Barulho d'Água Música

Veículo de divulgação de cantores, duplas, grupos, compositores, projetos, produtores culturais e apresentadores de música independente e de qualidade dos gêneros popular e de raiz. Colabore com nossas atividades: leia, compartilhe e anuncie!


Deixe um comentário

909 – Victor Mendes, integrante do Trio José, estreia carreira solo com “Nossa Ciranda”*

O cantor, compositor e instrumentista Victor Mendes lançou no começo deste ano Nossa Ciranda, seu primeiro disco solo. Aos 29 anos, Victor Mendes atualmente mora na capital paulista, município para onde se mudou de São José dos Campos com o objetivo de cursar História na Universidade de São Paulo (USP). Antes de fazer as malas e zarpar do Vale do Paraíba, contou, já se entendia com um violão da mãe e a guitarra dada de presente pelo pai, habilidades que começou a aprender bem cedo, aos 11 anos. Versátil, o filho do casal Márcia e Júlio também tem intimidade com a bateria e marcou presença na banda de rock que ele e os amigos batizaram de Ethama (Terra, em tupi-guarani), a qual legou aos fãs dois álbuns independentes antes de encerrar as atividades, em 2006.

Continuar lendo

Anúncios


Deixe um comentário

764 – Laiza Moraes encerra em Beagá temporada do Elas, projeto que destaca cantoras mineiras

12219479_1152590404768659_9149316016112369412_n

Laiza Moraes, além de cantora e intérprete, é atriz e incorpora elementos de danças em suas apresentações (Fotos: Divulgação, acima, e Denis Dias, no destaque)

Laiza Moraes, cantora, compositora e instrumentista da nova geração da MPB encerrará o projeto Elas protagonizando show com canções autorais e releituras de sucessos como Conto de Areia, de Paulo César Pinheiro, imortalizada na voz de Clara Nunes; Desenredo, parceria de Dori Caymmi com Paulo César Pinheiro; e Baião Barroco, de Juarez Moreira, dentre outras. A apresentação de Laiza Moraes começará às 19h30 da terça-feira, 15, no Cine Teatro Brasil, situado na Praça Sete de Setembro, bem no Centro de Belo Horizonte, entre as avenidas Afonso Pena e Amazonas.

Continuar lendo


Deixe um comentário

752 – Conversa Ribeira encerra em São Paulo segunda temporada do projeto Imagens do Brasil Profundo

Daniel, João Paulo e Andrea estão juntos e formam o Conversa Ribeira desde 2002

Daniel, João Paulo e Andrea estão juntos e formam o Conversa Ribeira desde 2002 (Foto: Mariana Chama)

O grupo Conversa Ribeiro, de São Paulo, encerrará nesta quarta-feira, 9,  partir das 20 horas, as atividades do projeto Imagens do Brasil Profundo, que tem curadoria do professor de Sociologia Jair Marcatti. Com entrada franca, o público que comparecer à Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, conhecerá João Paulo Amaral (viola caipira e voz); Daniel Muller (piano e acordeão); e Andrea dos Guimarães (voz), juntos desde 2002. Ao longo da trajetória do trio, o Conversa Ribeira tem procurado elaborar músicas que encantem pela riqueza e pela profundidade que vislumbram no repertório caipira, tanto no que se refere aos conteúdos musicais, quanto à experiência humana, aos saberes e às sensibilidades que se revelam nessa escolha. Neste semear, demonstrando o profundo respeito que cultivam com relação aos antepassados caipiras, promovem um encontro criativo entre essa fonte abundante de inspiração e outros estilos aos quais também se dedicam,  tais quais a canção popular brasileira e a música instrumental.

De acordo com o texto de apresentação disponível na página eletrônica do Conversa Ribeira, as interpretações do trio são sínteses cuidadosamente elaboradas em que ao modo caipira de cantar e tocar se sobrepõem novas concepções de arranjo, de harmonia, de improvisação, das interpretações instrumentais e vocais. Assim, quando mergulha na particularidade de cada canção que escolhe recriar, traz à tona, sob um novo ponto de vista, sua expressividade. O resultado é uma música que transborda fronteiras dos gêneros musicais e um repertório que abrange desde melodias folclóricas e modas compostas ou gravadas por grandes artistas da música caipira de raiz, até novas composições de autores contemporâneos, conscientes de seus enraizamentos culturais e interessados em transformá-los em frutos.

