818 – Xangai, Ednardo, Tom Zé, Amelinha, Chico César: trilha sonora de Velho Chico embala novela que estreia em março

Velho Chico, mais uma telenovela com temática regionalizada com o dedo brilhante de Benedito Ruy Barbosa, escola que ganhou força no início dos anos 1990 quando ele produziu Pantanal para a extinta TV Manchete, já está sendo anunciada pela Rede Globo para suceder a inverossímil trama que atualmente ocupa o horário nobre da emissora e já deu com tanto maniqueísmo de feira, clichês, pancadões e regravações de gosto duvidoso de baladas românticas. Apoiada pela mesma fórmula de sucesso das histórias anteriores que o escritor assinou (desta, na verdade, será supervisor, pois a autoria cabe a Edmara Barbosa e Bruno Luperi, filha e neto, respectivamente de Benedito Ruy Barbosa) Velho Chico tem estreia prevista para março, quando na telinha passarão a comparecer atores consagrados do primeiro escalão da teledramaturgia de Pindorama contracenando com novatos (em sequências de tirar o fôlego, captadas em muitos planos abertos e apresentadas por fotografias dignas de Urso de Prata) e serão ouvidas músicas que compõem uma trilha sonora “recheada de brasilidade”, como indica o produtor musical Tim Rescala.

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Tarcísio Meira mais uma vez integra elencos convocados para as novelas que Benedito Ruy Barbosa escreve ou supervisiona e viverá Jacinto na trama que, em sua primeira fase, levará o telespectador para vários passeios pelo Rio São Francisco (Foto: Caiuá Franco/Globo; em destaque, imagem de Xangai, em uma das chamadas da emissora)

Os capítulos remontarão ao final da década dos anos 1960 e levarão o telespectador à cidade fictícia de Grotas de São Francisco, que se situaria em solo do Nordeste, às margens do majestoso e poético Rio São Francisco, desenrolando a novela em fases até a entrada nos dias atuais, outra das características do consagrado avohai. Para tanto, haverá compartilhamento de personagens, como Ruy Barbosa também já fez, por exemplo, na própria Pantanal e em O Rei do Gado. Tarcísio Meira, Antônio Fagundes, Rodrigo Santoro, Camila Pitanga, Selma Egrei, Christiane Torloni, Marcos Palmeira, Chico Diaz  atuarão ao lado de nomes menos tarimbados (o que não significa pouco talentosos em se tratando dos núcleos da Vênus Platinada!) tais como Julia Dalavia, Mariana Nery, Fabiula Nascimento e Pablo Morais, além do cantor e compositor baiano Xangai, que à pia batismal ganhou o nome de Eugênio Avelino.

Ao ser chamado para a trama, Xangai ganhou a mesma oportunidade (e reconhecimento) conferido a Almir Sater, Sérgio Reis, Yassír Chediak, Daniel, Rodrigo Sater e Gabriel Sater, por exemplo, que Ruy Barbosa já escalou em outras novelas de mesmo perfil. O parceiro, entre outros vates da música regional, de Elomar Figueira de Melo já protagoniza chamadas de Velho Chico (veja foto no destaque) e abrilhantará a trilha sonora para a qual a composição escolhida é Incelença pro amor retirante, que compôs com o mulungo criador de bodes de Vitória da Conquista (BA). O cearense Ednardo, que emplacou Pavão Misterioso (Pavão Mysteriozo) e decolou a partir da inclusão dela em Saramandaia (1976) ressurge com outro de seus grandes sucessos, Enquanto Engoma a Calça, que escreveu com Climério. O irreverente Tom Zé defenderá Senhor Cidadão dentro de um baú de joias que terá ainda pedras preciosas tais quais Amelinha, Marcelo Jeneci, Chico César, Renata Rosa, Alceu Valença, e Caetano Veloso cantando ou interpretando canções autorais ou de Robertinho do Recife, Capinam, Vital Farias, Thiago Pethit e Héli Flanders — dupla que contribuirá com L’Étranger (Forasteiro), com participação de Tiê, música que Cida Moreira gravou em seu álbum Soledade, de 2015.

“O Nordeste é o foco”, comentou Tim Rescala sobre o repertório, que, de acordo com ele, valoriza os toques de um sentimento nacional com características daquela região brasileira. A escolha das músicas coube a Luiz Fernando Carvalho – diretor da novela, “eu apenas dei uma assessoria”, complementou Rescala, que ainda assina o arranjo e a regência de Tropicália, canção gravada por Caetano Veloso e pela Orquestra Sinfônica de Heliópolis, que fará parte da abertura da novela.

