Barulho d'Água Música

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991 – Atração do Projeto Dandô Dércio Marques, Sol Bueno (MG) canta no IJC, com abertura de Mari Ananias

A cantora e compositora Sol Bueno protagonizará em São Paulo neste domingo, 13 de agosto, mais uma rodada do premiado Dandô Circuito de Música Dércio Marques, prevista para começar às 17 horas, no Instituto Juca de Cultura (IJC). Mari Ananias abrirá a apresentação durante a qual a mineira de Pitangui cantará músicas integrantes de Poeira Dançante, seu disco de estreia, lançado no final de maio em Belo Horizonte (MG) e no qual, de forma apurada, ela revela sutilezas e memórias do universo da cultura popular, vivências, sentimentos e um olhar acurado para a terra. À medida que ouve as 13 faixas, a plateia embarca em poético passeio ao Cerrado — passando pela bacia do rio São Francisco e por cenários mágicos do sertão Roseano — e conhece parte das sonoridades que ocorrem naquelas paisagens.  Egressa de família de músicos e cantadores, Sol Bueno resgata com voz suave e timbre marcante a força dos ancestrais, ilustrando a cada nova canção os múltiplos retratos interiores dos Brasis que Minas Gerais carrega.

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959 – Expoentes paulistas da viola caipira se encontram no Casarão Cultural de Barão Geraldo (SP)

O Centro Cultural Casarão de Barão Geraldo reservou quatro datas do comecinho do mês de junho para promover o I Casarão das Violas, apresentações que levarão ao local expoentes paulistas de variadas vertentes do instrumento de dez cordas. A primeira atração também será mais uma rodada do premiado projeto Dandô Circuito de Música Dércio Marques, que neste ano atravessa a quinta temporada. Em 8 de junho, o anfitrião João Arruda receberá Rodrigo Zanc, cantador de Araraquara residente na vizinha São Carlos. No dia seguinte, 9, o contador de causos radicado em Campinas Paulo Freire levará ao público o show O Violeiro descoberto. Para o sábado, 10, está escalado o grupo sul-mineiro Vento Viola que, na bagagem, trará para lançamento o segundo álbum da trajetória, Em Nome do Vento. Nestes três dias, as apresentações começarão às 20 horas. Já no domingo, 11, o grupo Catira de São Gonçalo abrirá os trabalhos às 18 horas. Uma hora depois, Levi Ramiro e Jackson Ricarte, de Pirajuí e São José dos Campos, vão se revezar ao microfone para encerramento do projeto.

O Centro Cultural Casarão está localizado na rua Maria Ribeiro Sampaio Reginato, sem número, na altura do KM 15 da Estrada da Rhodia (sentido Paulínia). Não há cobrança de entrada e a colaboração para o “chapéu” que ajuda a manter as atividades do Casarão, passado sempre ao final dos espetáculos, é espontânea.

Sobre as atrações

Rodrigo Zanc além de tocar gosta de pesquisar a viola brasileira e suas influências, há mais de 20 anos vem lutando incansavelmente e sem concessões pela manutenção e propagação da cultura ligada ao instrumento. Em nome desta bandeira, já participou de vários festivais, dentre eles o Viola de Todos os Cantos, da EPTV – Rede Globo, e chegou às finais de 2005 e de 2007. Em 2006, lançou Pendenga, o primeiro CD. Em 2010, foi à Europa divulgar seu trabalho. Em 2013, produziu Fruto da Lida, selecionado para o 26º Prêmio da Música Brasileira. Pelo segundo ano no Dandô, Rodrigo Zanc também está à frente do projeto Viola para Dominguinhos (que retomará no segundo semestre) e integra o projeto 4 Cantos,  que ele e Cláudio Lacerda (Botucatu/SP) mantém desde 2011 juntamente com Luiz Salgado (Patos de Minas/Araguari-MG) e Wilson Teixeira (Avaré/SP).

O cantor, compositor e multi-instrumentista João Arruda, natural de Campinas (SP), possui destacado talento para tocar violas e instrumentos de percussão. Declara-se trovador apaixonado pela cultura e tradições populares e vem ganhando elogios como artista comprometido com a valorização e a criação de temas e canções da cultura popular brasileira e da América Latina. Além de músico, é produtor fonográfico. Sua obra pode ser encontrada em mais de 15 álbuns nos quais aparece como artista, convidado ou produtor. É constantemente requisitados para festivais, programas de rádio e emissoras de televisão e assina diversas trilhas sonoras para espetáculos, documentários e filmes. A trajetória musical inclui turnês por Brasil e exterior; com o grupo de Pífanos Flautins Matuá integrou o projeto Samarro’s Brazil realizando concertos na França e na Itália; já percorreu Argentina, Bélgica, Inglaterra e o País Basco com seu concerto Entre Violas e Couros. É idealizador e curador do projeto musical Arreuní, que promove encontros com diversos artistas brasileiros e convidados estrangeiros. Em 2007 lançou Celebrasonhos. Seu mais recente disco solo é Venta Moinho (2013), mas já está preparando o terceiro “filho”, Entre Violas e Couros, apenas com canções autorais gravadas ao vivo.

