1115 – Como não concordar com o marido de Ângela Maria? “O céu hoje está maravilhoso!”

Cantora que marcou a era de ouro do rádio brasileiro, meio no qual foi  Princesa, depois eleita Rainha, e deixou obra com mais de 170 álbuns vai ser tema de minissérie da Globo, possivelmente interpretada por Cláudia Abreu

Uma das vozes e rosto mais marcantes da música brasileira, presentes na memória afetiva de várias gerações e que encantou de tal maneira um dos ex-presidentes do país — a ponto de ganhar dele apelido que faz referência a uma fruta extremamente benéfica à saúde e ao bem estarAngela Maria morreu há dois dias, na noite de sábado, quando a primavera completava uma semana, 29 de setembro.

Angela Maria, ou Sapoti, como  a chamou certa vez Getúlio Vargas, ou a Rainha do Rádio, como durante décadas seus fãs a trataram, era Abelim Maria da Cunha, nascida em Macaé, no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1929. Estava com 89 anos quando expirou vítima de uma infecção generalizada, em um hospital da cidade de São Paulo, após internação de 34 dias. “É com meu coração partido que eu comunico a vocês que  a nossa Angela Maria, partiu, foi morar com Jesus”, disse emocionado o empresário Daniel D’Angelo, marido da cantora. “O céu hoje está maravilhoso!” 

Continue Lendo “1115 – Como não concordar com o marido de Ângela Maria? “O céu hoje está maravilhoso!””

Anúncios

955- MCB (SP) recebe Duo Paccola-Fiori, Duo Camará (com & Trio Saracuteia Fulô) e Quartier Latin

O público que acompanha as apresentações musicais que o Museu da Casa Brasileira (MCB) promove em São Paulo aos domingos, sempre a partir das 11 horas, poderá apreciar três shows de diferentes vertentes nas próximas rodadas do projeto, todos com entrada franca, mas sujeita à lotação do terraço nos quais transcorrerão. Para o espetáculo de 28 de maio, o Duo Paccola-Fiori selecionou as faixas gravadas no álbum de estreia e que mescla composições próprias com sucessos regionais de várias partes do Brasil, arranjados com nova roupagem. Sem fugir às características dos instrumentos que toca, por meio deste repertório eclético a dupla constituída pelos virtuoses Thiago Paccola (viola caipira) e Jonecir Fiori (acordeon) promete levar ao palco inovação e musicalidade jovial.

Duo Camará e o Trio Saracuteia Fulô (Foto: Sté Mendes)

Um inédito encontro entre o Duo Camará e o Trio Saracuteia Fulô está programado para 4 de junho. Victor Cremasco (voz) e Raphael Amoroso (violão) apresentarão acompanhados por Roberto Federicci (sanfona e teclados), Ruiz Mattos (bateria) e Jorginho da Silva (contrabaixo) canções que trazem influências do samba, bossa nova e outras vertentes, base dos dois álbuns que assinam. Já Ana de Mag, Jessica Dias e Babi Pacini , revezando-se nas vozes e na percussão, mostrarão criações autorais e do compositor Pedro Ribeirão.

O Quartier Latin é formado por Julia King (voz), Daniel Doctors (contrabaixo e ukulele), Rodrigo Scarcello (teclado e acordeon) e Camilo Zorilla (voz e bateria)

A inusitada mistura entre sonoridades do Brasil e da França será a atração do MCB em 11 de junho, data reservada ao Quartier Latin, formado por Julia King (voz), Daniel Doctors (contrabaixo e ukulele), Rodrigo Scarcello (teclado e acordeon) e Camilo Zorilla (voz e bateria). A plateia ouvirá tanto clássicos de Edith Piaf, Jacques Brel e Serge Gainsbourg, quanto músicas contemporâneas com a quais nomes como Zaz, Bem l’Oncle Soule e Stromae, em arranjos com tempero latino, têm embalado Paris. O programa do Quartier Latin ainda destaca o forró de Dominguinhos, o samba-rock de Simonal e versões francesas de Chico Buarque e Mutantes.

Com edições contínuas entre março e dezembro, o projeto Música no MCB acolhe a cada novo domingo perto de 400 pessoas e desde 1999 já beneficiou mais de 240 mil com acesso gratuito a shows de grupos como Pau Brasil, Zimbo Trio, Projeto Coisa Fina, Orquestra Bachiana Jovem, Grupo Aum, Mawaca e Traditional Jazz Band, entre outros. O prédio fica na avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano, distrito do bairro Pinheiros, a uma caminhada leve da estação Faria Lima da linha 4/Amarela do Metrô. O terraço é contíguo a uma agradável área verde que acolhe pessoas de várias faixas etárias e ao restaurante que explora refinados serviços de gastronomia, lanches e cafés. Cobra pelo estacionamento interno, mas como estimula o uso de transporte alternativo oferece bicicletário com cadeados gratuitos à disposição para até 42 ciclistas. Para mais informações, há o telefone (11) 3032-3727.

