Cláudio Lacerda e Rodrigo Zanc fazem nova cantoria para Pena Branca e Xavantinho, agora em Presidente Prudente

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Rodrigo Zanc e Cláudio Lacerda levam à estrada desde 2010 tributos à dupla Pena Branca e Xavantinho, legítimos representantes caipiras (Foto: Adriano Rosa)

 Se você mora em Presidente Prudente ou em cidades próximas, anote em sua agenda, convide um amigo e leve a família!

O SESC Thermas de Presidente Prudente programou para sábado, 20 de dezembro, dentro do projeto Múltiplos Sons, show no qual os cantores Cláudio Lacerda (São Paulo) e Rodrigo Zanc (São Carlos) prestam tributo a Pena Branca e Xavantinho. A apresentação começará às 16 horas, na Área de Convivência, com entrada franca. O SESC Prudente fica na rua Alberto Peters, 111, Jardim das Rosas.

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Kuarup lança livro com dados biográficos do compositor e álbum de Taiguara só com músicas inéditas

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Taiguara era uruguaio de nascença, mas foi no Brasil que ele se destacou e fez valer seu espírito combativo: acreditava que não existiria um lugar que desse para ele trégua ou lhe sorrisse, mas enfrentou o regime de exceção pois, entre outros sonhos, não queria ver a juventude perdida e bradava que as crianças cantassem livres sobre os muros, ajudando a tornar os homens libertos de um “deserto” sem paz e sem amor (Fotos do arquivo familiar)

Quem se fecha, não se acha, encontra só a solidão (…)/ em qualquer lugar do mundo a gente vê: a pior morte que existe é se viver inutilmente

A gravadora carioca Kuarup disponibilizou no final de outubro duas relíquias para os fãs do cantor e compositor Taiguara, que passou a maior parte da curta, mas intensa vida no Brasil. O pai,  bandoneonista e maestro Ubirajara Silva estava em Montevidéu, Uruguai, quando em 9 de outubro de 1945 nasceu Taiguara Chalar da Silva, que herdou do país natal o espirito crítico e contestador que o encorajou a tornar-se um dos mais combativos opositores da ditadura militar que dominou o Brasil entre 1964 e 1985. Por conta desta postura rebelde, Taiguara também viria a se tornar o artista mais censurado da MPB pelo regime cujos mandatários preferiam o cheiro de cavalo ao cheiro do povo, e pisando duro com seus coturnos, mandavam prender e serem arrebentados quem se opusesse ao que o generalato decidisse.

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Orquestra de Violeiros Terra da Uva toca clássicos caipira, Chico Buarque, Led Zeppelin e até tarantella no Rancho Jundiaí

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A Orquestra Terra da Uva toca desde 2011 e sempre apresenta um repertório eclético, que mescla músicas populares brasileiras e de raiz a clássicas, vistando todas as regiões do país (Fotos de Marcelino Lima)

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Há três anos representando Jundiaí e trabalhando pela preservação, memória e divulgação de tradições da cultura popular, a Orquestra de Violeiros Terra da Uva (OVTU) apresentou-se na tarde de sábado, 8 de novembro, após um agradável almoço servido pelo Rancho Jundiaí.

Regida pelo maestro e professor Daniel Franciscão, a Orquestra é composta por 29 integrantes, dos quais 20 estiveram no palco que reuniu netos, pais e filhos, violeiros que cantaram e tocaram não apenas clássicos da viola caipira, mas também sucessos consagrados da música regional e popular brasileira, a introdução de Stairway to haven (do Led Zeppelin, para abrir Cio da Terra,  de Milton Nascimento e Chico Buarque), além da tarantella Funiculí Funiculá, dedicada por Franciscão aos imigrantes de Itália que ajudaram a fundar e a desenvolver Jundiaí.

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Hamilton de Holanda grava programa no Sr.Brasil e em novembro vai a Londres

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Hamilton de Holanda com Rolando Boldrin: carioca é um dos artistas mais cultuados do país depois de Jacob do Bandolim e admirado por seu virtuosismo em vários países além do Brasil (Fotos de Marcelino Lima)

Hamilton de Holanda, um dos mais conceituados bandolinistas do Brasil lançou em primeira mão na quarta-feira, 15/10, no palco do Sr.Brasil, o projeto “Brasil Afora”, no qual apresentará músicas como A escola da bola, Caliandra e Caprichos do Sul, esta do recente álbum Caprichos. O convidado de Rolando Boldrin, que pela primeira vez ocupou o palco do Teatro do SESC Pompeiadeixou hipnotizada a plateia que prestigiava a gravação do programa, pela execução de seu bandolim de dez cordas, das quais parece tirar com extrema facilidade composições que evocam tanto o clássico, como o popular, e vão do baião e do maracatu ao chamamé, aproveitando ainda o tampo como instrumento de percussão. Desta forma, o repertório visita boa parte dos ritmos que mais encantam e estão presentes nos vários estados do país.

