1261 – Baiano por afeição, Walter Lajes é mais uma joia da ditosa galeria dos cantores e compositores da Boa Terra

Paranaense de berço, depois de passar pela cidade do Rio de Janeiro e também morar em Pernambuco, músico  que já lançou oito álbuns fixou-se em Vitória da Conquista, município onde um dos vereadores acaba de homenageá-lo por mais uma exitosa participação em festival, na cidade paulista de Barueri

A Bahia é generosa com o país e a cultura popular quando o assunto é a contribuição para a boa música e o enriquecimento do nosso cancioneiro. Partindo de Dorival Caymmi e toda a sua família, passando por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Pepeu Gomes — para ficar apenas em algumas consagradas joias do estilo popular –, passamos por Elomar, Xangai, Roque Ferreira, Gereba e seu parceiro Capinam — mais dedicados ao que o mercado gosta de classificar como “regional” — entre tantos outros exemplos, chega-se sem surpresas à conclusão que o estado de Castro Alves nada deixa a dever aos que consideram como referencial apenas o Sudeste maravilha — premissa que, por sinal, vale ainda para outros da região Nordeste, sem exceção de nenhuma de suas unidades federativas.

E colocando mais dendê na conversa, ainda que paranaense de nascimento “por um acidente de percurso”, conforme ele mesmo declarou ao Barulho d’água Música, o compositor, poeta, cordelista e como o próprio também se define, cantador Walter Lajes, joga fácil nesta seleção de baianos e tem feito por merecer que holofotes e emissoras, produtores e agentes de espetáculos e programas, bem como a indústria fonográfica, sejam mais generosos e o escalem sem medo de caneladas e de tomar gols contra.

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662 – Paulo Matricó (PE), poeta que entoa a essência do Sertão, é atração do I Congresso Nacional de Pequenos Agricultores, em São Bernardo (SP)

“Eu viajei pra muito longe atrás do mundo novo e me realizar/quanto mais distante eu fui mais perto eu me encontrei aqui do meu lugar/ (…) Inconscientemente o povo corre atrás do novo e perde o endereço/ninguém trará de volta a feira, a roça e a cachoeira/tudo tem seu preço”

Apreço ao meu lugar, faixa 10 de Junho Também, de 1997, segundo álbum de Paulo Matricó

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O cantor e compositor Paulo Matricó (PE) estará em São Bernardo do Campo, em 15 de outubro, como atração do 1º Congresso Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (que começará no dia 12 e prosseguirá até o dia 16). Paulo Matricó é um dos mais conceituados cantores  e compositores do Nordeste e relançou em maio para comemorar 20 anos da primeira prensagem o álbum Outro Verso, esgotada completamente após a projeção do artista no cenário da música brasileira. O disco, agora remasterizado, ganhou também uma releitura visual da capa e do encarte por meio de primoroso trabalho assinado por Paulo Rocha, constituindo-se em uma autêntica joia para colecionadores. A versão original, de 1995, bem como vários outros títulos da carreira de Paulo Matricó, pode ser baixada do blogue Quadrada dos Canturis, em Mp3. 

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Paulo Matricó (PE) relança vinte anos depois álbum Outro Verso, com nova capa e encarte especial

 

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Paulo Matricó ganhou projeção nacional após a primeira tiragem do álbum que relançará vinte anos depois em Pernambuco (Foto: Marcelino Lima)

 

O cantor e compositor Paulo Matricó (Recife/PE)  lançará nesta quinta-feira, 14, a edição comemorativa do álbum Outro Verso, que está completando 20 anos e cuja primeira tiragem esgotou-se completamente após a projeção do artista no cenário da música brasileira. O evento ocorrerá na Passa Disco, situada na Estrada do Encanamento, 480, Parnamirim, a partir da 19 horas. O disco agora remasterizado ganhou também uma releitura visual da capa e do encarte por meio de primoroso trabalho assinado por Paulo Rocha, constituindo-se em uma autêntica joia para colecionadores.

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Novos capa e encarte do álbum Outro Verso, trabalho primoroso assinado por Paulo Rocha

 

Outro Verso réune as músicas autorais ou em parcerias Pau de Atiradeira (Papalo Monteiro), Da cor do chão (Anchieta Dali e Luiz Homero), Na roça (Anchieta Dali e Paulo Matricó), Moenda (Paulo Matricó, Luiz Homero e Miguel Marcondes), Fuxico (Dinho Oliveira, Gutemberg Vieira), Avoante Saudade (Paulo Matricó), Canção da lua (Paulo Matricó), Prosa mineira (Lima Júnior e Milton Edilberto), Terra Mãe (Luiz Homero e Miguel Marcondes), Fulorando (Anchieta Dali), Absorto (Zeto) e Coração Mamulengo (Paulo Matricó). Para mais informações há os telefones de Maria do Carmo de Andrade (81-9635 9740) e o do próprio Matricó (81- 866 9930).

 

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