Paulo Freire é de São Paulo, mas fixou-se em Campinas. A surpreendente e inesgotável capacidade de contar causos, bem como o modo peculiar de tocar viola (este blogue já testemunhou ocasiões em que, inclusive, colocou-a com o tampo inferior voltado para o público, tocando as cordas, portanto, com os dedos invertidos, ou de costas) são resultantes de sua incursão ao sertão de Urucuia, região situada no noroeste de Minas Gerais, onde teve contato com valores da tradição rural e bebeu nas fontes onde Guimarães Rosa ambientou o consagrado romance Grande Sertão: Veredas. Além de músico com viagens a vários centros da Europa carimbadas no passaporte, é escritor e entre outros já dividiu trabalhos com Arnaldo Antunes, Mônica Salmaso, Luiz Tatit, Isa Taube, Cida Moreira e Ivan Vilela.

O  grupo sul-mineiro de Itajubá Vento Viola, reúne Clayton Roma César DameireLúcio Lorena e Aidê Fernandes. Em nome do Vento chegou em dezembro de 2016 e sucede Viola de Todos os Cantos (2000), que conta com a participação do violeiro Levi Ramiro e é considerado entre os amantes da música regional e caipira uma verdadeira relíquia por não dispor mais de cópias. Em Nome do Vento reúne 13 faixas e conta com as participações em três delas de Ronaldo Chaplin (Cheiro de Minas), João Lúcio (Amo Minas) e Adriano Rosa (Pinho e Violeiro).”

Nascido do encontro de violeiros, catireiros e foliões de reis durante encontro casual no Centro de Cultura Caipira e Arte Popular de Campinas, o grupo Catira de São Gonçalo completou o primeiro aniversário em 21 de maio.

Levi Ramiro brotou em Uru, situada na mesorregião de Bauru, e atualmente reside e em Pirajuí. Neste recanto, quando não está percorrendo a estrada ou pescando (hábito que por anos manteve em companhia do inseparável cão Pitoco, que recentemente partiu antes do combinado) também desempenha o ofício de luthier. Violeiros como Fabrício Conde (Juiz de Fora/MG) e João Arruda (Campinas/SP) tocam instrumentos feitos por Levi Ramiro, mas ele começou a carreira, inicialmente, dedicando-se ao violão popular. Somente na década dos anos 1990 quedou-se pela viola caipira. Passou, então, a absorver e a trazer em suas dez cordas todo o universo cultural que forma suas raízes. Com base em valores da cultura caipira e misturando elementos que formam a música brasileira, Levi Ramiro compõe poeticamente a simplicidade da vida interiorana e já gravou nove álbuns, o mais recente intitulado Purunga.

Jackson Ricarte ainda tinha 7 anos quando junto com a família deixou a cidade de Senador Pompeu (CE) para fixar moradia em São Paulo. Antes de fazer as malas, já ouvia Luiz Gonzaga e o xará Jackson do Pandeiro, ídolos cuja paixão passou a dividir com  Tião Carreiro e Almir Sater, dentre tantos outros compositores e cantores, vivendo na nova cidade. O pai percebeu a inclinação do garoto e quando o filho completou 11 anos o presenteou com um violão. Começava, então, o ciclo artístico que em poucas semanas o levaria a tocar o clássico Boiadeiro Errante (Teddy Vieira) sua música do panteão caipira predileta. Aos 12 anos, animava bares, praças e gradativamente ganhava o público com seu carisma e talento. Desde muito cedo, portanto, Ricarte assumiu que seria baluarte da música regionalista brasileira e, aos 18, passou a se dedicar ao estudo da viola caipira, simultaneamente abraçando a carreira profissional de músico. Apaixonado pelo instrumento de dez cordas, aprimorou a técnica na Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim, com os professores Rui Torneze e João Paulo Amaral. Neste período, Jackson Ricarte participou como solista da Orquestra Paulistana de Viola Caipira e residiu por um tempo na sede da Orquestra, o Instituto São Gonçalo, onde teve contato com rico acervo musical e dedicou-se a pesquisas que o levaram a conhecer entre novas influências Dércio Marques, Rubinho do Vale, João Bá, Katya Teixeira, Dani Lasalvia, Fernando Guimarães, Paulinho Pedra Azul, Cicero Gonçalves, Amauri Falabella, Chico Lobo, Pereira da Viola, Levi Ramiro, Socorro Lira, Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo dentre tantos outros menestréis da música regional. Neste ano lançou o primeiro álbum, Estrada Afora

