Barulho d'Água Música

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1067 – Canção do amor demais, disco que funda a Bossa Nova, é o novo tema da série “Clássico do Mês”

Projeto que envolvia dois jovens compositores ainda pouco conhecidos, um violonista “tímido” e uma cantora que não estava entre as queridinhas do público decolou como disco canônico e até hoje é cultuado

Marcelino Lima, com Correio Braziliense e O Globo

O disco considerado historicamente como o primeiro da Bossa Nova, gravado em apenas dois dias para não deixar seus produtores no vermelho e sem grandes pretensões de venda, já há 60 anos é considerado uma joia da discografia nacional, com diversas regravações e vários shows nele baseados ao longo deste período. Canção do amor demais, por estas características, é o escolhido do Barulho d’água Música para ser comentando em mais esta atualização como Clássico do Mês, série que desde dezembro de 2017 publicamos a cada mês, resgatando informações sobre discos que marcam a música brasileira. Integralmente interpretado pela “Divina” Elizeth Cardoso, inicialmente, o LP era para a voz de outra diva, Dolores Duran. Em entrevista que concedeu recentemente ao colega da redação do Correio Braziliense Irlam Rocha Lima, entretanto, o jornalista mineiro e escritor autor de Chega de Saudade — livro canônico que trata justamente da Bossa Nova – Ruy Castro contou que Dolores Duran não botou fé no projeto — que tinha um orçamento modesto — e, descrente que o bolachão vingaria, pediu cachê baludo, mangando assim do convite lançado por um dos dois jovens compositores e arranjadores das 13 faixas, que era amigo íntimo dela.

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834 – Érica Pinna homenageia compositoras brasileiras no palco do Sesc Santo André (SP) enquanto prepara lançamento do primeiro álbum

Érica Pinna, cantora e compositora que vem construindo obra essencialmente marcada por influências brasileiras e  com olhar essencialmente feminino será atração do Sesc de Santo André (SP) nesta quinta-feira, 24, a partir das 20 horas. Na ocasião, Érica Pinna estará acompanhada por Luciana Romanholi ( violão e guitarra) e Nicolle Paes (percurteria e cajon), ou seja, um time 100% de mulheres, para homenagear apenas compositoras brasileiras ao promover releituras que começam por Chiquinha Gonzaga, passam por Maysa, Dolores Duran, Marina Lima e contemplam, ainda Rita Lee, Adriana Calcanhoto, entre outras estrelas do cancioneiro popular feminino, mesclando aos clássicos delas ou por elas interpretados canções autorais. 

O vídeo clipe em que interpreta Frágil?, do português Jorge Palma, disponibilizado por Erica Pinna  já superou 33.000 visualizações. Este crescente interesse do público, mais a escolha pelas compositoras só enriquece um currículo que registra trabalhos com expoentes como Oswaldo Montenegro, como integrante do musical Léo e Bia,  e Leandro Lehart e revela a qualidade de ser dos mais versáteis. E é com este capital que ela pretende emplacar a partir de maio, quando lançará seu primeiro álbum reforçado por composições de Zeca Baleiro (Tattoo), Chico César (Pensar em você) e a própria Frágil?, revelando ao público também sua verve de compositora destacada em Bem Longe, Anestesia e Só entre nós.

O Sesc de Santo André está na rua Tamarutaca, 302, e para mais informações disponibiliza o número de telefone 11 4469 – 1200. A apresentação de Erica Pinna, pelo projeto Quintas Músicais, terá entrada franca e classificação indicativa livre.

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692 – Ah, nenhuma palavra: Diana Pequeno!

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Há um haicai no qual o autor demonstra o entusiasmo que o assalta e o leva quase ao transe de tão extasiado que fica ao se deparar com flores de cerejeiras enfeitando as trilhas que percorre rumo ao Monte Fuji, no Japão.  A exuberância e a delicadeza das sakuras ao longo da senda o alegram tanto que ele apenas consegue (em uma tradução minha muito, muito livre e com apelo ao estatuto da licença poética!) balbuciar algo parecido com “Ah, nenhuma palavra: Monte Fuji em flor!”. Na noite da sexta-feira, 16, o Barulho d’água Música acompanhou a apresentação de Diana Pequeno no Sesc Belenzinho (SP) e desde então — portanto já há dois dias! –, tal qual o haijin que percorria as trilhas que o levaram à montanha não encontra palavras que possam descrever e relatar o que presenciou e curtiu por quase duas mágicas horas. E tamanha é a exultação e o prazer por tê-la (re) visto que quase 48 horas depois, a memória, esta bandida ainda banhada pelas lembranças dela no palco, nem o nome do autor do poema consegue nos trazer à tona.

