1383 – Tempo de Paz, quinto álbum de Amauri Falabella (SP), já está disponível nas plataformas virtuais

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Cantor, compositor e multi-instrumentista residente em Guarulhos grava novo trabalho baseado em violão e voz, com parcerias de amigos que o acompanham desde o início da carreira que o consagrou como um “trovador” moderno, mas de linhagem antiguíssima

O cantor e compositor Amauri Falabella está lançando Tempo de paz, seu quinto álbum, com nove faixas, já disponível nas melhores plataformas virtuais. Tempo de Paz traz parcerias com alguns compositores que já acompanham Falabella — residente em Guarulhos, cidade da Grande São Paulo– e do cancioneiro alternativo do Brasil entre eles Levi Ramiro, Chico Branco, Marco Túlio Oliveira Reis, Helton Gomes, Marcelo Lavrador, Jozén Rique e Sol Bueno e foi gravado no formato de voz e violão. O resultado é um trabalho que pode ser classificado com síntese da música brasileira das últimas décadas, agregando fidelidade às tradições e preocupação com a natureza, sem deixar de lado a beleza e o amor.

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1185 – Renato Teixeira faz apresentação única em teatro de Osasco (SP) de “Um poeta e um violão”

Consagrado cantor e compositor santista, inclusive de premiado jingle, rememora maiores sucessos da carreira em espetáculo minimalista que valoriza a poesia das letras do repertório, permeado por causos que ele conta entre as músicas, registradas em mais de 20 álbuns

O cantor e compositor Renato Teixeira será atração na sexta-feira, 24 de maio, do Teatro Municipal Glória Giglio, situado em Osasco, cidade da região Oeste Metropolitana de São Paulo a 18 quilômetros da Capital, com acessos pelas rodovias Castello Branco e Raposo Tavares e pelo Rodoanel Mário Covas. O consagrado autor de Romaria cantará a partir das 21h30 este e outros sucessos da carreira que já chega aos 50 anos de estrada e está registrada em mais de 20 álbuns solo ou em parceria (ver guia Serviços e o quadro Discografia ao final desta atualização).

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1182 – Grupo Instrumental Cor das Cordas lança novo álbum, da Kuarup, em Sampa

Disco que passeia por canções autorais e clássicos da MPB tem as participações especiais de Zé Luiz Mazziotti, Edmundo Carneiro e André Kurchal

O grupo Cor das Cordas lançaem 10 de maio, em São Paulo, Outras Cores, título do segundo projeto do trio instrumental formado pelos músicos Edinho Godoy, Luca Bulgarini e Milton Daud pela gravadora Kuarup. A estreia do disco de dez faixas instrumentais, gentilmente nos enviado pela Kuarup, à qual agradecemos, mais uma vez, em nome de Rodolfo Zanke, está programada para o Centro Brasileiro Britânico, a partir das 20 horas (ver a guia Serviços).

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1132 – Chico Maranhão (MA): símbolo musical da década de 1960 lança CD duplo

Autor do frevo Gabriela, destaque em um dos festivais da TV Record,  apresenta Contradições, álbum de canções inéditas e autorais, pela Kuarup

A tradicional audição matutina dos sábados aqui na redação do Barulho d’água Música excepcionalmente a fizemos no domingo, 2, colocando para rodar na vitrolinha Contradições, álbum duplo do maranhense Chico Maranhão, gentilmente cedido ao blogue pela gravadora Kuarup, a quem, em nome do amigo Rodolfo Zanke, agradecemos. Compositor, violonista, tocador de tambor de crioula, escritor e arquiteto nascido em São Luís, Chico Maranhão (Francisco Fuzzetti de Viveiros Filho) emplacou a canção Gabriela no festival de 1967, defendida pelo grupo MPB-4, e agora está estreando na Kuarup com o projeto que resgata canções inéditas compostas nos últimos anos, reunindo 22 faixas gravadas na cidade natal, pela Sonora Estúdio. Os arranjos, produção e direção musical foram comandados pelo violonista Luiz Júnior. Na capa do disco destaca-se a arte que desmembra a palavra contradições recriando outros significados em um jogo de letras com a criação gráfica e artística do pintor e desenhista Cláudio Tozzi.

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706 – Walgra Maria e Diana Pequeno: não perca o Sr.Brasil do primeiro domingo de novembro!

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Neste domingo, 1º de novembro, o programa Sr. Brasil será compromisso obrigatório para quem curte boa música: Rolando Boldrin receberá as cantoras Walgra Maria e Diana Pequeno, a partir das 10 horas, e também declamará o causo A Italianinha. As gravações serão reprisadas às 2 horas da quarta-feira, 4.