Também o figurino de Velho Chico busca retratar com fidelidade a identidade brasileira que será a tônica dos demais recursos artísticos empregados para realçar a cenografia. Para ter as roupas ao gosto do projeto, recorreu-se a um processo inteiramente artesanal que de acordo com a figurinista Thanara Schonardie exigiu descoloração de tecidos e tingimentos até ser alcançada a cor definida. Nas primeiras fases, predominarão, por exemplo, tons pastéis para os personagens sertanejos, enquanto matizes saturadas vestirão os que habitam o meio urbano.

Repertório do primeiro álbum de Velho Chico

Tropicália
Intérprete: Caetano Veloso
Autor: Caetano Veloso

Gemedeira
Intérprete: Amelinha
Autores: Robertinho do Recife e Capinam

Me leva
Intérprete: Renata Rosa
Autora: Renata Rosa

Flor de tangerina
Intérprete: Alceu Valença
Autor: Alceu Valença

Enquanto engoma a calça
Intérprete: Ednardo
Autores: Ednardo e Climério

Veja Margarida
Intérprete: Marcelo Jeneci
Autor: Vital Farias

Como 2 e 2
Intérprete: Gal Costa
Autor: Caetano Veloso

L’Étranger (Forasteiro)
Intérpretes: Thiago Pethit part. Tiê
Autores: Thiago Pethit e Héli Flanders/ Versão: Dominique Pinto e Rafael Barion

I-Margem
Intérprete: Paulo Araújo
Autores: Paulo Araújo e João Filho

Incelença pro amor retirante
Intérpretes: Xangai participação Elomar
Autor: Elomar

Serenata (Standchen)
Intérprete: Chico César
Autor: Franz Schubert, Ludwig Rellstab e Arthur Nestrovski

Pot-pourri Suíte Correnteza – Barcarola do São Francisco, Talismã e Caravana
Intérpretes: Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai
Autores: Geraldo Azevedo e Carlos Fernando (Barcarola do São Francisco), Geraldo Azevedo e Alceu Valença (Talismã), Alceu Valença e Geraldo Azevedo (Caravana)

Triste Bahia
Intérprete: Caetano Veloso
Autores: Caetano Veloso e Gregório de Mattos

Senhor cidadão
Intérprete: Tom Zé
Autor: Tom Zé

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Tom Zé também está escalado para a trilha sonora de Velho Chico, álbum cujo repertório realça a brasilidade que os produtores da nova novela da Globo buscam imprimir à trama (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

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688 – Boldrin grava com Zé Paulo Becker e Cainã Cavalcanti, Walgra Maria e Diana Pequeno mais um Sr. Brasil

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Boldrin começou as gravações de mais um Sr.Brasil com o duo Zé Paulo Becker (RJ) e Cainã Cavalcanti (CE) Fotos: Marcelino Lima/Acervo Barulho d’água Música

Noite de muitas emoções durante e após a gravação de mais um programa Sr. Brasil na quarta-feira, 14 de outubro: Rolando Boldrin recebeu entre os convidados as cantoras Walgra Maria (São João da Boa Vista/SP), Diana Pequeno (Salvador/BA) e o duo de violonistas Zé Paulo Becker (RJ) e Cainã Cavalcanti (CE).

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685 – Diana Pequeno faz apresentação única no Sesc Belenzinho

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Detalhe da capa de Eterno como areia, que tem musicas de João Bá e Vidal França, Elomar e Hilton Acioli

A unidade Belenzinho do Sesc de São Paulo reservou o palco para a cantora e compositora Diana Pequeno (BA) a partir das 21 horas desta sexta-feira, 16 de outubro, que está de volta ao cenário da música e em junho encerrou a Virada Cultural Paulistana, com direito à concorrida apresentação no Theatro Municipal. Neste novo show, que envolve o trabalho da produtora Charrua Charrua, do violeiro Noel Andrade (SP), os amigos e admiradores de Diana Pequeno deverão ouvir sucessos que ela consagrou e a transformaram em uma das mais cultuadas artistas populares a partir do início da década dos anos 1970 como a elogiada interpretação da versão Blowin’ In The Wind, de Bob Dylan.

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Primeiro violeiro a tocar no Free Jazz Festival, Adelmo Arcoverde (PE) é o aniversariante de hoje

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O Barulho d’água Música envia hoje, 31 de julho, um abraço dos mais especiais para Nazaré da Mata (PE), cidade onde reside o aniversariante Adelmo Arcoverde, violeiro que traz em suas composições tanto o burburinho e o cheiro das feiras públicas, quanto a elegância e imponência das salas de concerto camerísticos quando empunha sua viola, e dos dez arames extrai sonoridades tipicamente nordestinas, desfilando peças instrumentais que remetem ao universo de cordel e seus múltiplos temas tanto populares, quanto universais, tais como romances proibidos, a saga de cangaceiros que guerreiam em defesa de sertanejos explorados, a fé e a esperança do camponês em seus santos. Adelmo Arcoverde, em julho, foi uma das atrações ao lado do filho, André, do projeto Viola dos 5 Cantos, organizado pelo violeiro Zeca Collares no Sesc Vila Mariana, de São Paulo. 

