Barulho d'Água Música

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1015 – Contribua para a volta do “Oscar da Viola Caipira”, prêmio nacional de incentivo à cadeia produtiva da viola

Ficará aberta somente até 27 de janeiro a campanha que por meio de uma das plataformas nacionais de crowdfunding visa a arrecadar contribuições para a realização de nova edição do Prêmio Nacional de Excelência da Viola, que os organizadores divulgam como sendo “O Oscar da Viola Brasileira”. A meta é atingir ao menos R$30 mil, montante que permitiria promover, ainda neste ano, a quarta edição do evento, nos moldes das anteriores, e acolher inscrições para mais de 20 categorias — das quais, cinco de cada, receberão certificados e troféus que serão entregues aos indicados n“A Noite de Gala da Viola”. Aos contribuintes estão previstas recompensas que variam de acordo com o valor cedido e que incluem, por exemplo, o direito de chancelar o evento com suas marcas, obtendo, assim, destaque em todas as divulgações diárias em mídias sociais como Facebook, Instagram, Twitter e mídia espontânea, além de outros benefícios a serem negociados.

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1012- Título de melhor rabequeiro do Brasil é pouco para reconhecer a contribuição de Zé Gomes (RS) à música do país

Desde a mudança da redação do Solar da Lageado, em Sampa, para o Parque Miraflores, em Itapevi, a maior parte dos álbuns do acervo de discos do Barulho d’água Música estava encaixotada pela falta de espaço. Com a chegada a São Roque, enfim, começamos a organizá-los e a fazer um inventário: colocamos todos no piso da sala e assim acabamos encontrando — mais do que uma tarefa burocrática —  perolas que nem mais nos lembrávamos que existiam no baú do tesouro. Resolvemos que poríamos alguns para tocar (antes de prosseguir fique publicamente registrado: o primeiro a ser tocado na nova residência foi Casa, por muitas e simbólicas razões além do nosso amor e admiração por Consuelo de Paula!), escolhendo, em ordem alfabética, pelo menos um de cada cantor, dupla ou grupo brasileiros. O mais lógico éramos seguir o sentido A-Z, mas invertemos a mão, pois no final da fila se destacavam dois instrumentais raros, de um autor dos mais criativos que a nossa música de qualidade independente já teve: o compositor, arranjador, luthier, maestro e pesquisador gaúcho José Bonifácio Kruel Gomes, internacionalmente conhecido por Zé Gomes.

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927 – Violeiro Levi Ramiro lança “Purunga”, novo álbum solo e nono da carreira

1-Vasilha feita com a casca de plantas cucurbitáceas.(cabaças)
2-Planta da família das Cucurbitáceas(Lagenaria Vulgaris).Porongo

Barulho d’água Música vem sendo embalado por novidades fonográficas recentemente lançadas, aprovadas com louvor e com mais dez pontos de bonificação nos testes de excelência da redação: nunca antes na história deste veículo ouvimos tanta música de qualidade, material de incontestável contribuição para nosso cada vez mais precioso acervo e que tem deixado o quarteto Pablito Neruda, Leopoldo Rogério, Maria Júlia e Abigail Cristina visivelmente felizes! A mais recente aquisição, enviada de Pongaí (SP),  chegou com o remetente Levi Ramiro, uma saudação particularíssima nos desejando saúde e paz e um “som purunguístico”. Purunga, álbum despachado no interior do envelope, é o nono da carreira do violeiro, compositor e artesão, um dos mais respeitados nas rodas da música caipira e regional. Mais do que gravar 17 inéditas músicas (entre as quais quatro instrumentais), Levi Ramiro procurou revelar aos amigos e fãs etapas da confecção de uma nova viola [neste caso feita de cabaça], ilustrando o encarte com fotos de Adriano Rosa nas quais aparece em sua oficina particular manuseando ferramentas e dando vida ao instrumento.

