1469 -Blubell (SP) lança livro de crônicas, acompanhado por álbum homônimo, em livraria paulistana

#MPB #Jazz #Pop #Literatura #CulturaPopular

*Com Carola Gonzalez

Música Solar Para Tempos Sombrios marca a estreia editorial da cantora, compositora e escritora e entre as nove faixas do disco conta com participações de Zélia Duncan. Suzana Salles e Ná Ozzetti

“Amo o fato de que uma mulher seja isso: compositora. Que crie mundos, narre as suas histórias nesse trabalho de lapidação, como uma escultora. E de quebra, ainda apareça com humor, como uma crooner sarrista aqui e ali pra rir de si mesma, da sua fragilidade e da bizarrice do mundo. Com leveza e encantamento.” 

Roberta Estrela D’Alva, cantora, atriz, apresentadora e autora da orelha do livro

Conhecida por escrever letras consideradas crônicas do próprio cotidiano, a cantora e compositora Blubell lançará nesta sexta-feira, 12 de novembro, o primeiro livro, acompanhado de um álbum, ambos com o título Música Solar Para Tempos Sombrios. O lançamento duplo, que ela chama de “lisco”, chega como publicação da Editora Lyra das Artes e pelo selo ybmusic em noite de autógrafos a partir das 18 horas em uma conceituada livraria da Vila Madalena, bairro da Capital de São Paulo. Música Solar… sai do prelo com ilustrações de Juliana Russo, projeto gráfico e visual de Daniel Banir em formato que a autora e os colaboradores pensaram para surpreender amigos e fãs. Para cada canção há uma crônica correspondente e para cada texto uma ilustração, formando um conjunto multilinguagem que revela a cara de Blubell.

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726 – Domingo do MCB (SP) terá Carlinhos Antunes em dose dupla, com Coisa Fina e Sexteto Mundano, ambas na faixa!

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O Museu da Casa Brasileira (MCB) programou para este domingo, 15, duas apresentações que contarão com a participação do cantor e compositor Carlinhos Antunes, ambas com entradas francas. A partir das 11 horas, Carlinhos Antunes estará no palco com os músicos do Projeto Coisa Fina, criado há 9 anos, para mostrar à plateia temas de Jacob do Bandolim, Moacir Santos, Laércio de Freitas, Theo de Barros, Guinga e Mozart Terra, além de compositores da nova geração como o saxofonista Henrique Band, que estão em álbum gravado recentemente pelo selo Sesc. O disco, cujo repertório está informado abaixo será lançado na ocasião. 

Mais tarde, às 16 horas, Carlinhos Ferreira e os amigos do Sexteto Mundano protagonizarão sessão retrospectiva de músicas dos três mais recentes álbuns dele, entremeadas por composições que fazem parte de Violeta Terna y Eternaálbum de 10 faixas com o qual prestam tributo à chilena Violeta Parra, com a especial participação da neta da homenageada, Tita Parra. 

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648 – Tenha em seu acervo álbum do Sexteto Mundano e de Sarah Abreu em homenagem a Violeta Parra!

Os amigos e fãs do Sexteto Mundano, Sarah Abreu Carlinhos Antunes estão recebendo Violeta Terna y Eterna, álbum de 10 faixas com o qual prestam tributo a Violeta Parra, com a especial participação da neta da homenageada, Tita Parra .  Violeta Parra é uma das mais marcantes artistas do século XX e gravou seu nome como eterno não apenas seu país natal, mas em todo o mundo como um ícone na cultura popular que, além de música compositora e instrumentista responsável por pesquisar e resgatar inúmeras canções e estilos folclóricos latino-americanas, expressava-se profundamente também como ceramista e tecelã. Autora de Gracias a la vida, morreu precocemente aos 49 anos, em 1967, seis anos antes da feroz ditadura militar de Augusto Pinochet se instalar no Chile, em 11 de setembro de 1973.

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Violeta Parra é homenageada em concorrido concerto no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo

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Sarah Abreu, Tita Parra, Carlinhos Antunes, Rui Barrosi e Beto Angerosa, alguns dos integrantes do concerto “Violeta Terna e Eterna”, no MCB (Foto: Elisa Espíndola)

O Museu da Casa Brasileira (MCB), sede de espetáculos e de exposições situada no bairro paulistano de Pinheiros, quase ficou pequeno para acomodar a plateia que na manhã de domingo, 17, acompanhou o concerto “Violeta Terna e Eterna”. Pessoas de todas as idades ocuparam as cadeiras disponíveis, sentaram-se no chão, postaram-se junto às muretas laterais ao salão, nos bancos e assentos do gramado do belo parque onde famílias inteiras também curtiam a gostosa manhã de sol. A visão do palco desta área nem era tão boa, já que, dependendo do ângulo e da posição, quem estava do lado de fora via a sua frente apenas um paredão humano.