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Itaú Cultural abriga universo de Elomar Figueira Mello com atrações múltiplas e entrada franca até 23 de agosto

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O Itaú Cultural transformou-se em uma casa de fazenda para abrigar o universo do músico Elomar Figueira Mello (Vitória da Conquista/BA) entre  18 de julho e 23 de agosto, período da 25ª edição do programa Ocupação, dedicado ao menestrel sertanez que está entre os melhores compositores de todos os tempos. O espaço, situado em endereço nobre e privilegiado, na avenida Paulista, será durante este mês morada para registros, objetos e memórias pelas quais se pretende revelar de onde surgem as referências que, além da música, habitam romances, poesias e peças de teatro compostas pelo violeiro. Não haverá cobrança de ingresso para curtir as atrações.

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Baixe vários títulos da obra de Heraldo do Monte (PE) do blog Quadrada dos Canturis!

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Algumas das capas dos álbuns de Heraldo do Monte que podem ser baixados, entre elas a de ConSertão, que gravou ao lado de Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Elomar, em 1982.

O blog Quadrada dos Canturis  disponibilizou para ser baixada em formato MP.3 a discografia de Heraldo do Monte, músico nascido em Recife (PE) que tem um papel histórico na música instrumental brasileira. Heraldo do Monte, de acordo com o biógrafo Fernando Jardim no texto de apresentação do Quadrada dos Canturis que servirá de base para este que o amigo e seguidor lerá começou na música tocando clarineta no colégio por ser o único instrumento disponível e com o qual andou por uma semana, para cima e para baixo, sem conseguir soltar sequer uma nota. Seu professor, ligeiramente irritado, então, empunhou o instrumento para mostrar como é tocado, mas percebeu que havia algo errado. Um aluno, pregando uma peça em Heraldo, colocara uma flanela no tubo de ar da clarineta! 

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João Arruda grava “Entre Violas e Couros”, álbum para marcar 10 anos de carreira, em Barão Geraldo (SP)

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Ao celebrar dez anos de carreira João Arruda convida amigos e admiradores para mais uma festa no Centro Cultural Casarão, em Campinas (Foto: Adriano Rosa/ASN Campinas)

O violeiro, cantor, pesquisador e sonhador inquieto João Arruda já está costurando o espetáculo Entre Violas e Couros, por meio do qual o músico planeja tornar inesquecível e especial a noite da sexta-feira, 10 de julho, em Campinas. João Arruda está comemorando, em 2015, dez anos de carreira solo e nessa data promoverá no palco do Centro Cultural Casarão (situado em Barão Geraldo, distrito de Campinas/SP), um show imperdível em comemoração à caminhada ao longo deste frutífero período no qual despontou como um dos mais criativos e originais nomes da música regional, dentro e fora do país. A partir das 20 horas, ele cantará composições de sua autoria (algumas inéditas) mescladas a cantigas e brincadeiras do folclore brasileiro e de compositores que se expressam por meio da cantoria e da cultura popular, como João do Vale (MA) e Elomar Figueira de Melo (BA).

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Adelmo e André Arcoverde (PE) trazem em suas violas tanto o encantamento das feiras nordestinas, quanto a elegância dos conservatórios

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O burburinho e o cheiro das feiras populares; um romance proibido entre uma índia e um bandeirante que vinga e resulta em nova família, outro entre um padre e uma freira, este condenado à moda da inquisição; histórias de cangaceiros que guerreiam em defesa de sertanejos explorados ou que bem na horinha “h” negam fogo, deixam de cumprir a “encomenda”, e se convertem; mensagens celestiais transmitidas por querubins por meio das quais Deus reafirma seu amor pela humanidade. Estes e outros temas e personagens da cultura Nordestina inspiram Adelmo Arcoverde em suas magistrais composições e afinações para viola caipira — literatura de cordel da melhor qualidade que ele recita pela voz dos dez arames, ora com sabor ibérico e trovadoresco, ora com elegância camerística — encheram o auditório do Sesc Vila Mariana (SP) na noite de 19 de junho, quando Adelmo e o filho, André, encerraram o projeto Viola dos 5 Cantos. Quem não se rendeu ao frio que castigava Sampa na ocasião, e foi prestigiá-los, acabou voltando para casa com as palmas aquecidas de tanto batê-las!

