632 – Ricardo Vignini (SP), camarada top das cordas caipiras e elétricas, recebe hoje abraços de matutos e roqueiros

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O Barulho d’água Música registra e espalha que hoje, terceiro dia do mês em que chegará a Primavera, completa mais um aniversário o embaixador da viola caipira nos Estados Unidos; guitarrista que faz Tião Carreiro e Jimmy Page falarem a mesma língua; personagem de matéria especial na destacada revista Guitar Player, em março;  e que será atração do Rock in Rio trintão, em 18 de setembro, no palco Sunset, com Lenine, com o qual gravou em disco o projeto Carbono. Já sabem a quem estamos nos referindo, certo, amigos e seguidores do blogue e fãs deste paulistano sempre bem humorado? Bom, então vamos cumprimentar o competentíssimo músico Ricardo Vignini, que, entre outras credenciais inquestionáveis, é um dos pioneiros na utilização do tradicional instrumento da cultura brasileira no gênero caracterizado pelo uso da guitarra elétrica e mistura ponteados da música caipira com riffs e fraseados de rock, conforme definição da Guitar Player.

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Violeiro Noel Andrade é atração que fechará evento de catira em Patrocínio Paulista (SP), sua cidade natal

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Noel Andrade é autor do álbum independente Charrua, que tem participações de Renato Teixeira e Dércio Marques, e composições de Rosinha de Valença, Francisco Nepomuceno, Elpídio dos Santos, Godofredo Guedes, Luís Perequê e Chico Lobo

 

Patrocínio Paulista, município próximo a Franca e a Batatais, no interior do Estado de São Paulo, promoverá nesta sexta-feira, 1º de maio, feriado alusivo ao Dia Internacional do Trabalhador,  a 1ª Mostra: Catira, Dança ou Desafio? e um show com o violeiro e filho Noel Andrade. O evento está previsto para começar após a Missa Sertaneja, marcada para as 18 horas. De acordo com o cronograma oficial, a celebração deverá transcorrer em cerca de 60 minutos, assim, por volta das 19 horas, terá início apresentações de grupos de catira de Guarulhos (Favoritos da Catira), de Barretos (Espora de Prata), de Araçatuba (Novos Araças), de Santa Eudóxia (Os Defensores do Catira) e da cidade anfitriã (Sola de Ouro) que antecedem a cantoria de Noel Andrade. O cantor e compositor estará acompanhado por Sandro Premmero (contrabaixo e vocais) e Mauricio Oliveira  (teclados). As atrações terão transmissão ao vivo pela rádio Imperador 920 AM, nas vozes dos locutores Zé Rasteiro e Ádamo AlvesO ingresso será um quilo de alimento não perecível e toda arrecadação será revertida ao Lar São Vicente de Paula.

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Roger da Guitarra encerra programação Ecos Musicais de abril do Sesc de Osasco (SP)

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Roger Guitarra há dez anos desenvolve a técnica pouco explorada no Brasil de tocar lines e slaps, de contrabaixo, na guitarra, característica que já é sua marca registrada

O músico Roger Guitarra encerrará a programação de abril do projeto do Sesc Osasco (SP) Ecos Musicais, que abre espaço sempre nas tardes dominicais para trabalhos autorais e de pesquisa musical dos novos artistas da cidade e região. Sobre a curadoria do trombonista Bocato, Roger Guitarra começará a apresentação às 16h45, na Tenda 2. Há 10 anos ele desenvolve a técnica pouco explorada no Brasil de tocar lines e Slaps, de contrabaixo, na guitarra, característica que já é sua marca registrada. O duo de guitarra e voz Tuck and Patty é sua maior influência.

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Guitar Player destaca pioneirismo e talento do violeiro roqueiro Ricardo Vignini, de São Paulo

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Viola caipira no rock é algo que remete a Ricardo Vignini, define a Guitar Player. Vignini é um dos pioneiros na utilização do tradicional instrumento da cultura brasileira no gênero caracterizado pelo uso da guitarra elétrica e mistura ponteados da música caipira com riffs e fraseados de rock

 

A  revista Guitar Player de março já está nas bancas e em suas páginas traz entre outras matérias sobre o universo do rock entrevista com o  paulistano Ricardo Vignini. Integrante do grupo Matuto Moderno, um dos trabalhos no qual está envolvido e que no ano passado comemorou 15 anos de estrada, Ricardo Vignini vem se destacado no cenário nacional e  no exterior pela excelência e maestria no trato com a viola de 10 cordas, talento  que o tornou parceiro do mestre Índio Cachoeira e também do amigo Zé Helder em dois projetos bastante cultuados tanto pelos fãs da autêntica música caipira, quanto pelos amantes do heavy metal.  

