1518- Clayton Prósperi (MG) lança Cativo, com participação de Toninho Horta, Marco Lobo, Teco Cardoso e músicos sul-mineiros*

#MPB #MúsicaSulMineira #MinasGerais #TrêsPontas #BeloHorizonte #Piano ##PianoClássico #CulturaPopular

Trabalho celebra  a trajetória do pianista e compositor trespontano, com formação clássica e influências do rock ao jazz e popular; disco ainda conta com os prestigiados instrumentistas Walmir Gil e Enéias Xavier e com a cantora Sarah Abreu 

*  Com João Marcos Veiga

Sem título-2As audições matinais que promovemos aos sábados aqui no Solar do Barulho, redação do Barulho d’água Música, na Estância Turística de São Roque (SP),  transportou-nos neste dia 9 de abril por paisagens da Serra da Mantiqueira por meio do álbum Cativo, que o compositor e pianista Clayton Prósperi lançou ontem, 8. Cativo  reúne temas autorais e traz participações de Toninho Horta, Teco Cardoso, Marco Lobo, Ismael Tiso, Sarah Abreu, Enéias Xavier, Walmir Gil, do arranjador Rafael Martini, entre outros músicos da rica cena do Sul de Minas. Para quem quiser conferir, o  disco está disponível nas plataformas digitais e chegou para celebrar a trajetória do artista de Três Pontas (MG), instrumentista integrante de prestigiados projetos na carreira e gravado por Milton Nascimento (Eu Pescador), com quem fez a turnê do álbum E a gente sonhando, indicado ao Grammy Latino de 2011. O disco é um lançamento da Embornal Records, selo independente trespontano.

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1500 – Contribua para a gravação do novo álbum do “artivista” paraense Bené Fonteles

#MPB #ArtesPlásticas #Literatura #Poesia #BragançaPA

Artista plástico, jornalista, editor, escritor, poeta, cantor, compositor e xamã, entre outras formas de expressão que formam as várias facetas do incansável “artivista” que, conforme a própria definição, ele encarna, Bené Fonteles disparou campanha na internet para coletar contribuições entre amigos e tirar do papel o disco D’Alegria. Em formato físico e digital, D’Alegria será gravado no Sítio Arvoredo, em Pocinhos do Rio Verde, distrito de Caldas (MG) e onde fica o estúdio Venta Moinho “debaixo de um pé de jequitibá” do amigo, violeiro cantor e vizinho de porta João Arruda. O trabalho reforçará uma discografia que, fora a participação em outras gravações¹, inclui os autorais Benditos, coletânea de 2003 que mescla Benedito (1983), Silencioso (1987) e (1991); Silencioso tem apenas capa, já que sua proposta conceitual é a de que seja ouvido o silêncio.

Em 2019, em parceria com Lucina, Fonteles gravou Canções para Pescar Almas (Foto: Patrícia Ferraz)

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1481 -Três gerações de pianistas homenageiam Nelson Freire, em São Paulo*

#MúsicaBrasileira #MúsicaClássica #Piano #RioDeJaneiro

* Com Tambores Comunicações

Recital aberto ao público será promovido pela Fundação Maria Luisa e Oscar Americano. Com entrada franca,  mas pede-se doação de um brinquedo novo em prol do Natal das crianças do Instituto de Tratamento do Câncer Infantil


O pianista Nelson Freire (1944-2021), que morreu há um mês, aos 77 anos, na capital do Rio de Janeiro (RJ), será homenageado na cidade de São Paulo pela Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, neste domingo, 5/12, a partir das 11h30. O repertório destacará obras como Morte de Isolda (Wagner/Listz); Barcarola op. 60 (Chopin) e Rudepoema (Villa-Lobos) em memória a um dos mais talentosos pianistas do mundo desde o século 20 e que muito influencia os jovens músicos que se apresentarão no concerto: Eduardo Monteiro, Érika Ribeiro e Lucas Thomazinho.

