Barulho d'Água Música

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893 – Após dez anos sem gravar, Rolando Boldrin lança novo disco, em Sampa. Pode apostar: é para lamber os beiços!

O cantor, compositor e apresentador Rolando Boldrin (São Joaquim da Barra/SP), o querido Sr. Brasil, ocupará o palco da unidade Santana do Sesc da cidade de São Paulo para shows de lançamento (cujos ingressos já se esgotaram ) de Lambendo a Colher, álbum de dez faixas que gravou para o Selo Sesc, com o qual encerra uma década longe dos estúdios e comemora 80 aniversários. Em breves vídeos produzidos pela entidade e cujos linques disponibilizamos abaixo, Rolando Boldrin comenta uma a uma as canções que compõem o breve, mas significativo repertório, e explica os motivos que o levaram a produzir este que trata como “o disco de minha vida”, o 29° da consagrada carreira. Continuar lendo

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816 – Socorro Lira (PB) lança “Amazônia – Entre Águas e Desertos” em apresentação única no Sesc Pompeia (SP)

A cantora, compositora e poetisa Socorro Lira (PB) lançará na sexta-fera, 26, o álbum em vídeo digitalizado Amazônia – Entre Águas e Desertos,  a partir das 21 horas, no palco do teatro da unidade Pompeia do Sesc da cidade de São Paulo. O DVD foi gravado no Auditório Ibirapuera quando Socorro Lira apresentava ao público o disco homônimo, em julho de 2014, com direção artística de Elifas Andreato (que assina também a arte gráfica do projeto). Os arranjos e a direção são do pernambucano Jorge Ribbas.

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755 – 2º Prêmio Grão de Música é entregue, com quatro atrações no palco, a 15 contemplados na Galeria Olido (SP)

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Socorro Lira (Foto: Daniel Kersys)

Quinze expoentes com trabalhos de qualidade indubitável ligados à produção e à divulgação da música independente receberam na noite de sábado, 5 de dezembro, o 2º Prêmio Grão de Música, iniciativa da cantora, compositora e poetisa Socorro Lira (PB) com apoio de parceiros e de entidades culturais, em cerimônia que transcorreu na Galeria Olido, em São Paulo. Os contemplados representam diversas vertentes musicais e vieram de vários estados do Brasil e até de Portugal para receber o troféu: uma estatueta, em bronze, idealizada por Elifas Andreato, artista plástico consagrado e que prestigiou a festa complementada por apresentações de Thamires Tannous (MS); Luiz Felipe Gama e Ana Luiza (SP); Cláudio Lacerda (SP); e Luanda Cozetti e Norton Daiello (duo do Distrito Federal que reside em Lisboa e forma o Couple Coffee), todos premiados.

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747 – Grupo Moxuara, do Espírito Santo, vem a São Paulo receber estatueta do 2º Prêmio Grão de Música

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O Moxuara protagoniza uma musicalidade que extrapola exigências de mercado e encanta públicos de quaisquer idade ou origem, mostrando uma visão artística que se funde com mensagens alusivas à preservação da vida (Foto: Divulgação)

O grupo capixaba Moxuara estará entre os 15 contemplados que neste sábado, 5, receberão na Galeria Olido, em São Paulo, a estatueta do 2º Prêmio Grão de Música, idealizado pela cantora, compositora e poetisa Socorro Lira (PB). A cerimônia que ainda prevê um show, ambos sem cobrança de ingressos, começará às 19 horas. Ao subirem ao palco os integrantes do Moxuara receberão reconhecimento por um sólido trabalho nascido em 1991 com o propósito de produzir música capaz de transpassar o tempo, as gerações e as fronteiras. Para sustentar este compromisso sem concessões e torná-lo fértil, vem empreendendo esforços permanentes que têm sido mantido ao cantar a história de sua gente com suas tradições, sentimentos, hábitos e valores. O lema permanente desde os primeiros dias de atividades do Grupo Moxuara é a tentativa de prover elos entre a tradição e a modernidade para valorizar, divulgar e popularizar uma música que retrate a alma do povo brasileiro e reproduza todo o encantamento das cidades do interior.

