1131 – Dia Nacional do Samba, comemorado em 2 de dezembro, exalta gênero de origem controversa e marginalizada

Data tem duas fontes que se referem a documento redigido na Guanabara, na década dos anos 1960, instituindo o Dia Nacional do ritmo que antes de se tornar popular era motivo de perseguições e de forte repressão

Vários eventos em todo o país estão programadas para comemorar neste domingo, 2 de dezembro, o Dia Nacional do Samba, ao qual são atribuídas pelo menos duas origens, próximas, na década dos anos 1960, no antigo estado da Guanabara e em Salvador (BA). A data apareceu mencionada pela primeira vez em documento conhecido como Carta do Samba, redigido ao término do Primeiro Congresso Nacional do Samba,  entre 28 de novembro e 2 de dezembro de 1962, no Palácio Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, e, mais tarde, ressurgiu por iniciativa de Luiz Monteiro da Costa, vereador soteropolitano. Costa conhecia a Carta do Samba e apresentou à Câmara Municipal de Salvador, em 3 de outubro de 1963, o Projeto de Lei n° 164/63, cuja redação “institui o Dia do Samba, manda preservar as características da música popular e dá outras providências”.

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1019 – Com mais de 40 anos, A Tábua de Esmeralda ainda é a joia da coroa de Jorge Ben (Jor) e um dos melhores discos do país*

*Com Matheus Pimentel, do blogue Sala 33, e Vinícius Castro, do blogue Fita Bruta

O Barulho d’água Música retoma a série Clássico do Mês que, nesta edição, a terceira desde dezembro do ano passado, será dedicada à A Tabua de Esmeralda, considerado até hoje a joia da coroa do carioquíssimo à época do lançamento ainda Jorge Ben, passados mais de quatro décadas da gravação, em 1974. A Tábua de Esmeralda, de acordo com Matheus Pimentel, do blogue Sala 33, é um dos discos mais impressionantes e originais de que a música brasileira já teve notícia. Pimentel destaca em artigo publicado em novembro de 2014 que a estranheza e o encanto começavam logo no título [do álbum] e crava, que, para muitos, o cantor e compositor atingiu seu ápice com esse vinil, classificado como o sexto melhor na famosa lista da revista Rolling Stones Brasil Os 100 maiores discos da música brasileira.

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1010 – Consulado da Portela (SP) recolhe composições históricas para registro em seu Acervo Musical

“Se for falar da Portela, hoje não vou terminar!” (Monarco)

O Acervo Musical, projeto do Consulado da Portela de São Paulo, está requisitando a amigos, aos admiradores, aos compositores portelenses e seus parceiros o envio de composições históricas que possuam para registro em uma única plataforma. O objetivo da campanha é garantir o acesso à perpetuação da memória da Águia Altaneira e da enorme comunidade que representa a atual campeã do Carnaval de 2017 (o título foi dividido com a Mocidade Independente de Padre Miguel) tanto no Rio de Janeiro, quanto no Brasil e no resto do mundo.  Para participar basta fazer o cadastro visitando o linque http://www.consuladodaportelasp.com.br/acervo/logar.php

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1008 – Grupo de São Roque (SP) grava álbum de serestas e serenatas para comemorar cinco anos de atividades

O Barulho d’água Música acompanhou na noite de sexta-feira, 8 de dezembro, o lançamento do registro livre musical do Grupo de Choro, Seresta e Serenata de São Roque, cidade do Interior de São Paulo. O evento transcorreu no Restaurante Kim onde os onze músicos tocaram e cantaram sob a coordenação da maestrina Mari Dineri [Moraes de Camargo] canções consagradas de autores como Lupícinio Rodrigues; Paulo VanzoliniLuiz Ayrão; Noel Rosa; Cartola; Vinícius de Moraes, Garoto e Chico Buarque; Dominguinhos e Nando Cordel,e Waldir Azevedo, entre outros. A maioria parte das músicas consta entre as 15 faixas do álbum que destaca ainda três composições de Pixinguinha — entre as quais Carinhoso, que, neste ano, completa um século; Jacob do Bandolim (Doce de Coco); Pedro de Sá Pereira e Ary Pavão (Chuá Chuá); Lúcio Cardim (Matriz ou Filial); Canção de Amor (Elizete Cardoso). O Grupo deu início à apresentação com Seresta (Newton Teixeira, Alvarenga e Ranchinho) e, em seguida, Edson D’aisa interpretou, dele, São Roque em Noite de Seresta. O público também foi brindado com Nervos de Aço, de Lupicínio, e Eu Sonhei que Estavas tão Linda, de Lamartine Babo e Francisco Matoso, interpretada por Zé do Nino. Jorge Maciel, convidado que veio de São Vicente (SP), relembrou entre outros, Sentimental Demais (Altemar Dutra). 

