1106 – Ocupação Dandô, na Unibes (SP), marca cinco anos de premiado projeto itinerante

Vários eventos em torno da música independente que vem motivando a promoção do circuito cultural em homenagem a Dércio Marques serão oferecidos entre quarta-feira e domingo, na estação Sumaré do Metrô SP

Para celebrar cinco anos de estrada do Circuito Dandô de Música Dércio Marques, a União Brasileiro-Israelita de Bem Estar Social (Unibes) Cultural acolherá entre 12 e 16 de setembro a Ocupação Dandô. O evento, entre a quarta-feira, dia da abertura, e o domingo, oferecerá palestras, rodas de conversa, sarau, a exposição fotográfica Olhar da Utopia, oficinas de música e de dança latino-americanas, contações de histórias, mostras regionais e shows já confirmados com João Bá e João Arruda (12/9), Ceumar (13/9), Zé Geraldo (14/9), Alzira E. (15/9), José Delgado, Cecilia Concha Laborde e Analia Garcetti (16/9), além do lançamento da segunda coletânea do projeto, produzida em parceria com a Tratore, e que tem repertório apresentando 27 artistas do Brasil, do Chile, da Argentina e da Venezuela.  Paralelamente à Ocupação, será realizado o 2º Encontro Latino-americano do Dandô com representantes de circuitos parceiros do Chile, da Venezuela e da Argentina, que terá abertura na terça-feira, 11. 

Para ingressos e mais informações visite www.facebook.com/circuitodando e veja abaixo a guia Serviços.

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1050 – Nova temporada de “Concertos para Pixinguinha” volta ao Sesc Bom Retiro (SP), ponto de partida do sucesso que já dura cinco anos

O espetáculo, que uniu no palco pela primeira vez a cantora Vânia Bastos e o baixista Marcos Paiva, ajudou a atualizar a obra do carioca Alfredo da Rocha Vianna Filho

Marcelino Lima, com Petterson Mello

O espetáculo que há cinco anos lota espaços, teatros e casas por onde passa abrirá sua sexta temporada na sexta-feira, 20 de abril, retornando ao local onde estreou e começou a fazer sucesso, em 2013. Concerto para Pixinguinha, aclamado por público e crítica e premiado em 2017, será novamente atração da unidade paulistana Bom Retiro, do Sesc, a partir das 21 horas — apenas três dias antes dos 121 anos de nascimento de Pixinguinha na cidade do Rio de Janeiro (RJ), data na qual também se comemora o Dia Nacional do Choro, conforme consta no calendário oficial do país. No palco, Vânia Bastos, a dona da impecável voz que tem emocionado a plateia com interpretações marcantes de sucessos do maestro, compositor e arranjador carioca, desta vez, excepcionalmente, estará acompanhada pelo baixista Gustavo Sato — que substituirá o  maestro, arranjador e diretor artístico Marcos Paiva que está em viagem fora do país  Jônatas Sansão (bateria), César Roversi (sopros) e Nelton Essi (vibrafone).

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992- Prestes a emplacar quatro décadas de sucesso, Duofel toca de graça no Museu da Casa Brasileira (SP)

O Museu da Casa Brasileira (MCB) receberá amanhã, 13, como atração do Projeto Música no MCB,  o Duofel, dupla formada pelos violonistas Luiz Bueno e Fernando Melo. Com 39 anos de pesquisas, ensaios e concertos, o Duofel vem marcando território na cena musical do país por promover novas linguagens para o violão, valendo-se de diversos modelos para experimentar timbres diferentes e produzir músicas instrumentais que mesclam erudito e popular. Com tal receita, brinda os fãs com composições próprias, clássicos populares e até primorosas releituras de clássicos do The Beatles. Para executar este refinado e dos mais ecléticos repertórios, Melo toca violão de 12 cordas, violão de nylon, viola caipira, zig zum, arco da rabeca e violão de aço. Bueno, por sua vez, utiliza violão de nylon, violão de aço, violão tenor, zig zum e arco da rabeca. Em toda trajetória, o Duofel contabiliza o lançamento de 12 discos – 10 gravados no Brasil, um na Alemanha e outro nos Estados Unidos –, a conquista de três prêmios da Música Brasileira (melhor arranjo/1996, melhor solista/1994 e melhor música instrumental/1993) e outras seis indicações (melhor CD instrumental/1996, melhor música instrumental/1994, melhor disco instrumental, melhor solista Fernando Melo, melhor solista Luiz Bueno e melhor música instrumental/1993).

