inteira, à arte de tentar ressuscitar tantos corações já destroçados por mesquinharias, oferecer mais do que simplesmente pão, poesia, a irmãos que têm de se sacrificar por uma casa, um buraco, vidas a fio, inteiras e inumeráveis, lutando contra as misérias do cotidiano, mas que também querem liberdade, diversão. E não só pela metade, em qualquer parte!

Ah, Gal de tantos amores, que acalantou nossas fantasias! Ah, Índia, negra, nordestina, sangue tupi, raça, que sempre esteve de corpo e alma mais do que um passo à frente do nosso tempo! Sem jamais ter sido careta, sem necessidade de ser a correta, ainda que sob a forte concorrência de Helôs, Naras, Ângelas, Marias, Bethânias, Cidas, Elis, Dalvas, Simones, Beths, Leilas, Marisas, Ritas, Kátyas, Consuelos, Liras, Inezitas, Jucilenes, Sarahs, Alcinas, Vânias, Patrícias, Ruths, Chiquinhas, Andreias, Marielles, Beneditas, Mônicas, Marlenes, Conceições, Martas, Mirahs, Cistinas, Zélias, Claras, Mirians, Terezas, Catarinas, Márcias, Madalenas, Mércias, Isabel, fica a pergunta: seria você e não aquela a autêntica namoradinha do Brasil, terra que apesar das belezas que enchem aquarelas, ainda insiste e tende ao salgado, ao cruel?

Obrigado, e descanse em paz, Gal. Mais do que uma garota, mais do que uma cantora e intérprete, foste uma Mulher da porra. E fantástica!

A morte de Gal Costa em 9 de novembro, menos de dois meses depois de completar 77 anos, entristeceu familiares, amigos e fãs, do recém-eleito presidente da República, Lula, à esposa dele, Janja, e ainda hoje repercute Brasil afora em veículos de imprensa, mídias sociais e blogues, especializados ou não em cultura e em música. Maria da Graça Penna Burgos Costa, nascida em Salvador Maria da Graça Costa Penna Burgos, subiu ao Plano Maior coroada como uma das mais emblemáticas cantoras, compositoras e multi-instrumentistas do país, a quem em 2012, a revista Rolling Stone Brasil lhe outorgou a classificação de dona da sétima maior voz da música brasileira, marca inconfundível de sua trajetória eternizada em 44 álbuns, gravados entre 1967 e 2021.

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1573 – Lu Nóbrega (SP) canta repertório de Nara Leão em espetáculo único no teatro paulistano União Cultural

#MPB #BossaNova #Samba #SambadeMorro #Tropicália #CulturaPopular

Em 2022, Nara Leão completaria 80 anos de idade, marco que, recentemente, atingiram, por exemplo, Caetano Veloso e Gilberto Gil, para nossa alegria, alegria ainda entre nós para continuarmos andando com fé. Para relembrar a cantora e influenciadora da Bossa Nova e da MPB, Lu Nóbrega estará na noite da terça-feira, 13 de setembro, no palco do Teatro União Cultural. A partir das 20 horas, o público poderá conferir um espetáculo envolvente, com um duo em leitura mais jazzistas, levada já característica da cantora e compositora de Bauru (SP), autora dos álbuns In My Daydreams e Bossa InJazzado.

Em 80 Anos Nara Leão Da Bossa Nova ao Samba do Morro, Lu Nóbrega ocupará a cena apoiada por piano e bateria para dar voz a clássicos atemporais interpretados pela capixaba (sim, ela não é carioca, apesar do jeitinho dela andar!) Nara Leão e buscar conectar um público de todas as idades. O repertório passeará pela Bossa Nova, Samba de Morro e Tropicália — o que revela a pluralidade que marcou Nara Leão. A plateia ouvirá, por exemplo: A Banda (Chico Buarque); O Barquinho (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli); Carcará (João Do Vale); João e Maria (Chico Buarque e Sivuca); Lindonéia (Caetano Veloso e Gilberto Gil), entre outras.

