996 – Juliana e João Paulo Amaral apresentam “Açoite” como atração do Composição Ferroviária em Poços de Caldas (MG)

A voz marcante de Juliana Amaral e a viola vigorosa de João Paulo Amaral serão atrações neste domingo, 10 de setembro, em Poços de Caldas, cidade do Sul de Minas Gerais. Os irmãos levarão ao público que prestigia o projeto Composição Ferroviária o espetáculo Açoite, baseado no nome do quarto álbum de Juliana (selo Circus) disco de 2016 cuja direção musical e arranjos couberam a João Paulo. Marca registrada em todas as edições do projeto Composição Ferroviária, o show de abertura sempre é reservado a músicos locais e começa às 10 horas, no pátio da estação da antiga rede Mogyana. Para esta nova rodada, os produtores Wolf Borges e Jucilene Buosi convidaram Jesuane Salvador, intérprete que  oferecerá à plateia um repertório que contempla da MPB ao Jazz.

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986 – Considerado “maldito” no início da carreira, Luiz Melodia conquistou o mundo com a insubmissão nata e deixa aos fãs discografia com 16 álbuns

O Barulho d’água música se solidariza à dor dos amigos, fãs e familiares do cantor, compositor e músico carioca Luiz Melodia (Luiz Carlos dos Santos), que morreu hoje, 4 de agosto, na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), aos 66 anos, por complicações causadas pelo câncer, de medula óssea, que combatia. Melodia estava internado no hospital Quinta D’Or e entrou em óbito por volta das 5 horas, desfecho que tentou evitar chegando a se submeter a um transplante do órgão atacado pela doença e à sessões de quimiteorapia, às quais, no entanto, o organismo dele não respondeu favoravelmente. O sepultamento está previsto para este sábado, 5, às 10 horas, no Cemitério do Catumbi, após velório na quadra da Escola de Samba Estácio de Sá.

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944 – Medo: Belchior morreu. O que será de nós?*

A morte de Belchior ocorrida ontem, 29 de abril, em Santa Cruz do Sul (RS) , pegou-nos todos de surpresa! Escrevemos todos porque nos últimos dez anos não havia uma só pessoa a qual ouvimos, ama música popular brasileira e o conhecera que não rezava, não torcia, não via a hora de o compositor e cantor dos mais poéticos, criativos e contestadores do país voltar a dar o ar da graça, retornado aos palcos dos quais misteriosamente e polemicamente desapareceu. Semana passada se fora Jerry Adriani, no ano passado Naná Vasconcelos, Papete; há alguns anos entre tantos outros Dércio Marques, Jair Rodrigues, Renato Russo, Cássia Eller, Cazuza — gente que quando morre deixa um buraco enorme, sobretudo para os mais jovens, que perdem importantes referências de caráter e talento. Sobre a passagem do cearense Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes a mídia se encarregará de encher páginas e mais páginas, apresentar programas especiais, entre outras abordagens. Nós, do Barulho d’água Música, consternados, vamos registrá-la (e homenageá-lo) com uma pequena crônica que dialoga com alguns dos maiores sucessos do autor de Apenas um rapaz latino americano, Coração Selvagem, Paralelas e Divina Comédia Humana! A benção, Belchior! 

Pois é, meu caro rapaz latino americano: você profetizou que talvez morreria jovem e antes do combinado encontrou a curva do seu caminho! Você foi divino, maravilhoso; brasileiramente lindo, esforçou-se muito para nos ensinar todos a rejuvenescer, deixando de lado o vil metal. Mas como a morte não sai do nosso caminho, mais um sinal está fechado para nós que, apesar de ainda sermos como nossos pais, ainda somos sonhadores e insistimos em cantar enquanto houver espaço, corpo. Estamos com a carne e os corações cortados a palo seco — quer sejamos pretos, velhos, estudantes, pessoas cinzas –, mais angustiados do que o sujeito do escritório que quanto mais multiplica, mais diminui o seu amor! Se agora vai ser ainda mais duro suportar a alucinação do dia a dia, que ao menos a terra lhe seja leve! E que o Cara do Corcovado abra os braços para te receber, com seu blusão de couro e a camisa toda manchada com o batom dos nossos saudosos abraços! Ficaremos por aqui com nossos medos, seja em Fortaleza, em Goiânia, Goiás, no Piauí, com um monte de fantasmas  — que, parece, resolveram deixar os porões –, quase já perdidos, sem uma mísera placa torta que nos aponte de que lado ainda nasce o sol…