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Fagner, mais um aniversariante de 13/10, passa por São Paulo antes de show marcado para Goiânia

Quando ainda tinha apenas seis anos incompletos, Fagner ganhou o primeiro dos muitos prêmios de uma carreira consagrada no Brasil e no exterior e que reúne mais de 70 álbuns, além de atuação em minissérie de televisão (Fotos de Elisa Espíndola)
Quando ainda tinha apenas seis anos incompletos, Fagner ganhou o primeiro dos muitos prêmios de uma carreira consagrada no Brasil e no exterior e que reúne mais de 70 álbuns, além de atuação em minissérie de televisão (Fotos de Elisa Espíndola)

O cantor e compositor Fagner vai se apresentar em Goiânia (GO) neste sábado, 18, em espetáculo marcado para o Atlantic Hall, a partir das 21h30. Cearense de Orós, ele está completando mais um aniversário hoje, 13/10, data especial pela qual ouviu o tradicional canto “Parabéns a você” dos fãs que o assistiram em 10 e 11 de outubro no Bradesco Hall, casa na qual fez mais um show em São Paulo. Representado pela fotógrafa Elisa Espíndola, amiga dele, o Barulho d’água Música estava entre os presentes e cumprimentou Fagner nos camarins.

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Lula Barbosa canta sucessos de 34 anos de carreira em Peruíbe (SP)

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Lula Barbosa destacou-se no cenário musical brasileiro em meados dos anos 1980 participando de festivais e, depois do sucesso de Mira Ira, que Miriam Mirah interpretou, já produziu mais de 500 canções (Foto: Maria Rita Aguiar)

Uma viagem pelos 34 anos de carreira do cantor e compositor paulistano de alma mineira é a dica do Barulho d’água Música  para o público de Peruíbe e cidades da região para ser conferida em 18 de outubro, a partir das 20 horas, quando Lula Barbosa vai se apresentar, acompanhado do amigo Mário Lúcio Marques (saxofone) na Pão de Maçã.

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Compositor brasileiro: hoje é dia de quem com talento, compromisso, sensibilidade e delicadeza torna a vida mais alegre

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Heitor Villa-Lobos, ao lado da musa Arminda Villa-Lobos, um dos mais consagrados compositores brasileiros de todos os tempos, em nossa terra e mundo afora (Foto: Acervo Museu Villa Lobos-RJ)

Hoje, 7 de outubro, comemora-se o Dia do Compositor Brasileiro.

Alguns amigos e seguidores podem até pensar que o Barulho d’água Música estaria se confundindo, pois também se comemora data semelhante em 15 de janeiro. No começo de cada ano, porém, a efeméride é dedicada aos compositores de todo mundo, então, naquela ocasião, celebra-se o Dia Mundial do Compositor.

Muito justa a homenagem a esta incrível e indispensável categoria de artistas tupiniquins já que em nosso meio cultural há uma lista das mais extensas de gente boa que nos legou para sempre canções e obras extremamente belas, carregadas de significados sobre a brasilidade e, claro, poesia, muita poesia da melhor qualidade. Há, é claro, quem meta os pés pelas mãos e, neste delicado terreno, “escreva” bizarrices inclassificáveis, faça sonetos piores que as emendas, principalmente nos dias de hoje; seriam os “pernas de pau”, para traçar uma analogia com o futebol, sem nos esquecer, entretanto, que boa parcela deles é estimulada, bem paga e venerada pelo mercado e pela indústria do espetáculo só para rimar amor com dor e cantar frustrações amorosas, dores de cotovelo e cortejar musas inalcançáveis e de coração mais duro que pedra.

