1037 – Single lançado por Katya Teixeira homenageia Violeta Parra e Margarida Maria Alves

A cantora e compositora paulistana Katya Teixeira está com single novo já disponibilizado pela Tratore Digital para audição. Violetas e Margaridas retrata a mulher dentro do contexto social e histórico, do campo às grandes metrópoles, e apresenta duas versões da mesma canção, em português e espanhol. A música integra a coletânea Herencia Rebelde – Trovadoras Sin Fronteras en la Ruta de Violeta, lançado no Chile por Cecília Concha Laborde em homenagem ao centenário de nascimento de Violeta Parra, em 2017, com 51 cantautoras latino-americanas.

O centenário de nascimento de Violeta Parra foi comemorado em 2107 no Chile e em vários lugares do mundo que admiram músicas como Volver a los 17 e Gracias a La Vida, que ela compôs

A exemplo de Violeta Parra, que foi uma mulher a frente de seu tempo e deu voz a seu povo por intermédio de sua arte, dentre tantas temos Margarida Maria Alves, no Brasil, a primeira mulher a lutar pelos direitos trabalhistas no estado da Paraíba durante a ditadura militar e que acabou pagando com a vida por suas posturas e convicções, abatida na cidade onde nascera (Alagoa Grande), em 12 de agosto de 1983, uma semana depois de ter completado 50 anos, na presença do marido e do filho. 

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1018 – Do Vale do Pajeú para o mundo: Maria Dapaz traduz em suas canções a alma festiva e musical dos brasileiros

O Barulho d’água Música apresenta aos amigos e seguidores que ainda não a conhecem Maria Dapaz, cantora e compositora pernambucana, residente em São Paulo e que já soma 17 álbuns na bagagem, lançados entre 1981 e 2015.  Desta prodigiosa obra, o blogue destaca Outro Baião (2013), indicado ao 25º Prêmio Brasileiro da Música, promovido em 2014. Gravado em Recife, capital do estado natal de Maria Dapaz,  Outro Baião, conforme destaca o texto de apresentação disponível no sítio eletrônico da artista, é “uma explosão de brasilidade”. O autor do artigo, Luis Avelima, comenta, ainda, que o álbum a consolida como uma das compositoras de grandes possibilidades, traduzindo em suas canções a alma de um Brasil festivo e musical.

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873 – Xangai volta a Sampa para lançar novo álbum, no Sesc Belenzinho

O cantor Xangai voltará a São Paulo para protagonizar duas  apresentações no palco do Sesc Belenzinnho, nos dias 14 e 15, respectivamente às 21 horas e às 18 horas. Xangai é o nome artístico de Eugênio Avelino, baiano de Itapebi (cidade do extremo Sul da B0a Terra, às margens de um dos afluentes do rio Jequitinhonha, o Jundiá) que atinge 40 anos de carreira paralelamente ao momento no qual atua pela primeira vez como ator, escalado pelos autores da novela Velho Chico para ser ao lado de Maciel Melo (Iguaraci/PE) uma das personagens repentistas da trama, também chamado Avelino. Nestes encontros com o público paulistano ele lançará após hiato de nove anos o 17º álbum da discografia, Xangai. Além de canções deste novo trabalho, o repertório que o coloca entre os mais importantes cantadores de xotes, baiões, forrós e outros ritmos por meio dos quais exprime o que há de mais peculiar e belo entre os povos do Norte e do Nordeste deverá vir recheado de  sucessos que ele consagrou como Ai que Saudade d’ Ocê (Vital Farias),  Estampas Eucalol (Hélio Contreiras), Kukukaya (Cátia de França), ABC do Preguiçoso e composições do amigo Elomar Figueira de Melo, do qual é um dos mais próximos intérpretes. Com o menestrel de Vitória da Conquista (BA), Xangai gravou Cantoria 1 e 2, antologia célebre da Kuarup que conta ainda com Geraldo Azevedo e Vital Farias.