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Sarah Abreu e Tita Parra cantam “Volvier a los 17”, um dos clássicos mais conhecidos de Violeta Parra (Foto: Marcelino Lima)

Para ouvir, entretanto, bastam os ouvidos. E assim, mesmo sem enxergar quem cantava e tocava lá dentro, como o público interno também fazia, muitos acompanhavam do começo ao fim as canções que Sarah Abreu, Carlinhos Antunes e Tita Parra, acompanhados pelos integrantes do Sexteto Mundano, apresentaram em homenagem à cantora, artista plástica e folclorista chilena Violeta Parra, com um passeio também por raridades de outros autores latino-americanos entre as quais  “Sonora Garoa”, do paulistano Passoca.

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Tita Parra cantou também músicas do seu disco “El Camino Del Médio”, entre os quais “Tierra”, e a inédita da avó “El Palomo” (Foto: Marcelino Lima)

Violeta morreu precocemente aos 49 anos, em 1967, e, portanto, não enfrentou a feroz ditadura de Augusto Pinochet que se instalou no país sul-americano em 11 de setembro de 1973. Se estivesse viva quando Salvador Allende foi derrubado, seria com certeza uma das mais árduas combatentes do violento regime imposto a ferro e a fogo pelo general, seus homens e seus órgãos repressores que contavam com apoio e organização do governo estadunidense. O ideal da integração latino-americana e a luta contra o imperialismo sempre estiveram presentes em toda a obra de Violeta Parra. Ela vivia pelos seus valores e crenças, e, por meio de suas canções, mostrava as coincidências dos processos históricos dos países da América Latina e, por conseguinte, as semelhanças dos seus processos de lutas populares, sempre estimulando o enfrentamento à dominação externa, louvando a vida e o trabalho, enaltecendo a luta dos camponeses pobres, povos indígenas e estudantes.

 

Entre tantos títulos que caberiam a Violeta Parra, o de mãe da canção comprometida e aliada dos oprimidos e explorados é um dos mais acertados. Suas músicas e pinturas formaram a base para o desenvolvimento do movimento estético-musical-político chamado de La Nueva Canción Chilena, do qual fizeram parte também , Rolando Alarcón, e Patricio Manns, além dos grupos Inti-Ilimani e Quilapayún. Os versos de Violeta Parra legaram composições magistrais em força, beleza e engajamento,como “Volver a los 17”,que mereceu antológica gravação de Milton Nascimento e Mercedes Sosa.  Em “La Carta”, que retrata arbitrária prisão de seu irmão Roberto, cantada em momentos de comoção revolucionária, nas barricadas e nas ocupações, Violeta denunciava que “Os famintos pedem pão; chumbo lhes dá a polícia”. 

 

As canções, contudo, não apenas são libelos contra toda a forma de injustiça social. O lirismo presente em “Gracias a la vida” (gravada por Elis Regina) embalou como um hino que transcedeu o continente o ânimo de gerações de revolucionários em momentos em que a vida era questionada nos seus limites mais básicos, assim como a letra comovedora de “Rin de Angelito”, por meio do qual a chilena descreveu a morte de um bebê pobre: “No seu bercinho de terra um sino vai te embalar, enquanto a chuva te limpará a carinha na manhã”.

 

Na apresentação do MCB, os músicos interpretaram “Volver a los 17”, “La Carta” e, ao final, “Gracias a la vida” entre outras joias de Violeta Parra. A neta Tita Parra apresentou aos ouvintes duas músicas que a avó cantava, ¿Adónde vas, jilguerillo?Violeta a aprendeu com a mãe, Clarisa Sandoval, e foi recolhida mais tarde por Alarcón, alusiva a um pequeno pássaro –, e “El Palomo”, cujos registros estavam em poder da gravadora multinacional que por 50 anos deteve os direitos sobre a obra de Violeta e não constam na discografia da avó. Tita cantou de sua autoria “La Tierra”, presente no álbum “El camino del medio”. O repertório, aberto com a instrumental “Ayacucho”, que Carlinhos Antunes recolheu no Peru, incluía ainda “Maria Rosa”, cantada na língua indígena parenpechua, do México, “Casamiento de Negros”, “Miguel y La estrela”, “Guillatún” e “Oracion del Remanso”, entre outras.

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Violeta Parra compôs canções que transmitiam a alegria dos povos chileno e latino americano pela vida e em seus versos também pregava a resistência a todas as formas de dominação

Sarah Abreu, Carlinhos Antunes e o Sexteto Mundano voltarão a se juntar no sábado, 23, para nova apresentação na Casa de Francisca, desta vez com o projeto “Violeta e Caymmi- Entre o Céu e o Mar”, a partir das 22h30. Já entre 6 e 7 de setembro eles e o grupo entrarão em estúdio para gravar o álbum do concerto “Violeta Terna e Eterna”, para o qual obtiveram apoio de amigos e admiradores, por meio de contribuições recolhidas pela plataforma de financiamento coletivo (crowfunding). De acordo com Carlinhos Ferreira, o disco estará pronto e será enviado aos colaboradores no máximo em dois meses. Para saber mais informações a respeito há o endereço virtual https://www.facebook.com/violetaternaeterna?fref=ts e sarah.abreu@gmail.com.

Cantores e músicos do concerto “Violeta Terna e Eterna”

Sarah Abreu/ Beto Angerosa, percussão/Carlinhos Antunes, cordas/Maria Beraldo Bastos, clarinete/Danilo Penteado, piano e acordeon/Rui Barrosi, contrabaixo