‘Musa da Bossa Nova’, status para o qual dava de ombros, nascida em 19 de janeiro de 1942, Nara Lofego Leão conquistou a cidade do Rio de Janeiro integrando o “clubinho da Bossa Nova” e se tornou de cara uma referência do gênero musical da zona Sul carioca no final dos anos 1950. Em 13 de novembro de 1959, estreou como cantora em Segundo comando da operação bossa nova, realizado na Escola Naval. Cantou Se é tarde me perdoa e Fim de noite. Em 1966 brilhou durante o II Festival da Música Popular Brasileira (TV Record): interpretou A Banda (Chico Buarque) e dividiu o primeiro lugar com Disparada (Geraldo Vandré e Théo de Barros), defendida por Jair Rodrigues. A Banda alçou Nara Leão definitivamente ao posto de uma das maiores estrelas da música brasileira a partir da década de 1960.

Nara Leão foi chamada de “A Musa da Bossa Nova”, mas mulher de temperamento forte e crítico, logo rompeu com o movimento musical carioca que ganhou o Brasil e o mundo (Foto: Armando Borges/CEDOC)

Mas Nara Leão não se apegava a rótulos, como mulher e como artista. E por esta postura, sempre crítica e independente, logo deu um pé na bunda do bossanovismo e passou a cantar outros gêneros, tais como samba de morro, incursão que a levou a célebres parcerias com João do Vale e Zé Keti, entre outros. Infelizmente faleceu bem antes do combinado (para lembrar o Sr. Brasil, Rolando Brasil), em 7 de junho de 1989. Estava com parcos 47 anos e vinha de um derradeiro concerto com o parceiro e amigo de infância, Roberto Menescal.

O legado de Nara Leão soma 28 álbuns gravados. Pelas livrarias e estantes virtuais, há inúmeras publicações sobre ela; recentemente um ótimo documentário, lançado por um canal de TV por assinatura, ocupou as rodinhas de conversas e vale a pena ser assistido. Em 2001, por exemplo, o jornalista e pesquisador musical Sérgio Cabral (o pai, que fique esclarecido!) lançou Nara Leão, uma biografia (Companhia Editora Nacional). No ano passado, Tom Cardoso também se debruçou sobre a trajetória dela e publicou Ninguém pode com Nara Leão: Uma biografia, pela Editora Planeta.

Serviço:

Lu Nóbrega – 80 Anos Nara Leão Da Bossa Nova ao Samba do Morro

Projeto Terças Musicadas, 13/9, 20h

Teatro União Cultural: Rua Mário Amaral, 209 Paraíso, a cerca de 650 m da Estação

Ingressos: R$ 50,00 / R$ 25,00 (meia-entrada) – https://bileto.sympla.com.br/event/76393/d/157391/s/1048690

Informações: (11) 3885 – 2242

Greco Comunicação/(11) 98586 – 2166 (Whats)/(11) 97189 – 7425

1561 – Maricenne Costa – A cantora de voz colorida conta em 260 páginas a história de vida e carreira da cantora e compositora

#MPB #Literatura #CulturaPopular

Figura importante da música brasileira, elogiada por João Gilberto — que dizia que ela possuía ‘voz colorida’ — foi a primeira a gravar Chico Buarque, cantou em festivais dos anos 1960 e fez parceria com o grupo punk Inocentes

A Editora Álbum de Família está lançando Maricenne CostaA cantora de voz colorida, livro que revela em 260 páginas informações sobre a biografia e a carreira da cantora paulista Maricenne Costa, de autoria de Elisabeth Sene-Costa e Laïs Vitale de Castro. O livro traz um apanhado das realizações da intérprete e compositora que fez parte da Bossa Nova paulista e representou a música brasileira em Portugal e nos Estados Unidos da América, nos anos 1960. Eclética, trabalhou com teatro e se destacou como atriz.

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1524- Dulce Quental (RJ) exalta o silêncio em Sob o Signo do Amor, um disco de enamoramento e resistência*

#MPB #Rock #Literatura #CulturaPopular

Em seu sexto álbum de estúdio, a compositora carioca convida o ouvinte a mergulhar nas pausas de suas novas canções enquanto vive uma história de amor num mundo que está desabando

*Com Marcelo Costa e Eliane Verbena

 

Silêncio. Dulce Quental tem algo para revelar: “Voltei pra mim / Estou de volta”, ela canta em A Pele do Amor, faixa que acena para John Lennon (Hold On) e também traz o título de seu sexto disco solo, Sob o Signo do Amor (Cafezinho Edições, 2022), primeiro disco de inéditas desde Beleza Roubada (Sony/BMG, 2004). Nesse intervalo, Dulce lançou o vinil Música e Maresia (Discosaoleo/Cafezinho Edições, 2016), resgatando canções “perdidas” gravadas na década dos anos 1990, e o DVD homônimo gravado ao vivo e em parceria com o Canal Brasil, em 2017, além de compor e ser gravada por diversos parceiros.