O Sesc Belenzinho fica na rua Padre Adelino, 1.000, a uma caminhada leve da estação Belenzinho da Linha 3 vermelha do Metrô. Para mais informações sobre disponibilidade e valor do ingresso há o telefone 11 2076-9700.

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835 – Amelinha canta na Vila Formosa e na Mooca (SP) acompanhada por Cláudio Lacerda

A cantora Amelinha (Fortaleza/CE) estará em São Paulo nos dias 25 e 27 de março para protagonizar ao lado de Cláudio Lacerda Pra Seguir um Violeiro, projeto que une artistas que comungam o amor pela música brasileira ligada às suas raízes. Com classificação estaria livre e entradas francas, as apresentações estão marcadas para o Teatro Zanoni Ferrite (Avenida Renata, 163, Vila Formosa) e Teatro Municipal Arthur Azevedo (Avenida Paes de Barros, 955, Mooca), respectivamente as 19 e às 20 horas.

Amelinha é considerada pelo público brasileiro uma das mais queridas cantoras do país já há 40 anos. Neste período construiu uma carreira das mais premiadas e tornou-se uma das prediletas do poeta e compositor Vinícius de Moraes, que além dela sempre convidada para acompanhá-lo também Clara Nunes, Maria Bethânia e Maria Creuza. Pelo menos duas gerações, portanto, já ouvem e cantam de cor sucessos que a consagraram tais quais Frevo Mulher e Mulher Nova Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor (ambas do ex-marido Zé Ramalho, a segunda em parceria com Otacílio Batista), além de Foi Deus Que Fez Você (Luiz Ramalho). Esta, por sinal, caso tivesse válido a escolha de boa parte das calculadas 30 mil pessoas presentes ao Maracanãzinho (RJ) em  23 de agosto de 1980, teria sido eleita e não apenas aclamada a vencedora do Festival da Nova Música Popular Brasileira.

Os jurados, entretanto, escolheram naquela noite de sábado Agonia, de Mongol, interpretada por Oswaldo Montenegro, deixando Foi Deus Quem Fez Você em segundo lugar. A repercussão da vice-campeã, gravada em seguida em compacto homônimo e depois reapresentada em Porta Secreta, contudo, renderam a Amelinha Disco Quádruplo de Platina para coroar o feito de mais de 1 milhão de cópias vendidas. Em 1979, Frevo Mulher já tinha permitido a Amelinha levar para a estante o Disco de Ouro que começara a impulsionar a carreira cujo primeiro álbum, Flor da Paisagem, saíra em 1976, sem muito impacto, ainda na esteira de sua excursão pelo Uruguai acompanhando, em 1975, Toquinho e Vinícius de Moraes.

Em 1982, com Mulher Nova Bonita… destacada pela Rede Globo para marcar a abertura da minissérie Lampião e Maria Bonita, Amelinha emplacou o segundo Disco de Ouro. O prestígio crescia e se fortaleceu nos dois anos consecutivos quando saíram o álbum Romance da Lua Lua (1983) e Água e Luz (Tavito / Ricardo Magno) registrada em compacto simples passou a ser das mais pedidas pelos ouvintes em emissoras de rádio por todo o país.

Além de composições de Zé Ramalho, canções em parceria com Fagner, Djavan, Gonzaguinha, Elomar, Geraldo Azevedo e Moraes Moreira passaram a enriquecer a obra de Amelinha até 1994, quando Só Forró, já o décimo disco, a reaproximou da música essencialmente nordestina. Para o repertório do projeto foram selecionadas composições de Luiz Gonzaga e José Fernandes; Gereba e Tuzé de Abreu; Robertinho do Recife e Capinam; Hervé Clodovil; Maciel Melo; João do Vale, Ernesto Pires e Silveira Júnior; Rita de Cássia; Walter Queiróz; e Sérgio Sá, por exemplo, promovidas em releituras de clássicos como Olha pro Céu, Pisa na Fulô, Gemedeira, A Vida do Viajante e Xote pra Lua.