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Garrincha bate bola, Cora Coralina divide doces e Cartola puxa o refrão em novo álbum de Zeca Collares (MG)

zeca collares campinas arte 2 

O cantor e compositor Zeca Collares (Grão Mogol/MG) lançou no domingo, 21 de junho, o oitavo álbum da carreira, acompanhado pelos músicos Cléber Almeida (percussão), Zé Marcos (violão) e Luiz Anthony (contrabaixo) e como plateia para a primeira audição de Estação, biscoito de nata que chegara apenas dois dias antes, teve o público que frequenta a unidade Campinas do Sesc. Zeca Collares ocupou o palco da área de convivência como atração do projeto Folias de Junho. O disco tem dez faixas, das quais duas são instrumentais, e apresentam o universo das rezas, das folias e das vivências sertanejas que formam o ambiente onde, desde menino, ele está inserido, compostas em parceria com Valter Silva e que extrapolam a sonoridade da viola caipira com inovações nas propostas melódicas e harmônicas. “Sempre fui conhecido como um violeiro dedicado ao lado tradicional do instrumento, e já toquei, por exemplo, com Pena Branca e Xavantinho, mas neste novo trabalho vocês notarão: fiz questão de manter os pés nas raízes, com a cabeça colocada no mundo”, disse Zeca Collares que, atualmente, reside em Sorocaba (SP).

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Adelmo e André Arcoverde (PE) trazem em suas violas tanto o encantamento das feiras nordestinas, quanto a elegância dos conservatórios

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O burburinho e o cheiro das feiras populares; um romance proibido entre uma índia e um bandeirante que vinga e resulta em nova família, outro entre um padre e uma freira, este condenado à moda da inquisição; histórias de cangaceiros que guerreiam em defesa de sertanejos explorados ou que bem na horinha “h” negam fogo, deixam de cumprir a “encomenda”, e se convertem; mensagens celestiais transmitidas por querubins por meio das quais Deus reafirma seu amor pela humanidade. Estes e outros temas e personagens da cultura Nordestina inspiram Adelmo Arcoverde em suas magistrais composições e afinações para viola caipira — literatura de cordel da melhor qualidade que ele recita pela voz dos dez arames, ora com sabor ibérico e trovadoresco, ora com elegância camerística — encheram o auditório do Sesc Vila Mariana (SP) na noite de 19 de junho, quando Adelmo e o filho, André, encerraram o projeto Viola dos 5 Cantos. Quem não se rendeu ao frio que castigava Sampa na ocasião, e foi prestigiá-los, acabou voltando para casa com as palmas aquecidas de tanto batê-las!

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Zeca Collares lança Estação, álbum de rezas, folias e violas, no Sesc Campinas (SP)

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O compositor, cantor, e cineasta Zeca Collares, mineiro de Grão Mogol, estará em Campinas na manhã de domingo, 21, para animar mais uma rodada do projeto Folias de Junho/Viola&Café, programação que remete às memórias afetivas dos diversos festejos juninos com danças, música, crenças, aromas e sabores. Atualmente residente em Sorocaba (SP), Zeca Collares apresentará na Área de Convivência seu mais novo trabalho com composições inéditas assinadas por ele, em parceria com o compositor Valter Silva, somada ao cello e contrabaixo de Luiz Anthony, ao violão de Zé Marcos e a percussão de Cléber Almeida. O álbum, Estação, traz o universo regional das rezas, das folias e das violas, além de inovações nas propostas melódicas e harmônicas. 

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Marcos Azevedo, violonista de São Paulo, é o aniversariante do dia

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Quinze entre dez violeiros quando precisam de um top para acompanhá-los em uma apresentação marcada para qualquer parte do país não pensam nenhuma vez: já localizam o telefone ou pelo zap zap vão logo fazendo contato com ele, o músico perfeito para fazer base de violão. O músico ideal, de acordo com eles, existe, chama-se Marcos Azevedo e hoje, 2o de junho, está recebendo e atendendo aos inúmeros chamados por razão ainda mais nobre já que está comemorando aniversário. O Barulho d’água Música reforça a corrente de congratulações e em coro com todos eles também envia seu abraço ao Marcão, em nome dos muito amigos e seguidores!

Marcos Azevedo toca baixo com a mesma desenvoltura que demonstra ao violão e durante o recente projeto Viola dos 5 Cantos, com curadoria de Zeca Collares e acolhido pelo Sesc de Vila Mariana (SP), fez grande participação no show do violeiro de cocho Daniel de Paula, atração da noite de sexta-feira, 12 de junho, completando o trio de ases que tinha, ainda, Di Brandão. Dois dias antes, ao lado de André Rass (percussão) abrilhantou a mostra do Sudeste à esquerda de Júlio Santin. Levi Ramiro dificilmente divide sozinho os aplausos que recebe pois quase sempre Marcão Azevedo está junto ao mestre, como ocorreu na quinta-feira, 18, no Sesc Santo André. 

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Marcos Azevedo tocou com Daniel de Paula (MT) no projeto Viola dos 5 Cantos, no Sesc Vila Mariana, e, na antevéspera com Júlio Santin (SP) (Foto: Marcelino Lima)

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