1032 – Thamires Tannous apresenta músicas do novo álbum e interpreta canções de parceiros no Teatro da Rotina (SP)

Casa de espetáculos situada na região central de São Paulo está promovendo vários shows protagonizados por cantoras em homenagem ao mês da Mulher

Marcelino Lima

O Teatro da Rotina, situado em São Paulo, reservou as apresentações de março às comemorações do mês – que no dia 8 tem seu ponto alto, o Dia Internacional da Mulher — dedicado às lutas femininas e, para dar continuidade à programação especial, convidou Thamires Tannous. Cantora e compositora natural de Campo Grande (MS), Thamires Tannous estará no palco a partir das 21 horas da quarta-feira, 21, quando deverá mostrar canções inéditas que incluiu no segundo álbum da carreira, já em fase de produção. Além de suas composições, promoverá releituras de sucessos de outros compositores e parceiros, passeando por ritmos como o ijexá, o xote, a milonga e o chamamé.  Irá acompanhá-la o violonista gaúcho Mateus Porto e os convidados para participações especiais Michi (Michael) Ruzitschka, Peter Mesquita  e a cantora Tatiana Parra. Uma as novidades que fará parte do novo disco, Desaviso, já está disponível em clipe no canal Youtube. O single foi produzido por Ruzitschka, violonista austríaco residente no Brasil e acompanha uma fina mistura de percussão afro-brasileira com instrumentos acústicos como o violão e o violino.

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823 – Caixa Cultural (SP) programa shows com Tetê Espíndola e Alzira E em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

As irmãs Tetê Espíndola e Alzira E (Campo Grande/MS) estarão juntas entre 8 e 11 de março, em todos os dias a partir das 19h15, para apresentações gratuitas que a Caixa Cultural São Paulo programou para marcar mais uma passagem do Dia Internacional da Mulher. Tetê Espíndola (craviola) e Alzira E (violão) têm timbres de vozes diferentes e trajetórias singulares, mas uma íntima sintonia que permitirá ao público ouvi-las relembrando músicas de autorias próprias mescladas a clássicos do cancioneiro regional, ora em solo e, em outros momentos, protagonizando belos duetos.

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Garrincha bate bola, Cora Coralina divide doces e Cartola puxa o refrão em novo álbum de Zeca Collares (MG)

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O cantor e compositor Zeca Collares (Grão Mogol/MG) lançou no domingo, 21 de junho, o oitavo álbum da carreira, acompanhado pelos músicos Cléber Almeida (percussão), Zé Marcos (violão) e Luiz Anthony (contrabaixo) e como plateia para a primeira audição de Estação, biscoito de nata que chegara apenas dois dias antes, teve o público que frequenta a unidade Campinas do Sesc. Zeca Collares ocupou o palco da área de convivência como atração do projeto Folias de Junho. O disco tem dez faixas, das quais duas são instrumentais, e apresentam o universo das rezas, das folias e das vivências sertanejas que formam o ambiente onde, desde menino, ele está inserido, compostas em parceria com Valter Silva e que extrapolam a sonoridade da viola caipira com inovações nas propostas melódicas e harmônicas. “Sempre fui conhecido como um violeiro dedicado ao lado tradicional do instrumento, e já toquei, por exemplo, com Pena Branca e Xavantinho, mas neste novo trabalho vocês notarão: fiz questão de manter os pés nas raízes, com a cabeça colocada no mundo”, disse Zeca Collares que, atualmente, reside em Sorocaba (SP).