Walgra Maria é de São João da Boa Vista (SP) e estava acompanhada no dia da gravação no teatro do Sesc Pompeia por Renata Melo (voz), Vinícius Alves (viola) e Mauro César (cajón). Walgra cantou duas belas modas dos artistas daquela cidade Edvina e Fábio Noronha em disco que ela gravou, dedicado a ambos, e que deixaram Boldrin encantado por serem “simplesinhas”.  Ela doou ao final das gravações um exemplar do álbum para o acervo do Barulho d’água Música, junto com Caminho da Fé, que tem a participação do saudoso Dércio Marques. Vinícius Alves disponibilizou o álbum  instrumental Violas e Veredas.

Já Diana Pequeno (Salvador/BA) foi recebida com Mauro Peroni (violão), Ney Marques (bandolim) e Cássio Poletto (violino) e relembrou entre tantos sucessos que a consagraram Cantiga de Amigo (Elomar), Diverdade (Chico Maranhão) e Trem do Pantanal (Geraldo Roca e Paulo Simões).

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Sobre Edvina e Fábio Noronha

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Foto de Edivina Noronha extraída do álbum gravado por Walgra Maria

Alegre e dinâmica, Edvina Noronha (1893-1985) nasceu e viveu sempre em São João da Boa Vista. Ainda criança manifestou veia artística aprendendo piano com o pai, instrumento considerado nobre no início do século XX. Mas a menina gostava mesmo era do violão, este apontado como supostamente vulgar para época e só tocado em botequins, o que não ficava bem para uma mocinha.

Ignorando as convenções, Edvina fez do violão o instrumento de sua paixão e teve participação ativa na vida cultural da cidade organizando musicais, saraus e peças teatrais apresentados no Teatro Municipal. Foi titulada membro honorário da Academia de Letras de São João da Boa Vista e compôs cerca de 500 músicas, todas para violão, a maioria ligada à vida simples do campo, ao folclore são-joanense e à exaltação patriota. As músicas Cateretê e Bolinho de Fubá tornaram-se nacionalmente conhecidas ao serem gravadas por Inezita Barroso.

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Retrato de Fábio Noronha pintado por Ronaldo Noronha

Fábio Noronha (1918-1991), também são-joanense, aprendeu as primeiras letras no Grupo Escolar Coronel Joaquim José. Portador de um grave e raro defeito físico, ainda criança, examinado por especialistas, acabou desenganado pelos médicos, mas não se abateu. Atuou como jornalista, radialista, cronista, músico, poeta e escultor e desde jovem afirmou-se como um dos expoentes da intelectualidade local.  Trabalhou na Rádio Difusora, depois, como filial da Rádio Piratininga de São Paulo, tornou-se diretor- gerente.

Escritor dotado de fina sensibilidade, em 1971, Fábio Noronha foi um dos fundadores da Academia de Letras de São João da Boa Vista, instituição na qual ocupou a cadeira 17.  Como músico dominava cinco instrumentos. É coautor do hino Oficial de São João da Boa Vista ao lado da professora Lucila Martarello Astolfo e deixou valioso acervo de trabalhos literários.

692 – Ah, nenhuma palavra: Diana Pequeno!

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Há um haicai no qual o autor demonstra o entusiasmo que o assalta e o leva quase ao transe de tão extasiado que fica ao se deparar com flores de cerejeiras enfeitando as trilhas que percorre rumo ao Monte Fuji, no Japão.  A exuberância e a delicadeza das sakuras ao longo da senda o alegram tanto que ele apenas consegue (em uma tradução minha muito, muito livre e com apelo ao estatuto da licença poética!) balbuciar algo parecido com “Ah, nenhuma palavra: Monte Fuji em flor!”. Na noite da sexta-feira, 16, o Barulho d’água Música acompanhou a apresentação de Diana Pequeno no Sesc Belenzinho (SP) e desde então — portanto já há dois dias! –, tal qual o haijin que percorria as trilhas que o levaram à montanha não encontra palavras que possam descrever e relatar o que presenciou e curtiu por quase duas mágicas horas. E tamanha é a exultação e o prazer por tê-la (re) visto que quase 48 horas depois, a memória, esta bandida ainda banhada pelas lembranças dela no palco, nem o nome do autor do poema consegue nos trazer à tona.

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688 – Boldrin grava com Zé Paulo Becker e Cainã Cavalcanti, Walgra Maria e Diana Pequeno mais um Sr. Brasil

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Boldrin começou as gravações de mais um Sr.Brasil com o duo Zé Paulo Becker (RJ) e Cainã Cavalcanti (CE) Fotos: Marcelino Lima/Acervo Barulho d’água Música

Noite de muitas emoções durante e após a gravação de mais um programa Sr. Brasil na quarta-feira, 14 de outubro: Rolando Boldrin recebeu entre os convidados as cantoras Walgra Maria (São João da Boa Vista/SP), Diana Pequeno (Salvador/BA) e o duo de violonistas Zé Paulo Becker (RJ) e Cainã Cavalcanti (CE).

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