A riqueza neste quesito que o Brasil guarda, entretanto, é tanta que nem vale a pena queimar vela para mal defunto, e, sim aclamar aqueles que elevam nossa alma, cura-nos de tristezas, espalham valores positivos que ajudam a manter tradições ou até renova-las, mas sempre com muita delicadeza, talento, compromisso, engajamento, pensando, escrevendo, pesquisando…

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Álbum raro e com música censurada de Vital Farias será relançado pela gravadora Kuarup

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O paraibano Vital Farias gravou no disco em homenagem a Taperoá música censurada pela ditadura militar e consagrou-se nacionalmente com o projeto Cantoria,  ao lado de Elomar, de Xangai e de Geraldo Azevedo

O público que curte o cantor Vital Farias é um dos primeiros que serão agraciados por um novo projeto da Kuarup. A gravadora carioca planeja recolocar no mercado neste segundo semestre obras importantes e raras da música brasileira das vertentes popular e regional, algumas já fora de catálogo, que nunca mereceram gravações digitais ou que não são encontrados mais pelas estantes de nenhuma loja. De acordo com matéria disponibilizada no sítio da Kuarup, hoje, 18 de agosto, abrirá a série “Taperoá”, segundo trabalho de Vital Farias, lançado em 1980, dedicado à mãe (Olívia) e cujo título remete à terra natal do paraibano. Com arranjos do próprio Vital Farias, em “Taperoá” destacam-se as canções “Pra Você Gostar de Mim”, “Repente Paulista” e “Veja (Margarida)”, regravada por Elba Ramalho; “Tudo Vai Bem (Nós Sofre Mas Nós Goza)” foi censurada pela ditadura militar.

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Vital Farias ficou conhecido nacionalmente pelas gravações de “Saga da Amazônia”, “Era casa, era jardim”“Saga de Severinin” e “Cantilena da Lua Cheia”, entre outras presentes nos álbuns “Cantoria 1 e 2”, projeto que marcou época e que reuniu ainda Elomar, Xangai e Geraldo Azevedo, entre 1984 e 1985 . A discografia da carreira, entretanto, começara em 1978, ano em que saiu “Vital Farias”, em cujo repertório há as faixas “Alice no Curral das Maravilhas”, “Caso Você Case” e sua primeira composição gravada, “Ê mãe”, em parceria com Livardo Alves e gravada por Ari Toledo.

Alfabetizado pelas irmãs por meio da Literatura de Cordel, aos 18 anos começou a estudar violão por conta própria. Integrou conjuntos musicais como “Os quatro loucos”, com o qual parodiava o “The Beatles”, e, em 1975, trocou o Nordeste pelo Rio de Janeiro. Lá cursou Faculdade de Música. Na Cidade Maravilhosa encontrou o ambiente ideal para participar de shows e outros eventos artísticos, como a peça “Gota d’água” (1976), de Chico Buarque de Hollanda. Suas composições destacam-se pelo humor e inventividade,mesclam canções nordestinas, sambas de breque, modinhas, xaxados e outros ritmos.

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Há muitos anos sem gravar, Vital Farias produziu já no longínquo 2002 o disco de estreia da filha Giovanna, no qual estão presentes 15 composições de sua autoria, pelo selo Discos Vital Farias. No mesmo ano lançou “Vital Farias ao vivo e aos mortos vivos”. Os três primeiros álbuns da carreira (1978, 1980, e 1982) podem ser baixados em formato MP.3 do blog “Forró em Vinil”, por meio do linque que segue abaixo.

http://www.forroemvinil.com/tag/vital-farias/

Discografia de Vital Farias: 1978 – Vital Farias (Polygram); 1980 – Taperoá (CBS);1982 – Vital Farias – Sagas Brasileiras (PolyGram); 1984 – Cantoria 1 (Kuarup Discos); 1985 – Cantoria 2 (Kuarup Discos); 1985 – Do jeito natural (PolyGram); 2002 – Vital Farias ao vivo e aos mortos vivos (Discos Vital Farias).

Déa Trancoso e Carlinhos Ferreira no SESC da Vila Mariana

 

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 Déa Trancoso e Carlinhos Ferreira, mineiros e duas das maiores expressões da música brasileira, estão completando 50 anos de idade. Para comemorar, ambos resolveram juntar talentos, vozes e instrumentos para brindar o público com a turnê “Concerto nu para voz e percussão”. As apresentações começaram em março por Diamantina, e depois de passar por outras cidades próximas, chegou a São Paulo. A acolhida, com direito a lotação esgotada e vários músicos na plateia, foi proporcionada pelo SESC da Vila Mariana, na noite de quarta-feira, 16. Aplaudiram e pediram bis, por exemplo, Tita Parra, neta de Violeta Parra, Sarah Abreu e os violeiros Júlio Santin e Ricardo Vignini.