A espinha dorsal de Sob o Signo do Amor, porém, foi composta num autoexílio involuntário em Angra dos Reis (RJ) refugiada numa casinha rústica à beira mar, em 2020, em meio à pandemia de Covid-19, quando compôs e registrou a maioria das canções no formato violão e voz enquanto dividia o espaço com a natureza, o oceano, o céu, a lua, morcegos, golfinhos, pescadores e tartarugas. São canções novas, frescas, emocionais e repletas de silêncios que convidam o ouvinte a entrar num universo tão pessoal quanto social.

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1516 – Ana Cañas (SP) grava disco em homenagem a Belchior e faz apresentação única em São Paulo*

#MPB #Belchior #CulturaPopular

*Com Eliane Verbena

O projeto da apresentação nasceu da ideia de uma live com canções do compositor cearense, em 2020, ganhou notoriedade e desdobrou-se em um álbum homônimo que vem sendo apresentado em turnê por todo o Brasil.

A cantora paulistana Ana Cañas dirige o próprio espetáculo no qual ela canta clássicos de Belchior como Alucinação, Sujeito de Sorte, Coração Selvagem e Como Nossos Pais e que será atração no domingo, 10 de abril, no palco de um dos mais concorridos teatros paulistanos, localizado na zona Oeste da Capital, na região entre Pinheiros e Perdizes, ao lado do Sesc Pompeia (veja endereço ao final desta atualização). Em Ana Cañas Canta Belchior, ela estará acompanhada a partir das 20 horas por Fabá Jimenez (violão e guitarra), Adriano Grineberg (teclados), Meno Del Picchia (contrabaixo) e Loco Sosa (bateria).

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1512 – Graziela Medori (SP) grava pela Kuarup releitura de disco clássico de Caetano Veloso eleito um dos dez melhores do Brasil

#MPB #Afoxé #Pop #Rock #Reggae #CulturaPopular

Com novos arranjos e elementos, Transando o Transa está disponível nas plataformas digitais e apresenta as canções originais do “discobjeto” Transa, que o baiano concebeu durante o exílio na década dos anos 1970

A cantora paulistana Graziela Medori está lançando Transando o Transa, uma releitura do célebre Transa, que Caetano Veloso gravou em 1971 e chegou ao mercado nacional em 1972 – um álbum, portanto, que tem meio século, mas conserva-se clássico. O projeto é da Produtora e Gravadora Kuarup, que já trouxera Graziela ao final de 2020, ao lado de Alexandre Vianna, reinterpretando canções do Clube da Esquina em Nossas Esquinas.

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1160 – “Álibi”, de Maria Bethânia, é o tema de fevereiro da série “Clássico do Mês”

Lançado em 1978, o disco é o primeiro de uma cantora brasileira a ultrapassar a marca de 1 milhão de cópias vendidas, embora não seja o recordista de vendas da chamada “Abelha Rainha” detentora de cinco Discos de Ouro

O álbum Álibi, lançado em 1978 pela cantora baiana Maria Bethânia, com título inspirado em canção homônima do alagoano Djavan, é o escolhido da redação para ser destacado em fevereiro pela série Clássico do Mês, na qual o Barulho d’água Música traz informações sobre um disco que marcou época na canção brasileira. Apenas pelo belo repertório de 11 faixas que trouxe e que há mais de 40 anos muita gente ainda canta, este oitavo disco de Bethânia já seria motivo mais que suficiente para figurar nesta atualização especial, mas e talvez justamente pela seleção de canções que ela interpreta — de expoentes como Djavan,  Gonzaguinha, Chico Buarque e Gilberto Gil, Rosinha de ValençaPaulo Vanzolini, o mano Caetano Veloso, Dona Ivone Lara, entre outros — é preciso acrescentar que Álibi tornou-se ícone por ser o pioneiro de uma cantora brasileira a bater a marca de 1 milhão de cópias vendidas. Além do time de compositores, Bethânia ainda contou com as participações de Gal Costa (Sonho Meu, Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho) e Alcione (O meu amor, Chico Buarque).

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