1315 -Consuelo de Paula e João Arruda protagonizam apresentações virtuais do projeto musical Beira de Folha*

*Com Eliane Verbena

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Os cantores, compositores, instrumentistas e parceiros Consuelo de Paula (Pratápolis/MG) e João Arruda (Campinas/SP) também se adaptaram aos tempos de pandemia do coronavírus (Covid-19) e vão protagonizar gratuitamente três apresentações virtuais ao vivo (lives) para começarem a divulgar o projeto musical Beirando as Folhas, que a dupla lançará em agosto como abre-alas para o álbum Beira de Folha. As composições do novo disco de Consuelo e Arruda nasceram de uma troca entre imagens e poemas: ela escreveu as letras a partir de imagens propostas por ele, autor de forma sincrônica e orgânica das melodias.

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728 – André Salomão (MG) e Pareia Baião de Dois: ótimas receitas para encarar tempestades e escuridão!

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Noite de sexta-feira, 13 (atentem para a data!). Centro Cultural Casarão de Barão Geraldo (Campinas/SP), um local que conforme o Barulho d’água Música tem testemunhado, parece imerso em magia, onde a cada show ou espetáculo situações inusitadas e marcantes se repetem, beirando o fantástico! Os céus despejando lá fora uma tempestade que parece ter vindo do nada, que começou quando a principal atração daquela edição do  Dandô – Circuito de Música Dércio Marques dedilhou as primeiras notas em seu violão, quase abafadas pela ruidosa e violenta ventania que fazia portas e janelas baterem, abrirem e se fecharem, árvores ao redor caírem como se fossem raquíticos galhos; o alarme de um carro dispara: tudo começa a conspirar para que não haja apresentação alguma. O palco, aos poucos, formando pequenas poças, um louva-deus busca abrigo em um holofote. Providência desnecessária: para que o inseto não morresse torrado, o “técnico” de iluminação e da mesa de som, gentilmente, com o aval simpático do músico, desliga a lâmpada, mas mal o cantor conclui aquela primeira música do repertório tudo cai em total escuridão!

André Salomão, paulista que se fixou em Araguari (MG), mas atualmente estuda e mora em Barbacena, era o cantor convidado. Recém chegado de Guarulhos, onde na noite anterior iniciara seu giro por São Paulo fazendo rodar a caravana do circuito idealizado há dois anos por Katya Teixeira, ele, em Barão Geraldo, cumpria a escala que fecharia hoje, 15, em Caldas (MG). Com o súbito temporal que deixou o bairro imerso no breu, Salomão compreensível e confortavelmente poderia ter recolhido trens e tralhas, pedido desculpas e cancelado a cantoria, só que não: levou adiante o compromisso, alheio à fúria de São Pedro, com alegria e contagiante descontração. Fez valer o lema todo artista tem de ir onde o povo está (sem se importar para quantos gatos pingados irá cantar) e cumpriu seu ofício, sob bateria das mais assustadoras de raios e de trovões!

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Enquanto todo o interior do salão clareava a cada novo estalo, seguido por sinistros trovões, André Salomão desafiava o tempo lá fora à medida que desfiava (tranquilo como um louva-deus meditando) obras do repertório próprio e do álbum Planos e Muros entremeadas a sucessos do Clube da Esquina – primeiro iluminado por uma minilanterna que acoplou ao pedestal do microfone, depois por fachos de celulares, e por fim, apenas por chamas de velas. Assim, música a música, conquistou a plateia, fazendo-a interagir em animados esquetes e coros e ignorar o dilúvio. Só ele e o violão. Ou melhor: só ele, o violão e a viola caipira, já que vem gradativamente se tornando bamba também neste instrumento e com um que ganhou em Brasília (DF) ofereceu ao público canções dos álbuns Brasileirinho e Meus Quintais, de Maria Bethânia (Cigarro de Paia, de Armando Cavalcante/Klecius Caldas, e Imbelezô eu), além de Calma, do seu primeiro disco

(Calma /agora que tudo passou /não tem porque correr/ Calma/ agora que tudo passou/já nem tem mais porquê/Junte os cacos / junte os trapos / juntos / Ouça / pois quem não ouve / o outro pode não ouvir você / Ouça /pois quem não se ouve /pode não se ver/Junte os pontos/junte os laços/juntos/Juntos, somos muito/quando fracos são os sós/que são por si e só. Não parece letra feita para aquela noite, tirada do bolso do colete para amenizar a situação?)