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Centro Cultural Casarão terá Flautins Matuá e Sexteto Clariô (SC) em nova rodada do Dandô-Dércio Marques

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O grupo Flautins Matuá será anfitrião de uma nova rodada do Dandô Circuito de Música Dércio Marques programada para esta quinta-feira, 18, a partir das 20 horas, quando receberá o catarinense Sexteto Clariô, no Espaço Cultural Casarão, situado no distrito de Barão Geraldo (Campinas/SP). O Flautins Matuá atua desde 2002, formado da vontade de seus integrantes em aprender a tocar pífano e de pesquisar as brincadeiras tradicionais brasileiras. Ex-alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Fernando Tocha (pífano e flauta transversal); João Arruda (viola); Marina Reiter (percussão); Franco Galvão (zabumba) e Bruno Dutra (pífanos) desde então já percorreram cidades do país e excursionaram mundo a fora, passando por países como Itália e França.

Já o Sexteto Clariô destaca-se pelo tratamento atualizado em seus arranjos e instrumentação, empregando instrumentos associados à cultura popular brasileira (viola brasileira, rabeca e pífano)  e à música urbana e de concerto (violino, violoncelo, viola de arco, saxofone e flauta transversal). O repertório reúne temas ligados ao Brasil rural e aos ritmos ibéricos, com o intuito de divulgar as vertentes da música brasileira em que as fronteiras entre o popular e o erudito se divergem e se renovam na base das tradições. A escolha do repertório deste espetáculo buscou reunir influências de autores com práticas composicionais diversas, como, por exemplo, César Guerra Peixe, Tião Carreiro, Almir Sater, Elomar Figueira Mello e músicas autorais. Formam o sexteto de Florianópolis Caio de Souza (viola caipira), Marcelo Portela (violão 7 cordas, cavaquinho e rabeca), Jorge Linemburg (violino e rabeca), Tácio Vieira (violoncelo), Fábio Mello (flauta transversal, pífano e sax soprano) e Guilherme Tebet (percussão).

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Amauri Falabella, violeiro urbano de Guarulhos (SP), completa hoje mais um aniversário

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O aniversariante Amauri Falabella, cantor e compositor de Guarulhos, já possui três álbuns gravados. O quarto está no forno e trará parcerias refinadas como Katya Teixeira, com a qual vai se apresentar no final deste mês pelo Circuito Dandô Dércio Marques (Foto: Marcelino Lima)

O Barulho d’água Música envia neste domingo, 7, um abraço dos mais fortes até Guarulhos (SP), onde mora um dos violeiros mais bem conceituados e queridos na roda destes instrumentistas e no meio musical caipira e regional, o cantor e compositor Amauri Falabella. Autor de Ciranda Lunar (2001), Violeiro Urbano (2005) e Amauri Falabella (2009), ele está gravando mais um álbum que trará entre outras parcerias Consuelo de Paula (Pratápolis/MG), Katya Teixeira (São Paulo/SP) e Socorro Lira (Brejo do Cruz/PB).

Amauri Falabella  é vencedor do prêmio Especial do Júri Popular do Festival da Música Brasileira da Rede Globo com a música Brincos, que recebeu 60% da votação. Canta sobre as coisas nas quais acredita e da maneira que gosta. Com forte influência de variados estilos musicais como o do trio da Boa Terra (BA) Elomar, Xangai e Vidal França, além de Vital Farias (PB), e Dércio Marques (MG), hoje é considerado pela critica como um trovador.

Ciranda Lunar, um sonho acalentado por mais de vinte anos, foi produzido por ele mesmo com requinte e qualidade técnica, trazendo à tona todo o lirismo e suavidade de suas canções.

Violeiro Urbano reafirma o gosto pela trilha do trabalho anterior, mas deixa evidente a paixão de Falabella pela viola caipira. Fiel às raízes da música brasileira, o compositor prima pela riqueza dos arranjos e pelo traço comum que une todas as músicas: o respeito à natureza e o amor à simplicidade. A faixa que dá nome ao álbum explica o apego à viola caipira e o próprio titulo, pois Amauri Falabella, que sempre viveu na cidade grande, “sente uma coisa esquisita quando pega a viola” porque “sou passarinho sonhador, fiz meu ninho numa estrela, levo no bico pra longe toda a dor”.

Amauri Falabella é, também, um dos expoentes do Dandô Circuito de Música Dércio Marques, idealizado por Katya Teixeira, em 2013, e no final do ano passado agraciado com o Prêmio Brasil Criativo. Os dois estarão juntos mais um vez pelo projeto no dia 25 de junho, a partir das 19 horas, no anfiteatro da Biblioteca Monteiro Lobato , situada na rua João Gonçalves, 439, Centro de Guarulhos.

Parabéns, amigo Amauri Falabella e sucesso no novo projeto!

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