Barulho d'Água Música

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1001- Jair Marcatti recebe Cláudio Lacerda para terceira rodada do projeto Retratos do Brasil-Prosa e Música na BMA

Dedos de prosa, boa conversa e muita música. Essa é a receita  que o Projeto Retratos do Brasil – Prosa e Música  promoverá na Biblioteca Mário de Andrade (BMA/São Paulo) às terceiras quintas-feiras do mês, entre agosto a novembro, sempre começando às 19 horas, com entrada franca.  Idealizado pelo historiador Jair Marcatti, professor do curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o projeto pretende mostrar, em quatro encontros, o Brasil que a música de cada convidado reflete; um Brasil mais para dentro, mais regional, um país dos rincões, escondido, mas muito vivo. Marcatti convidará músicos que apresentam em comum o olhar aprofundado sobre o Brasil somado a trabalhos de pesquisas e de resgate das nossas mais entranhadas tradições.

O curador abordará em cada bate-papo aspectos do universo musical e as trajetórias dos participantes, nossas trajetórias, as continuidades e as rupturas daquilo que, sem nenhuma pretensão definidora, poderíamos chamar de identidades brasileiras, com a vantagem dos exemplos serem pontuados no calor da prosa, ao vivo, pelo som dos instrumentos.

As artes contam a história de um povo.  E a música brasileira cumpre esse papel ao registrar nosso imaginário em versos entoados com os deslocamentos, territoriais e simbólicos, ocorridos por aqui. Os caminhos da interiorização, o tropeirismo, as migrações, as bandeiras, as romarias, as procissões, as caminhadas, as buscas e travessias, enfim, as viagens reais, imaginadas e imaginárias. Paisagens em movimento que cortam e contam a história de um país, o Brasil, moldando nossa cultura em retratos pra lá de interessantes. Moldando a nossa cultura como a conhecemos. Rica e plural. 

Estes temas serão o mote do bate-papo programado para 19 de outubro, quando Marcatti receberá  Cláudio Lacerda (SP). O músico apresentará canções que expõem o Brasil das trilhas, estradas e toadas. 

Paulistano filho de mineiros, a discografia de Cláudio Lacerda começa com Alma Lavada (2003). Dois anos depois, venceu o I Prêmio Rozini Nacional de Excelência da Viola Caipira, promovido pelo IBVC (Instituto Brasileiro de Viola Caipira) como melhor intérprete — feito repetido nas outras duas edições, realizadas em 2010 e em 2013. Em 2007, gravou Alma Caipira, e, em 2010, o autoral Cantador. Em 2016, Trilha Boiadeira trouxe releituras de canções clássicas sobre a atividade de boiadeiro, em parceria e com participações de Adriano Rosa e vários ícones da música de raiz como Neymar Dias, Zé Paulo Medeiros, Teddy Vieira, Almir Sater, Renato Teixeira e Paulo Simões.

Atualmente Cláudio Lacerda está preparando mais dois projetos que deverá encantar amigos e admiradores quando chegarem ao público. Canções para Acordar o Sol  — que reunirá em seu quinto álbum músicas de autores consagrados como Tom Jobim, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gonzaguinha, Ivan Lins, Vinícius de Moraes e Edu Lobo, com a participação já confirmada de Mônica Salmaso — é o mais adiantado e está em fase de gravação de vozes.

A outra novidade, de grande envergadura e beleza, Lacerda batizou de ConSertão, deverá estrear durante o primeiro semestre de 2018. Como a proposta de captação de recursos necessária que Lacerda elaborou para o projeto chegar aos palcos obteve sucesso, ConSertão será acompanhado em seus cinco espetáculos inicialmente já acertados pela Orquestra Sinfônica de Piracicaba, sob regência do maestro Jamil Maluf, arranjos inéditos e solo de viola caipira de Neymar Dias, mais o auxílio luxuoso de Lula Barbosa e Miriam Mirah nos vocais abrilhantando repertório todo dedicado à música caipira com o fito de valorizar tanto a identidade cultural paulista, como os mestres deste gênero que é um dos mais representativos do Brasil profundo.