28 de maio: Duo Paccola-Fiori

1. Apanhei-te Cavaquinho (Ernesto Nazareth e Ubaldo)/2. Pagode Doido (Thiago Paccola)/3. Tristeza do Jeca/Mercedita (A. de Oliveira / R. S. Rilo)/4. Encontros (Jocenir Fiori)/5. Baião de 5 (Gabriel Levy)/6. Desvairada (Garoto)/7. Wave (Tom Jobim)/8. Saudades de Matão (Jorge Galati & Raul Torres)/9. Chalana (Luis Carlos Borges e Apparicio S. Rilo)/10. Feira de Mangaio (Sivuca)/11. Lamento Sertanejo (Dominguinhos)/12. Um tom para Jobim (Sivuca e Oswaldinho do Acordeon)/13. O Rio de Piracicaba (Tião Carreiro e Pardinho)/14. Libertango (Astor Piazzola)

 4 de junho,  Duo Camará e Trio Saracuteia Fulô

1.Bonsai (Raphael Amoroso)/2. Tanta Gente (Pedro Ribeirão)/3. Correnteza (Tom Jobim)/4. Samba do Chá (Victor Cremasco e Roberto Federicci)/5. A hora do Samba (Jéssica Dias e Paulo da Rosa)/6. Contramão (Pedro Ribeirão)/7. Tempo de Amor (Vinícius de Moraes e Baden Powell)/8. A Palmeira (Pedro Ribeirão)/9. Sabiá da gaiola (Domínio Público)/10. Chão (Victor Cremasco)/11. Valsa Pra Lua (Raphael Amoroso)/12. Nos bailes da vida (Milton Nascimento)/13. Há Braço (Victor Cremasco)/14. Teimoso (Pedro Ribeirão)/15. Maria Rosa (Victor Cremasco e Raphael Amoroso)/16. A do Feijão (Pedro Ribeirão)/17. Samba de Amanhã (Victor Cremasco e Raphael Amoroso)/18. Ponteio (Edu Lobo)

 11 de junho, Quartier Latin

1.Dans mon ile (Henri Salvador)/2. Couleur Café (Serge Gaisnbourg)/3. Mon manege a moi (Edith Piaf)/4. Belleville Rendez vous (Beatrice Bonifassi)/5. La foule (Edith Piaf)/6. Je ne veux pas travailler (Pink Martini)/7. Tu veux ou tu veux pas (Brigitte Bardot)/8. Joana Francesa (Chico Buarque)/9. La lune (Zaz)/10. J’ai deux amours (Madeleine Peyroux)/11. Je veux (Zaz)/12. La vie en rose (Edith Piaf)/13. Douce France (Charles Trenet)/14. Fibre de Verre (Paris Combo)/15. Ni oui ni non (Zaz)/16. Les mots d’amour (Mayra Andrade)/17. Xodó (Dominguinhos – versão em francês)

Anai Rosa e Thadeu Romano prestam homenagem ao “Rei do Baião” Luiz Gonzaga

 

10583926_10152563707540446_4130677462537855286_n

Thadeu Romano e Anai Rosa vão se encontrar nesta quinta-feira, 31 de julho, no Espaço 7, situado na cidade de São Carlos, no Interior de São Paulo. Na apresentação que o sanfoneiro e a cantora farão a partir das 20 horas ambos vão homenagear um dos maiores nomes de todos os tempos da música brasileira, o pernambucano de Exu Luiz Gonzaga, nosso eterno “Rei do Baião”.

Gonzaga, que se eternizou pela interpretação entre outros antológicos sucessos de “Asa Branca”, dele e de Humberto Teixeira, morreu há 25 anos, no Recife, no dia 2 de agosto de 1989. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba ou triângulo, “Lula” levou a alegria das festas juninas, dos forros de pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia ritmos como o baião, o xote e o xaxado.

DSC01978a
Thadeu Romano toca vários ritmos no instrumento preferido por Gonzaga (Foto: Marcelino Lima)

Thadeu Romano vem trilhando com competência o caminho que Gonzaga fez com a sanfona. Além de vários shows e apresentações pelo país e no estado de São Paulo, incluindo o Réveillon de 2011 na Avenida Paulista (Capital), e em casas dos badalados bairros Pinheiros e Vila Madalena, esteve ainda em programas como o “Viola, Minha Viola” e Sr. Brasil. Nestas ocasiões , ele já tocou ao lado de nomes como Roberta Miranda , Yassir Chediak, Swami Júnior e em projetos de tributos a Pixinguinha e Édith Piaf, como o  “Ma Vie em Rose, Pequena Piaf”, com Priscila Lavorato (voz), André Penne (contrabaixo acústico) e Guto Visciano (violão).

Em 2013 esteve em Roma para conhecer suas raízes italianas. Naquela cidade, foi recebido pela tradicional “Famiglia Ottavianelli” (Simoni, Luca e Babbo Ottavianelli), fabricante de acordeons; o instrumento que ele trouxe na viagem de volta já foi tocado, inclusive, por Toninho Ferraguti. Virtuoso, ele executa ritmos que vão do jazz ao chorinho, e também ajuda a abrilhantar o trabalho de músicos de raiz e da vertente regional como Rodrigo Zanc e Wilson Teixeira, com os quais, recentemente, voltou ao palco do programa de Rolando Boldrin para gravações que ainda não foram ao ar.

DSC08962a

Anai Rosa é instrumentista formada pela Unicamp (Foto: Maribel Santos/A Tribuna de Araraquara)

Anai Rosa é instrumentista formada em viola de arco e violino pela Unicamp. De acordo com o Dicionário Cravo Albin, já faturou vários prêmios como “Melhor Intérprete” em diversos festivais nas cidades do interior de São Paulo. Anai Rosa integrou a Orquestra Sinfônica de Campinas, sob regência do maestro Benito Juarez, participou do grupo Soma, que se apresentava em várias cidades do interior de São Paulo e de Minas Gerais, e atuou, também, no grupo Farinha Seca. Ao lado do próprio Thadeu Romano, Swami Jr., Fabio Freire, Zé Pitoco e Henrique Araújo, ela já fez apresentações no SESC de “De Bico de Aço a Rei do Baião”, em outra homenagem ao “Grande Lua”

O Espaço 7 fica na rua 7 de Setembro, 1441, Centro de São Carlos. Para mais informações há o telefone (16)3307-5691