Para suceder Cobra de Chifre (1996), Amelinha (1998) e Vento, Forró e Folia (2002), em 2011 saiu Janelas do Brasil, com temas inéditos e algumas releituras que ela própria já cantara. O projeto, inicialmente, chegou às lojas m formato de álbum, acústico, que Amelinha gravou apenas com o violonista Dino Baroni. Em maio de 2012, entretanto, agora ao lado de Baroni e Emiliano Castro, ganhou uma versão em DVD, ao vivo. As 18 faixas contam com participações de Fagner, Zeca Baleiro e Toquinho e incluem uma irretocável lista de sucessos tais quais Galos, Noites e Quintais (Belchior); Depende e Asa Partida (Fagner/Abel Silva); Sol de Primavera (Beto Guedes/Ronaldo Bastos), Ai quem me dera (que o padrinho Poetinha compôs na casa dela, e que Clara Nunes também gravou), Valsinha (Chico Buarque); Ponta Do Seixas (Cátia de França); O Silêncio (Zeca Baleiro); Légua Tirana (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira); Terral (Ednardo); Água e Luz (Tavito/Ricardo Magno); Felicidade (Chico César/Marcelo Jeneci), Quando Fugias De Mim (Alceu Valença Emannoel Cavalcanti) e, claro, Frevo MulherFoi Deus Quem fez Você; e Mulher Nova….

“Esses 40 anos de chegaram de repente e, olhando para a minha carreira, percebo que valeu a pena, porque tive um olhar que foi muito além do mercadológico, utópico e idealista”, disse Amelinha, que de batismo é Amélia Cláudia Garcia Colares. Nascida em família musical, aos 12 anos ela já formava trio vocal com a irmã Silvia e uma amiga para apresentações em escolas.

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Cláudio Lacerda é paulistano filho de mineiros. Estreou em 2003 ao lançar Alma Lavada e dois anos depois já obtinha como consagração o I Prêmio Rozini Nacional de Excelência da Viola Caipira, promovido pelo IBVC (Instituto Brasileiro de Viola Caipira) como melhor intérprete, feito repetido nas edições 2010 e 2013. Já dividiu palco e faixas de seus discos com Dominguinhos e Renato Teixeira e deu sequência à discografia gravando Alma Caipira (2007), Cantador (2010) e o novíssimo Trilha Boiadeira (2015),  este com canções sobre a atividade de boiadeiro, em parceria e com participações de Adriano Rosa e vários ícones da música de raiz como Neymar Dias, Zé Paulo Medeiros, Teddy Vieira, Almir Sater, Renato Teixeira e Paulo Simões, para marcar os 10 anos do canal Terra Viva.

Trilha Boiadeira será lançado em 15 de abril, no Sesc Pompeia (SP), com as participações de Neymar Dias, Igor Pimenta, Kabé Pinheiro e Thadeu Romano. Além de projetos próprios, Cláudio Lacerda é um dos protagonistas do projeto cultural 4 Cantos com Luiz Salgado (Araguari/MG), Rodrigo Zanc (São Carlos/SP) e Wilson Teixeira (São Paulo/SP).

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Serviço:

Pra Seguir um Violeiro, com Amelinha e Cláudio Lacerda

25/03, 19h – Teatro Zanoni Ferrite 
Avenida Renata, 163, Vila Formosa

27/03, 20h
Teatro Municipal Arthur Azevedo 
Avenida Paes de Barros, 955, Mooca

Entrada franca em ambas as datas

816 – Socorro Lira (PB) lança “Amazônia – Entre Águas e Desertos” em apresentação única no Sesc Pompeia (SP)

A cantora, compositora e poetisa Socorro Lira (PB) lançará na sexta-fera, 26, o álbum em vídeo digitalizado Amazônia – Entre Águas e Desertos,  a partir das 21 horas, no palco do teatro da unidade Pompeia do Sesc da cidade de São Paulo. O DVD foi gravado no Auditório Ibirapuera quando Socorro Lira apresentava ao público o disco homônimo, em julho de 2014, com direção artística de Elifas Andreato (que assina também a arte gráfica do projeto). Os arranjos e a direção são do pernambucano Jorge Ribbas.

