1305 – Luiz Gonzaga ganha homenagem em disco dos músicos Nino Karvan e Alberto Silveira

Cantor e violonista sergipanos resgatam clássicos do Rei do Baião em álbum com dez faixas lançado pela gravadora e produtora Kuarup

De Lua, Canções de Luiz Gonzaga é o título do projeto do cantor e compositor Nino Karvan e do violonista Alberto Silveira, artistas sergipanos com carreias consagradas, que fazem uma tocante homenagem ao Rei do Baião, O repertório escolhido reúne canções das décadas dos anos 1940/50/60, período de ouro do baião e de maior sucesso de Luiz Gonzaga. O disco é intimista, gravado e apresentado para salas de concerto: a voz e o violão dão destaque às melodias, tão presentes na memória afetiva do brasileiro e na rica poética das letras. O álbum é mais um belíssimo lançamento da gravadora e produtora Kuarup, que, gentilmente, enviou um exemplar à redação do Barulho d’água Música, pelo qual agradecemos ao diretor artístico Rodolfo Zanke e toda sua equipe.

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1201- Roberto Corrêa (MG/DF) lança livro em que retrata os percursos e a retomada do uso da viola no Brasil

Viola caipira: das práticas populares à escritura da arte é resultado da tese de doutorado do músico, compositor,  professor, pesquisador e dos mais importantes nomes da viola do Brasil, autor de 19 álbuns e cinco livros

O músico e pesquisador Roberto Corrêa (MG/DF) está lançando Viola caipira: das práticas populares à escritura da arte, livro da editora Viola Corrêa. Na obra, Roberto Corrêa apresenta a trajetória recente da viola, dando ênfase ao que o autor chama de ‘avivamento’ nos últimos anos, mostrando a força do instrumento no Brasil. O livro pode ser encontrado em lojas virtuais, com entrega para todo o território nacional.

Um dos mais importantes nomes da viola no Brasil, com uma trajetória de 40 anos dedicados à viola, Roberto Corrêa mostra nesta publicação sua pesquisa de doutoramento na área de Musicologia da Universidade de São Paulo (USP). Defendida em 2014, no Programa de Música da USP, o livro trata do que o autor chama de “avivamento” do instrumento, com uma série de acontecimentos que movimentaram artistas, produtores, plateias, pesquisadores, mídia, luthiers, desenhando uma nova cena para a viola, sobretudo a partir da década de 1960.

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1157 – Baixe do blogue GPS Sonoro coleção de quatro álbuns com o melhor do flamenco

Discos gravados entre 2003 e 2007 reúnem  uma amostra do melhor deste gênero de todos os tempos, do clássico ao contemporâneo, nas vozes de expoentes como Paco de Lúcia, Camarón de la Isla, Tomatito e Niña Pastori

O Barulho d’água Música traz nesta atualização aos amigos e seguidores a dica para visitarem, conhecer e baixar do blogue GPS Sonoro a fantástica coleção de quatro álbuns Pa Saber de Flamenco, gravada entre 2003 e 2007 com  64 músicas (16 faixas por disco) que revelam uma amostra do melhor deste gênero de todos os tempos, do clássico ao contemporâneo. A obra também é uma boa seleção, acessível e de qualidade, dos diferentes modos de flamenco, de modo que o ouvinte compreenda como por meio desta manifestação cultural muito comum na Espanha, mas já universalizada, é possível se expressar dançando e cantando tristezas e alegrias, como se estivesse ora chorando, ora se regozijando. 

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1149 – Yamandu Costa e Thadeu Romano aliviam saudades do mestre Dominguinhos em show único no Sesc Pinheiros (SP)*

Repertório  vai passear por músicas dos discos que o violonista gaúcho gravou com o sanfoneiro de Pernambuco, mesclado a sucessos de Tom Jobim, Sivuca, Abel Ferreira, Chico Buarque, Luiz Gonzaga…
*Com Lu Lopes (Rubra Rosa Projetos Culturais)

Yamandu Costa e Thadeu Romano vão apresentar Salve Dominguinhos, trazendo de volta aos palcos composições de Yamandu + Dominguinhos e Lado B (discos que ambos gravaram juntos, em 2007 e em 2010) com uma única apresentação marcada para a noite de sexta-feira, 1º de fevereiro, na unidade Pinheiros do Sesc da cidade de São Paulo (ver guia Serviços). Em 2018 completamos cinco anos sem o sanfoneiro pernambucano que nos deixou em 23/7/2013. Mais do que as saudades, ele nos deixou um legado imenso de obras para música. Seu Domingos, apesar de ter partido aos 72 anos, encantou jovens músicos de várias gerações e, por essa razão, sempre viveu cercado pela novidade da juventude.