 

O projeto dominical do Museu da Casa Brasileira (MCB) transcorre gratuitamente no terraço contíguo à agradável área verde do bairro paulistano Pinheiros, local que atrai diversas gerações e até famílias inteiras e oferece múltiplas atrações, incluindo restaurante e bicicletário. Boa parte deste público termina por também acompanhar os concertos e shows — o que, com a costumeira lotação das cadeiras do terraço, multiplica a plateia, das mais fidelizada, independentemente de quem estiver cantando e tocando. A média de pessoas a cada nova rodada chega a 400 pessoas, mas apesar de ser um dos mais concorridos e conceituados eventos artísticos culturais de Sampa na área musical, o Música no MCB vem sendo oferecido sem patrocínio continuamente desde 1999. O Museu é ligado à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e só por conta do esforço da coordenadora, Carmelita Moraes, e da boa vontade dos músicos (a maioria abre mão dos cachês) tem conseguido manter nestas 18 temporadas apresentações já curtidas por 250 mil pessoas, aproximadamente, sem cobrar ingresso, sempre a partir das 11 horas.  Passaram pelo palco, por exemplo, grupos e expoentes como Pau Brasil, Zimbo Trio, Projeto Coisa Fina, Orquestra Bachiana Jovem, Grupo Aum, Mawaca e Traditional Jazz Band, Neymar Dias e Igor Pimenta, Wilson Teixeira, Guilherme Ribeiro, Vento em Madeira, Sarah Abreu e Sexteto Mundano, com participação de Tita Parra, entre outros.

Além do Duofel, em agosto estão previstos outros dois concertos:

20/8 – Emiliano Sampaio e Mere Big Band

Fruto da união de 17 músicos da cena instrumental paulistana, a Mere Big Band, comandada pelo regente Emiliano Sampaio, apresentará o repertório de Tourists, primeiro disco lançado na Europa. O álbum mostra as impressões do velho continente, dedicadas aos destinos percorridos, desde os mais célebres, como Viena e Paris, até os locais mais inusitados, como Bad Radkersburg e Grozjan.

27/8 – Orquestra Instituto GPA

Sob regência de Renata Jaffé, o Instituto GPA traz sua Orquestra com uma formação 100% feminina, integrada por alunas do Programa de Música e Orquestra das Unidades de Osasco e Santos. Elas apresentam um repertório com clássicos da música nacional e internacional, como a Ciranda da Bailarina, de Chico Buarque; The Pink Panther, de Henry Mancini; e a Fantasia das Cirandas, de Cláudio Jaffé. A apresentação contará com tradução em libras. Formada por jovens entre 10 e 21 anos, selecionados entre os estudantes do Programa de Música, uma iniciativa de inclusão social do Instituto GPA, a Orquestra já contou com a participação de mais de 4.500 crianças, desde 1999.


 

Sobre o Museu da Casa Brasileira

O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, dedica-se à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração, com uma agenda com base em debates, palestras e publicações que contextualizam a vocação do museu para a formação de um pensamento crítico em temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas inúmeras iniciativas, destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país, realizado desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.

SERVIÇO:

Música no MCB – 18ª temporada

Agosto

13/08 – Duofel
20/08 – Emiliano Sampaio e Mere Big Band
27/08 – Orquestra Instituto GPA

Dia e Horário: Domingos, sempre às 11h00
Entrada gratuita
Local: Museu da Casa Brasileira (Avenida Faria Lima, 2.705 – Jardim Paulistano)
Tel.: (11) 3032.3727

Visitação
De terça a domingo, das 10h00 às 18h00
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada) | Crianças até 10 anos e maiores de 60 anos são isentos | Pessoas com deficiência e seu acompanhante pagam meia-entrada
Gratuito aos finais de semana e feriados
Acessibilidade no local
Bicicletário com 40 vagas | Estacionamento pago no local

Visitas orientadas: (11) 3026-3913agendamento@mcb.org.br | www.mcb.org.br

Informações para a imprensa – Museu da Casa Brasileira

Suzana Gnipper – (11) 3026-3910 | comunicacao@mcb.org.br
Bruno Dória – (11) 3026-3900 | analistacomunicacao@mcb.org.br
Jaqueline Caires – (11) 3026-3900analistacomunicacao2@mcb.org.br