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792 – Parabéns, Paulo Matricó (PE), poeta do Pajeú que faz aniversário hoje

Paulo MatricóO cantor e compositor Paulo Matricó (PE) é o destaque de hoje da folhinha de aniversários do Barulho d’água MúsicaPaulo Matricó é um dos mais conceituados cantores  e compositores do Nordeste e relançou em maio de 2015 para comemorar 20 anos da primeira prensagem o álbum Outro Verso, esgotada completamente após a projeção do artista no cenário da música brasileira. O disco, agora remasterizado, ganhou também uma releitura visual da capa e do encarte por meio de primoroso trabalho assinado por Paulo Rocha, constituindo-se em uma autêntica joia para colecionadores. 

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662 – Paulo Matricó (PE), poeta que entoa a essência do Sertão, é atração do I Congresso Nacional de Pequenos Agricultores, em São Bernardo (SP)

“Eu viajei pra muito longe atrás do mundo novo e me realizar/quanto mais distante eu fui mais perto eu me encontrei aqui do meu lugar/ (…) Inconscientemente o povo corre atrás do novo e perde o endereço/ninguém trará de volta a feira, a roça e a cachoeira/tudo tem seu preço”

Apreço ao meu lugar, faixa 10 de Junho Também, de 1997, segundo álbum de Paulo Matricó

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O cantor e compositor Paulo Matricó (PE) estará em São Bernardo do Campo, em 15 de outubro, como atração do 1º Congresso Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (que começará no dia 12 e prosseguirá até o dia 16). Paulo Matricó é um dos mais conceituados cantores  e compositores do Nordeste e relançou em maio para comemorar 20 anos da primeira prensagem o álbum Outro Verso, esgotada completamente após a projeção do artista no cenário da música brasileira. O disco, agora remasterizado, ganhou também uma releitura visual da capa e do encarte por meio de primoroso trabalho assinado por Paulo Rocha, constituindo-se em uma autêntica joia para colecionadores. A versão original, de 1995, bem como vários outros títulos da carreira de Paulo Matricó, pode ser baixada do blogue Quadrada dos Canturis, em Mp3. 

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Baixe gratuitamente a discografia de Cátia de França (PB) do blog Quadrada dos Canturis

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Cátia de França (PB), já está com mais de 45 anos de carreira dos quase 70 de idade. Em suas canções invoca desde Guimarães Rosa a João Cabral de Melo Neto e traz mensagens contra formas de discriminação  e preconceitos que ainda imperam , como o racismo e a homofobia (Foto: Dayze Eusébio)

A discografia de uma das mais emblemáticas cantoras e compositoras do país, Cátia de França (João Pessoa/PB) está disponível para ser baixada pelo blog Quadrada dos Canturis (clique na palavra em azul para ter acesso), em formato MP3. A lista começa pelo antológico 20 Palavras ao Redor do Sol (1979), com músicas compostas com base em poemas de João Cabral de Melo Neto. Uma música da cantora foi trilha sonora do filme Cristais de Sangue, de 1975.e termina com No Bagaço da Cana – Um Brasil Adormecido (2012). Apenas Olinda, gravado em 1986, está indisponível.

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Luiz Salgado, cantador das belezas e da fé de Minas Gerais, faz aniversário hoje

Entre os aniversariantes de hoje, 14, há um muito querido pelo público e amigos que já cativa com seu talento, simplicidade e bom humor típico de mineiro e para o qual o Barulho d’água Música sempre se esforçará para que seja cada vez mais admirado e alcance o merecido sucesso: Luiz Salgado. Cantador, compositor, violeiro e ultimamente  se revelando mestre das lentes fotográficas, Luiz Salgado é de Araguari,  de Patos de Minas, e embora no caso dele a terra natal seja uma das definidoras de suas qualidades e marcante personalidade, poderia ser, ainda, de Catalão (GO), de Vila Velha (ES), de Ribeirão Preto (SP), de Cícero Dantas (BA), de Cascavel (PR), de Soledade (RS), ou Olinda (PE) já que, vamos combinar, ele é sem tirar, mas sempre pondo algo mais de bom, um típico representante da cultura popular do Brasil.