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De volta a Osasco (SP), Zé Geraldo canta sucessos dos trinta anos de estrada, de graça no Sesc

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Mineiro da cidade de Rodeiro, Zé Geraldo está no estrelato de primeira grandeza da música brasileira. Há mais de trinta anos na estrada, ele deixou de ser ZeGê, mas recusou rótulos e a pegada de mais um Johnny qualquer para seguir fiel ao seu modo de cantar não só as origens do mato, mas também rock ao estilo rural (Foto: Alessandra Fratus)

Povos e meigas senhoritas:

Ele caiu na estrada muito cedo, em suas andanças desde que saiu lá do pé da Serra da Onça, na zona da Mata das Minas Gerais,  já passou por Osasco e muitos rincões. E estará de volta à cidade situada na região Oeste da Grande São Paulo para mais uma apresentação, desta vez no Sesc, a partir das 20 horas do sábado, dia 21 de fevereiro. Com as cacetadas deste anos todos após sair de casa quando principiava o inverno, levando na mão direita a viola, o peito vazio de tudo e a mala cheia de amor materno, Zé Geraldo pode ter ficado mais velho que o velho pai dele, mas segue cantando com a mesma filosofia e razão de ser de quem nasce Zé, mas não se rende à tentação de ser Johnny que fizeram dele um dos cidadãos mais cultuados da música popular brasileira e do rock rural.

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São Chico das Violas (SP) caminha para o final, mas ainda tem Zeca Collares, e, depois, Adriana Faria

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Zeca Collares, mineiro radicado em Sorocaba, mistura nas cordas de sua viola música de raiz, barroca e jazz (Foto: Marcelino Lima)

Zeca Collares dará sequência neste sábado, 24, ao Festival São Chico das Violas, que está rolando desde 3 de janeiro no acolhedor distrito de São Francisco Xavier, em São José dos Campos (SP). A apresentação, como nas vezes anteriores, começará às 21h30, no Largo São Sebastião, 105, com o ingresso ao custo de R$ 15,00. Promotora do festival, a Photozofia Cozinha e Arte abriu o São Chico com o casal Oswaldinho e Marisa Viana, e, no dia 10, reservou o palco para Ricardo Vignini. Em 7 de janeiro, João Lucas e Léo passaram pelo palco. A programação será encerrada no dia 31, com Adriana Faria.

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Com novo integrante, “Duo Catrumano” abre mês de sopa e de viola do SESC

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Rodrigo Nali

O Barulho d’Água Música acompanhou na noite de quinta-feira, 3 de julho o Duo Catrumano, formado por Rodrigo Nali e Anderson Batista, este em sua primeira apresentação após substituir Elias Kopack. A dupla tocou e cantou para um ótimo público do SESC de Osasco, em uma noite agradável na qual se pode degustar uma saborosa sopa de cebola, abrindo a programação deste mês do projeto “Caldos com Sons Brasileiros”.

Nali e Batista começaram tocando Brincando com as crianças”, de Zeca Collares e André Siqueira. Depois passearam por clássicos de Bambico (“Astronauta”), Tião Carreiro e Zé Paulo (“Oi, Paixão!”), Almir Sater e Guilherme Rondon (“Corumbá”), Renato Andrade (“O Jeca na estrada”) e Duofel (“Tema de Viola”). O repertório ainda teve a composição “Farra Mineira”, de Nali. Os dois também cantaram “Casinha Verde”, de João Carreiro e Capataz, e “Francisco de Assis”, de Tião do Carro e Caetano Erba. Para o encerramento, após um pout pourri de pagodes, escolheram “Chalana”, de Mario Zan. O pedido de bis foi atendido em ambiente de descontração com “Rio de Lágrimas”, a famosa “Rio de Piracicaba” conforme é conhecida pelo povo a obra de Tião Carreiro, Piracie Lourenço dos Santos.

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Anderson Batista estreou no Duo Catrumano em Osasco, substituindo Elias Kopack (Fotos Marcelino Lima)

Nali e Anderson estarão de volta ao Deck da Cafeteria do SESC de Osasco para novas apresentações nas duas próximas quintas-feiras. Dia 10, ao lado de Igor Aquila, eles virão representando o “Trio Carreiro”. Uma semana depois, a dupla, e não o Duo Catrumano, trará à cidade uma caprichada seleção de modas consagradas no universo caipira. Anderson Batista e Aquila, juntamente com Vinicius Muniz e Tiago Rossi atuam ainda no grupo “Viola Arranjada”. Para contatos há o endereço virtual rodrigo@duocatrumano.com.br ou josecarlos@juacultural.com.br. Por telefone é possível falar com José Carlos. Os números são (19) 3387-4878 e (19) 99352-4758. O endereço é Rua Lino Guedes, 189, Proença, Campinas, CEP 13026-370.