Mineiro de Boa Esperança, Nelson Freire começou a tocar piano aos três anos de idade, aos 12 já era aluno em escolas conceituadas da Europa e aos 15 protagonizava sessões das mais concorridas. Consagrado pela crítica europeia, convocado constantemente pelas melhores orquestras do mundo, rapidamente se tornou especialista em interpretar Beethoven, mas também impressionava quando executava peças de Chopin.

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1450 – André Siqueira lança álbum com releituras da obra de Toninho Ferragutti

#MPB #ViolãoInstrumental #ViolãoClássico #ViolãoPopular #Acordeon #Sanfona #Futebol #SeleçãoBrasileira1982 #CopadoMundo1982

Gosto de brincar com uma imagem futebolística que envolve dois gênios das quatro linhas de todos os tempos, Zico e Sócrates; convoco ambos pela contemporaneidade em campo, já que brindaram os olhos dos amantes de uma boa peleja no mesmo período, sobretudo durante e apesar da fatídica Copa do Mundo da Espanha, que perdemos em 1982, mas que deixou como legado para a história e para a filosofia e conversas de boteco um time que jamais sairá dos nossos corações e mentese não apenas tupiniquins.

Imagino sempre Magrão na arquibancada do Maraca vendo Galinho levantar arquibaldos e geraldinos com sua magia e, em determinado momento, estupefato com uma jogada do número 10, ficando em pé para aplaudir o rubro-negro, soltando apenas uma frase: “Genial, Zico, você é mesmo um baita craque!” Conseguem entender a “ironia” aqui? O Doutor, ele também um jogador espetacular, dizendo que o amigo é um “baita craque!”

Pois vamos esclarecer o porquê desta introdução. Nesta semana, os Correios entregaram aqui na redação do Barulho d’água Música o mais novo álbum do violonista André Siqueira, gravado entre 10 e 13 de maio de 2021, após uma bem-sucedida vaquinha virtual, fonograma que oferece aos ouvidos de quem tem a oportunidade de ouvi-lo uma releitura de sucessos de um dos nossos maiores acordeonistas – digamos assim, um Sócrates da música. Da outra margem, André Siqueira visita Toninho Ferragutti, nome do disco, tem a participação mais do que especial do próprio homenageado em quatro das dez faixas e traz no encarte (assinado pela mineira, cantora, compositora e escritora Déa Trancoso, a partir de desenho da artista plástica Cinthia Camargo, reproduzido na capa) um texto em que Ferragutti lustra a chuteira de Siqueira – digamos assim, um Zico dos nossos palcos. Então, está realizada a imagem, em outro campo artístico, é verdade, mas incontestável, em que um gênio tira o chapéu para outro gênio… e quem sai ganhando é a torcida!

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1382 – Ema Klabin oferece Mostra Lei Aldir Blanc, com cinco apresentações virtuais*

#CasaMuseuEmCasa #MúsicaBrasileira #MúsicaPopularBrasileira #WorldMusic #CulturaPopular #LeiAldirBlanc

Martha Galdos, Orquestra Mundana Refugi, Liv Moraes, Ricardo Baldacci Trio, Vanessa Moreno & Salomão Soares participarão do evento que será promovido entre 23 e 27 de abril

*Com Cristina Aguilera, Mídia Brazil Comunicação Integrada (cristina.aguilera@midiabrazil.com.br/@midiabrazilcomunicacao)

jornaslistas antifascistasA Casa Museu Ema Klabin, situada na cidade de São Paulo, oferecerá até 27 de abril a Mostra Lei Aldir Blanc, com cinco apresentações virtuais iniciadas na sexta-feira, 23, que serão transmitidas pelo canal YouTube da promotora, permitindo ao público assisti-los sem sair de casa e assim respeitar as restrições sanitárias em vigor por conta da pandemia de Covid-19.