Marcelino Lima e Andréia Beillo

* Clique no linque e acesse a atualização 846 do Barulho d’água Música, de 6 de abril de 2016, sobre os 40 anos de um dos álbuns mais famosos de Belchior, Alucinação.

https://barulhodeagua.com/2016/04/06/846-alucinacao-album-que-fez-de-belchior-mais-do-que-apenas-um-rapaz-latino-americano-completa-40-anos/

887 – Dulce Quintal lança bolachão inédito, no Sesc Belenzinho (SP), e edições digitais dos três primeiros álbuns

A unidade Belenzinho do Sesc da cidade de São Paulo receberá em 25 de junho a cantora e compositora Dulce Quental (Rio de Janeiro/RJ), uma das precursoras do pop brasileiro, para lançamento do do elepê Música e Maresia. A apresentação, programada para o teatro que fica no terceiro andar do prédio, começará às 21 horas. O disco traz a marca atemporal da artista em gravações inéditas realizadas em meados da década de 1990 e com arranjos originais da época de composições feitas em parceria com Frejat, George Israel (Kid Abelha)e Luiz Carlini (banda Tutti Frutti). Dulce Quental, vocalista  da banda Sempre Livre, é autora de discos antológicos e assegura que fãs e críticos também ficarão surpresos pela atualidade sonora deste álbum que além dos citados Frejat e Carlini contará, ainda, com participações de músicos como Sasha Amback, Jaques Morelenbaum, Rodrigo Santos (Barão Vermelho), Sérgio Dias (Mutantes) e Nilo Romero (que assina a produção musical de algumas faixas).

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766 – Contribua para Juliana Amaral lançar “Açoite”, quarto disco da carreira, com arranjos do irmão e violeiro João Paulo (SP)

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Juliana Amaral planeja lançar um disco que toque feridas provocadas pelas mazelas do mundo e as faça sangrar, mas também tenha força poesia para transformar dor em belezas (Fotos: Daniel Kersys, acima, e Marcelo Dacosta, no detalhe, ao lado do título)

A cantora, compositora e atriz Juliana Amaral planeja começar a gravar em 16 de janeiro de 2016 o quarto álbum da estrada que há já 23 anos percorre. O disco se chamará Açoite e para entrar em estúdio acompanhada por um time de músicos que inclui o irmão violeiro João Paulo Amaral Juliana disparou campanha de financiamento coletivo à qual amigos e fãs poderão aderir depositando valores a partir de R$ 25,00. Haverá várias recompensas como contrapartidas às doações, incluindo o envio da discografia completa de Juliana Amaral (formada pelas obras SM,XLS; Juliana Samba; e Águas Daqui), uma edição especial de Açoite, agradecimento no encarte do disco, pôster, camiseta, e sacola em tecido de algodão, além do livro Samba Mínimo, Extra Luxo Super,  tudo com frete incluso para todo o Brasil.

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Pamonha com uísque: Robson D’Angelo e Rogério Ribon encontram encruzilhada onde Mississípi e Piracicaba confluem