Pacto 

Aquiles Reis, músico e vocalista do MPB 4, publicou no jornal Diário do Comércio (SP), em matéria intitulada A sabedoria da simplicidade, que para melhor apreciar o cantar e o tocar do paulistano Cláudio Lacerda deve-se deixar o tempo de lado. “Ao menos por alguns minutos, deve-se evitar que o relógio determine o passar das horas. Deve-se fazer do presente um aliado e com ele combinar um pacto: eu desacelero e você permite”. Lacerda, prossegue Reis, “revela um modo de ser musical desconhecido, ou pouco familiar, dos urbanos. Para imaginar o universo interiorano descrito pela cantoria e pela letra de Cláudio Lacerda, revisitado em belas e ternas toadas tocadas, deve-se ao menos buscar saber do cheiro do mato, do gosto do café recém-coado, do brilho vivaz da Via Láctea e do luar que faz sombra no chão da terra orvalhada”.

Em outro trecho, Aquiles Reis observa: “para falar de coisas claras, Cláudio tem no matulão a voz e o saber da simplicidade. Seus versos privilegiam a estrada e o caminhar”. E estes versos simples, cheios de força, são plenamente identificáveis e reconhecíveis “por quem já sentiu o ar que se respira numa trilha de chão batido ou por quem já viu o mapa do próprio destino traçado na poeira que levantava atrás de si”. Ao finalizar, Reis destaca: “Cantador de toadas, Cláudio Lacerda engrandece a voz ao dizer o que lhe toca a alma. Com voz suave, afinada, sem afetações, o cantor colore o seu mundo usando tintas vivas, banhadas em sol e em lua, em poeira e em estradas”.

 Serviço:

Retratos do Brasil – Prosa e Música
O Brasil das trilhas, estradas e toadas, com Cláudio Lacerda
Curadoria e apresentação: Jair Marcatti
19 de outubro, 19 horas
Entrada Franca
Biblioteca Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94, São Paulo, entre as estações República e Anhangabaú do Metrô
Telefone: (11) 3775-0002 www.bma.sp.gov.br

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1000 – Neymar Dias transcreve para a viola obra que passeia pela mente de Deus e lança álbum novo no MCB (SP)

Neymar Dias, um dos mais conceituados violonistas brasileiros da atualidade, será atração do concerto gratuito que o Museu da Casa Brasileira (MCB) oferecerá no domingo, 8 de outubro, a partir das 11 horas. Na ocasião, a plateia que sempre lota o auditório e o acolhedor jardim do terraço do prédio situado em São Paulo conhecerá o recém lançado álbum no qual o multi-instrumentista paulistano promove releituras da obra de Johann Sebastian Bach  para a viola brasileira, produzido em parceria com André Mehmari. Neymar Dias Feels Bach reúne 20 composições divididas em três movimentos, mais três peças avulsas, impecavelmente executadas pelo autodidata que desde criança encanta seu público e domina com maestria viola caipira, guitarra, violão, baixo elétrico, contrabaixo, guitarra havaiana e bandolim, habilidades que esmerou ao se formar em Composição e Regência pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM) e integrando orquestras respeitadas tais quais a Sinfônica da Universidade de São Paulo (Osusp) e a Experimental de Repertório.

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974 – Cole no Sesc Pompeia (SP) e conheça Rebento, novo álbum instrumental do violeiro Ricardo Vignini!

Um dos violeiros mais atuantes do país, Ricardo Vignini, é o convidado do projeto Plataforma para a apresentação da quinta-feira, 20, no palco do teatro da unidade Pompeia do Sesc de Sampa. A partir das 21 horas, o cantor e compositor lançará o mais novo álbum da carreira solo, Rebento, que reúne 13 músicas instrumentais, das quais 10 de autoria própria. Para o show de lançamento, o violeiro chamará para a roda André Rass (percussão), Ricardo Carneiro (violão e guitarra), Sergio Duarte (gaita), Ari Borger (piano) e Bruno Serroni (violoncelo).

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959 – Expoentes paulistas da viola caipira se encontram no Casarão Cultural de Barão Geraldo (SP)

O Centro Cultural Casarão de Barão Geraldo reservou quatro datas do comecinho do mês de junho para promover o I Casarão das Violas, apresentações que levarão ao local expoentes paulistas de variadas vertentes do instrumento de dez cordas. A primeira atração também será mais uma rodada do premiado projeto Dandô Circuito de Música Dércio Marques, que neste ano atravessa a quinta temporada. Em 8 de junho, o anfitrião João Arruda receberá Rodrigo Zanc, cantador de Araraquara residente na vizinha São Carlos. No dia seguinte, 9, o contador de causos radicado em Campinas Paulo Freire levará ao público o show O Violeiro descoberto. Para o sábado, 10, está escalado o grupo sul-mineiro Vento Viola que, na bagagem, trará para lançamento o segundo álbum da trajetória, Em Nome do Vento. Nestes três dias, as apresentações começarão às 20 horas. Já no domingo, 11, o grupo Catira de São Gonçalo abrirá os trabalhos às 18 horas. Uma hora depois, Levi Ramiro e Jackson Ricarte, de Pirajuí e São José dos Campos, vão se revezar ao microfone para encerramento do projeto.