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1105 – Tempo de Paz, show do novo disco de Chico Lobo e Zé Alexandre, será atração do teatro Rival (RJ)

Álbum de  onze faixas começa com o clássico Bandolins e  aborda valores que enfatizam a necessidade de transformarmos, por meio de ações que promovam o bem estar geral, nosso cotidiano hoje tão avassalador e cada vez mais violento

Os cantores e compositores Chico Lobo e Zé Alexandre e a banda que os acompanha vão protagonizar na quinta-feira, 13 de setembro, cantoria de apresentação e de lançamento de Tempo de Paz , álbum que acabaram de produzir e que tem o selo da gravadora Kuarup. O show deverá começar às 19h30, no palco do Teatro Rival (veja detalhes na guia Serviços).

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1023 – Cantorias e viola caipira vão animar domingos em Beagá (MG), entre fevereiro e julho.

A Picuá Produções Artísticas, estabelecida em Belo Horizonte (MG), promoverá a partir deste mês seu novo projeto, Viola de Feira, por meio do qual pretende fomentar e difundir a música de viola caipira oferecendo concertos mensais que transcorrerão no Centro Cultural Padre Eustáquio. Durante as apresentações, ponteado por dois ases do estado a cada nova rodada, o instrumento de dez cordas será a maior atração. O local escolhido é estratégico, pois atende a toda a região Noroeste da Capital mineira; anexa ao Centro Cultural é promovida a Feira Coberta — tradicional evento e ponto de encontro de belo-horizontinos que, portanto, constituem ótima oportunidade para feirenses e público em compras entrar em contato com a verdadeira cultura de raiz.

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1021 – Cinco álbuns da rica discografia de Roberto Corrêa (MG/DF) já podem ser ouvidos em plataformas digitais

O som sertanejo antes do dilúvio

“Para fechar o arco interiorano, o mineiro de Campina Verde, Roberto Corrêa (…), ponteia com erudição sua assumida viola caipira no CD independente Uróboro, na pele de um Guimarães Rosa encordoado.”
Tárik de Souza, Jornal do Brasil, 10/10/1995

Cinco dos álbuns autorais de Roberto Corrêa, um dos mais conceituados violeiros da atualidade, agora estão disponíveis e podem ser ouvidos, integralmente, em plataformas digitais. Uróboro (1994); Crisálida (1996); Extremosa-Rosa (2002); Temperança (2009); e Viola de Arame (2012), que o mineiro de Campina Verde radicado em Brasília (DF) chama de “filhos muito queridos” é apenas uma amostra da valiosa discografia de Corrêa, respeitado no meio da cultura popular e erudita como instrumentista, arranjador, compositor, pesquisador e professor. Apenas a produção autoral dele conta, ainda, com mais sete títulos e, além destes doze que incluem os cinco disponíveis na internet, ele assina mais uma dúzia, todos dedicados à pesquisas (Chapada dos Veadeiros, 2008; Cantos de Festa e Fé, 2002, por exemplo) e toca e canta como parceiro em outros onze (Violas de Bronze, com Siba, que saiu em 2009; e Esbrangente, com Paulo Freire e Badia Medeiros, de 2003, estão nesta lista). As participações em coletâneas e obras de outros artistas somam 22 (Mestres do Rasqueado, com a Orquestra do Estado do Mato Grosso, sob direção artística de Leandro Carvalho, no qual atua como solista de viola caipira e viola de cocho, 2010; e Meu Céu, de Zé Mulato & Cassiano, 1997)

 

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967 – Conheça o Ali na Esquina Sautner Rock, quinteto paulista com repertório próprio que mescla raízes brasileiras com rock sul norte-americano

O Ali Na Esquina Sautner Rock, grupo musical que mistura elementos, ritmos brasileiros e regionais ao rock tocado no Sul dos Estados Unidos, será atração da quarta-feira, 5 de julho, da Folk Rock Night que a casa paulistana Jazz nos Fundos  promoverá. A partir das 22h30, o público que frequenta o local poderá curtir criações autorais baseadas nesta inventiva interação que une a organicidade do rock de raiz caipira aos seus congêneres mais influentes como country, blues e jazz ao pagode de viola, cururu, vanerão, guarânia e até mesmo frevo e choro. André Batiston (viola e violão), Eduardo Moura (bateria), Gabriel Adorno (guitarra), Guadalupe Ayslan (teclado, sanfona e composição) e Léo Malagrino (baixo e composição), formados por Universidades e Conservatórios do Estado de São Paulo, fundaram o Ali na Esquina Sautner Rock em 2009 e desde que caíram na estrada  já circularam por cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Campinas, Limeira, Sorocaba, Poços de Caldas, Bauru, Botucatu, entre outras. O primeiro disco, de 2014, saiu com apoio da Secretaria de Cultura de Campinas reunindo composições em que dialogam viola caipira com guitarras, sanfona com órgão Hammond, baixo e bateria, entre outros com os quais buscam afirmar uma nova estética instrumental. 