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Os músicos Robson D’Angelo e Rogério Ribon poderiam ter formado mais uma dupla Robson & Rogério como tantas, com direito à fama no programa do Faustão e de serem os queridinhos da Fátima Bernardes, mas encontraram a encruzilhada na qual os rios Mississípi e Piracicaba se juntam e, na terceira margem desta confluência, onde apearam para beber da límpida água, encontraram Robert Johnson pescando com Tião Carreiro. Raul Seixas afinava uma viola e ao ver os dois rapazes perambulando por ali, convidou-os para fitar um cigarrinho de palha. Durante a prosa, o Maluco Beleza recomendou: para além do ouro dos tolos, busquem uma concepção alternativa de tocar. Não precisa, necessariamente, ser uma metamorfose, ou um ponto extremo fora da curva, mas seria bom algo que passe longe do rame-rame que mantém famílias como macacos adestrados aos domingos no sofá, com seus saquinhos de pipoca e olhos calmos, apesar de tanto mau trato aos ouvidos. D’Angelo e Ribon entenderam o toque, e entre um gole e outro, agora de uma boa destilada na roça, resolveram que botariam o pé na estrada. Unindo paixões ao agradável, conceberam após um ano e meio de pesquisas um projeto que ganhou um irrepreensível repertório no qual pamonha se come tomando uísque caubói.

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A grandiosidade do Ibirapuera terá um show à altura com Consuelo de Paula. Mas deverá ficar pequeno para o público!

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A cantora e compositora  Consuelo de Paula , mineira de Pratápolis, fará show de lançamento de seu sexto álbum, O Tempo E O Branco,  em  1º de fevereiro, a partir das 19 horas, no Auditório Ibirapuera, no bairro Ibirapuera, situado na zona Sul de São Paulo.

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Um dos melhores sambistas e compositores cariocas, Luiz Melodia faz aniversário e lança “Zerima” no SESC Vila Mariana

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Luiz Melodia, aniversariante de hoje, vai fazer três apresentações no Sesc Vila Mariana (SP) para lançar Zerima (Foto: Divulgação)

 

O Sesc da Vila Mariana programou, entre os dias 9 e 11, apresentações do cantor Luiz Melodia, carioca nascido no Morro do Estácio (…se alguém quer matar-me de amor, que me mate na Estácio..). Nas duas primeiras datas, Luiz Melodia subirá ao palco a partir das 21 horas, e no domingo, mais cedo, a partir das 18 horas. Quem comparecer, além de ouvir as músicas do seu 14º álbum, o Zerima, ainda poderá participar do coro do “parabéns a você” já que hoje, 7, ele está fazendo aniversário. 

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Compositor brasileiro: hoje é dia de quem com talento, compromisso, sensibilidade e delicadeza torna a vida mais alegre

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Heitor Villa-Lobos, ao lado da musa Arminda Villa-Lobos, um dos mais consagrados compositores brasileiros de todos os tempos, em nossa terra e mundo afora (Foto: Acervo Museu Villa Lobos-RJ)

Hoje, 7 de outubro, comemora-se o Dia do Compositor Brasileiro.

Alguns amigos e seguidores podem até pensar que o Barulho d’água Música estaria se confundindo, pois também se comemora data semelhante em 15 de janeiro. No começo de cada ano, porém, a efeméride é dedicada aos compositores de todo mundo, então, naquela ocasião, celebra-se o Dia Mundial do Compositor.

Muito justa a homenagem a esta incrível e indispensável categoria de artistas tupiniquins já que em nosso meio cultural há uma lista das mais extensas de gente boa que nos legou para sempre canções e obras extremamente belas, carregadas de significados sobre a brasilidade e, claro, poesia, muita poesia da melhor qualidade. Há, é claro, quem meta os pés pelas mãos e, neste delicado terreno, “escreva” bizarrices inclassificáveis, faça sonetos piores que as emendas, principalmente nos dias de hoje; seriam os “pernas de pau”, para traçar uma analogia com o futebol, sem nos esquecer, entretanto, que boa parcela deles é estimulada, bem paga e venerada pelo mercado e pela indústria do espetáculo só para rimar amor com dor e cantar frustrações amorosas, dores de cotovelo e cortejar musas inalcançáveis e de coração mais duro que pedra.

A riqueza neste quesito que o Brasil guarda, entretanto, é tanta que nem vale a pena queimar vela para mal defunto, e, sim aclamar aqueles que elevam nossa alma, cura-nos de tristezas, espalham valores positivos que ajudam a manter tradições ou até renova-las, mas sempre com muita delicadeza, talento, compromisso, engajamento, pensando, escrevendo, pesquisando…

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