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743 – Anchieta Dali (PE), músico com “sotaque refinado de poética social apurada”, receberá 2º Prêmio Grão de Música

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Anchieta Dali, cantor e compositor pernambucano, é um dos contemplados deste ano entre os artistas que receberão na Galeria Olido, em São Paulo, em 5 de dezembro, a estatueta do 2º Prêmio Grão de Música, iniciativa da cantora e compositora Socorro Lira (PB) com o intuito de promover a valorização da música brasileira de todas as regiões do país e, especialmente, dos artistas que a representam, referendando trajetórias e obras artísticas. Anchieta Dali, de acordo com texto que ele mesmo assina e que poderá ser lido no blogue Quadrada dos Canturis, do qual poderá ser baixada parte de sua discografia, é um cantador nordestino que aborda o ser humano e a natureza num vasto cordel de emoções musicais. “Lírico, rústico, com sotaque refinado de poética social apurada, navega entre suor e chuva aguando leirões de rimas e audácia numa fina sertania forrozeira”, observa.

A obra de Anchieta Dali soma mais de uma centena de músicas, muitas gravadas por vozes como as de Elba Ramalho, Flávio José, Jorge de Altinho, Maciel Melo, Santanna, Alcymar Monteiro, Amelinha, Xangai, Cristina Amaral, Geraldinho Lins, Irah Caldeira, Flávio Leandro, Nádia Maia, Paulinho Leite, Josildo Sá, Bia Marinho, Paulo Matricó, Chico Balla, Carlos Villela, Edigar Mão Branca, entre muitos e importantes nomes do nosso nobre cancioneiro. As composições se enveredam por variedades rítmicas que incluem xote, xaxado e baião, além de tantos outros “fuleios”; o poeta Dali alinha-se ao senso crítico do romance tropical nordestino, mas criou seu próprio estilo: alternando-se pelos gêneros Forró e Cantoria, realiza shows por todo Brasil, dando ênfase à região Nordeste.

Como herança do pai, Mestre Conrado, seresteiro aboiador e de tantos outros vates, Anchieta Dali conta que carrega em sua verve musical “um semblante de doces melodias e originalidade no verso, decantando suas raízes culturais num formato filosófico e charmoso”.  A influência arguida em seu trabalho é a derivação inspiradora de gênios como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Elomar, Xangai, Vital Farias, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, entre outros “iluminados que habitam nosso planeta”.

Além da estatueta do 2º PGM, um belo troféu desenhado pelo artista plástico Elifas Andreato, todos os contemplados participarão da terceira coletânea Grão de Música, cujo álbum também ficará disponibilizado no site do PGM para audição e download gratuitos. As duas primeiras edições em disco saíram em 2009 e 2014, respectivamente. A escolha dos artistas, feita por convite da comissão organizadora, passou por critérios delineados por esta comissão que, embora de caráter subjetivo, buscaram garantir que se cumprissem os objetivos principais desta iniciativa, obedecendo ao regulamento básico disponível no  sítio www.premiograodemusica.com.br .  A lista inclui junto com Anchieta Dali: Gonzaga Leal; Thamires Tannous; Luís Felipe Gama e Ana Luiza; Antônio Madureira; Giovanna Farias; Mariana Baltar; Anchieta Dali; Vates e Violas; Susie Mathias; Couple Coffee; Makely Ka; Escurinho, Moxuara; Cláudio Lacerda e Ninah Jo. Quatro deles protagonizarão o show que complementará a cerimônia, para a qual não será cobrado ingresso. As atrações serão Thamires Tannous; Luís Felipe Gama e Ana Luiza; Cláudio Lacerda; e Couple Coffee.

Baixe do blogue Quadrada dos Canturis os álbuns abaixo de Anchieta Dali (Cativante, de 2000, e Segundos e Eras, de 2015, não está disponível). O músico pernambucano receberá o 2º PGM a partir das 19 horas na Galeria Olido, cujo endereço é Avenida São João, 473 – Centro, São Paulo – SP

[1996] Terras do Amor
[1998] Frugal – Ao Vivo
[2003] Estradar
[2005] Forró na Cor do Chão
[2008] Canturis da Cor do Chão
[2010] Na Dança da Vida

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742 – Quinze contemplados recebem estatueta do 2º Prêmio Grão de Música na Galeria Olido (SP); show terá quatro atrações

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Socorro Lira, idealizadora do Prêmio Grão de Música, além de cantora e compositora é poetisa. Quatro dias antes da cerimônia na Galeria Olido, ela lançará livro, com direito a show de bolso, na Casa das Rosas (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

Está programada para a noite de 5 de dezembro e transcorrerá na Galeria Olido, em São Paulo, a partir das 18 horas, a cerimônia de entrega do 2º Prêmio Grão de Música (PGM), idealizado pela cantora e compositora Socorro Lira (PB) com o intuito de promover a valorização da música brasileira de todas as regiões do país e, especialmente, dos artistas que a representam, referendando trajetórias e obras artísticas. O PGM teve em novembro de 2014 a primeira edição em Salvador (BA) e será realizado anualmente como celebração à diversidade musical do Brasil, distinguindo os ganhadores com um troféu, fundido em bronze, criado pelo artista plástico Elifas Andreato. Além da estatueta, todos participarão da terceira coletânea Grão de Música, cujo álbum também ficará disponibilizado no site do PGM para audição e download gratuitos. As duas primeiras edições em disco saíram em 2009 e 2014, respectivamente.