No final das contas valeu mais que pelo dobro do “ingresso” a noite na apagada Campinas — que por horas ficou tempestuosa enquanto, simultaneamente, na Cidade Luz, começava a transcorrer tenebrosa — ao menos dentro da sala de Barão Geraldo; onde a apresentação de Salomão se consumou correu das mais agradáveis, em ambiente de intimidade e de bom humor. Agora, corta! Mudemos de plano para observar que gosto não se discute, segundo reza uma máxima popular, mas desinformação pode custar caro quando o assunto for diversão e a chance para desfrutar acesso a ótimas oportunidades de entretenimento.

Tem muita gente protestando contra os salgados preços dos ingressos para ver em um majestoso estádio David Gilmour (que, diga-se de passagem, é estrela incontestável do rock progressivo e este blogueiro adora!). Pessoas vociferam “assim não dá!” (pois estaria sendo promovido um atentado contra o bolso do público que cativa o Pink Floyd) enquanto artistas independentes como André Salomão (no caso de Barão Geraldo diante de escasso número de amigos e fãs que foram prestigia-lo) batalham por uma pataca de reconhecimento! E cantando e tocando de graça, em espetáculos sem cobrança de ingresso ao final do qual se passa um chapéu! Se existe o lado escuro da lua, é gente sideral como André Salomão que faz o sol brilhar mesmo em ocasiões das mais improváveis. É gente que além de talento, banhada por luz própria, consegue protagonizar shows memoráveis diante de poucas cadeiras ocupadas (o que poderia ser frustrante e brochar) e de dois bravos tocos de parafina e pavio. Se gente assim não acalma tempestades, ao menos abranda escuridões!

Quem sabendo ou não que os céus desabariam dirigiu-se na sexta-feira, 13 (será que a tempestade teve correlação com a data?) ao Casarão não voltou para casa satisfeito apenas pelo que André Salomão ofereceu. Antes dele, como anfitrião do convidado desta rodada do Dandô, o casal Mirna Rolim e Bruno Dutra estrearam a Pareia Baião de Dois, dupla que formaram para cantar, tocar, declamar e encenar trechos de obras literárias brasileiras. Ao violão, acompanhada por Dutra tocando flauta, Mirna Rolim interpretou Bêradero, de Chico César, A Lua Girou, de Milton Nascimento, declamou um poema de autoria própria e dramatizou com estilo a narrativa em terceira pessoa do conto Sequência, extraído de Primeiras Estórias, de Guimarães Rosa.  

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Sequência é o desenrolar de uma busca, a princípio, material, na qual um rapaz sai à procura de uma vaca desgarrada (Pitanga) do rebanho, mas que no decorrer da trama transforma-se numa busca espiritual — o animal se converte em ponte entre os dois mundos. Volta-se aqui a se deparar com a força que teria o destino — um elemento recorrente à concepção roseana de como a existência transcorreria: o vaqueiro, saindo à procura de um animal extraviado, termina por ir ao encontro, sem saber, da pessoa amada. “É como se, na vida, o próprio acaso, tecido de erros e de enganos, de repente, sem razão aparente, iluminasse o caminho certo entre os muitos descaminhos da vida”, aponta um texto sobre a obra em um portal preparatório para vestibulares. “A narrativa do conto retoma a crença na predestinação e na recompensa que advém da resistência ao sofrimento: o rapaz e a vaquinha superam obstáculos, enfrentam sérios perigos e são recompensados, pois o moço encontra o verdadeiro amor, a vaquinha, a liberdade”.  

“Baião de dois é um prato aparentemente simples, composto basicamente por dois ingredientes apenas, mas que pode ser oferecido com muitos outros, tornando-o ainda mais saboroso”, disse Mirna, que além de cantora e atriz trabalha como palhaço juntamente com Bruno Dutra.