A cantora peruana Martha Galdos abriu a série, com participação de Dante Ozzetti, e será seguida por Dedicado a Você, protagonizado por Liv Moraes (voz) e Cainã Cavalcanti (violão). A programação inclui o primeiro de seis episódios do projeto Foxtrot e a Música Brasileira: 1920 a 1960, interpretado pelo Ricardo Baldacci Trio. Os internautas também poderão passear por diversas vertentes da música brasileira em Chão de Flutuar, com Vanessa Moreno (voz) e Salomão Soares (piano), além de conhecer mais da música étnica que caracteriza o eclético repertório da Orquestra Mundana Refugi, formada por músicos brasileiros, imigrantes e refugiados.

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1252 – Ouça clássicos brasileiros, de Violeta Parra e dos Beatles em disco de Ulisses Rocha com cello, baixo elétrico, trompete e viola caipira

Destacado violonista e compositor carioca que integrou o D’Alma é um dos mais influentes da atual geração brasileira, admirado por um estilo inconfundível que transita entre os mundos da música brasileira,da música erudita e do jazz 

O Quinteto, álbum instrumental de Ulisses Rocha, lançado em 2017, abriu as audições matinais que promovemos todos os sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música, em São Roque (SP), neste dia 26 de outubro. Gravado com 10 faixas que são releituras de clássicos universais de músicos de diversos estilos — de João do Valle e Luiz Vieira a John Lennon e Paul McCartney, passando por Violeta Parra, Heitor Villa Lobos, Luizinho e Teddy Vieira e chegando a Milton Nascimento — O Quinteto reúne, além de Ulisses Rocha: Raïff Dantas Barreto (cello), Vitor Loureiro (baixo elétrico), Walmir de Almeida Gil (trompete) e Ivan Vilela (viola caipira), oferecendo um mini-concerto que poderá ser apreciado tanto no portal eletrônico do autor, quanto em várias plataformas digitais nas quais estão disponíveis, ainda, várias outras joias da discografia de Ulisses Rocha, trabalho que totaliza 16 discos e inclui os produzido ainda como integrante do extinto grupo D’Alma, fora as participações em álbuns de amigos e parceiros de estrada.

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1249 – João Arruda (SP) volta a Sampa e se apresenta com Déa Trancoso (MG) no Espaço 91

Músico, cantador e trovador de Campinas (SP) apaixonado pela cultura musical dos povos, por toadas de bumba meu boi do maranhão, sambas de roda do Recôncavo Baiano, samba rural paulista, congadas e folias, dentre outras cantigas, apresentará o espetáculo Entre Violas e Couros

O cantor, compositor e multi-instrumentista João Arruda estará de volta a cidade de São Paulo para apresentação no Espaço 91 neste sábado, 26, do projeto Entre violas e couros, que terá a participação especial da também cantora, compositora e escritora mineira Déa Trancoso, a partir das 20h30. Residente em Campinas (SP), Cantador, tocador de violas e percussões, Arruda é um trovador apaixonado pela cultura musical dos povos, artista comprometido com a valorização e a recriação de temas e de canções da cultura popular brasileira e da América Latina e costuma envolver as plateias sempre que sobe o palco para promover seus espetáculos solos. Entre cantorias, palmas e risadas, o público costuma viajar ao sabor de toadas de bumba meu boi do Maranhão, sambas de roda do Recôncavo Baiano, samba rural paulista, congadas e folias, dentre outras cantigas que o violeiro traz na sua bagagem de trovador.