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914- Edvaldo Santana e banda, incluindo metais, lançam “Só vou chegar mais tarde”, no CC Vergueiro

O Barulho d’água Música congratula-se, mais uma vez, com Edvaldo Santana que, entrando no 43° ano de carreira, brinda seu público com Só Vou Chegar Mais Tarde, oitavo álbum da carreira dele, marcada por um perfil de independência e irreverência. O novo disco está bombando sem parar aqui na redação do blogue, onde baixou devidamente autografado pelo cantor e compositor, e será apresentado em 25 de março, a partir das 19 horas, na Sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural Vergueiro, ao lado da estação Vergueiro da linha 1/ Azul do Metrô de São Paulo. Cole lá, amigo ou seguidor, pois mesmo que o camelo passe no buraco da agulha nenhuma das 13 faixas (abaixo apresentadas em um primoroso texto do jornalista e escritor Jotabê Medeiros* que reproduzimos na íntegra) tocará em rádio ou será apresentada em programas de televisão…    

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875 – Bamba de São Paulo para quem Nelson Sargento tira o chapéu, Tuco Pellegrino lança “Na contramão do progresso”

Na contramão do progresso, mais do que sugestivo nome para um disco que é doce de abóbora com coco, bota ordem em certa bagunça que anda a enjoar mais que sacolejo de bonde conduzido por motorneiro ruim da cabeça ou doente do pé quando o assunto é samba. Segundo disco do paulistano da Casa Verde Tuco Pellegrino (Fernando Pellegrino Rodrigues), ainda em fase de lançamento e que recebeu recursos do ProacSP, as faixas gravadas com ou referendadas por expoentes da Velha Guarda da Portela como Monarco nos transportam ao seio dos antigos barracões, colocando-nos em fileiras de blocos como aqueles nos quais desfilavam tios e avós de escolas ou cordões pioneiros, convida-nos para que tomemos parte e comunguemos em animada roda cuja excelência e maestria dos timoneiros remonta à poesia dos morros ou dos quintais. E com humildade que jamais desafina, não atira pedras em nossos pobres ouvidos, ao passo que reverencia bambas de todos os tempos como Paulo Benjamim de Oliveira, Ismael Silva, Cartola, Mano Edgar, Wilson Baptista e Nelson Sargento, honrando e sem cuspir no prato em que comem estes nomes que são patrimônios não apenas do Brasil.

Os arranjos, afinações e harmonias desta raridade que une vários instrumentos costuram composições próprias de Tuco Pellegrino e parceiros tais como Janderson Santos, Daniel Pato Rouco, Daniel Capu, Paulo Mathias, Waldir 59, acompanhados por amigos e expoentes como Roberto Seresteiro e um coro com destaque para Francineth — do famoso As gatas, grupo vocal que se tornou referência em gravações dos mais diversos artistas nacionais e até internacionais, incluindo de hip-hop, e que participou de todos os álbuns de samba-enredo lançados entre 1967 e 2003. Pellegrino teve a moral de produzir um disco sorrindo, para gargalhar e ao mesmo tempo acalmar o coração, tão bem levado que até o quarteto Leopoldo Rogério, Pablo Neruda, Abigail Regina e Maria Júlia já balança pelo chatô da Lageado em um ziriguidum diferente, alheios ao bem-te-vi que teimosamente há tempos adquiriu o hábito de, sem noção, posar ao alcance de um salto deles. Mas vai que o pássaro, agora, mais do que distraído, esteja apenas atraído por tanta beleza que anda ouvindo ecoar pela casa? ainda mais que o primoroso quadro se completa com  canção na qual o autor e o mano Lo Ré se inspiraram justamente… em um bem-te-vi! “Este me representa”, deve pensar o amigo emplumado mesmo correndo o risco de vira almoço!

Na contramão do progresso, enfim, valoriza uma receita de fazer samba cuja página, se ainda não foi arrancada do antigo caderno, vem amarelando limada pela mídia e pela indústria do entretenimento, que optam por muito choro sem vontade e por nos servir quentinhas mal cozidas, requentadas, cujas misturas são dramas ou tolices. E prova que o gênero mesmo sem necessariamente pertencer a este ou aquele reduto tem gema, seja produzido na carioca Praça Onze (RJ) ou na Praça Mauá, em Santos (SP); mesmo que não tenha cor, samba precisa ter raça e alma que arrepie nossa tez miscigenada, comprometimento com nosso sincretismo; deve guardar nossas ricas histórias dos morros e favelas, a  malandragem e a boemia à medida em que resgata tempos felizes e lembranças, além de, claro, proporcionar novos rasgos de alegria.

nelson sargento arte

Passo a palavra ao ilustre Nelson Sargento, que versa assim na apresentação deste novo trabalho de Tuco Pellegrino, entrevistado pelo saudoso Fernando Faro para o Ensaio de 20 de julho de 2014 quando ainda sentíamos no couro e na auto-estima a humilhação de termos virado tamborim nas mão dos alemães “cintura-duras”:

Existem compositores que interpretam as suas composições com respeito, amor, dignidade e sabedoria. O Tuco  é um compositor com todas estas qualidades que podemos conferir neste disco intitulado Na contramão do progresso.