O projeto do Conversa Ribeira inclui também canções de artistas consagrados da música brasileira que não são propriamente caipiras, mas que se mostram sensíveis às profundezas ancestrais das culturas do interior do Brasil. Nos dois álbuns que lançaram, Conversa Ribeira e Águas Memoriais, há obras de grandes compositores e intérpretes caipiras como João Pacífico, Raul Torres, Alvarenga, Ranchinho, Tião Carreiro e Almir Sater, entre outros, lado a lado com criações próprias e também e de artistas universais como Villa Lobos, Milton Nascimento e Dori Caymmi.

João Paulo Amaral rege a Orquestra Filarmônica de Violas de Campinas e é ex integrante do Trio Carapiá

Daniel Muller é bacharel e mestre em Música pela Unicamp, arranjador e instrumentista do Quatro a Zero, grupo que propõe uma releitura do choro e de sua tradição, utilizando instrumentos como guitarra, contrabaixo elétrico, piano e bateria

Andrea dos Guimarães é arranjadora e compositora, bacharel em Música Popular e Mestre em Música pela Unicamp, integrante do Garimpo Quarteto, grupo com conceito fundamentado na música instrumental que apresenta a voz como instrumento por meio da utilização de vocalizações sem palavras. Em fevereiro lançou Desvelo, seu primeiro trabalho autoral.

nuzzi

O jornalista Vitor Nuzzi autografa exemplar do livro que escreveu sobre Geraldo Vandré durante o lançamento da obra na BMA (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

O cantor e compositor Geraldo Vandré foi tema da rodada anterior do projeto Imagens do Brasil Profundo, na quarta-feira, 2, quando Marcatti recebeu o jornalista Vitor Nuzzi , autor do livro Geraldo Vandré — Uma Canção Interrompida, que saiu pela Kuarup. Jair Marcatti o desenvolveu em 2014 com o intuito de por em debate por meio de músicas, de filmes, de manifestações populares e de objetos o Brasil por dentro — aquele país que nas palavras de Ariano Suassuna, escondido em rincões considerados profundos, é muito vivo.  Para a primeira temporada foram convidados violeiros que falaram sobre as ligações de sua música com a cultura caipira. Em 2015, com a ampliação do programa, passaram a ser abordados outros aspectos das diversas culturas regionais do Brasil, agora desvendados em diferentes formatos: shows, bate-papos musicais, debates e palestras.

Ao invés de promover abordagens tradicionais, Marcatti prefere convidar músicos, documentaristas, diretores de cinema, ativistas culturais e pesquisadores da cultura popular que em comum nutrem um modo de olhar aprofundado e amplo sobre o Brasil e promovem  trabalhos de pesquisa e resgate das nossas mais entranhadas tradições. Com cada um dos participantes, Marcatti aborda aspectos do universo cultural brasileiro, de nossas trajetórias, continuidades e rupturas; daquilo que sem nenhuma pretensão definidora poderíamos chamar de identidades brasileiras, no plural, com a vantagem dos exemplos serem pontuados no calor da prosa, ao vivo, pelo som dos instrumentos, muitos artesanais, e pela apresentação de outras formas de expressão cultural.

Serviço

Projeto Imagens do Brasil Profundo recebe Conversa Ribeira

Quarta-feira, 9 de dezembro, 20 horas, entrada franca

Biblioteca Mário de Andrade 

Rua da Consolação, 94, Centro, a menos de 1.000 metros das estações República e Anhangabaú da linha 3-Vermelha do Metrô

 

doe sangue

 


3 Comentários

711 – Lígia Jacques, com Rogério Leonel ao violão, canta clássicos da MPB e chorinhos no Cine Teatro Brasil, em Beagá

PizindinFotoLigia JACQUES E ROerio LEONEL -fotografa -  Eliane Torino 3

Lígia Jacques e Rogério Leonel (Foto: Eliane Torino). Foto do destaque, ao lado do título: Daniel Vidal

