1185 – Renato Teixeira faz apresentação única em teatro de Osasco (SP) de “Um poeta e um violão”

Consagrado cantor e compositor santista, inclusive de premiado jingle, rememora maiores sucessos da carreira em espetáculo minimalista que valoriza a poesia das letras do repertório, permeado por causos que ele conta entre as músicas, registradas em mais de 20 álbuns

O cantor e compositor Renato Teixeira será atração na sexta-feira, 24 de maio, do Teatro Municipal Glória Giglio, situado em Osasco, cidade da região Oeste Metropolitana de São Paulo a 18 quilômetros da Capital, com acessos pelas rodovias Castello Branco e Raposo Tavares e pelo Rodoanel Mário Covas. O consagrado autor de Romaria cantará a partir das 21h30 este e outros sucessos da carreira que já chega aos 50 anos de estrada e está registrada em mais de 20 álbuns solo ou em parceria (ver guia Serviços e o quadro Discografia ao final desta atualização).

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1182 – Grupo Instrumental Cor das Cordas lança novo álbum, da Kuarup, em Sampa

Disco que passeia por canções autorais e clássicos da MPB tem as participações especiais de Zé Luiz Mazziotti, Edmundo Carneiro e André Kurchal

O grupo Cor das Cordas lançaem 10 de maio, em São Paulo, Outras Cores, título do segundo projeto do trio instrumental formado pelos músicos Edinho Godoy, Luca Bulgarini e Milton Daud pela gravadora Kuarup. A estreia do disco de dez faixas instrumentais, gentilmente nos enviado pela Kuarup, à qual agradecemos, mais uma vez, em nome de Rodolfo Zanke, está programada para o Centro Brasileiro Britânico, a partir das 20 horas (ver a guia Serviços).

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1132 – Chico Maranhão (MA): símbolo musical da década de 1960 lança CD duplo

Autor do frevo Gabriela, destaque em um dos festivais da TV Record,  apresenta Contradições, álbum de canções inéditas e autorais, pela Kuarup

A tradicional audição matutina dos sábados aqui na redação do Barulho d’água Música excepcionalmente a fizemos no domingo, 2, colocando para rodar na vitrolinha Contradições, álbum duplo do maranhense Chico Maranhão, gentilmente cedido ao blogue pela gravadora Kuarup, a quem, em nome do amigo Rodolfo Zanke, agradecemos. Compositor, violonista, tocador de tambor de crioula, escritor e arquiteto nascido em São Luís, Chico Maranhão (Francisco Fuzzetti de Viveiros Filho) emplacou a canção Gabriela no festival de 1967, defendida pelo grupo MPB-4, e agora está estreando na Kuarup com o projeto que resgata canções inéditas compostas nos últimos anos, reunindo 22 faixas gravadas na cidade natal, pela Sonora Estúdio. Os arranjos, produção e direção musical foram comandados pelo violonista Luiz Júnior. Na capa do disco destaca-se a arte que desmembra a palavra contradições recriando outros significados em um jogo de letras com a criação gráfica e artística do pintor e desenhista Cláudio Tozzi.

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706 – Walgra Maria e Diana Pequeno: não perca o Sr.Brasil do primeiro domingo de novembro!

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Neste domingo, 1º de novembro, o programa Sr. Brasil será compromisso obrigatório para quem curte boa música: Rolando Boldrin receberá as cantoras Walgra Maria e Diana Pequeno, a partir das 10 horas, e também declamará o causo A Italianinha. As gravações serão reprisadas às 2 horas da quarta-feira, 4.

Walgra Maria é de São João da Boa Vista (SP) e estava acompanhada no dia da gravação no teatro do Sesc Pompeia por Renata Melo (voz), Vinícius Alves (viola) e Mauro César (cajón). Walgra cantou duas belas modas dos artistas daquela cidade Edvina e Fábio Noronha em disco que ela gravou, dedicado a ambos, e que deixaram Boldrin encantado por serem “simplesinhas”.  Ela doou ao final das gravações um exemplar do álbum para o acervo do Barulho d’água Música, junto com Caminho da Fé, que tem a participação do saudoso Dércio Marques. Vinícius Alves disponibilizou o álbum  instrumental Violas e Veredas.

Já Diana Pequeno (Salvador/BA) foi recebida com Mauro Peroni (violão), Ney Marques (bandolim) e Cássio Poletto (violino) e relembrou entre tantos sucessos que a consagraram Cantiga de Amigo (Elomar), Diverdade (Chico Maranhão) e Trem do Pantanal (Geraldo Roca e Paulo Simões).

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Sobre Edvina e Fábio Noronha

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Foto de Edivina Noronha extraída do álbum gravado por Walgra Maria

Alegre e dinâmica, Edvina Noronha (1893-1985) nasceu e viveu sempre em São João da Boa Vista. Ainda criança manifestou veia artística aprendendo piano com o pai, instrumento considerado nobre no início do século XX. Mas a menina gostava mesmo era do violão, este apontado como supostamente vulgar para época e só tocado em botequins, o que não ficava bem para uma mocinha.