Informações para a imprensa – Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo
Gisele Turteltaub – (11) 3339-8162gisele@sp.gov.br
Damaris Rota – (11) 3339-8308 | drota@sp.gov.br
Gabriela Carvalho – (11) 3339-8070gabrielacarvalho@sp.gov.br

 

984 – Atração do IJC (SP), José Delgado mostra em show acústico ritmos e sonoridades da Venezuela e do Caribe

Um dos melhores expoentes da nova música popular da Venezuela, o cantor José Delgado, apresentará neste domingo, 30 de julho, o concerto Acústico Caribe para os amigos e frequentadores do Instituto Juca de Cultura (IJC), situada no bairro Sumaré, na zona Oeste de São Paulo. A partir das 17 horas, o público conhecerá ao som de um cuatro (instrumento de cordas venezuelano) e um violão (guitarra, em Espanhol) parte do repertório reunido em seis álbuns, o mesmo que deverá embalar a turnê pelo Brasil que incluirá, ainda, shows de Delgado no Rio de Janeiro, no Clube do Choro (Brasília/DF) e em Pirenópolis (GO). Com mais de uma década de trajetória, o convidado do IJC destaca-se pelo canto que transita por gêneros nativos, caribenhos, jazz,  rock e salsa, revelando sua versatilidade compositiva e interpretativa, características que o coloca entre os mais admirados da música moderna latino-americana.

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974 – Cole no Sesc Pompeia (SP) e conheça Rebento, novo álbum instrumental do violeiro Ricardo Vignini!

Um dos violeiros mais atuantes do país, Ricardo Vignini, é o convidado do projeto Plataforma para a apresentação da quinta-feira, 20, no palco do teatro da unidade Pompeia do Sesc de Sampa. A partir das 21 horas, o cantor e compositor lançará o mais novo álbum da carreira solo, Rebento, que reúne 13 músicas instrumentais, das quais 10 de autoria própria. Para o show de lançamento, o violeiro chamará para a roda André Rass (percussão), Ricardo Carneiro (violão e guitarra), Sergio Duarte (gaita), Ari Borger (piano) e Bruno Serroni (violoncelo).

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968 – Disco importantíssimo para entender o Brasil, Cabaça d’água, de Alberto Salgado, é finalista do 28º PMB

Cabaça d’água, álbum de Alberto Salgado, é um dos três indicados da categoria Regional para vencer o 28º Prêmio da Música Brasileira, concorrendo com Celebração (Valdir Santos) e Vivo! Revivo! (Alceu Valença). O compositor e letrista brasiliense ainda poderá sair da cerimônia que ocorrerá em 19 de julho com o título de campeão entre os melhores cantores — disputa que também travará contra o pernambucano autor de Espelho Cristalino, e Raymundo Sodré (BA), que entrou no páreo com Os girassóis de Van Gogh. Sucessor de Além do Quintal, com o qual Salgado estreou em disco, Cabaça d’água desembarcou em 16 de fevereiro como atração do Clube do Choro (DF), em um show durante o qual o público aplaudiu efusivamente a nada convencional soma de ritmos — uma das marcas do trabalho de Salgado, que utiliza para interpretar as próprias criações violão de nylon, cavaco de cinco cordas, baixo elétrico, percussão, bateria, berimbau e até violoncelo conquistando a plateia ao som de xaxado, bumba-meu-boi, samba e baião, entre outros ritmos.

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962 – Concerto para Pixinguinha, melhor disco de choro de 2016, será atração no Teatro Itália (SP)

O premiado Concerto para Pixinguinha, que põe em cena Vânia Bastos, uma das mais importantes intérpretes da música brasileira, chega ao palco do teatro Itália, situado em um dos mais majestosos e emblemáticos cartões postais de São Paulo, o Edifício Itália, situado no Centro paulistano. O tributo ao consagrado maestro carioca em apresentação única que a paulista de Ourinhos protagonizará será atração do projeto Terças Musicadas na noite de 20 de junho, a partir das 21 horas. A cantora que entre outras também já gravou marcantes releituras de sucessos de Caetano Veloso, Edu Lobo, Tom Jobim e do Clube da Esquina ao longo da carreira que despontou no áureo período da Vanguarda Paulistana estará acompanhada pelo quarteto do maestro, arranjador e diretor musical do espetáculo Marcos Paiva, formado por ele, Jônatas Sansão (bateria), César Roversi (sopros) e Nelton Essi (vibrafone).