A cantora Lígia Jacques é a próxima cantora que se apresentará pelo projeto Elas, que Luiz Trópia e Tadeu Martins promovem mensalmente em Belo Horizonte (MG), cidade natal da atração desta terça-feira, 3, a partir das 19h30. Lígia Jacques subirá ao palco do Cine Theatro Brasil Vallouréc acompanhada ao violão por Rogério Leonel, que também assina a direção musical e os arranjos do show. O ingresso para assistir Lígia Jacques está à venda por R$ 30,00 (inteira) ou R$15,00 (meia). O Cine Theatro Brasil fica no coração de Beagá, na Praça Sete de Setembro, com entradas pela avenida Amazonas e Carijós, na esquina com a Afonso Pena. Para mais informações, há o telefone 31 2626-1251.

Desde que ocupa o cenário musical, Lígia Jacques dedica-se a interpretar compositores consagrados como Tom Jobim, Chico Buarque, Dori Caymmi, Pixinguinha e também conterrâneos como Rogério Leonel, Juarez Moreira, Ricardo Faria e Toninho Camargos. Conta participações em mais de trinta discos de expoentes tais quais Marcus Viana, Ladston do Nascimento, Rubinho do Vale, Titi Walter e Célio Balona. Como solista, já integrou concertos de músicos de renome como Clara Sverner, Guinga e Francis Hime. Em 2001 lançou Choro Barroco, com direção musical e arranjos de Rogério Leonel e recebeu três indicações para o Prêmio Caras de Música (melhor álbum, melhor cantora de MPB e melhor projeto gráfico). Em 2010, saiu Choro Cantado, homenagem dela à rainha do choro, Ademilde Fonseca.

Para o Cine Theatro Brasil, Lígia Jacques elaborou repertório com canções que marcam sua trajetória e incluem Passarim  (Tom Jobim), Porto (Dori Caymmi) e Aqui, Oh (Toninho Horta e Fernando Brant), mais clássicos como Rancho das Namoradas (Ary Barroso e Vinicius de Moraes), Onde a Dor Não Tem Razão  (Paulinho da Viola) entre outras inéditas da parceria de Rogério Leonel com Valter Braga — com destaque para Um Outro Samba de Noel –,  com o poeta Antônio Barreto (Razões do Vento), além de Amarcord, música tema do filme homônimo de Federico Fellini, com letra de Jorge Fernando dos Santos. Entre os choros, entraram na seleção Catavento e Girassol (Guinga e Aldir Blanc) e Falando de Amor (Tom Jobim), com a participação do Grupo Vocal  DaBocaPraFora, do qual é regente e preparadora vocal e que canta também Navio de Pedra (Ladston do Nascimento) e Lua Cheia (Toquinho e Chico Buarque).

 

DC

Choro Cantado, lançado em 2010 em tributo a Ademilde Fonseca,  reúne cinco clássicos do gênero e cinco faixas praticamente inéditas. A proposta do projeto é justamente registrar e resgatar choros que se destacam também pelas letras e unir música e letra com precisão, valorizando a poesia e a interpretação. Gravado entre maio e novembro de 2009 no estúdio Fábrica de Música, com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte e produção de Jorge Fernando dos Santos, o disco tem arranjos e direção musical de Rogério Leonel, que também toca os violões. A direção artística coube a Jairo Lara, flautista e saxofonista em várias faixas.

Tocam no disco Milton Ramos (contrabaixo acústico) e Serginho Silva (percussões). A produção executiva coube a Tião Rodrigues, a arte a Adriano Alves e as gravações a Jairo e a Eloísio Oliveira. Destacam-se as participações especias de Ausier Vinícius (cavaquinho, na faixa Pedacinhos do Céu), Celso Adolfo (voz em Domingueiro) e Hudson Brasil (bandolim, no maxixe Satan, de Chiquinha Gonzaga, com letra inédita).