O Centro Cultural Casarão está localizado na rua Maria Ribeiro Sampaio Reginato, sem número, na altura do KM 15 da Estrada da Rhodia (sentido Paulínia). Não há cobrança de entrada e a colaboração para o “chapéu” que ajuda a manter as atividades do Casarão, passado sempre ao final dos espetáculos, é espontânea.

Sobre as atrações

Rodrigo Zanc além de tocar gosta de pesquisar a viola brasileira e suas influências, há mais de 20 anos vem lutando incansavelmente e sem concessões pela manutenção e propagação da cultura ligada ao instrumento. Em nome desta bandeira, já participou de vários festivais, dentre eles o Viola de Todos os Cantos, da EPTV – Rede Globo, e chegou às finais de 2005 e de 2007. Em 2006, lançou Pendenga, o primeiro CD. Em 2010, foi à Europa divulgar seu trabalho. Em 2013, produziu Fruto da Lida, selecionado para o 26º Prêmio da Música Brasileira. Pelo segundo ano no Dandô, Rodrigo Zanc também está à frente do projeto Viola para Dominguinhos (que retomará no segundo semestre) e integra o projeto 4 Cantos,  que ele e Cláudio Lacerda (Botucatu/SP) mantém desde 2011 juntamente com Luiz Salgado (Patos de Minas/Araguari-MG) e Wilson Teixeira (Avaré/SP).

O cantor, compositor e multi-instrumentista João Arruda, natural de Campinas (SP), possui destacado talento para tocar violas e instrumentos de percussão. Declara-se trovador apaixonado pela cultura e tradições populares e vem ganhando elogios como artista comprometido com a valorização e a criação de temas e canções da cultura popular brasileira e da América Latina. Além de músico, é produtor fonográfico. Sua obra pode ser encontrada em mais de 15 álbuns nos quais aparece como artista, convidado ou produtor. É constantemente requisitados para festivais, programas de rádio e emissoras de televisão e assina diversas trilhas sonoras para espetáculos, documentários e filmes. A trajetória musical inclui turnês por Brasil e exterior; com o grupo de Pífanos Flautins Matuá integrou o projeto Samarro’s Brazil realizando concertos na França e na Itália; já percorreu Argentina, Bélgica, Inglaterra e o País Basco com seu concerto Entre Violas e Couros. É idealizador e curador do projeto musical Arreuní, que promove encontros com diversos artistas brasileiros e convidados estrangeiros. Em 2007 lançou Celebrasonhos. Seu mais recente disco solo é Venta Moinho (2013), mas já está preparando o terceiro “filho”, Entre Violas e Couros, apenas com canções autorais gravadas ao vivo.

Paulo Freire é de São Paulo, mas fixou-se em Campinas. A surpreendente e inesgotável capacidade de contar causos, bem como o modo peculiar de tocar viola (este blogue já testemunhou ocasiões em que, inclusive, colocou-a com o tampo inferior voltado para o público, tocando as cordas, portanto, com os dedos invertidos, ou de costas) são resultantes de sua incursão ao sertão de Urucuia, região situada no noroeste de Minas Gerais, onde teve contato com valores da tradição rural e bebeu nas fontes onde Guimarães Rosa ambientou o consagrado romance Grande Sertão: Veredas. Além de músico com viagens a vários centros da Europa carimbadas no passaporte, é escritor e entre outros já dividiu trabalhos com Arnaldo Antunes, Mônica Salmaso, Luiz Tatit, Isa Taube, Cida Moreira e Ivan Vilela.

O  grupo sul-mineiro de Itajubá Vento Viola, reúne Clayton Roma César DameireLúcio Lorena e Aidê Fernandes. Em nome do Vento chegou em dezembro de 2016 e sucede Viola de Todos os Cantos (2000), que conta com a participação do violeiro Levi Ramiro e é considerado entre os amantes da música regional e caipira uma verdadeira relíquia por não dispor mais de cópias. Em Nome do Vento reúne 13 faixas e conta com as participações em três delas de Ronaldo Chaplin (Cheiro de Minas), João Lúcio (Amo Minas) e Adriano Rosa (Pinho e Violeiro).”