Concerto para Pixinguinha foi idealizado em 2013 pelos produtores culturais Fran Carlo e Petterson Mello, hoje sócios do selo Conexão Musical. A morte do homenageado completava 40 anos quando eles vislumbraram a possibilidade de resgatar a grandeza da obra pixinguiniana e conseguiram o que se chama de “tiro na moeda”, tamanho foi o sucesso da ideia. Os shows foram se sucedendo em várias cidades brasileiras, sempre com lotações máximas, até chegar ao formato de álbum, em agosto de 2016, quando ocorreu o lançamento no teatro J.Safra, em São Paulo. Ao final do ano passado, o disco já era apontado entre os melhores da temporada por críticos variados, tanto na imprensa especializada, quanto na blogosfera, e em abril deste ano provou que os elogios eram merecidos: arrebatou em Brasília  (DF) o troféu de melhor álbum da categoria Choro do Prêmio Profissionais da Música, em festa celebrada no Cota Iate Clube.    

Vânia Bastos e o quarteto de Marcos Paiva envolvem a plateia ao relembrarem entre outras joias do repertório de Pixinguinha a valsa Rosa, o samba Urubu Malandro e o clássico Carinhoso  — chorinho que completa um século neste ano e faz parte da memória afetiva de diversas gerações. O público ainda tem a oportunidade de ouvir Mundo Melhor, Isso é que é Viver e Fala Baixinho, que embora menos conhecidas que aquelas, carregam a genialidade do músico cujo nome de batismo era Alfredo da Rocha Viana Filho.

“Ele é tratado popularmente como gênio, além de ser tema de estudos acadêmicos, mas tem mais valor hoje que no final de sua vida”, observou Marcos Paiva sobre Pixinguinha. “Apesar do grande prestígio, na década dos anos 1930 e e 1940, quando o entretenimento começou a ser mais valorizado, houve um ‘embranquecimento’ do mercado”, complementou o baixista. “E por fatores históricos, Pixinguinha e sua turma se tornaram ‘tradição da cultura nacional’, que necessitava se modernizar.”

“O Pixinguinha, musicalmente, é uma imensidão sonora que ganhei de presente”, disse Vânia Bastos ao O Estado de S. Paulo. A estrela acredita que, para interpretá-lo, seguiu o que Pixinguinha teria pensado. “Ele não fez nada em vão, então, se colocou certas notas ali, é para fazer isso, não é para ficar inventando muito”. E completou: “Acho legal ter esse respeito aos compositores, em geral. No mais, é se deliciar mesmo!”

Com produção impecável, da iluminação ao elegante figurino dos músicos, tudo no espetáculo é marcado pelo bom gosto e perfeito entrosamento dos músicos. “Os arranjos de Marcos Paiva são de uma delicadeza que, de fato, se encaixam com perfeição com a interpretação aveludada – e versátil – de Vânia Bastos ”, escreveu Adriana Del Ré, do O Estado de S. Paulo. Mauro Ferreira reforçou a declaração da jornalista: “Com o toque refinado do Marcos Paiva Quarteto, Vânia Bastos dá voz com segurança a Gavião Calçudo, Rosa e Fala baixinho. (…) A abordagem resulta classuda e jamais trai a obra de Pixinguinha”, afirmou o produtor do sítio G1/Música.

Sobre os artistas

Vânia Bastos decolou como estrela da banda Sabor de Veneno, de Arrigo Barnabé, com quem gravou discos importantes como Tubarões Voadores (1984). Em 30 anos de carreira, firmou-se como uma das mais competentes vozes em âmbito nacional, como comprova a discografia que reúne títulos antológicos dedicados, entre outras, às obras de Tom Jobim, Caetano Veloso e ao Clube da Esquina. Na Boca do Lobo, um dos mais recentes, é dedicado à singular produção de Edu Lobo. Uma das referências da Vanguarda Paulistana, Vânia Bastos lançou também três discos no Japão e quatro na Europa.

Baixista, compositor e arranjador de Viçosa (MG), Marcos Paiva é referência em música instrumental e assina vários discos autorais, entre eles Meu Samba no Prato – Tributo a Edison Machado (2012). A homenagem ao carioca Edison Machado (1934 – 1990) rendeu críticas positivas na Folha de S. Paulo, n’O Globo e na Rolling Stone por destacar essa ‘lenda’ da bateria brasileira. Paiva atua também ao lado de artistas como Bibi Ferreira e Zizi Possi, além do cubano Fernando Ferrer e da portuguesa Teresa Salgueiro, com quem viajou pela América e Europa.