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O Trio Carreiro, que tem ao lado de Anderson Batista e Rodrigo Nali o músico Igor Aquila, será a próxima atração do SESC Osasco pelo projeto “Caldos com Sons Brasileiros”

 

 

 

Trilogia de violão arretada de boa!

“Se a feira fô de passarim… gato que avua nem precisa sabê cantá!”

Tiradinha inspirada em “Feira do Passarinho”, do álbum Forró de Violão”.

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Fernando Melo e Luís Bueno (de óculos) formam o Duofel, dupla de violonistas que já gravou com Badal Roy e assina a trilha de “Olho de Boi”

 

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Capa de “Forró de Violão”, da trilogia de Fernando Melo

Hoje, 24 de junho, é dia de São João Batista, ocasião, portanto, propícia para acender uma boa fogueira e fazer aquela festa, já que o profeta que precedeu Jesus Cristo é considerado bastante festeiro. E ambiente de festejo popular só é bom se, além do fogo aceso no meio do terreiro, rolam comidas e bebidas típicas e a boa quadrilha. Dentro deste clima, a dica de hoje tem tudo a ver: o disco “Forró de Violão” , do alagoano de Arapiraca Fernando Melo.

Para quem não conhece o cara,  Melo, mais o paulistano Luís Bueno, compõe o Duofel”, consagrada dupla que já gravou discos ótimos, todos instrumentais, um deles em parceria com o indiano Badal Roy. Outro que faz jus ao título: “Precioso”. O “Duofel” assina, ainda, várias trilhas sonoras para o cinema, entre as quais as faixas para “Olho de Boi”.

“Forró de Violão” é o primeiro álbum da série “Alagoas em Trilogia”, que Melo fez em carreira solo e tem ainda “Tocador” e “Do mar para a lagoa e da lagoa para o mar”, de 2010. Clique no linque e ouça e/ou compre as músicas!

http://megastore.uol.com.br/acervo/mpb/f/fernando_melo/alagoas_em_trilogia__tocador

 

 

SESC Osasco pulsa iluminado por Tetê Espíndola e convidados

O repertório do show do SESC Osasco teve 17 músicas, além do bis especial

A cantora Tetê Espíndola esteve no SESC Osasco, cidade da Grande São Paulo, na noite de 14 de junho, para mais uma apresentação da turnê do álbum duplo formado por “Pássaros na garganta” (1982) e “Asas do etéreo“, lançamento do selo SESC.

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Tetê Espíndola trouxe para Osasco um mapa dos estados do Mato Grosso e encantou com vários timbres

Tetê abriu o repertório com “Fio de Cabelo”, sozinha, no palco. Ao conversar pela primeira vez com o público, desejou boas vindas a um show de “tons e timbres”. Então, literalmente cumpriu o anunciado: interpretou as demais 16 canções ao seu consagrado estilo, explorando toda a virtualidade da voz campeã do Festival dos Festivais da Rede Globo, em 1985. A plateia, então, curtiu uma variação de pios, silvos, uivos, gramilvos, cricris, assovios, coachares e outros sons sibilantes ora intensos, ora suaves, vocalises que libertariam do âmago dela não apenas aves bem como sapos, pererecas, jacarés, grilos, borboletas, vagalumes, cigarras e outros seres e elementos característicos e presentes tanto em seu meio pantaneiro-cuiabano-diamantino, como no folclore nacional, gosto de amora brava, zum de abelha em voo de araras…

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A plateia osasquense aplaudiu com entusiasmo à apresentação e mesmo depois do bis especial ficou pedindo “mais uma…”