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617 – Sesc Campo Limpo (SP) apresenta Loyola Brandão e Rita Gullo, com entrada franca, em Solidão no Fundo da Agulha

Rita Gullo e Inácio de Loyola Brandão -foto der Leticia Gullo -b

Rita Gullo e o pai Loyola Brandão apresentam crônicas e músicas que inspiraram o escritor araraquarense a escrever Solidão no Fundo da Agulha (Foto: Letícia Gullo)

O projeto Em Canto e Prosa do Sesc Campo Limpo, bairro da zona Sul paulistana,  apresentará como atrações a partir ds 19h30 desta sexta-feira, 21 de agosto, o escritor Ignácio de Loyola Brandão e a cantora Rita Gullo  protagonizando Solidão no Fundo da Agulha, trilha musical e poética durante a qual ambos, pai e filha, encontram reverberação na emoção e na fantasia do espectador.

Loyola Brandão (Araraquara/SP) apresenta ao público algumas crônicas e alguns contos de livro que batiza o espetáculo, publicado, em 2013, acompanhado pelas canções que o inspiraram. O repertório ganhou novas versões na voz de Rita Gullo para ser parte integrante do livro, ilustrado com fotos de Paulo Melo Júnior. As crônicas remetem a lembranças ligadas a musicas e lugares que marcaram a vida do autor de Não verás país nenhum e constituem uma viagem pelas memórias do escritor. Durante o show que tem direção de Marcelo Lazzaratto, a cantora recorda composições de Chico Buarque, Dolores Duran, Charles Trenet e Osvaldo Farrés. O álbum tem produção musical de Mário Gil e arranjos de Edson José Alves, que toca violão e baixo. Bré Rosário (percussão), Edmilson Capelupi (violão de 7 cordas) e Daniel Alain (flautas) também sobem ao palco.

O projeto Em Canto e Prosa busca apresentar o trabalho de artistas em que a narrativa de textos literários é atravessada por canções em consonância com a temática abordada. A música e a narração de textos, entrelaçados em um roteiro, possibilitam que o livro saia da estante, fazendo da leitura uma experiência viva, emocionante e interativa. Veja abaixo as próximas apresentações.

Dia 11 de setembro. Sexta, às 19h30

Trovadores do miocárdio – músicas de amor diluídas em crônicas

Xico Sá, Fausto Fawcett, Rodrigo Carneiro e Carolina Fauquemont destacam personagens saídas do submundo de paixões suicidas, fugas melodramáticas, convergências platônicas, colapsos passionais e outros amores “líquidos” numa época de questões tão conflitantes, angustiantes e opressoras para o homem contemporâneo nas grandes cidades, com Eduardo Beu assinando a direção artística e musical.

Dia 9 de outubro. Sexta, às 19h30

Família Trindade: Um legado de cultura

Três gerações da família Trindade – Raquel, Vitor e Zinho Trindade – farão encontro pautado na literatura e apresentação musical. O evento contará também com um bate-papo durante o qual mostram e contam sobre a vida de Solano Trindade e como seu legado continua vivo na família e nas práticas culturais que vivenciam.

O Sesc Campo Limpo fica na Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120,  menos de 1.000 metros da linha Lilás do Metrô. Para mais informações há o número de telefone (11) 5510-2700

pgapega


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Uma das mais belas estrelas da música brasileira hoje está brilhando mais forte: parabéns, Consuelo de Paula!

O Barulho d’água Música há pouco mais de um ano está na estrada divulgando a obra de vários cantadores, compositores, artistas, programas e vinculados à música de qualidade e, neste tempo, o maior retorno tem sido tanto as amizades que celebrou, quanto o carinho com o qual vem sendo tratado, não apenas pelo público, mas sobretudo pelos músicos. Pessoas especiais não apenas pelo talento, como Consuelo de Paula, querida amiga de Pratápolis (MG), atualmente residente em São Paulo, e que hoje recebe nosso mais apertado e apaixonado abraço pelo aniversário!