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947 – Lulinha Alencar e Mestrinho tocam e lançam álbum para Dominguinhos em Sampa

A unidade Pompeia do Sesc da cidade de São Paulo receberá no sábado, 6 de maio, Lulinha Alencar e Mestrinho para lançamento do álbum que ambos gravaram em homenagem a Dominguinhos. ToCantE  reúne em dez faixas criações tanto do cantor e compositor pernambucano que morreu em 2013, como dos próprios Alencar e Mestrinho nas quais estes reverenciam outros mestres que os influenciaram: Chiquinho do Acordeon, Jackson do Pandeiro e Pixinguinha. Richard Galliano, renomado sanfoneiro francês, também subirá ao palco como convidado especial da apresentação, prevista para começar às 21 horas.

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808 – Chico César (PB) promove em Sampa duas apresentações de “Estado de Poesia”, disco que une ritmos brasileiros à sonoridades universais

O cantor e compositor Chico César (Catolé da Rocha/PB) apresentará na unidade Bom Retiro do Sesc da cidade de São Paulo nos dias 13 e 14 de fevereiro as músicas de Estado de Poesia, lançado em junho de 2015 e com o qual encerrou hiato de oito anos longe do estúdio. Neste período, Chico César atuou como gestor cultural e também, entre 2010 e 2014, como secretário estadual de Cultura da Paraíba, berço natal que em seu retorno à estrada resolveu homenagear dedicando ao estado que também concebeu Socorro Lira, Zé Ramalho e Ariano Suassuna o novo álbum cujas faixas unem a riqueza dos ritmos brasileiros à sonoridade universal mesclando samba, forró, frevo, toada e reggae. A turnê já passou por João Pessoa (PB), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE) e também no Uruguai.

Estado de Poesia, contemplado pelo projeto Natura Musical tem produção do próprio artista, em parceria com Michi Ruzitscha, e envolve ainda os músicos Xisto Medeiros (baixo), Helinho Medeiros (piano, teclados e sanfona) e Gledson Meira (bateria), sem contar as participações especiais de conterrâneos tais quais Escurinho, Luizinho Calixto e Seu Pereira. “Ter passado os últimos seis anos de minha vida como gestor público de cultura na Paraíba, lugar onde nasci e vivi os meus primeiros 20 anos, aguçou minha percepção das contradições tão presentes entre a pujança criativa e a relativa pobreza de meios de produção”, afirma Chico César. “Mas também aguçou os meus sentidos do afeto e da criação. Reencontrei-me aí com o meu lugar de nascença, inclusive com as minhas representações amorosas dele, as mesmas de sempre e outras transformadas.”

A carreira artística de Chico César, conforme ele ressalta em sua página virtual, tem repercussão internacional, apoiada e admirada por canções poéticas de alto poder de encanto linguístico. Ainda naquele portal, o cantor relembra um fato divisor de águas que ocorreu em 1991: já residente em São Paulo, recebeu convite para fazer uma turnê pela Alemanha, onde fez sucesso e amadureceu a decisão de abandonar as redações nas quais atuava como jornalista e é a profissão na qual se formou para dedicar-se aos palcos. Como um dos mentores da  banda Cuscuz Clã (que seria o nome de seu segundo álbum), passou, então, a se apresentar em uma badalada casa noturna paulistana.  Até que, em 1995 lançou Aos Vivos, álbum acústico que tem as participações de Lenine e Lany Gordin (guitarrista e compositor que nasceu em Xangai, na China, é filho de poloneses, mas que adotou o Brasil como pátria). Entre o primogênito  disco e Estado de Poesia, os admiradores e amigos ganharam Cuscuz Clã (1996), Beleza Mano (1997), Mama Mundi (2006), Respeitem Meus Cabelos, Brancos  (de 2002 e assim mesmo, com vírgula!), De uns tempos pra cá (2005) e Francisco Forró y Frevo (2008). Em dezembro de 2007, no Auditório do Ibirapuera, gravou o DVD Cantos e Encontros. A discografia ainda inclui dois trabalhos para o público infantil para os quais assinou as trilhas sonoras: Amidalas (2000) e Marias do Brasil – A nossa história transformada em fábulas (2003).

capas chico césar arte

O ingresso para conferir os espetáculos com Chico César no Sesc Bom Retiro custam entre R$ 9 e R$ 30,00, já estão esgotados pelo sistema de compra on-line e serão limitados a 4 por pessoa. Em ambas as datas começarão às 18 horas. O Sesc Bom Retiro fica na Alameda Nothmann, 185, nas imediações da estação Júlio Prestes da CPTM e para mais informações disponibiliza o telefone 11 3332-3600.

 

 

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