Tetê tirou e soltou no SESC todos os bichos que tem em sua sala, têm sua cara, sua exuberante natureza. E abriu um mapa dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para reverenciar cidades de ambos, convite para uma viagem. Visceral sem deixar de ser doce, espontânea ou provocativa, com bailados e sua peculiar gestualidade, entoou desde cantigas habitadas por elfos, salamandras e orixás ao sertanejo lisérgico, tal qual ela mesma classificaria mais tarde “Diga não”, que compôs com Arrigo Barnabé. Nas letras dela e dos parceiros como Hermeto Pascoal, Marta Catunda, Carlos Rennó, o mano Geraldo Espíndola e Bené Fonteles, entre outros, cabem lugares como Ibiporã, a fauna e flora elementares e populares. Nesta alquimia se juntam tudo o que contiver uma galáxia ou se acolhe numa casca de noz; o amálgama faz-se de orquídeas, acácias, buritis, lisas brisas, palavras, palavretas, brisoletas, asalegres, pelepétalas, pacus, furrundus; em resumo, ela corporifica tudo isso: é triz que acende chamas e xamãs, seiva viva, rios de fartas águas e veios poéticos; volátil e cicatriz; motriz que emana em todas as cores; insólita lagarta que ao manejo da craviola transmuta-se mais do que em ponto de luz; crisálida da qual irrompe e ascende interestelar, atriz. Com as bênçãos de Tupã!

O trompetista Bocato ajudou com seu instrumento Tetê Espíndola a libertar pássaros e outros animais

A filha ilustre de Campo Grande (MS), portanto, por si só já seria atração. A escala dela em Osasco, entretanto, ainda contou com as presenças de luminares cujos atributos já são sinônimo de escolas: Félix Wagner (piano e vibrafone), Bocato (trombone), Paulo Lepetit (baixo), Adriano Magoo (acordeon), Jaques Morelenbaum (cello), e Dani Black (voz). A direção do show coube a Arnaldo Black e à filha, Milene, para a qual dedicou “Menina”.

Aquele que talvez seja considerado o maior sucesso da carreira de Tetê Espíndola, da lavra do marido Arnaldo Black e de Carlos Rennó, por sinal, estava reservado ao bis de encerramento. “Escrito nas estrelas”, vencedora em 26 de outubro de 1985 daquela edição do Festival dos Festivais, bateu asas em uníssono das gargantas de todos os fãs, há pouco minutos imersos em um brejo para imitar a saparia em um exercício vocal para fazer fundo a uma das músicas: se nada mais ficou em falta para tornar o ambiente ainda mais efluvioso e o show marcante, restavam os merecidos aplausos. Em pé!

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Tetê não apenas utiliza o recurso da versátil voz em apresentações: sabe unir a gestualidade às imagens que as letras evocam

O programa do show do SESC Osasco contem um texto de Tetê Espíndola sobre Pássaros na Garganta e “Asas do Etéreo”, que abaixo reproduzo:

“Todo mundo me conhece com a cantora de voz aguda. Realmente, em Pássaros na Garganta (1982), eu estava no auge de minha tessitura de soprano. As minhas composições tinham um ‘cheiro de mato’ quando comecei a explorar sons da natureza através das colagens.

E hoje, em Asas do Etéreo, sinto a maturidade do meu lado de instrumentista. Escolhi 12 músicas especiais e inéditas que compus durante estes anos* e convidei amigos que fazem parte da minha trajetória. Para cada composição um tom da escala musical, um timbre de instrumento diferente e uma emissão de voz única, onde a novidade é o contralto.”

Bocato, Félix Wagner, Tetê Espíndola, Jaques Morelenbaun, Adriano Magoo e Paulo Lepetit

* Os amigos mencionados por Tetê Espíndola, além dos já citados no texto acima, são: Egberto Gismonti, Duofel, Almir SaterTeco Cardoso e Trio Coroa.

Felix Wagner tocou piano e vibrafone
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Jaques Morelenbaun ficou com o cello
Dani Black
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Capa do álbum duplo de Tetê Espíndola já é uma obra de arte
Tetê encerrou o show com “Escrito nas Estrelas”