O disco, que começa com Ordem na bagunça música em homenagem ao bloco “Pega o lenço e vai”, de Mauá/SP, conta também com uma faixa em parceria com Monarco e participação da Velha Guarda da Portela. Temos ainda uma homenagem a dois bambas: o primeiro, Paulo Benjamin, o fabuloso Paulo da Portela; o segundo, Mano Edgar, bamba do Estácio. Na faixa 7, uma ode primorosa ao violão amigo do sambista, das serestas e dos apaixonados. 

Tenho orgulho de ter uma música de parceria com mestre Tuco, com quem já dividi o palco várias vezes. Também tenho a felicidade de ter um samba de minha autoria em parceria como o finado compositor Marreta gravado por Tuco em seu primeiro disco, Peso é Peso.

 Para o jornalista e pesquisador Téo Souto Maior

Desde o lançamento do disco Peso é Peso que Tuco Pellegrino vem se consolidando como grande cantor de samba de sua geração. Isso se dá não só pelo timbre de sua voz, afinações e demais questões técnicas que envolvem seu ofício, mas também  pelas escolhas que tem feito em sua trajetória na hora de selecionar o repertório e seus parceiros musicais. 

Com na contramão do progresso Tuco abre o baú de seus sambas autorais e se revela um compositor perspicaz que na companhia de grandes amigos tem produzido sambas novos como há muito não se ouve, sem deixar de exaltar em suas letras antigos mestres como Paulo da Portela, Mano Edgar, Bide e Wilson Baptista.  E que fique claro: reverenciar os sambistas do passado não significa que o disco tem a nostalgia como fator principal. Trata-se de um disco extremamente moderno e a contradição está no fato de a novidade estar baseada justamente no trabalho dos músicos que conseguiram trazer à luz os modos de batucar coroados lá atrás, pelos pioneiros desta arte, e que foram deixados de lado pelas gerações seguintes de instrumentistas.

 

Ao ouvir o disco de cabo a rabo, na ordem das faixas, é possível notar que mesmo tendo uma variação no arranjos no decorrer dos sambas há uma unidade melódica impressionante do começo ao fim. Impossível não se surpreender com os tamborins estacianos, a levada do violão de ataque, os metais apurados, as palhetadas do cavaquinho, a cuíca e os pandeiros, na mais legítima levada portelense. Aliás, como não poderia deixar de ser, a Portela está muito presente no registro que traz como um dos destaques a parceria de Tuco com o Mestre Monarco em Madalena, gravada com a participação da Velha Guarda da Portela. Outro compositor com sangue azul e branco presente no disco é o Seu Waldir 59, parceiro de Tuco em Volta, que canta na gravação com desenvoltura no alto dos seus 88 anos de idade.

 A voz divinal de Francineth em Antigo barracão e Pássaro sem ninho, o cantar elegante do grande Daniel Pato Rouco em Mano Paulo e a suavidade vocal de Roberto Seresteiro em Tens que cumprir com  a palavra completam o time de convidados especiais.

Ao iniciar o disco com Bota ordem na Bagunça e fechar com excepcional Pobre Bem Te Vi, Tuco presta bela homenagem ao bloco Pega o Lenço e Vai, de Mauá-SP, que de forma única e orgânica tem reverenciado as velhas escolas e seus expoentes do passado, com sambas novos todos os anos, antes do Carnaval. 

Todos estes aspectos, somados à harmonia impecável, com doses de sujeira e amadorismo no coro e na batucada, fazem com que Tuco cristalize de forma responsável sua posição como voz de um movimento de exaltação ao samba de terreiro que se espalha pelo Brasil, criando uma verdadeira corrente na contramão do progresso, correndo pelo certo, pelo samba verdadeiro.

 Tuco Pellegrino toca e canta religiosamente às quartas-feiras, a partir das 22 horas, no Bar do Samba, casa que oferece programação especial com foco no samba em ambiente inspirado nos botecos mais tradicionais. A decoração inclui dezenas de fotos de sambistas emolduradas e um painel de 16 metros de comprimento com caricaturas de cantores como Noel Rosa, Pixinguinha e Cartola. O endereço é rua Fidalga, 308, Pinheiros, São Paulo. Para mais informações há o número de telefone 11 3819-4619.