As flautas de PVC são usadas na abertura das apresentações. Os ouvintes já mergulham no ambiente do concerto, que busca despertar a espiritualidade e a atenção para valores ancestrais

Fiz propositadamente a menção ao fato de Déa e Ferreira serem frutos das Alterosas, respectivamente nascidos e Almenara e de Governador Valadares. Terra fértil e inesgotável da qual já brotaram nomes consagrados em vários setores da arte e da cultura, o Estado parece ter um bendito compromisso de só revelar à nação gente muito boa seja fazendo música, literatura, pintura, escultura, jogando bola, trem bão pelo qual o mundo inteiro acaba agradecido, uai! Drummonds e Cacasos, como expressa a joia “Ó, Minas Gerais”, de Sérvulo Augusto e Eduardo Santana, canção que Augusto gravou em “Coletivo” com a participação de Jane Duboc; “minas de ouro, minas de rimas, de tantos tesouros”, Tavinhos e Brants que parecem florescer em cada clube ou esquina; Rosas e Tostões que são patrimônios culturais como o pão de queijo, a broa de milho ou as estátuas de Aleijadinho; santuários de pretos em ruas de pé de moleque, montanhas douradas de verde ou veredas que conduzem a sertões e jequitinhonhas, berços de folias ancestrais, batuques e congadas.

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A cantora Déa Trancoso é natural de Almenara, das Minas Gerais que revelam talentos em vários setores da cultura nacional…

Deste múltiplo universo abençoado e sagrado também pela intervenção de orixás e de santos, das águas pelas quais correm marianas e franciscos e às margens cantam tropeiros e lavadeiras, Déa e Ferreira recolheram temas e cantigas de domínio público para costurar o repertório do concerto que inclui entre as músicas “Saudação aos orixás”, “Mandei caiar o meu sobrado” e “Eu sou bem pequenininho”. Apenas com voz e instrumentos bastante peculiares de percussão, de cordas ou de sopro como tumbi, pandeirão, flautas de PVC, cabaças, rabeca de duas cordas (Fá e Dó) cuja caixa de ressonância é uma lata de sardinha, alguns confeccionados por Ferreira os dois apresentam ainda novos arranjos e interpretações para vários sucessos populares. Isto sem contar tambores, bongô chinês e berimbau, que muitos acreditam ser da Bahia, mas que apenas foi abrasileirado.

Na Vila Mariana, por exemplo, eles acrescentaram à lista “Cara de índio” (Djavan), “Cio da terra” (Chico Buarque e Milton Nascimento), “Cego com cego” (Tom Zé e Zé Miguel Wisnik) e canções escritas pela artista, como “Cósmica” e “Ogum de frente”, além do ainda inédito “Eu também faço samba”. Estes concertos padrão A de arrebatadores, alegóricos, alcandorados também têm sido de reverência e tributos a Dércio Marques, cantor e compositor que morreu há dois anos e que além de Déa Trancoso e Carlinhos Ferreira influenciou Katya Teixeira, João Arruda e Wilson Dias entre vários expoentes da atual geração das músicas de raiz e regional. Do conterrâneo de Uberaba, a dupla lembrou, por exemplo, “Natureza Oculta”, faixa que está em “Segredos Vegetais” (1988) e que Déa cantou à capela em um dos momentos mais marcantes do espetáculo.

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… e canta com devoção, respeito e intensidade tanto as composições de parceiros consagrados, entre os quais Dércio Marques, quanto cantigas de lavadeiras do Vale do Jequitinhonha

Em São Paulo, ambos também fizeram homenagens a percussionistas que ajudaram-nos a abrir os caminhos tais quais Naná Vasconcelos, Dinho Nascimento e Papete; Ferreira inclui ao lado de Marques no panteão dos maiores representantes na América Latina da vertente que classificou como música de protesto Violeta Parra, explicando que o “protesto não é apenas ou necessariamente expresso no sentido político, mas ainda enquanto proposta de fortalecer a cultura popular e de ser a fonte de diversos ritmos”.

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Carlinhos Ferreira, de Governador Valadares, é luthier e muitos dos instrumentos que toca ele mesmo é quem confecciona ou adapta para retirar dele sons mais identificados com a brasilidade

“Fazer parte deste concerto é um trabalho de muita responsabilidade”, disse Carlinhos Ferreira”. “Eu e Déa estamos apresentando o canto chão, um tipo de música que traz em sua essência a mais profunda espiritualidade e religiosidade dos povos”.

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Déa Trancoso e Carlinhos Ferreira atraíram ao SESC da Vila Mariana público e admiradores dos mais qualificados e atentos, entre os quais a cantora Sarah Abreu (Fotos de Marcelino Lima)