Nascido do encontro de violeiros, catireiros e foliões de reis durante encontro casual no Centro de Cultura Caipira e Arte Popular de Campinas, o grupo Catira de São Gonçalo completou o primeiro aniversário em 21 de maio.

Levi Ramiro brotou em Uru, situada na mesorregião de Bauru, e atualmente reside e em Pirajuí. Neste recanto, quando não está percorrendo a estrada ou pescando (hábito que por anos manteve em companhia do inseparável cão Pitoco, que recentemente partiu antes do combinado) também desempenha o ofício de luthier. Violeiros como Fabrício Conde (Juiz de Fora/MG) e João Arruda (Campinas/SP) tocam instrumentos feitos por Levi Ramiro, mas ele começou a carreira, inicialmente, dedicando-se ao violão popular. Somente na década dos anos 1990 quedou-se pela viola caipira. Passou, então, a absorver e a trazer em suas dez cordas todo o universo cultural que forma suas raízes. Com base em valores da cultura caipira e misturando elementos que formam a música brasileira, Levi Ramiro compõe poeticamente a simplicidade da vida interiorana e já gravou nove álbuns, o mais recente intitulado Purunga.

Jackson Ricarte ainda tinha 7 anos quando junto com a família deixou a cidade de Senador Pompeu (CE) para fixar moradia em São Paulo. Antes de fazer as malas, já ouvia Luiz Gonzaga e o xará Jackson do Pandeiro, ídolos cuja paixão passou a dividir com  Tião Carreiro e Almir Sater, dentre tantos outros compositores e cantores, vivendo na nova cidade. O pai percebeu a inclinação do garoto e quando o filho completou 11 anos o presenteou com um violão. Começava, então, o ciclo artístico que em poucas semanas o levaria a tocar o clássico Boiadeiro Errante (Teddy Vieira) sua música do panteão caipira predileta. Aos 12 anos, animava bares, praças e gradativamente ganhava o público com seu carisma e talento. Desde muito cedo, portanto, Ricarte assumiu que seria baluarte da música regionalista brasileira e, aos 18, passou a se dedicar ao estudo da viola caipira, simultaneamente abraçando a carreira profissional de músico. Apaixonado pelo instrumento de dez cordas, aprimorou a técnica na Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim, com os professores Rui Torneze e João Paulo Amaral. Neste período, Jackson Ricarte participou como solista da Orquestra Paulistana de Viola Caipira e residiu por um tempo na sede da Orquestra, o Instituto São Gonçalo, onde teve contato com rico acervo musical e dedicou-se a pesquisas que o levaram a conhecer entre novas influências Dércio Marques, Rubinho do Vale, João Bá, Katya Teixeira, Dani Lasalvia, Fernando Guimarães, Paulinho Pedra Azul, Cicero Gonçalves, Amauri Falabella, Chico Lobo, Pereira da Viola, Levi Ramiro, Socorro Lira, Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo dentre tantos outros menestréis da música regional. Neste ano lançou o primeiro álbum, Estrada Afora

Sobre o Circuito Dandô

Ao idealizar o Dandô Circuito de Música Dércio Marquesa cantora, compositora e pesquisadora paulistana de cultura popular Katya Teixeira pretendia fomentar a circulação de música de qualidade inquestionável por todo o Brasil, reunindo artistas de várias regiões, e, assim, além de criar intercâmbios, gerar novas plateias. Quem já se apresentou possui trabalhos reconhecidos e merece melhor projeção no panorama nacional, o que proporcionaria às pessoas acesso a outras linguagens e propostas produzidas fora da “grande mídia”.  Um artista sai de cada cidade e passa por todos os pontos do circuito, girando a roda de forma contínua. Cada edição conta sempre com uma atração do local recebendo e abrindo o espetáculo para o convidado, em shows de aproximadamente noventa minutos. Ao final, um bate-papo entre artistas e plateia fecha a apresentação.

O público de várias cidades de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, de Goiás, de Pernambuco e do Distrito Federal já prestigiou shows da caravana, que neste ano chegará a Portugal, Argentina, Chile e Uruguai.

O objetivo de Katya Teixeira é, ainda, tornar popular o nome de Dércio Marques e seu inestimável legado não apenas para a música, mas para toda a cultura brasileira. Mineiro de Uberaba, Dércio Marques morreu em julho de 2012, em Salvador (BA), deixando como maior legado uma grande escola que transcende a composição musical e poética e propõe, ainda, uma postura mais íntegra e solidária de viver, voltada tanto para a preservação da natureza, quanto para o aprimoramento espiritual de cada indivíduo, sem deixar de lado o engajamento político e social. 

