1173 – Flautista Maiara Moraes (SC) homenageia Copinha, parceiro de Adoniran e de Pixinguinha, com show no MCB

Música é autora do álbum Nós, que além da obra do paulistano, aborda também a criação de expoentes contemporâneos como Léa Freire, Toninho Carrasqueira e Eduardo Neves e explora as múltiplas possibilidades do instrumento de sopro na cena nacional

A flautista Maiara Moraes, catarinense radicada na cidade de São Paulo, será neste  7 de abri, a atração do projeto Música no MCB, que o Museu da Casa Brasileira promove aos domingos, a partir das 11 horas, com entrada franca. O repertório destacará as faixas do álbum Nós, que Maiara lançou em 2018 a partir de estudo sobre a obra de Nicolino Cópia (1910-1984), o Copinha, um dos mais consagrados nomes do instrumento no Brasil. A música estendeu a pesquisa para os trabalhos de contemporâneos como Eduardo Neves, Léa Freire e Toninho Carrasqueira, entre outros, e alinhavou no disco composições próprias e criações deles.

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1136 – Claudette Soares e Alaíde Costa rememoram 60 anos de Bossa Nova em álbum imperdível da Kuarup

Antologia produzida por Thiago Marques Luiz reúne 25 músicas, revisitadas em 18 faixas emblemáticas, do movimento até hoje é respeitado no mundo inteiro

Está rolando hoje aqui no cafofo do Barulho d’água Música na aprazível, mas abafada São Roque (SP), em mais uma audição matinal de sábado, o extraordinário e gostoso álbum 60 Anos de Bossa Nova, gravado em março no luxuoso Teatro Itália, em São Paulo, pelas divas Claudette Soares e Alaíde Costa. Mais uma joia do catálogo da gravadora Kuarup, o exemplar do álbum que está na vitrolinha nos foi cedido, gentilmente, pelos amigos Beto e Moisés, da Tambores Comunicações, aos quais mais uma vez somos gratos; estendemos nossa gratidão também a Rodolfo Zanke, que à frente da gravadora vem promovendo lançamentos e resgates que passam longe dos mais comuns que infestam o mercadão e com os quais certos programadores e agentes adoram torturar nossos ouvidos.  Então fica a dica: para quem ainda não conhece 60 Anos de Bossa Nova, corra atrás, aproveite a época de festas, peça ao ou presentei o amigo oculto com esta maravilha que pode ser curtida pelo linque abaixo.

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1067 – Canção do amor demais, disco que funda a Bossa Nova, é o novo tema da série “Clássico do Mês”

Projeto que envolvia dois jovens compositores ainda pouco conhecidos, um violonista “tímido” e uma cantora que não estava entre as queridinhas do público decolou como disco canônico e até hoje é cultuado

Marcelino Lima, com Correio Braziliense e O Globo

O disco considerado historicamente como o primeiro da Bossa Nova, gravado em apenas dois dias para não deixar seus produtores no vermelho e sem grandes pretensões de venda, já há 60 anos é considerado uma joia da discografia nacional, com diversas regravações e vários shows nele baseados ao longo deste período. Canção do amor demais, por estas características, é o escolhido do Barulho d’água Música para ser comentando em mais esta atualização como Clássico do Mês, série que desde dezembro de 2017 publicamos a cada mês, resgatando informações sobre discos que marcam a música brasileira. Integralmente interpretado pela “Divina” Elizeth Cardoso, inicialmente, o LP era para a voz de outra diva, Dolores Duran. Em entrevista que concedeu recentemente ao colega da redação do Correio Braziliense Irlam Rocha Lima, entretanto, o jornalista mineiro e escritor autor de Chega de Saudade — livro canônico que trata justamente da Bossa Nova – Ruy Castro contou que Dolores Duran não botou fé no projeto — que tinha um orçamento modesto — e, descrente que o bolachão vingaria, pediu cachê baludo, mangando assim do convite lançado por um dos dois jovens compositores e arranjadores das 13 faixas, que era amigo íntimo dela.

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