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O truta do Leminski e do índio que ri em câmera lenta

Edvaldo Santana é ZL na veia e traz em suas letras referências da cultura popular com toques que vão do blues ao reggae

Estou tocando sem parar desde março “Jataí“, sétimo CD de Edvaldo Santana, que recebi enviado diretamente por ele, com direito a um autógrafo!

Para quem ainda não o conhece, uma breve, mas suficiente informação: Edvaldo Santana é cantor e compositor da fervente e fervorosa cidade paulistana de São Miguel Paulista, é ZL na veia, na pele, no corpo, na alma. Poeta que ama a lua feito lobo solitário e usa o brilho dela para viajar, afinado com os passarinhos, sabe o tempo e o modo certos de podar rosas e de cultivar bromélias.

Capa da obra prima “Jataí”, o sétimo disco de Edvaldo Santana, com arte de Elifas Andreato

Edvaldo Santana bebe nas fontes de Baudelaire, Sérgio Sampaio e outros “malditos”, e com amigos fecha bares enquanto o papo rola no vapor. Nem santo, muito menos quem não presta, tem muito de blues, de folk, de rock … mas com a malemolência de quem chacoalha em trens do ramal Brás-Calmon Viana manda bem também nos sambas. Com bênçãos dos terreiros, umbanda e candomblé, dos manos, da vó que fazia comida pra toda a família.

Em suas músicas deste “Jataí” Edvaldo Santana alerta que é um “cara estragado pelo medo e pelo susto”, contudo não se enquadra no papel de pop star, não dá colher de chá, nem põe mel no cigarro de revistas mesquinhas; que sabe que cada mídia tem um lado e o que ele (convidado) vai falar, deixando o sujeito acabrunhado. Por isso (se) preserva e preza a independência, as posturas típicas de quem precisa driblar indiferenças e preconceitos, ginga típica de quem desde pivete precisa ralar na periferia mais distante dos centros (inclusive das atenções), mas bota fé no taco e, mesmo com quase todo mundo contra, leva muito em conta o que o próprio coração diz.

Quando tira a viola e o violão do saco, Edvaldo Santana canta pra um mundão que chega até além do Piauí de gente que joga fora o guardanapo e topa comer com a mão. “Quando Deus quer, até o diabo ajuda”, sabe. E assim vai seguindo dando certo um sujeito que acredita na franqueza, na liberdade que o orienta, que chegara ao mundo para dar errado mas conquistou a proteção do índio que ri em câmera lenta, venceu o temor pelos inimigos, mas sem perder a ternura e o tino.

A jornalista Teresa Albuquerque, do Correio Braziliense escreveu sua opinião sobre este guerrilheiro, samurai que aprendeu a costurar as próprias roupas quando as flores eram poucas, que seguiria o próprio destino sem dogmas e sem fé: “Edvaldo Santana é camarada de Tom Zé e Arnaldo Antunes. Assim como foi de Paulo Leminski, Haroldo de Campos e Itamar Assumpção (só para citar seus parceiros mais famosos)”.

O disco “Jataí”, ainda de acordo com Teresa, é o primeiro em que ES assina todas as faixas sozinho. Ai ela pondera e questiona: “achava que as letras chamavam a atenção porque eram escritas pelos parceiros? Que nada. As letras do novo CD (que vem com bela capa do artista Elifas Andreato) são muito boas. E as alquimias, como ele chama as misturas que faz — de blues, reggae, baião, xote, música cubana e o que mais vier à cabeça — continuam lá, assim como a voz rouca, ainda que em tom mais suave”.

Precisa mais? Então que tenha a palavra o próprio:

“Jataí tem uma sonoridade diferente dos outros discos que lancei. É semiacústico, mais baseado no meu violão. E a voz não está tão alta, dei uma suavizada”, comenta. “Continuo compondo com parceiros, claro. Mas, às vezes, as parcerias não batem com o momento que estou vivendo e acabam entrando em outro disco. Desta vez, quis gravar coisas bem minhas. Jataí tem muito do que estou pensando, do que estou sentindo.”

N.R.: Matéria publicada na revista eletrônica Kalang