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1225 – Instituto CPFL e produtora Kuarup lançam selo dedicado à música contemporânea brasileira 

Catálogo conversa com obra e conceitos do modernista Mário de Andrade e reúne gravações com André Mehmari, Renato Braz, Marília Vargas, Thibault Delor e Quarteto Camargo Guarnieri, entre outros expoentes da moderna música que o país e músicos estrangeiros vêm produzindo

O Instituto CPFL, ligado ao grupo CPFL Energia (Companhia Paulista de Força e Luz), em parceria com a Kuarup — premiada produtora cultural independente que tem em seu acervo obras de, entre outros, Villa-Lobos, Baden Powell, Renato Teixeira, Paulo Moura e Xangai está lançando um novo selo, dedicado à música contemporânea brasileira. Disponível nas plataformas digitais, o catálogo do selo Instituto CPFL & Kuarup possui, ao todo, 12 álbuns de concertos realizados no programa Música Contemporânea, única série brasileira regular de concertos que contemplam a música do nosso tempo, sempre aos sábados, na Sala Umuarama do Instituto CPFL, em Campinas, disponibilizados no sítio eletrônico e transmitidos aos domingos pela Rádio Cultura FM de São Paulo (FM 103,3 MHz).

Os álbuns reúnem apresentações de grandes intérpretes da música brasileira e mundial tais como os pianistas Paulo Henrique Almeida e André Mehmari, a soprano Marília Vargas, o contrabaixista Thibault Delor, o cantor Renato Braz e grupos como o Quinta Essentia Quarteto, o Quarteto Camargo Guarnieri, o Quaternaglia e a Camerata Latino-Americana. As gravações são de 2015.

Em mais de 16 anos de atividades, o Instituto CPFL, através de seu programa Música Contemporânea, promoveu diversos concertos e estreias mundiais de alguns dos maiores intérpretes da música de nosso tempo“, disse Mário Mazzilli, diretor-superintendente do Instituto CPFL. “Surgiu assim um dos raros e mais longevos programas regulares de música contemporânea, um espaço de experimentação e ampliação da experiência sensorial que só a canção é capaz de produzir”, emendou Mazzilli . Nada mais justo que o resultado de parte desses encontros, sempre gratuitos em nossa sede em Campinas, seja agora disponibilizado a todos nas plataformas de streaming.” 

Sobre os Álbuns:

Engenho Novo – Marília Vargas e André Mehmari

Gravado em 09/05/2015 na Sala Umuarama, Instituto CPFL. 

Marília Vargas: soprano, André Mehmari: piano. 

Em sua busca incessante pela essência da música brasileira, Mário de Andrade pesquisou os sons do país de Norte a Sul, construiu um arcabouço teórico justificando a opção nacionalista em arte e, em seu caso, sobretudo na música de invenção. Passados 70 anos da morte de Andrade, esta apresentação se debruçou sobre a realidade musical brasileira atual a partir de suas reflexões, mostrando a produção dos compositores que seguiram a cartilha do autor de Macunaíma. André Mehmari recria o texto musical dos acompanhamentos de canções muito conhecidas. O primado é da voz meta perseguida por Mário de Andrade, determinado a estabelecer as bases do canto em português.

Solista da Camerata Latino-Americana – Thibault Delor

Gravado em 12/09/2015 na Sala Umuarama, Instituto CPFL

Thibault Delor: contrabaixo 

Um concerto solo de piano ou mesmo de violino, seria usual. Entretanto, a proposta de um concerto solo para contrabaixo é inusitada. Neste contexto, Thibault Delor, um francês apaixonado pela música brasileira, conduz os ouvintes pelas praias nacionalistas por onde caminham Francisco Mignone e Claudio Santoro até chegar em John Contrate. Villa-Lobos e Fernando Pessoa são os anfitriões desta programação.

Canela: as Músicas da América Latina – Renato Braz e Quarteto de Violões Maogani

Gravado em 10/10/2015 na Sala Umuarama, Instituto CPFL 

Renato Braz: voz, violões: Carlos Chaves, Marcos Alves, Paulo Aragão e Sergio Valdeos 

A música popular da América Latina foi construída com ingredientes de diversas procedências, que misturados às cores e ao jeito de cada povo fizeram surgir uma infinidade de ritmos e gêneros. Um roteiro musical que sai do Brasil e passa pela Argentina, Chile, Paraguai, Peru, Colômbia, Venezuela e Cuba muitas destas canções e melodias constituem produtos das matrizes que encantaram Mário de Andrade, em seu ideário de construção de uma música nacional brasileira a partir da realidade latino-americano, distanciando-se das matrizes europeias.