Viola caipira no rock é algo que remete a Ricardo Vignini, define Fábio Carrilho, autor do texto na Guitar Player. Vignini é um dos pioneiros na utilização do tradicional instrumento da cultura brasileira no gênero caracterizado pelo uso da guitarra elétrica. Ao dedilhar  as cordas, ele mistura ponteados da música caipira com riffs e fraseados de rock — fusão que serve de base para o repertório dos cinco álbuns já gravados pelo Matuto Moderno e dos shows que regularmente a banda leva pelo Brasil. Em 2014, o violeiro mostrou ao público outras facetas de sua “viola guitarra”, recorda Carrilho, ao lançar o primeiro disco da banda Mano Sinistra, power trio formado por ele, o baterista Paulo Thomaz e o baixista Marcos Lucke.

Foi no ano passado que Ricardo Vignini gravou também Viola Caipira Duas Gerações, em duo com  Índio Cachoeira. Já com Zé Helder, em 2011 saiu o fantástico Moda de Rock – Viola Extrema. Sucesso de vendas e de shows tanto no Brasil, quanto no exterior, sobretudo nos Estados Unidos, o álbum arrebatou um dos troféus do 3º Prêmio Rozini de Excelência de Moda de Viola, entregue em noite de gala no Memorial da América Latina, em junho de 2013.

A razão para tamanha repercussão é a adaptação de clássicos do rock para as cordas de duas violas, entre as quais In the Flesh, faixa de The Wall, do Pink Floyd, que nos dedos da dupla transformou-se em uma singela valsinha. Para quem não consegue conceber a ideia de Pink Floyd tocado assim, procure imaginar Aces High, do Iron Maiden, e Master of Puppets, do Metallica, levadas em ritmo de pagode de viola.

Além de músicas destas bandas, o Moda de Rock traz Led Zeppelin; The Beatles; Jimi Hendrix; Megadeth; Sepultura; Nirvana; Jethro Tull; e Ozzy Osbourne. Participam ainda o também violeiro Renato Caetano e Edson Fontes, este integrante dos grupos Favoritos da Catira e ainda do Matuto Moderno; na versão ao vivo e em DVD, Ricardo Vignini  e Zé Helder contam com a participação do baiano Pepeu Gomes.

Rock do anos 1980 em Santo André

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Ricardo Vignini e Zé Helder vão tocar na viola Paralamas do Sucesso e Legião Urbana, entre outros sons, para o público do Sesc Santo André (Foto: Marcelino Lima)

 

Quem mora em Santo André e cidades da região do ABCD, na Grande São Paulo, poderá conferir no dia 26 de março a dupla Ricardo Vignini e Zé Helder em ação. A partir das 21 horas, eles apresentarão na Comedoria do Sesc daquele município show do projeto Quintas Musicais – Movimentos Musicais. O repertório terá clássicos do rock brasileiro da década dos anos 1980, executados com novos arranjos especialmente elaborados para a viola caipira. O público curtirá, por exemplo, sons do Legião Urbana, Barão Vermelho e Paralamas do Sucesso, entre outras bandas que marcaram o período. 

O Sesc Santo André fica na Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar.

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Bambas da viola brasileira encontram-se na Galeria Olido, em São Paulo

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Matuto Moderno e Índio Cachoeira (Fotos: Marcelino Lima)

Entre os dias 27 e 29 de novembro quem esteve na Galeria Olido, situada no centro de São Paulo, teve a oportunidade de prestigiar mais uma edição do Encontro Nacional de Violeiros, que há oito anos não ocorria depois de ter sido organizado em Ribeirão Preto. O evento na Capital paulista foi promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e reuniu no palco do antigo cinema parte dos mais expressivos cantores, compositores e expoentes do país que se dedicam à transmissão, à preservação e à divulgação de valores vinculados à viola de dez cordas, seja por meio de sua vertente caipira ou regional, permitindo a plateia conhecer variados ritmos e toques numa verdadeira ode à cultura popular.