“Se você tem 15 volumes para falar de toda a música popular brasileira, fique certo de que é pouco. Mas se dispõe apenas do espaço de uma palavra, nem tudo está perdido; escreva depressa: Pixinguinha.” A frase do crítico e historiador Ari Vasconcelos (1926-2003) sintetiza de forma clara e direta a importância de Alfredo da Rocha Viana Filho para a música brasileira.

Pixinguinha deu vida a clássicos que guardam lugar na memória afetiva e de qualquer gosto musical brasileiro e embalam sucessivas gerações, obra que completou com consagradas orquestrações para cinema e teatro e arranjos para intérpretes contemporâneos à época, como Carmem Miranda

Gênio incontestável, Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos e um dos grandes músicos de choro – a música instrumental brasileira.

Flautista, saxofonista, compositor e arranjador brasileiro, Pixinguinha fez parte do grupo Caxangá, cujos integrantes eram, também, Donga e João Pernambuco. Depois, o músico formou o conjunto Oito Batutas, na década dos anos 1920. Já na década seguinte, foi arranjador pela gravadora RCA Victor, e nos anos 1940, integrou o regional de Benedito Lacerda, tocando saxofone tenor. Algumas de suas principais obras foram feitas nessa época, quando deu vida a clássicos que guardam lugar na memória afetiva e de qualquer gosto musical brasileiro e embalam sucessivas gerações, obra que completou com consagradas orquestrações para cinema e teatro e arranjos para intérpretes contemporâneos à época, como Carmem Miranda.

Pixinguinha celebrizou parcerias ao lado de Braguinha, Vinícius de Moraes e Hermínio Bello de Carvalho. O grupo Oito Batutas tornou-se o primeiro regional brasileiro a excursionar para fora do país: a turnê pela Europa agradou tanto às plateias que se prolongou por seis meses, contra os inicialmente planejados 30 dias. Alguns biógrafos apontam que o apelido com o qual o músico ganhou o mundo derivaria do modo carinhoso como a avó Eurídice o tratava na infância, chamando-o de Pizindim (cujo significado seria “menino bom”). Pixinguinha pode ainda, ser a resultante de Pizindim com Bexiguinha, pois ainda na infância Alfredinho teve a face marcada pela varíola, doença popularmente conhecida como “bexiga”.

O Teatro Itália fica na rua Ipiranga, 344, subsolo, há poucos metros da estação República das linhas 3/Vermelha e 4/Amarela do Metrô de São Paulo. O telefone para mais informações e contatos tem os números 2122-2474. O ingresso do Concerto para Pixinguinha está cotado em R$ 50,00. Estudantes que apresentarem carteirinha e idosos acima de 60 anos pagam meia, R$ 25,00.

949 – Vânia Bastos e Marcos Paiva levam a Santos (SP) tributo a Pixinguinha consagrado com prêmio de Melhor álbum de Choro

O público que frequenta a unidade Santos do Sesc terá a oportunidade de ver e ouvir na noite de sábado, 13, a cantora Vânia Bastos e o maestro e baixista Marcos Paiva, dois dos protagonistas de Concerto para Pixinguinha, que acaba de arrebatar o Prêmio Profissionais da Música de melhor álbum da categoria Choro. A aclamação do projeto dos sócios  Fran Carlo e Petterson Mello que resultou no primeiro disco do selo Conexão Musical, em parceria com a Atração Fonográfica, ratifica avaliações de críticos especializados que já o consideravam um dos mais bem produzidos em 2016 e  foi alcançada na noite de 28 de abril, quando os organizadores do PPM anunciaram os nomes dos vencedores da edição 2017, no Cota Iate Clube, em Brasília (DF). A primeira apresentação após a concorrida premiação está marcada para começar na agradável cidade do litoral Sul paulista às 21 horas (veja a guia Serviços ao final do texto).