Ignorando as convenções, Edvina fez do violão o instrumento de sua paixão e teve participação ativa na vida cultural da cidade organizando musicais, saraus e peças teatrais apresentados no Teatro Municipal. Foi titulada membro honorário da Academia de Letras de São João da Boa Vista e compôs cerca de 500 músicas, todas para violão, a maioria ligada à vida simples do campo, ao folclore são-joanense e à exaltação patriota. As músicas Cateretê e Bolinho de Fubá tornaram-se nacionalmente conhecidas ao serem gravadas por Inezita Barroso.

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Retrato de Fábio Noronha pintado por Ronaldo Noronha

Fábio Noronha (1918-1991), também são-joanense, aprendeu as primeiras letras no Grupo Escolar Coronel Joaquim José. Portador de um grave e raro defeito físico, ainda criança, examinado por especialistas, acabou desenganado pelos médicos, mas não se abateu. Atuou como jornalista, radialista, cronista, músico, poeta e escultor e desde jovem afirmou-se como um dos expoentes da intelectualidade local.  Trabalhou na Rádio Difusora, depois, como filial da Rádio Piratininga de São Paulo, tornou-se diretor- gerente.

Escritor dotado de fina sensibilidade, em 1971, Fábio Noronha foi um dos fundadores da Academia de Letras de São João da Boa Vista, instituição na qual ocupou a cadeira 17.  Como músico dominava cinco instrumentos. É coautor do hino Oficial de São João da Boa Vista ao lado da professora Lucila Martarello Astolfo e deixou valioso acervo de trabalhos literários.

692 – Ah, nenhuma palavra: Diana Pequeno!

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Há um haicai no qual o autor demonstra o entusiasmo que o assalta e o leva quase ao transe de tão extasiado que fica ao se deparar com flores de cerejeiras enfeitando as trilhas que percorre rumo ao Monte Fuji, no Japão.  A exuberância e a delicadeza das sakuras ao longo da senda o alegram tanto que ele apenas consegue (em uma tradução minha muito, muito livre e com apelo ao estatuto da licença poética!) balbuciar algo parecido com “Ah, nenhuma palavra: Monte Fuji em flor!”. Na noite da sexta-feira, 16, o Barulho d’água Música acompanhou a apresentação de Diana Pequeno no Sesc Belenzinho (SP) e desde então — portanto já há dois dias! –, tal qual o haijin que percorria as trilhas que o levaram à montanha não encontra palavras que possam descrever e relatar o que presenciou e curtiu por quase duas mágicas horas. E tamanha é a exultação e o prazer por tê-la (re) visto que quase 48 horas depois, a memória, esta bandida ainda banhada pelas lembranças dela no palco, nem o nome do autor do poema consegue nos trazer à tona.

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688 – Boldrin grava com Zé Paulo Becker e Cainã Cavalcanti, Walgra Maria e Diana Pequeno mais um Sr. Brasil

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Boldrin começou as gravações de mais um Sr.Brasil com o duo Zé Paulo Becker (RJ) e Cainã Cavalcanti (CE) Fotos: Marcelino Lima/Acervo Barulho d’água Música

Noite de muitas emoções durante e após a gravação de mais um programa Sr. Brasil na quarta-feira, 14 de outubro: Rolando Boldrin recebeu entre os convidados as cantoras Walgra Maria (São João da Boa Vista/SP), Diana Pequeno (Salvador/BA) e o duo de violonistas Zé Paulo Becker (RJ) e Cainã Cavalcanti (CE).

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Doroty Marques (MG/GO) e Maciel Melo (PE) são atrações de mais uma edição do programa Sr.Brasil, de Rolando Boldrin

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Mineira e irmã de Dércio Marques, Doroty veio a São Paulo gravar o programa de Rolando Boldrin com os garotos do grupo goiano Turma que Faz (Fotos: Marcelino Lima)

A edição do Sr.Brasil deste domingo, 16 de novembro, vai por no ar a gravação do programa em que Rolando Boldrin recebeu a cantora e compositora Doroty Marques no Teatro do Sesc Pompeia. Natural de Araguari (MG), mas atualmente morando em Goiás, Doroty veio a São Paulo acompanhada dos garotos do grupo Turma que Faz, de Alto Paraíso, cidade goiana. Uma das canções que apresentou à plateia é das mais famosas do saudoso irmão Dércio Marques. Como convidados, os cantores João Arruda e Katya Teixeira cantaram com Doroty Arreuní (Chico Maranhão), um dos maiores sucessos que a mineira interpretou, gravada em Erva Cidreira, de 1980.

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Renato Segredo, Doroty Marques, João Arruda e Katya Teixeira

A produção de Rolando Boldrin também programou para os fãs do Sr. Brasil a participação de Maciel Melo. No bloco reservado ao pernambuco de Iguaraci (PE) o público o ouvirá interpretando três canções de sua autoria, duas delas em parceria com Virgílio Siqueira e Genaro. Maciel Melo estará acompanhado dos músicos Ananias Júnior (violão), Dido (zabumba), Lau (triângulo), e Olívio Filho (sanfona). 

O Sr.Brasil é sempre reapresentado às quartas-feiras, portanto, quem perder a exibição de domingo poderá assisti-la no dia 19, a partir das 22 horas.

Clique no linque abaixo e tenha acesso há arquivos em MP3 da discografia de Doroty Marques:

http://quadradadoscanturis.blogspot.com.br/2014/03/doroty-marques-discografia-completa.html#more

 

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