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Osasco terá dois shows do “Moda de Rock -Viola Extrema”

O SESC de Osasco terá como atrações nos dias 5 e 26 de junho, quintas-feiras, em ambas as ocasiões às 19 horas, os músicos Ricardo Vignini e Zé Helder. Eles vão apresentar com entrada franca as músicas do álbum “Moda de Rock – Viola Extrema”, lançado em 2011 e que se tornou sucesso de vendas e de shows tanto no Brasil, quanto no exterior, sobretudo nos Estados Unidos, e em 2013 arrebatou um dos troféus do 3º Prêmio Rozini de Excelência de Moda de Viola, entregue em noite de gala no Memorial da América Latina. A razão para tamanha repercussão é a adaptação de clássicos do rock para as cordas de duas violas, entre as quais “In the Flesh”, faixa de “The Wall”, do Pink Floyd, que nos dedos da dupla transformou-se em uma singela valsinha.

Para quem não consegue conceber a ideia de Pink Floyd tocado assim, procure imaginar “Aces High”, do Iron Maiden, e “Master of Puppets”, do Metallica, levadas em ritmo de pagode de viola. Além de músicas destas bandas, o “Moda de Rock” traz Led Zeppelin (“Kashmir”), Beatles (“Norwegian Wood”), Jimi Hendrix (“May This Be Love”), Megadeth (“Hangar 18”), Sepultura (“Kaiowas”), Nirvana (Smells Like Teen Spirit), Jethro Tull (“Aqualung”) e Ozzy Osbourne (“Mr. Crowley”). Participam do trabalho o também violeiro Renato Caetano e Edson Fontes, este integrante dos grupos “Os Favoritos da Catira” e “Matuto Moderno”.

Moda de Rock (Ulisses Matandos) (3)

 

Vignini e Zé Helder também integram o “Matuto Moderno” e seguem carreiras solos ou com outras formações. O primeiro, por exemplo, é autor do disco instrumental autoral “Na Zoada do Arame” (2010) e no domingo, 1º de junho, a partir das 18 horas, lançará no SESC do Belenzinho “Duas Gerações”, um belo disco instrumental de viola caipira que gravou em companhia com Índio Cachoeira. O músico terá acabado de chegar de um pulinho aos Estados Unidos, onde tocará na noite de quinta-feira, 29 de maio, em Indiana, como um dos integrantes do “Dotô Tonho” durante o Fourth Annual John Hartford Memorial Festival. A maratona teve início no domingo, 25, quando Ricardo Vignini juntou-se aos outros dois músicos do “Mano Sinistra” (canhoto, em italiano) Paulo Thomaz (ex-Centúrias e Firebox, atual Baranga e Kamboja) e Lucke (Frank Elvis e Los Sinatras, Houdinis, Malaco Soul) para uma apresentação do disco do trio lançado neste ano no espaço Serralheria, situado na Lapa.

Zé Helder já lançou “A Montanha” (Pedralva – 2004), “No Oco do Bambu” (São Paulo – 2009), com participações especiais de Ivan Vilela, Dani Lasalvia, Índio Cachoeira e Guca Domenico, e com o grupo Orelha de Pau (2002). A voz dele também pode ser reconhecida em trabalhos de diversos artistas, entre os quais Levi Ramiro (SP) e Walgra Maria (RS). O disco de Walgra, “Caminho da Fé”, foi produzido por Dércio Marques, que morreu em 2012 e assim como Ramiro é considerado um mestre por todos os violeiros e cantores dos gêneros caipira, de raiz e regional.  Zé Helder também já acompanhou Ceumar e tem composições gravadas por artistas do sul de Minas. Formado em Licenciatura Plena em Música, criou o curso de viola caipira no Conservatório de Pouso Alegre (CEMPA), e atualmente leciona o instrumento no Conservatório Municipal de Arte de Guarulhos.

Foto: Ulisses Matandos