Consuelo de Paula é uma das mais mencionadas pelo blog, e não é à toa. Nossas palavras não precisam ser tratadas como verdade absoluta, mas duvido que quem a conhece e sabe de sua simpatia no trato com o público e competência para cantar e tocar as contestará. Embora muita gente ainda não saiba, e outras talvez nem queiram saber, de propósito ou por descuido puro e simples (azar de quem estiver neste barco!), este país que já tem em seu panteão nomes consagrados como Maria Bethânia, Gal Costa, Elis Regina, Dolores Duran, Dalva de Oliveira, Inezita Barroso, entre outras cantoras e intérpretes de todos os tempos, na cena atual, conta, também, com a cintilante Consuelo de Paula. Quem, por ventura, descrer, atenda nosso convite: vá à página pessoal dela e, antes de ouvi-la, leia lá tudo o que se escreve e se comenta sobre ela. Ou ouça, depois leia. De um jeito ou de outro temos certeza: não restarão dúvidas posteriores.

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 CONSUELO DE PAULA

Consuelo de Paula é cantora, compositora, poeta, diretora artística e produtora musical de seus próprios trabalhos. Samba, Seresta e Baião (1998); Tambor e Flor (2002); Dança das Rosas (2004); Patchwork (2008, lançado no Japão); Casa (2013); e O Tempo e o Branco (2015), além do DVD Nega, fazem parte da discografia de Consuelo. Com a antropóloga assina o livro A Poesia dos Descuidos (2011). Consuelo de Paula participava ainda pequena de festas folclóricas (Congadas e Folia de Reis) em sua cidade natal. Pesquisadora do folclore mineiro ela estudou canto, violão e percussão antes de se transferir para São Paulo e tornar-se artista que “canta com a autoridade de quem filtra e purifica a música”, na definição do crítico Luís Antônio Giron, da Rádio Cultura de São Paulo. “O resultado é um som sem contaminação, algo como o nascedouro da tradição e da modernidade, tudo ao mesmo tempo: quando ela canta parece colher as melodias de um prado, sem esforço, de uma maneira natural.”

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Consuelo que maravilha um país

É explícita minha admiração por você, Consuelo, mas já faz algum tempo que a adoração pelo seu belo trabalho, sua luta constante pela difusão da boa música de forma independente e sem concessões mercadológicas e seu texto forte e delicado ocupam apenas certa parte do tão grande espaço que tens no meu coração.

Não consigo mais enxergar apenas a artista, vejo a mulher.

A mágica se deu no dia do show O Tempo e o Branco no Auditório Ibirapuera. Fiquei por hora e meia inebriada, admirada com o tamanho que você adquiriu, a luz, a música… Como Alice no País das Maravilhas você se agigantou. Dias depois o encanto se repetiu, e pude ver que não era efeito cenográfico. Em uma noite fria, em uma mesa com amigos, você novamente roubou o meu olhar e batendo um tabor materializou a poesia e tive a certeza: és uma bruxa! Daquelas que habitam o imaginário, que cozinham poções, que transformam, que sabem fazer voar.
Doce e bela Consuelo, que Deus a abençoe e que essa energia boa, essa luz bonita que vem de você não se esgote nunca. Que você cante e encante muito e ainda mais, e que todos possam ouvir!

Parabéns!

Andreia Beillo

amauri falabella


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Consuelo de Paula lança O Tempo e o Branco com homenagens a Adoniran, Dércio Marques e Rubens Nogueira em Sampa

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Consuelo de Paula durante o show no Ibirapuera: linda, feliz, carinhosa, grata, levando nossas dores, lavando nossos horizontes (Fotos: Marcelino Lima)

 Ontem, 1 de fevereiro de 2015,  fez exatamente um ano que conheci, pessoalmente, a cantora, compositora e poetisa Consuelo de Paula. Fomos apresentados por Katya Teixeira durante um café no Centro Cultural Vergueiro, em São Paulo, momentos antes de Katya Teixeira se apresentar como convidada, ao lado de Noel Andrade, em um show na Sala Adoniran Barbosa de Luís Perequê no qual o cantor e compositor de Paraty (RJ) ainda recebeu e Guarabyra.

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Trovadores do Miocárdio apresentam em casa de encontros paulistana mais uma rodada de spoken word sobre amores e paixões neuróticos

Trovadores

Xico, Carolina e Fawcett formam um dos trios do Trovadores do Miocárdio (Crédito: Divulgação)

 Crônicas poéticas inspiradas em músicas com letras que abordam relacionamentos doentios, paixões platônicas, atrações fatais, colapsos e frustrações do coração, entre outras formas de amores fora do quadradinho são a base das apresentações de spoken word (declamações, em Português) do Trovadores do Miocárdio, grupo que reúne o cantor Fausto Fawcett e o jornalista Xico Sá e que nesta quarta-feira, 26,  fará mais uma rodada em São Paulo (SP), desta vez na casa de encontros A Balsa.  

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