Sobre o Circuito Dandô

Ao idealizar o Dandô Circuito de Música Dércio Marquesa cantora, compositora e pesquisadora paulistana de cultura popular Katya Teixeira pretendia fomentar a circulação de música de qualidade inquestionável por todo o Brasil, reunindo artistas de várias regiões, e, assim, além de criar intercâmbios, gerar novas plateias. Quem já se apresentou possui trabalhos reconhecidos e merece melhor projeção no panorama nacional, o que proporcionaria às pessoas acesso a outras linguagens e propostas produzidas fora da “grande mídia”.  Um artista sai de cada cidade e passa por todos os pontos do circuito, girando a roda de forma contínua. Cada edição conta sempre com uma atração do local recebendo e abrindo o espetáculo para o convidado, em shows de aproximadamente noventa minutos. Ao final, um bate-papo entre artistas e plateia fecha a apresentação.

O público de várias cidades de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, de Goiás, de Pernambuco e do Distrito Federal já prestigiou shows da caravana, que neste ano chegará a Portugal, Argentina, Chile e Uruguai.

O objetivo de Katya Teixeira é, ainda, tornar popular o nome de Dércio Marques e seu inestimável legado não apenas para a música, mas para toda a cultura brasileira. Mineiro de Uberaba, Dércio Marques morreu em julho de 2012, em Salvador (BA), deixando como maior legado uma grande escola que transcende a composição musical e poética e propõe, ainda, uma postura mais íntegra e solidária de viver, voltada tanto para a preservação da natureza, quanto para o aprimoramento espiritual de cada indivíduo, sem deixar de lado o engajamento político e social. 

O Dandô recebeu em dezembro de 2014 o Prêmio Brasil Criativo na categoria Artes de Espetáculo/Música, no Auditório Ibirapuera (SP). Promovido pelo Ministério da Cultura, pelo Projeto Hub e pela 3M, o Brasil Criativo contemplou 22 projetos  perante um público de mais de 800 pessoas. 


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952 – Sesc São José dos Campos promove estreia do álbum Estrada Afora, de Jackson Ricarte

O violeiro, cantor e compositor Jackson Ricarte agradou em cheio amigos e quem curte boa música com Estrada Afora, álbum de estreia da carreira acolhido para distribuição pela Tratore e em crescente projeção com os sucessivos convites para shows de lançamento que o cearense de Senador Pompeu (há duas décadas em São Paulo) vem recebendo. Uma destas apresentações transcorrerá  a partir das 18 horas do sábado, 20 de maio, quando Jackson Ricarte visitará o Sesc de São José dos Campos, cidade da porção paulista do Vale do Paraíba, logo após passagem, na véspera, por Cajati. Na Área de Convivência, o público poderá curtir gratuitamente as 13 faixas de Estrada Afora — entre elas, a instrumental Cearando na Viola,  que assim como as demais transitam entre a cultura do sertanejo nordestino e a do caipira paulista, sem deixar de expressar influências sonoras contemporâneas, marcantes nos arranjos. Do cururu ao baião, Jackson Ricarte desenha um mapa sonoro por vertentes e ritmos nacionais à medida que desfia composições de autoria própria ou de amigos tais quais Aidê Fernandes, Braga, Cícero Gonçalves, Luís Avelima, Levi Ramiro e João Evangelista Rodrigues. Repleto de elementos da brasilidade, o repertório que no disco fica ainda mais mestiço com as participações especiais de Dani Lasalvia, Cícero Gonçalves, Katya Teixeira, Ruthe Glória e Socorro Lira. O cedê conta com direção musical dos compadres Levi Ramiro e Ricardo Vignini e pode ser ouvido nas plataformas digital da Napster e Tidal.

O Sesc de São José dos Campos fica na Avenida Adhemar de Barros, 999, Jardim São Dimas, e disponibiliza para mais informações o número de telefone (12) 3904-2000.