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947 – Lulinha Alencar e Mestrinho tocam e lançam álbum para Dominguinhos em Sampa

A unidade Pompeia do Sesc da cidade de São Paulo receberá no sábado, 6 de maio, Lulinha Alencar e Mestrinho para lançamento do álbum que ambos gravaram em homenagem a Dominguinhos. ToCantE  reúne em dez faixas criações tanto do cantor e compositor pernambucano que morreu em 2013, como dos próprios Alencar e Mestrinho nas quais estes reverenciam outros mestres que os influenciaram: Chiquinho do Acordeon, Jackson do Pandeiro e Pixinguinha. Richard Galliano, renomado sanfoneiro francês, também subirá ao palco como convidado especial da apresentação, prevista para começar às 21 horas.

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941 – Primeiro do Brasil a receber cobiçado prêmio na Suíça, Cristian Budu encerra projeto Forte Piano (SP)

Brasileiro de origem romena, o jovem pianista Cristian Budu  encerrará no domingo, 30 de abril, as apresentações do Forte Piano, encontro de diversos escolas e gerações de pianistas que a unidade Ipiranga do Sesc da cidade de São Paulo vem promovendo, sempre a partir das 18 horas. Cristian Budu é dotado de uma musicalidade genuína e de calorosa força de comunicação, traços da personalidade artística internacionalmente reconhecida e que possibilitou alcançar, precocemente, os postos mais altos em concursos nacionais como o Nelson Freire (2010) e o Programa Prelúdio da TV Cultura (2007). Em 2013, aos 25 anos, com direito a dois troféus extras, incluindo o outorgado pelo público, tornou-se o primeiro brasileiro a vencer o Grande Prêmio do Concurso Internacional Clara Haskil, na Suíça, um dos mais importantes e prestigiados do cenário mundial, que elege apenas um campeão por edição e por vezes nenhum; entre os laureados, destacam-se, por exemplo, Richard Goode, Christoph Eschenbach, Mitsuko Uchida e Evgeni Korolyov. Além do grande prêmio principal, também arrebatou o prêmio do público e o prêmio Children’s Corner. No mesmo ano venceu o concurso Wild Card Ensemble Honors Competition, do New England Consevatory, situado em Boston, Estados Unidos.

Cristian Budu tem em sua coleção, ainda, o Premio 2013 (Categoria Jovem Talento) da Revista Concerto, que posteriormente o convidou para gravar, em 2015, o álbum distribuído apenas aos anunciantes. Um segundo convite, no mesmo ano, possibilitou outro álbum solo, este do selo suíço Claves. Budu participou de festivais concorridos, tais quais o J. S. Bach, na Suíça; estrelou, na Alemanha, a série Rising Stars do Festival Frankische Musiktage; o Festival da Radio France; o de Delft, na Holanda; o Rockport Music Festival, dos Estados Unidos; em Campos do Jordão (SP) abrilhantou o Festival Internacional, no qual também fez parte do corpo docente; na série da OSESP, em 2015 e 2016, integrou o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo; a Orquestra Sinfônica de Lucerne e a Orquestra Sinfônica de Jerusalém, entre outros. Já atuou como solista em salas como Jordan Hall, Liederhalle, Ateneu de Bucareste, Sala São Paulo e à frente de orquestras como Orquestre de la Suisse Romande (Suíça), Orquestra Sinfônica da Rádio de Stuttgart (Alemanha), Orquestra Emil Nichifor (Romênia), Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Filarmônica de Montevidéu, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Petrobrás Sinfônica, Orquestra Sinfônica do Paraná, entre tantas outras. 

 

Reconhecido também pela sensibilidade camerística, Budu já dividiu o palco com artistas como Christian Poltera, Jennifer Stumm, Rick Stotijn, Alexandra Soumm, Giovanni Gnocchi, Joseph Conyers e Semion Gavrikov e foi spalla dos segundos violinos da Orquestra Filarmônica de Israel. Atualmente, forma um duo com a violinista suíça Esther Hoppe, vencedora do Concurso Internacional Mozart, professora do Mozarteum, situado em Salzburg, Áustria. 

Quando se mudou para Boston, em 2010, Cristian Budu passou  a hospedar saraus que inspiraram, posteriormente, a criação do projeto Groupmuse (www.groupmuse.com), que alcançou considerável impacto na mídia e ganhou a parceria da Boston Symphony Orchestra. No Brasil, criou o Pianosofia (www.pianosofia.com) com o intuito de promover concertos clássicos em domicílio, protagonizados por amantes da música que frequentemente se encontram e ensaiam; este projeto, que valoriza formações de câmara com piano, planejado para “acordar” pianos que estão “mudos”, logo de início ganhou apoio da Sociedade Cultura Artística. O Pianosofia também prevê a expansão da comunidade por parte do público: todos os membros são conhecidos pessoalmente em saraus que podem ser requeridos por meio de contatos com o portal.