Música Para Sopros de Nielsen – Quinteto de Sopros de São Paulo

Gravado em 14/03/2015 na Sala Umuarama, Instituto CPFL

Alexandre Silvério: fagote, Joel Gisiger: oboé, José Ananias Souza Lopes: flauta, Nikolay Alipiev: trompa, Sergio Burgani: clarinete.

Um concerto construído em torno da obra camerística mais famosa, e ainda assim raramente tocada, de Carl Nielsen: o seu quinteto de sopros, criação da sua plena maturidade. As demais obras gravitam no universo da música da primeira metade do século 20. Como as variações Sérias do carioca Ronaldo Miranda sobre uma melodia de Anacleto de Medeiros, o divertido Scherzo do francês Eugene Bozza, especialista na escrita para sopros ou as igualmente bem-humorada Three shanties do britânico Malcolm Arnold. Uma pequena gema do italiano Nino Rota, mundialmente conhecido pelas trilhas de cinema para Federico Fellini, antecede as duas peças finais assinadas por Nielsen: primeiro a encantadora Children are playing para flauta solo; e em seguida o quinteto, obra-prima da música para sopros no século 20.

Falando Brasileiro – Quinta Essentia Quarteto

Gravado em 24/10/2015 na Sala Umuarama, Instituto CPFL 

Flauta doce: Felipe Araújo, Fernanda de Castro, Gustavo de Francisco e Renata Pereira

Fazer música de câmara com flautas doces é transitar no velho e no novo mundo das expressões musicais. No Brasil, a relação com o antigo nos fascina pelo risco criativo que corremos em nossas interpretações de um texto musical: esta é a profissão de fé artística do Quinta Essentia. Em Falando Brasileiro há muitas criações originais para flautas doces e arranjos de melodias consagradas que fazem parte do imaginário popular brasileiro. Esta mistura entre a matriz europeia e as cores dos sons nacionais espalhados pelo país reflete-se nas suítes e quartetos do argentino Eduardo Escalante, que veio para São Paulo aos 12 anos, em 1949 e naturalizou-se brasileiro, sendo aqui aluno de Camargo Guarnieri; do gaúcho Bruno Kiefer; e do petropolitano César Guerra-Peixe, que transitou pela vanguarda experimental e também pelo nacionalismo preconizado por Mário de Andrade. 

Músicas do Brasil Para Quarteto de Sopros – Ensemble Brasileiro de Música Moderna

Gravado em 14/11/2015 na Sala Umuarama, Instituto CPFL 

Filipe de Castro: flautas, Eduardo Freitas: clarinetes, Douglas Braga: saxofones, Osvanilson Castro: fagote. 

Flauta, clarinete, saxofone e fagote são instrumentos que integram a orquestra sinfônica à europeia, mas também as bandinhas espalhadas pelos coretos dos quatro cantos do Brasil. É este Brasil multicolorido, filtrado pela criação de grandes compositores, de ontem e de hoje, que compõe o programa deste concerto. Entre os do passado, Heitor Villa-Lobos, o criador que mais personificou o ideal artístico perseguido por Mário de Andrade. A seu lado, César Guerra-Peixe, que num gesto corajoso mergulhou nas músicas populares do Recife (PE) e de lá saiu com uma nova agenda estética, a do nacionalismo tal como pregado por Mário de Andrade. Entre os criadores atuais, o saxofonista Douglas Braga, integrante do Ensemble Brasileiro de Música Moderna, assina duas composições de sabor bem brasileiro.