Jackson Ricarte ainda tinha 7 anos quando junto com a família deixou a cidade do sertão do Ceará para fixar moradia em São Paulo. Antes de fazer as malas, já ouvia Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, ídolos cuja paixão passou a dividir com  Tião Carreiro e Almir Sater, dentre tantos outros compositores e cantores, vivendo na nova cidade . O pai percebeu a inclinação do garoto e quando o filho completou 11 anos o presenteou com um violão.

Começava, então, o ciclo artístico que em poucas semanas o levaria a tocar o clássico Boiadeiro Errante,(Teddy Vieira) sua música do panteão caipira predileta. Aos 12 anos, animava bares, praças e gradativamente ganhava o público com seu carisma e talento. Desde muito cedo, portanto, Ricarte assumiu que seria baluarte da música regionalista brasileira e, aos 18, passou a se dedicar ao estudo da viola caipira, simultaneamente abraçando a carreira profissional de músico. Apaixonado pelo instrumento de dez cordas, aprimorou a técnica na Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim, com os professores Rui Torneze e João Paulo Amaral.

Neste período, Jackson Ricarte participou como solista da Orquestra Paulistana de Viola Caipira e residiu por um tempo na sede da Orquestra, o Instituto São Gonçalo, onde pôde ter contato com o rico acervo musical e dedicar-se à pesquisas que o levaram a conhecer entre novas influências Dércio Marques, Rubinho do Vale, João Bá, Katya Teixeira, Dani Lasalvia, Fernando Guimarães, Paulinho Pedra Azul, Cicero Gonçalves, Amauri Falabella, Chico Lobo, Pereira da Viola, Levi Ramiro, Socorro Lira, Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo dentre tantos outros menestréis da música regional.

Atualmente participando da Orquestra de Viola Caipira de São José dos Campos como assistente de regência do diretor musical Ivan Vilela, Ricarte também se dedica à arte de ensinar viola caipira na Casa de Cultura Rancho Tropeiro pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo, situada em São José dos Campos. Como educador musical, já lecionou viola caipira no Instituto São Gonçalo, violão popular no Projeto Fábricas de Cultura, Iniciação Musical no projeto Vivencias Musicais na Escola SESI da cidade paulista de Salto, desenvolveu diversas oficinas e palestras de Viola Caipira nas Oficinas Culturais do Estado de São Paulo e em Bibliotecas da Prefeitura de São Paulo.


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944 – Medo: Belchior morreu. O que será de nós?*

A morte de Belchior ocorrida ontem, 29 de abril, em Santa Cruz do Sul (RS) , pegou-nos todos de surpresa! Escrevemos todos porque nos últimos dez anos não havia uma só pessoa a qual ouvimos, ama música popular brasileira e o conhecera que não rezava, não torcia, não via a hora de o compositor e cantor dos mais poéticos, criativos e contestadores do país voltar a dar o ar da graça, retornado aos palcos dos quais misteriosamente e polemicamente desapareceu. Semana passada se fora Jerry Adriani, no ano passado Naná Vasconcelos, Papete; há alguns anos entre tantos outros Dércio Marques, Jair Rodrigues, Renato Russo, Cássia Eller, Cazuza — gente que quando morre deixa um buraco enorme, sobretudo para os mais jovens, que perdem importantes referências de caráter e talento. Sobre a passagem do cearense Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes a mídia se encarregará de encher páginas e mais páginas, apresentar programas especiais, entre outras abordagens. Nós, do Barulho d’água Música, consternados, vamos registrá-la (e homenageá-lo) com uma pequena crônica que dialoga com alguns dos maiores sucessos do autor de Apenas um rapaz latino americano, Coração Selvagem, Paralelas e Divina Comédia Humana! A benção, Belchior! 

Pois é, meu caro rapaz latino americano: você profetizou que talvez morreria jovem e antes do combinado encontrou a curva do seu caminho! Você foi divino, maravilhoso; brasileiramente lindo, esforçou-se muito para nos ensinar todos a rejuvenescer, deixando de lado o vil metal. Mas como a morte não sai do nosso caminho, mais um sinal está fechado para nós que, apesar de ainda sermos como nossos pais, ainda somos sonhadores e insistimos em cantar enquanto houver espaço, corpo. Estamos com a carne e os corações cortados a palo seco — quer sejamos pretos, velhos, estudantes, pessoas cinzas –, mais angustiados do que o sujeito do escritório que quanto mais multiplica, mais diminui o seu amor! Se agora vai ser ainda mais duro suportar a alucinação do dia a dia, que ao menos a terra lhe seja leve! E que o Cara do Corcovado abra os braços para te receber, com seu blusão de couro e a camisa toda manchada com o batom dos nossos saudosos abraços! Ficaremos por aqui com nossos medos, seja em Fortaleza, em Goiânia, Goiás, no Piauí, com um monte de fantasmas  — que, parece, resolveram deixar os porões –, quase já perdidos, sem uma mísera placa torta que nos aponte de que lado ainda nasce o sol…