Cristian Budu é Mestre em Performance Pianística pelo New England Conservatory, onde foi bolsista de 2010 a 2012, na classe de Wha Kyung Byun, com quem estuda até hoje. É bacharel em Música pela Universidade de São Paulo (USP) na classe de Eduardo Monteiro e antes disso estudou com Elsa Klebanovsky (pupila de Wilhelm Kempff), Marina Brandão e Cláudio Tegg.

Participou de masterclasses com artistas como Russell Sherman, Menahem Pressler, Maria João Pires, Leif Ove Andsnes, Gilberto Tinetti, Marisa Lacorte, Flavio Augusto, entre outros. Cresceu em Diadema, cidade da Grande São Paulo, à medida que procurava caminhos próprios incentivado pelo brincante Antônio Nóbrega, mestre que o introduziu no universo das músicas e danças tradicionais brasileiras; durante quatro anos, o aplicado aluno do Instituto Brincante se aperfeiçoou com Rosane Almeida e diversos artistas populares, lapidando o talento que rendeu participações especiais em espetáculos do próprio Nóbrega; mais tarde, também em Boston, integrou um quarteto especializado em música brasileira vencedor em 2013 do Honors Competition do New England Conservatory (categoria Improvisação Contemporânea).

Budu tornou-se nos Estados Unidos Mestre em performance pianística, sob tutela de Wha-Kyung Byun e Em Boston é integrante de um quarteto especializado em Choro

Este título abriu portas para diversas apresentações nos Estados Unidos e a gravação de um álbum. Neste mesmo país, tornou-se mestre em performance pianística sob tutela de Wha-Kyung Byun e recebeu bolsa de estudos especial concedida pelo New England Conservatory de Boston. Em 2014, a mesma escola o aceitou para o Artist Diploma — programa de maior prestígio dos conservatórios norte-americanos, que oferece, além de bolsa integral e patrocínio, diversos concertos solo, de câmara e com orquestras.

Recentemente, o CD de estreia no selo suíço Claves (Prelúdios de Chopin e Bagatelas de Beethoven) foi reconhecido com o Editor’s Choice da revista inglesa Grammophone e com o selo 5 Diapasom da revista francesa Diapasom. Gravou também um disco com os Prelúdios de Chopin e as Kreislerianas de Schumann por encomenda da Revista Concerto e o Concerto nº 1 de Tchaikovsky com a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, sob regência de Cláudio Cruz.

O pianista desenvolve carreira intensa como solista e camerista, apresentando-se na América do Sul, Europa, Estados Unidos e Israel em salas como Jordan Hall (Boston), Ateneu de Bucareste, Teatro Municipal de São Paulo, Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Fundação Maria Luísa e Oscar Americano, Museu da Casa Brasileira, entre outras. É  parceiro frequente de Antonio Meneses, com quem se apresentou no Festival Vermelhos (Ilhabela/SP), e na Sala Cecília Meireles (Rio de Janeiro/RJ).

Apresentou recital no Rockport Music Festival (Estados Unidos), ministrou masterclass na University of Massachusetts (Estados Unidos), e participou de diversos concertos em Boston pelo projeto Community Performances and Partnerships.

Com patrocínio do programa Young at Arts, apresentou-se na Romênia como solista junto a Orquestra Emil Nichifor e em recital no Museu George Enescu. Em Israel, apresentou recitais solo e em duo com o violinista Semion Gavrikov a convite da Organização Zfunot Tarbut e participou na Argentina do I Encontro de Pianistas do Mercosul, organizado por Dario Ntaca. Apresenta-se regularmente em festivais como o Klavier-Festival Ruhr, Festival da Radio France e em concertos com orquestras como a Sinfônica da Rádio de Stuttgart, Orquestra Sinfônica de Jerusalém, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), OPES Filarmônica de Montevidéu, entre outros. Em Boston é integrante de um quarteto especializado em Choro.

O projeto  Forte Piano  propõe inéditos encontros entre representantes das diversas escolas brasileiras de piano, sempre aos domingos. Já recebeu o duo Bailado, composto pelo pianista Daniel Grajew e Marcos Paiva, Laércio de Freitas e o duo Hércules Gomes e Rodrigo y Castro. É conduzido por Glauce Passeri.