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Concepção geral: Tuco Pellegrino
Direção Musical: João Camarero
Técnico de gravação: Lindenberg
Gravação: Estúdio 185/SP
(Exceto Coro Feminino, da Velha Guarda da Portela e voz de Monarco na faixa Madalena, Estúdio do Gavião/RJ)
Mixagem: Beto Mendonça e Pedro Romão
Masterização: Homero Lolito
Coordenador de Projeto: Douglas Couto
Gerência de produto: Pedro Paulo “Pepê”
Produção Executiva: Noeli Pellegrino
Produtor Fonográfico: Pedro Romão
Projeto Gráfico: Daniel Capu
Fotografia: Vinícius Terror, exceto imagens do Bloco Pega o Lenço e Vai, de Jana Inocêncio; da Bandeira do Bloco de Osmar Dias; da MG, da Portela na faixa Madalena de Thiago Belisario; da contra-capa de Daniel Capu; da capa do encarte de cartão postal da coleção Werner Vana, de São Paulo/SP.

863 – Morre Fernando Faro, timoneiro e criador do “Ensaio”, programa intimista dedicado à música brasileira

O programa Ensaio ficou sem seu timoneiro e idealizador Fernando Faro, que morreu na noite de domingo, 24 de abril, vítima de infecção pulmonar, aos 88 anos, em São Paulo. Jornalista, produtor musical e diretor também conhecido por Baixo, Fernando Faro dera entrada há três meses acometido por desidratação no hospital onde veio a óbito. O velório se estenderá até por volta das 17 horas quando o corpo deverá ser sepultado no Cemitério do Araçá. De acordo com nota publicada em redes sociais assinada pela produção do programa, o Ensaio começou em 1969, na extinta TV Tupi. Entre 1972 e 1975, virou MPB Especial e passou a preencher a grade da TV Cultura. Ainda nesta canal da Fundação Padre Anchieta, em 1990, retomou o nome original e desde então pôs no ar pelo menos 700 edições. 

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635 – Recomendação do Barulho d’água: Comum de Dois, de Toninho Ferraguti e Marco Pereira, da Borandá

marco  toninho

O violão e o acordeon, dois instrumentos dos mais populares do Brasil, ao longo da história musical foram marcantes na formação de gêneros e de estilos, e ainda hoje continuam presentes de Norte a Sul do país. Marco Pereira e Toninho Ferragutti, dois dos principais representantes desses instrumentos, uniram se e provaram que, em dueto, o pinho e o fole permitem uma rica experiência artística. O resultado do encontro pode ser curtido em Comum de Dois, álbum com nove faixas lançado com o selo da gravadora Borandá. 

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614 – Fred Martins lança na Sala Funarte (RJ) “Para Além do Muro do Meu Quintal”, gravado em Portugal

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A Sala Funarte Sidney Miller, localizada no Centro do Rio de Janeiro, será o palco para o cantor e compositor Fred Martins lançar Para Além do Muro do Meu Quintal, em show marcado para a quinta-feira, 20 de agosto, a partir das  19 horas, com ingressos a preços populares. Fred Martins vai se apresentar acompanhado pelo violoncelista Lui Coimbra, além do saxofonista Marcelo Martins. Para Além do Muro do Meu Quintal foi  gravado em Lisboa, Portugal, com produção musical do pianista e arranjador açoriano Paulo Borges e participações especial dos cantores Renato Braz e da cabo-verdiana Nancy Vieira . O título remete a um verso de Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, extraído do poema  Noite de São João

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Garrincha bate bola, Cora Coralina divide doces e Cartola puxa o refrão em novo álbum de Zeca Collares (MG)

zeca collares campinas arte 2 

O cantor e compositor Zeca Collares (Grão Mogol/MG) lançou no domingo, 21 de junho, o oitavo álbum da carreira, acompanhado pelos músicos Cléber Almeida (percussão), Zé Marcos (violão) e Luiz Anthony (contrabaixo) e como plateia para a primeira audição de Estação, biscoito de nata que chegara apenas dois dias antes, teve o público que frequenta a unidade Campinas do Sesc. Zeca Collares ocupou o palco da área de convivência como atração do projeto Folias de Junho. O disco tem dez faixas, das quais duas são instrumentais, e apresentam o universo das rezas, das folias e das vivências sertanejas que formam o ambiente onde, desde menino, ele está inserido, compostas em parceria com Valter Silva e que extrapolam a sonoridade da viola caipira com inovações nas propostas melódicas e harmônicas. “Sempre fui conhecido como um violeiro dedicado ao lado tradicional do instrumento, e já toquei, por exemplo, com Pena Branca e Xavantinho, mas neste novo trabalho vocês notarão: fiz questão de manter os pés nas raízes, com a cabeça colocada no mundo”, disse Zeca Collares que, atualmente, reside em Sorocaba (SP).

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