O Quaternaglia: solos de violão para o orixá da justiça, do trovão, dos raios e do fogo.  Foto: Gal Opido

Xangô – Quaternaglia

Gravado em 28/11/2015 na Sala Umuarama, Instituto CPFL 

Chrystian Dozza: (violão Sérgio Abreu, 2012, nº 621), Fábio Ramazzini: (violão Sérgio Abreu, 2002, nº 474), Thiago Abdalla: (violão Sérgio Abreu, 2002, nº 463), Sidney Molina: (violão 7 cordas Sérgio Abreu, 1997, nº 359). 

Um grande arco histórico da criação brasileira em sentido amplo, em arranjos especiais para quarteto de violões. O concerto Brasileira, em arranjo de João Luiz, e as Bachianas Brasileiras nº 9, arranjadas por Thiago Tavares e o Quaternaglia. A suíte de Ronaldo Miranda, Canção sem fim, de Sérgio, irmão de Sidney Molina, uma peça de um dos integrantes do quarteto, Chrystian Dozza (Sobre um tema de Egberto Gismonti), três criações de João Luiz dedicadas ao grupo e Maracatu da Pipa, de Paulo Bellinati, completam a apresentação de um dos mais destacados quartetos de violões brasileiros, com intensa atuação no exterior. Xangô remete a uma obra de Almeida Prado, um dos artistas mais interessantes da música clássica brasileira na segunda metade do século 20. Almeida Prado compôs Xangô para piano e utiliza o Canto de Xangô, breve tema transcrito por Mário de Andrade no Ensaio sobre a música brasileira. Na tradição iorubá, xangô é o orixá da justiça, do trovão, dos raios e do fogo. 

A Música Para Violino e Piano de Nielsen e Sibelius – Maria Fernanda Krug e Karin Fernandes

Gravado em 28/03/2015 na Sala Umuarama, Instituto CPFL

Maria Fernanda Krug: violino, Karin Fernandes: piano.

Sibelius, Nielsen e Richard Strauss são conhecidos por suas obras  sinfônicas. São raras as chances de se ouvir suas obras camerísticas. Sibelius gostaria de ter sido violinista; não se firmou como instrumentista, mas transformou o violino numa de suas preferências. Além de um belo concerto, ele compôs obras como esta densa sonatina. Já Nielsen era violista de profissão, conhecia profundamente as cordas. E sua escrita revela essa intimidade com o instrumento. Já a sonata de Richard Strauss, de 1888, foi uma espécie de adeus à música de câmara. Uma sonata de ambições orquestrais.

As Vozes Íntimas de Jean Sibelius – Quarteto Camargo Guarnieri

Gravado em 25/04/2015 na Sala Umuarama, Instituto CPFL 

Violinos: Elisa Fukuda e Ricardo Takahashi, Silvio Catto: viola, Joel de Souza: violoncelo. 

O quarteto Vozes Íntimas é a única obra de música de câmara de grandes ambições da maturidade de Sibelius. O Adagio di molto é seu centro de gravidade. Ele escreveu, sobre três acordes pianíssimo em mi menor, a expressão latina voces intimae, daí o título, confirmado em carta: “Estas vozes íntimas transportam para o além”. Seu biógrafo Tawaststjerna fala em longínquos murmúrios de um mundo remoto. De fato, Sibelius parece fazer um corpo-a-corpo no limite do silêncio.  O adagio também é o tempo escolhido por Anton Webern para o movimento de quarteto escrito em 1905, quando ele era aluno de Schoenberg. O quarteto número 2 de Guarnieri é um exemplo de sua maestria no gênero. 