O Dandô recebeu em dezembro de 2014 o Prêmio Brasil Criativo na categoria Artes de Espetáculo/Música, no Auditório Ibirapuera (SP). Promovido pelo Ministério da Cultura, pelo Projeto Hub e pela 3M, o Brasil Criativo contemplou 22 projetos  perante um público de mais de 800 pessoas. 


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927 – Violeiro Levi Ramiro lança “Purunga”, novo álbum solo e nono da carreira

1-Vasilha feita com a casca de plantas cucurbitáceas.(cabaças)
2-Planta da família das Cucurbitáceas(Lagenaria Vulgaris).Porongo

Barulho d’água Música vem sendo embalado por novidades fonográficas recentemente lançadas, aprovadas com louvor e com mais dez pontos de bonificação nos testes de excelência da redação: nunca antes na história deste veículo ouvimos tanta música de qualidade, material de incontestável contribuição para nosso cada vez mais precioso acervo e que tem deixado o quarteto Pablito Neruda, Leopoldo Rogério, Maria Júlia e Abigail Cristina visivelmente felizes! A mais recente aquisição, enviada de Pongaí (SP),  chegou com o remetente Levi Ramiro, uma saudação particularíssima nos desejando saúde e paz e um “som purunguístico”. Purunga, álbum despachado no interior do envelope, é o nono da carreira do violeiro, compositor e artesão, um dos mais respeitados nas rodas da música caipira e regional. Mais do que gravar 17 inéditas músicas (entre as quais quatro instrumentais), Levi Ramiro procurou revelar aos amigos e fãs etapas da confecção de uma nova viola [neste caso feita de cabaça], ilustrando o encarte com fotos de Adriano Rosa nas quais aparece em sua oficina particular manuseando ferramentas e dando vida ao instrumento.

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905 – Setembro é mês de encontro de violas e sanfonas no Sesc Araraquara (SP)

O Sesc de Araraquara (SP) promoverá ao longo das sextas-feiras de setembro o projeto Sotaques de Violas e Sanfonas, que propõe cinco encontros destes instrumentos europeus que há muito possuem cidadania brasileira adquirida em nossas festas e folguedos populares. Os concertos apresentarão diferentes estilos regionais, protagonizados pelo acordeon e pela viola caipira, objetivando aprofundar o conhecimento dos ouvintes quanto às origens e encontros de ambos os protagonistas.

Programação:

02/09 – Fernando Deghi e Gabriel Levy  – Violas e sanfonas pelo mundo
09/09 – Toninho Ferragutti e Neymar DiasFesta na roça
16/09 – Rodrigo Zanc Violas para Dominguinhos
23/09 – Valdir Verona e Rafael De BoniDuo viola e acordeom – Pelos caminhos do sul
30/09 – Cláudio LacerdaTrilha Boiadeira
 


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895 – Estreia em Porto Alegre (RS) “Violas ao Sul”, projeto para difusão da música gaúcha e clássicos do cancioneiro nacional

A Fundação Ecarta reservou o palco onde está acostumada a receber em Porto Alegre (RS) grandes talentos da resistência cultural gaúcha para o primeiro concerto, transcorrido na noite do sábado, 25, do grupo Violas ao Sul, reunião de quatro violeiros, quatro vertentes, quatro mentes e quatro corações que se dedicam à guerrilha artística por meio da música. Valdir Verona, Mário Tressoldi, Angelo Primon e Oly Júnior têm a viola de 10 cordas permeando seus trabalhos ao longo dos anos e agora, juntos, irão se dedicar à apresentação de canções autorais, clássicos do cancioneiro gaúcho e brasileiro, bem como da música contemporânea. No programa de estreia constaram Milonga Blues e Desculpe Meu Filho (Oly Júnior), Das Bandas do Poente e Chamamé Blues (Valdir Verona), 10 de Fole (Angelo Primon), Violas do Sul do Brasil (Chico Saga/Mário Tressoldi), Na Volta que o Mundo Dá (Vicente Barreto/Paulo Cesar Pinheiro), Lamento (Fernando Reis Júnior), Maré Baixa (Ivo Ladislau/Mauro Moraes), Portas dos Sonhos (Mário Barbará/Sérgio Napp), Cantiga de Eira (Barbosa Lessa) e Os Homens de Preto (Paulo Ruschel).

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