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Luiz Salgado empunha a bandeira de defesa das belezas e fé dos povos do Cerrado

Luiz Salgado canta as belezas do cerrado e as tradições de um povo cuja fé torna as pessoas mais fortes (Fotos de Nalu Fernandes)

“Eu sou salgado como o mar, calmo como rio em dia de cheia/sou forte como o carcará, eu sou jequitibá que não titubeia”

Luiz Salgado, em“Raízes”, do álbum Trem Bão

Luiz Salgado é cantor e compositor nascido em Pato de Minas, atualmente residente em Araguari (MG). De acordo com a própria forma de se apresentar, procura revelar a alma simples do povo ao tocar e cantar  suas modas. Para tanto, costura seus estandartes com elementos simples e ao mesmo tempo relevantes, característica que se soma à irreverência pessoal, ao bom humor e a profícua capacidade de recolher e contar causos. A preservação do bioma cerrado e de toda fauna e flora, assim como das culturas mineira e brasileira, é outra meta deste expoente da viola caipira que integra o Projeto 4 Cantos ao lado de Cláudio Lacerda, Rodrigo Zanc e Wilson Teixeira. O mais recente trabalho, em parceria com Katya Teixeira, o álbum “2 Mares”, esteve cotado para receber o troféu de melhor da música neste ano na categoria regional.

“A cultura é um canal transformador e criador”, declara Luiz Salgado. “Meu trabalho é fincado na expressão musical arraigada no Brasil profundo, eleva a música que emana das tradições e das festas populares, da Folia de Reis, do Congado e da viola caipira”. Com acordes, ponteados e versos que ilustram poeticamente as belezas do cerrado, as criações dele acabam por se constituir em uma atitude protagonista e militante, uma ferramenta e um brado de resistência e de combate — como é, por sinal, bravo e obstinado o próprio meio que ele retrata.

“O cerrado tem uma particularidade encantadora: mesmo em uma região que aparentemente está totalmente árida, sempre há uma flor vicejando, por menor que seja”, conta. “O mais fantástico é presenciar como, em pouco tempo, da aparente desolação é brota o verde de novo, colocando diante dos olhos lugares de pura exuberância”.

O folclore de Minas Gerais e todo o fervor religioso dos povos do sertão também encontram na obra de Salgado um pujante defensor e estão presentes em sua discografia. A lista começa por “Trem Bão”, tem “Sina de Cantadô”, o dvd “Noite e Viola” e “Navegantes”, este dedicado ao público infantil, além do “2 Mares”. Entre as faixas desta profícua e doce cesta de frutos dos mais variados, há parcerias dele com Consuelo de Paula, Cátia de França, Orquestra de Viola Caipira do Cerrado, Viola de Nóis, Trem das Gerais, Pena Branca & Manuvéi, Levi Ramiro e João Bá.

Recentemente, Salgado apresentou-se no SESC de Araraquara. Em 6 de julho, ao lado de Katya Teixeira e Carol Ladeira ele será atração de mais uma edição do “Arreuni”, projeto de João Arruda realizado sempre no Centro Cultural Casarão, em Campinas. O show está marcado para começar às 19 horas. Ao lado dos companheiros do 4 Cantos, em agosto de 2013, gravou participação no programa Sr.Brasil, de Rolando Boldrin, quando cantou “Carcará, guardião do cerrado”. É um dos ganhadores do 3o. Prêmio Rozini de Excelência de Viola Caipira, entregue em junho de 2013 pelo Instituto Brasileiro de Viola Caipira , no Memorial da América Latina (SP).

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Com Katya Teixeira, o cantor mineiro produziu 2 Mares, que tem canções e cantigas das culturas do Brasil e de Portugal (Marcelino Lima)