O Piano de Carl Nielsen – Paulo Henrique Almeida

Gravado em 11/04/2015 na Sala Umuarama, Instituto CPFL

Paulo Henrique Almeida: piano

O dinamarquês Carl Nielsen era pianista amador. Fez sua fama como sinfonista, mestre das grandes formas. Mas, embora pequena, sua produção para piano é bastante significativa. A Chacona, o Tema e variações e a Suíte foram compostos entre 1916 e 1919; e as três peças, nove anos depois. São, portanto, peças da maturidade. O pesquisador francês Guy Sacre qualificou as três primeiras como “obras-primas da música para piano do século 20”. Até onde se sabe, não há notícia de que tenham sido publicamente tocadas no Brasil antes desta noite.

Câmara da Camerata Latino-Americana Convida Duo Palheta ao Piano – Jairo Wilkens e Clenice Ortigara

Gravado em 27/06/2015 na Sala Umuarama, Instituto CPFL 

Jairo Wilkens: clarinete, Clenice Ortigara: piano. 

O clarinete é um instrumento que está no ponto de fusão entre a música popular e erudita no Brasil. Desde a época dos chorões a figura do clarinetista impactou como instrumentista e liderança musical a produção da música erudita brasileiro, tornando-se um dos grandes divulgadores de novos compositores. Recentemente o pesquisador brasileiro Ricardo Dourado Freire publicou uma tese onde apontou o desenvolvimento da identidade do clarinetista brasileiro a partir da visão de Mário de Andrade. Na visão de Mário de Andrade, a música de uma sociedade é desenvolvida passando por três estágios: música universal (música religiosa), música internacional (música de concerto) e música nacional (música de influência popular e folclórica). Ricardo Dourado Freire aponta o papel fundamental que o clarinetista, como instrumentista e como liderança musical teve na etapa brasileira da formação da música nacional. O presente concerto aborda obras de compositores brasileiros que escrevem para clarinete dialogando sob esta influência da fusão popular e erudita.

Camerata Latino-Americana (Suite Contemporânea Brasileira) – Camerata Latino-Americana

Gravado em 13/06/2015 na Sala Umuarama, Instituto CPFL 

Simone Menezes: direção artística e regência. Violinos: Pablo de Léon, Ana de Oliveira, Maria Fernanda Krug e Pedro Della Rolle. Violas: Gabriel Marin e Wallas Pena. Violoncelos: Raïff Dantas Barreto e Moisés Ferreira. Thibault Delor: contrabaixo. Sarah Hornsby: flauta. Jairo Wilkens: clarinete. Peter Apps: oboé. Matthew Taylor: fagote. Rogério Zaghi: piano.

Mário de Andrade, embora um vanguardista, cunhava suas pesquisas não na erudição como um fim em si, mas tratava a vanguarda como uma forma necessária de expor suas novas descobertas, que estavam ligadas a pesquisas folclóricas e conexões com o povo. Assim, embora um vanguardista, ele não era um erudito desconectado em sua comunicação com o homem leigo. O concerto tem como obra central as Danças Características Africanas de Heitor Villa-Lobos, obra que prenuncia as ideias vanguardistas de Mário de Andrade e da Semana de Arte Moderna de 1922. A partir daí orbitam em torno deste centro estético obras de Pitombeira, Piccolotto, uma obra de juventude de Flô Menezes e uma estreia do compositor pernambucano Beetholven Cunha.

 Sobre o Instituto CPFL

Com 16 anos de atividades, o Instituto CPFL é a plataforma de investimento social privado do Grupo CPFL Energia, que tem sede em Campinas. A missão do Instituto CPFL é integrar os programas culturais, sociais e esportivos da companhia em uma única rede, transformando por meio do conhecimento as comunidades onde atua. Por meio do Circuito CPFL, o Instituto CPFL promove gratuitamente em diversas cidades sessões de cinema, concertos, corridas e passeios ciclísticos, além de ações sociais voltadas ao fortalecimento da cidadania. Em 2019, estão previstas iniciativas em cerca de 100 localidades, alcançando um público presencial estimado de milhares pessoas. O Instituto CPFL é responsável também pela difusão do conhecimento por meio das transmissões e do acervo online dos encontros do Café Filosófico CPFL, tradicional programa de debates que pode ser acompanhado pelo público no Youtube, no sítio eletrônico, no app institutocpflplay, no Facebook e na TV aberta. O programa editado é exibido aos domingos, às 21h, na TV Cultura.