Marcelino Lima e Andréia Beillo

* Clique no linque e acesse a atualização 846 do Barulho d’água Música, de 6 de abril de 2016, sobre os 40 anos de um dos álbuns mais famosos de Belchior, Alucinação.

https://barulhodeagua.com/2016/04/06/846-alucinacao-album-que-fez-de-belchior-mais-do-que-apenas-um-rapaz-latino-americano-completa-40-anos/


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931 – Após “uma surra boa”, Vento Viola (MG) encerra dezesseis anos de silêncio e lança “Em Nome do Vento”

O acervo fonográfico do Barulho d’água Música recebeu, recentemente, mais um considerável reforço: o álbum Em Nome do Vento, do grupo sul-mineiro de Itajubá Vento Viola, entregue por um dos seus integrantes, o jornalista do Correio Popular (Campinas/SP) Clayton Roma. O disco é o segundo do quarteto que além de Roma é formado por César Dameire, Lúcio Lorena e Aidê Fernandes, e foi lançado em dezembro de 2016, sucedendo Viola de Todos os Cantos (2000), que conta com a participação do violeiro Levi Ramiro e é considerado entre os amantes da música regional e caipira uma verdadeira relíquia por não dispor mais de cópias. Em Nome do Vento reúne 13 faixas e conta com as participações em três delas de Ronaldo Chaplin (Cheiro de Minas), João Lúcio (Amo Minas) e Adriano Rosa (Pinho e Violeiro). Abaixo, em entrevista ao portal Música à Vista, concedida a Ronaldo Faria, Clayton Roma fala, entre outros assuntos correlatos, sobre a produção do novo álbum destacando que “no primeiro disco a gravadora não interferiu no trabalho, mas corrigiram arranjos e fizeram a direção que acharam do jeito que tinha de fazer. Mas, neste segundo, foi o jeito do Vento Viola. Nós concluímos esse e já estamos com a cabeça no próximo. Afinal, música é o que não falta!”

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927 – Violeiro Levi Ramiro lança “Purunga”, novo álbum solo e nono da carreira

1-Vasilha feita com a casca de plantas cucurbitáceas.(cabaças)
2-Planta da família das Cucurbitáceas(Lagenaria Vulgaris).Porongo

Barulho d’água Música vem sendo embalado por novidades fonográficas recentemente lançadas, aprovadas com louvor e com mais dez pontos de bonificação nos testes de excelência da redação: nunca antes na história deste veículo ouvimos tanta música de qualidade, material de incontestável contribuição para nosso cada vez mais precioso acervo e que tem deixado o quarteto Pablito Neruda, Leopoldo Rogério, Maria Júlia e Abigail Cristina visivelmente felizes! A mais recente aquisição, enviada de Pongaí (SP),  chegou com o remetente Levi Ramiro, uma saudação particularíssima nos desejando saúde e paz e um “som purunguístico”. Purunga, álbum despachado no interior do envelope, é o nono da carreira do violeiro, compositor e artesão, um dos mais respeitados nas rodas da música caipira e regional. Mais do que gravar 17 inéditas músicas (entre as quais quatro instrumentais), Levi Ramiro procurou revelar aos amigos e fãs etapas da confecção de uma nova viola [neste caso feita de cabaça], ilustrando o encarte com fotos de Adriano Rosa nas quais aparece em sua oficina particular manuseando ferramentas e dando vida ao instrumento.

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921 – Saturno, novo álbum de Chico Teixeira, chega às plataformas digitais com homenagens a João Lavraz e Geraldo Roca*

Saturno, nome do terceiro álbum de Chico Teixeira, já pode ser ouvido e pré-comprado na íntegra em várias das mais acessadas plataformas digitais. A novidade que antecede o lançamento do disco físico estreou em 17 de março com dez músicas para fãs e amigos do cantor e compositor paulistano, entre as quais a faixa-título — singela e poética homenagem ao irmão, João Lavraz, que morreu em 1 de novembro de 2014. Song Swan, outro tributo póstumo, é dedicado a Geraldo Roca (parceiro de Paulo Simões em Trem do Pantanal), encontrado morto, em casa, no Natal de 2015. A audição prossegue com A cara da gente, na qual Chico Teixeira e o coautor, Rodrigo Hid, buscaram imprimir características que assinalam como referências o lugar, a identidade e a noção de pertencimento. Continuar lendo