Arr


Deixe um comentário

Pepeu Gomes volta às origens e faz show de graça no Sesc Consolação para lançar novo álbum instrumental

pepeu

Foto: Alex Regis

O guitarrista baiano Pepeu Gomes abrirá no próximo dia 3 a programação do mês de agosto do projeto Instrumental Sesc Brasil, coordenado por Patrícia Palumbo e que toda segunda-feira oferece uma nova atração no palco do teatro Anchieta, do Sesc Consolação (São Paulo), com entrada franca. Celebrizado com o mítico grupo Novos Baianos, Pepeu Gomes estreou em carreira solo com um disco instrumental, e no decorrer dos anos acabou optando por priorizar registros voltados à canção, produzindo sucessos já clássicos da música brasileira. O álbum Alto da Silveira é um retorno, após um hiato de 26 anos, à música instrumental, no qual explora todo o seu potencial como instrumentista e deixa explicito suas influências, que passam dos samba ao rock, do choro aos ritmos latinos, e de muitos outros timbres e harmonias.

A entrada deve ser retirada na Central de Atendimento, a partir das 18 horas, e somente no dia do show. O Sesc Consolação fica na ruavenida Doutor  Vila Nova, 245, na Vila Buarque,  em São Paulo.

Outras atrações de agosto do Instrumental Sesc Brasil

10/08, Tuto Ferraz

O show traz a sonoridade do jazz e do soul aos clássicos dos grandes compositores como Wayne Shorter, Miles Davis, Gilberto  Gil, Dori Caymmi, além de composições próprias.

instrmental4

17/08, Caçapa

O trabalho autoral de Caçapa encontra suas referências fundamentais nas linguagens ancestrais do Baião de Viola e do Coco de Roda (nas diversas formas em que este gênero é cultivado nas Regiões Metropolitanas, Zona da Mata e Litoral nordestino) e alia este conhecimento às técnicas de composição da tradição erudita ocidental e à multiplicidade de informações oferecidas pelo ambiente cultural de Recife, contribuindo para o processo de urbanização e modernização destes gêneros musicais.

instrmental2

24/08, Bora Barão

Bora Barão é um grupo de música instrumental brasileira onde piano e um duo de sopros fazem parte de um conjunto tradicional formado por violão, cavaquinho e percussões. Interpreta choros, sambas, diversos ritmos regionais e composições autorais influenciadas também pela sonoridade latino americana. O álbum “baile” explora a diversidade rítmica brasileira em uma profusão de ritmos que passa pelo samba, baião, carimbó, afoxé, frevo, maracatu, maxixe, choro, entre outros. Com: Flávio Rubens e Marco Rochael – clarinetes, clarone e saxofone; Pedro Assad – piano; Alexandre Moura e Marcel Martins – violão de sete cordas e cavaquinho de cinco cordas; Ivan Banho e Pedro Romão – percussão.

instrmental1

Foto: Élcio Paraíso

31/08, Fred Selva


O vibrafonista foi um dos vencedores do Prêmio BDMG Instrumental Edição 2015. Com: Fred Selva – vibrafone; Breno Mendonça – sax; Felipe Continentino – bateria; Felipe Vilas Boas – guitarra; Frederico Heliodoro – baixo; Joana Queiroz – flauta.


 

espalhe rspeito


Deixe um comentário

Dia Nacional do Choro, em homenagem a Pixinguinha, completa 15 anos

A0715p09

Pixinguinha, compositor e arranjador, flautista e saxofonista, deixou obras primas do choro como Carinhoso, 1×0 e Lamento

 

Hoje, 23 de abril, comemora-se o 15º ano da introdução no Brasil do Dia Nacional do Choro, data escolhida em 2.000 por ser o dia de nascimento de Alfredo da Rocha Vianna Filho, que ficou conhecido por Pixinguinha (Rio de Janeiro, 1897, Rio de Janeiro, 1973), flautista, saxofonista, compositor e arranjador brasileiro, criador entre outros do célebre Carinhoso.

Continuar lendo


2 Comentários

Dia da Música terá mais de 100 shows no Brasil em junho. Bandas já podem pedir votos e público indicar favoritas.

1422998710.highlight

As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro abrigarão mais de um centena de shows e dezenas de outros ocorrerão pelo Brasil durante 20 e 21 de junho, datas reservadas ao Dia da Música, evento organizado e patrocinado  por empresas ou grupos como o GVT e a Rede Globo, além da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e da Secretaria de Cultura do Governo do Rio de Janeiro, em parceria com os promotores mundiais da Fête de la Musique.

Continuar lendo