Sobre o Grupo CPFL

O Grupo CPFL, ​​​​​​​​​​​​​​​com mais de 100 anos de história e atuação, tornou-se uma empresa de energia completa, com negócios em distribuição, geração, comercialização de energia elétrica e serviços, hoje considerado uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro. Leva energia a 9,6 milhões de clientes por meio de quatro distribuidoras¹ que abrangem cerca de 700 municípios dos estados de São PauloMinas Gerais, Rio Grande do Sul, e Paraná  e ao longo dos anos firmou-se entre as líderes no segmento de energias renováveis no Brasil com uma matriz diversificada: com atuação em fontes hidrelétricas, solar, eólica e biomassa. 

Mas não é apenas manter esta posição de liderança que estimula o grupo. “Nós sabemos, por exemplo, do papel. crucial que o setor energético desempenhará em relação ao futuro do planeta”, informa a CPFL em nota no portal da empresa. “Por isso, enquanto todos esperam que uma empresa de energia cumpra o seu papel, nós buscamos fazer mais do que isso: desenvolvemos programas de conservação e conscientização sobre o uso eficiente da energia elétrica, investimos em redes inteligentes, mobilidade urbana elétrica e muito mais. No ramo de geração, possui capacidade instalada no setor de 3.297 MW, sendo 95,6% de fontes renováveis

Sobre a Kuarup

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros.

Kuarup Música/Rádio, Imprensa e TV/www.kuarup.com.br

Telefones: (11) 2389-8920 e (11) 99136-0577 Rodolfo Zanke rodolfo@kuarup.com.br

¹ CPFL Paulista, CPFL Piratininga, CPFL Santa Cruz e RGE

1183 – Jazz B (SP) recebe Ubaldo Versolato Quarteto para lançamento de álbum de estreia, Portal

Saxofonista de Roberto Carlos e da banda Mantiqueira apresentará Portal, com participações dos filhos Léo e Renata, pela gravadora Kuarup

A audição matinal aos sábados neste dia 04 de maio aqui no boteco do Barulho d’água Música, em São Roque, Interior de São Paulo, começaram com Portal, disco de estreia que o saxofonista Ubaldo Versolato lançará em 10 de maio, em São Paulo (confira a guia Serviço). O álbum nos foi enviado pela gravadora Kuarup, à qual mais uma vez agradecemos em nome de Rodolfo Zanke. O aguardado projeto do músico reúne oito faixas, todas instrumentais, e é o trabalho de estreia do instrumentista paulista que tem mais de 40 anos de carreira.

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1116 – Cátia França, Consuelo de Paula e Déa Trancoso cantam em “Mamelucas”, no Sesc Pompeia

Show é uma das atrações da I Mostra Elas em Cena, que terá encontros inéditos entre compositoras com o objetivo de proporcionar contato e  troca entre sonoridades e processos criativos de diferentes universos musicais

As cantoras e compositoras Cátia de França (PB), Consuelo de Paula (MG) e Déa Trancoso (MG) protagonizarão uma apresentação inédita no Espaço Cênico do Sesc Pompeia no próximo sábado, 13, como atração da I Mostra Elas em Cena. Em Mamelucas, nome dado ao show, as três revelarão sinergias, organicidades e cumplicidades, envoltas em muitas texturas cheias de profundos diálogos e espiritualidades, convidando o público a abraçar as composições poéticas, os sentires e os saberes da gênese cultural brasileira. O Sesc, que costuma ser britanicamente pessoal, marcou o início da cantoria para 21h30 e está limitando a venda de ingresso, já iniciada tanto pela internet, quanto na bilheteria da casa, a dois por pessoa (veja guia Serviços)

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