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720 – André Salomão canta e toca pelo Dandô Circuito de Música Dércio Marques em cidades de SP e MG

O cantor e compositor André Salomão estará de volta a São Paulo, estado de origem dele, para duas apresentações pelo Dandô Circuito de Música Dércio Marques. Em Guarulhos, primeira escala da viagem, André Salomão tocará com entrada franca a partir das 20 horas na Biblioteca Monteiro Lobato, onde terá por anfitrião Kaique Falabella. No dia seguinte, no mesmo horário, será a vez de o público de Campinas prestigiá-lo, agora no Centro Cultural Casarão, em Barão Geraldo. A honra de recebê-lo no palco caberá ao Pareia Baião de Dois, formado por Mirna Rolim e Bruno Dutra.  A turnê pelo Dandô Dércio Marques ainda levará o musico e educador a Caldas (MG). Lá, o bacurau cantante João Bá vai fazer a abertura da cantoria programada para começar às 17 horas do domingo, 15, no Barracão de Artes e Criatividade.

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João Arruda (SP): aniversário do inquieto e sonhador violeiro e compositor no Dia do Trovador

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Hoje, 18 de julho, Dia do Trovador, também é aniversário de João Arruda, jovem cantor, compositor e multi-instrumentista de Campinas (SP), mais que um músico talentoso e criativo, pessoa amável  amiga que se auto define como inquieto e sonhador e está completando 10 anos de carreira. Neste domingo, 19,  ele (en) cantará em Uberlândia (MG) como atração de mais uma rodada do Dandô Circuito de Música Dércio Marques, palco no qual irá recepcioná-lo o amigo e anfitrião Erick Castanho, a partir das 20 horas, no Atrio Bussines Center. Fora os milhares de hoje, certamente ele receberá, antes e depois do show, beijos, abraços e bitocas, mimos que deverão deixá-lo ainda mais cheio de energia e ideias para a sequência do projeto que iniciou em 10 de julho. Na noite desta recente data, João Arruda começou a gravar Entre Violas e Couros em Barão Geraldo,  nome que terá o terceiro álbum solo e com o qual  pretende marcar e comemorar seu jubileu de estanho/zinco.

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João Arruda grava “Entre Violas e Couros”, álbum para marcar 10 anos de carreira, em Barão Geraldo (SP)

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Ao celebrar dez anos de carreira João Arruda convida amigos e admiradores para mais uma festa no Centro Cultural Casarão, em Campinas (Foto: Adriano Rosa/ASN Campinas)

O violeiro, cantor, pesquisador e sonhador inquieto João Arruda já está costurando o espetáculo Entre Violas e Couros, por meio do qual o músico planeja tornar inesquecível e especial a noite da sexta-feira, 10 de julho, em Campinas. João Arruda está comemorando, em 2015, dez anos de carreira solo e nessa data promoverá no palco do Centro Cultural Casarão (situado em Barão Geraldo, distrito de Campinas/SP), um show imperdível em comemoração à caminhada ao longo deste frutífero período no qual despontou como um dos mais criativos e originais nomes da música regional, dentro e fora do país. A partir das 20 horas, ele cantará composições de sua autoria (algumas inéditas) mescladas a cantigas e brincadeiras do folclore brasileiro e de compositores que se expressam por meio da cantoria e da cultura popular, como João do Vale (MA) e Elomar Figueira de Melo (BA).

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João Arruda (SP) e índios Kariri Xocó abrem temporada do Circuito Dandô em Barão Geraldo (SP)

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O cantor e compositor João Arruda abrirá a programação deste ano do Dandô – Circuito de Música Dércio Marques no Centro Cultural Casarão de Barão Geraldo, situado em Campinas (SP). Autor de Celebra Sonhos e Vento Moinho e integrante, ainda, dos grupos Flautins Matuá e CantaVento, João Arruda estará acompanhado por Marcelo Falleiros (violão), Esther Alves (flauta) e Yandara Pimentel (percussão) e informa que contará no palco com a participação especialíssima dos índios Kariri Xocó integrantes do Grupo Sabuká!

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